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Cultura e Cidadania

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Chegou a hora dessa gente “BRASILEIRA” e bronzeada mostrar seu valor…

Chegou a hora dessa gente “BRASILEIRA”
e bronzeada mostrar seu valor…

Homenagem de Natal à toda comunidade de capoeiras que esta longe do seu país… A todos aqueles que de forma direta ou indireta, disseminam a nossa arte luta, nossa cultura, nosso legado… pelos 4 cantos do mundo, com carinho, amor e respeito a ancestralidade afro-brasileira.

 

Vídeo revela compositores, cantores e instrumentistas populares que interpretam uma versão criativa do clássico ‘Brasil Pandeiro’ na primeira edição do projeto Quatro Cantos, inspirado no americano “Playing For Change”

 

Que o povo brasileiro é um poço de diversidade cultural, musical e criatividade, ninguém pode negar!

Então, um viva pra nossa terra e também pra quem sambe diferente noutras terras, noutra gente, num batuque de matar…

 

Esse vídeo foi gravado com músicos dos quatro cantos do país e é parte integrante do DVD exclusivo do projeto Quatro Cantos da marca Luigi Bertolli. A primeira edição do projeto lançou essa versão do clássico do cancioneiro popular nacional “Brasil Pandeiro”, de Assis Valente (que já era uma lindeza só na interpretação dos Novos Baianos e que aqui ganhou uma nova cara com a nossa gente brasileira, talentos espalhados pelos quatro cantos do país).

Produzido pelo pesquisador e produtor musical Betão Aguiar, o vídeo conta com a participação de cerca de 25 artistas e atrações dos quatro cantos do país.

A proposta da ação, idealizada pela marca Luigi Bertolli e concebida por Betão (que também é filho de Paulinho Boca de Cantor, um dos membros dos Novos Baianos) e Dipa Di Pietro (Diretor de branding da LB), é dar espaço e visibilidade para artistas pouco conhecidos do grande público ou até mesmo anônimos, como artistas de rua, ligados à cultura popular nacional.

O vídeo ‘Brasil Pandeiro’ oficializa o apoio do grupo GEP – responsável pelas marcas Luigi Bertolli, Emme + Estúdio Emme e Cori – às práticas de valorização da cultura nacional.

 

Confira a lista dos artistas participantes do projeto Quatro Cantos:

  • Orlando Costa (Bonfim, Salvador/ Bahia): pandeiro e tamborim de dedo
  • Di Freitas (Juazeiro do Norte/ Ceará): rabecão
  • Marinez e Marias do Coco Frei Damião (Bairro João Cabral, Juazeiro do Norte/ Ceará): voz e coro
  • Luê Soares (Belém do Pará/ Pará): voz
  • Wem (São Paulo/ SP): voz e violão
  • Samuel Macedo (Nova Olinda/ Ceará): violão
  • Bule Bule (Salvador/ Bahia): voz e prato
  • T-Kaçula (Casa Verde, São Paulo/ SP): voz e cavaquinho
  • Calixto (Campo Limpo, São Paulo, SP): voz e dança
  • Renato Dias (Vila Madalena, São Paulo/ SP): voz e caixa de fósforo
  • Guilherme Kastrup (São Paulo/ SP): percuteria reciclada, MPC, cajon, galão e tamborim
  • Abará (Salvador/ Bahia): surdo ruber nose
  • Dú e Jô (Salvador/ Bahia): pandeiro e xequeré
  • Percussionistas do Candeal (Candeal, Salvador/ Bahia)
  • Mestre Bigode e Antonio Contramestre (Juazeiro do Norte/ Ceará): ganzá e pandeiro
  • Mestre Cirilo do Maneiro Pau (Vila Padre Cícero/ Ceará)
  • Lívia Mattos (Salvador/ Bahia): voz e sanfona
  • Didi Moraes (Fortaleza/ Ceará): cavaquinhoPalhaça Rubra (São Paulo/ SP): voz e carrinho de brinquedos
  • Juninho Costa (Salvador/ Bahia): guitarra
  • Maneiro Pau do Mestre Raimundo (Bairro João Cabral, Juazeiro do Norte/ Ceará): coro e bastão
  • Trio de Sopros (São Luiz do Paraitinga/ SP)
  • Ciço Gnomo (Juazeiro do Norte/ Ceará): voz e violão
  • Zé Matias do Cavaco (Juazeiro do Norte/ Ceará): voz e cavaquinho elétrico

Lançamento do livro : Favela, o mundo desconhecido

Lançamento do livro : Favela, o mundo desconhecido

Trecho do livro de Marcelo Santos < Mestre Pulmão – Grupo Senzala >

Marina desligou o telefone e pensou com ela mesma: Preciso voltar para Honório Gurgel agora!

