Literatura de Cordel: Bloco Cacique de Ramos
17 Jan 2011

Literatura de Cordel: Bloco Cacique de Ramos

LITERATURA DE CORDEL CONTA A TRAJETÓRIA DO BLOCO CACIQUE DE RAMOS     Em 20 de janeiro de 1961 um grupo de

17 Jan 2011

LITERATURA DE CORDEL CONTA A TRAJETÓRIA DO BLOCO CACIQUE DE RAMOS

 

 

Em 20 de janeiro de 1961 um grupo de jovens de Ramos, Olaria e Bonsucesso, fundava um pequeno bloco sem maiores pretensões. 50 anos depois, este bloco tornou-se um mito do carnaval brasileiro e sua quadra abriga um pagode onde passaram os maiores nomes do samba brasileiro e muitos ali foram revelados. É o Cacique de Ramos, patrimônio cultural do Rio de Janeiro. E pra contar a sua trajetória, o poeta popular Victor Alvim, conhecido também como “Lobisomem”, escreveu sua história no formato da tradicional LITERATURA DE CORDEL.

 

“Freqüentador da roda de samba do Cacique de Ramos, o autor tinha o rascunho deste cordel guardado há cerca de 5 anos e decidiu continuar a missão de terminar o texto para homenagear o bloco no seu cinqüentenário

 

 

“…O Brasil é terra rica

Na arte e na cultura

E tudo que vem do povo

Na sua expressão mais pura

É obra que emociona

Até a alma mais dura

 

E foi um dos grandes blocos

Que me chamou atenção

Despertou meu interesse

E tocou meu coração

Se tornando para mim

Fonte de inspiração

 

 

Um bloco muito animado

E também tradicional

Que arrasta multidões

Fenômeno sem igual

É o Cacique de Ramos

Um dos reis do carnaval…”

 

 

 

Pesquisando em livros, discos, jornais, vídeos e conversando com integrantes novos e antigos da agremiação, Victor reuniu as informações básicas que precisava para escrever. A origem das 3 famílias que fundaram o bloco; a rivalidade com o bloco “Bafo da Onça” do bairro do Catumbi; grandes nomes que passaram pela sua quadra e outros detalhes importantes.

 

 

“…E com essas três famílias

De Ramos e Olaria

Um capítulo importante

Do carnaval surgiria

Mas isso naquele tempo

Ninguém imaginaria

 

As mulheres já queriam

Dos grupos participar

As irmãs e namoradas

Foram reivindicar

Rapidamente atendidas Conquistaram seu lugar

 

E assim dessa maneira

Um novo bloco nasceu

O “Cacique Boa Boca”

De repente apareceu

Em homenagem aos índios

Esse nome se escolheu

 

 


Na década de 60

 

Começou a sua história

No ano 61

Registrado na memória

O Cacique começou

Sua carreira com glória…”

 

 

 

Conversas com Bira Presidente e Sereno, fundadores do bloco e integrantes do grupo Fundo de Quintal, foram primordiais para esclarecer dúvidas sobre nomes e fatos importantes.

 

 

“ …Na fundação do Cacique

Também temos que lembrar

De Ênio, Mendes e Dida

Everaldo e Alomar

E outras tantas figuras

Que é difícil enumerar…”

 

 

Membros da diretoria do Cacique como Tuninho Cabral, Ronaldo Felipe e Renatinho Partideiro, membros da diretoria e apaixonados pelo Cacique foram grandes colaboradores e incentivadores para que o cordelista publicasse o livreto ainda em tempo para as comemorações dos 50 anos do Cacique de Ramos que começam na próxima quinta feira dia 20 de janeiro na sede da Rua Uranos, 1326.

 

 

“…O bloco que começou

Somente por diversão

De uma turma de jovens

Sem nenhuma pretensão

Que jamais imaginavam

Que cumpriam uma missão

 

Que começou no subúrbio

Do velho Rio de Janeiro

Cresceu, ficou conhecido

Por esse Brasil inteiro

Transformando-se num mito

Do carnaval brasileiro

 

O Cacique é referência

Na música brasileira

Vem gente do Brasil todo

E até de terra estrangeira

Pra conhecer o Cacique

E a sua tamarineira

 

Desejamos ao Cacique

Um feliz aniversário

Parabéns por sua história

E pelo cinquentário

Vida longa e muito samba

Aguardando o centenário! …”

 

 

 

 

O AUTOR

 

 

“Lobisomem” é o apelido de Victor Alvim Itahim Garcia nascido no Rio de Janeiro em 21 de dezembro de 1973 na maternidade São Sebastião, filho de Joe Garcia e Nádia Itahim Garcia.

É capoeirista, discípulo de Mestre Camisa e membro da ABADÁ-CAPOEIRA. Compositor e poeta popular, foi eleito em 2007 para ocupar, na Academia Brasileira de Literatura de Cordel, a cadeira de nº. 27, tendo como patrono o poeta pernambucano Severino Milanês.

Publicou recentemente os folhetos “A Fantástica História de Zeca Pagodinho e o Disco Voador” e “O Maravilhoso Encontro de São Jorge com Jorge Benjor”.

Tem como objetivo maior sempre divulgar e elevar o nome da capoeira, do samba, da literatura de cordel e de toda a cultura popular brasileira.

 

 

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