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Bahia: Bloco da Capoeira comemora dez anos de folia

Uma década de resistência. O aniversário de dez anos do Bloco da Capoeira que teve o cantor Tonho Matéria como atração principal foi comemorado em grande estilo, nesta quinta-feira (23), primeiro dia oficial do carnaval Ouro Negro, no circuito Osmar (Campo Grande).

Este ano, a entidade que arrastou 2,5 mil foliões, tem como tema “Capoeira Viva no Caminho da Independência”. “O sonho era 500, hoje somos 2.500”, comemorou Matéria emocionado.

Trajado como um Lord Chanceler, figura histórica convocada por Dom Pedro para vir à Bahia organizar a luta pela Independência, ele que é também presidente do bloco, explica o motivo da escolha do personagem. “Viemos avisar que a Capoeira é independente desde que o Brasil foi fundado. Hoje nosso bloco é de todo o mundo. Tenho aqui capoeiristas da Itália, Suíca e Portugal”, afirmou. O desfile não teve apenas o trio elétrico. O bloco levou ao Campo Grande alas performáticas que representaram a mistura do sagrado e do profano, contando a história da Capoeira desde o seu nascimento.

Integrante da entidade desde o primeiro ano, o mestre “Boa Gente”, da Associação de Capoeira Maré, no Cabula VI, comentou sobre a satisfação de levar a arte para o cenário da folia momesca. “Trazer a capoeira para nosso Carnaval é um motivo de orgulho”, considerou. Nascido no Pau Miúdo, o bloco da Capoeira conta com a ajuda da comunidade que durante todo o ano confecciona as fantasias da banda e dos integrantes das alas performáticas. “Nada seria possível sem ajuda da comunidade que vai para rua comprar tecido, vai para o Barracão e coloca a mão na massa para criar, costurar”, arremata Tonho.

 

Bahia: Bloco da Capoeira comemora dez anos de folia Geral Portal Capoeira 1

Desfile do bloco da Capoeira no circuito Osmar (Campo Grande) nesta quinta feira de carnaval.

CARNAVAL DA CULTURA
O Carnaval da Cultura é o carnaval da democracia e da diversidade e do folião pipoca, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Pipoca, Carnaval Ouro Negro e Outros Carnavais. A programação completa de nossa festa está disponível nos sites

 

www.cultura.ba.gov.br e www.carnaval.bahia.com.br.

Baiano Lucas Ferreira, o Ratto, vence O Red Bull Paranauê

Baiano Lucas Ferreira, o Ratto, vence O Red Bull Paranauê

A final da competição Red Bull Paranauê aconteceu na tarde de ontem no Farol da Barra, Salvador – Bahia.

Quem disse que santo de casa não faz milagre? Sob os olhares da torcida e, por quê não, de todos os santos da Bahia, Lucas Dias “Ratto” provou todo seu talento e se consagrou “o capoeirista mais completo do mundo” no Red Bull Paranauê.  Ele superou outros 15 capoeiristas e levantou o troféu da competição em sua terra natal, Salvador (BA).

Dezesseis capoeiristas em busca de um título: ser o “mais completo do mundo”. Para vencer a primeira edição do Red Bull Paranauê, que aconteceu no Farol da Barra na tarde de ontem, não era preciso ser apenas um bom capoeirista, mas demonstrar que sabe jogar e tem ginga em três dos principais segmentos da luta: angola, regional e contemporânea. Para avaliar o estilo e precisão dos golpes dos participantes, seis mestres – dois especialistas em cada tipo de toque – foram convidados: Nenel, Itapuã, Jogo de Dentro, Vírgilio, Paulinho Sabiá e Capixaba.

A grande final

O último jogo foi entre Lucas Dias “Ratto” e o paulista Arthur Santos “Fiu”. Os toques escolhidos para os últimos jogos foram o de São Bento Grande, representando a capoeira Contemporânea, e o de Jogo de Dentro, representando a capoeira Angola.

