Blog

ancestralidade

Vendo Artigos etiquetados em: ancestralidade

Abril pra Angola

APRESENTAÇÃO  

A Associação Cultural de Capoeira Badauê  apresenta aqui a vontade coletiva de organizar um momento de intensa vivência da capoeira angola e suas raízes: o Abril pra Angola. Em sua terceira edição o Abril pra Angola configura-se num evento que ganha cada vez mais destaque nacional e internacional, aprimorando sua abordagem nesta manifestação cultural afro-brasileira que representa uma vivência em forma de dança, arte, luta, jogo e ritual.

JUSTIFICATIVA

A Capoeira Angola no Estado do Ceará está em processo de construção de sua identidade.  Apesar de ter desenvolvido um campo de ações importante e de já ter obtido projeção internacional, no Estado do Ceará a capoeira angola ainda pode ser considerada nova e pouco representada nos eventos que ocorrem aqui. O Ceará se ressente da oportunidade de um encontro de estudo e fomentação de um público novo a fim de se tornar referência enquanto centro de formação  de CAPOEIRA ANGOLA. Além disso, o evento é motivado pela criação de um momento de intensa vivência da capoeira angola e suas raízes ancestrais. Ora sabemos que a capoeira angola oferece a possibilidade do individuo que a exercita reconhecer as suas raízes e a importância da cultura africana para a formação e construção das práticas cotidianas. Essa afirmação da origem e da cosmovisão africanas faz muita falta no Ceará onde ainda impera a falsa idéia de não haver negros nem raízes africanas relevantes. Assim, um encontro como o nosso permite fortalecer nos praticantes de capoeira angola um senso de ancestralidade e pertencimento étnico de valorização e reconhecimento das africanidades.

OBJETIVO GERAL

– Promover um momento de intenso estudo e vivência da prática de capoeira angola e sua ancestralidade africana.

CECA Florianópolis – Ancestralidade na Roda

Convidamos todos vocês para o evento que estamos realizando em Florianópolis, com o tema Ancestralidade na Roda, sejam bem vindos.

Academia João Pequeno de Pastinha – Centro Esportivo de Capoeira Angola – Florianópolis na direção do Mestre Faísca promoverá Oficina de Capoeira Angola, com a temática “Ancestralidade na Roda”. A Oficina faz parte de uma série de vivências proporcionada pela passagem do Mestre Faísca na ilha de Florianópolis.  Nos dias 13 e 14 estará ocorrendo atividades abertas a comunidade, na qual no dia 13 haverá exibição de um Vídeo Documentário sobre a vida do Mestre Pastinha e sua importância para História da Capoeira; e no dia 14 a Oficina de Capoeira Angola. Após as atividades teremos oportunidade de dialogar e refletir junto às orientações do Mestre.

Diante de nossa cultura Ocidental em que se estimula exageradamente o imediatismo, e muitas vezes desprezam importantes referenciais históricos, que o contato com os mestres desta arte se faz indispensável e fundamental para a construção do conhecimento que tem como base de transferência a Oralidade. É no empenho de possibilitar essas vivências que focamos a questão histórica e Ancestral da Capoeira angola, e mais especificamente do Centro Esportivo de Capoeira Angola, no sentido da construção e fortalecimento dos valores e princípios preservados pelo mestre Pastinha, e mantidos vivos pelo Mestre João Pequeno

Os valores e princípios da capoeira angola fazem dela um instrumento poderoso de desenvolvimento pessoal e social. Sua prática ajuda a estimular a concentração, equilíbrio físico e mental, além de promover integração social. Neste universo cultural todos devem ser incluídos, pois sua ritualística acontece a partir da integração de um coletivo, e deve prevalecer uma dinâmica que possibilite uma interação comunitária para além das relações individualistas tão presentes na nossa sociedade moderna.

