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Entrevista: Mestre Mintirinha

Mestre Mintirinha – Luiz Américo da Silva – Grupo Terra o estilo Barravento.

Nascido aos 28 de agosto de 1950, desde os seis anos de idade praticando capoeira, teve como mestre o angoleiro Oswaldo Lisboa dos Santos, Mestre Paraná, excelente tocador de berimbau, que lhe passou os dotes musicais para o berimbau e também para o atabaque. Aos dezesseis anos já ministrava aulas de capoeira na academia do mestre Mário dos Santos, no Jacarezinho, Rio de Janeiro/RJ. Fundou o grupo Kapoarte de Obaluaê, Muzenza, Esporte Nacional (mais tarde Cruzeiro do Sul) e, atualmente, dirige o grupo Terra, em Olaria, Rio de Janeiro/RJ.

Constituído de excepcional forma física e dotado de uma velocidade extraordinária, uniu uma à outra e, na capoeira, com movimentos rápidos e viris, quase sem gingar – tal é o imediato entrelaçar de um golpe ao outro, a um toque rápido de berimbau e atabaque – o estilo Barravento (v. MARINHO, p.34) mostra seu poderio e beleza nas muitas rodas de capoeira que os seus alunos participam.

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Entrevista: Mestre Bamba

Mestre Bamba em entrevista exclusiva ao Portal Capoeira realizada em Lisboa durante o 10º Festival Internacional de Capoeira do Grupo Alto Astral (Contra-mestre Marco Antonio).

RUBENS COSTA SILVA – MESTRE BAMBA

Profissão: Funcionário Público nº 05 Especial, MESTRE DE CAPOEIRA e atual Presidente da Associação de Capoeira Mestre Bimba.
Diploma dado pelo Mestre Vermelho 27, porém o Mestre Bamba já era reconhecido como Mestre de Capoeira.
Local de Trabalho: Rua das Laranjeiras, 01 – Pelourinho e em breve também estaremos no Forte de Santo Antônio e Carmo.
Nascimento: 04/09/1964

Ingressei na Associação de Capoeira Mestre Bimba, no ano de 1977, para assistir as aulas de capoeira Angola ministrada pelo Mestre Gato da Bahia no IPAC localizado no Pelourinho, logo em seguida assisti uma roda de capoeira no Terreiro de Jesus, de todos que jogaram, me interessei pelo Mestre Vermelho Boxel. De certa forma o destino me jogava para a capoeira, não foi difícil mas também não foi fácil, minha mãe tinha um pequeno restaurante no Pelourinho , lá conheci Mestre Vermelho Boxel. No mesmo ano comecei a treinar na Associação de Capoeira Mestre Bimba, administrada pelo Mestre Vermelho 27, mas meu primeiro Mestre foi Cecílio de Jesus Calheiro (Mestre Vermelho Boxel), fui auxiliado por vários outros Mestres no que era possível tais como Coringa, Durval (Ferro Velho), Boa Gente, Bahia e até pelo Mestre Vermelho 27, que além de meu Mestre foi e será sempre meu compadre (batizou meu filho) Kléber.

Completamente leigo, não tinha idéia dos trâmites legais da Capoeira Regional , nem do Centro de Cultura Física Regional, nem de dar continuidade ao legado administrado pelo Mestre Vermelho 27.

Passei a ver o Mestre Vermelho 27 com olhos diferentes, entendi toda sua percepção em manter aberto já a Associação de Capoeira Mestre Bimba que com a ida do Mestre para Goiás já não tinha o mesmo nome. Como compadre não me criou dificuldade para nada, aprendi o máximo que pude, foi difícil mas aprendi um pouco da história real e da sociedade baiana na resistência a um arte luta dança como a capoeira.

A partir desse momento comecei a entender todas as dificuldades enfrentadas pelos mestres de capoeira antigos, principalmente para Mestre Bimba e familiares, com a falta de apoio moral, social e principalmente histórica para um legado que invade o Brasil e o mundo.

Após a morte do Mestre Vermelho 27 em 1996, já estávamos preocupados com a preservação da nossa história de capoeira, consultei vários mestres antigos e achei apoio em vários no que o meu papel de preservar a metodologia de Capoeira Regional, procuro sempre ter uma mente aberta, aceito sugestões, ouço conselhos deixava-me ouvir e ser ouvido pelas pessoas ligadas a capoeira.