“Acho que meu diferencial foi o toque São Bento Grande. Como sou da capoeira Contemporânea, esse era meu forte, principalmente pela minha rapidez e pela facilidade de fazer acrobacias no ar”, diz o campeão.

Mas, mesmo com Ratto levando o título do evento, todos os capoeiristas saíram com a sensação de que ganharam, principalmente, muita experiência e amizades no Red Bull Paranauê.

 

 

Foi maravilhoso. A experiência como um todo, as aulas, o campeonato, foi tudo muito bom. Tivemos praticamente uma aula particular com os Mestres, nem todas as pessoas têm a oportunidade de vivenciar isso. Pra quem vive de capoeira, como eu, isso não tem preço.

Arthur Santos Fiu

 

Sou suspeito para falar, passei os melhores dias da minha vida aqui. Todos do grupo que eu faço parte estava do meu lado dizendo que eu era capaz. Meu professor me disse, uma noite, “você vai ganhar”. Eu nem acreditava. E eu ganhei!

Lucas Dias Ratto

Na Platéia

E o público de baianos e turistas, que vibraram a cada movimento mais ousado, viram um soteropolitano, Lucas Ferreira, o “Ratto”, ser campeão. “É muito importante para mim ser primeiro vencedor do campeonato. Não me vejo como um campeão da capoeira, mas um campeão da competição”, disse o atleta de 31 anos.

A torcida, segundo Ratto, fez toda a diferença para a vitória dele. “Eu estava em casa, né? Meu apelido é rato porque sou um rato de roda. Estava aqui com meus amigos na plateia também e foi muito bom sentir essa energia”, comemorou.

A turista catarinense Alessandra Espinola, 42 anos, não tinha um participante favorito, mas estava torcendo por todos.  “Soube pela internet do campeonato e vim para assitir. Gosto muito de capoeira e achei o evento bem massa. Acredito que esse tipo de evento é muito bom para divulgar a capoeira”.

Já o casal de  capoeiristas Erica Almeida e Edson Negrete compareceram ao evento com o filho Denen, de 3 anos, para torcer pela baiana Débora Pérola, única participante feminina da competição. “É importante ver a capoeira acontecendo no berço dela e ver ela ser levada para vários outros países. Como mulher, me senti representada por ela”, disse.

O campeonato Red Bull Paranauê contou com o apoio da Prefeitura de Salvador, por meio da Empresa Salvador Turismo, a Saltur. “É muito  importante poder unir esse conteúdo que temos que é o patrimônio imaterial da capoeira  com a  ação de promoção da cidade”, declarou o presidente do órgão, Isaac Edington.

Mais de 3500 pessoas estiveram no Farol da Barra para assistir a Mestres renomados julgando alguns dos maiores capoeiristas do mundo na busca pelo mais completo de todos.

Impressões

“Através de toda a plataforma da Red Bull, temos uma cobertura internacional que ajuda a levar a imagem de Salvador para fora do Brasil. O evento foi uma ótima oportunidade de valorizar as iniciativas que fazem todo o sentido para nossa cultura e promover, ao mesmo tempo, a nossa cidade para o mundo”, completou Edington.

A curadoria do evento ficou por conta do Mestre Sabiá, com 30 anos de experiência em capoeira. “Na minha avaliação,  a grande campeã do Red Bull Paranauê é a própria capoeira. Ela  precisa ocupar novos espaços com um olhar diferenciado e esse evento cria essa possibilidade”, disse Sabiá.

“A capoeira é esporte, é arte, é dança, é cultura. Ela é muito complexa, com um universo muito grande, é difícil dizer quem é o melhor, mas é possível mostrar o mais completo”, explicou.  Segundo o Mestre, a expectativa é que o evento  continue acontecendo, com seletivas em diversas partes do mundo.

