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Juntos Aprendemos

Juntos aprendemos

 

Sou aluno que aprende, sou mestre que dá lição..”; quem não conhece essa frase? E quem não ouviu que na capoeira, nunca se para de aprender, seja mestre ou não? Mas falar é fácil; na prática se nota como é difícil ser – e permanecer – aluno.

Eu falo aqui de ser aluno em termos de atitude, de posição. “Ser aluno” implica para mim de ter uma vontade – uma curiosidade -, de aprender e de conhecer. De ter uma cabeça aberta para receber novas informações e mais importante ainda – aceitar outras informações e visões que colocam suas próprias perspectivas em questão.

Para conseguir isso, precisamos deixar por um momento nossa certeza sobre a nossa própria razão. Largar a idéia que a nossa perspectiva é a certa; em breve, precisamos praticar a humildade.

Na filosofia antiga, a humildade é vista como uma virtude; uma disposição adquirida de fazer o bem, segundo Aristóteles. Algo que se aperfeiçoa com o hábito. Como virtude, a humildade é uma qualidade moral que consiste em conhecer as suas próprias limitações e fraquezas e agir de acordo com essa consciência. De não tentar se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas.[1]

 

Praticar humildade com alguém que tu admiras ou quem respeitas, é compreensível. Mas como é que fazemos com alguém que não admiramos, não respeitamos e talvez até detestamos? São nestes momentos em que eu realizo que – mesmo pensando em tentar praticar a humildade – realmente ainda não entendi muito bem o que é.

As vezes eu me dou mal com alguém também. Normal, pensava eu. Se queremos ser nós mesmos, é difícil se dar bem com todos e todas. Há gente que segue outros princípios e valores, com quem não podemos concordar sem trair os nossos princípios. Mas aí acho que alguém me ensinou algo importante.

Claro, que aconteceu na capoeira; é onde eu passo muito tempo, e também um lugar aonde a humildade e a vanglória e o orgulho se encontram em várias situações. Porque o capoeirista também não é aquele guerreiro, ou ao menos não deveria ser covarde? Não é na capoeira onde a gente valoriza também a ousadia e o orgulho de ser a nossa própria pessoa? E isto não implica então um pouco de orgulho em si mesmo, e criticar um pouco as outras pessoas? Porque sem me comparar com outros, como vou saber se aquilo que estou fazendo é certo? Acho que entre o respeito para si e para o outro, entre a valorização de si e a humildade com o outro, tem um linha fina para se pisar.

 

Por sorte minha, aquela pessoa não parava de me puxar; de me mostrar que eu nem sempre tenho razão, mesmo quando a oposição é tão clara. E depois um outro pequeno confronto, me falou: “nós aprendemos juntos, um do outro”.

Fora da grandeza do gesto, me incentivou também de pensar sobre a implicação daquilo. E pensei que além de uma posição ética em relação ao outro, a humildade implica em uma posição prática: dar espaço ao outro/a de te falar, mostrar, ensinar algo. Porque juntos a gente realmente aprende coisas diferentes, de que quando aprendemos sozinhos.

Isto a capoeira nos também mostra: há coisas que podemos treinar sozinhos – movimentos, técnicas, músicas – mas há outras que só podemos fazer e aprender com outros, no grupo. A cultura oral, a base da tradição de capoeira, também é baseado no grupo, na dependência do outro com quem a história é partilhada.

 

A medida em que conseguimos praticar a humildade, não só com quem respeitamos mas especialmente com quem nunca iremos concordar, determina o tamanho de nossa aprendizagem. Porque, é aquela pessoa, que vira o nosso mundo de cabeça para baixo, que representa algo que sempre excluímos da nossa percepção. E no momento que conseguimos escutar-lhe e realmente ver o que ela representa para nós, ela nos obriga a mudar nossa sensibilidade, e a nossa percepção. Ela nos mostra uma outra realidade; e assim muda a nossa.[2]

 

Claro que isto pode ser um processo doloroso; não passamos tanto tempo e energia excluindo-o? Então para mim, praticar uma verdadeira humildade não é nada fácil…mas na próxima vez, não esqueço de agradecer ao meu “inimigo”, sendo em ou fora de mim.

 

Continuamos aprendendo juntos.

