Crônica: Capuera Iconoclasta
29 Out 2007

Crônica: Capuera Iconoclasta

  Mestre Jeronimo (JC) – Capuera Iconoclasta     PRELÚDIO: (afinando a ‘bateria’ pro jogo)   Somos brasileiros, não somos europeus portugueses!  

29 Out 2007

 

Mestre Jeronimo (JC) – Capuera Iconoclasta

  

 PRELÚDIO: (afinando a ‘bateria’ pro jogo)

 

Somos brasileiros, não somos europeus portugueses!

 

Mas, no Brasil, malandro; mandinga; macumba; vadio; capoeira; etc., ainda é termo promovido em dicionário de ‘língua portuguesa’ como sendo “coisa ruim” e atitude de “gente que não presta.” O governo aprova ‘o jogo’ para manipular a mente e oprimir o povo brasileiro.

 

Portanto, estou escrevendo e gingando de maneira não convencional com o intuito de protesto; para adicionar na educação do nosso povo; e promover a cultura do povo brasileiro de forma autêntica fortalecendo a identidade cultural da nação brasileira.

 

—dá licença, pra fazer o ‘jogo’!

 

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LADAINHA

 

Iêê eu prefiro ser essa metamorfose (iconoclasta) ambulante

 

Mestre é o termo que define um Ser que se torna numa pessoa feliz!

 

Capoera (kaa-poera, capoeira, capuera, kapuera, etc.) é uma palavra que na ação gera uma situação de Família – sinônimo de Quilombo.

 

Família é sinônimo de trabalho. O trabalho que dignifica o homem, e gradua o Mestre!  

 

Um “e$cravo” é aquele que paga aluguel, condomínio, imposto de renda, taxas pra banco e pro governo, etc. Portanto é sinônimo para definir quem é um capuera.

 

O ‘mestre’ é a palavra usada para identificar um profissional prestador de serviço. Como por exemplo: mestre-de-obras; mestre-sala; mestre-de-bateria; mestre-de-capoeira, etc. O professor da escola, universidade, etc., já foram no Brasil outrora ‘apelidados’ de mestre pelos alunos.

 

CHULA

 

[ Mestre Jeronimo, quem foi o seo meste… e o meste do meste do sinhô ? ] 

 

Toda regra tem exceção. Eu, por exemplo, não sei nem o nome de minhas bisavós.

 

Tenho respeito pelos Mestres que me inspiram pra graduar a vida, meu pai e a mãe, por exemplo. O resto, de gente profissional, mestre, que me educou, são tantos.      

 

—Iêê… viva meu Mestre, camará!

 

CORRIDO

 

— …‘porto de lenha tu nunca serás liverpol…

 

Muitos nordestinos foram parar na Amazônia à força ou ludibriados com falsas promessas de que iam ficar ricos, etc., na época que o feitor escravi$ava o povo brasileiro com as mentiras da borracha.

 

Meus avôs, me foi falado, eram do Recife, Ceará, Paraíba e Sergipe. Mas, não se pode

dar muito crédito pras afirmações dos pais e avôs imigrantes, pois, no geral, quando não tinham a grana pra fazer por exemplo, a certidão de quem nasceu, depois de um tempo inventavam qualquer coisa pra registrar, etc., e escapar da multa e “outrUS 500” ainda em uso para discriminar contra o próximo. Portanto, nem idade certa lá no norte a gente, do povo, pode dizer que sabe na real pra responder quantos anos tem. (!).

 

Minha mãe, que ‘já foi’, nasceu na cidade do porto flutuante. Meu pai, é mais um “joão da silva” parido num lugar qualquer lá no interior da selva que veio de ‘canoa & cuia’ pra tentar a sorte na cidade de Manaus. Eu nasci no ano da revolução cubana e fui criado e educado com muito amor pela minha família. Cresci ouvindo o pai, ‘ladainhando’ esse verbo: ‘filhu, esse sistema num presta, eu num istudei, mas tu tem qu’istuda.’ 

 

Gingando a minha educação escolar em Manaus, eu fiz o primário no Grupo Escolar Ribeiro da Cunha e o ginásio no Instituto de Educação do Amazonas. Concluí o segundo grau na Escola Técnica do Amazonas. Era um aluno aplicado!