Tanto as seletivas quanto a grande final buscaram manter a essência da Capoeira e perpetuar os ensinamentos de grandes nomes como Mestre Bimba, Mestre Pastinha, Mestre João Grande e outros. As regras e o conceito envolviam mostrar as habilidades dos participantes em três dos principais segmentos da Capoeira: Angola, Regional e Contemporânea.

Como prêmio pela vitória, Ratto ganhou três dias na academia do Mestre João Grande em Nova York (EUA).

O menino que virou mestre de capoeira Pastinha

O menino que virou mestre de capoeira Pastinha

O livro, escrito por um jornalista, narra a história de mestre Pastinha (1889-1981), contextualizando-a no interior do contexto histórico da época. Fartamente ilustrado, além do texto escrito, o cenário do período também é reconstituído por meio de belas e elucidativas ilustrações.

A narrativa é lúdica, de fácil compreensão e muito fiel à biografia de Pastinha, como, por exemplo, quando descreve como o negro alforriado africano Benedito lhe ensinou a capoeira, o que mudaria para sempre a vida do menino Pastinha. Ele aprendeu que “na capoeira, a surpresa é um fundamento”. (p.16)

Ao final da obra, há o texto “A capoeira Angola”, aliás bastante didático, onde são mostrados os principais fundamentos da capoeira Angola, quais sejam: a ginga, a bateria de instrumentos, a importância do berimbau e sua origem, o ritual da roda, bem como os golpes e contragolpes.

Por fim, são apresentados os principais golpes desse jogo/luta/dança, como, por exemplo, a cabeçada e o rabo de arraia.

Como dizia mestre Pastinha: “Capoeirista é mesmo muito disfarçado, contra a força só isso mesmo”.

 

 

Barreto, José de Jesus. O menino que virou mestre de capoeira Pastinha; Cau Gomez, ilustrações. Salvador, BA: Solisluna Design Editora, 2011.

 

Por Letícia Vidor de Sousa Reis

 

MS: Aprovação da Lei 4.968 representa início de reparação histórica

Para capoeiristas de MS, aprovação da Lei 4.968 representa início de reparação histórica

Foi sancionada e publicada no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul no último dia 30 de dezembro a lei de autoria do deputado estadual João Grandão (PT/MS) que reconhece o caráter educacional e formativo da atividade de capoeira para que as escolas da educação básica, públicas e privadas possam celebrar parcerias com associações ou outras entidades que representem mestres e demais profissionais da capoeira no Estado.

A Lei, de número 4.968, coloca Mato Grosso do Sul como o primeiro e único Estado do Brasil a ter uma regulamentação específica que permite a integração da capoeira à proposta pedagógica das escolas públicas e privadas para que seja promovido o desenvolvimento cultural dos alunos.

Até por este motivo, os mestres e demais representantes da capoeira no Estado estão considerando a lei um “marco histórico”, tão importante quanto o reconhecimento da atividade, por parte do Iphan, como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

“A Lei 4.968 é o início de uma reparação histórica em prol da capoeira, perseguida há séculos pelos governantes, desde 1889, na era joanina, saindo do código penal como atividade criminosa somente em 1932, no Governo Getúlio Vargas, porém marginalizada infelizmente até os dias de hoje”, explicou Lucimar Espíndola (Mestre Caiduro), coordenador-geral do Fórum da Capoeira de Mato Grosso do Sul.

“Na capoeira a pessoa não aprende apenas dar pernada, mas a se sociabilizar, a respeitar o próximo, a obedecer hierarquia, aprende teatro, música, dança e principalmente a conhecer nossa identidade e a verdadeira história e cultura afro-brasileira. E o deputado João Grandão foi muito feliz ao pensar numa lei que trouxesse tudo isso e, ao mesmo tempo, envolvesse a educação”, acrescentou Caiduro, que garante que a prática da capoeira melhora ainda o desempenho e o comportamento dos alunos dentro da sala e na relação com os pais e familiares.

O presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Roberto Magno Botareli, também destacou a importância da Lei para a educação no Estado. “A educação pública de qualidade que sonhamos passa por conquistas como esta, pois o acesso ao esporte e à cultura são fundamentais para que os alunos tenham um aprendizado amplo e se formem verdadeiros cidadãos preparados para construir uma sociedade melhor e mais justa. A capoeira é cultura, é atividade física e é a nossa história”, disse.

Mais conhecido em Mato Grosso do Sul como Mestre Jaraguá, José Maria Viana Guedes diz que a nova lei vem resgatar também os capoeiristas, que não vinham recebendo seu devido valor, principalmente por parte dos governantes.

“Estou há 35 anos nesta atividade, andei esse País todo e nunca vi lei igual esta sancionada e aprovada em nenhum estado. O que ocorria, no máximo, eram alguns editais e, mesmo assim, passageiros. Nada como este, com força de lei, que abrirá aos capoeiristas um novo mercado de trabalho. E reconhecer o capoeirista, que sempre foi discriminado, como um educador, alguém que pode ensinar alguém”, disse ele, emocionado, lembrando que foi o deputado João Grandão também o responsável pelo título de utilidade pública estadual da Associação Camará Capoeira, de Ponta Porã, da qual é diretor.

“Sem dúvida, é o início da reparação de uma dívida histórica que o Brasil tem com a capoeira e com a cultura e história afro-brasileira. E digo Brasil pois esta lei ganhará repercussão nacional e certamente influenciará outros estados a seguir o mesmo exemplo”.

O deputado João Grandão celebrou a conquista e fez questão de reconhecer a importância de todos os envolvidos no processo. “Foi uma construção coletiva do nosso mandato, em reuniões e audiências públicas, juntamente com vários mestres e associações de capoeira. Quero reconhecer também o bom senso dos deputados, que aprovou por unanimidade o projeto, e a sensibilidade do governador Reinaldo Azambuja, que o sancionou”, disse o parlamentar.

 

Fonte: AgoraMS  – http://www.agorams.com.br/

Mestre Ananias e “O Legado da Roda na Praça da República”

Mestre Ananias e “O Legado da Roda na Praça da República”

“…Aqui é Bahia rapaz”…

O ano de 2016 é um marco na Capoeira Paulistana, Mestre Ananias deixa esse plano em um momento político assustador. É muito simbólico pensar na sua história de resistência e o momento opressor em que vivemos. A saudade, que parece não ter fim, é a chama que mantém vivo seu significado e a sua Roda na Praça da República todo domingo.

Pouco tempo antes de fazer a passagem, questionado sobre como seria após a sua morte o Mestre responde em tom de braveza: (- Oh rapaiz, que conversa é essa, eu só vou morrer quando a capoeira acabar.) Não fazia sentido algum.

Agora faz! Somos todos Mestre Ananias.

Ananias Ferreira é uma figura emblemática da cultura afro-brasileira, que ao longo de uma vida extensa ─ com tenacidade e carisma ─ mantém viva a mais pura ancestralidade no moderno coração da maior cidade do Brasil.

 

 

Na Praça:

Esse ano estamos homenageando o Mestre Chita que completa 43 anos de capoeira somente na Praça. Nascido em Itabuna / BA em 31 de julho de 1952 e hoje com 64 anos, iniciou a capoeira com Mestre Miguel Machado. Junto ao Mestre Ananias e Mestre Joel, é o capoeirista que mais se fez presente desde o início da roda em 1953. Uma expressão singular na capoeiragem paulistana, traz o Samba na veia e a arte das Ruas nas mãos. Um Axé que, talvez, as próximas gerações não possam experimentar.

Roda de capoeira, fundada pelo mestre Ananias em 1953, volta ao seu horário matutino, 11 hs da manhã todos os domingos.

