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Entrevista com Mestre João Grande – 2004

Entrevista do Mestre João Grande ao Repórter Abelha (Poloca), realizada na. quarta-feira, 01 de setembro de 2004, em Ponta de Areia/ Itaparica

NZINGA DE CAPOEIRA ANGOLA – INCAB.
Núcleo Salvador
Contramestres Poloca e Paulinha
polocagb@uol.com.br
Rua Alto da Sereia, 2 – 3ª a.
Rio Vermelho
entre Insbot e restaurante Sukyiaki
Salvador BA
tels. (71) 3334 0967 / 3346 5215
aulas às 2as. e 4as.-feiras,
das 19:00 às 21:00 h

Depoimento – Mestre Caiçara – 2ª Parte

Controverso. Polêmico. Imprevisível. Pelo muito pouco que pude experienciar do legado do Mestre Caiçara, através de livros, áudio e vídeo, nenhum dos adjetivos anteriores pode definí-lo… embora todos pareçam mostrar um pouco da sua personalidade.

Nessa gravação, realizada durante a 1a. Jornada Cultural de Capoeira (promovida pelo Mestre Macaco e o Grupo Ginga em Ouro Preto, 1987), o Mestre Caiçara expõe seu ponto de vista sobre diversos assuntos –
Mestre Bimba, Mestre Pastinha, Mestre Aberrê, o maculelê, a religião, as crianças, as mulheres, o racismo, a comercialização da capoeira.

As palavras por vezes são duras, e certamente vão incomodar alguns ouvintes – cabe a nós interpretar e contextualizar os dizeres do mestre. Onde a carapuça assentar, saberemos que um ponto sensível foi
cutucado.

As gravações foram feitas paralelamente a uma série de palestras, e por vezes o som das palmas abafa as palavras do mestre. Além disso, a idade da fita K7 é responsável por chiados e distorções – por esses, peço desculpas a todos.

Axé
Teimosia

Depoimento – Mestre Caiçara – 1ª Parte

Controverso. Polêmico. Imprevisível. Pelo muito pouco que pude experienciar do legado do Mestre Caiçara, através de livros, áudio e vídeo, nenhum dos adjetivos anteriores pode definí-lo… embora todos pareçam mostrar um pouco da sua personalidade.

Nessa gravação, realizada durante a 1a. Jornada Cultural de Capoeira (promovida pelo Mestre Macaco e o Grupo Ginga em Ouro Preto, 1987), o Mestre Caiçara expõe seu ponto de vista sobre diversos assuntos –
Mestre Bimba, Mestre Pastinha, Mestre Aberrê, o maculelê, a religião, as crianças, as mulheres, o racismo, a comercialização da capoeira.

As palavras por vezes são duras, e certamente vão incomodar alguns ouvintes – cabe a nós interpretar e contextualizar os dizeres do mestre. Onde a carapuça assentar, saberemos que um ponto sensível foi
cutucado.

As gravações foram feitas paralelamente a uma série de palestras, e por vezes o som das palmas abafa as palavras do mestre. Além disso, a idade da fita K7 é responsável por chiados e distorções – por esses, peço desculpas a todos.

Axé
Teimosia

A Capoeira: Entrevista com o Professor Paulo Coêlho

Paulo Coêlho de Araújo é soteropolitano, graduado em Educação Física pela Universidade Católica de Salvador no ano de 1978. Especializou-se em Administração Desportiva pela Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro, em 98 , e doutorou-se em Educação Física pela Universidade do Porto, Portugal, na área de Antropologia e Sociologia do Desporto, no ano de 1995. Atualmente leciona na Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra, onde é professor associado de nomeação definitiva.

O encantamento ingênuo emanado do senso comum com o qual geralmente é tratada a história da Capoeira é agora confrontado ao cientismo (não menos apaixonado) com que este autor trata as fontes primárias de informações acerca desta manifestação cultural, o que produz férteis resultados aos seus propósitos de interpretar a sua origem: sendo o
primeiro deles concernente ao próprio objeto inserido no recontar da história de nosso Brasil, da perspectiva da construção da língua originada do tupi-guarani e do português, bem como da perspectiva civilizacional dos neo-brasileiros, na produção de uma cultura
singular e própria – a brasileira.

Assim como brasileira é a Capoeira rigorosamente esquadrinhada por Paulo Coêlho, e vista por uma lente antropológica que nos permite mais um fértil resultado dessa busca e que demarca em toda a sua obra: o espírito questionador das verdades relativas à Capoeira e o oferecimento de mais e mais caminhos na tentativa da solidificação de um conhecimento mais abrangente desta expressão nacional, buscamos deste estudioso
conhecer alguns outros aspectos inerentes a esta expressão genuinamente brasileira

Paulo Coêlho de Araújo
pcoelho@fodef.uc.pt.

Para ter acesso aos livros citados: Editora Notas e Letras. Rua Brás Bernardino, 105, loja 242 – Juiz de Fora – (32) 3048-4844.
notaseletras@yahoo.com.br