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Mestre Waldemar e sua turma através das lentes de Marcel Gautherot

Mestre Waldemar e sua turma através das lentes de Marcel Gautherot

Nos últimos dias, postei diversas fotos em preto e branco do Mestre Waldemar e sua turma. Todas e esta foto foram feitas pelo Francês Marcel Gautherot que leu o livro Jubiabá de Jorge Amado e ficou fascinado pelo povo Brasileiro e viajou pro Brasil aonde trabalhou muito tempo até que veio a falecer no Rio de Janeiro em 1996.

Ele e Pierre Verger tiraram muitas fotos, nas decadas 40, 50, 60… não apenas de arquitectura e panoramas mais do povo e seus costumes no Brasil. Foi este interesse próprio no povo junto com o talento que os destacaram. De Marcel Gautherot existem alguns livros porém estas fotos aqui postadas não foram publicadas em nenhum deles.

Seria muito interessante utilizar as fotos para perguntar a velha guarda de capoeiristas que viveram esta época se reconhecem as pessoas, os locais e os hábitos do tempo para dar mais conteúdo a estas imagens.

Jeroen Verheul Rouxinol Capoeira

 

 

O camarada Rouxinou, capoeirista e pesquisador, nos brindou com esta excelente e inédita compilação de imagens históricas feitas pelo fotografo Francês Marcel Gautherot que após ler Jorge Amado ficou fascinado pela cultura e pelo povo Brasileiro. Marcel viajou para o Brasil aonde trabalhou muito tempo seu carinho e amor pelo nosso país era tanto que Marcel “escolheu como seu porto de repouso” o Rio de Janeiro, onde faleceu em 1996 com oitenta e seis anos de idade.

 

Galeria: Mestre Waldemar e sua turma através das lentes de Marcel Gautherot

 

Sobre Marcel Gautherot:

Filho de pais pobres – a mãe operária e o pai pedreiro – viveu a Paris dos anos 20 e foi muito cedo aprendiz numa escola de arquitetura. Nesses anos flerta com o movimento Bauhaus e com as obras de Le Corbusier, deixando incompleto um curso de arquitetura.

Em 1936 participa do grupo que seria responsável pela instalação do Musée de l”Homme e é encarregado de catalogar as peças do museu, começando aí a se dedicar à fotografia. Influenciado pela leitura do romance moderno de Jorge Amado – Jubiabá – decide conhecer o Brasil. Chega ao Brasil em 1939 onde viveu e trabalhou por 57 anos.

Fixa residência no Rio de Janeiro e passa a freqüentar o círculo de intelectuais ligados ao modernismo, conhece Rodrigo Melo Franco de Andrade, Carlos Drummond, Mário de Andrade, Lúcio Costa, Burle Marx, entre outros. Começa a fazer trabalhos de fotografia para o SPHAN, o Museu do Folclore e trabalha para a revista O Cruzeiro.

Em 1986, juntamente com Pierre Verger, recebe, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, o Prêmio Golfinho de Ouro na categoria Fotografia.

Ilustrou inúmeras revistas de arquitetura e quase todos os textos sobre Burle Marx. Sua coleção é composta de mais de 25 mil negativos e atualmente pertence ao Instituto Moreira Sales no Rio de Janeiro. Percorreu 18 estados brasileiros fotografando, registrando o povo brasileiro, sua arquitetura, suas festas. Sua coleção é um vasto retrato da diversidade cultural do país. Morreu no Rio de Janeiro em 1996 com oitenta e seis anos de idade.

 

 

Sobre Rouxinol: 

http://www.capoeirarotterdam.com

http://www.capoeirabarendrecht.com/

 

+ do Acervo de Rouxinol

2º Encontro Sergipano de Capoeira Muzenza

Abertura com Roda de capoeira será na Orla de Atalaia

No mês de agosto ocorrerá o 2º Encontro Sergipano de Capoeira Muzenza.

O evento terá início no dia 3 com Roda de capoeira na Orla de Atalaia às 19h30. Mais informações por meio do wesleysabia@yahoo.com.br.