Com uns 14 anos comecei a vadiar na capuera na rua com os cumpade de infância. Meu vizinho conhecido como ‘mão-de-paca’ (o quinho) me chamou pra ver uma “coisa nova” que ele tava aprendendo com uns curumim do bairro vizinho. Passamos a treinar entre nós mesmos, todo dia, escondido da mãe, depois da escola, na rua, becos, quintal, beira de praia de rio, etc. Quando ouvíamos falar que tinha um capuera novo na cidade a gente ia lá ver quem era o fulano. Entre “babas & peladas” que eu dizia pra mamãe que ia jogar com a camaradagem, fui vadiar muitas veses levando o canivete pra “escrever mandinga”. Nunca sangrei ninguém, nem fui furado nessa vadiação. —Laroiêê!!!

Eu e o cumpade quinho ficamos em seguida sabendo que a cidade tinha duas academias de Capoera. Passamos a visitar as rodas que faziam e ficou evidente que os mestres-de-capuera disputavam entre si (seus egos!) e com seus alunos. Estes não eram nenhuma exceção à regra. Pois são tantos que ainda disputam a ignorância X arrogância em rodas promovendo um jogo irresponsável que enlameia a reputação da Capoeira.  

 

… dei meu nome agora eu to… ai ai ai…  num cortejo militar…   

 

Gingando a vida no quartel, tínhamos na Polícia do Exército um treino de karatê no programa que diziam que serviria para defesa pessoal. Existia também uma disputa entre os karateca e os capueristas da cidade. Eu não falava pra ninguém na tropa que era capuerista pois era o único que gingava nessa turma. Um dia durante o treino me vem o instrutor e diz que queria ‘me testar’ pois ouviu falar que eu era um capuera. Tentei negar mas não deu pé. A galera vibrava com a roda improvisada no meio do campo aberto de futebol, na selva. Pra encurtar, eu ginguei, o cara fez posição de karatê, mandei um ‘espirra sangue’, o faixa-preta ficou olhando meu movimento como se tivesse hipnotizado, e levou nos lábios. Dei o golpe sem maldade e esperava que ele fosse responder à altura do que graduava na cintura.

                                                                                                

Ele então falou: —‘karate não bate, só demonstra!

 

Bom, eu não sabia disso, não era karateca profissional!

 

Inclusive, eu boêmio, tinha chegado de uma seresta às 2 da matina e acordado às 5 pra ir pro quartel e tava ainda “meio ligado” e como aprendi a gingar na rua, a gente não pensa em repetir golpe treinado de academia, mas, o instinto é quem dita as regras do jogo, deu no que deu.

 

—…madeira de lenha, na selva cai bem…

 

Com a moral pra baixo na frente dos alunos o karateca disse que eu tinha que lutar de novo. Resultado do jogo, ele levou mais um rabo-de-arraia no lombo e quando eu ia aplicar uma rasteira certeira ‘na altura’ que ele subia com um pontapé de karatê, resolvi não abusar da sorte de soldado derrubando o cara e, mandiguero, só marquei o golpe. Em seguida, dei um Iêê pra finalizar a disputa, e saí fora.

 

A galera aplaudia e o professor ficou sem poder revidar o golpe pra provar que karatê era bom pra soldado se defender. A partir dai fiquei sabendo que o karatê não foi mais usado como a disciplina de treino de defesa pessoal da tropa.

 

—falou o mestre ‘pastinha’: ‘ quanto mais capoera sabe, melhor pro capuera

 

Na época que eu gingava a Capoera na rua, também comecei a treinar vôlei dentro da quadra. Disputei vários campeonatos estudantis e inclusive com a Seleção Amazonense. Durante o serviço militar fui convocado para a Seleção Brasileira de Vôlei do Exército. Foi a primeira vez que viajei num avião e saí de Manaus “para ver o mundo”, pois, na Amazônia dos anos 70 ainda éramos um povo meio que ‘isolado’ do resto do Brasil. Treinamos no Rio, na Urca, e disputamos o campeonato nacional em Fortaleza. Sagramos o time do Exército campeão e fui convocado pra Seleção Brasileira das Forças Armadas. Voltei pra Manaus pra esperar a passagem pra ir treinar no Rio pra disputar o campeonato mundial na Grécia. Mas, como era o único soldado no time dos oficiais… —o e-leitor, o paisana, já adivinhou o que rolou nesse jogo?! 