A Academia João Pequeno de Pastinha – Centro Esportivo de Capoeira Angola – Florianópolis existe desde meados de 2004, e tem o desafio de dar continuidade a semente do Mestre Pastinha e contribuir para mantê-lo vivo na roda da Capoeira Angola, dado a sua importância e riqueza para a história e cultura de nosso país. Vicente Ferreira Pastinha morreu no ano de 1981, e durante décadas dedicou-se ao ensino da Capoeira. Mesmo completamente cego, não deixava seus discípulos. Ele continua vivo nos capoeiras, nas rodas, nas cantigas, no jogo. Ele morre em corpo, mas vive em espírito, e deixa um legado que é referência para nós deste Centro. E como nesta cultura devemos respeitar e valorizar os mais experientes, celebramos o Dr. Mestre João Pequeno como referência maior da ancestralidade desta arte, já que há 28 anos ele vem tomando conta e supervisionando os fundamentos da Capoeira Angola, que foi confiado pelo Mestre Pastinha.

Mestre Faísca - Ancestralidade na Roda - Florianópolis“João, você toma conta disto, porque eu vou morrer mas morro somente o corpo, e em espírito eu vivo, enquanto houver Capoeira o meu nome não desaparecerá”. Mestre Pastinha

Vibrações Positivas,

Mestre Faísca

A.J.P.P. – C.E.C.A. – Rio Vermelho

www.ceca-riovermelho.org.br

tel: (71) 8813-9060

Cia. Baobá de Arte Africana e Afro-Brasileira apresenta novo espetáculo Ancestralidade: “Herança do Corpo”

Nova montagem da companhia faz referências às heranças culturais africanas, e conta com direção e coreografias de júnia Bertolino, direção cênica Evandro Nunes, consultoria de Rui Moreira, preparação corporal Mestre João Bosco e direção musical de Mamour Ba.

As expressões artísticas que vigoram no tempo secularmente do continente-berço da humanidade à imensa afro-diáspora chamada Brasil, transmitidas pelo movimento, ritmo, batuque, teatro, canto e poesia. Em resumo, essa é a essência do trabalho da Companhia Baobá de Arte Africana e Afro-brasileira, coordenada pela bailarina, coreógrafa e atriz Júnia Bertolino.

O Espetáculo  da  Cia  Baobá de  Arte  Africana e  Afro-Brasileira ressalta os valores das culturas da África e suas respectivas heranças no Brasil, como a oralidade, ancestralidade e identidade. Todos esses elementos são representados nas esquetes: “Ritual da Graça”, o “abre-caminho” do espetáculo em que as mulheres – que predominam na companhia – dançam com asas de borboleta em reverência ao matriarcado das diversas sociedades africanas, entre os cantos entoam o verso “Filho Brasil pede benção à Mãe-África”; “Universo Feminino”, que ressalta o papel da mulher na comunidade com toda sua altivez, graciosidade e valores; “Djembola”, que segundo Mamour Ba, que deu o nome, em que as mulheres dançam pedindo chuva para a fartura da colheita; “Ginga do Corpo”, que presta homenagem ao mestre Pastinha e seus seguidores e à capoeira angola;  “Dança Ancestral”, momento de reverência e louvação aos orixás, e “Africana”, que faz reflexões sobre a dança afro na cena contemporânea. A direção musical é do músico senegalês Mamour Ba – que participa da trilha junto com seu filho Cheikh Ba -; com preparação corporal de Mestre João Bosco, da Cia. Primitiva de Arte Negra; cenário de Luciana dos Santos; figurino de Marcial Ávila e Lu Silva; e consultoria artística do bailarino e coreógrafo Rui Moreira, diretor da Cia. SeráQuê?.