 

Carybé pe do berimbay

 

[1] Isto não é a mesma coisa que a modéstia, que é o sentimento de velar-se quanto as qualidades intelectuais e morais (oposto de vaidade), a moderação em aparência ou ação, não desejando atrair atenção imprópria para si. Tampouco a humildade é a falsa modéstia: que é vangloriar-se auto-humilhando-se falsamente.

 

[2] É um argumento que é elaborado pelo filosofo francês Jacques Rancière, por exemplo no livro Disagreement: Politics and Philosophy, University of Minnesota Press, Minnesota, 1999.

Escola utiliza capoeira como forma de incentivo ao esporte em Porto Calvo

Alunos realizaram um apresentação do jogo no pátio da escola.
Eles apresentaram ainda o que aprenderam sobre alimentação saudável.

Os alunos da Escola Municipal Domingos Fernandes Calabar, localizada no povoado Mangazala, na cidade de Porto Calvo, vem utilizando a capoeira como forma de incentivo ao esporte. Como parte do projeto ALTV na Sala de Aula, os estudantes realizaram uma apresentação no pátio da escola e apresentaram o que aprenderam sobre a importância de uma alimentação saudável.

Para montar o grupo de capoeira existente hoje na escola, os professores convidaram um mestre. Como a escola fica localizada em uma comunidade remanescente de quilombolas, os elementos que remetem a origem do jogo estão por todos os lados. Já a apresentação, realizada no pátio da escola, contou com a presença dos alunos de ensino fundamental.

“No início ninguém queria fazer, mas com o tempo fomos aprimorando. A capoeira não é só um prática esportiva, mas também uma filosofia de vida.” conta o aluno Jadson Oliveira. Segundo a coordenadora Magda Vanderlei, a ideia era trazer a identidade local à tona junto a prática de exercícios. “Trouxemos também os pais para dentro da escola e eles estão encantados com a participação de seus filhos neste projeto”, afirma Magda.

A prática tem deixado bons frutos entre os alunos da Educação de Jovens e Adultos, que também participam das aulas. “A capoeira é uma dança, não é para praticar o mal, apesar de ser uma luta. A capoeira também é educação, aprendi coisas boas com ela.” partilha o aluno José Márcio César.

Os alunos também apresentaram o que aprenderam sobre o papel das vitaminas e a importância de uma alimentação saudável. “Temos sempre que nos alimentar bem para praticar uma atividade física melhor”, diz um dos alunos. “Estamos aprendendo a importância de cada tipo de vitamina”, conta a aluna Vanessa Maria Gomes dos Santos, do 9º ano.

 

http://g1.globo.com/

Jovens pacientes superam limites em aulas de capoeira inclusiva na AACD

Inclusão através do esporte para a superação de muitos limites. Essa é a fórmula para um grupo de 35 jovens pacientes da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), na Ilha Joana Bezerra, Zona Central do Recife. Todas as segundas, das 14h às 15h, eles têm encontro marcado com o mestre de capoeira voluntário Severino Santos de Almeida Júnior, o Mestre Júnior, responsável por levar ao universo das crianças a adaptação, do jogo, da luta, da tradição da Capoeira, criada pelos escravos africanos e trazida ao Brasil na época em que o País era uma colônia portuguesa.

O projeto, chamado de capoeira inclusiva, foi levado à entidade em Pernambuco pelo mestre em 2006, após um evento sobre a prática da capoeira na AACD de São Paulo, focada em pacientes amputados. “O que começou meio suspeito é, hoje, uma verdade”, comemora Mestre Júnior, de 44 anos, também professor de educação física e história, com 35 anos voltados à prática desse esporte e sua história, onde ele cita a seguinte máxima dita pelo Mestre Pastinha: “Capoeira é tudo que a boca come”. Confira videorreportagem do NE10:

A dinâmica da aula é desenvolvida após análise da ficha médica de cada aluno, assim como as atividades fisioterapêuticas desenvolvidas com a equipe da AACD. A partir dessa avaliação, o professor trabalha o lado lúdico do esporte e o enriquecimento muscular, já que a Capoeira trabalha o sistema Cardiovascular, Sistema auditivo que por sua vez aguça os reflexos do paciente e o Sistema Neurológico, através da música com os instrumentos da Capoeira (berimbau, pandeiro, atabaque e etc.) e ao som mecânico com CDS de Capoeira, associado aos valores desenvolvidos nos atletas: disciplina, superação e motivação. Apesar das diferentes especificidades, mestre Júnior garante: “A aula de um é para todos”. Para um dos alunos, Pedro Lucas, de 9 anos, conseguir entrar nas aulas, há três anos, foi a realização de um desejo. Entre risos envergonhados, o jovem afirma: “Eu queria muito entrar nesse grupo e minha mãe conseguiu”, conta. Quando questionado sobre de qual parte gosta mais, é taxativo: “Gosto mais de cantar”.