Tudo está acontecendo naquele lugar!; alguma coisa me diz que esse dia vai ser inesquecível na minha vida!; este meu sentido de jornalista ainda vai me trazer muitos problemas, ou talvez vai me dar o prêmio de melhor jornalista do ano!; é!, preciso voltar lá agora!

– Chefe!, por favor, me arruma um motorista pra me levar em Honório Gurgel? – Marina, você acabou de chegar de lá…!

 

Favela, o mundo desconhecido

  • Para você que trabalha com projetos sociais
  • Para você que quer saber mais das vidas das crianças de ruas
  • Para você que quer saber mais sobre a minha história

 

 

Quando: Terça-feira, 21 de Novembro às 19:00 UTC-02

Onde: Multifoco Bistrô Av. Mem de Sá, 126, 20230152 Rio de Janeiro

 

Fonte: Marcelo Santos < Mestre Pulmão – Grupo Senzala >

 

 

“Enculturando na Praça” levará cinema, dança e capoeira à comunidade do Carminha

Projeto da Casa da Cidadania

“Enculturando na Praça” levará cinema, dança e capoeira à comunidade do Carminha

Projeto da Casa da Cidadania pretende fortalecer políticas públicas de inclusão social e reduzir a criminalidade por meio da arte

A Casa da Cidadania, localizada no conjunto Carminha, vem despontando como um dos principais espaços de inclusão social, no complexo Benedito Bentes, em Maceió. Prova disso é o projeto ‘Enculturando na Praça’, que levará atividades como cinema, dança, capoeira, distribuição de lanches e palestras sobre direitos e deveres para toda a comunidade.

A ideia é fortalecer, por meio da arte e da cultura, a implementação de políticas públicas, promovida pela Casa da Cidadania, equipamento vinculado à Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev).

O projeto foi articulado na quinta-feira (9) após uma reunião com representantes de instituições parceiras da Casa da Cidadania, como a Escola Petrônio Viana, a Base Comunitária da PM, a Associação dos Moradores, a UBS Dídimo Otto, a Vivo Ambiental e o Conselho Tutelar.

O encontro serviu também para traçar metas e objetivos que possam beneficiar a população e contribuir com a redução dos índices de criminalidade na região. O Benedito Bentes é um dos seis territórios de maior vulnerabilidade social apontado pelos estudos do Observatório da Violência da Seprev.

O ‘Enculturando na Praça’ tem previsão de começar após o carnaval e acontecerá a cada 15 dias na praça recém-revitalizada pelos próprios moradores por meio do projeto Vivo a Praça.

Fonte: Agência Alagoas – http://www.alagoas24horas.com.br/

Histórias da Música Popular Brasileira para Crianças

HISTÓRIAS DA MPB PARA CRIANÇAS

O livro “Histórias da Música Popular Brasileira para Crianças” ganha reedição especial nas mãos da professora Simone Cit e da ilustradora Iara Teixeira.

Agora, a obra é acompanhada de um CD com canções de Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha e Noel Rosa, entre outros, gravadas pelo Coral Brasileirinho.

O kit tem distribuição gratuita em workshops realizados no Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.

 

Palavra da Ilustradora:

A Simone Cit, que é a regente do coral Brasileirinho do Conservatório de Música Popular de Curitiba, e eu, fizemos um livro usando a lei Rouanet.  

Histórias da Música Popular Brasileira para crianças.

Neste livro, que não pretende ser didático, mas sim despertar a curiosidade e o interesse das crianças pela nossa Música Popular Brasileira, contamos histórias da Casa da Tia Ciata – “Tia Ciata e Sua Casa do Encanto”, do Pixinguinha – “Pixinguinha e os Peixinhos do Mar,” da Chiquinha Gonzaga – “Os Carnavais da Chiquinha,”do Noel Rosa – “No Botequim com Noel,” Do Adoniran Barbosa – “Meu dono o Adoniran”( a história é contada pelo Peteleco, cachorro e “parceiro” do Adoniran):-), e do Assis Valente- “O Natal do Valente Assis.” 