 

É isso aí, fui discriminado pelos da “clas$e $uperior” na roda do vôlei militar. Quiçá, esse jogo foi feito à semelhança daquele dos capueras que foram lutar na guerra do Paraguai. Estes, quiçá estão ainda esperando a devida indeni$ação do serviço prestado gingando de recruta e disputando tiros pela pátria. 

 

Mas, não fiquei “à toa” esperando acontecer nenhum milagre, de feitor!

 

—pois, quem sabe e faz a hora, não espera acontecer…!

 

Foi porventura inspirado pelo som do birimbau e improvisando com acordes no refrão de ‘aroeira’ do Geraldo Vandré que acabei me tornando um músico profissional. Sou um mestre-de-artes e professor de música. 

 

A partir dos 15/16 anos comecei a estudar o violão com um professor particular e em pouco tempo já estava fazendo seresta e festa com o pessoal do grupo de jovem da igrejinha da rua. Fui também membro fundador do Coral do Teatro Amazonas e fiz um curso de teoria musical e flauta-doce no antigo Conservatório de Manaus com um velho pianista húngaro (ex-aluno de Bella Bartok) que lá vivia nesta época. Como em Manaus o conservatório não graduava ninguém pra ser profissional, não tínhamos uma orquestra sinfônica, ele falou que eu tinha talento e ouvido e se quisesse graduar pra músico profissional teria que ir pro sudeste e tocar um instrumento de arco. Mostrou a foto do contrabaixo e do cello, eu achei a do baixo mais interessante, e defini aí o jogo.

 

O ‘Ser’ capuerista é um cara mandiguero que improvisa com idéias pra sobreviver. Pois, pra sair de Manaus, não tendo pai rico, através do conhecimento do meio cultural e político do Teatro Amazonas inventei que tinha que ter um ‘Apoio Escolar’ para poder estudar música fora de Manaus. A razão do ‘jogo’ pra ser publicado no Diário Oficial era que eu me tornaria um bolsista do estado que serviria de base para compor a futura Orquestra Sinfônica do Teatro Amazonas.

 

Responderam à minha… ‘chamada’ – ?!  

 

e lá vou eu, por esse mundão afora

 

A VORTA AO MUNDO

 

Ainda no período da Ditadura Militar ‘o vento me soprou’ pra fora de ManaUS (uma cidade com “zona franca” ) pra gingar meu sonho de ser um músico profissional. 

 

Estudando música em Brasília, fui umas vezes ver o ‘movimento’ da academia de capoera dos mestres ‘gato’ (da BA) e do mestre ‘tabosa’ na W4. Via o pessoal do mestre Adilson no Sesc da W13 passando pra gingar a aula, enquanto eu tinha que dar (*)aula de música pra poder sobreviver. Passava por despercebido olhando a vadiação na Roda da Torre. Não queria me envolver com capuerista pois estudando música tinha vergonha de dizer que gingava, particularmente vivendo naquele meio social que preconceituava a cultura do povo.

 

Estava o Brasil no período final da ditadura militar e após concluir o curso de música na Escola de Música de Brasília não voltei pra Manaus. Cheguei na rodoviária do Rio com a muchila e instrumentos de trabalho.

 

Já estabelecido no Rio, correndo atras do jogo, fiz um outro curso de música na UniRio e trabalhei em outra (**)orquestra sinfônica.

 

Um dia quando malhava na beira-mar conheci um pessoal ‘peneirando’ na praia. Deu saudade da vadiação da rua. Pedi licença, e fui gingar algumas vezes com eles. Eram “motoristas de patroa” e porteiros, outros assalariados, a maioria de São Cristóvão que trabalhava no Leblon e nas horas vagas fazia a ‘terapia’ gingando na praia.

 

No Rio, em pouco tempo de ‘ralação’ eu já  era considerado um músico e compositor muito talentoso, diziam uns e outros, do meio artístico do clássico, jazz e popular. Tocava minhas composições em shows de bares e fiz uns programas de radio. Lembro-me de um comentário do Egberto Gismonti a uns amigos ‘do meio’ dizendo que como eu não tinha o tal de “pedigree” –(?!) ou seja, não era “filho de bacana”, tinha que sair braza pra poder ser reconhecido.

 

E lá fui eu de novo mundo afora, improvisando agora numa ladainha do seo Tom Jobim que diz que: ‘a entrada do artista brasileiro é a porta de saída do galeão’!

