ONG “Casa da Capoeira” quer disseminar o jogo em Bauru
18 Jun 2007

ONG “Casa da Capoeira” quer disseminar o jogo em Bauru

Preocupados em resgatar a história da capoeira, um grupo de amantes do jogo está criando uma Organização Não-Governamental (ONG) em Bauru destinada

18 Jun 2007

Preocupados em resgatar a história da capoeira, um grupo de amantes do jogo está criando uma Organização Não-Governamental (ONG) em Bauru destinada a manter um acervo de livros e materiais e disseminar a prática da capoeira como esporte educacional.

O projeto denominado "Casa da Capoeira de Bauru" é encabeçado pelo professor de educação física Alberto de Carvalho Pereira Sobrinho. A sede do projeto foi construída com recursos pessoais ao custo de cerca de R$ 138 mil. Atualmente, a ONG está em fase de formalização institucional e, segundo Sobrinho, não pode receber doações em dinheiro.
 
A Casa da Capoeira de Bauru possui um espaço de 35 metros quadrados destinados a abrigar uma biblioteca sobre o esporte. Atualmente, já fazem parte do acervo 50 livros, 60 revistas e alguns artigos de congresso, monografias e teses de doutorado sobre o assunto.
 
“Como estamos imersos na burocracia para a formalização institucional da ONG ‘Casa da Capoeira de Bauru’, não podemos receber doações em dinheiro. Desse modo, as doações esperadas são em livros, estantes, mesas de estudo e leitura e equipamentos de informática”, ressalta Sobrinho.
 
O organizador do projeto lembra que a história da capoeira, geralmente, é passada à sociedade de forma oral e distorcida da realidade. Preocupado com isso, Sobrinho diz que é preciso discernir sobre o que é fato e o que é mito sobre a capoeira no Brasil e em Bauru. “Hoje nós buscamos através da ONG congregar pessoas tanto da capoeira quanto de fora dela criando uma identidade para a cidade. Porque existe a questão da história em que cada um busca defender o seu interesse e há uma disputa ideológica”, comenta o professor.
 
Segundo ele, a função da biblioteca, por exemplo, é informar o que é realmente a capoeira e o que ela representa no Brasil. A nova ONG deverá ter três ordens de associados: o praticante, o sócio contribuinte (pessoas físicas que fazem doações) e o sócio mantenedor (convênios com entidades como escolas públicas e particulares, por exemplo).
 
O professor ressalta a importância de algumas personalidades ligadas à história da capoeira de Bauru. Entre elas cita o mestre Cidão, do Grupo Guerreiros de São Jorge, que no início dos anos 1980 teve uma experiência bem sucedida no município ao trazer o esporte de Guarulhos para Bauru. “Baianinho e mestre Terra também são duas pessoas que merecem respeito”, lembra Sobrinho.
 
Uma das dúvidas mais comuns das pessoas com relação à capoeira é a forma correta de classificá-la. No entanto, o professor tranqüiliza explicando que ela tem várias modalidades. “A capoeira pode ser uma luta aberta, franca, um jogo, uma dança e também esporte”, diz, lembrando que desde 1972 ela se enquadra na categoria de esporte por conter regras e possuir competições.
 
De acordo com ele, cerca de 30 alunos praticam a capoeira atualmente na Casa da Capoeira, instalada em um espaço de 186 metros quadrados. O imóvel está localizado na rua Sebastião Pregnolato, 4-86, Jardim Contorno. As visitas à biblioteca podem ser feitas no período noturno ou às terças-feiras das 9h às 12h e às quintas-feiras das 13h às 18h.
 
Alberto de Carvalho Pereira Sobrinho: capoeira-bauru@uol.com.br
 
Jornal da Cidade – fone (14) 3104-3104 – Bauru-SP
 
Fonte: Mestre Jeronimo – Rod@ Virtual

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