Hoje tenho absoluta certeza de que o tempo me trouxe a maturidade, a humildade necessária para dizer que ainda não sei tudo, mas tenho procurado me empenhar o bastante para saber que o aprendizado leva tempo, e conhecimento não se compra : SE ADQUIRE.

EU, Mestre (Rubens Silva) Bamba como discípulo do Mestre Vermelho 27, pretendo até o fim da minha vida tão somente preservar o trabalho da Capoeira Regional que me foi transmitido e respeitar qualquer outro estilo de capoeira sem criticas que venha a destruir o nome CAPOEIRA.

Sempre falo para meus alunos, e nos eventos que participo que não sou o dono da CAPOEIRA REGIONAL, tive vários Mestres; e sempre respeitarei meu MESTRE VERMELHO 27.

Estou transmitindo todos os ensinamentos que aprendi e todos os dias descubro que tenho mais a aprender.

Enfim sinto-me uma pessoa de moral ilibada, seja dentro do âmbito da capoeira, familiar ou profissional.

Meus alunos com fé em DEUS, jamais sentirão vergonha quando ouvir chamar meu nome em qualquer evento que seja.

Fonte da Biografia: www.capoeiramestrebimba.com.br/mestre_bamba.htm

Mestre Bamba, Cabeção, Mestre Orelha e Milani – Lisboa
10º Festival Internacional de Capoeira Grupo Alto Astral

* Agradecimento especial ao Mestre Bamba e seu filho (Cabeção) que durante o Festival de Capoeira em Lisboa, nos mostraram e verdadeira simplicidade e a relação harmoniosa entre pai e filho.

Obrigado mestre Bamba pela disponibilidade, atenção e prontidão.

Prazer enorme te reencontrar em Valência no evento do amigo Careca.

Luciano Milani

Entrevista Mestre Gato

Mestre Gato em entrevista exclusiva ao Portal Capoeira realizada em Lisboa durante o 10º Festival Internacional de Capoeira do Grupo Alto Astral (Contra-mestre Marco Antonio).

Mestre Gato

Fernando Campelo Cavalcanti de Albuquerque, Mestre Gato, nasceu em 14/06/47, Recife, Pernambuco, Brasil. Em 1952 mudou-se com sua família para o Rio de Janeiro, onde começou a se envolver com capoeira em 1963. Seu aprendizado iniciou-se com Paulo Flores Viana, um jovem baiano que morava no Rio, começara a interessar-se por capoeira, realizara algum treinamento no Rio e havia passado as férias escolares em Salvador, treinando na academia de Mestre Bimba, o criador da capoeira Regional. Paulo e seu irmão Rafael organizavam treinos informais de capoeira com um pequeno grupo de adolescentes, no terraço de seu prédio, em Laranjeiras, na zona sul do Rio de Janeiro, desde 1963.

Em 1964, representa, junto com Paulo Flores, a academia Santana, dirigida por Valdo Santana, no Berimbau de Prata, no Rio de Janeiro, conseguindo o terceiro lugar. Em 1965 participa de algumas das rodas dominicais da academia do Mestre Artur Emídio, em Bonsucesso. Realiza treinamentos com Mestre Acordeon, aluno formado de Mestre Bimba, quando de suas visitas ao Rio de Janeiro.

Após participar da formação do Grupo Senzala em 1966, Fernando, que havia adquirido o apelido de Gato, representou o Grupo Senzala no torneio Berimbau de Ouro em 1967 e 1968, ajudando o Grupo a conquistar o troféu Berimbau de Ouro em 1969. Juntamente com os demais participantes do grupo Senzala, desenvolve metodologias de treinamento e didática, utilizando o método da Regional, o jogo de chão da Angola, o estilo apresentado pela Capoeira de Sinhô e pela capoeira baiana existente no Rio de Janeiro da década de 60, adaptando sequências de movimentos de capoeira e ginástica baseada nas posições e passos de capoeira. Participa de demonstrações, shows e palestras culturais de Capoeira, em colégios, teatros associações comunitárias e universidades do Rio de Janeiro, ajudando a divulgar o trabalho do Grupo Senzala que vem a se tornar uma referência como qualidade técnica, método de ensino e de organização.