Confira a programação completa:

Dia 03 : Abertura do evento com Roda de capoeira na Orla de Atalaia às 19:30h

Dia 04 : Grande aulão para criança e adultos com os mestres convidados. Mestre Burguês/RJ – Presidente do Grupo Muzenza de Capoeira, Mestre Abano/RJ e Contra Mestre Busca Longe/SP – Bicampeão Mundial de Capoeira.

Local: IFS – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe (antigo CEFET). Avenida Eng. Gentil Tavares da Mota, 1166 – Bairro Getúlio Vargas, Aracaju/SE.

Dia 05 : Troca de corda e apresentação de Maculelê.

Local: IFS – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe (antigo CEFET). Avenida Eng. Gentil Tavares da Mota, 1166 – Bairro Getúlio Vargas, Aracaju/SE

http://www.infonet.com.br

Obra de drenagem revela porto de tráfico de africanos escravizados no Rio de Janeiro

Tesouros do Brasil Imperial estão sendo revelados por uma obra de drenagem na Zona Portuária do Rio de Janeiro. Há pouco mais de um mês funcionários da prefeitura carioca encontraram duas importantes referências do século XIX: o Cais do Valongo – onde desembarcaram mais de um milhão de negros escravizados; e o Cais da Imperatriz – construído para receber Teresa Cristina, que se casaria com Dom Pedro II.

O tesouro arqueológico estava escondido sob a Avenida Barão de Tefé da Zona Portuária há pelo menos um século. A estrutura do antigo Cais da Imperatriz surgiu com as escavações para a revitalização do local e, logo abaixo dele, surgiram também evidências do que seria o Cais do Valongo, o maior porto de chegada de escravos do mundo.

PESQUISA – No início, a equipe do Museu Nacional / Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que acompanhava a obra não tinha sequer certeza da existência do Valongo. “Não sabíamos se havia sido completamente destruído ou se dele restava ainda algum vestígio”, afirmou Tânia Andrade Lima, pesquisadora responsável pelas escavações, em documento encaminhado à Fundação Cultural Palmares.

Segundo o relatório, os achados representam mais que as pedras lavradas que compõem os calçamentos dos cais. Foram encontrados vestígios de cultura de grupos africanos e afrodescendentes, como cachimbos de cerâmica, búzios usados em práticas religiosas e botões produzidos a partir de ossos de animais. A descoberta é considerada de grande relevância para o resgate e a manutenção das memórias da cidade e do país.

PRESERVAÇÃO – Agora, o governo carioca pretende mostrar ao mundo o lugar onde desembarcaram milhares de homens, mulheres e crianças vindos de África para mudar definitivamente a face e a cultura do povo brasileiro. Para isso já se fala na criação de um memorial que armazene o material encontrado e o histórico da rotina que se seguiu da chegada à venda dos escravizados.

Enquanto as possibilidades são discutidas, a idéia é integrar as descobertas históricas ao novo desenho urbano local, criando um centro de visitação. Já os trabalhos de identificação, caracterização e preservação seguem minuciosos nos laboratórios da UFRJ, ao mesmo tempo em que a prefeitura instala as novas galerias pluviais, desviando o percurso das manilhas, para não destruir o antigo cais.

 

Fonte: http://www.palmares.gov.br/

Mestre brasileiro impressionado com desenvolvimento da modalidade em Angola

Luanda   – O director-geral do Instituto Internacional Terreiro Capoeira, Reginaldo Costa “Squisito”, disse hoje (sábado), em Luanda, estar impressionado com a forma como os jovens angolanos estão a desenvolver a capoeira.

O mestre, que falava à Angop, na cerimónia de baptismo e graduação dos novos capoeiristas, no ginásio Team Elite, afirmou que a capoeira tem origem em Angola e se desenvolveu no Brasil

“Digo isso porque aquando da escravatura, foram levados muitos negros angolanos para as Américas, que se divertiam com estes passos. É por este motivo que o Brasil, em homenagem a Angola, criou o estilo que se denominou capoeira Angola, já praticada em todo mundo”.

Por outro lado, o mestre de estilo capoeira Angola, Luís Marinheiro, disse que o estilo Angola é o mais antigo que o Brasil pratica.

O mestre com mais de duas década de capoeira no Brasil, com lágrimas nos olhos e  emocionado pela forma como foi acolhido na sua primeira visita ao país, afirmou que não tem dúvidas que a capoeira seja cultura de Angola.