 “Ancestralidade: Herança do Corpo” foi construído a partir de agosto, sendo um desdobramento do espetáculo anterior, “Quebrando o silêncio”. Agora, através do patrocínio da CEMIG, via a Lei Federal Rouanet de Incentivo à Cultura, a Cia. Baobá apresenta a nova montagem. No processo, os atuais 14 integrantes da companhia – entre bailarinos, atores e percussionistas – tiveram um momento de formação. O consultor do espetáculo, Rui Moreira, deu oficinas de dança contemporânea. Também participaram dos momentos de formação com os integrantes, Mamour Ba, com canto, dança e percussão da África; o percussionista Carlinhos Oxóssi, com oficinas sobre os ritmos da tradição religiosa afro-brasileira; Marquinho do grupo Encaixa Couro, sobre brincadeiras de roda e o batuque; Mestre João Bosco, com oficinas de capoeira angola e dança afro-brasileira, e Evandro Nunes, do Teatro Negro e Atitude, na preparação cênica.  

 

Sobre a Cia. Baobá

Criada em 1999, por Júnia Bertolino junto com o também bailarino e coreógrafo William Silva e o músico Jorge Áfrika, a Cia. Baobá de Arte Africana e Afro-brasileira surgiu para resgatar no cenário das artes cênicas de Belo Horizonte a representação e valorização das matrizes africanas presentes na identidade do povo brasileiro, retratados através da dança, música, poesia e teatro, a partir de pesquisas sobre a presença dessas matrizes no caldeirão da cultura nacional. Este ano Cia. Baobá completará dez anos de estrada e apresentar seu novo espetáculo de dança, intitulado “Ancestralidade: Herança do Corpo”. Concebido, dirigido e coreografado por Júnia Bertolino e direção cênica Evandros Nunes, sendo  que  o  primeiro  trabalho  da  Cia  é o  espetáculo Quebrando o Silêncio.  

 

Sobre Júnia Bertolino            

Com formação em comunicação social (jornalismo) e Antropologia com especialização em Estudos Africanos e Afro-brasileiro, Júnia iniciou-se na dança afro em 1995, no Centro Cultural da UFMG com o professor Evandro Passos, criador da Cia. de Dança Afro-brasileira Bataka. Nessa época, foi convidada para ser uma das bailarinas da Bataka, a primeira companhia a que pertenceu, com a qual viajou para apresentações na Itália, durante o Festival Internazionale del Folklore, em Roma. Foi bailarina convidada dos espetáculos “Brasil Mestiço” (1996) e “Kizomba – 500 anos”, da Cia. Danç’Arte de Marlene Silva.            

Em 1997, passou a integrar a Cia. de Arte Primitiva, dirigida pelo Mestre João Bosco, com quem aprimorou sua técnica na dança. Até que em 1999, fundou junto com Jorge Áfrika e William Silva a Cia. Baobá de Arte Africana e Afro-brasileira.            

Dentre muitas apresentações e espetáculos, em 2007, Júnia foi convidada para integrar o Coletivo Afro Minas, criado pelo bailarino Rui Moreira, para montar e encenar no Verão Arte Contemporânea o espetáculo “Thiossan” (na tradução em wolof quer dizer “tradição”), dirigido por Mamour Ba, em que dividiu palco com o próprio Rui e o Mestre João Bosco, com trilha do grupo Conexão Tribal African Beat, de Mamour. No cinema, destacam-se as participações nos filmes “Uma Onda No Ar” (2001), de Helvécio Ratton, e “Vinho de Rosas” (2003), de Elza Cataldo. No teatro, participou das peças “Besouro Cordão de Ouro” (2007), de João das Neves, e do espetáculo montado na 4ª edição do Festival de Arte Negra (FAN) pelo Coletivo FAN da Cena, intitulado “Árvore do Esquecimento”, dirigido por Grace Passô, Luis de Abreu e Jessé de Oliveira. Atualmente  faz parte da Diretoria de Arte do NEGRARIA – Coletivo de Artistas Negros/as.  

