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Uma História para partilhar… E se fosse você?

Uma História para partilhar… E se fosse você?

Essa é a história de Louise. Mas também é a sua, a minha, a de todos nós.

Quem nunca se machucou numa roda de Capoeira?

Qual capoeirista nunca foi a um hospital após um acidente no treino ou na roda?

Quem nunca chorou por estar impossibilitado de jogar devido a uma lesão?

↘️Quantas vezes já escutamos que uma pessoa machucada por um chute ou uma queda era culpada porque “deveria ter esquivado” ou então porque não havia “treinado o suficiente”?

↘️Quantas vezes já vimos pessoas saírem lesionadas das rodas e terem que se virar, indo sozinhas a um pronto-socorro, impossibilitadas de trabalhar no dia seguinte e precisando gastar dinheiro com remédios?

 É hora de pensar no que queremos para a Capoeira.

Assista o vídeo, emocione-se, reflita.

Comente e compartilhe.

 

Texto originalmente partilhado no Facebook do nosso amigo e colaborador Mestre Ferradura – Omri Ferradura Breda


Nota do Editor:

Pois é meu amigo Omri Ferradura Breda… Acho que o vídeo é fundamental para que possamos perceber que esta conexão tem uma nuclear necessidade de se fazer valer… Todos nós já passamos por isso… De forma mais leve ou até mais difícil… Este tipo de postura é reflexo da nossa vida…

Ajudar, preocupar, querer bem… É algo que infelizmente não é comum dentro do nosso contexto…

E só quem já passou por isso, só quem sentiu na pele, nos dentes, no nariz, nas costelas… Só quem passou horas no hospital é que entende… O tapinha nas costas… O tá tudo bem… O levanta não foi nada… Tá atrapalhando a roda…

Deveríamos refletir sobre isso com urgência e carinho… Capoeira ajuda Capoeira…

Luciano Milani

Tucumã Brasil: “Capoeira pede ajuda!!”

A capoeira pede ajuda!!

Talvez seja um fenômeno atual…Talvez venha de bastante tempo atrás…O fato é que cada vez mais pessoas e mestres preocupam-se mais com os seus “bolsos” do que com o desenvolvimento geral da capoeira.

Claro que é preciso viver de capoeira ao invés de “sobreviver”, mas devemos pensar: em que colaboramos com o desenvolvimento da capoeira em modo geral?
Vejo brigas por poder, escudos de grupos, federações, mestres e afins…

Já esta na hora de tudo isso mudar.

Esta na hora de lutarmos por melhorias dentro de nossa arte.

Esta na hora de fazermos mais pela capoeira…Esta na hora de deixar que camisas e bandeiras de grupos falem mais alto do que os interesses da capoeira em geral.

Esta na hora de gritarmos com todas as forças e sermos ouvidos!!!

Esta na hora de reivindicar o que é nosso por direito.

É a hora de mostrarmos do que somos capazes, se não morreremos na praia….

Nossos mestres precisam de nós, Nossos alunos precisam de nós, A sociedade precisa de educação, cultura, saúde e musicalidade, a capoeira tem tudo isso e muito mais…

Comece a fazer um pouco, para que o pouco se torne muito!!!

Muito axé!!!

Fonte:

TUCUMÃ BRASILhttp://www.tucumabrasil.com.br/

 

  • Veja também: www.coletivocapoeira.com


SP: Capoeira leva opção a morador da Zona Leste

Mais da metade dos alunos são crianças de baixa renda e, por isso, fazem as aulas gratuitamente

A roda de capoeira na Zona Leste agita a noite dos moradores do Jardim São Nicolau. Regados de muita música e  dança ao som dos instrumentos de percussão e  palmas, crianças, jovens e adultos participam do projeto social Identidade

A educadora explica que a maioria dos integrantes são crianças moradoras de áreas de risco e não possuem estrutura familiar adequada.Cultural. Encabeçado pela professora de Educação Física Viviane Gonçalves Rodrigues, a proposta possui o intuito de levar, através do esporte, novas perspectivas para a população de baixa renda do bairro periférico.

Cinco anos se passaram desde a primeira roda do grupo. Atualmente cerca de 50 pessoas fazem parte da iniciativa.  Viviane  fala entusiasmada dos rumos que o esporte deu na vida de alguns participantes. “Existem universidades que dão bolsa para capoeiristas por conta dos campeonatos universitários. Tem uma aluna que começou aqui conosco e hoje  é bolsista de relações públicas em uma universidade”, diz ela.

