Blog

Notícias – Atualidades

Vendo Artigos de: Notícias – Atualidades (categoria)

Livro Mandinga em Manhattan: Como a Capoeira se espalhou pelo mundo

Livro Mandinga em Manhattan: Como a Capoeira se espalhou pelo mundo

Quando, a hoje jornalista, escritora, fotojornalista e capoeirista Lucia Correia Lima vivia seus 15 anos, o Brasil vivia em plena ditadura militar. Em 1968 foi levada por colegas do Movimento Estudantil Secundarista para treinar capoeira, na escola do Mestre Suassuna, no centro de São Paulo, aonde chegou “exilada” com seus pais militantes humanistas, fugidos da Bahia para abrigo na imensidão da maior cidade da América do Sul. A luta-arte afro-brasileira era uma “arma” para enfrentar os tempos cinzentos que se instalou no país por vinte e cinco anos.

Semelhante aos pioneiros capoeiras do século XIX, Lucia é presa com 16 anos, pois alguns de seus colegas aderem a romântica e suicida “luta armada”, contra a ditadura. Muitos foram mortos, exilados ou presos. Seu mestre Suassuna, um deles. Mas Lucia discorda da luta armada vai trabalhar na revista Realidade, da Editora Abril, quando na equipe da edição Amazônia, recebe o prêmio Esso de Jornalismo. Em seguida inicia carreira na chamada imprensa alternativa, quando compondo a equipe da revolucionária revista Bondinho, recebe o Esso de “contribuição à imprensa”. De volta à Bahia, atua nos principais jornais de Salvador, como a Tribuna da Bahia e Correio da Bahia, assina textos e fotos. Deixa na imprensa baiana sua marca quando opta pelo fotojornalismo. Período em que passa pela sucursal baiana de O Globo e retorna à capoeira.

Indo morar no Centro Histórico da primeira capital do Brasil, se inscreve para as aulas do lendário mestre João Pequeno de Pastinha. Lá surge o livro Mandinga em Manhattan. A escola do velho mestre estava repleta de jovens de todos os continentes. A capoeira, já no meio da década de 1990, trazia ao Brasil jovens de todo o mundo, mas, poucos sabiam que junto ao Candomblé e o Samba, havia se transformado uma das mais importantes manifestações da cultura brasileira.

A capoeirista e jornalista vive esta expansão, realizada sem nenhuma ajuda governamental, embora a UNESCO recentemente tomba a “roda de capoeira” como patrimônio mundial. No período em que Lucia Correia Lima pensa o livro, este tema era uma extravagância. Lucia teve que dar uma rasteira no preconceito e transforma sua ideia em um documentário: cria o título Mandinga em Manhattan e recebe o prêmio nacional DOCTV. Do Mistério da Cultura. Em 2008.

A ideia do livro retorna com a transcrição das longas entrevistas do documentário. Com o mesmo título, a publicação é selecionada pelo edital Capoeira Viva, também do MinC. Depois de novas entrevistas e enfrentamento da burocracia nos órgãos públicos, finalmente o trabalho é editado. Contem vinte e uma entrevistas com os pioneiros mestres responsáveis pelo espalhar a capoeira pelo mundo. Além de estudiosos como o Dr. Ubiratan Castro, do escritor Ildázio Tavares; da etnomusicóloga Emília Biancardi, da etnolingüista Yeda Pessoa de Castro, dos ex-ministros Gilberto Gil e Juca Ferreira, entre outros.

Fundamental no livro de Lucia são os depoimentos dos mestres que fizeram da capoeira sua fonte de trabalho e pesquisa. Jelon Vieira, abre a primeira escola de capoeira em Nova York em 1975. Entra para a história da luta-arte afro-brasileira; o Mestre e médico Decâneo, dá sua última entrevista em vida; Camisa é um “boing” que viaja pelo mundo, sendo recebido com reverência; Suassuna perdeu a conta de quantos grupos tem fora do Brasil; mestre Amém, levou a capoeira para a poderosa indústria do cinema de Hollywood; Acordeom colocou a capoeira nas mais tradicionais universidades da Califórnia, e muitos outros. Entre as falas dos estrangeiros estão o sociólogo Kenned Dossar, o antropólogo Greg Downey, aluno de mestre João Grande, recebido na Casa Branca, para homenagem.

