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Capoeira sem Fronteiras

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Grupo de Capoeira Nação Recife/AACD

Recife: o trabalho de Capoeira com crianças portadoras de deficiências, começou em 2005 a princípio com uma desconfiança mais depois se tornou uma realidade, hoje o Grupo de Capoeira Nação Recife/AACD, sob a direção e coordenação do Mestre Júnior, Prof de Edc Física e História da Capoeira, coordena as aulas com movimentos de Capoeira adaptados para os pacientes (alunos), dentro da grande ludicidade que esta arte contém.

 

Serviço:

Workshop sobre Capoeira Inclusiva e os benefícios que ela pode trazer aos adeptos com necessidades especiais

Mestre Júnior

(81)97701889/86192109 – mestrejunior1@gmail.com

Barra Mansa: Capoeira incentiva a integração social

BARRA MANSA

Quem passou pela antiga biblioteca na Gare da Estação, na Rua Orozimbo Ribeiro, nos últimos dias presenciou um cenário diferente das atividades rotineiras da cidade. São os participantes da Associação Abadá de Barra Mansa praticando capoeira no local. Ao som característico do berimbau e do atabaque, crianças, adultos, idosos, portadores de necessidades físicas ou Síndrome de Down, todos se reúnem para praticar o esporte.

Segundo o professor do grupo, Luiz Carlos Rocha, conhecido como Mestre Pretinho, o objetivo é trazer às pessoas para conhecer e entender a história da cidade. “Nós iniciamos o projeto com o objetivo de passar aos nossos alunos a história da capoeira no Brasil e incentivar a leitura. Porém, aqui na biblioteca não tinha livros específicos da área, foi quando entramos em parceria com a instituição, doando os livros para aprimorar o conhecimento da cidade sobre essa cultura”, contou.

O professor ressaltou ainda a ligação do município com a Capoeira. “Este foi o berço de grandes capoeiristas, como Mestre Branco, Mestre Bueira, Mestre Carlão e Mestre Boa Viagem”, explicou.

Além da valorização histórica do esporte e da cidade, o projeto, que existe há mais de nove anos, impressiona pela diversidade de alunos. “A capoeira é a maior prova de integração social. Nós temos participantes de todas as idades, crianças e jovens especiais, trabalhamos também com a melhor idade. Todos respeitam cada espaço conquistado”, disse.

A conquista ainda é comprovada pela satisfação das mães de crianças especiais ao trazer os filhos para a aula. É o caso da dona de casa Marlene Martins de Oliveira, 62 anos. Há três anos ela traz a filha para freqüentar as aulas e aprender o esporte. O resultado ela percebe em casa. “A comunicação dela melhorou muito, melhorou o comportamento. Sem contar que é uma atividade maravilhosa, trabalha a coordenação motora e ainda promove a integração social”, relatou.

Intensificando ainda mais o caráter de diversidade do esporte, o projeto recebe amanhã a vinda de alunos franceses. Hoje, eles se uniram a várias escolas e entidades com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) para uma grande roda de capoeira. “Esse intercâmbio de estudantes é muito bom para todos. Eles vêm para cá, conhecem nossa realidade, os alunos daqui e também tem gente daqui que vai pra lá. Isso ajuda a trabalhar o corpo e a mente”, explicou Marlene.

Outra mãe que tece elogios à iniciativa é Maria Orília da Silva Rocha, 69 anos. A filha dela também tem Síndrome de Down e ainda sofre com os sintomas da colite, uma doença inflamatória do intestino. Há dez anos nas aulas, diversas vezes ela falta por causa do mal estar. “Mesmo ela tendo que faltar tanto, eu percebo as melhoras em casa. Quando ela vem ela se sente muito melhor. A gente faz uma preparação alimentar para que ela venha e não passe mal”, contou.