Visita a academia de Mestre Bimba, em Salvador, em 1968, e aulas e rodas dos mestres Eziquiel, Saci e Mestre Popó de Santo Amaro da Purificação. Em 1968, visita em São Paulo, a academia do Mestre Suassuna., estabelecendo relações com os capoeiristas daquela cidade. Em 1969, participou do Seminário de Capoeira em Campos dos Afonsos, Rio de Janeiro, com a presença da velha guarda da Capoeira, como os mestres Bimba, Canjiquinha, Caiçaras, Artur Emídio, Gato Preto, Leopoldina e os então mais jovens, Acordeon, Airton, Suassuna, Joel, Itapoan, Bom Cabrito, Paulo Gomes, além dos principais capoeiristas do Rio de Janeiro e de São Paulo. Começou a ensinar capoeira em 1967, nas duas principais universidades daquela época, a UFRJ, onde era aluno da Engenharia Civil, e a PUC, tornando-se um dos mestres do Grupo Senzala.

Em 1972, participou das discussões da regulamentação da capoeira. Nos anos de 87 a 89, participou como árbitro de Capoeira e palestrante nos Jogos Estudantis Brasileiros – JEBS, discutindo seu regulamento e o Projeto Capoeira – MEC. Atuou como mediador e relator no Encontro Nacional de Arte Capoeira, Circo Voador, Rio de Janeiro, 1984. Foi palestrante no Encontro Nacional de Capoeira em Ouro Preto, 1988. Em 1991, organiza o festival 25 Anos do Grupo Senzala com participação dos cordas-vermelhas do grupo e capoeiristas de todo o Brasil, no campus da UERJ.
Em 1990, após morar um ano na Inglaterra como estudante de pós-graduação de engenharia de Recursos Hídricos, criou o Group Senzala of Great Britain – GSGB. Participou do festival de artes marciais Budosai, em Durham, Inglaterra, em 1991, ao lado de alguns dos melhores mestres de Karate e Aikido do mundo. Visita anualmente o Reino Unido para realização de seminários práticos e teóricos sobre a capoeira e organização de batizados de capoeira. A partir de 2000, essas viagens tornam-se semestrais, participando de eventos de capoeira na Inglaterra, Escócia, Espanha, Portugal, Holanda, Alemanha França, Dinamarca, Hungria, Itália e Estados Unidos.

Em 2000, seu filho Pedro se muda para Edimburgo, na Escócia, onde passa a ensinar capoeira naquele país e apoiar o trabalho do Grupo Senzala no Reino Unido. Mestre Gato prossegue a coordenação do ensino de capoeira de instrutores e professores formados por ele nas cidades britânicas de Harlow, Cambridge, Norwich, Leicester, Londres, Newcastle upon Tyne, Peterlee, Edimburgo e Glasgow. Promove o intercâmbio de alunos britânicos no Brasil, organizando programas de cursos e atividades de capoeira no Brasil. Em 2005 e 2006 participa dos batizados do Grupo Senzala Seattle, que seu aluno Marcos Risco organiza, após dois anos de ensino naquela cidade. Ensina capoeira regularmente no Rio de Janeiro, organiza anualmente seminários de capoeira nesta cidade e ministra cursos e palestras de capoeira em diversos estados do Brasil, tendo organizado em 1994, o Capoeirando em Ubatuba, juntamente com Mestre Suassuna.

Em 1999 até 2002, também com Mestre Suassuna, organiza o Capoeirando no Sul da Bahia, em Ilhéus, sempre em Janeiro, Esses eventos têm a participação de capoeiristas de todo o Brasil e estrangeiros. A partir de 2004, o Capoeirando de Janeiro passa a ocorrer em Ilhéus e Arraial do Cabo, em semanas subseqüentes e com organizações independentes, o de Arraial do Cabo sob a organização dos mestres Gato e Peixinho. A partir de 2003, organiza, juntamente com os demais cordas-vermelhas do Grupo Senzala, o encontro Vadiação Senzala, onde os mestres do Grupo Senzala coordenam seminários de capoeira para alunos iniciantes, intermediários e avançados/instrutores/professores do Grupo Senzala e de outras associações e grupos de capoeira.

 

Mestre Gato e Pimpa – Lisboa 10º Festival Internacional de Capoeira Grupo Alto Astral

Seu endereço para correspondência é:
Rua Ocidental, 215 Santa Teresa Rio de Janeiro, RJ, 20240-100, Brasil. Tel/Fax 55 21 507 5935

gatosenzala@hotmail.com

Fonte da Biografia: http://www.gruposenzala.com

* Agradecimento especial ao Mestre Gato e sua Esposa (alma gemea) que durante o Festival de Capoeira em Lisboa, nos mostraram a beleza e a harmonia de um verdadeiro Casal de Capoeiras apaixonados.