wp-image–49998295

O trabalho da baiana foi produzido pela Fundação Gregório de Matos, de Salvador, está sendo distribuído por diversos países via os grupos internacionais. Foi lançado em Salvador; na escola do MST de Vitória da Conquista, em Inhambupe e será apresentado em evento internacional com capoeiras de mais de 60 países, de 9 a 13 de agosto deste ano, nos 50 anos da escola Cordão de Ouro em São Paulo. No clube da Eletropaulo, com programação no site. No dia 11, sexta feita as 15hs Lucia Correia Lima fará palestra sobre a concepção do livro e documentário Mandinga em Manhattan, este um prêmio do DOCTV, administrado pela Fundação Padre Anchieta de São Paulo. No Rio de Janeiro, o livro será apresentado na escola Abadá Capoeira de 23 a 27 de agosto. O trabalho deve ser relançado em Salvador ainda em 2017. Ainda em agosto deste ano a autora foi convidada para lançar seu trabalho em Santo André, também com palestra e exibição do documentário.

 

Jolivaldo Freitas – Jornalista

DRT: 1241-BA

Cadastro Nacional da Capoeira tem nova plataforma

Cadastro Nacional da Capoeira tem nova plataforma:  Iphan disponibiliza, a partir de julho, uma nova plataforma para realização do Cadastro Nacional da Capoeira.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) disponibiliza, a partir do dia 1º de julho, uma nova plataforma para realização do Cadastro Nacional da Capoeira (CNC).

Ela permite o cadastro de mestres de capoeira, capoeiristas, grupos e entidades de capoeira, além de pesquisadores do campo, em um instrumento que visa a salvaguarda do Ofício de Mestre de Capoeira e da Roda de Capoeira, bens culturais registrados como Patrimônio Cultural do Brasil.

A nova plataforma possibilita consultar informações sobre os cadastrados em mapas e listas (a depender da categoria), além de outras funcionalidades, como disponibilização de publicações, divulgação de eventos, notícias e fóruns de discussão para os coletivos de salvaguarda da Capoeira. Ressalte-se que esse último recurso em específico estará disponível em breve, após definição sobre os termos de uso de cada fórum por meio de diálogo entre o Iphan e os coletivos de salvaguarda de cada estado.

O Cadastro Nacional da Capoeira tem por objetivo facilitar o diálogo entre o Iphan, os mestres de capoeira, capoeiristas e outros segmentos envolvidos com a capoeira, em uma proposta de salvaguarda participativa e inclusiva. Assim, o cadastro viabiliza uma ampla identificação e mapeamento do universo sociocultural onde a capoeira está inserida e fornece informações importantes para a atuação da instituição na mobilização dos capoeiristas em cada Estado. 

Cadastro Nacional da Capoeira tem nova plataforma Geral Portal Capoeira

É importante lembrar que as informações enviadas ao Iphan, por meio dos formulários disponibilizados na plataforma, são de inteira responsabilidade dos cadastrados.

Para evitar a multiplicidade de dados, o cadastro deve ser realizado apenas uma vez por cada pessoa ou instituição, sendo permitida apenas uma inscrição por e-mail.

 

Mais informações para a imprensa
Assessoria de Comunicação Iphan

comunicacao@iphan.gov.br
Fernanda Pereira – fernanda.pereira@iphan.gov.br 
Déborah Gouthier – deborah.gouthier@iphan.gov.br
(61) 2024-5504- 2024-5516 – 2024-5531
(61) 99381-7543
www.iphan.gov.br
www.facebook.com/IphanGovBr | www.twitter.com/IphanGovBr
www.youtube.com/IphanGovBr

Nota de Falecimento: Mestre Boinha

Nota de Falecimento: Mestre Boinha

 

Mestre Boinha – Boaventura Batista Sampaio.

 

DISCÍPULO DE MESTRE BIMBA, DEFENSOR DA IDEOLOGIA DA CAPOEIRA REGIONAL E GRANDE CAPOEIRISTA.

 

Sobre Mestre Bimba:

“Mestre Bimba para mim é um pai. É um pai porque ele não foi para mim somente um mestre de capoeira, um educador e um orientador.”