Felicitou os mestres angolanos pela preservação da cultura e pelo trabalho que têm vindo a desenvolver na modalidade em Angola.

 

Fonte: http://www.portalangop.co.ao

Mestre André Lacé cutucando a razão e o brio das lideranças fluminenses.

Agenor Moreira Sampaio – Sinhozinho – Capoeira Utilitária.

Cutucando a razão e o brio das lideranças fluminenses ("fluminense", aliás, que não amarelou, ontem, para o habilidoso e milongueiro Boca Junior) – de repente – a eles "realizam" a importância da Capoeiragem do Rio Antigo (e do moderno também).
O fato é que – por enquanto – os capoeiras estão muito além da Capoeira.

Especialmente os daqui do Rio de Janeiro que, antes, eram exemplo modelar para o resto do Brasil (ODC, Plácido, Manduca, Maltas e Turma da Lyra, Zuma, Inezil, Sinhozinho, Hermanny etc, sem precisar a criativa capoeira que era praticada no subúrbio do Rio e na Baixada Fluminense).

Anualmente os governos – municipais, estaduais e federal – gastam milhões com a capoeira.

Agora mesmo, recebo e-mail de Cuba dizendo que tem um grupo de capoeira por lá, patrocinado por verbas públicas brasileiras. Quem seleciona tais grupos?

E quanto as verbas milionárias que acabam de ser liberadas pelo governo federal?

O projeto do professor-doutor Luiz Sergio Dias, carioca da gema, escritor premiado, não foi aprovado. Mas caberá a uma instituição baiana escrever um livro sobre a Capoeira do Rio de Janeiro. Quem seleciona, afinal, tais projetos, sobre quais critérios?

As lideranças fluminenses, seguindo obediente o rebanho, devem estar aplaudindo.

Repito, se Sinhozinho (e outros) fosse baiano, já teria uns cinco diplomas da Câmara dos Vereadores, da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, e de Brasília.

Os baianos não estão errados, o Rio é que poderia voltar a ser o que era.

Imagine uma cerimônia de mudança de placa na Rua Agenor Sampaio, uma outra em função de una guaribada (necessária) no jazigo da família de Sinhozinho, uma outra comemoração no Quilombo Leblon, que também foi imitado, imagine, finalmente (mas sem esgotar o assunto) a publicação de um livro sobre todos esses motes, com algumas apresentações a cargo de um Luiz Sergio, Lamartine e alguns outros.
No outro dia filmei Rudolf Hermanny jogando com um de seus alunos, também veterano. Eu mesmo fiz questão de fazer uma "sombra" com o Rudolf: que noção de espaço e da dinâmica de qualquer luta, que festival de recursos inteligentes e eficazes. A idéia é mandar o filme (ficou muito amador, espero fazer coisa melhor) para a Itália, onde Mestre Coruja vai realizar cursos para as Forças Armadas, com base na capoeira utilitária de Sinhozinho.

Aliás, da Itália, recebo a gravação de uma canção italiana com um excelente berimbau de fundo (para médico-professor baiano algum colocar defeito).

Vou, agora, jogar algum colesterol ao mar e, em seguida, voltar a trabalhar nas memórias da capoeiragem do Rio Antigo.

Parabéns pelo seu trabalho.

André Luiz Lacé

Fonte: http://capoeira-redentor.blogspot.com

Capoeira Mulheres – Entrevista: Virgínia Passos

Até onde podemos chegar?
Iê vamos simbora…


Virgínia Passos – Instrutora de capoeira e professora de Educação Física

 

Virgínia PassosVirgínia Passos
Virgínia Passos – Clique nas imagens para ampliar…

 

1) Como conheceu a capoeira e porque decidiu treinar?

Vi a capoeira pela primeira vez ainda criança na academia de Artes Marciais do Lutador campinense Ivan Gomes, que se localizava bem próximo da minha casa. Naquela época a capoeira era bastante marginalizada e esse 1º contato foi mínimo, na verdade eu não sabia do que se tratava, mas sentia que um dia iria praticar. Posteriormente, já adolescente conheci a capoeira nas ruas e voltei a sentir a energia positiva que a capoeira tem. A decisão de treinar aquela arte que me fascinava foi instantânea, o que não foi de imediato foi encontrar aonde treinar. Passei anos até encontrar um local onde poderia me matricular para conhecer melhor e aprender a capoeira.