Esta primeira edição de dois mil exemplares nós doamos para as escolas públicas aqui do Paraná.( Estamos batalhando uma segunda edição que é prá todo mundo que quiser poder ter o livro.) 

A Cerimônia de doação aconteceu agora, dia 02 de outubro, com direito a apresentação do coral de alunos da Escola Mais Brasileirinhos da Simone.

A Secretaria da Educação aqui do Paraná está dando a maior força, e deram até uma verbinha para fazermos um cd com as seis músicas 
dos autores que estão no livro, para uso dos professores nas aulas. 
Nós fizemos a doação simbólica de cem livros para cem professores de Educação Artística, e a Simone deu um manual de orientação de como usar o livro nas aulas.

Vocês não imaginam como foi boa a receptividade dos professores! 
Já fizeram abaixo assinado querendo que a Secretaria imprima mais livros para todas as escolas e parece que eles vão imprimir mais dois mil e quinhentos livros, tomara!

Uma grande emoção quando a gente pensa que os nossos Músicos Populares que são geniais finalmente estejam sendo mostrados na 
rede pública de ensino.( Pelo menos aqui no Paraná isto é inédito) O Secretário de educação Maurício Requião, perante mais de mil e quinhentos professores da rede estadual, fez até uma brincadeira que eu achei muito legal, falando sobre a importância de se ensinar Pixinguinha, Assis Valente, Noel Rosa, Tia Ciata, Adoniran Chiquinha Gonzaga e tantos mais na escola :”Me perdoem os professores 
de matemática química etc, mas a música a gente não esquece!” 

Abraços 
Iara, agradecendo as pessoas que ajudam a difundir a idéia de levar nossa música popular para as escolas. 

P.S

Outra situação interessante foi que demos um 
livro para uma amiga e ela mostrou para a Madre Superiora do 
Colégio Sion aqui de Curitiba. Pois não é que as freiras gostaram 
tanto que estão montando a festa de fim de ano da escola baseada 
no livro, com direito a figurino, cenário, coral e tudo! 

A foto da casa da Tia Ciata nós conseguiimos através do senhor 
José Graça Filho, ele é filho do Jornalista José Venerando da Graça, 
que foi amigo do Paulo da Portela! 

 

Iara Teixeira, uma amiga minha que é excelente ilustradora e mora em Curitiba, publicou, junto com a Simone Cit o livro  “Histórias da Música Popular Brasileira para crianças” e, que infelizmente, está esgotado…
Olha só que bacana, quando cheguei em casa e revi o livro, vi que, além da gente do samba, elas falam também do pessoal do choro.

Letícia Vidor

A Rua e a Escola

Cultura popular é um mundo cheio de elementos, histórias e contos com valores humanos, filosóficos, melódicos, poéticos, artísticos e rítmicos que transmitem prazer, diversão, conhecimentos, lazer e também brincadeiras de mau gosto, de perversidade, que resultam, por sua vez, em castigo, dor, humilhação, vergonha e até mesmo traumas.

Entendemos que a escola deve ceder o seu espaço para a cultura popular crescer, tomar forma e corpo. Cabe ao professor, juntamente com seus alunos, selecionar, modificar e/ou adaptar os seus conteúdos que devem ser utilizados como fator didático para o ensino, preocupando-se em favorecer a compreensão, desenvolver a memória, o senso-crítico, incentivar a fantasia entre outros objetos que informam, ilustram, como fonte de conhecimento dinâmico e mutável, o qual contribui de forma fundamental para o enriquecimento do aluno e interpretação da realidade.

No espaço escolar devem transitar elementos que identificam um povo, como é o caso da capoeira, atividade que já foi considerada marginal, e que teve o seu valor reconhecido como “luta, dança e arte, folclore, esporte, educação, lazer e filosofia de vida”, segundo Hélio Campos (in Capoeira na Escola pág. 21), ao que acrescentamos ainda como terapia corporal. Da mesma forma que a capoeira, o jogo de peteca, que surgiu e desenvolveu-se no estado de Minas Gerais e até se transformou em esporte.

Citamos estes dois exemplos, não por entender ser importante para a cultura popular “crescer ou virar esporte”, mas, por ser possível alastrar-se através do incentivo a sua prática, tendo a escola como um espaço adequado para isto acontecer e tornar-se um instrumento de lazer acessível a todos, e fundamental para uma educação completa.

