Jogo de Discursos A disputa por hegemonia na tradição da capoeira angola baiana
26 Nov 2016

Jogo de Discursos A disputa por hegemonia na tradição da capoeira angola baiana

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Resumo da Dissertação

O trabalho debate as identidades angoleiras, ligadas a diferentes linhagens da capoeira angola. A identidade angoleira se constrói através de discursos sobre a tradição, que tende a reificá-la como um legado ancestral que se perpetua de modo fixo e imutável. Há, entretanto, intensas disputas dentro do campo angoleiro pelo poder de nomeação, pela definição de quem ou o quê é mais tradicional, puro e legítimo. Essas disputas frequentemente se materializam em sinais identitários, fronteiras que simbolizam o pertencimento a determinada linhagem, sejam elas uniformes, graduações, modelo de ritual e/ou códigos corporais. Essas fronteiras, entretanto, embora pretendam materializar uma ligação direta com o passado, se deslocam e transformam constantemente. O uso de cordões de graduação pelos angoleiros baianos na década de 80 é um bom exemplo disto, bem como as polêmicas em torno da fundação da ABCA (Associação Brasileira de Capoeira Angola). A dissertação enfoca alguns momentos históricos em que houve fortes disputas pela definição da capoeira angola, seus sentidos e fronteiras, caminhando ainda para a construção de um conceito nativo de tradição, a partir de entrevistas com cerca de vinte mestres angoleiros baianos.

 

Breve Currículo

Paulo Andrade Magalhães Filho bacharelou-se em Jornalismo pela UFMG, criando como Trabalho de Conclusão de Curso a revista "Angoleiro é o que Eu Sou", com três edições lançadas pela Associação Cultural Eu Sou Angoleiro. Após ter cursado a Especialização em Educação e Relações Étnico-Raciais na UESC, com a monografia "Capoeira - Projetos Identitários, cultura popular e educação", dedica-se atualmente ao Mestrado em Ciências Sociais na UFBA, em fase de conclusão, com o projeto "Jogo de Discursos - a disputa por hegemonia na tradição da capoeira angola baiana". É Secretário da Associação Brasileira de Capoeira Angola e da Associação de Capoeira Angola Navio Negreiro. Foi consultor dos Encontros Pró-Capoeira realizados pelo IPHAN e membro da organização do I Seminário Baiano de Proposição de Políticas Públicas para a Capoeira.

 

Paulo A. Magalhães Fº
(71) 8741-1251 / 9273-7765

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