 

[…] quando cheguei lá na Academia no início da década de sessenta para aprender Capoeira, não foi para adestrar o meu corpo, fui aprender pra brigar, meu objetivo na Capoeira era brigar, mas chegando lá em poucos meses, eu vi que era completamente diferente, eu queria aprender algo que não condizia com as normas de Bimba, percebi que estava fora das normas, então o mestre, um dia ao terminar a aula falou. Todo mundo pode ir, Boinha você fica sentado naquele banco. Os colegas saíram intrigados com aquela atitude do mestre. Então o mestre me passou um sabão, me deu um puxão de orelha, dizendo que a Capoeira era para educar e não simplesmente agressão.

 

 

Nossos mais sinceros pêsames a toda a família e a todos os “Filhos de Bimba”.

 

Texto do site Capoeira da Bahia de Mestre Decanio:

Nota de Falecimento: Mestre Boinha Geral Portal Capoeira

O capoeirista ao gingar deve estar relaxado! Para estar relaxado deve estar calmo. Para estar calmo deve estar confiante em si. Para confiar não pode ter medo. Para não ter medo necessita confiar no parceiro e em si mesmo. Para confiar no parceiro deverá obedecer ao ritual e aos preceitos de ética implicitos no jogo da capoeira da Bahia!
As fotos acima exibem a tranqüilidade e o prazer de Boinha, já na terceira idade jogando capoeira com um antigo parceiro.

Observem a foto de conjunto e os detalhes do contexto… tudo é alegria e prazer… o resto é lucro!
A capoeira-jogo pode e deve ser praticada na terceira idade para a manutenção da vitalidade e da alegria de viver!

FOTO-ANÁLISE – GINGADO Decanio e Boinha

Nota de Falecimento: Mestre Boinha Capoeira Notícias - Atualidades Portal Capoeira

GINGA DE CORPO: Preparação Corporal, Reabilitação e Qualidade de Vida no Jogo da Capoeira

GINGA DE CORPO: Preparação Corporal, Reabilitação e Qualidade de Vida no Jogo da Capoeira

 

Capoeira é luta, dança, jogo, e brincadeira, expressão artística e manifestação cultural, atividade física e esportiva, filosofia de vida. Sua prática é rica e complexa e tem na “ginga de corpo” um dos seus mais importantes fundamentos.

 

Nos últimos anos tem se observado muitos Capoeiristas sofrendo diversas lesões envolvendo articulações como joelhos, ombros, quadril e costas, prejudicando a sua prática, limitando sua performance e algumas vezes até afastando o mesmo da Capoeira.

 

O Curso Ginga de Corpo: Preparação Corporal, Reabilitação e Qualidade de Vida abordará esses e outros assuntos, oferecendo à profissionais e praticantes uma abordagem multidisciplinar apresentando diferentes estratégias, saberes e propostas que aplicados ao jogo da Capoeira trarão mais qualidade e consciência sobre os limites e possibilidades desta arte-luta.

 

O Curso, sob a coordenação do Contramestre Vinicius Heine e com participação especial do Mestre Gladson, será oferecido no CEPEUSP (Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo) nos dias 8 e 9 de Abril e contará com profissionais de diferentes áreas do conhecimento e abordarão diversos temas que darão alicerce para otimizar a performance e o aprendizado no jogo da Capoeira e ao mesmo tempo evitar a ocorrência de lesões com consequente ganho de qualidade de vida associada à prática desta arte luta.

 

GINGA DE CORPO: Preparação Corporal, Reabilitação e Qualidade de Vida no Jogo da Capoeira Notícias - Atualidades Portal Capoeira

 

Alguns dos temas abordados são:

 

  • – Fundamentos de Nutrição aplicados à Capoeira: da Saúde à Performance;
  • – Treinamento Funcional aplicado à Capoeira. A Capoeira é funcional?
  • – Capoeira na Água 
  • – Bases Fisiológicas Aplicadas à Capoeira 
  • – Reabilitação de Lesões na Capoeira 
  • – A importância do Alongamento no Jogo da Capoeira 
  • – Musculação Aplicada à Capoeira
  • – Aspectos Biomecânicos da Capoeira 
  • – Capoeira e Coluna: Lesões, Desvios Posturais e Exercícios compensatórios 
  • – Pilates e Capoeira: Controle e qualidade de movimento 
  • – Treinamento Integrado de Capoeira

 

Vídeos

O POSICIONAMENTO DA PELVE

Entender o funcionamento da pelve e suas relações com as curvaturas da coluna é fundamental para o entendimento da biomecânica da Capoeira.