Outros esportistas que possuem as suas origens fincadas no esporte também contribuem com o trabalho social. É o caso de Carlos Eduardo Viscovini Herrera. O advogado cuida da parte burocrática do projeto e também é orientador das crianças que dão os primeiros passos na capoeira. Ele fala da importância de disseminar o esporte. “A capoeira está ligada à evolução histórica brasileira e também é importante passar isso para as crianças nas rodas”.

Instrumentos de percussão como berimbau, atabaque, pandeiro e agogô abrilhantam as reuniões do grupo. A estudante Agatha Francisco dos Santos diz que quando ouve os sons e a música fica incentivada a “jogar”. “A música me atrai bastante. O instrumento que eu mais gosto é o atabaque”, completa.

Os alunos de baixa renda não contribuem financeiramente. Nas turmas de adolescentes e adultos alguns pagam uma taxa de R$ 20 para manter o espaço, instrumentos e vestimentas.

Os interessados em participar devem comparecer pessoalmente na Rua Georg Riemann, 88.

Mais

Falta de dinheiro desanima o grupo

Associado ao  Capoeira V.I.P., de Cuiabá, o projeto  Identidade Cultura consegue manter mais de 50 participantes através do apoio da associação.  A mensalidade paga por cerca de 20 alunos também ajuda. Um desafio do grupo é a falta de ajuda dos órgãos públicos.

Questionada se existe alguma forma de ajuda financeiro ao grupo , a Secretaria Municipal de Cultura não se manifestou até ontem à tarde.

 

http://diariosp.com.br

Capoeira contra a violência na UPP Calabar

Quando conheci o Mestre Malvina, as crianças do projeto de Capoeira estavam participando do evento de inauguração da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do bairro Calabar, em Salvador. E não fizeram feio, jogaram ao vivo, para alegria do governador baiano Jacques Wagner. Confesso que esperava ver essa cena. Já tinha ido a Salvador e também ouvia falar muito sobre a paixão do povo da Bahia pela capoeira. Mas a alegria daqueles meninos e meninas me chamou a atenção. Foi quando decidir saber um pouco mais sobre eles.

Tive que esperar toda a cerimônia de inauguração para conversar com calma com o mestre. As crianças estavam muito animadas e não deixavam o professor em paz. A entrevista aconteceu na salinha reservada para o pessoal da capoeira, que fica dentro do prédio da unidade pacificadora. Malvina me explicou que as aulas acontecem dentro da escola da comunidade e na associação de moradores, sempre de segunda a sexta-feira.

Mas qual a importância da capoeira para essas crianças? Foi o que eu tentei entender conversando com o professor. Muito animado e com esperança de dias ainda melhores, ele me disse que o esporte é importante porque ajuda na educação das crianças. E revelou ainda que a maior vitória para um mestre é quando seus alunos conseguem seguir uma carreira, trabalhar e ganhar o próprio dinheiro.

– O trabalho que a gente faz ajuda a tirar as crianças das ruas. A gente tenta ocupar a mente desses meninos e meninas. Todos os professores usam na camisa o slogan: não seja bobo, não use drogas. A capoeira ajuda na escola, na educação – contou Malvina, brincando com a faixa etária da turma:

– As aulas são para crianças de 3 até 100 anos. Capoeira não tem idade. Vários jovens que passaram pelas nossas mãos mudaram de vida e acho isso ótimo. É gratificante ver os nossos alunos trabalhando em grande empresas – finalizou.

Quando conversamos, a comunidade do Calabar ainda estava se acostumando com o modelo de policiamento comunitário. O próprio Malvina evitou falar sobre as expectativas que tinha, mas pediu ajuda.

– Acho que o novo policiamento deveria apoiar as aulas de capoeira, espero que eles tenham chegado para somar. Temos que acreditar neles, acho que vai dar tudo certo para a comunidade – encerrou.

Malvina foi um dos caras legais que conheci na minha passagem por Salvador. Aos poucos vou contando um pouco da história de cada um aqui no blog. Não deixe de acompanhar…

 

Fonte: http://www.blogdapacificacao.com.br/

Professor divulga revista Educação em Debate e seu trabalho sobre capoeira

O professor José Geraldo Vasconcelos, conhecido nas rodas de capoeira como “Bob”, visitou a redação do Portal AZ na manhã desta quarta-feira (13) para divulgar a coletânea “Educação em Debate”, que se trava na verdade de uma revista do programa de pós-graduação em educação brasileira.