A capoeira inclusiva, além de desenvolver a habilidade social, auxilia na fisioterapia recomendada para cada aluno e contribui com a reabilitação do paciente. É o caso de Brenda Carlla, uma das mais velhas do grupo. “Eu percebi que desenvolvo mais. Antes da capoeira, eu caía muito quando pegava carona em bicicleta, agora não caio mais”, conta a jovem de 17 anos, que desde os dois anos de idade faz tratamentos na AACD e começou as aulas com o mestre Junior há seis anos. As aulas semanais são aguardadas ansiosamente não apenas pelos alunos, mas também por suas mães. Para Jacira Muniz, 45 anos, mãe de Thiago, de 14 anos, os resultados são gratificantes. “A gente que é mãe vê a evolução. A questão que ele faz de vir. Ele até mostra os movimentos que aprendeu. A capoeira faz a diferença”, comemora Jacira, que se dedica exclusivamente aos cuidados com o filho.

Marília Lima, 31 anos, mãe de José Ricardo, 7 anos, chegou a pensar em desistir de acompanhar os filhos na aula. O pequeno é portador da Síndrome de Lesch-Nyan, uma doença hereditária e metabólica rara que causa disfunção neurológica, cognitiva e alterações de comportamento. “Eu queria desistir, mas o mestre não deixou. Com a continuidade, ele melhorou bastante. Antes de entrar na capoeira, quase não tinha contato com outras pessoas. Agora, ele até pede para vir”, conta.

“Para mim foi muito importante. O pouco que eu consegui é muita coisa”

O outro filho, Matheus Guilherme, de apenas um ano e nove meses, também é portador de Lesch-Nyan. Se depender da mãe, será o mais novo paciente a ser apresentado ao poder de reabilitação da capoeira inclusiva.

Pedro Lucas já participa da capoeira inclusiva há três anos. O que mais gosta nas aulas é de cantar

AULAS – Para participar das aulas, o aluno precisa ser paciente AACD e enfrentar uma fila de espera com cerca de 70 pessoas. O requisito para começar o tratamento na entidade é a apresentação de um laudo médico que comprove a necessidade do paciente em realizar procedimentos de reabilitação física.

 

Além das aulas semanais, a instituição promove o Encontro de Capoeira Inclusiva. O evento marca o batismo e a troca de cordas das crianças e adolescentes que formam o grupo de capoeira da AACD. “Temos desde a graduação infantil especial, que são seis cordas, até a graduação adulta, com nove cordas”, explica Severino Júnior.
A Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) é uma instituição sem fins lucrativos que atende crianças e jovens de 0 a 16 anos com deficiência física e adultos amputados e lesionados.

Inaugurada em 1999, a AACD Pernambuco já ultrapassou 149 mil consultas clínicas e 833 mil terapias realizadas para crianças de todo o Norte e Nordeste. Atualmente, é mantida através de parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS) e realização de projetos com venda revertida à instituição.  Para marcar a triagem específica para cada patologia na AACD, o paciente ou seu responsável deve apresentar ao setor de Serviço de Atendimento Médico e Estatístico (Same) um relatório médico que descreva o diagnóstico e tratamento realizado na fase aguda ou inicial da doença, além das condições atuais em que o paciente se encontra. Após avaliação de uma equipe multidisciplinar, será elaborado o tratamento de reabilitação na AACD. Se por acaso a patologia não for tratada na associação, o paciente e família são orientados a realizarem o tratamento em instituições especializadas na deficiência relatada.

 

AACD Pernambuco
Endereço: Avenida Advogado José Paulo Cavalcanti, 155, Ilha Joana Bezerra Recife  Telefone: 3419.4000

Mestre Junior: (81)977018889/86192109

Foto: Malu Silveira / NE10

 

Nota de Falecimento: Mestre Camisa Roxa

Capoeira Chora com o Falecimento do Mestre Camisa Roxa…

Nossos mais profundos sentimentos a toda família Abada-Capoeira pela perda deste grande Mestre, Camisa Roxa Ao que Sabemos o Mestre Sofreu uma queda de uma Laje resultando em sua Morte, mais uma triste noticia para a Capoeira, assim que tenhamos mais noticias informaremos a todos.