 


 

Mais informações no site do CEPEUSP http://www.cepe.usp.br/ e no blog do evento: https://gingadecorpo.wordpress.com/

 

Ou com o Contramestre Vinicius Heine no email vheine@gmail.com

 

Bahia: Bloco da Capoeira comemora dez anos de folia

Uma década de resistência. O aniversário de dez anos do Bloco da Capoeira que teve o cantor Tonho Matéria como atração principal foi comemorado em grande estilo, nesta quinta-feira (23), primeiro dia oficial do carnaval Ouro Negro, no circuito Osmar (Campo Grande).

Este ano, a entidade que arrastou 2,5 mil foliões, tem como tema “Capoeira Viva no Caminho da Independência”. “O sonho era 500, hoje somos 2.500”, comemorou Matéria emocionado.

Trajado como um Lord Chanceler, figura histórica convocada por Dom Pedro para vir à Bahia organizar a luta pela Independência, ele que é também presidente do bloco, explica o motivo da escolha do personagem. “Viemos avisar que a Capoeira é independente desde que o Brasil foi fundado. Hoje nosso bloco é de todo o mundo. Tenho aqui capoeiristas da Itália, Suíca e Portugal”, afirmou. O desfile não teve apenas o trio elétrico. O bloco levou ao Campo Grande alas performáticas que representaram a mistura do sagrado e do profano, contando a história da Capoeira desde o seu nascimento.

Integrante da entidade desde o primeiro ano, o mestre “Boa Gente”, da Associação de Capoeira Maré, no Cabula VI, comentou sobre a satisfação de levar a arte para o cenário da folia momesca. “Trazer a capoeira para nosso Carnaval é um motivo de orgulho”, considerou. Nascido no Pau Miúdo, o bloco da Capoeira conta com a ajuda da comunidade que durante todo o ano confecciona as fantasias da banda e dos integrantes das alas performáticas. “Nada seria possível sem ajuda da comunidade que vai para rua comprar tecido, vai para o Barracão e coloca a mão na massa para criar, costurar”, arremata Tonho.

 

Bahia: Bloco da Capoeira comemora dez anos de folia Geral Portal Capoeira 1

Desfile do bloco da Capoeira no circuito Osmar (Campo Grande) nesta quinta feira de carnaval.

CARNAVAL DA CULTURA
O Carnaval da Cultura é o carnaval da democracia e da diversidade e do folião pipoca, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Pipoca, Carnaval Ouro Negro e Outros Carnavais. A programação completa de nossa festa está disponível nos sites

 

www.cultura.ba.gov.br e www.carnaval.bahia.com.br.

Baiano Lucas Ferreira, o Ratto, vence O Red Bull Paranauê

Baiano Lucas Ferreira, o Ratto, vence O Red Bull Paranauê

A final da competição Red Bull Paranauê aconteceu na tarde de ontem no Farol da Barra, Salvador – Bahia.

Quem disse que santo de casa não faz milagre? Sob os olhares da torcida e, por quê não, de todos os santos da Bahia, Lucas Dias “Ratto” provou todo seu talento e se consagrou “o capoeirista mais completo do mundo” no Red Bull Paranauê.  Ele superou outros 15 capoeiristas e levantou o troféu da competição em sua terra natal, Salvador (BA).

Dezesseis capoeiristas em busca de um título: ser o “mais completo do mundo”. Para vencer a primeira edição do Red Bull Paranauê, que aconteceu no Farol da Barra na tarde de ontem, não era preciso ser apenas um bom capoeirista, mas demonstrar que sabe jogar e tem ginga em três dos principais segmentos da luta: angola, regional e contemporânea. Para avaliar o estilo e precisão dos golpes dos participantes, seis mestres – dois especialistas em cada tipo de toque – foram convidados: Nenel, Itapuã, Jogo de Dentro, Vírgilio, Paulinho Sabiá e Capixaba.

A grande final

O último jogo foi entre Lucas Dias “Ratto” e o paulista Arthur Santos “Fiu”. Os toques escolhidos para os últimos jogos foram o de São Bento Grande, representando a capoeira Contemporânea, e o de Jogo de Dentro, representando a capoeira Angola.