Obrigado mestre Gato pela disponibilidade, atenção e prontidão.

Luciano Milani

A importância das cadeiras no desenvolvimento do golpe de vista e na segurança do jogo de capoeira

Dedicado a Guanais e Lemos, que me fizeram aprender o mecanismo de perda de consciência, desmaio, pela hipertensão intracraniana por compressão das veias jugulares no colar-de-força.[1]

Mestre Pastinha escreveu:

2.2.31 – …”eu não enventei[2]“…

… “eu não enventei;”…

…”eu vi e achei bom”…

… “e aprendi no circo[3] de cadeiras,”…

… “para aprender o jogo de dentro…”
(77a,11-b13)

… Nós todos vimos…

… achamos bom…

… aprendemos com os mais velhos!

… Pastinha acentua a importância…

… da proximidade entre os parceiros no jogo de capoeira…

… os antigos mestres usavam obstáculos…

…. círculo de cadeiras…

… mesas…

… ou de ambos…

… para desenvolver a agilidade…

… e “golpe de vista”

.. indispensáveis à pratica da capoeira…

… especialmente no jogo de dentro..

… que simula a luta com arma branca!

HerPast p.77

Pastinha sabiamente acentua importância da proximidade entre os parceiros no jogo de capoeira e afirma que os antigos MESTRES usavam obstáculos periféricos, circundantes, circunvizinhos…

círculos de cadeiras

mesas …

luzes apagadas…

como usávamos eu e Guamais[4] em nossos treinos secretos…

olhos vendados, além das luzes apagadas…

como fazíamos eu e Jose Sobrinho “Zezinho” em nossos treinos de Judô!

ou ambos meios…

Para desenvolver as percepções extra-sensoriais como em Ioga e Artes Marciais!

Esta referência de Vicente Ferreira Pastinha ao uso de seu Mestre das cadeiras para delimitar a área de movimento ou jogo e assim desenvolver a noção de localização espacial durante o preparo técnico do capoeirista é muito importante por que revela preocupação desde os tempos antigos com a localização espacial do capoeirista dentro do ambiente do jogo.

Desta maneira o capoeirista desenvolve um sexto – sentido e adquire noção e domínio do espaço restrito de jogo, perde o medo de se aproximar do parceiro-adversário, especialmente útil no jogo-de-dentro, e extremamente importante na criação de oportunidades de contra-ataque e ou bloqueio do uso de arma-branca, seja faca, punhal, estoque, facão, navalha, tesoura ou mesmo guarda-chuva, borduna, sombrinha, cadeira, banco, cacete, cassetete, quiçá garrafa de vidro ou panela.

Reflexo utilíssimo no corpo-a-corpo, na prevenção de impacto sobre os assistentes ou circundantes e origem da sensação de coragem, segurança, autodomínio, autoestima, calma e autoconfiança tão característica do capoeirista.

O treino individual cercado por 4, 6 ou 8 cadeiras simulando outros tantos adversários aperfeiçoa o sentido de localização espacial, avaliação de distância e golpe-vista, extremamente importantes no jogo, na luta, no trabalho, no transito e no cotidiano.

Nos anos quarenta (do século passado…), depois das aulas e treinos currículo, Bimba me entregava a chave para abrir a Academia no dia seguinte às 5 horas da manhã e o nosso grupo (Guanais, cabo Néri, Lemos) para um treino de briga (vale-tudo) em ambiente fechado com cacetes e armas-brancas[5].

Treino com luz apagada, cadeiras, mesas e bancos espalhados aleatoriamente pela sala, grupo de 3 amigos íntimos…

testados pelo Tempo…

verdadeiros…

confiáveis reciprocamente,

grupo excelente para aperfeiçoamento dos reflexos de esquiva e contra-ataque…

sem acidentes… nem incidentes

pelo dominância da esquiva sobre o ataque…

sem soltar golpes a esmo…

E a lembrança de Hector Caribé a recomendar…

A saída de salto mortal para trás..

Pela janela…

Quando acuado contra a parede…

Sem outra saída…

No andar térreo…

Naturalmente!