A Educação Física dispõe de um manancial de atividades de domínio popular, para enriquecer o seu trabalho na escola. A nossa cultura formada pelos ritmos, cantos, danças e religiosidade africanas, portuguesas e indígenas, principalmente, coloca nas mãos do educador todas as condições para o desenvolvimento de um trabalho de primeira qualidade, onde se dê importância fundamental ao lúdico, às atividades naturais, as coisas da terra. 

Danças, jogos, músicas, competições e uma gama de atividades pertencentes ao dia-a-dia da criança na rua, podem e devem integrar o programa das escolas, pois constituem as formas básicas da criança interagir com o mundo, usando o seu maior e mais importante instrumento; o corpo. Vivenciando o cotidiano da rua na escola, as crianças estarão integrando a sua realidade concreta aos conceitos, muitas vezes abstratos, que lhes são colocados na educação formal.

Essa integração do lúdico com a educação formal dá-lhes a oportunidade de terem uma educação calcada na sua realidade, inserida no contexto onde mora. Esse trabalho deve ser desenvolvido de uma forma integrada, na qual o formal e o informal complementem-se, e cada um assuma características do outro. Assim sendo, a educação será mais lúdica, proporcionando maior liberdade na escolha de suas atividades e o popular ganhará nova roupagem, adaptando-se pedagogicamente, e de forma concreta, à práxis social.

O professor deve parar para pensar e fazer o aluno pensar e refletir sobre o próprio cotidiano, pois é a história em zig-zag, e nela estão carimbados signos sociais que devem ser considerados no currículo e valorizados, enquanto conhecimento, que dialeticamente é movimento e assim sendo gera mudanças, trocas, alternativas, o novo, novos conhecimentos, novos jogos, nova cultura, novo homem, novas relações sociais.

Verdadeiras lições de vida poderão ser reconhecidas, se forem derrubadas as paredes das salas de aula, abertas as portas e janelas e, principalmente nossos olhos, ouvidos e percepções outras, que nos farão ensinar e aprender, num processo dialético onde reconhecemos que somos, participativamente, com nossos alunos, a verdadeira Cultura Popular.

Almirante Negro o Marinheiro Absoluto

João Cândido – A Luta pelos Direitos Humanos

Projeto Memória, em sua 11ª edição homenageia João Cândido, principal líder da Revolta da Chibata ocorrida em 1910.

Acreditamos na importância da valorização de personagens que contribuíram para a formação nacional brasileira – seja através de obras escritas, como de ações concretas, exemplos, palavras e gestos criativos e transformadores. Este livro fotobiográfico, distribuído para mais de 5 mil bibliotecas públicas em todo o país, resulta de pesquisa em importantes acervos documentais (textos e imagens) que trazem à tona a história, nem sempre bem divulgada, das condições de vida da maioria da população brasileira e dos caminhos encontrados para sobreviver e, mesmo, alterar tais situações. Está claro que não se pode mudar o que já passou, mas é possível modificar nossa percepção sobre este passado.

O Projeto Memória, uma iniciativa da Fundação Banco do Brasil em parceria com a Petrobras, associando-se neste ano à Associação

Cultural do Arquivo Nacional (ACAN), reconhece que a história de um país é ponto chave para compreendermos o presente e prepararmos o futuro. Trazer à tona a permanência das teias do passado (gerado, primordialmente, pelo trabalho escravo e baseado na grande agricultura monocultora de exportação) é tocar em preconceitos, desigualdades e violências ainda hoje mal resolvidos, apesar das conquistas e melhorias.

E tal escolha do tema aponta, sobretudo, para a disposição em transformar democraticamente tal realidade, valorizando a afi rmação dos Direitos Humanos no Brasil em suas variadas dimensões.

Tal iniciativa ocorre num momento em que o Estado nacional brasileiro começa a assumir postura expressiva diante do legado de

João Cândido e dos marinheiros que participaram da rebelião – e que pode ser resumida na concessão de anistia póstuma a estes personagens, aprovada por unanimidade no Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República em 23 de julho de 2008, além de outras iniciativas oficiais e, sobretudo, da sociedade civil.

É responsabilidade coletiva garantir que os Direitos Humanos sejam realidade para todos, independente de posição social, nível de instrução, gênero, religião, cor da pele, opção política, etc. 