Mestre Ananias e "O Legado da Roda na Praça da República" Geral Portal Capoeira 1

Mais Informações:

https://www.facebook.com/capoeiradarepublica/

http://mestreananias.blogspot.com.br/

 

Meu Berimbau Meu Camarada

“Meu Berimbau Meu Camarada”

 

Lançamento do Novo CD do Mestre Alexandre Batata
Irmãos de Roda 2016 – Porto – PT

 

Vamos pra roda… Vamos lá plantar axé!!!
Mestre Alexandre Batata.

 

Mestre Alexandre Batata: Roda de Cantoria Irmãos de Roda

 

 

Na Bateria:

Mestre Alexandre Batata, Mestre Ediandro Almeida, Contramestre Fantasma, Professor Thiago Santos, Monitor Piu (responsável pelo Evento) e “Cosquinha” sua aluna e companheira.

No Coro:

Mestres, Contramestres e Professores Convidados e Participantes do Evento.

 

Meu Berimbau Meu Camarada Notícias - Atualidades Portal Capoeira 1

 

Para mais informações:

https://www.facebook.com/mestrealexandre.batata

Brasil participa de projeto da UNESCO sobre jogos de comunidades tradicionais

Biblioteca Digital Aberta, plataforma criada pela UNESCO e a companhia chinesa Tencent para preservar e disseminar informações sobre esportes de comunidades tradicionais.

 

Jogos tradicionais indígenas, capoeira, jongo e peteca estão entre as práticas culturais mapeadas pela etapa de testes da Biblioteca Digital Aberta, plataforma criada pela UNESCO e a companhia chinesa Tencent para preservar e disseminar informações sobre esportes de comunidades tradicionais. Agência da ONU realiza conferência em Beijing nesta semana para avaliar desenvolvimento do portal.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) promove nesta semana, em Beijing, uma conferência sobre o papel da tecnologia na preservação de jogos e esportes de comunidades tradicionais.

Dos dias 6 a 7 de dezembro, especialistas se reunirão na cidade para avaliar a construção da Biblioteca Digital Aberta, plataforma virtual elaborada por uma parceria entre a agência da ONU e a companhia chinesa Tencent para disponibilizar informações sobre as práticas culturais. O escritório da UNESCO no Brasil e a pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), Ana Zimmermann, participam do encontro.

Desde 2015, o projeto vem sendo desenvolvido como iniciativa-piloto por meio de coleta preliminar de dados sobre alguns dos jogos tradicionais de quatro países — Bangladesh (Sul da Ásia), Mongólia (Leste da Ásia), Brasil (América Latina) e Grécia (Europa Ocidental). O objetivo é testar e aperfeiçoar a plataforma.

Entre as manifestações culturais brasileiras que tiveram informações e imagens coletadas este ano, estão jogos tradicionais indígenas, capoeira, jongo e peteca. Quando o portal foi inaugurado, as comunidades desses países terão a oportunidade de incluir outras práticas.

Integrantes da Tencente e do escritório da UNESCO na China, comandados pela representante da UNESCO para a Ásia, Marielza Oliveira, que coordena o projeto com o apoio da oficial de programa Qingyi Zeng, estiveram no Brasil entre 17 e 24 de agosto, aproveitando o ambiente dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro para recolher dados e material audiovisual de atividades esportivas tradicionais que fossem representativas da cultura brasileira.

Durante a visita, Marielza explicou que “estamos criando a biblioteca digital como um repositório onde as comunidades poderão inserir a descrição de seus jogos, as regras para se jogar, os objetos necessários para o jogo e outras informações relevantes, para que as novas gerações possam aproveitar, aprender e praticar as antigas tradições”.

A representante da UNESCO acrescentou que a biblioteca também tem objetivos educacionais, uma vez que seu conteúdo serve como uma base de conhecimentos sobre culturas, línguas, geografia, história e matérias afins. Futuramente serão incorporadas sugestões de utilização da plataforma para pesquisadores, professores e alunos.