2) Qual é sua relação com a capoeira?

No último mês de agosto fez 11 anos que tive a oportunidade de iniciar-me na capoeira. Desde lá eu vivo dentro dela. Eu respiro capoeira. Como diria o Mestre Pastinha: "Eu Como…", ou ainda, vivo nessa "Maldade", na sabedoria do Mestre Bimba.

Em dezembro de 1997 eu fiz um projeto para a Prefeitura do Município da minha cidade, Campina Grande, para colocar nossa arte como componente curricular, esse projeto era para beneficiar o meu antigo professor de capoeira. A proposta era para ele, mas o projeto era meu. A proposta foi aprovada desde que eu atuasse como monitora, pois eu era a proponente. Comecei então a trabalhar com capoeira. Atuava como auxiliar nas aulas do meu antigo professor e o resultado desta conquista foi que aprendi a dar aulas. Procurei me capacitar ao máximo, daí que senti a necessidade de um curso acadêmico, por isso optei pelo curso de Educação Física, minha Tese de Conclusão foi uma pesquisa sobre a história do Mestre Bimba. Por todos esses anos realizei e participei de alguns eventos: Batizados, Seminários, Festivais e Exibições, e assim, fiz muitos amigos, a cada evento, mais amigos. O que eu gosto mesmo é de aprender, de treinar, de sentar no chão e escutar. Não tenho pressa. Sei que vou devotar minha vida inteira à capoeira. Também não me preocupo com graduações, o capoeira vale pelo que ele é, e não, pelo que carrega na cintura. Além dos amigos a capoeira me dá oportunidade de conhecer outros lugares, outras cidades e costumes, permitindo assim, que eu seja capaz de aproveitar todos os bons momentos que a vida tem a me oferecer. Respeito toda diversidade que vejo, e todos os mestres, grupos, ideologias… Procuro entender cada filosofia, mas tenho a minha própria. Já levei muitas rasteiras, na roda e da vida. Sempre tem alguém tentando me derrubar, imobilizar ou até mesmo me afastar da capoeira. Mas como se canta em domínio público:

"Na vida se caí,
se leva rasteira,
quem nunca caiu,
não é capoeira…"

Levanto, dou à Volta ao Mundo e, nos Pés do Berimbau peço proteção a São Bento e volto para o jogo… A vida imita a capoeira e a capoeira imita a vida!!!
Graduei-me no antigo grupo no que fiz parte, onde passei 08 anos. Em 2002 conheci o Mestre Jelon, que também fazia parte do mesmo grupo e, meus valores melhoraram bastante. Foi sob a supervisão dele que realizei os quatro últimos Batizados. Quando o Mestrão resolveu fundar nossa própria identidade, eu não pensei duas vezes, "Meu Grupo é Meu Mestre…". Desliguei-me do antigo grupo sem nenhuma mágoa e tenho muito orgulho em dizer que já fui de lá.

3) Qual a atividade que você desenvolve com a capoeira?

Desenvolvo com a capoeira uma atividade educacional com crianças e adolescentes em situação de risco social. O universo infantil e infanto-juvenil é demasiadamente complexo, por isso para um apoio real ao desenvolvimento psicomotor, cognitivo e afetivo dos mesmos é preciso ‘saber entrar’ neste universo. Boas vivências nessa fase podem ser a diferença entre o sucesso e o fracasso de um indivíduo na idade adulta. A capoeira, devido a sua ludicidade e toda sua gama de movimentos e musicalidade torna-se uma ferramenta eficaz na busca deste desenvolvimento. Eu acredito que a capoeira bem ministrada é uma atividade ímpar na formação de cidadãos, e esse é o meu maior desafio. Atualmente atuo com um projeto sócio-educacional na cidade de Aroeiras no interior da Paraíba, que fica a 56 km de Campina Grande, a cidade onde resido. Atendo as pessoas ligadas a Rede Municipal do Ensino Local e os assistidos pelo PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil), os resultados eu encontro a cada dia, com o desenvolvimento e a capacidade que eles apresentam e, principalmente, nos relatos dos pais, coordenadores e da sociedade local que é gratificante, quanto à melhora no comportamento dos alunos que hoje fazem capoeira.