Segundo os organizadores, as atividades terminam hoje, às 17 horas. Durante a semana as pessoas receberam aulas de canto, atabaque, dança e berimbau. A estimativa era alcançar cerca de 1.500 pessoas entre alunos e visitantes. No local, estão expostos vários livros sobre treinamento e a história da capoeira no Brasil, troféus e instrumentos para conhecimento do público. O grupo de capoeira também se destaca por outras colaborações à sociedade, como campanhas de doação de sangue e combate às drogas e se prepara para ano que vem, trazer à Barra Mansa a ‘Semana Internacional de Capoeira’.

Fonte: http://www.avozdacidade.com

Capoeira é usada como tratamento de reabilitação física no Ceir

Capoeira voltada à reabilitação física, inclusão e acessibilidade da pessoa com deficiência. Essa, talvez, seja uma das melhores expressões para caracterizar a capoeira desenvolvida semanalmente no Centro Integrado de Reabilitação (Ceir), em Teresina. A instituição trabalha com a adaptação, readaptação e reabilitação da pessoa com deficiência física.

No setor de reabilitação desportiva a capoeira é um dos esportes oferecidos aos pacientes em tratamento. A atividade além de fomentar a socialização, auto-estima e independência do paciente é, também, responsável pelo ganho de agilidade, força muscular e coordenação motora.

Não existe restrição para a prática do esporte. Os praticantes apresentam diagnósticos, idades e necessidades diferentes que se encontram no mesmo ritmo do berimbau.

A dona de casa Nirinalva Mendes da Silva conta que seu filho, Lyedson Matheus, de 4 anos, melhorou muito depois que começou a participar da capoeira. “Antes, ele não segurava o pescoço e não tinha equilíbrio nenhum. Agora rola e dobra as pernas”, disse. A conquista é motivo de emoção ainda maior quando a mãe lembra que o obstetra não acreditava na sobrevivência do menino após a constatação da doença no parto.

O professor Childerico Robson finaliza que o trabalho desenvolvido com os pacientes é fruto de grande satisfação pessoal. “Me sinto realizado em saber que contribuí nem que seja um pouquinho para a melhoria de vida desses meninos e meninas”, frisou. Hoje, ele trabalha a capoeira para 20 pacientes que recebem tratamento no Centro.

Jogadores do Palmeiras saem fortalecidos da AACD

O sorriso do atacante Luan, ao se deparar com uma roda de capoeira formada por crianças com deficiências físicas, nesta quinta-feira, na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), teve uma espontaneidade comovente. A julgar pela temporada complicada do time, não é difícil imaginar que, neste ano, foram poucas as vezes em que os jogadores do Palmeiras se sentiram tão queridos.

Algumas das crianças não têm braços ou pernas. Mas todas têm o sorriso que comoveu Marcos Assunção, Maurício Ramos, o gerente César Sampaio, o vice-presidente Roberto Frizzo e os garotos Bruno Dybal e Lucas Taylor, campeões paulistas sub-17 pelo clube.

Na semana  em que jogam um importante clássico contra o seu maior rival, o Corinthians, no Pacaembu, os jogadores do Palmeiras que participaram da ação promovida pelo clube certamente ganharam um motivo extra para se dedicarem. Solicitações de fotos se misturavam a agradecimentos e pedidos de gol na partida de domingo. E os jogadores, sempre solícitos, faziam questão de atender a todas as crianças.

Marcos Assunção, entusiasta assumido de ações sociais, era o mais procurado. Foi um hábito adquirido na Europa. Em mais de um momento, foi possível notar a alegria do camisa 20. Neste ano, o jogador já havia dado uma palestra na Fundação Casa. Às vésperas do  Dérbi do primeiro turno, Assunção também já havia doado uma camisa autografada, a ser leiloada pela AACD, a pedido do DIÁRIO (veja abaixo).