Lembrando também…

Os treinos de Judô como Zezinho Sobrinho para adivinhar o que outro iria fazer…

Sem a proteção do tatami

No chão de cimento do pátio da casa de

Olhos vendados…

Sem lâmpadas acesas…

E Um sempre percebia…

O que o Outro ia fazer

Era o SEXTO-SENTIDO!


 

[1] Quando eu acordava já estava deitado no chão e aprendi a sacudir o corpo e jogar o agarrador à distância… Quanta saudade, amigos!

[2] Inventei

[3] Circulo

[4] Filho de índios, meu colega de curso ginasial, órfão de pai. Deixou de estudar para trabalhar para educar os seus irmãos mais jovens. dentre os quais destaco o docente de medicina Dr. Sócrates Guanais um dos fundadores do Hospital Cardio-Pulmonar. Grande homem! Maior e Melhor Amigo! Grande Professor!

[5] Navalhas, punhais, estoques, facas e facões.

Entrevista Mestre Espirro Mirim

 

Mestre Espirro Mirim em entrevista exclusiva ao Portal Capoeira realizada em Lisboa durante o 10º Festival Internacional de Capoeira do Grupo Alto Astral (Contra-mestre Marco Antonio).

Para ouvir a entrevista com o

      Mestre Espirro Mirim

 

Histórico:

Mestre Espirro Mirim começou a capoeira, em Outubro de 1979, com Mestre Everaldo, com o apelido de “Mirim” somente. Em 1981 foi escolhido pela imprensa esportiva o melhor capoeirista daquele ano, a sua primeira formatura foi em 1984 em Fortaleza. No mesmo ano viaja para São Paulo e em 1985 integra-se ao Grupo Cordão de Ouro, onde o Mestre Suassuna lhe apelida de “Espirro”, para não fugir de suas origens une os dois apelidos “Espirro Mirim”

 

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Mestre Espirro Mirim – Lisboa 10º Festival Internacional de Capoeira Grupo Alto Astral

Em 1991 recebe a corda de Mestre. No ano seguinte faz sua primeira viagem para São Francisco (E.U.A.) a convite do Mestre Marcelo Pereira (Caverinha). Apartir deste ano (1998) inicia sua carreira internacional, ministrando durante 4 meses, curso na academia Cordão de Ouro em Orlando (Florida), nesse período fez apresentações da Disneylândia e a abertura da Miss Brasil (E.U.A.), em Miami. Todo ano viaja para Israel, onde participa do Batizado e troca de cordão do Grupo Cordão de Ouro.

Site: http://www.espirromirim.com/

 

* Agradecimento especial ao Mestre Espirro Mirim que durante o Festival de Capoeira em Lisboa, foi um dos destaques por sua simplicidade e simpatia. Vale ressaltar a fantástica performance da Estátua Viva.

Luciano Milani

Entrevista Mestre Suino

Elto Pereira de Brito, Mestre Suino, presidente fundador do Grupo Candeias, em entrevista exclusiva ao Portal Capoeira realizada em Lisboa durante o 10º Festival Internacional de Capoeira do Grupo Alto Astral (Contra-mestre Marco Antonio).

Para ouvir a entrevista com o Mestre Suino, clique aqui.

Breve Histórico do Grupo Candeias:

SEU INICIO
O Grupo Candeias nasceu no clube SESC do setor Universitário, aqui mesmo em Goiânia, em 1977. Seu primeiro professor foi Carlos Antônio (Carlinhos Chuchu), e seu primeiro nome: “Grupo de Capoeira Anglo-Regional”. Seus primeiros alunos foram comerciários e filhos de comerciários, pessoas pobres, oriundas dos bairros de classe baixa.

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Entrevista Mestre Jelon

Jelon Vieira nasceu em Santo Amaro da Purificação, Bahia, em 1953. Aos 10 anos de idade começou a treinar Capoeira Angola, com o mestre Emérito e posteriormente com mestre Bobô.

Em 1969 conheceu mestre Ezequiel com quem aprendeu Capoeira Regional ,tendo a honra de treinar na academia do mestre Bimba.

Em 1972 ingressou no “Viva Bahia”, dirigido pela Professora Emilia Biancadi de Ferreira, ocasião em que também aprendeu as danças Folclóricas da Bahia.