Aproximando-se o centenário da Revolta da Chibata, podemos constatar que a vida de João Cândido traz muitas lições para aprendermos e ensinarmos: virar as páginas de sofrido passado em direção a um futuro melhor.

ACAN . PETROBRAS . FUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL

 

Bio WiKi:

Nasceu em 24 de Junho de 1880, na então Província (hoje Estado) do Rio Grande do Sul, no município de Encruzilhada (hoje Encruzilhada do Sul), na fazenda Coxilha Bonita que ficava no vilarejo Dom Feliciano – o quinto distrito do Município Encruzilhada, que havia sido distrito de Rio Pardo até 1849. Filho dos ex-escravos João Felisberto e Inácia Cândido Felisberto, apresentou-se, ainda com treze anos, em 1894, na Companhia de Artífices Militares e Menores Aprendizes no Arsenal de Guerra de Porto Alegre com uma recomendação de atenção especial, escrita por um velho amigo e protetor de Rio Pardo, o então capitão-de-fragata Alexandrino de Alencar, que assim o encaminhava àquela escola. Em 1895 conseguiu transferência para a Escola de Aprendizes Marinheiros de Porto Alegre, e em dezembro do mesmo ano, como grumete, para a Marinha do Brasil, na capital, a cidade do Rio de Janeiro.

Desse modo, nos anos 1890, época em que a maioria dos marinheiros era recrutada à força pela polícia, João Cândido alistou-se com o número 40 na Marinha do Brasil em Janeiro de 1895, aos 14 anos de idade, ingressando como grumete a 10 de dezembro de 1895.

Em depoimento para a Anamnese do Hospital dos Alienados em abril de 1911 e para a Gazeta de Notícias de 31/12/1912, João Cândido afirma ter sido soldado do General Pinheiro Machado, na Revolução Federalista, em 1893, portanto antes de entrar para a escola de aprendizes do Arsenal de Guerra de Porto Alegre.

Teve uma carreira extensa de viagens pelo Brasil e por vários países do mundo nos 15 anos que esteve na ativa da Marinha de Guerra (17 anos, se contar os 2 anos de prisão, após a Revolta). Muitas delas foram viagens de instrução, no começo recebendo instrução, e depois dando instrução de procedimentos de um navio de guerra para marinheiros mais novos e oficiais recém-chegados à Marinha.

A partir de 1908, para acompanhar o final da construção de navios de guerra encomendados pelo governo brasileiro, centenas de marinheiros foram enviados à Grã-Bretanha. Em 1909 João Cândido também para lá foi enviado, onde tomou conhecimento do movimento realizado pelos marinheiros russos em 1905, reivindicando melhores condições de trabalho e alimentação (a revolta do Encouraçado Potemkin, que virou filme do diretor Sergei Einsenstein em 1925).

Tornou-se muito admirado pelos companheiros marinheiros, que o indicaram por duas vezes para representar o “Deus Netuno” na travessia sobre a linha do equador, e muito elogiado pelos oficiais, por seu bom comportamento, e pelas suas habilidades principalmente como timoneiro. Era o marinheiro mais experiente e de maior trânsito entre marinheiros e oficiais, a pessoa indicada para liderar a revolta, na opinião dos demais líderes do movimento.

 

Projeto transforma geladeiras velhas em bibliotecas

Movimento Periferia&Cidadania busca incentivar leitura em comunidades carentes do Grande Recife de forma simples

O que faz uma geladeira colorida em uma academia de capoeira, em Jardim Brasil II, em Olinda? O eletrodoméstico, grafitado pelos próprios alunos, crianças com idade entre 6 e 13 anos, desperta a curiosidade de quem entra no Centro Cultural Dinda. “Eu digo que tem água. O que mais poderia ter numa geladeira? Mas aí eles abrem e se surpreendem”, diz o mestre Arquimedes Nogueira, responsável pelo local. O conteúdo, realmente, é para um tipo diferente de sede e fome: a do saber. Cerca de 100 livros e gibis ficam guardados ali, usados pelos meninos e meninas que praticam capoeira, provenientes de comunidades carentes. A ação faz parte do projeto Geladeira Cultural, desenvolvido pelo movimento Periferia&Cidadania, e tem o objetivo de incentivar a leitura de uma maneira simples.