Lembrando: Edvaldo Carneiro e Silva (Mestre CamisaRoxa)
Mestre Camisa Roxa foi considerado o melhor aluno de Mestre Bimba. Grão-Mestre é Abadá-capoeira, título vida para o qual foi escolhido por um conselho de notáveis Mestres do conhecimento. Sua função é mentor e consultor,e seu título o mais alto grau na Abadá-capoeira. É o mais relatado capoeira Capoeira pelo mundo, viajou para mais de 50 países, trazendo uma manifestação da arte Capoeira e da cultura brasileira. 

Camisa Roxa nasceu em 1944, na Fazenda Estiva, no interior da Bahia. Ele começou a praticar capoeira aos 10 anos de idade como forma de entretenimento, que mais tarde foi copiado por todos os seus outros irmãos. Na década de 60, foi para Salvador para fazer o grau científico e começou a treinar na Academia de Mestre Bimba, onde ele treinou e foi considerado o melhor aluno de Mestre. Seus irmãos Ermival, Pedrinho e uma camisa também formaram na Academia de Bimba.

O Grão Mestre apelido surgiu devido ao fato de que ele sempre frequentava rodas de Capoeira da Bahia vestindo uma camisa roxa (roxa em Português), que ele gostava. Ela também gostava de jogar no tradicional Capoeira rodas de Mestre Pastinha academia eo rhodes de Mestres Waldemar e Traíra Rua Pero Vaz, onde era muito respeitado pela sua postura e possuidor de grande conhecimento dos fundamentos da Capoeira.
Camisa Roxa Capoeira pensar como um todo, reunindo Regional e Angola. “Na verdade, poucas pessoas entendem a verdadeira intenção de Mestre Bimba”, diz o Grão Mestre. “Primeiro ele ensinou seu método de Capoeira novamente elevado, mas com o tempo a pessoa deve aprender a jogar em” completa.

Camisa Roxa é responsável pela coordenação Abadá-capoeira na Europa, e realiza regularmente oficinas de reciclagem para instrutores e professores que agem dessa forma. Ele também é o organizador do Encontro de Primavera Capoeira na Europa e Jogos Europeu Abadá-capoeira. Estes eventos têm como objetivo a integração e atualização dos capoeiristas na Europa através de aulas teóricas e práticas ministradas por professores convidados do Brasil.

Hoje o Grão Mestre dedica grande parte de seu tempo para pesquisar a capoeira, sempre à procura de novas maneiras e aumentar a sua visibilidade no mundo. Para ele, no Brasil deveria ser mais unidade entre os diferentes grupos, para que seja possível estabelecer uma ordem nas atividades e ensinamentos. “Talvez uma Capoeira mais disciplina e unidade entre os líderes, produzindo uma Capoeira com mais responsabilidade e profissionalismo”, diz ele. Camisa Roxa diz passar sua experiência procura recompensar tudo o que deu Capoeira hoje.

 

Fonte: Equipe Rabo de Arraia – http://www.rabodearraia.com

Festival promove no Ceará atividades de capoeira e cultura negra

Promover a cultura afrodescendente e a arte da capoeira. Com esse intuito, começa em Fortaleza o V Festival Internacional de Capoeira e Tradições Afrodescendentes – Tribos, Berimbaus e Tambores 2012, que será realizado de 23 a 29 de julho. Nos dois últimos dias, o encontro segue para a praia de Parajuru, a 110km da Capital. O evento é promovido anualmente desde 2008 pelo Centro Cultural Capoeira Água de Beber (CECAB), com a supervisão do Mestre Ratto.

Entre os convidados estão o Mestre Lua Rasta (BA), Mestre Kall (Ave Branca – DF), Mestre Luiz Renato Vieira (Beribazu – DF) e Contramestre Pingo (Aruê Capoeira – DF). Além dos capoeiristas do Ceará, cerca de 50 praticantes de capoeira são esperados no festival, vindos de vários estados do Brasil e de outros países, como Venezuela, Hungria, França, Turquia e Holanda.