“Acho que meu diferencial foi o toque São Bento Grande. Como sou da capoeira Contemporânea, esse era meu forte, principalmente pela minha rapidez e pela facilidade de fazer acrobacias no ar”, diz o campeão.

Mas, mesmo com Ratto levando o título do evento, todos os capoeiristas saíram com a sensação de que ganharam, principalmente, muita experiência e amizades no Red Bull Paranauê.

 

 

Foi maravilhoso. A experiência como um todo, as aulas, o campeonato, foi tudo muito bom. Tivemos praticamente uma aula particular com os Mestres, nem todas as pessoas têm a oportunidade de vivenciar isso. Pra quem vive de capoeira, como eu, isso não tem preço.

Arthur Santos Fiu

 

Sou suspeito para falar, passei os melhores dias da minha vida aqui. Todos do grupo que eu faço parte estava do meu lado dizendo que eu era capaz. Meu professor me disse, uma noite, “você vai ganhar”. Eu nem acreditava. E eu ganhei!

Lucas Dias Ratto

Na Platéia

E o público de baianos e turistas, que vibraram a cada movimento mais ousado, viram um soteropolitano, Lucas Ferreira, o “Ratto”, ser campeão. “É muito importante para mim ser primeiro vencedor do campeonato. Não me vejo como um campeão da capoeira, mas um campeão da competição”, disse o atleta de 31 anos.

A torcida, segundo Ratto, fez toda a diferença para a vitória dele. “Eu estava em casa, né? Meu apelido é rato porque sou um rato de roda. Estava aqui com meus amigos na plateia também e foi muito bom sentir essa energia”, comemorou.

A turista catarinense Alessandra Espinola, 42 anos, não tinha um participante favorito, mas estava torcendo por todos.  “Soube pela internet do campeonato e vim para assitir. Gosto muito de capoeira e achei o evento bem massa. Acredito que esse tipo de evento é muito bom para divulgar a capoeira”.

Já o casal de  capoeiristas Erica Almeida e Edson Negrete compareceram ao evento com o filho Denen, de 3 anos, para torcer pela baiana Débora Pérola, única participante feminina da competição. “É importante ver a capoeira acontecendo no berço dela e ver ela ser levada para vários outros países. Como mulher, me senti representada por ela”, disse.

O campeonato Red Bull Paranauê contou com o apoio da Prefeitura de Salvador, por meio da Empresa Salvador Turismo, a Saltur. “É muito  importante poder unir esse conteúdo que temos que é o patrimônio imaterial da capoeira  com a  ação de promoção da cidade”, declarou o presidente do órgão, Isaac Edington.

Mais de 3500 pessoas estiveram no Farol da Barra para assistir a Mestres renomados julgando alguns dos maiores capoeiristas do mundo na busca pelo mais completo de todos.

Impressões

“Através de toda a plataforma da Red Bull, temos uma cobertura internacional que ajuda a levar a imagem de Salvador para fora do Brasil. O evento foi uma ótima oportunidade de valorizar as iniciativas que fazem todo o sentido para nossa cultura e promover, ao mesmo tempo, a nossa cidade para o mundo”, completou Edington.

A curadoria do evento ficou por conta do Mestre Sabiá, com 30 anos de experiência em capoeira. “Na minha avaliação,  a grande campeã do Red Bull Paranauê é a própria capoeira. Ela  precisa ocupar novos espaços com um olhar diferenciado e esse evento cria essa possibilidade”, disse Sabiá.

“A capoeira é esporte, é arte, é dança, é cultura. Ela é muito complexa, com um universo muito grande, é difícil dizer quem é o melhor, mas é possível mostrar o mais completo”, explicou.  Segundo o Mestre, a expectativa é que o evento  continue acontecendo, com seletivas em diversas partes do mundo.

Tanto as seletivas quanto a grande final buscaram manter a essência da Capoeira e perpetuar os ensinamentos de grandes nomes como Mestre Bimba, Mestre Pastinha, Mestre João Grande e outros. As regras e o conceito envolviam mostrar as habilidades dos participantes em três dos principais segmentos da Capoeira: Angola, Regional e Contemporânea.

