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Tocantins: Projeto “Jogando Capoeira Angola – Quebrando Preconceitos”

Tocantins: Projeto “Jogando Capoeira Angola – Quebrando Preconceitos”

No Tocantins, capoeira é usada para quebrar preconceito racial

 

O projeto “Jogando Capoeira Angola – Quebrando Preconceitos” é desenvolvido desde dezembro do ano passado no campus de Miracema, da Universidade Federal do Tocantins. O objetivo é utilizar a prática da capoeira como forma de conscientização, combate e superação do racismo e do preconceito étnico e racial.

 

Confira os detalhes na matéria deViviane Goulart

Rádio Difusora 96 FM – Radioagência Nacional

 


Projeto estimula reflexão sobre preconceitos raciais por meio da prática de capoeira

Promover a reflexão e a superação das práticas e ações que configuram racismo, marginalização e preconceitos étnico-raciais através da prática de capoeira. Essa é motivação maior do projeto “Jogando capoeira angola, Quebrando preconceitos”, uma ação de extensão organizada pelos professores Francisco Gonçalves e Rafael Matos, do colegiado de Pedagogia câmpus da UFT em Miracema, em parceria com o aluno e professor de capoeira Diego Alves.

Iniciada em dezembro de 2016, a Aliás, a iniciativa teve participação decisiva do professor Alves, que é aluno do primeiro período de Pedagogia, e que já tinha experiência na prática de Capoeira Angola. Observou-se, durante discussões no Câmpus, que não havia nenhuma atividade de extensão lúdica, com poder pedagógico e reflexivo, principalmente voltado para diminuição dos impactos diários do preconceito racial, e que agregasse as comunidades acadêmica e externa. A Capoeira Angola aparece como uma nova experiência para o debate.

Segundo o professor Rafael Matos, a “roda de capoeira” é reconhecida como patrimônio histórico e cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e faz parte da nossa identidade. Além disso, a capoeira é uma performance cultural e prática ritual que envolve muitos elementos e sentidos.  O professor destaca a importância do projeto na UFT. “Ao oferecer essa prática, a UFT cumpre seu papel enquanto instituição de ensino, tendo em vista que tal atividade articula o tripé acadêmico (ensino, pesquisa e extensão) e possibilita a prática gratuita de uma atividade secular que possibilita uma consciência corporal, histórica e cultural, com forte caráter pedagógico”, afirma.

 

Atividade física, capoeira e música

As atividades são divididas em três momentos: o alongamento do corpo, que permite o exercício, o jogo da capoeira em si, e, por fim, o manuseio dos instrumentos musicais próprios da capoeira angola. Os professores participam e estimulam os alunos na prática e na participação no projeto de extensão.

O “Jogando capoeira angola, Quebrando preconceitos” é gratuito e aberto para a comunidade de Miracema, Tocantínia e cidades do entorno, e também para a comunidade acadêmica (alunos e servidores) do câmpus. Essa primeira turma vai até abril, com 30 vagas preenchidas. Mesmo com a turma completa, os interessados podem se inscrever junto à coordenação de Pedagogia ou com algum dos organizadores, caso algum dos participantes, eventualmente, desista.

O professor Gonçalves faz uma avaliação do andamento do projeto. “O ‘Jogando capoeira angola, Quebrando preconceitos’ foi recebido de forma muito positiva na comunidade e tem fomentado um debate étnico-racial forte, bem como permitido a vivência de novos valores por parte dos participantes”, declara. Ao final do primeiro ciclo, será feita uma avaliação, com os pontos positivos e negativos do projeto de extensão, para a melhoria da iniciativa, e então é aberto um novo ciclo e as suas inscrições.

 

http://ww2.uft.edu.br/

Por Paulo Teodoro e Samuel Lima

 

A Capoeira na R.D.C

A Capoeira na R.D.C

 

Uma imersão no universo da Capoeira como um instrumento para a promoção da paz em áreas de conflito como em Kivu do Norte, na República Democrática do Congo.