“O contato com essas crianças faz com que a gente valorize mais as nossas vidas”, disse. “Eu, que sou pai, imagino como deve ser a dor de alguém que vê seu filho deficiente, impossibilitado de fazer o que quer. É nossa obrigação, como jogadores, fazer esse tipo de visita”, disse, com olhos marejados.   Além de dar atenção aos pacientes, os jogadores, em nome do Palmeiras, fizeram a doação de oito próteses para a AACD.

Houve, claro, espaço para provocações e brincadeiras. Alguns gritos de “Corinthians” foram ouvidos. E até o presidente da entidade, João Octaviano, com alguma incoveniência, fez brincadeiras com os jogadores. Mas tudo em tom amistoso e com bom humor. Como tudo que envolve o futebol deveria ser, sempre.

“Volto para casa mais feliz hoje”, diz Assunção

O capitão Marcos Assunção aproveitou sua visita à AACD para entregar pessoalmente a camisa que doou à entidade para leilão, antes do primeiro Palmeiras X Corinthians  do Brasileirão, em 28 de agosto, a pedido do DIÁRIO. A camisa do Corinthians na foto ao lado foi doada por Chicão para promover o jogo como o “Clássico do Bem” (veja reprodução da capa do caderno de esporte desta data ao lado).

Angelo Franzão, superintendente da AACD, grato pela ação, enalteceu a importância da visista dos palmeirenses. “ A gente sempre  incentiva este tipo de ação porque situações como essas permitem que mostremos os  avanços da AACD e a maneira ciomo trabalhamos em prol da inclusão social do deficiente físico”, disse ele. “O esporte é uma válvula de mobilização muito importante. Ter atletas aqui mexe com as crianças. ”

Se depender da vontade de Marcos Assunção, Franzão e a AACD vão sempre contar com o auxílio de atletas. “Faço com o maior prazer e incentivo os demais. É bom para as crianças, mas também é  bom para mim”, afirmou. “As crianças estão mais felizes, sem dúvidas, mas eu também volto para casa mais feliz hoje. ”

Fonte: http://www.diariosp.com.br

Associação Pestalozzi & “Ginga Terapia”

Ginga Terapia é um evento promovido pela Associação Pestalozzi de Maceió em parceria com o Grupo Muzenza e tem o objetivo a inclusão de pessoas com deficiência e idosos em atividades culturais e esportivas, alem de dar visibilidade a capoeira como instrumento de inclusão social desde 2004.

Esse ano o encontro será organizado por mim Monitor Bujão e pelo meu irmão Monitor Daniel que foi contratado esse ano para trabalhar a capoeira com os jovens e adultos com deficiência intelectual e múltiplas da Pestalozzi.

O Ginga Terapia será dividido em cinco etapas com públicos detentos:

Oficinas praticas de manutenção de instrumentos musicais de capoeira e capoeira adaptada para pessoas com deficiência.
publico: professores de capoeira, educação física e Pessoas interessadas;

Roda de Capoeira na praça do centenário.
Público: todos os participantes do evento;

Seminário ” Incluir, Integrar e oportunizar”.
Público: profissionais da educação e saúde;

Festival infantil de capoeira.
Público: Crianças com e sem deficiências que praticam capoeira;

Batizado e Troca de cordas.
Público: Alunos do Projeto Ginga Terapia.

O projeto Ginga Terapia atende 330 crianças, jovens e adultos em duas unidades escolares e mais de 150 idosos em cinco unidades de saúde da Associação Pestalozzi de Maceió.

 

25 E 26 DE NOVEMBRO DE 2011

 

A Associação Pestalozzi de Maceió tem a honra de convidar Vossa Senhoria para participar do 8º Ginga Terapia: Encontro Nacional de Capoeira Inclusiva, que se realizará no período de 25 a 26 de Novembro.

O evento tem como tema principal “Incluir, Integrar e Oportunizar – As Contribuições da Capoeira na Educação Inclusiva”.