O lançamento da Revista Educação em Debate integra a programação do II Congresso Internacional de História e Patrimônio Cultural na Universidade Federal do Piauí (UFPI). E contará com a presença dos autores piauienses, e acontece hoje (13/10) de outubro de 2010 a partir das 18h no Espaço de Convivência do Congresso que será montado no CCHL da UFPI

decisivamente no processo de formação de forma positiva bem como amplia a capacidade crítica dos alunos. “A compreensão sobre a educação ampliou, hoje não é somente resumido às escolas, como a capacitação de professores. Hoje a educação é mais ampla, multicultural, multidimensional. Nesta revista a gente vê trabalhos sobre poesias, mulher, sexualidade, política, estudos culturais, movimentos sociais e também sobre o nosso tema, que é a capoeira. Este foi um projeto de tese que eu fiz. Sou mestre de capoeira e sempre me interessou em fazer a articulação da capoeira como fenômeno sócio cultural”, relata.

Bob afirma ainda que começou a estudar a capoeira como uma cultura e a fazer um apanhado de como ela aparecia nos livros de história. “Isso tudo dá uma visibilidade sócio-cultural à capoeira. Estudei a sua contribuição para a educação. As primeiras impressões são de que ela aproxima o aluno da escola, estimula, ajuda no aprendizado, e dá uma visão diferenciada sobre a história do Brasil. A mente da criança se abre muito mais, e ajuda a pensar de crítica. A capoeira dentro da escola ajuda a dar outra visão de mundo”, complementa.

O professor Bob disse que a “Revista Educação em Debate” teve avaliação 4 pela CAPS.
A Revista Educação em Debate surgiu há 35 anos na Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará com o objetivo de divulgar a produção de alunos e professores dos cursos de Mestrado e Doutorado daquela faculdade, mas com o passar dos anos assumiu tal importância no meio acadêmico que adquiriu também a função de publicar textos que retratam o cotidiano e experiências educacionais de outros estados brasileiros.

O último número da Revista traz cinco artigos de professores piauienses: Shara Jane Costa Adad (UFPI), Cassandra Franco (ICF), Vivian de Aquino Brandim (SEDUC-PI) e Cleto Sandys (FAP-Parnaíba).

A professora Cassandra Franco afirma que “foi uma oportunidade inigualável ter seu texto selecionado para publicação, até porque a sua escrita contemplou uma das inovações do currículo do curso de Serviço Social piauiense que é a inclusão de disciplinas de Gerontologia Social, em geral, restritas a cursos de especialização. E que esta inovação faz o diferencial dos nossos futuros assistentes sociais que saem da faculdade já sabendo como agir diante das demandas apresentadas pelos idosos que é o grupo que mais cresce dentro da população brasileira nos últimos anos.”

E, finalizando, a professora Vivian de Aquino Brandim afirma que “em seu texto busca mostrar como a lei que introduziu o ensino de história e cultura afro-brasileiras no cotidiano da educação básica gerou transformações no ensino e que, por isto professores de todas as áreas de conhecimento, mas especialmente da disciplina História, têm de procurar se integrar a nova realidade educacional através da formação continuada autônoma e, também, por meio dos cursos oferecidos pelas órgãos gestores da educação.”

Haiti em uma palavra? Esperança

Os tremores hoje são como acontecimentos quase que naturais. Agora há pouco foram dois; o primeiro aparentemente forte. Estava em minha mesa imprimindo alguns documentos, e por um momento pensei que fosse a impressora. Mas, ao olhar para a mesa ao lado e ver um monitor balançando, compreendi que não era a impressora e sai rapidamente. Por fim, não sei se a terra realmente está tremendo ou se o meu corpo é que não parou de tremer desde o primeiro.

No momento do tremor, a sensação é de que o cérebro automaticamente acessa as informações do primeiro, as lembranças chegam em uma fração de segundo. E com elas, o medo de que este seja tão forte quanto o primeiro, que alcançou 7.2 graus na escala Richter. E a diferença de força entre um e outro é bem grande; o de 7.2 chega a ser 22 vezes mais forte. Aparentemente, teremos de conviver por algum tempo com os tremores. Espero em Deus que não sejam tão fortes quanto o primeiro, pois isso iria ampliar os problemas para um grau que não podemos prever, como ainda não podemos prever a extensão das consequência do primeiro.