“Este ano será especial pela comemoração dos 30 anos da minha prática de capoeira e pelos 10 anos do CECAB. Será um momento de trocas visto que hoje a capoeira é uma das principais difusoras da língua portuguesa no mundo”, afirma Mestre Ratto.

A programação do Tribos 2012 traz como temas principais a sustentabilidade e a educação na capoeira e cultura negra. Os espaços se dividirão entre debates, feiras, exposições, exibições de filmes e outras apresentações culturais. Oficinas de confecção de bonecas Abayomi, de dança afro-cubana e de salsa cubana, de fabricação de instrumentos e de danças brasileiras também integram o festival. Além disso, haverá relatos inéditos sobre a história da capoeira no Ceará, feira da economia do negro e shows.

Enfatizando o momento histórico da capoeira e estimulando o estudo aprofundado da arte pelos praticantes, o debate também acontece nas seguintes palestras: “Cultura afrodescendente e educação”, “A capoeira como instrumento de educação para a cidadania de crianças e adolescentes”, “As transformações que a capoeira pode trazer para a criança e para a cultura corporal”, “Oralidade como transmissor de conhecimento nas comunidades tradicionais de terreiro”,”‘Tá no Água de Beber’: culto aos ancestrais na capoeira” e “Sustentabilidade na capoeira”.

As atividades serão realizadas no Anfiteatro do Dragão do Mar e no Anfiteatro Beira Mar, no SESC Iracema e no Mercado dos Pinhões. Na comunidade do Riacho Doce, onde o CECAB desenvolve um trabalho social, também será desenvolvido um intercâmbio França – Brasil entre jovens do Ceará e jovens da Associação Capoeir’Art de Marseille – França.

 

Serviço

V Festival Internacional de Capoeira e Tradições Afrodescendentes – Tribos, Berimbaus e Tambores

 

Data: Dos dias 23 a 29 de julho (nos dos últimos dias será na praia de Parajuru).

Locais: Anfiteatro do Dragão do Mar e Beira Mar, SESC Iracema e Mercado dos Pinhões.

Mais informações: www.ecab.org.br

 

Fonte: Agência da Boa Notícia

 

Sobre o CECAB

 

O CECAB é uma associação civil sem fins lucrativos de Utilidade Pública Municipal e Pontinho de Cultura de Fortaleza, fundada em 2002 por Robério Queiroz, conhecido na capoeira como Mestre Ratto. Nossa missão é valorizar e difundir a cultura afrobrasileira e promover a inclusão social de famílias em situação de vulnerabilidade social e pessoas com deficiência.

 

Missão:

Oficina de Instrumentos: Fabricação de atabaque, berimbaus, pandeiro e instrumentos afins, aulas de percussão;

Palestras sobre educação: Sexualidade, saúde, comportamento, preservação do meio ambiente;

Reforço e acompanhamento do desempenho escolar;

Enriquecimento da cultura: Palestras, demonstrações culturais, aulas de dança oficinas de teatro;

Alimentação Básica: Lanches durante as atividades, doação de cestas básicas

Integração com a comunidade: Promover atividades que envolvam os pais das crianças.

Aulas de Apoio: Aulas de reforço escolar onde as crianças podem ser orientadas no conteúdo disciplinar da escola.


Objetivos:

Criar turmas de aprendizado da capoeira em diversos bairros da cidade, resgatando a cidadania de crianças e adolescentes em situação de risco social.

Preservar e difundir a cultura afro-brasileira através dos ensinamentos de uma de suas mais populares expressões: A Capoeira.

Transformar a capoeira num ofício, habilitando o aluno a exercer a atividade profissionalizante.

Respeitar e defender os direitos das crianças.

Informar e conscientizar a população dos problemas enfrentados por crianças que não tem acesso aos recursos básicos de sobrevivência e vida decente, sensibilizando a sociedade através de campanhas realizadas pelo projeto;

Adquirir subsídios através de doações e adoções (que coletam dinheiro) para investir em trabalhos que já foram iniciados e organizados em Fortaleza pelo Capoeira Brasil.