 

Ficha técnica:  

 

“Ancestralidade: Herança do Corpo”, da Cia. Baobá de Arte Africana e Afro-brasileira

Direção geral e coreografia: Júnia Bertolino

Direção Cênica: Evandro Nunes

Direção musical: Mamour Ba

Consultoria artística: Rui Moreira

Preparação corporal: Mestre João Bosco

Figurino: Marcial Ávila e Lu Silva

Cenário: Luciana dos Santos

Iluminação: Geraldo Otaviano

Cabelos e maquiagem: Dora Alves, Marisa Veloso e Lú Santana

Registro fotográfico e audiovisual: Netun Lima, Renata Mey e João Álvaro

Elenco: Júnia Bertolino, William Silva, Fred Santos, Alex Diego Tamborilar, Eric Delo, Jander Ribeiro, Evandro Nunes, Lu Santana, Lu Silva, Andréia Pereira, Gaya Dandara Campos, Gabriela Rosário, Camila Rievers,  Gilmara Guimarães e Marisa Veloso.

Elenco convidado: Mestre João Bosco

Músicos convidados: Mamour Ba e Cheikh Ba  

 

Serviços:

Espetáculos:  quebrando  o   silêncio  e  “Ancestralidade: Herança do Corpo”, da Cia. Baobá de Arte Africana e Afro-brasileira

 

Contato para show e informações: (31) 99176762  ou  3467-6762  

baoba.arteafricana@gmail.com   juniabertolino@yahoo.com.br   

site: http://www.myspace.com/ciabaoba

 

Cultura: Mestre Moraes & 25 anos do Ilê Asipá

Mestre Moraes, um dos principais expoentes da Capoeira Angola, que ao longo dos anos vem se destacando de forma ímpar na preservação da essência da "capoeira mãe" e na preocupação com a ancestralidade do ritual que envolve a Capoeira de Angola, foi o convidado especial da festa cultural e religiosa em homenagem aos 25 anos do Ilê Asipá, onde afirmou que "Enquanto manifestação de matriz africana, a capoeira é regida pelo princípio ancestral. É nos antigos mestres que nos espelhamos para manter viva essa tradição”.
Mestre Moraes é O coordenador do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho (GCAP)
Luciano Milani


DVD registra história dos  25 anos do Ilê Asipá
Salvador – Os 25 anos de trajetória da Sociedade Religiosa e Cultural Ilê Asipá serão registrados em um DVD que teve projeto aprovado pelo Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet. A gravação das imagens foi feita durante o evento que comemorou o aniversário da casa, entre os dias 19 e 21 de maio. A programação incluiu uma exposição de 300 fotografias – com curadoria de Denisson de Oliveira – que são um registro histórico das mais de duas décadas do espaço, localizado no bairro de Piatã, em Salvador, e fundado pelo Alapini Deoscóredes Maximiliano dos Santos, o Mestre Didi.
 
Outros destaques foram o concerto da cantora soprano dramática Inaycira Falcão dos Santos e o seminário sobre Ancestralidade Existencial – coordenado pela antropóloga Juana Elbein dos Santos – e com a participação de pesquisadores da Bahia e de outros estados, além do artista plástico Emanuel Araújo. Todas as palestras foram transcritas e serão editadas para posterior divulgação.
 
Capoeira – Uma roda de capoeira comandada pelo Mestre Moraes deu a largada para o último dia do evento que comemorou os 25 anos da Sociedade Religiosa e Cultural Ilê Asipá. O coordenador do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho destacou a ligação da capoeira com a ancestralidade.
 
“Enquanto manifestação de matriz africana, a capoeira é regida pelo princípio ancestral. É nos antigos mestres que nos espelhamos para manter viva essa tradição”, afirmou Pedro Moraes Trindade, o Mestre Moraes.
 
A noite teve ainda a exibição dos filmes Panteão da Terra e O Emocional Lúcido, ambos produzidos pela Sociedade de Estudos da Cultura Negra no Brasil, a SECNEB, e dirigidos pela antropóloga Juana Elbein dos Santos. “Essas obras tentam suprir a falta de um material que substitua com dignidade e profundidade a tradição de matriz africana no Brasil”, destacou o pesquisador Marco Aurélio Luz, mediador do debate realizado após a exibição do material audiovisual.