 

 

PROGRAMAÇÃO:

Sexta-feira – 25/11/2011

Abertura do Evento

Curso: “Construção e Manutenção de instrumento de Capoeira”

Mestre Ron – Santos – São Paulo

 

Curso: “Capoeira Inclusiva”

Mestre Beija-Flor – Aracaju – Sergipe

Local: Centro Inclusivo Genilda Porto

Horário: 13:00 às 16:00h

 

Roda de Divulgação

Local: Praça do Centenário – Farol

Horário: 16:00 às 17:00h

 

Seminário Nacional de Capoeira Inclusiva

 

Palestra: “Adaptações para a inclusão escolar”

Prof. Silvana Paula M. de Alcântara Lima – Psicóloga FEJAL/CESMC

 

Palestra: “Capoeira Inclusiva”

Mestre Heraldo Gabriel (Beija-Flor) – Aracaju – Sergipe

 

Palestra: “Capoeira na Terceira Idade – Promovendo a Saúde e a Inclusão Social”

Prof. Antônio Sérgio de Araújo Mendonça (Bujão) – Pestalozzi de Maceió

Local: Centro Inclusivo Genilda Porto

Horário: 19:00 às 21:00h

 

Sábado – 26/11/2011

Festival Infantil de Capoeira

Local: Centro Inclusivo Genilda Porto

Horário: 08:00 às 12:00h

Batizado e Troca de Cordas

Local: Centro Inclusivo Genilda Porto

Horário: 14:00 às 17:00h

 

 

LOCAL: Associação Pestalozzi de maceió –

Centro Inclusivo Genilda Porto,

Av. Santa Rita de Cássia Nº 140,

em frente a Igreja de Santa Rita,

Farol – Maceió – Alagoas.

 

INFORMAÇÕES: (82)8831-5750 (SERGIO) (82)8824-1035 (DANIEL)

gingaterapia@hotmail.com

http://gingaterapia.blogspot.com

Aconteceu: III Encontro da Capoeira Inclusiva de Santos

Encontro de capoeira reúne portadores de necessidades especiais, em Santos

Conscientizar instituições, professores e familiares de pessoas com necessidades especiais sobre a importância da prática de atividade física para o desenvolvimento motor e mental, melhoria da auto-estima e integração social dos portadores. Esse é o principal objetivo do III Encontro da Capoeira Inclusiva de Santos, que será realizado na próxima quinta (22), das 14 às 17 horas, no Complexo Esportivo Rebouças, na Ponta da Praia, em Santos.

Cerca de 120 crianças, jovens e adultos, de seis entidades que trabalham com educação especial, participarão do evento: Capoeira Inclusiva Semes/Rebouças; Apae/Santos; Escola de Educação Especial “Eduardo Ballerini (Cerex); Escola de Educação Especial “30 de julho”; Napne/Santos e Caec João Paulo II/ Vicente de Carvalho – Guarujá.

O evento inicia com a apresentação de uma performance de dança afro pelos alunos da Apae/Santos, e segue com uma  aula inclusiva, onde os participantes jogarão capoeira, numa grande confraternização. Serão formadas cinco rodas, cada uma delas com dois professores para monitorar e orientar os participantes. Uma grande festa com pizza, doces, refrigerantes e muitos brindes encerrará o encontro.

A ideia do evento, que nasceu há três anos, foi do professor de Educação Física e mestre de capoeira Cícero França. MestreTatu, como é mais conhecido, desenvolve há seis anos um trabalho com crianças e adultos portadores de necessidades educacionais especiais nas cidades de Santos e Guarujá.

“No grupo que tenho, a Capoeira Aruanda, sempre apareciam alguns portadores de necessidades especiais. E vi como a capoeira ajudava essas pessoas. Em 2005, resolvi que me dedicaria com mais afinco a esse trabalho, que é muito gratificante”, explica.

O III Encontro da Capoeira Inclusiva de Santos evento tem o apoio da Prefeitura de Santos, Kokimbos Pizzas e Picanha; Menina Flor, Hautte Cabelo e Estética; Studio Click (Juara Prado) -, Programa no Ar – TV Santa Cecília, Ateliê Amália Marcheto, Track Filmes  e MGNNET Hospedagem e Desenvolvimento.