Enriquecer o método de Educação lúdico abordado através da capoeira, incentivando a participação do jovem nas manifestações culturais;

Capacitar professores de capoeira;

Contribuir com o turismo no Ceará, apresentando espetáculos e apresentações durante a alta estação de férias oferecendo melhores e mais ricas opções de lazer e entretenimento e incentivando a presença dos visitantes para conhecer um pouco da cultura do Brasil;

Divulgar a arte da capoeira, não apenas no seu aspecto esportivo, mas também como manifestação da cultura;

Divulgar a participação dos afros – brasileiros na construção da nação e da história;

Desenvolver a formação de crianças, jovens e adultos, possibilitando uma formação cultural mais ampla através de espetáculos.

A participação da Criança no Projeto

 

Para participar do projeto o aluno tem que em principio, freqüentar a escola. A exigência quanto à escolaridade faz sentido na medida em que, como é sabido, o desligamento da escola é o primeiro passo para a criança ou adolescente ser engolido pela engrenagem que embrutece, marginaliza, finalmente leva ao crime. Aqueles que não estudam são orientados a retornar à escola, recebendo um acompanhamento mais sistemático.

O aluno do Água de Beber, basicamente, pertence à família de baixa renda, que recebe de zero a três salários mínimos inserida no mercado informal de trabalho. São meninas e meninos pobres que estudam em escolas públicas. Alguns até trabalham para ajudar no sustento da família. No processo de formação, são levados em consideração os diversos aspectos da vida do aluno, relacionados com a etnia, família, educação sexual, uso de drogas, escolaridade e cidadania.

Alem desses fatores, há a possibilidade de transformar a capoeira num oficio, habilitando o aprendiz – elemento multiplicador – a exercer uma atividade profissionalizante.

A metodologia arte-educação tem transformado o comportamento dos jovens. É a descoberta do indivíduo que passa a se reconhecer como ser pensante, com um olhar mais criativo e indagador. Impulsiona a continuidade do trabalho e nos dá energia para prosseguir na luta para construção de um futuro melhor.

A existência desse projeto é de grande importância para a sociedade e urge a necessidade de manter ampliar e revitalizar o núcleo.

Competição: Rio-pedrense é vice-brasileiro de capoeira

Com capoeiristas de diversas regiões do país, competição foi de alto nível

O capoeirista Vanderlei de Souza França, conhecido como Jamaica, retornou da cidade de Jales (interior de São Paulo) com o troféu de vice-campeão brasileiro de capoeira, um feito e tanto para o atleta que começou a praticar o esporte com 17 anos. Jamaica disputou a competição em 9 e 10 de dezembro, na categoria Amadora. Enfrentando capoeiristas de diversas regiões do país, disse que a competição é de alto nível. “Enfrentei adversários do Ceará, Alagoas, Paraná. Empenhei-me ao máximo para trazer o ouro, porém, não foi dessa vez”, disse o jovem de 22 anos.

O professor de capoeira e mestre de Jamaica, Joaldo Gonçalves de Oliveira, acredita que o resultado foi bastante positivo e destacou as qualidades técnicas do aluno. “Durante a competição ele demonstrou um profundo conhecimento técnico e tático do jogo de capoeira. O bom desempenho dele se deve ao trabalho sério que desenvolvemos em nossas aulas, além da dedicação do Jamaica nos treinos”.

Dedicação essa que fez com que Jamaica de aluno se tornasse monitor do projeto “Joba Capoeira”, ministrando aulas de capoeira. “Comecei como aluno dentro do projeto e hoje com a orientação do mestre dou aulas”. E sobre a importância da capoeira na vida, o garoto conta que o esporte foi “divisor de águas”. “Antes eu era simplesmente um estudante, um trabalhador rural. Depois que tive contato com a capoeira, me tornei um bom marido, um cidadão, um ótimo funcionário”.

Desta forma, o projeto “Joba Capoeira” vai cumprindo o seu objetivo social. “A nossa meta é que o aluno aplique no dia a dia os conhecimentos adquiridos na capoeira. Autoconhecimento, respeito pelo próximo, solidariedade são esses os nossos valores”, comentou Joba.

 

Fonte: http://www.tribunatp.com.br

Capoeira, Amizade e a Vida

É engraçado como a capoeira tem o poder de convergir, de tocar as pessoas em seu intimo…

Sentimos isso na roda, quando estamos envoltos pela musicalidade, pelo transe e ancestralidade do ritual…

Sentimos isso na vadiação ou no jogo ligeiro… não importa se é Angola ou Regional…

O que importa é ser Capoeira!!!