Como prêmio pela vitória, Ratto ganhou três dias na academia do Mestre João Grande em Nova York (EUA).

O menino que virou mestre de capoeira Pastinha

O menino que virou mestre de capoeira Pastinha

O livro, escrito por um jornalista, narra a história de mestre Pastinha (1889-1981), contextualizando-a no interior do contexto histórico da época. Fartamente ilustrado, além do texto escrito, o cenário do período também é reconstituído por meio de belas e elucidativas ilustrações.

A narrativa é lúdica, de fácil compreensão e muito fiel à biografia de Pastinha, como, por exemplo, quando descreve como o negro alforriado africano Benedito lhe ensinou a capoeira, o que mudaria para sempre a vida do menino Pastinha. Ele aprendeu que “na capoeira, a surpresa é um fundamento”. (p.16)

Ao final da obra, há o texto “A capoeira Angola”, aliás bastante didático, onde são mostrados os principais fundamentos da capoeira Angola, quais sejam: a ginga, a bateria de instrumentos, a importância do berimbau e sua origem, o ritual da roda, bem como os golpes e contragolpes.

Por fim, são apresentados os principais golpes desse jogo/luta/dança, como, por exemplo, a cabeçada e o rabo de arraia.

Como dizia mestre Pastinha: “Capoeirista é mesmo muito disfarçado, contra a força só isso mesmo”.

 

 

Barreto, José de Jesus. O menino que virou mestre de capoeira Pastinha; Cau Gomez, ilustrações. Salvador, BA: Solisluna Design Editora, 2011.

 

Por Letícia Vidor de Sousa Reis

 

MS: Aprovação da Lei 4.968 representa início de reparação histórica

Para capoeiristas de MS, aprovação da Lei 4.968 representa início de reparação histórica

Foi sancionada e publicada no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul no último dia 30 de dezembro a lei de autoria do deputado estadual João Grandão (PT/MS) que reconhece o caráter educacional e formativo da atividade de capoeira para que as escolas da educação básica, públicas e privadas possam celebrar parcerias com associações ou outras entidades que representem mestres e demais profissionais da capoeira no Estado.

A Lei, de número 4.968, coloca Mato Grosso do Sul como o primeiro e único Estado do Brasil a ter uma regulamentação específica que permite a integração da capoeira à proposta pedagógica das escolas públicas e privadas para que seja promovido o desenvolvimento cultural dos alunos.

Até por este motivo, os mestres e demais representantes da capoeira no Estado estão considerando a lei um “marco histórico”, tão importante quanto o reconhecimento da atividade, por parte do Iphan, como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

“A Lei 4.968 é o início de uma reparação histórica em prol da capoeira, perseguida há séculos pelos governantes, desde 1889, na era joanina, saindo do código penal como atividade criminosa somente em 1932, no Governo Getúlio Vargas, porém marginalizada infelizmente até os dias de hoje”, explicou Lucimar Espíndola (Mestre Caiduro), coordenador-geral do Fórum da Capoeira de Mato Grosso do Sul.

“Na capoeira a pessoa não aprende apenas dar pernada, mas a se sociabilizar, a respeitar o próximo, a obedecer hierarquia, aprende teatro, música, dança e principalmente a conhecer nossa identidade e a verdadeira história e cultura afro-brasileira. E o deputado João Grandão foi muito feliz ao pensar numa lei que trouxesse tudo isso e, ao mesmo tempo, envolvesse a educação”, acrescentou Caiduro, que garante que a prática da capoeira melhora ainda o desempenho e o comportamento dos alunos dentro da sala e na relação com os pais e familiares.

O presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Roberto Magno Botareli, também destacou a importância da Lei para a educação no Estado. “A educação pública de qualidade que sonhamos passa por conquistas como esta, pois o acesso ao esporte e à cultura são fundamentais para que os alunos tenham um aprendizado amplo e se formem verdadeiros cidadãos preparados para construir uma sociedade melhor e mais justa. A capoeira é cultura, é atividade física e é a nossa história”, disse.

Mais conhecido em Mato Grosso do Sul como Mestre Jaraguá, José Maria Viana Guedes diz que a nova lei vem resgatar também os capoeiristas, que não vinham recebendo seu devido valor, principalmente por parte dos governantes.