Jogos tradicionais são transformados em jogos eletrônicos

Para que os jovens de hoje conheçam os jogos praticados por seus pais e avós, a UNESCO e a maior empresa chinesa de tecnologia, a Tencent, desenvolvem uma Biblioteca Digital Aberta, uma iniciativa inédita e com acesso gratuito. É voltada para a preservação e a disseminação de jogos e esportes tradicionais em uma nova linguagem, a dos jogos eletrônicos. Saiba mais sobre o projeto no vídeo.

Fonte: https://nacoesunidas.org

Aos 80 anos, Mestre Boca Rica, continua cantando e encantando.

Aos 80 anos, Mestre Boca Rica, continua cantando e encantando.

Nascido em Maragogipe, no recôncavo baiano,  em 26 de novembro de 1936, Manoel Silva, o Mestre Boca Rica,  veio para Salvador aos 15 anos e se filiou na Academia de Mestre Pastinha, acompanhando-o até seus últimos dias.

Com vários CDs gravados, Mestre Boca Rica, literalmente já deu a volta ao mundo… com seu berimbau na mão… e sua forma única e inigualável de cantar a capoeira.

      Mestre Boca Rica - Pelourinho AO VIVO - Mestre Boca Rica

Ganhou o apelido de “Boca Rica”, do próprio mestre Pastinha, devido ao uso de dentes de ouro na parte superior da boca… na década de 60 era questão de status (não utiliza mais a dentição por conselho medico).

O Mestre tem enorme preocupação com a musicalidade na capoeira e tenta orientar seus alunos e aqueles que tem a humildade de lhe perguntar sobre o assunto… Boca Rica também passou algum tempo frequentando a academia de Mestre Bimba, o criador da “Capoeira Regional” desta forma pode vivenciar e apreender todos os toques e as regras que Bimba incorporou a sua capoeira.

 

“Os grandes mestres, como Bimba, Pastinha, Valdemar, se acabaram na maior lástima. O que se vende da Bahia é a capoeira e o candomblé, mas cadê os poderes públicos que não apóiam, não ajudam? É um descaso com os mestres antigos”.

 

 

Para as novas gerações, Mestre Boca Rica relembra:

Mestre Pastinha falava: Eu sei que vou morrer, mas quero ver a capoeira no lugar dela, no teatro, na televisão, no cinema, na escola, na universidade… Aí eu falava comigo: será que esse velho tá ficando maluco? E não deu outra, a capoeira veio crescendo, hoje tá em mais de 200 países pelo mundo afora. Nós já estamos descendo a ladeira e são vocês que têm que levar essa capoeira de angola pra frente, não a deixar morrer, se acabar”.

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Manoel Silva, o Mestre Boca Rica é um exemplo de dedicação  a Capoeira.

Mestre Boca Rica, fez parte da presidência da ABCA e mantém sua academia no Forte da Capoeira – Salvador, Bahia.

“DEZEMBRO DE JOÃO 2016”

Feliz de Ser Aluno do Mestre João Pequeno

A Academia de João Pequeno de Pastinha – CECA tem o prazer de convidar á todos para participar das nossas Homenagens em memória ao Mestre João Pequeno de Pastinha, que completaria este ano, 99 anos de vida.  Neste ano traremos algumas vivências de Oficinas, Samba de Roda, Mostra de Vídeo, Roda de Diálogo, Caminhada e Roda de Capoeira Angola. Nos dias 10, 22, 26 e 27 de Dezembro de 2016.

Esperamos contar com a sua presença em especial no dia 27/12/2016, data dos 99 anos de vida do Mestre.

Sua presença é indispensável.

Desde já agradecemos a atenção.

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O DEZEMBRO DE JOÃO, é um encontro que homenagea a memória do MESTRE JOÃO PEQUENO DE PASTINHA, através de seus discípulos, mantendo viva a memória e história desse grande mestre, que nasce em Dezembro de 1917 e vem a falecer em Dezembro de 2011. E assim seus Discípulos dando continuidade ao CECA AJPP Matriz em Salvador, tem a honra de dar continuidade a esse evento, que acontece anualmente, no qual é um mês que o próprio mestre fazia sua festa para a capoeira no geral, e hoje damos continuidade e homenageando ao nosso Saudoso Mestre.