Aos poucos, notamos que algumas pessoas estão deixando a capital, indo para as províncias, para as áreas rurais. O que abre precedente para tornar a ajuda mais rápida. Talvez seja possível, ao invéis de centralizar toda ajuda em Porto-Principe, criar campos de apoio nestas cidades, com toda estrutura possível, e remover as famílas que hoje ocupam as praças. Isso ampliaria também o campo de trabalho para a remoção dos escombros e resgate das vítimas, bem como diminuiria as possibilidades de uma epidemia, um risco grande aqui.

Quanto a nós, seguimos com o trabalho, dentro das nossas limitações. Com o risco eminente, continuamos dormindo no quintal da casa; brasileiros, haitianos, noruegueses. Onde temos uma visão fantástica do céu, das estrelas. O sentimento em mim é de que não estamos sozinhos, nem desprotegidos. E parece que ouço uma voz dizer que tudo ficará bem…

Haiti, 21 de janeiro, 11:30 am

Aos poucos, a situação parece apresentar sinais de melhoria, apesar de muitos escombros estarem ainda por serem removidos. O volume de trabalho é grande, bem maior do que a infra-estrutura disponível no momento. Mas, já podemos ver que a situação é bem diferente de alguns dias atrás. Não tenho dúvida de que as equipes de resgate estão empenhando ao máximo as suas forças para tornar o trabalho mais ágil, e minimizar ao máximo o sofrimento dos que ainda ainda esperam por ajuda sob os escombros.

E ainda que existam aqueles que se valem da necessidade e da fome para promover a violência e o desespero, ferindo ainda mais a sua própria gente.

Ainda que existam aqueles que poderiam ajudar (fazer a diferença), mas que preferem assistir tudo de longe, entre as quatro paredes da sua sala refrigerada, cujo a proximidade maior do problema não vai além do alcance do seu controle remoto ou do cursor do seu computador.

Ainda que existam aqueles cruéis o bastante para de dizer que a raça ou o credo é o causador de tanto sofrimento…

Existem aqueles que movem todos os seus recursos e esforços para garantir o mínimo de segurança e dignidade para aqueles que sobreviveram, para minimizar o sofrimento das pessoas e cuidar de suas feridas.

Existem aqueles que deixaram seu país, o conforto e a segurança do seu lar, o carinho da família para estar ao lado de pessoas que sequer conheciam.

Existem aqueles que são humanizados o suficiente para exergar no próximo o laço incontestável da família terrena.

Existem aqueles “loucos” que acreditam, seguem em frente, e com a sua loucura contagiante arrebanha multidões para o bem.

E é por esses e outros que a confiança aumenta a cada dia, que a nossa força cresce. É através de exemplos como esses que seguimos acreditando que a  vida é ainda mais forte do que qualquer coisa e que a esperança sobrevive às piores provações.

Fonte: http://flaviosaudade.files.wordpress.com

 

Cidadania: Gingando pela Paz no Haiti – Relatos de um capoeirista em terras haitianas

O GINGANDO PELA PAZ nasceu de atividades realizadas ao longo de quatro anos em diversas comunidades do Rio de Janeiro que tinham como foco a mobilização popular para temas de interesse público. A inspiração surgiu com a participação do Contramestre Saudade, à época com 21 anos de idade e professor em capoeira, no Serviço Civil Voluntário, projeto oferecido pelo Viva Rio que objetivava ser uma alternativa ao Serviço Militar obrigatório, e estava direcionado para jovens em situação de risco social que ainda não tinham concluído o ensino fundamental. O contato com disciplinas como Direitos Humanos e Cidadania, a participação em ações voluntárias em comunidades como as Campanhas contra a Dengue e de Paz no Trânsito, somada a experiências internacionais em países como Zimbabwe, África do Sul, Alemanha e Espanha, levou-o a idealizar um projeto que objetivasse fortalecer a atuação da capoeira para o desenvolvimento social.

 

Capoeira reduz conflitos entre internos no DF

Projeto, iniciado no segundo semestre do ano passado, conta com 18 adolescentes e visa diminuir a violência

Os acordes do berimbau acompanham os movimentos da capoeira e vários jovens se unem em uma roda, onde a luta, que possui elementos de dança, é embalada pela música. Os participantes da roda cumprem medidas socioeducativas no Ciago (Centro de Internação de Adolescentes Granja das Oliveiras) e o projeto, denominado de Entre na roda e saia da droga, visa diminuir os conflitos entre os internos das seis casas do centro.