José Evânio um Capoeira muito especial

Rede Record grava matéria com deficiente em Olho d’Água das Flores

A Rede Record esteve no município alagoano de Olho d’Água das Flores, na última sexta-feira, 19, para contar a história de superação do garoto José Evânio (Ninho), de 14 anos, portador de múltiplas deficiências físicas.

Ninho mora com a mãe e quatro irmãos, em uma casa alugada e a única renda da família é o salário que Ninho recebe do beneficio (BPC deficiente). Mesmo com as dificuldades o jovem é capaz de realizar tarefas como: jogar bola, jogar capoeira, tocar teclado e outras atividades realizadas com força de vontade.

O José Evânio exalta sua felicidade, é otimista em seus sonhos os quais busca diariamente e a reportagem se propôs a mostrar o segredo da ‘verdadeira felicidade’.

O José Evânio é otimista em seus sonhos os quais busca diariamente.

Nós do Portal Capoeira temos a imensa alegria de vos dar a conhecer José Evânio um Capoeira muito especial, mais um dos protagonistas de nossa seção: “Capoeira sem Fronteiras”

 

Fonte: http://minutosertao.com.br

Semana da Educação Especial é comemorada por técnicos da Semed

Técnicos que integram a Coordenadoria de Educação Especial da Secretaria Municipal da Educação (Semed) celebram nesta terça-feira, 9, o início da ‘Semana da Educação Especial´, que vai até a próxima sexta-feira, 12. Eles estão participando do VI Encontro de Educação Inclusiva ‘Incluir Pode e Deve Ser Real´, que acontece no Centro Recreativo Gonçalo Prado, no município de Estância. O evento integra o programa nacional de educação inclusiva e terá como público alvo profissionais da educação especial. Na ocasião será proferida palestra pelo especialista em gestão de pessoas, Erik Penna, e ofertado diversos minicursos, entre eles sobre softwares educacionais para a prática do ensino inclusivo.

De acordo com Jailma Rezende, que integra a Coordenadoria de Educação Especial da Semed, este encontro será uma boa oportunidade para ampliar o conhecimento na área da educação inclusiva. As atividades do evento servirão de base para futuras capacitações promovidas pelos profissionais da educação especial. Além da oportunidade de participar de cursos voltados especialmente para nossa área, iremos discutir temas sobre orientação para profissionais especializados, informou.

A rede municipal de ensino de Aracaju está cada vez mais atenta às questões que envolvem a educação especial e, por isso, vem capacitando seus profissionais ao promover cursos e acompanhar o dia a dia dos alunos em sala de aula. O secretário municipal da Educação, Antônio Bittencourt Júnior, tem nos dado total apoio com suas visitas às escolas, observações dos espaços e obtenção de recursos, fortalecendo cada vez mais as ações de nossa coordenadoria, justifica a técnica Jailma Rezende.

Capoeira inclusiva

Alunos com deficiência atendidos no Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento a Pessoas com Deficiência Visual (CAP), da Prefeitura de Aracaju, foram estimulados a aderir a capoeira na prática educativa e puderam aprender os primeiros passos do esporte deixando de lado suas limitações físicas. Na aula experimental realizada na última quinta-feira, 4, a interação entre os alunos e o interesse dos mesmos poderão ser fatores indispensáveis para o desenvolvimento de um projeto de educação inclusiva pioneiro em Sergipe.

De acordo com professor especialista em capoeira inclusiva, Eraldo Gabriel, mais conhecido por Beija-flor, a capoeira trabalha dentro das possibilidades de cada um, equilibra as tensões musculares crônicas bastantes comuns em pessoas com deficiência e ajuda a ter consciência corporal ao desenvolver noções de locomoção, lateralidade e força. A capoeira vai somar, dando mais equilíbrio, trabalhando elevação da autoestima, noção de espaço e tempo, sociabilidade e questões psicomotoras, explicou. Ainda segundo o professor, 17% da população brasileira apresenta algum tipo de deficiência. São quase 30 milhões de pessoas no país. Não podemos fechar os olhos para essa realidade.