 

A iniciativa é liderada pelo Governo do Brasil e do Canadá, UNICEF e AMADE-Mondiale e aborda a autoconfiança e a autoestima entre as crianças e suas famílias. O objetivo é o de reduzir as desigualdades e ajudar a curar traumas. Em um país devastado pela guerra de origens étnicas e mergulhado em interesses comerciais, é crucial reconstruir os laços comunitários e restaurar uma cultura de paz.

 
Duas vezes por semana, meninas no Hospital Heal Africa, no centro de Goma, aprendem a jogar Capoeira. Meninos no Centro de Trânsito e Orientação (CTO) CAJED também praticam esta arte marcial. O CTO é um espaço que ajuda para a reintegração social de crianças que foram vítimas de violência e recentemente desmobilizados de grupos armados.Tanto o hospital Heal Africa como o CTO CAJED são parceiros da UNICEF.

Com a prática, vem a auto-confiança, o fortalecimento emocional, a construção de laços comunitários, a superação de diferenças de gênero, a redução de desigualdades e a cura de traumas.

RDC

 

R.D. Congo: O maior país na África subsaariana

O conflito terminou oficialmente em 2002, mas este país devastado pela guerra na Região dos Grandes Lagos, na África Central, vive enormes desafios para curar os traumas gerados pelos conflitos armados que se perpetuam até os dias de hoje.

6 milhões de pessoas perderam suas vidas. Mais de 1 milhão foram deslocadas. As terras abundantes, água, biodiversidade e minerais subjugam a R.D.C alimentando tensões de longa data.

Apesar de ser um dos mais ricos países em minerais como diamantes, ouro, cobre, cobalto e zinco, a R.D.C figura na lista dos países menos desenvolvidos. O legado de anos de atrocidades, instabilidade e violência generalizada resultou em mais da metade da população vivendo abaixo da linha da pobreza.

A cada 5 minutos, 4 mulheres são vítimas de estupro. Dados da ONU indicam que mais de 200.000 mulheres e crianças congolesas foram vítimas de violência sexual.

O conflito gerou um êxodo em massa. 1,7 milhões de pessoas foram deslocadas (OCHA, Junho, 2016)

Muitas famílias tiveram que fugir de suas casas para buscar um lugar seguro.

 

Impacto social

 

“A Capoeira ajudou a que eu me erguesse novamente e é importante para que meninas que passam dificuldades, assim como eu, saibam que nem toda esperança está perdida” , disse Nadia, uma adolescente de 17 anos.

 
Este foi um depoimento dado pela jovem e publicado em Ponabana, um blog de jovens escritores congoleses. 

Nadia engravidou após sofrer violência sexual em um bairro em Goma. Ela encontrou na Capoeira um espaço seguro para libertar a sua mente e ganhar força psicológica. Estórias como a de Nadia se proliferam entre meninas e meninos beneficiados pela Capoeira.

 

Proposta de reportagem

 

Uma imersão no universo da Capoeira brasileira na R.D.C.

 
Durante cerca de vinte dias, a dupla formada pela jornalista luso-brasileira Fabíola Ortiz e pelo fotógrafo e videomaker Flavio Forner visitará localidades em Goma onde o projeto “Capoeira pela Paz” é implementado.

Forner e Ortiz são profissionais que se dedicam a cobrir temas sociais e de direitos humanos em ambientes hostis.

Eles pretendem visitar o hospital Heal Africa que cuida de mulheres e meninas vítimas de violência e ainda conhecer o CTO CAJED que abriga meninos recém desmobilizados de grupos rebeldes armados.

FABÍOLA ORTIZ

fabiola.ortizsantos@gmail.com

+1 (301) 919 1594 (Whatsapp EUA)
+45 52 824 116 (celular Dinamarca)
skype: fabiola_ortiz

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FLAVIO FORNER

forner@gmail.com

+55 (11) 959 990 499 (celular Brasil)
skype: flavio_forner

Linkedin

 

 

O que pensamos

 
Um jornalismo em profundidade é crucial para a garantia dos direitos humanos, civis e políticos. É uma ferramenta importante para assegurar o acesso à informação de interesse público.Forner e Ortiz acreditam no papel do jornalismo independente para o debate público, para transformar a realidade e manter na pauta as metas dos desenvolvimentos sustentáveis, pregados pela ONU para 2030.Percebemos que existe a necessidade de abordagens inovadoras e criativas no jornalismo a fim de reportar sobre temas de traumas e conflitos.