4) Como sua família lida com uma mulher capoeirista em casa?

Moro com meus filhos e eles são meus melhores amigos. Neles encontro apoio e conforto ao meu estilo de vida, e esse modo de ver deles, é o que me interessa. A opinião dos demais familiares em relação à capoeira é indiferente a minha forma de viver e pensar, é uma opinião oscilante, sem nenhuma base e justificativa. Capoeira é o que eu sou, portanto é meu cotidiano. Ser mãe e trabalhadora faz parte do dia-dia. Capoeira além de ser minha profissão, é também onde eu me realizo como ser humano.

5) Como você vê a importância da mulher na capoeira?

A importância da mulher na capoeira vai muito além de ‘beleza’ que proporcionamos e muitos só conseguem enxergar isso. A mulher conquistou todos os espaços na sociedade moderna e com a capoeira não podia ser diferente. Existem duas formas de atuarmos na capoeira. A primeira é a Mulher Capoeira, aquelas que dedicam sua vida à arte e vivem em harmonia com ela. São mulheres guerreiras e capazes, que provam à sociedade machista que de ‘sexo frágil’ não temos nada. Agimos nas rodas de capoeira e nas ‘Rodas das Idéias’ de igual para igual. Ministramos aulas, cursos, palestras, e, coordenamos trabalhos e grupos. A segunda atuação é nas administrações de grupos, associações e trabalhos onde afirmo que mais da metade da coordenação dos trabalhos com capoeira existentes pelo mundo está sob a administração de uma mulher, que algumas vezes é apenas a namorada, companheira, aluna, mãe ou esposa do ‘líder’ do grupo e ele é quem aparece como coordenador e leva todo o prestígio. Essas mulheres atuam por amor e de corpo e alma á capoeira, e muitas vezes, o amor pelo companheiro estende-se a arte. Deixo aqui os meus sinceros Parabéns a toda Mulher Capoeira, seja esta atuante direta ou uma ‘forte coadjuvante’.

6) Para você o que é ser Mestre de Capoeira, como é sua relação com o mestre e o que ele representa:

Eu tenho minhas concepções sobre ‘mestre’. No meu conceito mestre é aquele que ensina que Dar Lições; é também quem tem um trabalho reconhecido perante a sociedade e o meio capoeirístico e; finalmente, é um título, título de reconhecimento que se adquire com muito trabalho, e dedicação à capoeira acima de tudo. O capoeira que possui um destes itens é ou será um grande Mestre de Capoeira.

7) Quais são seus planos para o futuro?

Tenho como projetos futuros conquistar e conhecer novos espaços e lugares com a capoeira, realizando e participando de eventos. Tenho um projeto para um Campeonato Interno que pretendo realizar no primeiro semestre deste ano. Ampliar e melhorar cada vez mais o meu trabalho no meu Estado é um plano paro o futuro, estendendo-o a outras cidades, sob a orientação do meu Mestre e, por fim, a publicação da minha monografia como um pequeno livreto seria a concretização daquele trabalho.

Gostaria de deixar uma pequena mensagem aos capoeiras. A capoeira tem muitas verdades, e temos que aprender a respeitar as diferença. Além da responsabilidade que carregamos, todos nós temos um papel fundamental na construção da nossa arte e temos a nossa importância. Todo trabalho com a capoeira deve ser respeitável e respeitado. A qualificação também deve ser primordial para quem quer seguir esse caminho, o conhecimento é necessário. Deve ser adquirido através do saber popular dos capoeiras mais experientes, seja com um contato oral, prático ou escrito, paralelo ao conhecimento acadêmico. Essas iniciativas são fundamentais para a qualidade de qualquer trabalho.

Contato: virginiapassos@yahoo.com.br

Livro “A capoeiragem no Recife Antigo – os valentes de outrora”

O livro "A capoeiragem no Recife Antigo – os valentes de outrora" traz um pouco da história da capoeira na sociedade recifense na época dos brabos e valentões, momento em que a capoeira sofria uma forte perseguição e, ao mesmo tempo, era aclamada por algumas classes como sinônimo de valentia e destreza!

Vem, ainda, com histórias e notícias em torno dos capoeiras e bandas de música, dos passistas e dos feitos dos valentes que contribuíram para uma organização social no Recife e para um registro forte da capoeiragem em Pernambuco.

 
Mônica C. de A. Beltrão
monicabeltrao@recife.pe.gov.br
 
 

Pernanbuco: Bloco do Berimbau e homenagem aos 100 anos do Frevo.

O PRIMEIRO BLOCO DE CAPOEIRA DO MUNDO (BLOCO DO BERIMBAU)
 
O bloco foi fundado em 05/05/2002 pelo Mestre ULISSES CANGAIA do GRUPO DE CAPOEIRA LUA DE SÃO JORGE. Saindo no domingo de carnaval  às 09:00 h. da frente da Igreja do Rosário dos homens pretos de Olinda. Pelo 5º ano consecutivo, o bloco desfila pelas ruas de Olinda com mais de 100 berimbaus e mais de 300 capoeiras de vários grupos de Pernambuco e de outros estados, arrastando multidões e contagiando o povo por onde passa com o som dos instrumentos e cantigas do Mestre ULISSES.
Neste ano de 2007 o BLOCO DO BERIMBAU homenageará os 100 anos do FREVO, lembrando que dos passos da capoeira que surgiu o frevo, e essa homenagem não poderia deixar de ser feita.
Os capoeiristas e os passistas de Pernambuco têm grandes motivos para se orgulharem: ter O PRIMEIRO BLOCO DE CAPOEIRA DO MUNDO (BOLCO DO BERIMBAU) e o frevo ter nascido da capoeira em Pernambuco.
 
Os ensaios irão acontecer todas as sextas feiras, iniciando em janeiro até a última sexta antes do carnaval.
 
Local: na sede do bloco em Cidade Tabajara, proximo ao antigo posto da polica rodoviária PE 15 OLINDA DAS 19:30 ÁS 21:00
Você de outro Estado ou País que vem passar o carnaval em Olinda entre em contato conosco para participar do 1º BLOCO DE CAPOEIRA DO MUNDO, Vai ser uma experiência muito legal e você vai ficar na historia, participando de um bloco como esse.
 
Bloco do Berimbau

ENTERRO DO FILHO DO REI

AÚ EM ENTERRO DE FILHO DE REI AFRICANO NO BRASIL

Folheando o "Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil" de Jean Baptiste Debret, deparei com sua gravura #16, onde abaixo da prancha "Enterro duma negra" encontrei o "Enterro do filho de um rei negro" …

Nesta gravura marcamos detalhes que me pareceram sobremodo interessantes para a reflexão dos capoeiristas, como o tambor (atabaque), o dançarino (dança) e a cabriola (au), achados corriqueiros nas manifestações culturais africanas e afro-brasileiras.

A presença da cabriola, nome pelo qual era conhecido na minha infância o aú, comumente associada à capoeira, mostra que este movimento faz parte das manifestações de habilidades físicas na cultura africana. Rubinho Sanches, contemporâneo de capoeira, ribeirino santamarense por origem, refere que durante os sambas e festividades afro-brasileiras eram freqüentes os saltos, cambalhotas, catrâmbias, volteios, "maria escambota" ou como queiram chamar, os aús.
É interessante reavaliar o diagnóstico das maltas de desordeiros, identificadas como "capoeiras" em gravuras do Rio Antigo, pela presença dos aús e pernadas, movimentos comuns na cultura africanas e que também constam do repertório da capoeira baiana.

FOTO-ANÁLISE – GINGADO Decanio e Boinha

Decanio e Boinha
 
O capoeirista ao gingar deve estar relaxado! Para estar relaxado deve estar calmo. Para estar calmo deve estar confiante em si. Para confiar não pode ter medo. Para não ter medo necessita confiar no parceiro e em si mesmo. Para confiar no parceiro deverá obedecer ao ritual e aos preceitos de ética implicitos no jogo da capoeira da Bahia!
As fotos acima exibem a tranqüilidade e o prazer de Boinha, já na terceira idade jogando capoeira com um antigo parceiro.
Observem a foto de conjunto e os detalhes do contexto… tudo é alegria e prazer… o resto é lucro!
A capoeira-jogo pode e deve ser praticada na terceira idade para a manutenção da vitalidade e da alegria de viver!