 

Sentimos a magia da capoeira quando entendemos que são preciso duas pessoas para ela poder existir… sozinho eu não poderia “jogar” capoeira…

Quando vemos a alegria no rosto do camarada, na simbiose de movimentos, na dança de guerreiros… na tradição, na convergência entre “velho” e “novo”, na tradução da sabedoria em luta de e para a liberdade…

 

Existe um respeito entre os companheiros… existe uma permuta entre a Arte e a Luta…

A capoeira reflete a vida… as experiências, os aprendizados, a amizade, a traição, a entrega, a inveja, a discórdia e o amor… fazem parte da nossa arte.

A maturidade vem com o tempo… assim é na vida e assim é na capoeira…

A “Roda de Capoeira” tem o seu significado… ela representa o MUNDO…

 

E este dá muitas voltas…

O que fica pra sempre são as histórias… as vivências, as lições e os tombos que tomamos neste “jogo da vida”…   !? Ginga… dela nasce toda a capoeira…

A malícia e a mandinga são companheiras do capoeirista…

Bom Capoeirista não é aquele que “Joga Bem” mais sim aquele que a “Vive Bem”

O verdadeiro capoeirista é um semeador… um cultivador… e um eterno aluno… que esta aberto para aprender todos os dias com convicção e humildade…

Axé!

Salve a Capoeira, a Amizade e a Vida…


Obrigado, Mestre Decanio, Pedrão de João Pequeno, Mestre Umoi, Prof Acursio Esteves, Anderson Fetter, Luis Fernando Goulart, Mestre Kadu, Mano Lima, Mestre Jean Pangolin, Maira Hora, Simone Mariotto, Mestre Joel Pires, Careca, Beija-Flor, Cruzeiro São Francisco, Renato Bendazolli, André Pessego, Mestre Wellington, Paulo Perkov, Mestre Burgues, Teimosia, Neila Vasconcelos, Marco Antonio, grandes Malungos e responsáveis diretos pelo sucesso do Portal Capoeira.

“Sozinhos somos fortes, mais juntos somos ínvenciveis…”

 


Obrigado Miltinho Astronaulta (www.capoeira.jex.com.br), pelo companheirismo, dedicação e o carinho que vc tem pela capoeira… continue em frente…
Foto: Mestre Decanio: Médico e Capoeirista. Aluno de Mestre Bimba. Mentor e Patrono do Portal Capoeira.
Visite: Capoeira da Bahia – capoeiradabahia.portalcapoeira.com/

RJ: 10º Batizado e Encontro Ecológico de Capoeira

O nosso X BATIZADO e ENCONTRO ECOLÓGICO DE CAPOEIRA ocorrerão nos dias 18 e 19 de setembro no Clube do Condomínio Novo Leblon e no Bosque da Barra, ambos situados na Barra da Tijuca.

O ENCONTRO ECOLÓGICO é um evento cultural e de educação ambiental, criado pelo professor Feinho em 2001 e visa despertar valores como a preservação e valorização da cultura popular bem como dos indivíduos da sociedade e do meio ambiente.

O BATIZADO é um evento tradicional onde o aluno iniciante é reconhecido como capoeirista pela comunidade da capoeira. No evento, mestres e professores são convidados para batizar os alunos, reconhecendo os esforços dedicados por este à capoeira. O Batizado ocorre juntamente com a troca de graduações (corda), que indica o nível do aluno nesta arte.

Juntamente com o BATIZADO e o ENCONTRO ECOLÓGICO, faremos um SHOW DE CULTURA POPULAR PARA A PAZ no Restaurante do Clube do Condomínio Novo Leblon logo após o Batizado.

No domingo teremos uma RODA em comemoração às novas graduações recebidas por nossos aprendizes. À tarde acontecerá uma atividade extra, nós faremos parte do evento Aldeya Jacarepaguá, na Escola SESC de Ensino Médio, onde ministraremos uma oficina de berimbau (cada participante construirá e levará o seu berimbau para casa – vagas limitadas –

 

inscrições através do e-mail assessoriadeculturaesem@gmail.com

 

PROGRAMAÇÃO:

18/09 – Sábado

Manhã

Encontro Ecológico – Bosque da Barra

9:00 – Chegada

9:15 – Oficina de Cultura Popular  Brasileira

( p/pais e filhos)

10:30 – Lanche

10:45 – Aula de Capoeira c/ M.Peixinho p/ adultos

e Prof Renata p/ crianças.