A prática da capoeira no Ciago teve início no segundo semestre do ano passado e tem a participação de 18 adolescentes. De acordo com o professor da tradicional luta brasileira, Aldo Cícero, o esporte contribui muito para a disciplina e também ensina a respeitar regras e hierarquias.
Cícero cita como exemplo o caso de dois internos que já brigaram e agora convivem em harmonia na capoeira. “Acho que o projeto ajuda os adolescentes a ficarem longe da violência”, contou o adolescente M.F., 16 anos.

A iniciativa de inserir esse projeto na instituição foi do ex-diretor do Ciago, Paulo Reis, que esteve à frente da instituição no segundo semestre de 2009 e deixou o cargo no final do ano para atuar na comissão permanente disciplinar da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do DF (Sejus). Ele acredita que o esporte ajuda no processo de ressocialização e, principalmente, na pacificação entre os internos. “Além disso, a capoeira trabalha o corpo e a mente”, afirma.

A atual diretora do Centro de Internação de Adolescentes Granja das Oliveiras, Maria Salvadora Melo, também acredita que a capoeira é uma forma de reduzir os conflitos dentro da instituição. “Quero expandir o projeto e criar novas turmas em 2010. A capoeira fará parte das atividades de rotina do Ciago”, acrescentou.

 

Fonte: Jornal Coletivo-  http://coletivo.maiscomunidade.com

Recife: Daruê Malungo mistura capoeira e maracatu para mudar vida de jovens

Cerca de 120 jovens residentes na comunidade de Campina do Barreto, na Zona Norte do Recife, têm no Carnaval a chance de mostrar o que aprendem durante todo ano na ONG Daruê Malungo: a mistura de capoeira com o maracatu. Eles também são personagens do Vida Real desta quinta (31), que mostra quem faz a folia no Recife.

As duas atividades, maracatu e capoeira, se juntam para ensinar aos jovens importantes lições, como aprender a lidar com a vida. “A capoeira ajuda a ter jogo de cintura, algo fundamental para que vençamos na vida”, contou o coordenador do projeto, mestre Meia-Noite.

Para aprender a dançar capoeira ao som do maracatu, é preciso treinamento e companheirismo: “Aqui um ajuda o outro. Dessa forma, aprendemos mais rápido a unir os ritmos e a fazer amizades”, disse Jaqueline de Luna Almeida, uma das alunas do projeto.

O Daruê Malungo se apresenta nesta sexta-feira (01), na abertura oficial do Carnaval do Recife. Mais uma noite para que a harmonia da capoeira e a energia do maracatu contagiem os foliões, trazendo paz para a folia da cidade.

Fonte: http://pe360graus.com/ – Recife – BR

SOS MESTRE DEDINHO – Capoeira “sangue bom”

Caros amigos, Mestres, contra mestres, discipulos de capoeira e admiradores

Um fato muito ruim ocorreu com um grande amigo e mestre de capoeira, DEDINHO, Trabalhando em sua casa ele sofreu uma descarga eletrica e esta internado no hospital Souza Aguiar.

Para Ajuda-lo será nessessário, obviamente quem puder e estiver disponivel, DOAR SANGUE no EMO RIO, para que o sangue seja doado diretamente para o mestre DEDINHO informe que ele esta
no hospital Souza Aguiar, no setor CTQA, 5º andar e o nome dele que é José Augusto de Souza Carvalho.

Maiores informações com o Mestre Bujão pelo telefone celular nº: 9675-6214 (URGENTÍSSIMO).

Informo, segundo mestre Bujão:

"Mestre dedinho devera amputar metade do antebraço"

Conto com a ajuda de vocês.

Mestre Arerê
mestrearere@yahoo.com.br

Tocantins: Entrevista com o Editor do Portal Capoeira: Luciano Milani

Entrevista realizada com o jornalista/editor do site Portal da Capoeira, Luciano Milani, que há 05 anos reside em Portugal, onde desenvolve pesquisas sobre a capoeira, sua história e seus desdobramentos. Tendo como fim único  repassar de forma clara e concisa aos internautas (capoeiristas ou não), dados, atualidades, história e informações maciças sobre essa cultura brasileira. Milani também é capoeirista e seu interesse inegável por esta arte, é exposto através de seu trabalho no site Portal Capoeira, no ar há quase três anos.
UFT – Universidade Federal do Tocantins
Campus Universitário de Palmas
TREJ 1 – 3º Período
Aryanna Barbosa de Carvalho
Aryanna:  Seu trabalho jornalístico é voltado para a edição do Site Portal da Capoeira?

Milani:   Sim, sou editor do Portal Capoeira….

Aryanna:  Fale mais sobre o jornalismo online.

Milani:   Olha me sinto pouco a vontade para responder…. já que não exerço a profissão, somente pela internet e dentro de um “target” muito especifico. Mas é claro que se você achar interessante, terei imenso gosto em ajudar.

Aryanna:  O que você considera mais importante no seu trabalho?

Milani:   Tenho como principal atividade profissional a qualidade (Responsável da Qualidade de uma Empresa). Sou professor de capoeira nas horas livres, e é claro jornalista “manco” ONLINE!

Aryanna:  Qual a maior dificuldade encontrada na sua profissão, ou seja jornalismo online?

Milani:   Falta de apoio e parcerias, a capoeira é mantida dentro de um grande véu de misticismo e  fantasias….

Aryanna:  Esses apoios (quando vêm) partem em sua maioria de empresas privadas ou governamentais?

Milani:   O apoio que me refiro é mão de obra, entenda que o Portal é hoje, sem falsas modéstias, um dos mais respeitados e importantes mecanismos online de informação direcionada. No entanto não temos parcerias financeiras ou apoios de empresas. O único meio de “sustento” do site é a propaganda gerada pelo Google.
Voltando ao apoio e a parceria, me referia á pessoas “qualificadas”, dispostas a somar e colaborar para a nossa arte. Acredite, faço tudo sozinho! Existem alguns grandes amigos e colaboradores, mas todo o trabalho de edição, revisão e diagramação é feito por mim. Nosso time tem 4 pilares: Prof. Acursio Esteves, o Jornalista Mano Lima, André Pessego, e Teimosia.

Aryanna:  Eles são seu ponto de apoio?

Milani:   Sim, depois tem os outros colaboradores que ajudam com menor intensidade mais são de fundamental importância para o conjunto. Minha principal bandeira é tentar trazer pessoas “qualificadas”, coerentes, para dentro do time. “Não esqueça de ver o quadro completo: sem verba, sem apoio, somente amor, e muita, muita força de vontade.”

Aryanna:  E este seria também um obstáculo para a manutenção do Portal?

Milani:   Sim, sem duvida.

Aryanna:  Há quanto tempo o Portal está no ar?

Milani:   O Portal está no ar, oficialmente há dois anos, irá completar 3 em agosto.

Aryanna:  Em todo esse tempo de funcionamento o assunto que você tenha abordado que considera mais relevante?

Milani:   A integração natural da capoeira na sociedade como poderosa arma de cidadania!

Aryanna:  Para que não ocorram certas violações no site Portal da Capoeira e a proliferação de pirataria em torno das músicas e artigos ali publicados, que medidas de   segurança são adotadas?

Milani:   Esta pergunta respondo com uma frase de um grande amigo, mestre e ser humano ímpar: “É preciso dar o exemplo. Fora isso não há mais nada que se possa fazer.” Existe outra pessoa que se me esquecesse de citar, estaria sendo muito injusto. Existe um amigo, que sem ele não existiria o Portal, um destes camaradas que nos espelhamos, um grande “mestre” da informação, pesquisador e também editor do Jornal do Capoeira, Miltinho Astronauta, sem ele nada seria como é, ele me ajuda sem querer. Ajuda com conversa, ajuda com motivação, ajuda como amigo. É claro que fomenta a pesquisa. Acredito que atualmente está aparecendo uma classe de capoeiristas preocupados com a pesquisa e a informação.

Aryanna:  Esse apoio é extramente significante, ainda mais como você anteriormente me  revelou, faz tudo sozinho…

Milani:   Veja casos de mestres de renome que tem tido uma enorme influencia na forma como a capoeira está fluindo. Cito alguns nomes: Mestre Berg, Mestre Kadu, Mestre Luiz Renato Vieira, mestre Zulu… Mestra Janja, entre tantos outros…

Aryanna:  Qual a indicação ou conselho que você deixaria para nós acadêmicos de jornalismo,  devido a suas experiências como tal?

Milani:   Vamos lá: Objetivo, antes de mais nada é preciso ter consciência do árduo caminho a percorrer. Força de vontade (qualidade de todo capoeirista), camaradagem (alguns poderiam chamar de politicagem) mais é fundamental criar um ambiente propício para a soma, para a possibilidade de alargar fronteiras…

Wellington e Milani
Aryanna Barbosa de Carvalho frequenta o curso de Jornalismo da UFT – Universidade Federal do Tocantins.