Uma informação responsável tem um papel importante para dissolver tensões, reduzir conflitos e contribuir para o processo de cura de situações traumáticas.O jornalismo independente pode atuar como um elemento unificador em uma sociedade polarizada e tem um papel fundamental na prevenção, gestão e resolução de conflitos.

LEIA MAIS:

https://www.facebook.com/capoeirapaix/

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Foto Capa: UN, Abel Kavanagh, Jan 2016. MONUSCO, Província de Katanga.Foto: Stefano Toscano

Taubaté: Capoeira na 3 ª idade – inscrições abertas

Projeto será promovido como uma forma de terapia para os idosos; também haverá atividade para crianças, jovens e adultos

Serão abertas nessa quinta-feira as inscrições para o projeto “Capoeira Angola adaptada para 3ª Idade”.

O programa será desenvolvido no Centro Cultural “Toninho Mendes”.

 

As inscrições podem ser feitas até o dia 13 de março, das 8h às 12h e das 13h às 17h, no próprio Centro Cultural, que fica na Praça Coronel Vitoriano, 1, Centro.

Para as inscrições os interessados devem levar RG, CPF, comprovante de endereço, uma foto 3×4 e atestado médico de aptidão para atividade física.

 

PROJETO/ O objetivo do projeto é adaptar a Capoeira Angola como forma de terapia, utilizando os elementos desta manifestação cultural afro-brasileira para melhorar a qualidade de vida dos idosos.

Serão utilizados exercícios funcionais com movimentos naturais do ser humano, como pular, correr, puxar, agachar, levantar, girar e empurrar. O praticante ganha força, equilíbrio, flexibilidade, condicionamento, resistência e agilidade.

A data de inicio das aulas e horários serão anunciados posteriormente.

 

FAIXA ETÁRIA/ Além do programa para idosos, a Capoeira Angola ainda irá atender crianças (a partir de dois anos), jovens e adultos.

As inscrições também começam nessa quinta e vão até dia 13, no Centro Cultural, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Os documentos exigidos para as inscrições são os mesmos para a 3ª idade.

A data para inicio das aulas e horários também serão anunciados posteriormente.

Mais informações pelo telefone: (12) 3621-6040.

 

Redação / Gazeta de Taubaté
redacao@gazetadetaubate.com.br

http://gazetadetaubate.com.br/

Presidente Prudente: Oficinas de Capoeira em praças da juventude e em polos

Cerca de 200 jovens concluem Oficinas de Capoeira em praças da juventude e em polos

O Governo de Presidente Prudente através da Coordenadoria da Juventude ‘Programa Estação Juventude’ concluiu nesta semana as Oficinas de Capoeira, que beneficiaram mais de 200 adolescentes.

As atividades ocorreram nos seguintes núcleos: Praças da Juventude do Ana Jacinta, Humberto Salvador, Parque Alvorada e com os parceiros no Lar Santa Filomena e nas escolas João Alfredo da Silva, em Eneida, e Celestino Teixeira Campos, em Floresta do Sul. As oficinas foram iniciadas no mês de agosto.

O trabalho é encerrado após quatro meses de intensas atividades e muitos ensinamentos ministrados pelos professores Valeria Boni, Alex, Cristiano e Levi. De acordo com a Coordenadoria da Juventude, o principal objetivo das aulas foi o desenvolvimento juvenil, bem como, a evolução de seus praticantes através da resistência, reflexo, equilíbrio e raciocínio. A oficina também mostra a história da dança, desenvolve habilidades, fomenta a manifestação de expressões e promove a amizade entre os lutadores.

De acordo com o professor Cristiano, da Praça CEU, “ A participação dos alunos e o desenvolvimento dos mesmos foram positivas. Eles tiveram boa evolução no aprendizado e não tivem nenhum problema relacionado a indisciplina. Muitos deles foram fiéis ao curso”, revela.

