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Da Espiral à Roda

Nas redes sociais tenho visto com frequência publicações alusivas a uma nostalgia dos anos 80 (sim, esses que foram considerados pirosos!) acerca dos brinquedos, das brincadeiras, dos desenhos animados… o brincar na rua !!! Ah, que saudades! E tem-se falado sobre como as crianças crescidas nesses tempos estariam mais bem preparadas para enfrentar obstáculos ao longo da vida do que possivelmente estarão as crianças que hoje em dia primam pela tecnologia e pelo isolamento mais do que pela criatividade e o vínculo social.

Surge também nos últimos anos uma frequência mais elevada de diagnóstico de hiperatividade e défice de atenção do que nesses anos. Hiper = grande, atividade = criança? É suposto que as crianças sejam ativas, que se mexam, que sejam curiosas, aventureiras… não é isso ser criança? Mas ter essa atividade toda e não ter como a gastar pode ser altamente nocivo. E atenção, não pretendo minimizar os diagnósticos feitos nem o impacto que isso trás na vida da criança e da família, porque são situações extremamente complexas que têm que ser avaliadas com critérios rigorosos. Apenas pretendo pensar um pouco a hiperatividade na sua expressão mais lata, do senso comum, a hiper-atividade, a atividade em excesso.

Provavelmente nos anos 80 gastavam-se as energias numa apanhada, numa macaca ou num jogo de futebol e quando se chegava a casa, com fome e cansados e com apenas dois canais de televisão, poucas opções sobravam.

Pois, não era uma era tecnológica mas era uma era de ir para a rua. Mas os tempos mudam e não existem apenas efeitos secundários nocivos desta era tecnológica. Os miúdos tratam a tecnologia por tu. Ensinam os pais, os avós, os professores. Encontram músicas, jogos e histórias, chegam a todo o lado com um clique. A tecnologia está para as crianças de hoje em dia como as brincadeiras na rua estavam para as crianças dos anos 80. Sem dúvida que existem benefícios e perigos em ambas as épocas. Mas como em tudo, no meio é que está a virtude.

Uma das vantagens deste fácil acesso é que o longe está sempre mais perto do que nos anos 80. E tudo o que se fazia lá fora e nós só sabíamos 20 anos depois, agora é quase em tempo real. E isso não é necessariamente mau. Faz-nos sentir ligados. Faz-nos sentir menos sós. Parte de algo. Capazes.

A grande questão, na minha humilde opinião, é como conjugar isso. E aí, caros pais dos anos 80, a bola é nossa. Cabe-nos a nós fazer essa ligação. Sim, a nós que apanhámos a transição. As cassetes, os vinis e VHS, os CDs DVD’s DIVX, Nintendos, Spectrums, Playstations, Gameboys…nós conhecemos ambos os lados.

E a nós cabe a tarefa de ajudar as nossas crianças a tirar partido de estar com os outros, estar na rua, jogar esses jogos saudosistas, navegar na Internet, ver os programas mais adequados…enfim, sermos responsáveis por ajudar os nossos filhos a estar, a crescer e ser feliz nesta era.

A hiper-atividade é a expressão máxima da inquietação. Dentro e fora. E ainda não é pacífica a sua definição em termos etiológicos. É genética, é do meio, é daqui e dali… mas é. E a forma com lidamos com essa questão é que terá mais impacto do que o rótulo ou a origem.

Com isto, proponho um pequeno olhar por uma atividade já bem implementada em Portugal desde o final dos anos 80, mas ainda desconhecida para muitos de nós: a capoeira.

Muitos desportos, nomeadamente as artes marciais, visam o auto controlo, respeito das regras, capacidade de concentração, resiliência, competência…mas todas estas tarefas podem parecer hercúleas aos olhos de uma criança cujo nervoso miudinho é quem manda. Saber que se tem que estar atento pode ser por si só catalisador de maior agitação!

Mas existem atividades que podem juntar uma série de elementos que beneficiam de forma imensa as crianças (especialmente as hiper-ativas, ansiosas e introvertidas). A capoeira é sem dúvida uma dessas atividades.

Porque transmite noção de eu no mundo, através da passagem histórica das raízes interligadas (e nem sempre felizes) de Portugal e Brasil. Conhecimento histórico e geográfico, multiculturalidade, expressão física e artística, pertença do grupo, autoestima, atenção e motivação são alguns dos ganho imediatos da prática desta atividade. E porquê?

Porque o fator competição é preterido ao da inter ajuda, porque os grupos são habitualmente heterogéneos (em género e faixa etária), porque tem que se ser rápido e enérgico (valorizando os aspetos considerados tóxicos na hiperatividade), mas ao mesmo tempo atento para se esquivar de um golpe. Porque nunca se perde o outro de vista, porque se canta e se aprende a tocar instrumentos. Porque se valoriza o grupo em detrimento do indivíduo, porque existe a possibilidade de renascer através do batismo de uma alcunha de capoeira.

Porque se pertence. Porque se é. Porque se está ligado. E não é através da Internet. É ali, ao vivo e a cores!

E então, porque não, antes de mandarmos os meninos e meninas distraídos, impulsivos e inquietos para dentro de um cubo gigante e opressor de um medicamento que apenas faz bem aos cuidadores (que têm menos desgaste), mas que mata a criatividade e a possibilidade de encontrar alternativas, se mandasse para uma roda de capoeira?

 

NOTA: Apesar de considerar que as crianças com TDAH de acordo com o DSM IV-TR estão igualmente aptas a entrar para uma atividade física e desportiva como a capoeira, essa indicação deve ser dada criteriosamente em contexto clínico, de acordo com a avaliação da situação individual. E não se esgota na prática de uma atividade, a sua leitura é sempre multidisciplinar tal como a intervenção. Em caso de dúvida, contacte um especialista. A Psicronos em Setúbal tem um serviço dirigido a crianças e adolescentes, bem como o aconselhamento parental que pode e deve caso exista suspeita da criança ou jovem se enquadrar neste diagnóstico.

 

Carla Ricardo

Carla Ricardo é licenciada em Psicologia Clínica pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA) de Lisboa, desde 2002. Exerce clínica privada na delegação de Setúbal da Psicronos e tem formação base em Psicoterapia Psicanalítica, EMDR e terapia cognitivo-comportamental.

Email: carla.ricardo@psicronos.pt

Contactos: 213 145 309 / 918 095 908

Imagem: © Turma da Mónica / Maurício de Sousa

Aulas de capoeira auxiliam na educação de jovens da LBV

Crianças e adolescentes que integram os programas socioeducativos da Legião da Boa Vontade (LBV) em João Pessoa estão participando de aulas de capoeira, ministradas voluntariamente pelo mestre Lucivan Laranjeira no Centro Comunitário de Assistência Social da Instituição.

A atividade é utilizada como ferramenta educacional para auxiliar no desenvolvimento motor, cognitivo, socioafetivo e do espírito de cooperação dos alunos e, ainda, para incentivá-los a valorizar a cultura brasileira e a prática esportiva.

Sobre a ação, o professor e mestre de capoeira, Lucivan Laranjeira, fala da satisfação de realizar a atividade com crianças e adolescentes da instituição. “Quando fiquei sabendo da possibilidade de desenvolver esse projeto na LBV, eu fiquei muito feliz. É mais uma oportunidade de contribuir. A minha recompensa maior é a de saber que um aluno meu poderia estar na rua fazendo o que não deve e hoje está aqui aprendendo sobre a cultura brasileira”, ressaltou.

A modalidade é caracterizada por golpes e movimentos ágeis e complexos, sendo uma expressão cultural brasileira que mistura arte marcial, esporte, cultura popular e música. O pequeno Pedro, de 7 anos, destacou o que já aprendeu participando das aulas de capoeira. “Já sei cantar as músicas que o professor ensinou e estou aprendendo os movimentos para um dia ensinar para outras pessoas”, concluiu.

Em João Pessoa, PB, o Centro Comunitário de Assistência Social, da Legião da Boa Vontade, está localizado na Rua das Trincheiras, 703 — Jaguaribe. Para outras informações, ligue: (83) 3198-1500.

 

http://www.ararunaonline.com

Sorocaba: Suspensão de aulas de capoeira provoca manifesto

Projeto da Prefeitura atendia cerca de 5 mil estudantes

Inconformados com a suspensão das aulas de capoeira do programa Oficina do Saber, oferecido em escolas da rede municipal de ensino de Sorocaba, a Associação Sorocabana de Capoeira (Asca) realizou ontem pela manhã, na praça Coronel Fernando Prestes, uma manifestação contra a medida. Ao som de berimbau e músicas típicas, alunos e instrutores fizeram uma apresentação do jogo para sensibilizar a comunidade sobre o impacto negativo que essa suspensão poderá gerar para os cerca de 5 mil estudantes que participam atualmente das atividades. 

O mestre capoeirista Jaime Balbino disse que o fim das aulas de capoeira nas Oficinas do Saber foi comunicado aos instrutores na semana passada sem nenhuma justificativa ou explicação, o que causou uma comoção das crianças que participam do projeto. Ele disse que a atividade da capoeira está integrada às unidades escolares desde 2007, sendo que atualmente 19 oficinas eram ministradas por 10 instrutores, que atendiam cerca de 5 mil estudantes do 1º a 5º ano. “Não se trata apenas de uma atividade de lazer, mas sim uma prática que representa a cultura genuinamente brasileira, que é composta por inúmeros benefícios físicos, psíquicos e educacionais”, disse.

A Asca informou, por meio de manifesto, que para integrar o programa teve o cuidado de se organizar e envolver todos os grupos de capoeira em atividade na cidade para a divisão de aulas e a preparação dos profissionais para que fosse trabalhada a sequência didática, o monitoramento, o planejamento e o seu alinhamento com o corpo docente. A Asca criticou o interrupção do contrato vigente durante o ano letivo, o que interrompeu o vínculo que os instrutores haviam desenvolvido com o alunos. “Essa decisão ao nosso ver é injusta. A nossa indignação é muito grande, pois não entendemos o critério para a exclusão de uma atividade com tanto sucesso.”

Pais reclamam

A manifestação da Asca contou com o apoio de pais de alunos que frequentavam as aulas de capoeira. A dona de casa Valquíria Sampaio, 33 anos, disse que desde o ano passado o seu filho, Richard Sampaio, de 10 anos, frequenta as aulas e desde então ele só vem melhorando a sua convivência social e também a saúde física. “Ele faz tratamento com fonoaudióloga e a atividade tem ajudado muito no seu desenvolvimento. Ele adora as aulas e ficou muito abalado quando soube que iria acabar.” O supervisor de manutenção Ailton Silva, 48 anos, conta que nunca viu a sua filha se interessar tanto por algo como ela faz com a capoeira. 

“Tanto que ela me fez acompanhá-la hoje aqui na praça para que a gente participasse dessa manifestação”, diz. A dona de casa Denise de Souza Leopoldo, 25 anos, também fez questão de participar da mobilização. Mãe de Gabriel, de 9 anos, ela diz que desde que o filho começou a participar das aulas ele passou a se sociabilizar mais com os amigos e se tornou muito mais disciplinado. “Quando souberam que não teriam mais as aulas, eles se sentiram sozinhos, pois já faziam parte de um grupo”, ressaltou.

Essa mesma indignação foi demonstrada pela auditora da qualidade Míriam Moron, 29 anos. O seu filho João Pedro, de 7 anos, começou neste ano com as aulas de capoeira e não perde uma aula. “Não podemos deixar que simplesmente acabe”, criticou.

Remodelação

A Secretaria da Educação (Sedu) informou, por meio de nota, que a estrutura do programa Oficina do Saber foi remodelada para aprimorar os processos de formação escolar dos alunos da rede de ensino, que serão baseados nos eixos da leitura, escrita, formação de leitores, jogos de raciocínio, pensamento científico, educação ambiental, esportes e artes. “Desse modo não houve redução das atividades para os alunos e sim uma remodelação e organização dos conteúdos”, citou. 

Segundo a Sedu, tanto diretores quanto as empresas contratadas para a prestação do serviço foram comunicados com antecedência. “O objetivo da Sedu é a garantia da aprendizagem escolar e, portanto, as atividades culturais e artísticas, caso sejam aprovadas em licitação, se farão presentes na escola aos finais de semana, no Programa Clube da Escola”, finalizou.

 

* Notícia publicada na edição de 25/08/13 do Jornal Cruzeiro do Sul – http://www.cruzeirodosul.inf.br

Projeto leva aulas de capoeira a alunos das escolas municipais

A atividade desta semana foi um piloto, que contou com a ajuda de toda a equipe do Centro da Juventude

Cerca de 90 alunos de escolas municipais de Apucarana receberam nesta semana noções de capoeira, em atividade realizada nas dependências do Centro da Juventude. O “aulão de capoeira”, como está sendo denominado, é um projeto-piloto que envolveu alunos de 4ª e 5ª séries da rede municipal de ensino. A intenção é ampliar gradativamente a participação das escolas, atingindo até o segundo semestre deste ano cerca de 600 estudantes.

De acordo com Cristiano Skada, professor de capoeira que ministrou a aula, neste primeiro momento participaram alunos das escolas municipais Albino Biacchi, Marcos Freire, Dr. Joaquim Vicente de Castro, Karel Kober e José de Alencar. “A atividade teve uma palestra sobre os fundamentos históricos da capoeira, além de apresentações, sorteio de brindes, premiação para alunos destaque e claro muito jogo de capoeira”, relata.

O professor afirma ainda que os alunos puderam interagir com colegas das outras escolas através de 3 rodas simultâneas. “A capoeira está sendo implantada em 5 escolas dentro do programa de ensino em tempo integral. A atividade desta semana foi um piloto, que contou com a ajuda de toda a equipe do Centro da Juventude. Agora a intenção é ampliar o projeto, atingindo mais alunos”, projeta.

 

Fontye: Portal da Prefeitura Municipal de Apucarana

Boa Nova – Bahia: Prefeitura proíbe rodas de capoeira em espaços públicos

A Prefeitura da cidade de Boa Nova-BA voltou ao tempo, mais precisamente na década de 20 quando os capoeiristas eram proibidos de praticarem sua arte por que a capoeira era considerada crime, quem a praticava era só os negros. Um ofício da Prefeitura de Boa Nova, datado de 6 de maio de 2013, “está proibindo o uso de espaços públicos (praça, ruas, avenidas, clubes, quadra poliesportiva e ECT), só será permitido mediante a autorização do Poder Executivo.” Esse ofício foi assinado pelo Secretário de Administração, Rubens Souza Andrade, encaminhado para o Mestre de Capoeira Amado de França.

A Associação de Capoeira Netos do Mestre Canjiquinha, sob a coordenação do Mestre Amado, atualmente no município de Boa Nova, há 16 anos vem desenvolvendo um trabalho social sério que através do esporte tem mudado para melhor a vida de crianças, adolescentes e jovens. A Constituição Federal diz que todos temos “o direito a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”. A Prefeitura não informou os motivos da proibição. Esse crme já foi denunciado no Conselheiro Nacional de Cultura, Ministério da Cultura e ao CNPC (Conselho Nacional de Política Cultural) e IPHAN (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural).

 

Fonte: http://giroemipiau.com.br

Festival Cultural da Melhor Idade reunirá cerca de 300 idosos

Festival Cultural da Melhor Idade reunirá cerca de 300 idosos no próximo dia 08 de dezembro, que farão apresentações de puxada de rede, samba de roda e capoeira

O projeto de Capoeira adaptada, fomentado pelo Grupo de Capoeira Mandinga e a Ong JUNTOS, avança e proporciona novidades para seus alunos da terceira idade

Dona Terezinha não perde uma aula. Sagradamente, duas vezes por semana, ela deixa de lado a rotina usual de dona de casa para praticar uma atividade um tanto inusitada para alguém com mais de 60 anos: a capoeira. Num primeiro contato, Terezinha pensou que não daria certo. Como uma atividade que pede pulos, ginga e sincronia de movimentos caberia a um idoso?

 

Cabe. Hoje, três anos depois, Dona Terezinha – ou Maria Terezinha do Nascimento, de 63 anos – aguarda ansiosa suas aulas de capoeira adaptada, atividade feita graças à iniciativa da ONG JUNTOS (Jardins Unidos No Trabalho de Obras Sociais) e do projeto Tempo da União, braço cultural da Associação de Capoeira Mandinga, que atua em diversas regiões com seus projetos sociais e culturais.

 

Terezinha faz parte de um grupo que atualmente conta com 380 idosos. Todos, segundo a própria praticante, descobriram os benefícios da terapia. As aulas de capoeira adaptada aos idosos começaram na sede da ONG JUNTOS, situada na zona leste da capital, com cerca de 60 idosos, que até então participavam de terapias ocupacionais pouco aeróbicas, como a musicoterapia.

 

Da capoeira para o interesse a práticas da cultura afro descendente, foi uma questão de tempo. No próximo dia 08 de dezembro, o grupo fará apresentações de bate latas, dança do coco, puxada de rede, teatro focando a temática da escravidão, samba de roda e maculelê. Após as apresentações haverá um campeonato de capoeira com premiação para os primeiros três colocados. “Os resultados desse trabalho são gratificantes. Não somente em termos de qualidade de vida, mas pelas lições, pela vivacidade que eu presencio no convívio diário” – afirma Cibele Moura, capoeirista há 17 anos e professora da turma, que tem seu aluno mais novo com 60 anos e, o mais velho, 94.

 

 

Sobre o evento

 

I Festival Cultural da Melhor Idade

 

 

Organização Grupo Capoeira Mandinga – ONG Juntos

Dia 08 de dezembro às 10h

Local: Sede da ONG Juntos – Rua Cânfora, 90 – Jardim Brasília.

O evento será aberto ao público e contará com a presença do Mestre Maurão, a frente do Grupo de Capoeira Mandinga e um dos maiores nomes dessa cultura no mundo.

 

“É o terceiro evento que realizamos para essa turma tão especial. No entanto, para essa edição, colocamos mais atividades culturais, uma vez que os alunos foram inseridos na capoeira, que é uma prática mantenedora das culturas regionais brasileiras que serão apresentadas.” – sinaliza Mestre Maurão.

 

Baobá Comunicação erika.balbino@baobacomunicacao.com

380 idosos são batizados na capoeira e recebem graduação no próximo dia 07 de julho

Capoeira adaptada, projeto fomentado pelo Grupo de Capoeira Mandinga e a Ong JUNTOS, batiza turma da terceira idade. O aluno mais novo tem 60 anos e, o mais velho, 94

Dona Terezinha não perde uma aula. Sagradamente, duas vezes por semana, ela deixa de lado a rotina usual de dona de casa para praticar uma atividade um tanto inusitada para alguém com mais de 60 anos: a capoeira. Num primeiro contato, Terezinha pensou que não daria certo. Como uma atividade que pede pulos, ginga e sincronia de movimentos caberia a um idoso?

Cabe. Hoje, dois anos depois, Dona Terezinha – ou Maria Terezinha do Nascimento, de 63 anos – aguarda ansiosa suas aulas de capoeira adaptada, atividade feita graças à iniciativa da ONG JUNTOS (Jardins Unidos No Trabalho de Obras Sociais) e do projeto Tempo da União, braço cultural da Associação de Capoeira Mandinga, que atua em diversas regiões com seus projetos sociais e culturais.

Terezinha faz parte de um grupo que atualmente conta com 380 idosos. Todos, segundo a própria praticante, descobriram os benefícios da terapia. “Ter a capoeira adaptada para nós, idosos, é maravilhoso. Mexer o corpo e fazer atividade é a melhor coisa que podemos buscar. Minhas articulações estão muito bem, e eu sou outra pessoa!”, diz Terezinha.

As aulas de capoeira adaptada aos idosos começaram na sede da ONG JUNTOS, situada na zona leste da capital, com cerca de 60 idosos, que até então participavam de terapias ocupacionais pouco aeróbicas, como a musicoterapia. A aceitação era pequena. “Eles não gostavam da musicoterapia e se queixavam por querer algo mais dinâmico. Inclusive, alguns idosos jogavam dominó durante a aula justamente por não gostarem dela. Agora a realidade, felizmente, é bem diferente”, afirma Cibele Moura, capoeirista há 16 anos e professora da turma.

 

Batizado

O primeiro batizado da turma de idosos aconteceu no dia 30 de abril de 2011, em frente à arena de eventos do Museu Afro, no parque do Ibirapuera, reunindo um total de 360 alunos.

Esse ano o evento acontecerá no dia 07 de julho, das 9h às 12h, no SESC Itaquera. Serão batizados 180 alunos com a segunda graduação, corda amarela; e 200 alunos com a primeira graduação de cor verde.

O evento será aberto ao público e contará com a roda de capoeira do Mestre Maurão, a frente do Grupo de Capoeira Mandinga e um dos maiores nomes dessa cultura no mundo.

“Nosso primeiro evento ocorreu em um espaço público e agora estamos dentro de uma instituição que prima pelo respeito aos idosos, pela prática de esportes e pela manutenção e fomento da cultura tradicional. Só posso estar feliz” – sinaliza Mestre Maurão.

 

Batizado dos 380 alunos da terceira idade – Projeto Tempo de União – Grupo de Capoeira Mandinga e ONG JUNTOS

 

Data: Dia 07 de julho

Horário: das 09h às 12h00

Local: Sesc Itaquera – Avenida Fernando Espírito Santo Alves de Mattos, 100

 

Projeto Tempo de União

O projeto Tempo de União é um braço dentro da Associação de Capoeira Mandinga destinado a crianças e adolescentes que atua em diferentes comunidades da capital paulista, e que fomenta atividades culturais e sociais com foco na Capoeira e tradições regionais.

 

Erika Alexandra Balbino

Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo

Rua Porangaba, nº 149, Bosque da Saúde

04136-020 – São Paulo – SP

+55 11 3482-2510+55 11 3482-6908

Famílias podem se exercitar com movimentos básicos da capoeira

Mistura de arte marcial, dança e jogo inclui passos de ataque e defesa. Atividade melhora equilíbrio, flexibilidade, resistência e força muscular.

Para quem emendou o feriado e tem a oportunidade de passar esta segunda-feira (30) com a família ou entre amigos, é possível aproveitar o dia para se exercitar em grupo, independentemente da condição meteorológica.

Segundo o preparador físico José Rubens D’Elia e o educador Marcos Mourão, passos básicos da capoeira podem ser um bom começo, pois fortalecem os músculos, dão mais equilíbrio, resistência e flexibilidade.

Essa mistura de arte marcial, dança e jogo, que surgiu no Brasil na época dos escravos, inclui movimentos de ataque e defesa. Durante a prática, a pessoa pode se levantar, abaixar, esquivar, girar e chutar.

Com a ginga, os golpes e as acrobacias da capoeira, os adeptos vão ganhando fôlego e saindo do sedentarismo. Também podem melhorar o ritmo – os movimentos são acompanhados de berimbau e cantos –, a coordenação motora e a socialização.

No estúdio do programa, as famílias Navarro e Sittoni executaram os ensinamentos dos especialistas e mostraram que não existe idade para fazer atividade física nem para aprender passos novos.

Antes da prática de exercícios, também vale aquecer o corpo, procurar um lugar confortável e tirar os sapatos. De acordo com os convidados, mexer os pés, bater palmas e até engatinhar pelo chão são algumas das propostas para fazer em casa de forma saudável e lúdica, principalmente para quem tem filhos e netos.

 

Fonte: http://primeiraedicao.com.br/

13° Maringá Open de Capoeira

Open de Capoeira reúne mestres de três Estados em Maringá

 

Mestres e alunos do grupo Muzenza encontram-se em Maringá neste sábado no 13° Maringá Open de Capoeira. O evento tem início às 16 horas no Teatro Reviver. Antes, às 11h, integrantes do grupo participam de roda de capoeira na Praça Raposo Tavares, no centro da cidade.

Além do tradicional batizado e troca de cordas, o 13° Maringá Open vai comemorar os 30 anos do grupo na cidade, recebendo mestres e alunos de Curitiba, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Itaipulândia, Cascavel, Apucarana, Francisco Beltrão, Florianópolis (SC), Presidente Prudente (SP) e São Paulo.

“Chegar aos 30 anos em plena atividade é motivo de muito orgulho”, diz Mestre Narizinho, que ao lado de Mestre Boca coordena atualmente o Grupo Muzenza em Maringá.

Fonte: http://www.odiario.com – O Diário do Norte do Paraná

Salvador: SPM apoiará trio de lésbicas e bissexuais na 10ª Parada Gay

No ano em que inicia suas atividades, a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM/BA) participará da 10ª Parada Gay, apoiando a luta pela visibilidade lésbica e bissexual, contra a lesbofobia.  Com o tema “Ser homossexual não é estranho. Estranho mesmo é a homofobia”, a já tradicional Parada gay de Salvador discutirá o tema da violência contra os homossexuais e lésbicas, com o objetivo de conscientizar a sociedade.

“Para nós, da SPM, é fundamental apoiar os movimentos de mulheres lésbicas, apoiar ações de visibilidade da luta contra a lesbofobia e, assim, contribuir com o debate da livre orientação sexual”, afirma a Secretária Vera Lúcia Barbosa.

A SPM apoiará a atividade com um trio elétrico, com as cantoras lésbicas Raquel Monteiro e Alice de Sanayá e uma Dj. É a primeira vez que uma Secretaria de Estado organiza uma ação de visibilidade lésbica na Parada Gay.

 

Serviço:

 

O quê: 10ª Parada Gay de Salvador

Quando: 11 de setembro, domingo, Campo Grande

 

Mais informações e contatos:

Ascom/SPM

9962-6304

9998-0619