Feliz de Ser Aluno(a) do Mestre João Pequeno de Pastinha.

Nani de João Pequeno

 

 

I n f o r m a ç õ e s:

Tel: (71) 3323-0708
Zaps: 98833-1469 / 98746-6141                 Emails: mestrejoaopequeno@gmail.com/nanidejoaopequeno@gmail.com;

Facebook: Ceca-Ajpp Matriz-Salvador

Localizado: Praça Barão do Triunfo, S/Nº. Largo Santo Antônio (Forte Santo Antônio Além do Carmo) Bairro: Santo Antônio, Salvador – Bahia – Brasil

Jogo Aberto: Conversas sobre a Capoeira Angola de Recife e Olinda

 Vídeo-registro sobre a Capoeira Angola será lançado em novembro

Temas de relevância histórica, social e cultural permeiam a produção audiovisual

A Capoeira Angola no Estado e a relação entre a Capoeira e a Mulher, o Corpo, a Dança e Autonomia, enquanto princípio educacional, são temas relevantes para a história cultural de Pernambuco e ganharam registro audiovisual em “Jogo aberto: Conversas sobre a Capoeira Angola do Recife e de Olinda.”, um projeto realizado pela professora mestre Gabriela Santana em colaboração com 12 mestres (as) e professores (as) de Capoeira do Recife e Olinda. “Jogo Aberto..” será lançado oficialmente nos dias 12 e 26 de novembro, respectivamente, às 10h e às 19h, no Museu do Homem do Nordeste e no Centro Cultural Grupo Bongar e no Terreiro Xambá.

O pontapé inicial para o desenvolvimento do projeto foi em 2013, por meio de aulas e rodas realizadas no Centro de Artes e Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco, através do projeto de extensão Capoeira no Cac – que desenvolve uma série de atividades como seminários, oficinas e bate-papos entre alunos do curso de dança e alguns mestres (as). A ideia de retomar os assuntos debatidos ao longo dos últimos anos e poder compartilhá-lo, deu início ao filme atual. “Entre depoimentos, fatos históricos e ideias sobre o passado e o futuro lançados em uma conversa realizada em duas rodas de conversa, o filme apresenta breves imagens dos convidados em seus espaços de ensino, além do momento de jogos, tocadas e cantorias do universo capoeirístico, reunindo gerações da capoeira angola local”, conta Gabriela.

Mil cópias do vídeo serão distribuídas com objetivo educacional em escolas de capoeira de Pernambuco, cinematecas, cursos superiores de dança e instituições no norte, nordeste, sul e sudeste do país. O valor de “Jogo Aberto” está essencialmente no conteúdo marcante para a Capoeira Pernambucana, já que são poucas as pesquisas acerca do tema, e sobretudo, acerca da linhagem da capoeira Angola. O vídeo foi pré-lançado em fevereiro de 2015 e recentemente contemplado pelo Funcultura, para finalização/reedição. O lançamento nos dias 12 e 26, será aberto ao público e contará com a presença dos Mestres de Capoeira de Recife e Olinda, além de um coffee break e uma roda de celebração.

Serviço

Lançamento “Jogo aberto: Conversas sobre a Capoeira Angola do Recife e de Olinda.”

Sábado, 12 de novembro, às 10h

Museu do Homem do Nordeste

Av. Dezessete de Agosto, 2187 – Casa Forte

Sábado, 26 de novembro, às 19h

Centro Cultural Grupo Bongar Nação Xambá.

Entrada Gratuita

O DVD será distribuído com fins educativos para escolas de capoeira de Pernambuco e outros Estados, cinametacas, cursos superiores de dança e qualquer instituição que se interesse em ter este registro para repassar o conhecimento.

 
 
Abraços e obrigada!
A foto é de Caique Eça**