Infraestrutura

De acordo com a Lei de Acessibilidade e com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva do Ministério da Educação (MEC), é necessário garantir o acesso tanto para pessoas com deficiências permanentes, quanto com deficiências provisórias. As salas de recursos multifuncionais disponibilizadas em unidades de ensino da rede municipal são importantes itens no processo de cumprimento da Lei e foram criadas para dar condições ao aluno com deficiência de se preparar e frequentar a sala de aula junto com os outros alunos.

As condições de infraestrutura das escolas também devem estar relacionadas à perspectiva inclusiva. Aproximadamente, R$1,2 milhão foram investidos na obra de construção da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Drº Fernando Guedes, localizada no bairro América. A unidade, que tem capacidade para atender 110 crianças com idade entre 0 e 3 anos, funciona das 6 às 18 horas, e tem três entradas que contam com rampas para cadeirantes. Além disso, a escola foi equipada com piso tátil, barras, portas maiores que as tradicionais e banheiros adaptados.

Acessibilidade

As obras de reforma e ampliação da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Tenisson Ribeiro, orçadas no valor de R$ 916.019,75, também evidenciam o interesse da Prefeitura de Aracaju em promover a acessibilidade. Com esse recurso, foi instalado um elevador para pessoas com necessidades especiais e construídas 10 salas de aula, todas com mais de 50 m². A escola ganhou também laboratório de informática, biblioteca, sala de recursos, áreas para recreio coberta e descoberta, refeitório, cozinha, dispensa, depósito e um amplo setor administrativo.

Com obra orçada em R$ 2,2 milhões, a Emef José Antônio da Costa Melo e a Emei Profª Neuzice Barreto, localizadas no bairro Getúlio Vargas, passaram por diversas transformações.  Das novas portas e maçanetas colocadas à troca do piso e manutenção da parte hidráulica e elétrica, os alunos com deficiência física também passaram a contar com uma quadra poliesportiva coberta reformada, com a recuperação e ampliação de banheiros e com a instalação de dois elevadores no prédio para facilitar sua locomoção.

Unidades

Outras unidades de ensino da rede municipal serão entregues às comunidades em plenas condições de atendimento aos alunos com deficiência. Entre elas estão as Emeis Dom Avelar Brandão Vilela, no bairro Olaria; Drº José Augusto Arantes Savazine, no Japãozinho; as Emefs Alencar Cardoso, no José Conrado de Araújo e Elias Montalvão, no Mosqueiro. A perspectiva da Prefeitura de Aracaju é de investir também nas obras de construção de novas unidades de ensino nos bairros Coqueiral e 17 de Março, também com a intenção de oferecer o melhor atendimento aos alunos com deficiência.

360 idosos são batizados na capoeira dentro do parque do Ibirapuera

 

Capoeira adaptada, projeto fomentado pelo Grupo de Capoeira Mandinga e a Ong JUNTOS, batiza turma da terceira idade. O aluno mais novo tem 60 anos e, o mais velho, 94.

Dona Terezinha não perde uma aula. Sagradamente, duas vezes por semana, ela deixa de lado a rotina usual de dona de casa para praticar uma atividade um tanto inusitada para alguém com mais de 60 anos: a capoeira. Num primeiro contato, Terezinha pensou que não daria certo. Como uma atividade que pede pulos, ginga e sincronia de movimentos caberia a um idoso?

Cabe. Hoje, um ano depois, Dona Terezinha – ou Maria Terezinha do Nascimento, de 62 anos – aguarda ansiosa suas aulas de capoeira adaptada, atividade feita graças à iniciativa da ONG JUNTOS (Jardins Unidos No Trabalho de Obras Sociais) e do projeto Tempo da União, braço cultural da Associação de Capoeira Mandinga, que atua em diversas regiões com seus projetos sociais e culturais.