 

 — ( *Desde que saí de Manaus ministrei aulas de violão e flauta-doce e toquei na noite pra sobreviver, pois o apoio escolar que recebia deu pra pagar a passagem aérea, o resto eu tinha que (mestre!) improvisar gingando profissionalmente por conta própria pra poder viver. )

 

— ( ** Trabalhei durante uns 20 anos com o contrabaixo nas Orquestra da E.M.B. e do Teatro Nacional de Brasília (agora Cláudio Santoro); na Orquestra Jovem do Estado do RJ; e na Opera House Orchestra e outras orquestras em Sydney, na Austrália. )

 

—Iêê… vamU s’imbora, camará!

Tentei em vão conseguir um navio cargueiro para chegar à Europa sem ter que desembolsar toda a grana que tinha. Porem, arranjei grana suficiente pra pagar uma passagem de ida no avião. Vadiando com a muchila de uns 40 kilos nas costas, contrabaixo, baixo, violão, e outros “500” depois de vadiar em Madri fui de trem pra Paris. Na França, trocando idéias musicais numa roda de conhecidos, eu tava querendo falar de Mozart e outros “trocentos” de música clássica, quando me pergunta o europeu:

— Jerônimo, você toca o atabaque?

 

— Fiquei de cara!!  (-?!)

 

Como eu vinha do Brasil tinham interesse na minha cultura de raiz. Imagina que até o fato de ter nascido no ‘norte’ me fazia agora sentir orgulhoso de ser brasileiro, pois antes, me preconceituavam até de “índio” em Brasília.

 

Na Europa eu então me senti orgulhoso de ser um capuera e pela primeira vez ginguei passando um chapéu na rua, o que nunca me passaria pela mente de fazer no Brasil pois na época artista que fazia arte na rua era no geral discriminado.

 

Depois de 1 ano na França fui viver na Alemanha. Em Munique, entre outros idiomas que estudei antes de sair do Brasil fui estudar o deustsch na escola. Depois, comecei a vadiar num parque da cidade com o ‘miti’, um capuera de salvador que tava chegando à Europa. Lá por tantas ele se deu conta de que eu já tinha o fundamento do jogo, pois, me conheceu como músico, eu não falava que era isso ou aquilo capoera. Eu o ajudei a montar um grupo de alunos nos treinos que fazíamos.

 

Passei 2 anos vadiando profissionalmente como artista em diversas situações na Alemanha e visitando outros arredores da Europa. Então, me separei da esposa e o ‘vento cigano’ me soprou pra Austrália.

 

Chegando em Sydney, idealizei evoluir um Quilombo baseado nos ideais revolucionários de Palmares, visando a educação e a graduação da família. Pedi ‘licença’ ao Povo Aborígine pra introduzir o Ritual da Capoera na praia de Bondi{bond-ai} e, em seguida, toco o didjeridu, pra certificar o meu respeito, já que  estando na terra dos outros fui fazendo roda e workshop com a cultura do Berimbau pro povo australiano.

 

O povo australiano não tinha idéia do que era Capoera. Eu comecei semeando ‘mandinga’ do marco zero. A partir de 1987 e fiquei durante 1 ano dando aula e fazendo roda só com os alunos que iniciaram a gingar comigo. A partir de 1990, outros capoeras começaram a se estabilizar na Austrália e a promover aulas e eventos. Atualmente, a Capoera na Austrália é uma atividade conhecida e praticada em todas as capitais do país e outras partes do continente. 

 

A Roda pioneira da Austrália que eu iniciei em janeiro de 1988 em Bondi Beach, na frente do Bondi Pavilion Community Centre, continua servindo a comunidade. É nesse centro cultural que eu ministrei minhas primeiras aulas. E a maioria dos capueras que agora vivem ou passam em Sydney já foram gingar conosco na Roda da JC’S – Mestre Jeronimo Capoeira Angola School. 

 

Em 1993, comecei a gingar as classes pioneiras de Capoera para as crianças australianas. Minha filha, Marina, que em agosto de 1990 me iluminou a vida com sua chegada, foi o motivo da inspiração para este jogo. —Saravá, Natureza Mãe!

 

Durante estes anos gingando profissionalmente no continente “down under” escrevi 2 livros, produzi vários CDs, Vídeo, e eventos com o produto cultural da Capuera que presto serviços para a comunidade.

