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Debate na Rio +20 relembra trabalho escravo que recuperou a Floresta da Tijuca

A Rio+20, Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, começou oficialmente na quarta-feira (13) e todas as atenções já estão voltadas para os debates e propostas que devem definir a agenda do desenvolvimento sustentável e da proteção ao meio ambiente para as próximas décadas.

Há 151 anos, muito antes de se pensar em uma conferência dessa abrangência, o Brasil já dava exemplo com um dos casos mais bem sucedidos de ecologia e recuperação: o reflorestamento da Floresta da Tijuca, que após anos de desmatamento, principalmente devido ao plantio de café, foi reflorestada graças ao trabalho iniciado por apenas seis escravos.

Comandados pelo Major Gomes Archer, primeiro administrador da Floresta, esses homens plantaram, entre 1861 e 1872, mais de 100 mil mudas no que depois viria a se tornar o Parque Nacional da Tijuca, um território com mais de 3953 hectares – área que corresponde à cerca de 3,5% da área do município do Rio de Janeiro.

Restauração da natureza – Pensando em relembrar ao mundo esse momento da história, o Ministério da Cultura (Minc) apresentará, no próximo domingo (17), às 16h, a mesa de debate “O Reflorestamento da Floresta da Tijuca: modelo de restauração da natureza”. O evento acontece no Galpão da Cidadania, um espaço voltado para debates sobre a importância da cultura como eixo estratégico do desenvolvimento sustentável.

Segundo Carlos Fernando Delphim, coordenador do Patrimônio Natural – IPHAN, o objetivo do evento é homenagear e relembrar os escravos que trabalharam para que a cidade do Rio de Janeiro não ficasse sem água. “Mais do que recordar a recuperação realizada na Floresta da Tijuca, nós pretendemos mostrar que seis escravos fizeram o mais lindo, mais raro e mais bem sucedido trabalho que nós já tivemos nesse segmento. A Tijuca só é lembrada pela parte bonita, da floresta artificial, mas e quem plantou todas aquelas árvores? E o valor do trabalho dessas pessoas?”, questiona o arquiteto.

O presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Eloi Ferreira de Araujo, que também participará do debate, destaca que a recuperação da Floresta da Tijuca “foi uma iniciativa no século XIX que exemplificou a necessidade de se agir rápido para a sustentabilidade do planeta e no combate aos danos ao meio ambiente. Os negros escravos tiveram uma contribuição especial para a preservação ambiental da Floresta da Tijuca, o que demonstra a intensa participação do negro na história do Brasil e que ainda é pouco conhecida”.

Para Carlos Alberto Xavier, do Ministério da Educação, não se pode permitir que a participação da população negra na construção do Brasil fique para trás e se perca no tempo. “Quando falamos de escravidão, temos que lembrar que as grandes obras que hoje fazem parte do nosso patrimônio cultural nasceram das mãos de negros, como o Parque Nacional da Tijuca, que nasceu de uma paisagem natural reconstruída pelo homem negro”, afirma.

Maior floresta urbana do mundo – Ao longo dos séculos XVII e XVIII, a área onde hoje fica o Parque Nacional da Tijuca foi, em sua maior parte, devastada através da extração de madeiras e da utilização em monoculturas, especialmente o café, gerando sérios problemas ambientais à cidade.

Em 1861, após uma iniciativa de conservação ordenada por D. Pedro II, comandada pelo Major Gomes Archer e executada por apenas seis escravos, um processo de reflorestamento que plantou cerca de 100 mil mudas ao longo de uma década propiciou a regeneração natural da vegetação.

Graças ao trabalho de restauração realizado no século XIX, a Floresta tornou-se, posteriormente, um Parque Nacional tombado pelo IPHAN, foi declarada Patrimônio Natural Mundial pela UNESCO como Reserva da Biosfera e hoje é conhecida como a maior floresta urbana do mundo.

http://www.palmares.gov.br

Muzenza: Mundial Capoeira Brasil 2013

INTRODUÇÃO

A CIDADE DO RIO DE JANEIRO SERÁ A SEDE DO FESTIVAL MUNDIAL DA CULTURA BRASILEIRA , NÃO É SÓ PELA SUA HISTÓRIA DE CAPOEIRA, SAMBA, JONGO E OUTRAS CULTURAS  NA ERA COLONIAL COMO PELA SUA POSIÇÃO GEOGRÁFICA ESTRATÉGICA POSSIBILITANDO A VINDA DE CAPOEIRISTAS DO MUNDO INTEIRO.
SUA BELEZA ARQUITETÔNICA, SUAS BELAS PRAIAS, O SAMBA, O JONGO, O FUNK , O FUTEBOL, AS PRAIAS E A ALEGRIA DO CARIOCA NOS FAZ CHEGAR AO EQUILÍBRIO, PORTANTO A PRESENÇA DOS MESTRES CONHECIDOS MUNDIALMENTE VEM DAR CREDIBILIDADE AOS GRANDES EVENTOS REALIZADOS PELO GRUPO MUZENZA NESSES 41 ANOS DE EXISTÊNCIA.
OBJETIVO
PROMOVER O 1º ENCONTRO DE PROFESSORES , ACADÊMICOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA, PEDAGOGOS, PSICÓLOGOS, PSICOPEDAGOGO E HISTORIADORES, NO INTUITO DE CONTEXTUALIZAR OS DEBATES E NOVAS PROPOSTAS PARA A ARTE DA CAPOEIRA.
O CAMPEONATO MUNDIAL É UMA COMPETIÇÃO DO JOGO DA CAPOEIRA  RESPEITANDO AS TRADIÇÕES E OS FUNDAMENTOS DA RODA.
OS CURSOS DE VÁRIOS SEGMENTOS.
RODA ABERTA DE RUA, PROMOVENDO A TROCA DE DISSEMINAÇÃO DE CONHECIMENTOS, TREINAMENTOS, RITUAIS, E FILOSOFIAS DA ARTE DA CAPOEIRA.
SOB A COORDENAÇÃO DO MESTRE BURGUÊS E COM A PARTICIPAÇÃO DE VÁRIOS MESTRES, AMIGOS, CONVIDADOS E DEMAIS INTERESSADOS, QUE TRABALHAM COM A ARTE DA CAPOEIRA.
APRESENTAÇÃO
DURANTE SÉCULOS O NEGRO FOI ESCRAVO, MALTRATADO E HUMILHADO NA NOSSA TERRA BRASIL, E GRAÇAS A ESSES INFORTÚNIOS, NA ÂNSIA DE LIBERDADE, A CAPOEIRA SURGIU.
SURGIU DO TERROR DAS IMUNDAS SENZALAS, DAS MAZELAS DA ESCRAVIDÃO, DO DESCASO DOS SENHORES E DA TOTAL FALTA DE HUMANIDADE REINANTE. PORÉM, ENQUANTO A ARTE DE RESISTÊNCIA, A CAPOEIRA, NO INÍCIO NÃO FOI TÃO BEM ACEITA ASSIM. PERSEGUIDA E QUASE IRRADICADA, TORNOU-SE FORMA DE VIDA DAS POPULAÇÕES URBANAS, A PARTIR DO SÉCULO XIX. POPULAÇÕES ESTAS MARGINALIZADAS, EM SUA MAIORIA, ATÉ HOJE.
LUTA, DANÇA, JOGO, CULTURA POPULAR, TUDO ISSO É A CAPOEIRA. EM BUSCA DE LIBERDADE DO CORPO E DO ESPÍRITO, A CAPOEIRA CAMINHA RUMO A PROFISSIONALIZAÇÃO. NO ENTANTO, COM RESPONSABILIDADE DE ALGUNS EM MANTER A CHAMA DA ANCESTRALIDADE ACESA, EM UM INTENSO RESGATE A CAMINHO DA CONSCIENTIZAÇÃO DE UMA IDENTIDADE PRÓPRIA.SENDO ASSIM O GRUPO MUZENZA DE CAPOEIRA BUSCA O RESGATE DE NOSSAS TRADIÇÕES E FAZENDO UM TRABALHO INDEPENDENTE DE REGRAS E NORMAS TÃO ESTRANHAS A SEUS VALORES E PROPÓSITOS, BUSCANDO, NO PASSADO DE LUTAS SOCIAIS E CULTURAIS(NÃO PESSOAIS), O CAMINHO QUE DÊ À CAPOEIRA A SUA VERDADEIRA IDENTIDADE.
PROGRAMAÇÃO
DIA 26 E 27 01/2013
1º ENCONTRO DE PROFESSORES E ACADÊMICOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA , PEDAGOGOS, PSICÓLOGOS, PSICOPEDAGOGOS E HISTORIADORES DO GRUPO MUZENZA

I) Na área do Treinamento Físico:
a) A importância da Flexibilidade para a prática da Capoeira.
b) Novos métodos de treinamento como auxiliares na preparação física do atletas de Capoeira: Treinamento Funcional, Treinamento suspenso, Pilates, Ballness (Bolas Suíça),etc.
II) Na área do Ensino:
a) Pedagogia da Capoeira na Escola;
b) A didática da Capoeira com adolescentes e adultos;
c) A importância do ensino da História e sua contextualização no ensino da Capoeira.
III) Na área Profissional:
a) Marketing pessoal;
b) Organização de eventos.
c) Utilização das redes sociais de forma profissional.
IV) Na área da Pesquisa:

a) Apresentação de oito temas-livres (dois para área Educação Física, dois para Pedagogo, dois para historiadores um para Psicólogo e um para Psicopedagogo) das áreas da História, Ed.Física, Pedagogia, Psicologia e Psicopedagogia.
b) Palestra: A importância da pesquisa para o desenvolvimento da Capoeira.
V) Na área Social:
a) Projetos sociais na Capoeira.
28/01/2013
2º ENCONTRO INTERNACIONAL DOS MESTRES DO GRUPO MUZENZA

29/01/2013
CURSOS

TREINAMENTO DE CAPOEIRA ANGOLA – REGIONAL – MODERNA  – ( MESTRES CONVIDADOS )
30/01/2013
TREINAMENTO COM OS MESTRES DA MUZENZA E A METODOLOGIA APLICADA NO GRUPO.

31/01/2013
EXAME PARA TROCA DE GRADUAÇÃO
TROCA DE GRADUAÇÃO E FORMATURA

DIA 01/02/2013
7º (CMMA) – CAMPEONATO MUNDIAL MUZENZA DE CAPOEIRA
CATEGORAIS MASCULINO E FEMININO:
CORDA – CRUA
CORDA – CINZA  /  CINZA E AMARELO
CORDA – AMARELO  /  AMARELO E LARANJA
CORDA – LARANJA  / LARANJA E VERDE
CORDA – VERDE   /  VERDE E VERMELHA
CORDA – VERDE E AZUL  / VERMELHA E AZUL (MONITOR)
CORDA – AZUL  /  VERMELHA E ROXA / VERMELHA E MARROM /  VERMELHA E PRETA
CORDA – CONTRA MESTRES E MESTRES
MASTER – DE 40 A 50 ANOS   (QUALQUER CATEGORIA PODE ENTRAR)
SÊNIOR – ACIMA DE 50 ANOS (QUALQUER CATEGORIA PODE ENTRAR)
INFANTIL – ATÉ 12 ANOS INCOMPLETOS
JUVENIL – DE 13 ANOS A 17 ANOS
ADULTO (MASC. E FEMININO) ACIMA DE 18 ANOS

DIA 02/02/2013
WFC (WORLD FIGHT CAPOEIRA MUZENZA)
CAMPEONATO DE CONTATO DE CAPOEIRA
CAPOEIRA É LUTA PRÁ QUEM É LUTADOR

Visitas as rodas de capoeira dos amigos do Grupo Muzenza.
Visitas e pesquisas a museus, bibliotecas e etc.
Obs.: A programação dos cursos, palestras, regulamento e locais serão divulgados através do site:
www.mundialmuzenza.com.br
CLIENTELA
PROFESSORES DE CAPOEIRA,
CAPOEIRISTAS EM GERAL,
PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA,
HISTORIADORES,
PEDAGOGOS,
PSICÓLOGOS,
PSICOPEDAGOGOS,
PESQUISADORES,
SIMPATIZANTES.
INSCRIÇÕES
FAZER DEPÓSITO:
Banco Bradesco – Ag. 541-0 Conta Corrente 76.624-0
Em favor de ANTONIO CARLOS MENEZES (MESTRE BURGUÊS)
Banco Itaú – Ag. 8325 – Conta Corrente 01673-4
Em favor de LILIA BENVENUTI DE MENEZES (PROFESSORA CRIANÇA)

Após efetuar depósito enviar fotocópia para o EMAIL: mundialmuzenza@hotmail.com ou enviar fotocópia para o endereço:

Av. Roberto Silveira, 348 – Apto. 103 – Bloco B – Icaraí
CEP 24230-161 – Niterói – Rio de Janeiro – Brasil
INFORMAÇÕES:
FONES:
(21) 9190.3234 TIM
(21) 8215.5979 TIM
(21) 7253.7339 VIVO

HOTÉIS E POUSADAS:
POUSADA FLAMENGO
TEL: (21) 2265.4476 / 2557.4659
AV: SILVEIRA MARTINS, 183 –
CATETE – RJ
POUSADA ART RIO
TEL. (21) 2205.1983 /2557.1058
AV: SILVEIRA MARTINS,135 –
CATETE – RJ
POUSADA GLÓRIA
TEL: (21) 2558.8064
RUA: DO CATETE, 34 – 1º ANDAR
CATETE – RJ
POUSADA REPÚBLICA
TEL: (21) 2556.2315
RUA: SILVEIRA MARTINS, 139
CATETE – RJ
HOTEL LEÃO
TEL: (21) 2205.2146 / 2556.0009 / 2556.1879
RUA: CORREA DUTRA,141
FLAMENGO – RJ
HOTEL MAGIC
TEL: (21) 2507.2037
RUA: SANTO AMARO, 11
GLÓRIA – RJ
HOTEL MONTE ALEGRE
TEL: (21) 2277.7300 / 2509.1820
RUA: RIACHUELO, 213
LAPA – RJ

Morro do Querosene realiza Simpósio e Espetáculo Teatral para falar da importância do “Peabiru”

Eventos  fortalecem a luta dos moradores da região por área que abriga uma fonte milenar. Autoridades, ambientalistas e historiadores confirmam presença em simpósio organizado pela comunidade.

Há mais de dez anos os moradores do Morro do Querosene lutam por uma área que abriga uma fonte milenar. Cercada de forma irregular, o que impediu o acesso dos moradores da região a área que dá acesso a fonte, o caso ganhou destaque na mídia e desde então os moradores vêm promovendo uma série de ações para conscientizar a população da importância do local para a cidade de São Paulo. No mês de agosto, o prefeito Gilberto Kassab decretou de utilidade pública, 35 dos 39 m² do terreno onde está localizada a Fonte. Esta foi a primeira conquista dos moradores que visam transformar esta área em um parque, o já batizado “Parque da Fonte”, por onde passa o “Caminho do Peabiru”.

Uma peça teatral, escrita e produzida pelos próprios moradores, e um simpósio fazem parte das atividades do projeto “Peabiru Caminho Suave” que vem sendo realizado com apoio do FEMA – Fundo Especial do Meio Ambiente da Secretaria Municipal do Verde.

 

Sobre o Simpósio “Juntos no Peabiru”

A  comunidade do Morro do Querosene percorreu uma longa trajetória até conseguir um    Decreto de Utilidade Pública para a Chácara da Fonte.

No início, ninguém havia ouvido falar de Peabiru. As informações foram aparecendo como num jogo de quebra-cabeça. Quando começaram a pronunciar “o Peabiru passava por aqui… a Bica era parada obrigatória de quem viajava pelo importante Caminho… na Chácara da Fonte as expedições acampavam….” os ouvintes perguntavam: “e você, é historiador? Quem é você para fazer tal afirmação?”. E como a grande maioria era artista ou agente cultural, logo o interlocutor coçava o bigode como quem entende que artista inventa mesmo.

Foi assim que surgiu esta ideia de realizar um SIMPÓSIO – REUNIÃO DE CIENTISTAS E ESPECIALISTAS para discutir sobre o Peabiru e o Parque da Fonte.

Para este Simpósio “JUNTOS NO PEABIRU”, renomadas autoridades no assunto confirmaram presença:

Rossano Lopes (arqueólogo do IPHAN), Júlio Abe (Diretor do Instituto de Geografia e História de São Paulo), Benedito Prezia (antropólogo, escritor e indigenista), Luiz Galdino (escritor do livro “Os Incas no Brasil”) e Hernani Donato (escritor, historiador, jornalista e professor) estarão  das 9 às 12h30 quando serão abordadas questões relativas à história.

O período da tarde (das 13h30 às 17h) está reservado para as questões urbanísticas e ambientais com Aziz Ab’Saber (geógrafo, ambientalista e professor), Nabil Bonduki (Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano – Ministério do Meio Ambiente, redator do Plano Diretor da Cidade de São Paulo) e  Ros Mari Zenha (ambientalista).

O evento será aberto para a participação do público em geral e acontecerá no Auditório do Instituto Butantan, dia 13 de setembro de 2011, das 9h às 17h.

 

SIMPÓSIO “JUNTOS NO PEABIRU”

Local: Auditório do Instituto Butantan

Avenida Vital Brasil, 1500 – Butantã – São Paulo

Data: 13 de setembro

Horário: das 9 às 17h

Entrada Franca

mais informações www.fontedopeabiru.com.br

 

Sobre o espetáculo teatral

“Peabiru, o Caminho Suave”

O espetáculo acontece à beira do milenar Peabiru , emaranhado de trilhas que atravessavam o Continente e que eram utilizadas pelo nativos, entre eles, Incas e Guaranis, na busca por alimentos, exploração de novos espaços, intercâmbio cultural e encontros.

A montagem da peça teatral convida seus espectadores a uma reflexão sobre nossa formação cultural e étnica, a realidade e os sonhos atuais, alternativas de ver e viver o cotidiano, abordando, de forma lúdica e popular, questões ambientais e urbanísticas como o caso da polêmica existente entre a construção de um shopping center e um parque com nascentes e belezas naturais.

Alinhando mitos e fatos, em meio a novos códigos florestais, usinas de energia, desapropriação de território de tradições ancestrais, a peça relata aspectos do processo civilizatório, com foco sobre a Vila Pirajussara, outrora parada obrigatória de tropeiros, jesuítas, bandeirantes e índios, hoje Morro do Querosene, rico de manifestações culturais e uma  comunidade engajada em preservar a Chácara da Fonte. A questão não é apenas local, mas extrapola o território brasileiro.

Pai Sumé e elementos personificados, como portais dimensionais e oráculos, costuram a narrativa. Os diálogos acontecem entre mãe e filho, jesuíta, índio e bandeirante, arquiteta, encanador e outros cidadãos que se reúnem para discutir a situação do seu bairro.  No decorrer do espetáculo, outros personagens, como o Saci Pererê, as lavadeiras, escravos, capitães do mato, o cordelista e um repórter interativo, fazem intervenções, lançando um novo olhar sobre os acontecimentos.

Num momento tão violento e crucial para nossa metrópole, o espetáculo “Peabiru, o Caminho Suave” busca chegar na mítica “Terra sem Mal” preconizada pelos nossos antepassados indígenas.

 

FICHA TÉCNICA

Criação :  Peabiru  Arte Manifesto

Texto: Caco Pontes, Cláudio Laureatti e Paulo Almeida

Direção geral e executiva : Cecília Pellegrini

Coordenação e produção :    Nelson Conde

Preparação e direção cênica: Caco Pontes

Direção musical :  Dinho Nascimento

Assistente de direção : Claudio Laureatti e Paulo Almeida

Elenco :  Benê do Morro, Beto Kabelo, Caco Pontes, Claudio Laureatti, Daphne Loureiro, Edgard Max, Gabriel Eduardo, Lara Giordana Lima, Mariana Acioli, Mauro Carotta, Paulo Almeida e Tânia Seong.

Músicos :        Dinho Nascimento, Marcos Dafeira e Orates Odara

Pesquisa: Cecília Pellegrini e Roberta de Carlo Smith

Figurino :  Mariana Acioli

Cenário : Daphne Loureiro

Efeitos visuais : Leila Monsegur

Som e luz:  Ana Catarina

Fotografia : Raul Zito

Arte Gráfica:  Maurício Santana

Assessoria de imprensa :  Iara Filardi

Realização:  Associação Cultural da Comunidade do  Morro do Querosene

 

Agenda:

17/09/2011 às 17h

CEU Butantã (Teatro Carlos Zara)

Av: Engº Heitor Antônio Eiras Garcia, 1700 – Jd Esmeralda

Telefone: 3732-4560

450 lugares (sendo 2 para portadores de necessidades especiais)

 

22/09/2011 às 20h

CEU Uirapuru

Rua: Nazir Miguel, 849 – Jd João XXIII

Telefone: 3782-3143

180 lugares

 

01/10/2011 às 11h

Pateo do Collegio

Praça Páteo do Colégio, 02  –  Centro

Telefone:  3105-6899

Espaço aberto

 

07/10/2011 às 21h

Centro Cultural Rio Verde

Rua Belmiro Braga, 119  –  Vila Madalena

Telefone: 3459-5321

120 lugares

 

12/10/2011 às 17h

Rua da Fonte  –  Morro do Querosene   –   Butantã

Telefone: 3726-8406

Espaço aberto

 

Classificação:  Livre

Entrada Gratuita

 

Imprensa: Iara Filardi

55 11 2083-7268

55 11 9224-3681

55 11 9318-3805

contato@iarafilardi.com

Bauru – SP: Prefeitura inaugura a Praça Mestre Bimba

O Prefeito Rodrigo Agostinho e os Secretários de Obras, Eliseu Areco Neto e do Meio Ambiente, Valcirlei Silva, inauguraram domingo (28/08), às 10 horas, a Praça Mestre Bimba, no jardim Contorno.

A praça, construída pelas Secretarias de Obras e Meio Ambiente, conta com área total de 4.970m², sendo 2.207m² de jardim, 1.115m lineares de mini-guias, 285m lineares de guias e sarjetas, 116,90m² para playground, 275,80m² para a pista de bicicross. O espaço recebeu 20 bancos de concreto, 16 rampas de acessibilidade, 16 lixeiras, 05 bebedouros, áreas de descanso e de capoeira.

A proposta da praça é a composição de equipamentos em formato circular (roda de capoeira, play-ground e área de descanso), que convidam para o diálogo e convivência, forma bem característica das construções tribais africanas e indígenas. A responsabilidade do projeto é da Arquiteta Elaine Fernandes, que doou o trabalho para a municipalidade.

O projeto da praça foi idealizado pela comunidade do Jardim Contorno, sob a liderança da Fundação Casa da Capoeira de Bauru. O projeto de denominação da praça foi de iniciativa do vereador Roque Ferreira. Mestre Bimba é considerado o fundador da Capoeira Regional.

Em razão da inauguração da Praça, a Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Casa da Capoeira de Bauru realizam uma programação especial, que começa neste sábado, 27 de agosto, às 20 hs, com apresentação de filme sobre o Mestre Bimba e apresentações de capoeira com mais de 25 representantes de diversos estados brasileiros. As apresentações terão continuidade na manhã de domingo, às 9hs.

A praça fica no cruzamento das ruas Cristiano Pagani, Sebastião Pregnolato, Elias Murback e Dionísio de Aguiar, no Jardim Contorno.

O local tem espaço playground, pista de bicicross e área específica para jogar capoeira

 

Mestre Bimba

Manuel dos Reis Machado, mais conhecido como Mestre Bimba, nasceu em 23 de novembro de 1900, na cidade de Salvador, Bahia.

Com 12 anos de idade Mestre Bimba começou a aprender a capoeira com um africano chamado Bentinho. Mestre Bimba tornou-se um mestre na arte de tocar o Berimbau, um grande cantador e lutador, mesmo sendo a capoeira uma atividade ainda proibida naquela época. Após treinar por alguns anos com Bentinho, Mestre Bimba começou a dar aulas.

Frustrado com a forma limitada com que muitos capoeiristas percebiam e tratavam a capoeira, sua falta de respeito pela arte e seu valor enquanto cultura afro-brasileira, ele decidiu unir as habilidades de capoeirista e de lutador, aprendidas com seupai, para desenvolver a Capoeira Regional, um jogo mais rápido, onde técnica e estratégia eram elementos-chave. Junto com seu novo estilo, Mestre Bimba procurou também mudar a imagem ruim do capoeirista na sociedade da época e estabeleceu um novo padrão para a arte.

Ele foi o primeiro a realizar uma apresentação de capoeira, como uma forma de expressão da cultura brasileira, para empresários estrangeiros, a convite do então Governador do Estado da Bahia, General Juracy Magalhães.

O Ministério da Educação reconheceu a capoeira como esporte nacional nos anos 30. Em 1932, Mestre Bimba abriu sua primeira academia de capoeira, no Engenho de Brotas, em Salvador – Bahia. Em 1937, a capoeira sai do código penal e Mestre Bimba ganhou, da Secretaria de Educação, o título de professor de educação física e começou a ensinar capoeira para o exército e a polícia No Estado da Bahia.

O Centro de Cultura Física Regional, como era chamada a academia de Mestre Bimba, era conhecido não apenas como uma escola de capoeira Regional, mas também como um centro de cultura, onde a capoeira era ensinada como uma expressão cultural da herança africana e como uma possível profissão para muitos.

Após a morte de Mestre Bimba, seu filho, Mestre Nenel (Manoel Nascimento Machado) assumiu a academia do pai. Mestre Nenel é ainda o responsável pelo legado do pai e presidente da Escola de Capoeira Filhos de Bimba, em Salvador – Bahia.

Atualmente, Mestre Bimba é reconhecido como um revolucionário, por sua luta para legitimar a capoeira como um esporte e uma valiosa expressão da herança cultural africana no Brasil. Para capoeiristas em todo o mundo, Mestre Bimba é sinônimo de inovação, perseverança e determinação.

 

Fonte: http://www.redebomdia.com.br e Fundação Casa da Capoeira de Bauru (Alberto Bauru)

TV Alternativa: Cabeça de Área, Capoeira e Inclusão Social

CAPOEIRA E INCLUSÃO SOCIAL

O programa Cabeça de Área de hoje, 09/07, apresentou um debate e duas matérias sobre a forma como a capoeira vem sendo utilizada como instrumento de inclusão social. Os convidados desta semana foram o Mestre Kinkas, do Grupo Força da Capoeira – Paraná e o Mestre Ulisses do Grupo Capoerira Lua de São Jorge – Olinda.

Foram produzidas duas matérias pelas reporteres Wândella Jokastra e Amanda Oliveira. A primeira delas foi realizada na Universidade Católica de Pernambuco, onde o Mestre Corisco desenvolve um extraórdinario trabalho com criaças, jovens e adultos com necessidades especiais.

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A segunda foi feita no Cabo de Santo Agostinho com Projeto Camarada Comandado pelo Mestre Angola.

 

{youtube}_fdgS5v8ols{/youtube}

 

Dados do programa veiculado:

Programa Cabeça de Área n.260 (TVU de PE-Canal 11)
Dia/Horário: 09 de julho (Sábado)/12:30hs às 13:00hs.
Tema: Capoeira e Inclusão Social.

Convidados: Joaquim Guedes da Silva Alcoforado Neto “Mestre Kincas” – Força da Capoeira e Olicio João da Silva “Mestre Ulisses” – Grupo Lua de São Jorge.

Direção: Edilson Fernandes de Souza. Apresentação: Edilson Fernandes e Henrique Kohl “Tchê”. Produção: Rizo Trindade. Reportagem: Wândella Jokastra e Amanda Raquel Silva de Oliveira. Trabalhos Técnicos: Flávio Soares e Sadraque Régis.

Fonte: http://programacabecadearea.blogspot.com/

Bauru: Início da Construção da Praça Mestre Bimba

Prefeitura iniciaram nesta semana, os trabalhos de construção da Praça Mestre Bimba, no Jardim Contorno.

A equipe da Divisão de Construção da Secretaria de Obras iniciou o estaqueamento da calçada para posterior concretagem. A praça tem uma área total de 4.970m² sendo 2.207m² de jardim e 1.134m² de calçada. 
A praça também contará com playground, área para capoeira, bancos, bebedouros, pista de solo cimento para caminhada dentro da praça e pista de bicicross.     O projeto foi elaborado coletivamene pela comunidade do Jardim Contorno,que inclui os condomínios Vila Verde, Vila Grená, Jardim dos Duques, Camálias, Flamboyants, Reserdás e Raio de Sol, em uma área da cidade muito verticalizada.

Quem foi Mestre Bimba

A Capoeira recebeu recentemente o status de “patrimônio cultural de natureza imaterial”, em face de sua força cultural.

Esta força cultural esta diretamente relacionada aos aspectos técnicos próprios da manifestação, bem como aos aspectos simbólicos que a sua pratica ao mesmo tempo representa e testemunha: os ideais dos quilombos e de Zumbi.

Varias manifestações culturais de origem afrodescendente se perderam pelo caminho da historia. A Capoeira também poderia haver-se perdido, dada a descomunal força das proibições e repressões.

Contudo, nos anos de 1930, Manoel dos Reis Machado (1900-1974), conhecido nas voltas do mundo da capoeira como MESTRE BIMBA, ao criar e sistematizar uma metodologia de ensino; como excepcional tocador de berimbau que era criar toques específicos para cada tipo de jogo; inovar nos rituais próprios da roda, mantendo a tradição; e especialmente oportunizou o aprendizado e pratica a homens, meninos e mulheres, das diferentes origens étnicas e sociais, com o seu Centro de Cultura Física e Luta

Regional Baiana, conquistando assim a descriminalização da pratica do Jogo da Capoeira através da sua obra “A Capoeira Regional”.

Hoje a Capoeira deu, literalmente, a volta ao mundo, sendo praticada em mais de 160 países dos 5 continentes, sendo a maior embaixatriz do Brasil no exterior, e o maior veiculo de difusão da língua portuguesa no mundo.

Assim sendo, devemos essa herança cultural que tanto nos identifica como brasileiros a Manoel dos Reis Machado, o MESTRE BIMBA, o criador da Capoeira Regional, ao lado do Mestre Pastinha, o patrono da Capoeira Angola.

A Mata Atlântica finalmente desvelada

O parceiro e grande amigo Miltinho Astronauta que além de grande capoeira e pai dedicado é um dos maiores estudiosos na área do meio ambiente, acaba de ter um trabalho publicado na conceituada revista BIOLOGICAL CONSERVATION em parceria com outros dois pesquisadores que tem como tema A Mata Atlântica Brasileira: Quanto sobrou e como está distribuída a floresta remanescente? Implicações para a conservação. Fica a dica de leitura oportuna… aprovetando o Dia da Terra que será comemorado na próxima quarta feira – 22/04.

Luciano Milani

Na última quarta-feira (9), uma edição especial da conceituada revista Biological Conservation foi publicada na Internet e provou que a união entre sociedade civil, governo e centros acadêmicos pode render bons frutos para a natureza. Tudo graças ao artigo científico A Mata Atlântica Brasileira: Quanto sobrou e como está distribuída a floresta remanescente? Implicações para a conservação, escrito por profissionais da Universidade de São Paulo em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e com a não-governamental SOS Mata Atlântica. Nele, os autores fazem um raio-x completo e inédito sobre todos os remanescentes de um dos biomas mais ameaçados do planeta.

A idéia de se estudar a divisão geográfica dos fragmentos florestais da Mata Atlântica e as possíveis estratégias para sua conservação surgiu há quase dois anos, durante uma reunião dos editores da revista, na Europa. Entre eles, estava Jean Paul Metzger, pesquisador do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e responsável pela sugestão. “Eu propus uma edição especial com doze textos sobre o ecossistema. Ficou super completo, pois juntamos as melhores cabeças para falar do atual estado de preservação e o que devemos fazer”, explica.

Ao voltar para o Brasil, Jean questionou Milton Cézar Ribeiro, seu aluno de doutorado em Ecologia de Paisagens, sobre o interesse em desenvolver um trabalho amplo acerca dos fragmentos da floresta mais desmatada no país. Resposta positiva, eles convidaram outros três pesquisadores para completarem a equipe e iniciaram as análises com base em dados já coletados pelo Inpe e SOS – os mesmos que serviram para a confecção do último Atlas de Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, elaborado em parceria pelas duas instituições.

De acordo com Flávio Ponzoni, pesquisador do Inpe e um dos autores do artigo, o atlas é apenas um diagnóstico do bioma como um todo. Muito diferente do que se vê na Biological Conservation. “Neste estudo o Milton foi bem além. Ele pegou os polígonos e fez uma abordagem mais ecológica disso. Viu os tamanhos, o efeito de borda e discutiu em quais sentidos os esforços para a conservação deveriam ser feitos”.

Surpresas e dificuldades

Os resultados de 18 meses de pesquisa são surpreendentes. “Até agora não existiam informações básicas atualizadas sobre o quanto, onde e como estavam distribuídos os remanescentes da floresta, o que dificulta o estabelecimento de políticas para cuidar das espécies”, disse a O Eco, do Canadá (onde faz parte da tese), Milton Ribeiro, autor principal do estudo. Segundo ele, trata-se da maior área já analisada com este nível de detalhamento em todo o mundo.

O trabalho seguiu padrões rígidos de qualidade. Além de incluir nas análises todos os fragmentos com menos de cem hectares (excluídos pela SOS no Atlas), os pesquisadores foram a campo verificar massas de vegetação teoricamente subestimadas pelo banco de dados disponível. O esforço teve recompensa: em vez de restar apenas 7% do ecossistema, como diz o senso comum, é possível que a Mata Atlântica cubra de 11,4 a 16% do seu território original.

“A notícia ruim é que há muitos fragmentos pequenos. Eles representam um terço da Mata Atlântica e eram excluídos de outros estudos. Achava-se que eles não tinham valor para a conservação, mas sabemos que não é bem essa a estratégia!”, diz Metzger, cuja opinião é compartilhada por Milton. Para o futuro doutor, os conjuntos de mata inferiores a cem hectares podem não ser suficientes para manter populações de animais e plantas estritamente florestais, mas são fundamentais para a dispersão de indivíduos, o fluxo gênico e a redução do isolamento entre frações maiores.

“Ao mesmo tempo, existem espécies que precisam de menos área disponível para sobreviver. Além disso, caso haja menos fragmentos, o sucesso no processo de dispersão diminui, o que pode reduzir a variabilidade genética em longo prazo e prejudicar a biodiversidade”, completa Ribeiro. Apesar da boa notícia em relação ao tamanho real da Mata Atlântica, uma informação tirou o sono dos autores do estudo: apenas 1% da floresta sobrevive em unidades de conservação, muito longe dos 10% recomendados internacionalmente.

Estratégias de conservação

Outras descobertas também apontam para um cenário difícil na proteção do bioma, rico em biodiversidade e em avanços de atividades insustentáveis. Quase a metade da vegetação em pé, por exemplo, sofre o “efeito de borda” por estar a menos de cem metros de ambientes alterados por ações humanas – sejam áreas agrícolas, urbanas ou pastagens. As conseqüências desta proximidade são perturbações como pragas, ventos mais intensos e série de outros problemas capazes de desestabilizar os ciclos naturais.

“Até podemos manter esta área produtiva, mas de outra forma. Algumas alternativas são agroflorestas, plantações de mudas exóticas, ou seja, algo que estimule sistemas que tenham misturas com componentes arbóreos. Basta tentar fazer com que o contraste seja menor”, avalia Metzger. Outro importante impasse é a distância média entre os derradeiros resquícios de árvores: quase um quilômetro e meio. A baixa conectividade, explica Ribeiro, pode causar extinções locais.  

O artigo científico, que também contou com a colaboração de Márcia Hirota (SOS Mata Atlântica) e Alexandre Camargo Martensen (USP), não faz apenas um diagnóstico, mas sugere caminhos para manter e restaurar o ecossistema. Um deles é criar unidades de conservação de proteção integral com os maiores fragmentos, como aqueles da Serra do Mar. No interior de estados como São Paulo, Minas gerais e Pernambuco, onde os resquícios são pequenos, é preciso interligar a mata com uma linha de mosaicos em parceria com propriedades privadas. Neste caso, as políticas públicas devem visar o suporte às reservas legais e a aquisição de novas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).

Para tanto, uma das prioridades é definir onde estão as matas originais e em estágios sucessivos de crescimento. De acordo com Metzger, a diferença entre elas e as secundárias é grande. Mas nada que tire a importância das últimas. “Temos uma comparação boa em São Paulo entre esses dois tipos de vegetação. Enquanto na primária vivem 160 espécies de aves, na replantada, que é contínua, existem apenas cem”. Independente do valor é sempre melhor que a floresta esteja de pé, e não deitada.

 

Em homenagem ao Dia da Terra e ao amigo Miltinho Astronauta.
 
Ola Mestres Amigos,
 
Tudo bem!
 
JC, Milani, Joel,
 
Saiu na Folha.
Sabe como eh, sou capoeira, mas também sou dedicado ao meio ambiente (entenda-se proteger a capoeira, noutro sentido… mas sem extremismos).
 
Ai hoje ta “ecoando” um trabalho que encabecei a publicação [[A Mata Atlântica Brasileira: Quanto sobrou e como está distribuída a floresta remanescente? Implicações para a conservação; revista BIOLOGICAL CONSERVATION]]… Passeiem pelas paginas, se for o caso.
 
 

O Dia da Terra foi criado em 1970, pelo Senador norte-americano Gaylord Nelson, que convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição, protesto esse coordenado a nível nacional por Denis Hayes. Esse dia conduziu à criação da Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).

 

A partir de 1990, o dia 22 de Abril foi adoptado mundialmente como o Dia da Terra, dando um grande impulso aos esforços de reciclagem a nível mundial e ajudando a preparar o caminho para a Cimeira do Rio (1992). 

 

Actualmente, uma organização internacional, a  Rede Dia da Terra coordena eventos e actividades a nível mundial que celebram este dia.

 

 

Salvador: Mercado de São Miguel está em situação de abandono

O Mercado de São Miguel, localizado na Baixa de Sapateiros, faz parte juntamente com o Pelourinho da área tombada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade, mas está esquecido. A situação do edifício construído em 1965 que já foi uma propriedade particular encontra-se depredado. Além dos problemas com a infraestrutura física, a segurança e os constantes assaltos e usuários de drogas que ficam no local amedrontam a população.

‘Eu faço um trabalho com a capoeira no mercado há vários anos e o mercado encontra-se abandonado. É uma área de risco, o que espanta compradores e turistas’, disse o mestre de capoeira angola, José Alves, também conhecido como Mestre Zé do Lenço.

Segundo ele, que também é membro do Conselho de Mestres da ABCA – Associação Brasileira de Capoeira Angola (Pelourinho) e Presidente da Associação de Capoeira Angola Relíquia Espinho Remoso, a prefeitura que á responsável pelo espaço já foi notificada e fez a promessa de tomar providências para a recuperação do Mercado. ‘Eles disseram que o projeto já foi aprovado e que as obras começariam ainda neste mês de janeiro’, disse o Mestre Zé do Lenço.

Segundo informações da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (SESP), o projeto realmente existe e já está em estágio avançado de tramitação junto ao Ministério da Cultura. Ainda segundo a SESP, a revitalização do Mercado de São Miguel foi inserida em um projeto maior de revitalização de toda a região da Baixa dos Sapateiros.

Com o objetivo de pressionar as autoridades e chamar atenção da população para o problema, o Mestre Zé do Lenço organizou uma roda de capoeira angola na frente do Mercado de São Miguel, na tarde desta quarta-feira (14).

Centro de Cultura de Porto Seguro

Um avanço na democratização da arte é demostrada no município

2008 foi um ano especial para a Cultura do Município. O Centro de Cultura de Porto Seguro, sob a Coordenação Geral de Miriam Silva, procurou democratizar a utilização dos espaços e trouxe uma nova perspectiva a todos que atuam na área artística da região.

 

As atividades realizadas foram muitas. Na área teatral, além dos espetáculos Dois Perdidos Numa Noite Suja, com o global André Gonçalves, Intimidades Sem Censura com Renato Piaba, O Mágico de Oz e das apresentações de Adelaide Costa, aconteceram duas ótimas produções locais : Versos Íntimos, com a Companhia de Teatro Prosopopéia e A 7ª Abominação, com a Trup Brasil de Circo e Teatro. Cursos de maquiagem e figurinos foram oferecidos pela FUNCEB e um workshop gratuito sobre as linguagens do ator foi ministrado por André Gonçalves e Freddy Ribeiro. Na área de cultura popular merece destaque a comemoração do dia do Folclore; o apoio do espaço Cultural Macunaíma, o Cordão de Caboclo de Santa Cruz Cabrália , a Ciranda da Terceira Idade e as brincadeiras feitas pela Companhia de Teatro Prosopopéia deram um toque especial para o evento.

A Literatura esteve presente nas comemorações do Dia do Escritor. Um belíssimo sarau foi realizado no Salão de Espetáculos e homenagens a Machado de Assis foram prestadas na apresentação do monólogo “Dom Casmurro”, com atuação de Ed Aquino e direção de Carleone Filho.

A Capoeira foi outra atividade que recebeu um olhar diferenciado. O tombamento pelo IPHAN como Patrimônio Cultural Brasileiro foi ressaltado nas comemorações do Dia do Capoeirista e a sua implantação nas escolas surgiu como proposta no encontro “Capoeira em Debate” realizado no Salão de Espetáculos, durante a Semana da Consciência Negra.

A Semana da Consciência Negra foi marcada por diversos eventos. O Centro de Cultura,em parceria com o Instituto Sociocultural Brasil Chama África, apoiou atividades externas nas Escolas do Município, realizou uma Caminhada Cultural pelas principais ruas do centro da cidade e, no Salão de Espetáculos, em parcerias, apresentou conferências, debates, e o concurso de beleza para eleger as Chamas da África no Extremo Sul.

O Foyer foi outro espaço bem utilizado, recebeu a mostra fotográfica de Pierre Verger, fotos de Luiz Nascimento, pinturas de Benê Olivier, exposição de antiguidades e o Arraial Fotográfico. Vale ressaltar o trabalho desenvolvido pelas oficinas regulares. Capoeira, karatê, dança de salão, ballet, música e teatro foram diariamente oferecidos para a comunidade. A participação popular, devido ao profissionalismo dos professores e as ações de divulgação, cresceu substancialmente dinamizando as quatro salas do Centro.

Destaque também para toda a equipe do Centro Cultural. Carleone Filho,Patrícia Brito, Marilene, Nilton, Orley, Ozeni,Marcos, Márcio,Vivaldo, Zelito, Romilson, Fernando, Luiz Manoel,e Corte Silva. foram responsáveis pelo bom atendimento e pelo funcionamento eficaz da Instituição.

Em 2009 a FUNCEB enriquecerá a programação do Centro com o Salão Regional das Artes e o Circuito Popular de Cinema. Novas oficinas serão oferecidas. Pintura em tecido e em tela, arte em cerâmica, quadrinhos, tecelagem e criação poética farão parte do quadro das oficinas regulares. Em 2008 o Centro Cultural entrará em recesso no dia 23 de dezembro, reabrindo as portas à comunidade em janeiro de 2009. Miriam Silva deixa o convite à participação de todos os representantes das diversas áreas artísticas da região. Afinal o espaço é público e merece ser utilizado de maneira ativa e democrática.

Fonte: Centro de Cultura de Porto Seguro

Baixo orçamento do Ministério da Cultura ainda é um problema

 

Apesar de administrar um dos orçamentos mais modestos da Esplanada dos Ministérios – cerca de 0,6% de participação nas contas do Estado – o ministro da Cultura, Juca Ferreira, avalia que 2008 foi um período de muito crescimento e importantes realizações na área cultural.

“Nós compensamos as deficiências estruturais do ministério com muita dedicação, mas tem limite”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

O ministro está otimista para 2009: “será o melhor ano do ministério”. Outra expectativa de Juca para o ano que chega é a aprovação, pelo Congresso Nacional, ainda no primeiro semestre de 2009, de uma nova Lei Rouanet que vai modificar os mecanismos de financiamento cultural.

Em um ano marcado pela saída de Gilberto Gil da pasta e por algumas polêmicas, como a discussão sobre a instituição de cotas para a meia-entrada de estudantes, a última agenda de Juca foi uma reunião com o recém-empossado presidente da Funarte, Sérgio Mamberti. Um forte indicativo do que será prioridade para a pasta a partir de janeiro: “A Funarte está fraca, precisa de recursos e nós vamos dar atenção especial a ela”, adiantou.

Agência Brasil: Qual avaliação que o senhor faz sobre a atuação do Ministério da Cultura neste ano que se encerra?

 

Juca Ferreira: O ministério vem em um processo crescente, construindo várias políticas públicas na área de patrimônio, na área de memória. Em 2008 a gente teve muitas conquistas, concluímos o processo de reformulação da Lei Rouanet. O Plano Nacional de Cultura já fez todos os debate públicos e as consultas para ser avaliado pelo Congresso no início do próximo ano. E conseguimos ainda no final do ano aprovar a criação do Instituo Brasileiro de Museus (Ibram), que vai nos possibilitar ter uma gestão setorizada. Tivemos ainda o tombamento da capoeira como patrimônio imaterial, o reconhecimento do saber dos mestres e de outras manifestações culturais.

ABr: O ministério se dedicou muito em 2008 ao processo de substituição da Lei Rouanet pelo Programa Nacional de Fomento e Financiamento de Cultura. O senhor acredita que em 2009 o projeto será aprovado pelo Congresso Nacional?

Ferreira: Eu espero que saia no primeiro semestre de 2009. Nós não demos entrada agora porque os próprios parlamentares nos disseram que não era conveniente. Há uma disputa pela presidência das duas Casas e isso poderia envolver uma proposta que tem tudo para ser um grande consenso. Mas o projeto já está pronto. Já fechamos com a Fazenda, com a Receita, com o Ministério do Planejamento.

ABr: Qual é a importância da aprovação desse projeto no cenário atual?

Ferreira: É fundamental porque a gente está com um modelo caduco que gera distorções e que tende a apresentar uma nova debilidade com essa crise econômica, na medida em que há uma possibilidade de cair a adesão das empresas porque há um clima subjetivo de crise. Isso pode redundar em um rebaixamento da capacidade de patrocínio, então a reforma vem possibilitar que a gente faça frente a essa situação.

ABr: Ao deixar o cargo, o ex-ministro Gilberto Gil reclamou dos problemas orçamentários do ministério. Essa questão ainda é um problema?

Ferreira: É um problema. Com esse orçamento final [aprovado pelo Congresso], a gente cresce em 2009 para quase 0,7% [em relação ao Orçamento Geral da União]. Mas ainda é pouco, muito pouco. O ministério precisa ter recursos para desenvolver as políticas de cultura, gerar acessibilidade, apoiar os produtores culturais na sua capacidade de produção e irradiar por todo o Brasil. Tudo isso custa dinheiro.

ABr: Entre os brasileiros não há o costume de frequentar museus, qual será o papel do recém-criado Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) para impulsionar o setor?

Ferreira: Criou-se uma instituição cujo foco é a gestão desses museus, o que gera uma capacidade de desenvolver expertise na área. A gente fez um investimento de mais de 1000% na área de museus em relação ao que encontramos, mas ainda estamos longe de uma situação perto do ideal. Só 5% dos brasileiros entrou em um museu alguma vez na vida.

ABr: E há previsão de programas para incentivar esse hábito?

Ferreira: Claro, cada museu deve ter um programa. Primeiro com as escolas e depois um programa geral com a sociedade envolvendo a mobilização.

ABr: Outro debate importante em 2008 foi o projeto de lei que estabelece uma cota de 40% para ingressos vendidos como meia-entrada. A matéria já passou pelo Senado, qual é a expectativa do ministério?

Ferreira: O projeto está caminhando rápido porque tem uma base consensual. Os estudantes querem ordenar a emissão de carteiras o que é muito justo porque essa crise foi gerada por uma MP [Medida Provisória 2208 de 2001] do governo passado que liberou a produção de carteiras para qualquer entidade. E muitas que não são idôneas passaram a produzir essas carteiras o que gerou uma inflação que desorganiza toda essa área de espetáculos. E os produtores querem um mínimo de estabilidade. A extensão do benefício para a terceira idade agrava ainda mais o problema. A cota de 40% é razoável, tem condições de garantir o benefício e, ao mesmo tempo, dar estabilidade à economia dos espetáculos e às salas de exibição.

ABr: Há algum setor que o ministério pretende priorizar em 2009?

Ferreira: A gente não gosta dessa coisa de foco porque temos um sistema complexo para administrar, mas eu diria que a Funarte vai ser um foco, as políticas de arte. Ela [Funarte] está fraca, sem recursos, sem uma missão muito clara. Hoje mesmo estou saindo de férias, mas a minha última reunião foi sobre a Funarte. Ela vai ter uma atenção especial, a gente vai ter que suplementar recursos, vamos fazer todo um esforço para desenvolver a área.

Fonte: Agência Brasil