Terezinha faz parte de um grupo que atualmente conta com 360 idosos. Todos, segundo a própria praticante, descobriram os benefícios da terapia. “Ter a capoeira adaptada para nós, idosos, é maravilhoso. Mexer o corpo e fazer atividade é a melhor coisa que podemos buscar. Minhas articulações estão muito bem, e eu sou outra pessoa!”, diz Terezinha.

As aulas de capoeira adaptada aos idosos começaram na sede da ONG JUNTOS, situada na zona leste da capital, com cerca de 60 idosos, que até então participavam de terapias ocupacionais pouco aeróbicas, como a musicoterapia. A aceitação era pequena. “Eles não gostavam da musicoterapia e se queixavam por querer algo mais dinâmico. Inclusive, alguns idosos jogavam dominó durante a aula justamente por não gostarem dela. Agora a realidade, felizmente, é bem diferente”, afirma Cibele Moura, capoeirista há 15 anos e professora da turma.

 

Batizado no Ibirapuera

 

No dia 30 de abril, em frente à arena de eventos do Museu Afro, no parque do Ibirapuera, todos os 360 alunos serão batizados na capoeira. O evento será aberto ao público e contará com a roda de capoeira do Mestre Maurão, líder do Grupo de Capoeira Mandinga e um dos maiores nomes dessa cultura no mundo.

A iniciativa de batizar os alunos no parque do Ibirapuera veio do próprio Mestre Maurão. “A capoeira é um instrumento catalisador de socialização. Dessa forma, nada mais justo que praticá-la e divulgá-la num parque, ao ar livre, com a interação dos visitantes. Acredito, inclusive, que não temos registro em São Paulo de um evento com essa proporção”, conclui.

 

Batizado dos 360 alunos da terceira idade – Projeto Tempo de União – Grupo de Capoeira Mandinga e ONG JUNTOS

Apoio: Administração Pública do Parque do Ibirapuera e CRAS/Itaquera

Data: Dia 30 de abril de 11 (sábado)

Horário: das 10h às

Local: Parque do Ibirapuera – em frente à arena de eventos do Museu Afro

Portões 10 e 12 do parque do Ibirapuera

 

Projeto Tempo de União

O projeto Tempo de União é um braço dentro da Associação de Capoeira Mandinga destinado a crianças e adolescentes que atua em diferentes comunidades da capital paulista, e que fomenta atividades culturais e sociais com foco na Capoeira e tradições regionais.

 

Sobre Mauro Porto da Rocha – o Mestre Maurão

Mauro Porto da Rocha – o Mestre MaurãoMestre Maurão inicia na capoeira em 1979, na cidade de Santo André/SP, no Grupo Nova Luanda, liderado por Mestre Valdenor, onde se formou no ano de 1985. Na adolescência, Mestre Maurão teve contato com o lendário Mestre Caiçara (Bahia) com quem pode ter um convívio muito próximo, tendo assim conhecimento legítimo de hábitos da velha Bahia.

 

Muitos Mestres foram referência na sua trajetória, em especial estão: Mestre Valdenor dos Santos, responsável por sua formação e Mestre Canhão (Discípulo de Mestre Bimba) que o auxiliou e orientou em sua profissionalização como capoeira. Mestre Maurão participou na década de 80 de vários campeonatos onde consagrou-se Tri-Campeão Brasileiro (consecutivo), além de ter sido por 14 anos Campeão Paulista.

 

Na década de 1990 morou na Inglaterra, onde ministrou aulas de capoeira e participou de apresentações e shows sobre a cultura brasileira. Em São Paulo, foi uma das lideranças da famosa Roda da Praça da República, considerada como uma das rodas de capoeira mais tradicionais do mundo pelo fato de juntar vários capoeiras de diversas partes do Brasil.