 

Profissionalmente falando, ainda não graduei um professor da JC’S pra prestar serviços com o título de ‘mestre-de-capuera’ apesar de ter alunos aplicados. Pois, se essa profissão é uma coisa ainda sem definição social resolvida no Brasil, imagina ‘caetano’, imagina… ‘chico’ gingando nesse “papo seo pra lá de marakesch…” —gingando de ‘mestre’ no sistema social da Austrália, que é o oposto do Brasil, imagina, e-leitor, se queremos lá esse jogo desorganizado. – (?!).

 

Imagina… que pra graduar capoera comigo ‘seja lá aonde 4’(for) tem que gingar no ‘Regulamento da JC’S’. Aluno da JC’S tem que estar apto para gingar e graduar profissionalmente com pelo menos 2 idiomas, o materno e o idioma da ‘língua capuera’. Mas, sugiro, e dou exemplo no jogo do ‘faz o que digo pois é o que faço’, que queiram se certificar com no mínimo um jogo de (4+1) uns 5 idiomas pra provar que virou mestre mesmo, NA REAL!

 

Em 1997 inventei a ‘Rod@ Virtual’ – ou, Capoeira Internet. O fato de eu me sentir meio que ‘isolado’ do resto do mundo vivendo na Austrália me inspirou pro jogo. Muita gente na época não entendeu o sentido do ‘movimento’ e “muitos” (!) até criticavam o meu trabalho e diziam que “essa rod@ do JC” não vai longe. Bom, inveja e falta de talento, acrescentado com a ignorância que ginga no desrespeito ao próximo, isso não é uma novidade, existe em todas as profissões e outras funções sociais. Dizem também os ‘mais sábios’ que: “árvore que tem fruta boa tem muito morcego à volta…”. Pois, a roda de mestre JC, tem dende, dá fruto na real!

 

A Roda Virtual que idealizei continua servindo o propósito da comunicação com a mídia gingando pra acrescentar mais educação pra gente evoluir o jogo e os capueras.   

 

E, de fato, minha idéia original serve agora também de inspiração pra muitas variações de Rod@ que estão gingando no Brasil e no mundo afora. A minha pagina original ainda está na internet. Agora até parece uma “peça de museu virtual” —o que conscientemente eu preservo na forma original do que eu desenhei usando os programas de web dos anos 90. Serve para que as gerações do presente e futuro vejam a evolução do jogo, e a diferença do produto profissional das rodas virtuais do ano 2000.

 

—galo cantou, chegou a hora… me dá meu chapéu, já vou m’imbora…

 

Fazem mais de 20 anos que eu imigrei pra outras praias, continentes. Gosto de improvisar na vida e como me apelidam de ‘mestre’, pra me certificar, eu me ofereço minhas “férias” prolongadas, com o intuito de também fazer uma experiência que todo imigrante sonha realizar, ou seja, tentar viver no seu país de origem depois de ficar tanto tempo “surfando” em outras praias.

 

Estou gingando no  Brasil a partir de meados de 2006, e, já inclui mais experiências neste período, como por ex., o produto cultural  de mais uma produção fonográfica em selo independente num CD de MPB com minhas composições originais. Em seguida, fiz também uma ‘chamada’ ao Programa de Difusão e Intercâmbio Cultural da Secretaria de Incentivo e Fomento à Cultura do Ministério da Cultura do Brasil e graduei nesse jogo. Profissionalmente fui selecionado para divulgar a cultura brasileira, a Capoera, na Europa.   

 

Portanto, autorizo que seja publicado o que aqui relato da minha história, pensamentos de vida, depoimento, etc., em meios de comunicação, livros, etc., e por outros, escritores, etc., e outros que queiram adicionar conteúdo pro que promovem do que gingam para inspirar o povo para se educar, bem viver, e graduar na vida sendo um vencedor. Peço com respeito, que me sejam respeitados todos os direitos do autor, etc., na forma de lei, profissionalmente, etc., e que qualquer modificação feita no texto, tradução, etc., seja realizadas a partir da minha autorização. 

 

adeus, adeus boa viagem…

 

Espero que tenham tido uma boa leitura nessa roda.

 

Saravá!

 

Mandigueramente,

 

Mestre Jeronimo Capoeira  – ‘Iconoclasta JC’

 

Jerônimo Santos Da Silva
Cidadão Brasileiro / Australian Citizen
Pãe. Capuerista. Músico. Escritor. Compositor. Produtor Fonográfico

 

http://br.geocities.com/jeronimocapoeira/

http://www.myspace.com/mestrejeronimo

 

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