“Estou há 35 anos nesta atividade, andei esse País todo e nunca vi lei igual esta sancionada e aprovada em nenhum estado. O que ocorria, no máximo, eram alguns editais e, mesmo assim, passageiros. Nada como este, com força de lei, que abrirá aos capoeiristas um novo mercado de trabalho. E reconhecer o capoeirista, que sempre foi discriminado, como um educador, alguém que pode ensinar alguém”, disse ele, emocionado, lembrando que foi o deputado João Grandão também o responsável pelo título de utilidade pública estadual da Associação Camará Capoeira, de Ponta Porã, da qual é diretor.

“Sem dúvida, é o início da reparação de uma dívida histórica que o Brasil tem com a capoeira e com a cultura e história afro-brasileira. E digo Brasil pois esta lei ganhará repercussão nacional e certamente influenciará outros estados a seguir o mesmo exemplo”.

O deputado João Grandão celebrou a conquista e fez questão de reconhecer a importância de todos os envolvidos no processo. “Foi uma construção coletiva do nosso mandato, em reuniões e audiências públicas, juntamente com vários mestres e associações de capoeira. Quero reconhecer também o bom senso dos deputados, que aprovou por unanimidade o projeto, e a sensibilidade do governador Reinaldo Azambuja, que o sancionou”, disse o parlamentar.

 

Fonte: AgoraMS  – http://www.agorams.com.br/

Mestre Ananias e “O Legado da Roda na Praça da República”

Mestre Ananias e “O Legado da Roda na Praça da República”

“…Aqui é Bahia rapaz”…

O ano de 2016 é um marco na Capoeira Paulistana, Mestre Ananias deixa esse plano em um momento político assustador. É muito simbólico pensar na sua história de resistência e o momento opressor em que vivemos. A saudade, que parece não ter fim, é a chama que mantém vivo seu significado e a sua Roda na Praça da República todo domingo.

Pouco tempo antes de fazer a passagem, questionado sobre como seria após a sua morte o Mestre responde em tom de braveza: (- Oh rapaiz, que conversa é essa, eu só vou morrer quando a capoeira acabar.) Não fazia sentido algum.

Agora faz! Somos todos Mestre Ananias.

Ananias Ferreira é uma figura emblemática da cultura afro-brasileira, que ao longo de uma vida extensa ─ com tenacidade e carisma ─ mantém viva a mais pura ancestralidade no moderno coração da maior cidade do Brasil.

 

 

Na Praça:

Esse ano estamos homenageando o Mestre Chita que completa 43 anos de capoeira somente na Praça. Nascido em Itabuna / BA em 31 de julho de 1952 e hoje com 64 anos, iniciou a capoeira com Mestre Miguel Machado. Junto ao Mestre Ananias e Mestre Joel, é o capoeirista que mais se fez presente desde o início da roda em 1953. Uma expressão singular na capoeiragem paulistana, traz o Samba na veia e a arte das Ruas nas mãos. Um Axé que, talvez, as próximas gerações não possam experimentar.

Roda de capoeira, fundada pelo mestre Ananias em 1953, volta ao seu horário matutino, 11 hs da manhã todos os domingos.

Mestre Ananias e "O Legado da Roda na Praça da República" Geral Portal Capoeira 1

Mais Informações:

https://www.facebook.com/capoeiradarepublica/

http://mestreananias.blogspot.com.br/

 

Meu Berimbau Meu Camarada

“Meu Berimbau Meu Camarada”

 

Lançamento do Novo CD do Mestre Alexandre Batata
Irmãos de Roda 2016 – Porto – PT

 

Vamos pra roda… Vamos lá plantar axé!!!
Mestre Alexandre Batata.

 

Mestre Alexandre Batata: Roda de Cantoria Irmãos de Roda

 

 

Na Bateria:

Mestre Alexandre Batata, Mestre Ediandro Almeida, Contramestre Fantasma, Professor Thiago Santos, Monitor Piu (responsável pelo Evento) e “Cosquinha” sua aluna e companheira.

No Coro:

Mestres, Contramestres e Professores Convidados e Participantes do Evento.

 

Meu Berimbau Meu Camarada Notícias - Atualidades Portal Capoeira 1

 

Para mais informações:

https://www.facebook.com/mestrealexandre.batata