A ideia é do técnico em microscopia eletrônica do Departamento de Física da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Sergio Santos, 41 anos. Quando tem tempo livre, ele compra as geladeiras em ferro-velho e recolhe doações de livros infantojuvenis. “Levo os eletrodomésticos para associações de moradores e sedes de movimentos sociais em comunidades carentes do Grande Recife. Também estão no Colégio Militar e no IFPE (Instituto Federal de Pernambuco). A última geladeira foi entregue à comunidade Vila Santa Luzia, na Torre (Zona Oeste recifense). A ideia é promover o gosto pela leitura. Depois de instalada, deixo as crianças personalizarem do jeito que quiserem, com grafite”, revela.

O Centro Cultural Dinda recebeu uma das 27 geladeiras-bibliotecas há um ano e meio, para alegria da criançada. Luiz Henrique da Silva, 14, aluno de capoeira, acredita que os livros ajudaram no aprendizado. “Quando o professor atrasa, a gente pega um gibi para ler. Acho muito bom, porque tenho dificuldades para ler. Na minha escola, não tenho biblioteca”. O mestre Arquimedes mantém o espaço no quintal da casa desde 2010 e atende a 25 crianças. Ele reconhece a importância do equipamento. “Quando chegou, foi uma febre. A meninada pega pra ler e adora. Eles não têm outro acesso à leitura. Procuro incentivar”, comenta.

O maior desejo de Sérgio Santos é levar o projeto para escolas públicas. “Já apresentei a ação no III Fórum Mundial da Educação a pessoas de 22 países e a ideia foi adotada em outros sete Estados brasileiros, mas não consigo mostrar o projeto para a gestão local. Não demanda muito espaço, ajudaria a diminuir o déficit de 130 mil bibliotecas no País”, lamenta. A maior dificuldade é arrumar livros. “Compro o eletrodoméstico por R$ 30, algumas recebo como doação. Arco com muitos custos e não tenho condições de comprar muitos livros”, explica. Segundo dados do Censo Escolar realizado em 2013 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), apenas 36% das 9.861 escolas públicas e privadas da educação básica em Pernambuco dispõem de bibliotecas. 

Quem quiser ajudar pode fazer doações na Associação de Moradores de Jardim Brasil II, na Praça Alvorada, bloco N, apartamento 102, ou na sede do 29º Grupo de Escoteiros do Mar (Gemar) Exército da Salvação, na Rua Conde de Irajá, nº 108, bairro da Torre. Para entrar em contato, basta ligar para o telefone (81)98804-9745. 

 

Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br/

Quilombos urbanos de Belo Horizonte

Documentário retrata comunidades quilombolas de Belo Horizonte assistidas pela DPU.

Belo Horizonte – O documentário Vozes da resistência: os quilombos urbanos de Belo Horizonte, com argumento e direção de conteúdo do defensor público federal Estêvão Ferreira Couto – titular do Ofício de Direitos Humanos e Tutela Coletiva da Defensoria Pública da União em Belo Horizonte – e direção geral de Zuleide Filgueiras, servidora da unidade, é um longa-metragem, com 1 hora e 40 minutos de duração, que tem como tema central a questão da regularização fundiária do território de três comunidades quilombolas da capital mineira: Luízes, Mangueiras e Manzo Ngunzo Kaiango.
 
Assistidas pela DPU em Belo Horizonte, as comunidades buscam a segurança jurídica do direito à propriedade, resistindo e lutando pela garantia de salvaguarda de seu território.
 
Apesar do termo quilombo remeter ao passado histórico do Brasil colonial e imperial e evocar a ideia da resistência à escravidão, o conceito de quilombo, abordado no documentário, ultrapassa o significado do binômio fuga-resistência, trazendo a atenção do espectador para a contemporaneidade, a partir da luta dos movimentos sociais por direitos e reparação no contexto atual das relações interétnicas brasileiras.
Além do enfoque na titulação das terras, o documentário mostra a importância do espaço do quilombo para a identidade quilombola, já que as comunidades relacionam-se com o território ocupado há muitos anos, compartilhando em grupo tradições e práticas culturais herdadas dos antepassados.
 
Participam como depoentes do documentário os defensores públicos federais Estêvão Ferreira Couto e Giêdra Cristina Pinto Moreira e algumas cenas foram filmadas nas dependências da DPU em Belo Horizonte.
 