11:45– Roda das manifestações populares brasileiras

12:40 – Encerramento manhã

Tarde

Batizado e Troca de Cordas – Novo Leblon

15:00 – Batizado e Troca de Graduações

17:00 – Lanche e Entrega de Certificados

18:00 – Show de Cultura Popular para a Paz

19/09 – Domingo

Manhã

Praia da Barra Posto 7

10:00 ás 12:00 –  Roda Comemorativa

Tarde (Atividade Extra)

Escola SESC de Ensino Médio – Aldeya Jacarepaguá

14:00 – Oficina de Berimbau  

(vagas limitadas)

Projeto da prefeitura de Quatis forma capoeiristas

A Secretaria Municipal de Esporte, Cultura, Lazer e Turismo, realiza neste sábado (4), a cerimônia de Batizado e Troca de Cordas dos alunos que participam do projeto de capoeira, mantido pela prefeitura de Quatis.

O evento, realizado em parceria com o Grupo Muzenza, tem como objetivo a formação de novos profissionais da capoeira, bem como novos cidadãos.

Segundo o supervisor do grupo Muzenza em Quatis, André Nascimento, também conhecido como Mestre Quati, este é um momento único para aluno, que oferece oportunidade de crescimento cultural e profissionalizante.

“O batizado e a troca de corda possibilitam ao capoeirista o conhecimento cultural e aprimoramento técnico, pois a capoeira é uma luta e a cultura, uma sabedoria”, disse André.

A abertura da cerimônia será às 18h, com um curso de roda aberta ministrado pelo diretor nacional do Grupo Muzenza de Capoeira, Mestre Burguês, e apresentação de saltos. Logo após, haverá o batizado dos novos capoeiristas, que receberão das mãos do Mestre Quati, a corda de cor cinza – representando o primeiro estágio de um lutador de capoeira.

“Depois dos iniciantes, os graduados trocarão as cordas. Aí, um a um fará uma apresentação ao Mestre Burguês, que avaliará o ritmo e a parte técnica do atleta, entre outros”, explicou o supervisor do grupo.

De acordo com o secretário de Esporte, Cultura, Lazer e Turismo, Carlos Vagner, este momento é muito válido para o aluno, porque, além de trazer cultura e educação, aplica ganhos como a valorização pessoal e a propagação da capoeira.

“Para a cidade, um evento como este proporciona a busca da valorização e o resgate da arte da capoeira. Sem falar em lazer e entretenimento para a população”, destacou o secretário.

A cerimônia de Batizado e Troca de Corda do Grupo Muzenza de Capoeira acontecerá no Ginásio Poliesportivo, no bairro Nossa Senhora do Rosário.

 

http://www.diariodovale.com.br/noticias/4,27477.html

Grupo Negaça Capoeira Angola 15 anos de fundação

O Grupo Negaça Capoeira Angola foi fundado em 01/07/1995 sob coordenação do Mestre Cavaco no bairro paulistano da Bela Vista.

Hoje o espaço está localizado no bairro da Vila Guilherme e a quase 7 anos é desenvolvido neste local uma Roda Mensal onde recebemos amigos de diversas regiões de São Paulo, Brasil e de outros países, sendo um dos principais pontos de encontro da Capoeira Angola na Capital de São Paulo.

Este espaço recebeu o nome de Barracão da Fábrica do Mestre Cavaco, pois além das Rodas Mensais e Aulas M. Cavaco trabalha em um Barracão onde funciona sua fábrica instrumentos musicais artesanais.

No dia 03 de julho o Grupo Negaça Capoeira Angola irá comemorar 15 anos de fundação, onde M. Cavaco, C.M Gaúcho e o Prof. Ratão permanecem desde sua fundação. Neste mesmo dia M. Cavaco estará formando seu aluno C.M Gaúcho á Mestre Gaúcho sendo seu primeiro aluno a chegar a essa graduação.

Fica aqui nosso convite a todos que queiram participar da nossa Festa do dia 03/julho e dos nossos encontros mensais  (realizado todo primeiro sábado de cada mês), acompanhe nossa programação, fotos, histórico no site: www.negaca.com.br

Prof. Ratão
Barracão da Fábrica do Mestre Cavaco
Rua Marieta da Silva 197 – Vila Guilherme – SP – CEP: 01507-007
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