 

Mestre Maurão adquiriu um grande respeito não só da comunidade capoeira, mas angariou o respeito e a admiração de quem acompanhou a sua estória e o seu trabalho. Vivências e fatos que o levaram a ser internacionalmente conhecido como um grande atleta da Capoeira e um importante propagador da Cultura Afro-Brasileira.

 

 

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Pequeno capoeirista de Torres é exemplo de superação

Menino de 11 anos se esforça para vencer dificuldades impostas por doença

As palmas batem enquanto o pandeiro e o berimbau tocam. João Gabriel Schultz crava as mãos ao chão e com um misto de força e concentração joga as pernas para o ar. O menino de 11 anos surpreende a roda de capoeira com mais um movimento próximo da perfeição. Ele volta a “ficar de pé”, engatinha para as bordas da roda e observa os colegas naquela que é uma das aulas em que mais gosta.

A cena descrita poderia ser costumeira entre as tantas escolas de Torres em que é possível praticar capoeira como atividade complementar. Para João Gabriel, fazer parte desta rotina faz com que a palavra “costumeira” ganhe outro significado. Ele sofre de uma doença chamada artrogripose. Nasceu assim. O atrofiamento dos membros inferiores se deu quando o cordão umbilical enrolou-se em seus calcanhares e impediu o desenvolvimento das pernas durante a gestação.

— Ele acabou nascendo de cesária. Dificultou demais o parto. No pré-natal os médicos não viram nada, estava com peso bom, com tudo certinho — explica a mãe, Sônia Souza.

João Gabriel nasceu com 3,220 quilos e 49 centímetros em 23 de novembro de 1999. Passou três dias no hospital sem que os médicos conseguissem diagnosticar que tipo de doença fazia com que os dois pés ficassem dobrados para dentro. A mãe conta que passaram a entender o problema dele apenas um mês e 15 dias depois do nascimento.

— Tenho de correr a Porto Alegre porque o médico não conhece o problema dele.

João Gabriel usa as mãos para se locomover. Engatinha com desenvoltura pelos corredores da Escola Estadual de Ensino Fundamental Manoel João Machado. Isso quando não está ziguezagueando pelos colegas dirigindo seu triciclo – adaptado para os pedais serem usados com as mãos. Normalmente, chama atenção dos pais dos colegas e acaba ganhando a simpatia dos adultos. É o caso de Amilton Teixeira. Pai de uma menina que também estuda na Manoel João Machado, ele se encantou pelo guri ao vê-lo passar voando com o triciclo em uma noite de poesias. Acabou virando uma espécie de “padrinho” de João Gabriel. Teixeira e alguns amigos se juntaram e deram ao menino um computador, uma mesinha e uma cadeira. Ainda falta o triciclo novo que já mandaram encomendar.

— Eu vi aquele menininho abaixado. Depois descobri que ele não conseguia andar. Ele é cativante, um exemplo de vida. Me emociono de ver a perseverança dele. Acho que me ajudou mais do que estou ajudando ele — revela Teixeira.

Em dezembro, dois acontecimentos serão decisivos para João Gabriel. Colorado fanático, ficará de olho no Mundial de Clubes em Abu Dhabi, de camisa do inter e bandeira na mão. No final do mês, dia 22, terá uma consulta no Hospital São Lucas da PUCRS para definir como poderá ser feita a “remodelagem” das pernas. Como já foram feitas duas cirurgias nos pés, a única chance de ele vir a andar seria a colocação de um fixador na lateral dos membros inferiores. A mãe já faz contas: o aparelho custa entre R$ 5 mil e R$ 6 mil.

— O médico não garantiu e falou até na possibilidade de amputar, porque o problema é a canela e o pé. Se der certo em uma das perninhas, fazemos a outra, se não, temos de ver — projeta Sônia.

 

Alexandre Ernst | alexandre.ernst@zerohora.com.brhttp://zerohora.clicrbs.com.br/