Assista um fragmento de 6 minutos do documentário, cujo enfoque é a atuação da Defensoria Pública da União na causa quilombola.
O documentário completo, com 1 hora e 40 minutos de duração, tem previsão de finalização e lançamento para agosto de 2015.
 
{youtube}v=7L5GYLrRoRM{/youtube}
 
O vídeo mostra CAPOEIRA E MACULELÊ.
 

 
GMF/MGM
Assessoria de Comunicação Social
Defensoria Pública da União

Música: LADODALUA Apresenta Primeiro Álbum

RITMO, POESIA E MÚSICA BRASILEIRA DE QUALIDADE MARCAM O DISCO DE ESTREIA DO LADODALUA

Um projeto amadurecido por sete anos, sem a pressa habitual de se abrir ao mundo da indústria cultural. É com este espírito que o LADODALUA brinda o público com seu disco de estreia, intitulado com o nome do grupo. O trabalho está disponível em lojas físicas e virtuais com preços entre R$23 e R$25.

“Com um time experiente liderado pelo percussionista Dalua, grupo inova com intensa mistura de estilos”

O grupo, liderado pelo percussionista e mestre em capoeira Dalua, conta ainda com Emilio Martins (percussão), Cello Resende (cavaquinho e voz), Elder Costa (guitarra e voz), Edy Trombone (trombone, bombardino e percussão) e Dr. Otavio Gali (contrabaixo acústico e elétrico). No álbum LADODALUA, apresentam um repertório que mescla músicas autorais – gravadas pela primeira vez, mas já conhecidas do público do grupo -, como “Capoeira Camará” e “Eu sou desse chão”, e releituras de músicas da MPB, a exemplo de “Baião”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira.

A marca do disco é a percussão, assim como a simbiose entre ritmos afro-brasileiros e a influência do jazz, soul, funk, samba e rock. “Ficou acertado entre nós que a voz principal do nosso som seria a percussão, que é a matriz das reações corpóreas para o ritmo. Viemos da capoeira, que é um ponto comum entre os gostos de todos do grupo”, diz Dalua.

Para Dalua, produtor musical do grupo, o novo trabalho traz a possibilidade de colocar em prática uma identidade construída ao longo de sua carreira como músico de apoio nas bandas de Lenine, Luciana Mello, Jair Rodrigues, Ana Carolina e Maria Rita, entre outros: “A minha escola, além da capoeira, é a diversidade de artistas com que trabalhei. Para mim, e para todos os instrumentistas do grupo, já era chegada a hora de colocar nossas influências em prática com um trabalho em que pudéssemos nos escolher como parceiros”. 

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Outro ponto de destaque do disco é o trabalho gráfico de Gringo Cardia, que soube entender e valorizar as principais características do LADODALUA em um interessante encarte. Percebe-se uma minuciosa escolha nas figuras, sobretudo da capa; uma enigmática imagem de 1906 no interior de Minas Gerais. Trata-se de um retrato de época, flagrada em uma inauguração de igreja.

 

O disco pode ser adquirido na Livraria Cultura, por R$24,90, na loja Pops discos por R$23,00, e nas plataformas digitais ‘Itunes’, Spotify e Deezer.

 

FAIXAS:

  1. Baião (Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira)
  2. Eu sou desse chão (Dalua / Cello Resende)
  3. Capoeira Camará (Paulo Cunha)
  4. Samba Cubano (Lucas Santanna e Plinio Profeta). Participação especial: Shamarr Allen – voz e trompete
  5. Onde tem tambor tem gente (Elder Costa)
  6. Todo dia era dia de índio (Jorge Bem Jor)
  7. Saudade das minas (Dalua / Elder Costa / Emilio Martins / Celle Resende / Edy Trombone / Augusto Albuquerque)
  8. Parabolicamara (Gilberto Gil)
  9. Laço (Cello Resende)
  10. Berimbau (Baden Powell / Vinicius de Morais)
  11. Eu não tenho onde morar (Dorival Caymmi)
  12. Ladodalua (Cello Resende)

 

 

 

Mais informações: http://www.ladodalua.com.br/

 

Vídeos:                                                                                                                                                                             


Capoeira Camará: https://www.youtube.com/watch?v=o1EALrK0UAg

 

Teaser temporada Bourbon Street em 2010: https://www.youtube.com/watch?v=x2CD-ovBOfo


Facebook: https://www.facebook.com/ladodalua

 

Fonte: Luciana Zacarias | Pedro Sant’Anna           

Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo