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Capoeira e seus Cantadores

CAPOEIRA E SEUS CANTADORES

A musicalidade traz em si um elemento fundamental para o desenvolvimento da capoeira, pois ela será responsável pelo encadeamento ritualístico, pela oralidade na construção do conhecimento, pelo “balanço” do jogo e pela construção simbólica da “atmosfera” da “vadiação”.

A musicalidade nunca será uma simples conseqüência fisiológica da articulação bem sucedida entre cordas vocais, músculos da face e diafragma, pois em capoeira a complementaridade entre os diferentes, articulados em propósito comum para o coletivo, supera qualquer perspectiva ou habilidade individual, transformando o bom cantador naquele que mais motiva o coletivo a cantar junto, muitas vezes ofuscando a própria voz de quem puxa o canto, ou seja, cantador de “verdade” na capoeira não é o que mais aparece, mas o que projeta o conjunto da roda em ritual.

O bom cantador nem sempre é aquele com a voz mais bonita e empostada, nem sempre é o que tem a melhor pronuncia e português correto, nem sempre é o que grita mais alto…..O bom cantador é o que cantando encanta, aquele que consegue captar a magia do momento do jogo, fazendo com que sua cantiga seja o “catalisador” de uma química que eleva os capoeiras a um “transe” coletivo, que de tão especial nos faz sonhar acordado.

Não existe bom jogo sem boa musicalidade, pois a organicidade da roda é um complexo sistema multifacetado, lembrando o corpo humano, em que cada órgão cumpre uma função distinta a favor do funcionamento de todo o sistema para que a vida aconteça. Assim, tão importante quanto o “movimento”, aquilo que o impulsiona, harmoniza e qualifica, também deve ser considerado e exercitado, a cantiga.

È impressionante como Mestre Boca Rica, cantando quase sussurrando, com um único berimbau, se espalhou pelo planeta como um vírus positivo da boa capoeiragem……Impressionante como décadas mais tarde, as gravações de Bimba, Pastinha, Waldemar, Canjiquinha, Camafeu de Oxossi e outros, ainda encantam, mesmo sem todos os recursos tecnológicos atuais.

O maior desafio de um grande cantador em capoeira será sempre conseguir captar o “cheiro do dendê“ em uma roda, sendo simples, singelo e traduzindo na poesia de seu canto os mistérios da arte capoeira. Neste sentido, se você deseja qualificar seu canto, te recomendo que antes de cantar tente ouvir mais, e não ouça qualquer coisa, ouça os sons mais elementares produzidos pela mãe natureza, o ronco do mar, a suavidade das ondas, o fluir da cachoeira, o vento nas arvores, trovões e ate mesmo o pingo da chuva caindo no chão, percebendo que cada som deste esta articulado a um contexto especifico e complexo, sendo seu maior sentido a conexão com o todo.

Por fim, aprenda que a cantiga é também uma forma de doação à arte capoeira, portanto, ser um bom cantador será, acima de tudo, a capacidade de brindar os outros com aquilo que temos de melhor, pois o lamento da ladainha emociona e arrepia o outro, também na medida em que o cantador já chorou e se arrepiou antes, incorporando o sentimento expresso em seu cantar. Desta forma, entenda que viver o momento é mais importante do que o resultado final, portanto, não fique preocupado com o impacto de sua voz na roda, mas tente viver junto com seus pares magia do contexto no milésimo de segundo em que sua cantiga toca a fibra mais tênue do coração de quem te escuta, transformando o momento em único e especial para todos.

Vamos cantar mais com a alma!!!!!!!

Mestre Jean Pangolin Portal Capoeira

Qual é a sensação de jogar capoeira?

A grande sensação de jogar capoeira é saber que, em geral, todos os integrantes da roda são admiradores da serenidade, da confiança, do conhecimento, da cortesia, dos bons valores morais, do valor, da saúde, da bondade, da atenção, do falar, da beleza e da intensidade de um jogo pausado. Portanto, todos nós que somos jogadores de capoeira, sabemos que isso pode ser emitido pelo gingar do vai e vem do nosso jogar.

É prazerosa a sensação de saber que no jogo da capoeira habitam dois ícones em uma mistura de curiosidade, destreza e confiança, que exploram a experiência com dificuldade em um caminho feito por um jogo duvidoso, onde reina o perder e o ganhar.

Neste jogo que imita a vida, além de termos um coração que pode sentir a música, é primordial termos uma mente e um olho que saiba evoluir de oitiva para absorver as informações de um círculo mágico chamado roda. Uma alma que saiba cultivar as emoções e mãos que possam tocar um instrumento com discernimento e sabedoria para impulsar o jogo dos camaradas com motivação.

Nesta mistura intrigante entre dois corpos, é primordial termos também, uma mente que possa indagar e que saiba compreender as nuances de um simples jogo que alberga o ataque e contra-ataque surpresa de um verdadeiro jogador de capoeira.

Visto assim, podemos simplificar tudo isso dentro de uma alma que possa elevar-se dentro do próprio jogo. A alma de um corpo que sabe reagir com o tum marcado pelo atabaque. Uma alma que diz que estarmos dentro desse processo de jogar capoeira, pode ser simplesmente, conhecer a alegria e a tristeza em um mesmo segundo. Uma fração de um instante, onde se mantém a esperança de que tudo pode acontecer. De que tudo é válido e válido para melhor. Da mesma forma, diremos que dentro do jogo da capoeira é possível conhecer a desilusão de um jogo não realizado, assim como é possível a conquista por tê-lo realizado.

Com firmeza e definição em nossas palavras, expressamos que além da frustração, da desgraça, da satisfação, da impaciência, da expectativa, da apreensão, da música, do som, da arte e da harmonia, somos todos realmente conhecedores dos fracassos, das emoções, dos erros, do apreciar, do vislumbrar-se das maravilhas e da admiração por um sábio jogador de capoeira. Portanto, reconhecemos que, saber que tudo isso pode ocorrer a um jogador de capoeira é uma coisa, mas admitir que isso ocorre em nós é muito mais.

Por isso, a grande satisfação de jogar capoeira, é o grande desejo de saber que vale apena sonhar com um jogador que nos estimula a jogar e que compartilha os mesmos desejos.

É um sentimento positivo que surge quando um jogador experimenta uma atenuação em seu estado de mal-estar. É a sensação de ter atingido o objetivo ou a meta traçada.

Em resumo, a satisfação de jogar capoeira tem uma duração breve, ainda que ocasionalmente, pode ser como um estado de prazer intenso, de agradabilidade, satisfação, realização, motivação, maior tolerância à frustração, elevação da auto-estima, agilidade do processo cognitivo e de ajudar ao menos capacitado para realizar um jogo de capoeira.

 

Wellington de Oliveira Siqueira – Mestrando Cinzento – Valencia (Espanha).

www.aluacapoeira.com

ENCERRAMENTO DAS OLIMPÍADAS: QUE CAPOEIRA É ESSA?

Assisti ao final das Olimpíadas em Londres. O Brasil, como sempre, apesar de não ter conquistado grandes medalhas, fez bonito. O encerramento em Londres, como de costume, foi cheio de pompas e fogos de artifício. O Brasil, país que vai sediar as próximas Olimpíadas em 2016, fez sua apresentação cultural. O samba foi destaque, com o gari Sorriso apresentando o Brasil de uma forma simples e bonita. Mas fiquei chocado quando, logo no início, depois da batucada, vi uma apresentação das mulatas brasileiras, com perucas e máscaras negras. Uma caricatura grotesca dos anos anos 50 em que era comum brancos com o rosto pintado de negro (os black faces) e até mesmo negros representarem um papel estereotipado, em que pulavam e imitavam macacos e animais para uma plateia branca, que esperava deles exatamente esse tipo de comportamento e estereótipo. Naquela época, em que o negro precisava de um espaço na TV e no teatro, era comum esse tipo de comportamento e até compreensível. Agora que estamos em 2012, depois de tantas lutas do movimento negro no Brasil e no mundo em prol de uma melhor imagem de nós negros, fiquei pasmado em ter que assistir tudo isso de novo!

Apesar do desconforto, continuei assistindo o encerramento quando tive uma decepção ainda maior: a apresentação da capoeira para o mundo! Começou com um grupo de acrobatas mal treinados, com o corpo todo cheio de óleo e um abadá branco, fazendo piruetas. Sem berimbau, sem canto, sem ginga, sem nada! Fiquei refletindo: que capoeira é essa que estamos apresentando para o mundo?! Aquilo mais parecia um circo com acrobacia para envergonhar qualquer atleta de ginástica olímpica. Acredito que os mesmos deveriam estar rindo ou chorando de vergonha. O que vimos foi um grupo de acrobatas mal treinados. Senti falta do nosso berimbau, o grande símbolo da capoeira. Na verdade, senti falta da capoeira! Não tiveram jogos de capoeira, somente acrobacias individuais. Será que a capoeira se tornou isso, uma apresentação acrobática sem ginga e sem berimbau? Foi triste, diante do preço tão alto que pagamos para conseguir chegar até lá. Valeu a pena ou aquilo foi só uma coisa “para inglês ver”? Acredito que para algumas pessoas talvez tenha sido a realização de um sonho se apresentar em uma final de Olimpíadas. Mas aonde está a nossa capoeira, essência, existência e alma? Como seria a capoeira nas Olimpíadas no Brasil? Estamos perdendo a nossa identidade, nossas raízes, tratando a capoeira como um produto rotulado, embalado e coreografado, “para inglês ver”. Nesse caminho, não importa mais sua historia ou trajetória, a capoeira está perdendo a sua alma dentro da trajetória esportiva. Fico apreensivo pelo futuro da capoeira nas Olimpíadas de 2016!

 

Mestre Cobra Mansa – cobramansa@hotmail.com

Bahia: XI Encontro Internacional Capoeira Luanda – ALMA AFRICANA

Agosto deste ano, o Instituto de Artes Urbanas da Bahia se movimenta e promove o:

XI ENCONTRO INTERNACIONAL CAPOEIRA LUANDA

ALMA AFRICANA

 

Homenagem a Professora Emilia Biancardi de Ferreira e aos saudosos mestres pela sua contribuição em Capoeira e a Cultura Afro-Brasileira

06 à 11 de Agosto de 2007 – Salvador – BA

 
Assim como o candomblé, o samba, o jongo e os blocos afro e afoxés, a Capoeira é uma manifestação cultural que, antes de mais nada, preservou os valores negros e africanos.

O jogo de Capoeira pode ser considerado uma luta, uma brincadeira ou uma dança, que tem na manutenção do equilíbrio do corpo e da mente seu principal objetivo.

A Capoeira comprova a importância de constantemente termos que adotar uma nova atitude diante da vida; antes de mais nada, a Capoeira se mostra capaz de estabelecer mudanças.

Hoje, ela cruzou as fronteiras e já se encontra em mais de 100 paises.

 

Jelon Vieira
(mestrejelon@mac.com)

www.mestrejelon.com

Crônica: “Iê” (*) – VIVA MEU MESTRE!

A Capoeira passa, nos últimos 20 anos, por uma expansão significativa: no Brasil cresceu, verticalizou  ao chegar na Universidade; no mundo, começa a horizontalizar.
 
A expansão  que resumimos, e mesmo por conta do crescimento vegetativo vem dar  margem à graduação de um maior número de Mestres. Neste avanço também   desponta o interesse e o envolvimento  comercial, aliás para expandir precisa criar um mercado. E como está o Mestre? A figura do Mestre? – vamos dizer assim do “Mestre dos novos tempos?” – aí é que nos interessa: A relação do  “capoeira” com o Mestre, e vice-versa.
O elemento motor da Capoeira,  é o Mestre. “O Mestre é uma marca de elevação, de supremacia, de predomínio, que nenhum outro ser humano consegue”, analisa  Mestre Benício.  E, é verdade: toda  relação de obediência   pressupõe uma troca que  traga um ganho, ou afaste um medo. Mesmo nas relações com Deus está escancarada a troca de qualquer favor ou fervor – pela salvação da alma; nas enfermidades – pela  cura, etc.; para com o feiticeiro – aquela mistura meio-deus/homem/diabo, dono de forças, situadas entre o divino e o temporal; entre o ético,  e o safado – a obediência   estava na base das  trocas de mesmo calibre: da  boa colheita, um bom emprego;  até à volta da mulher amada –  traidora,  corneadora  há  tanto tempo, mas gostosa.  Nas relações de Estado, não existe opção; nas relações de emprego, idem. Entre “os capoeiras” e o Mestre, não pressupõe troca alguma. Por que? –  Antes, porém: em que se apóia o Mestre de Capoeira para ser guardião de obediência, inclusive de quem não conhece?
 
-Na FAMA, se apóia na fama. Acho a explicação mais plausível. Se não, vejamos.
 
-“A superioridade cria inimigos”, este o mais geral princípio da guerra.
As relações entre o Mestre de Capoeira e os seus, é o ato mais voluntário dentre todas as relações humanas, (fora das relações estritamente familiares).  O capoeira orgulha-se em  reconhecer, delegar superioridade a “seu”  Mestre. Cada um  orgulha-se da fama do “meu” Mestre. Cada um  satisfaz-se, obediente, diante de um número qualquer de outros Mestres: Sem que haja o pedido da salvação da alma, o medo do inferno; ter de volta a namorada que outro tomou. Não há pedido, nem a expectativa de troca alguma.
 
-Dos Mestres, num encontro com tantos, não se espere mais que alguns minutos  do
saudar,  as alfinetadas, mútuas:  delicadas, sutis, maliciosas. Para que? – para atingir a FAMA do outro. Pela exibição intelectual. Nunca por superioridade, no sentido clássico. Sempre foi assim, mesmo antes das cordas e cordões, (que são novatos).
 
-Observa-se uma certa preocupação, por  “Mestres dos novos tempos” e até por
outros mais veteranos “em ser igual”, em “se mostrar igual” aos da Roda. Não! Não é. Nem pode  ser. Vejamos este exemplo, distante, mas serve como referência: Quando milhões de católicos conferem ao PAPA o seu grau de elevação, o fazem livremente. O Papa deixa de ser igual a outro padre, a outro bispo, etc. Dentre aqueles fiéis, quando alguém deixa de ser católico,  não lhe é imposta pena nem uma. Também o Papa não deixa de ser o Papa.
 
-Todo Mestre de Capoeira transita com a desenvoltura de qualquer um, em qualquer
lugar,. Mas não é igual:  ele recebeu a delegação, a autoridade,  “para não  ser igual”. Quando alguém resolver “sair”, romper o pacto,  o faz…. Mas, o Mestre continuará . E o pronome  “meu” é apenas um referencial: O Mestre é o Mestre, conquistou o título e recebeu a delegação para exerce-lo, se assim se pode dizer. Cada “capoeira” guarda o orgulho da superioridade do seu Mestre. Só assim continuará a Capoeira – encanto da alma.
 
-Por que choras Manavane? – Estou velho não posso cantar. – Tu gostas de cantar?
Perguntei-lhe num esforço, sem saber como agrada-lo. Imaginei-o cansado. O observava desde cedo. Eram cerca de 200 pares de dançarinos e numero incerto de guerreiros. Todo par ao entrar na dança passava diante do velho: afastavam-se dos corpos e lhe abriam os braços. O velho às vezes fazia um gesto, na maioria dos casos nem os olhava.  Os guerreiros cruzavam os braços e paravam por um instante na sua frente, às vezes em fila, às vezes individualmente… Ele me olha, pareceu-me tomado de cuidados comigo, e respondeu-me:   –  “Quando o preto canta, Chicuembo repousa… (Deus descansa).
 
-Crônica de um dos raros sábios portugueses que foi à África em data incerta, (talvez
fins do Séc. VI) narrando como   aquele povo obedecia à figura do Mestre. Aquele velho era um Mestre, o mais velho. Enquanto, por cansaço, ou por vontade, não ofertasse a outro Mestre, o lugar,  todos lhe rendiam reverências. E ele lembra que a figura do Mestre era igual em todos os lugares. Na Europa também o havia sido, dos ofícios às culturas.
 
(*) O “IE” entre aspas, indica que foi dito pelo Mestre, privativa do Mestre.
 
 
André Pêssego
Berimbau Brasil – SP/SP Grupo de Mestre João Coquinho.

Convenção Internacional de Capoeira

1ª CONVENÇÃO INTERNACIONAL DE CAPOEIRA E  1º FORUM INTERNACIONAL DE DEBATE SOBRE CAPOEIRA
 
Site oficial da Convenção: www.convencaointernacionaldecapoeira.com

PROGRAMAÇÃO       
DATA: 28 de Novembro a 04 de Dezembro de 2005 (Para os Mestres)
DATA: 01,02,03 e 04 de Dezembro de 2005 (Para o Publico em geral)
LOCAL: Centro de Convenções de Salvador – Bahia – Brasil
28 de Novembro a 04 de Dezembro de 2005 :
 
Em salas fechadas acontecerão simultaneamente várias reuniões com grupos de 25 pessoas entre Mestres e Profissionais da área que deverão debater sobre diversos temas e depois trocar de salas possibilitando, desta forma, que todos tomem conhecimento de todos os assuntos que estarão sendo debatidos. Esses debates serão realizados no período de 09:00hs às 17:00hs do dia 28 de Novembro ao dia 01 de Dezembro quando os mestres participarão da abertura oficial do evento para o publico em geral e durante o final de semana ministrarão palestras, workshop, cursos etc…
 
28 de Novembro a 04 de Dezembro de 2005 :
 
07 DIAS DE APOIO AO PROJETO FOME ZERO:
 
Das 08:00hs de Segunda-feira, dia 28 de Novembro, as 20:00 de Domingo, dia 04 de Dezembro haverá, na porta dos principais supermercados da cidade, um revezamento de capoeiristas para a arrecadação de alimentos não perecíveis que serão distribuídos pelos próprios capoeiristas a população carente de Salvador. Alem da distribuição de alimentos pretendemos arrecadar e distribuir também, remédios, roupas, brinquedos e preservativos que serão entregues após algumas palestras e esclarecimentos sobre sexo preventivo, o uso de drogas, a saúde, higiene e educação para famílias, jovens e crianças pobres da cidade de Salvador.
 
Quinta-feira – Dia 01 de Dezembro de 2005:
 
As 12:00hs Várias opções de drinks de boas vindas seguindo de almoço no Restaurante SENAC, no Pelourinho, Restaurante Solar do Unhão, Marina Contorno, Cantina da Lua etc…
 
As 15:00hs Caminhada pela Paz e pela preservação da Capoeira com a Participação de todos os capoeiristas. (salvo aqueles escalados para o trabalho voluntário de solidariedade) Saira do Mercado Modelo, dobrara a esquerda em frente ao Solar do Unhão e seguira pela Av. Carlos Gomes ate a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos construída pelos escravos e situada no Pelourinho.
 
As 17:30 Haverá uma Missa na Igreja de N. Senhora do Rosário do Pretos pela alma de todos aqueles que, através da Capoeira, deram a sua vida pela liberdade da nação brasileira.
As 20:30hs, no Centro de Convenções de Salvador, abertura oficial do evento com boas Vindas das autoridades governamentais, desportivas e a presença de todos os mestres, dos professores, profissionais, praticantes de Capoeira e do publico.
 
21:450hs Pavilhão C, Show com um dos grandes artistas da música baiana a nível de Caetano Veloso, Netinho, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Grupo Olodum, Terra Samba etc… O objectivo e promover um encontro de vários artistas para celebrar este grande acontecimento.
 
Sexta – Feira –  Dia  02 de Dezembro de 2005:
Das 09:00hs às 22:00hs – Abertura da Feira com venda de todos os produtos de
Capoeira: Roupas, calçados, instrumentos, revista, cds, Dvds, artesanatos, Fast food, etc…, pelos capoeiristas cadastrados antes do evento. (minino 03 meses antes do inicio do evento)
 
10:00 As 22:00hs Pavilhão " A "- Exibição de vídeos  e apresentação dos  trabalhos inscritos pelos participantes. (30 minutos para cada
apresentação) de acordo com o numero de participantes inscritos. Inscrições até o dia 30 de Julho de 2005.
 
– Festival de Musicas de Capoeira: apresentação de Musicas inéditas que concorrerão ao concurso de melhor musica de Capoeira. As músicas deverão ser encaminhadas com o nome do autor, letra em papel e fita K7 ou Cd para a comissão julgadora até o dia 30 de julho de 2005, quando serão analisadas de acordo com o regulamento do Festival.
Poderão utilizar durante as apresentações apenas os seguintes instrumentos:
 
Pandeiros
Atabaques
Berimbaus
Agogô
Caxixi
Reco-Reco
 
Sábado – Dia 03 de Dezembro de  2005
09:00 Até 22:00hs – Continuação do evento com a venda de todos os produtos de Capoeira pelos capoeiristas.
 
Cursos:
Pandeiro, Atabaque, Berimbau e Caxixi (como fazer e tocar)
 
Temas Livres: (Inscrições para os temas até o dia 30 de Julho de 2005)
09:00 Até 16:00hs – Na Sala Oxala – Mesa redonda com a presença de todos os Mestres Integrantes da Comissão Técnica para responder perguntas do publico sobre assuntos ligados à Capoeira.
 
Domingo – Dia 04 de Dezembro de  2005
 
09:00 Até 22:00hs – Ultimo dia do evento para comercialização de produtos dirigidos a Capoeira e outras artes.
10:00 Até 12:00hs – Pavilhão " A ", divulgação do resultado do Festival de Musica, 1º, 2º e 3º colocados, e entrega dos respectivos prémios.
 
14.00 Até 17:00hs –  Apresentação do Documento sobre as conclusões  dos temas que foram discutidos durante a Convenção e que será encaminhado as autoridades competentes ( Secretarias de Cultura, Ministério da Cultura, Ministério dos Esportes, etc… )
 
19:00 – Missa pela alma dos Escravos, dos Índios e todos os Capoeiristas que derramaram seu Sangue para construir um Brasil de Alma e Coração Puro.

Obs: Qualquer mudança nesta programação será de pronto comunicado a todos através do site que estará a disposição a partir do mês de Janeiro.