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Depoimentos

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Luiz Fernando Goulart e Equipe: Feliz Nata e Próspero Ano Novo…

Em meu nome e no de toda a equipe que realizou o filme
MESTRE BIMBA A CAPOEIRA ILUMINADA,
lhe desejamos, à sua família e a todo o seu grupo um
FELIZ NATAL,
com muita
PAZ e HARMONIA e um ANO NOVO de grandes realizações.
Que as luzes de
BIMBA e PASTINHA estejam presentes em todas as aulas e eventos do seu grupo em 2006.

São os votos de
Luiz Fernando Goulart e equipe

Frede Abreu, historiador

Frede Abreu, historiador, no filme “MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA”
 
sobre o “Marketing” pessoal de Bimba :

“Mestre Bimba surpreende a sociedade, com um outro tipo de comportamento. O que era a expectativa da sociedade em torno de um capoeirista, ele contraria. Ele aparece como um homem direito, como um homem sério.”


Americano (Muniz Sodré), aluno de Bimba

Americano (Muniz Sodré),  aluno de Bimba, no filme “MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA”
 
Sobre as prisões de capoeiristas na Bahia do século passado :

“Do que eu sei, do que eu ouvi Bimba contar, negro que era capoeirista na rua era amarrado no rabo do cavalo e era levado até o quartel de modo  que se dizia que era melhor brigar perto do quartel porque aí a distância que lhe amarravam no cavalo não era tão grande.”

Mestre Itapoan, aluno de Bimba

Mestre Itapoan, aluno de Bimba, no filme “MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA”
 
Sobre a fase “Capoeirista de Rua” de Bimba :

“Mestre Bimba teve uma fase de capoeirista de rua. Chegou ao ponto inclusive, teve preso tantas outras vezes, que o delegado chamou ele uma vez e quis botar ele como inspetor de quarteirão do bairro que ele morava, porque aí, ele ia se policiar porque era o inspetor e não ia brigar entendeu? Ia ficar mais calmo. Mas ele disse que não que capoeira sempre teve contra a polícia, como é que ele ia ficar do lado da polícia?”

Decanio, aluno de Bimba

 Decanio, aluno de Bimba, no filme MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA
 
Sobre a atividade de estivador de Bimba :
 
Ele era ajudante de carregador. O trabalho dele principal qual era?
carregar a faca dos estivadores. Como? Ele subia o elevador do taboão. Onde
tinha um posto policial, que, correr os estivadores, que eram conhecidos
como valentões, como brigões, pra pegar as facas.

Comprava um pão de um quilo, isso ele me contou foi assim cortava no meio,
enfiava fazia um buraco e botava o cabo, enfiava do outro lado e emendava o
pão. Passado o posto policial, ele entregava os pães a cada estivador e ia
embora

CID TEIXEIRA, historiador

CID TEIXEIRA, historiador, no filme MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA
 
Sobre a cultura negra no Brasil de Bimba :
 
O candomblé, a capoeira, a culinária tudo isso são expressões de
resistência cultural, contra o esmagamento do dominador, senhor, branco
europeu. Então, assim a capoeira leva um tempo de ilegalidade, ilegalidade
formal. Os nomes da capoeira ilegal estão ai: Besouro, Bom Cabelo, tantos
desses assim, que tinham seu quartel general, se é possível dizer assim, no
Mercado do Ouro porque eram na grande maioria trabalhadores braçais.