Já o professor Levi acrescenta: “Este ano trabalhei dentro da historia da cultura negra envolvendo a capoeira, também trabalhamos dentro dos fundamentos da capoeira angola e regional, toques de berimbau e outros instrumentos referentes ao esporte. Todos os alunos aceitaram bem e se saíram de forma surpreendente”.

Por fim, a professora Valeria Boni, da Praça da Juventude, no Ana Jacinta, agradeçeu a todos que participaram deste projeto maravilhoso e proporcionaram essa possibilidade como o prefeito Milton Carlos de Mello ‘Tupã’. Segundo ela, o encerramento na Praça do Ana Jacinta foi marcado com o aulão Abadá Capoeira. “O público se mostrou muito participativo e o resultado foi super positivo”, finalizou.

As oficinas foram viabilizadas através de recursos oriundos do Programa ‘Estação Juventude’, desenvolvido pela Coordenadoria da Juventude do Governo de Presidente Prudente. A ação conta ainda com a parceria com a Secretaria Nacional de Juventude do Governo Federal. (Colaboração Gabriel Lanza).

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação – http://www.presidenteprudente.sp.gov.br/

Atividades culturais no bairro Canaã tem vagas para crianças

Atividades culturais no bairro Canaã tem vagas para crianças

A ONG PeriferArte promove, em janeiro, uma série de atividades culturais para crianças no Bairro Canaã, zona oeste de Uberlândia. As oficinas são gratuitas e envolvem dança, capoeira e cultura estrangeira. Cinco intercambistas de diferentes países da América do Sul ministram dinâmicas que ensinam aspectos culturais de sua região às crianças.

Anny Tejada, uma das intercambistas que atua nas oficinas, é natural do Peru e estuda antropologia em seu país natal. Ela afirma que o trabalho com as crianças está sendo prazeroso, tanto do ponto de vista pessoal quanto acadêmico. “É um aprendizado mútuo. É ótimo saber que posso usar na prática o que aprendi na faculdade para ensinar as crianças como elas podem contribuir para a sua própria comunidade”, disse.

Anny Tejada está no Brasil desde setembro de 2015. A peruana disse que as oficinas contemplam diversos aspectos das culturas dos monitores, como ensino da língua espanhola. “Para isso, usamos música, livros e outras manifestações artísticas”. Além de Anny, há outra voluntária do Peru, uma do Panamá, uma da Colômbia e um do México.

As oficinas com os monitores de fora do Brasil estão previstas para acontecerem até o fim de janeiro. Já outras atividades são promovidas pela ONG durante todo o ano. Um dos monitores do projeto é Antônio da Trindade Neto. Para ele, trabalhos como esse são uma forma de mudar positivamente uma sociedade.

“Sou morador do bairro Canaã e ministro capoeira em projetos sociais na região há 17 anos. Além de capoeira, temos danças brasileiras, hip-hop e quadrilhas juninas. Isso faz muito bem para as crianças e para todos“, disse.

As atividades começaram nesta segunda-feira (5) e acontecem na sede da ONG. Cerca de 30 moradores do bairro já fizeram a inscrição no projeto. Ainda há vagas para todas as atividades, que são abertas a crianças a partir de cinco anos. As oficinas são disponíveis para moradores de todas as regiões da cidade.

Para participar:

Os pais que estiverem interessados em matricular os filhos nas oficinas precisam fazer inscrição junto aos voluntários da ONG PeriferArte, na rua Jericó nº 1490, no bairro Canaã. É preciso levar documentos pessoais de identificação. Não há limite de oficinas por crianças. Os encontros têm uma hora de duração e acontecem de segunda a quinta-feira, das 15 às 20 horas.

Serviço:

 

ONG PeriferArte – Avenida Jericó 1490, bairro Canaã
Quem pode participar: Criança a partir de 5 anos
Gratuito

Contatos:
Antônio da Trindade Neto – 34 9 9126 7144
Juliana de Lima Trindade – 34 9 9634 9189

 

http://www.correiodeuberlandia.com.br/

“A E I O U” Vem Criança Vem Jogar

Rio de Janeiro – Grupo Igualdade Capoeira e o Projeto: “A E I O U” vem criança vem jogar

Porque cada ação… cada atitude… cada pessoa que tocamos, direta ou indiretamente, acaba por retribuir como uma onda, única, incondicional e avassaladora… na nossa vida, tudo volta…”

O Igualdade Capoeira inaugurou em abril o seu novo projeto “Capoeira para crianças e adolescentes” em Brás de Pina sobre a direção da professora Serena Michele.

No início pode parecer estranho que bebes a partir de dois anos façam uma arte tão complexa como a capoeira. Serena, formado em serviço social pela PUC-Rio, explica que a capoeira tem justamente o objetivo de colaborar na formação das crianças: “A Capoeira para bebes tem o objetivo de trabalhar a coordenação motora, socialização, integração, noção de espaço, autocontrole, ritmo e muito mais”.

As aulas não se limitam apenas as atividades físicas. Há também um pouco de história da cultura afro-brasileira. Com o passar das aulas a professora junto com os pais começo a detetar algumas mudanças positivas nos alunos. Como é o caso de Anthony. O garoto era tímido e desconfiado, quando começou a participar das aulas melhorou sua comunicação e integração social.

O Espaço foi cedido pela irmã da professora Serena e o projeto passa por algumas dificuldades estruturais: Faltam tatames, instrumentos e outros materiais didáticos que ajudariam nas aulas.

 

Fica aqui a chamada e um apelo para que esta onda esta ação toque os tambores do seu coração… venha fazer parte desta ação!!!

Visite: http://grupoigualdadecapoeira.blogspot.com.br/

Capoeira ensina sobre respeito e pode afastar jovens do crime

Igualdade. Inclusão. Respeito. Disciplina. Conceitos necessários para qualquer esporte. Mas, quando se trata de aulas de capoeira e boxe chinês, todos os dias, no bairro Messejana, os ideais viram realidade e podem mostrar outros caminhos, inclusive, quem sabe, para os 85 meninos da área que cometeram atos infracionais este ano. O mestre David dos Santos Barbosa, 33, dedica todas as suas noites para as aulas de capoeira.

A iniciativa, que acontece desde 1998, já desfez barreiras geográficas do tráfico de drogas e, para David, a adrenalina e o desafio dos saltos podem substituir muitos dos prazeres dos entorpecentes. “Quando você entra em um ambiente desses encontra amigos e o berimbau te deixa em êxtase”, convida.

Achar ajuda é difícil, e os olhos fechados do poder público para a periferia tornam a transformação social que previne o crime ainda mais rara. De acordo com o mestre de capoeira, a realidade da periferia não é conhecida pela maior parte da sociedade, o que instiga à atual insegurança. “Por isso, os testemunhos de quem já esteve no meio do furacão, do crime, são importantes. Eles mostram como saíram e mostram que a capoeira pode ser um dos caminhos”, acredita.

Adriano Alves, 17, sabe dos benefícios que as aulas trazem. “Além de ser uma boa atividade física, ajuda a desenvolver a parte social da gente, porque tem a inclusão. E ainda é um lugar para se divertir”. Sobre as dificuldades da adolescência, principalmente se a criminalidade estiver por perto, oferecendo o que não se pode ter com tanta facilidade, Adriano diz que a capoeira vai além. “A prática da capoeira te tira disso, te dá outro foco”. (Sara Oliveira)

 

Saiba mais

Bairros com maior incidência de atos infracionais (2015)

Bom Jardim (113)

Messejana (81)

Pirambu (74)

Vicente Pinzon (70)

Centro (46)

FONTE: Relatório da Unidade de Recepção Luiz Barros Montenegro/STDS, para onde são levados todos os jovens de 12 a 18 anos apreendidos em Fortaleza.

http://www.opovo.com.br/

Programa antidrogas da PM promove atividades com pais e filhos

Apresentação de capoeira entreteve crianças e adultos no Parque da Cidade

Em tempos de discussão sobre redução da maioridade penal e aumento da violência, os jovens são preocupação constante de pais e autoridades. Visando   evitar que crianças e adolescentes se envolvam com drogas, o Programa Educacional de Resistência (Proerd) da Polícia Militar, em parceria com Secretaria de Justiça (Sejus), fez evento no Parque da Cidade para conscientizar e entreter as famílias.

Durante a manhã de ontem, no estacionamento 10, houve atrações como caminhada, jogos de capoeira, slackline, aulas de zumba e ensaio de uma ala de escola de samba. “O objetivo é envolver a comunidade e chamar atenção para a prevenção contra os narcóticos”, explica o sargento Leandro José. “A ideia era criar um encontro atrativo para os vários públicos atendidos, incluindo pais e crianças até o 7º ano”, completa.

O militar lembra que a metodologia do Proerd envolve conscientizar os jovens na hora de tomar   decisões. “Tratamos de orientar as crianças para não se afastarem dos pais”, exemplifica José. Para ele, o importante é evitar a ociosidade.

Desde 1992

Popularizados junto ao programa desde 1992 – ano em que foi criado –, os mascotes tanto da polícia quanto do Proerd estiveram presentes. O lobo-guará e o leão  cumprimentaram crianças, acenaram de cima de um furgão e dançaram ao som  da música-tema. “Proerd é o programa. Proerd é a solução. Lutando contra as drogas. Ensinando a dizer ‘não’”, cantaram.

As pequenas Beatriz,   10 anos, e Sofia,   2, gostaram das fantasias e se divertiram ao lado dos pais, o eletricista Guilherme Luis de Souza,   35 anos, e a governanta executiva Francineide Carneiro,   33. “Acho excelente esse trabalho de prevenção, até porque temos muitos exemplos ruins onde moramos, em Santa Maria”, diz o pai.

Para a mãe, é importante fazer a caminhada e distrair a família no fim de semana, com atividades educativas, mas é indispensável comentar sobre o assunto em casa: “Mostramos coisas que vemos todos os dias. Eles ficam chocados e não querem entrar para essa vida”.

 
Motivação para trilhar um bom caminho
 
O cabo da Polícia Militar Iracildo Sena Martins, também conhecido como mestre Pezão, é instrutor do Proerd e estima atender a mais de 1,8 mil garotos e garotas, entre aulas de capoeira e o programa de prevenção às drogas. Ele acredita ser necessário manter os jovens motivados a progredir na vida. “A gente trabalha para que eles não parem de estudar e façam curso superior. Tudo para evitar que fiquem nas ruas”, ressalta.
 
Segundo o cabo Martins, o principal é elevar a autoestima dos meninos e mostrar a realidade que pode ser alcançada caso se empenhem. “Fazemos umas viagens, e como tem gente que nunca sequer saiu de casa, eles querem participar. Mas, para ir conosco, não pode beber ou parar de estudar”, explica.
 
atrações
 
O mestre deu aulas em um tatame cedido pela PMDF e apresentou, junto aos alunos, jogos de capoeira com temática indígena. Ao longo da manhã e no início da tarde, ainda houve aulas de zumba e distribuição de brindes.
 

 

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Capoterapia para terceira idade utiliza o lúdico da capoeira como terapia

Atividade chega ao Riacho Fundo II para incentivar os idosos a praticarem o esporte que proporciona o bem estar físico e mental

Você já ouviu falar em Capoterapia? O Revista Brasília desta sexta-feira (27) conversou com o idealizador do projeto Mestre Gilvan. Ele conta que o grande desafio é tirar o idoso de casa e com esta luta brasileira, que reúne musicalidade e cantiga de roda. Segundo o mestre Gilvan a capoterapia é diferente da capoeira tradicional porque não tem voto de capoeira.
 
Confira também: Projeto oferece gratuitamente aulas de capoeira para a terceira idade
 
As atividades acontecem no Riacho Fundo, todas as quarta-feiras, às 16h30, com a proposta de implantação de 100 núcleo de capoterapia em todo o Distrito Federal. Atualmente, vários hospitais, CAPS e clínicas estão utilizando a capoterapia, para ajudar na recuperação de pessoas. Interessados podem obter mais informações pelo telefone (61) 3475-2511.
 
Confira as informações sobre a Capoterapia com o mestre Gilvan, nesta entrevista ao programa Revista Brasília, no ar de segunda a sexta-feira, às 10h, na Rádio Nacional de Brasília, com o jornalista Miguelzinho Martins.

Produtor: joana Darc Lima
 
Fonte: http://radios.ebc.com.br/
 
Mais Informações: http://www.capoterapia.com.br/ 

Arte da capoeira une brasileiros e alemães em Colônia

Nos últimos anos a capoeira vem se espalhando pelo mundo. Na Alemanha, um dos pólos dessa arte é a cidade de Colônia. Conheça histórias de brasileiros e alemães que têm em comum a paixão pela luta afrobrasileira.

Esse é um dos mais recentes encontros entre dois patrimônios da humanidade, um material, outro imaterial. A Catedral de Colônia, uma igreja gótica de quase 800 anos foi declarada Patrimônio Mundial da Humanidade em 1996. E a roda de capoeira, tradição afrobrasileira, foi tombada pela Unesco como Patrimônio Imaterial da Humanidade em 2014. De fato, a expressão cultural brasileira vem conquistando o mundo, 71 países têm rodas de capoeira registradas oficialmente.

Desde o século 16, escravos de origem africana foram forçados a atravessar o oceano em direção ao Brasil. Da resistência à escravidão surgiram diversas manifestações culturais, entre elas, as rodas de capoeira, que por séculos foram perseguidas e condenadas.

 

Colônia tem pelo menos 10 grupos ativos de capoeira

Agora, essa arte atravessa espontâneamente o atlântico no sentido inverso e conquista adeptos no velho continente. Nos últimos anos, a prática tem ganhado cada vez mais espaço na Alemanha, sobretudo em Colônia, cidade com uma das maiores comunidades de brasileiros do país.

Entre brasileiros e alemães

A capoeira é ao mesmo tempo dança, luta, esporte e música, e pode ser considerada também uma filosofia de vida. Tanto que há pessoas que simplesmente não conseguem ficar afastadas dela. Para Priscila Pimenta, de Belo Horizonte, a prática da capoeira pertence ao dia-a-dia, é como um ritual.

Priscila e o alemão Hariko se conheceram numa roda de capoeira, quando ele visitava o Brasil. A paixão comum pela capoeira se transformou também em romance. O amor levou Priscila pela primeira vez à Alemanha para visitá-lo.

Nas duas semanas em que ficou no país, Priscila gingou quase todos os dias em um parque da cidade de Colônia. Durante idas e vindas entre Alemanha e Brasil, a constante é a prática da luta afrobrasileira.

A capoeira une diferentes países e atua como um embaixador da cultura brasileira. Na maioria dos centros de capoeira, as cantigas que acompanham a roda e os nomes dos golpes são em português, o que leva muitos alemães a entrar em contato com o idioma.

Na Alemanha, existem 27 grupos de capoeira registrados na Embaixada Brasileira em Berlim. Mas o número real é provavelmente bem maior, já que nenhum dos quatro grupos de Colônia, com os quais a reportagem da Deutsche Welle conversou, tinham esse registro.

Desconhecimento

Apesar da popularização, o professor e contra-mestre de Capoeira Cabana chama a atenção para a falta de organização entre as diversas escolas de capoeira da cidade. Cabana acredita que os grupos deveriam deixar de lado a concorrência e realizar mais eventos em conjunto.

O mestre Sorriso trabalha como professor de capoeira em Colônia há 14 anos e está se articulando para mudar essa situação. Ele acredita que esse “desconhecimento” entre os grupos é ruim pra todos. Por isso ele fundou junto com outros nove professores de capoeira o projeto “Capoeira em Colônia” que pretende, a partir de 2015 realizar apresentações públicas mensais de capoeira.

“Estamos abrindo um pouco mais a cabeça, pois percebemos que quanto mais nos apresentamos e divulgamos, a capoeira e os capoeiristas ganham automaticamente, sempre”, observa Sorriso.

 

Fonte: http://www.dw.de/arte-da-capoeira-une-brasileiros-e-alem%C3%A3es-em-col%C3%B4nia/a-18142433