Em 1974, durante uma tournée de três meses do “Viva Brasil“, viajou para a Europa com mestre João Grande, mas resolveu deixar a companhia, fixando-se em Paris , e, em seguida, se mudou para Londres, com o objetivo de desenvolver um trabalho com a capoeira.

Em 1975 foi convidado para realizar um show nos Estados Unidos, e resolveu ficar em Nova Iorque. Seus primeiros trabalhos foram nas escolas públicas do Bronx aonde, pela primeira vez, conheceu o Break Dance . Em 1982 ingressou na “New York University” com o objetivo de aprimorar seu inglês.

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Entrevista Mestre Gil Velho

Gil Clementino Cavalcanti de Albuquerque Filho (Mestre Gil Velho), filho de Gil clementino Cavalcanti de Albuquerque e Maria Amélia Campelo Cavalcanti de Albuquerque, nasceu em Recife em 1948.

1 – Qual foi seu 1º contato com a capoeira?

Nasci em Recife, capital de Pernambuco, no final da década de 40, século XX. Venho de uma família tradicional, os Cavalcanti de Albuquerque, cuja história se confunde com a própria história do espaço pernambucano. A mistura de elementos indígenas, lusos, holandeses e afro na sua formação, me transmitiu uma memória genética que flui nos meus insight e interagem no meu processo vivencial.
Assim, quando meu Pai se muda para o Rio de Janeiro, no inicio da década de 50, passo a simbiotizar esta perspectiva genética com a leitura da realidade percebida do espaço carioca. Torno-me um pernambucano carioca, com uma passagem rápida por Copacabana e um pouso longo em Ipanema, onde passo minha infância e adolescência.
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Entrevista: Mestre Genaro

Genaro Raymundo Coelho (Mestre Genaro), filho de Claudionor Coelho e de Veridiana Coelho, nasceu na Maternidade Dr. Climério de Oliveira – Bairro de Nazaré/Salvador/BA, mas a família morava no bairro Politeama de Baixo. Trabalhou junto com o médico (não se lembra do nome) a parteira Emília q era mulher do grande jogador de futebol o finado Popó do Ypiranga da Bahia. A madrinha era Almerinda do Nascimento, de São Francisco do Conde, era um lugar de muitos engenhos de açúcar.

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Homenagem: Mestre Canjiquinha: “A Alegria da Capoeira”

Homenagem Portal Capoeira

"A Capoeira é alegria, é encanto, é segredo"

Em homenagem à Washington Bruno da Silva (Mestre Canjiquinha), o Portal Capoeira exalta o Mestre, propondo a toda comunidade capoeirística "A ALEGRIA NA CAPOEIRA"

Um mês dedicado a Vida e Obra deste Grande Homem e Mestre de Capoeira.

Dia 25 de Setembro, Canjiquinha iria completar 82 anos, se estivesse "fisicamente vivo"…

Washington Bruno da Silva, nasceu em Salvador (BA), em 25 de Setembro de 1925, filho de D. Amália Maria da Conceição. Aprendeu Capoeira com Antônio Raimundo – o legendário Mestre Aberrê. Iniciou-se na Capoeira em 1935, na Baixa do Tubo, no Matatu Pequeno. "No banheiro do finado Otaviano" (um banheiro público). Filho de lavadeira, Mestre Canjiquinha foi sapateiro, entregador de marmita, mecanógrafo. Dentre outras atividades foi também jogador de futebol (goleiro) do Ypiranga Esporte Clube, além de cantor de boleros nas noites soteropolitanas.

 

Leia mais sobre o Mestre Canjiquinha…

Outras Referências Importantes:

Documento Histórico: Canjiquinha a Alegria da Capoeira

Videos: Aula de Mestre Canjiquinha – 1ª Parte e 2ª Parte

Galeria de Videos:

Mestre Canjiquinha: Circo Voador, Rio de Janeiro, 1984

Entrevista curta com o Mestre Canjiquinha

Capoeira em cena – Mestre Canjiquinha

Na semana de 25 de Setembro, vamos todos formar uma grande roda… Vadiar em homenagem ao Mestre e celebrar os 82 anos de sua "Vida e Alegria para a Capoeira"

É assim que devemos ver… apesar de não estar neste plano, ele continua vivo, na essência da própria Capoeira!!!

Sugestão do Portal Capoeira: Na caixa de Pesquisa do site (localizada na parte superior esquerda) digite: Mestre Canjiquinha e na próxima tela selecione o campo "todas as palavras"