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Escola de Capoeira Angola Resistência comemora os 125 anos de história do Mestre Pastinha

Entre os dias 31 de março e 6 de abril, a Escola de Capoeira Angola Resistência comemora os 125 anos de história do Mestre Pastinha, um dos principais mestres de Capoeira da história, com uma semana de diversas atividades.

Na programação da semana está uma exposição de fotos retratando um pouco da vida do Mestre Pastinha, a exibição do filme “Mestre Pastinha, Uma vida pela capoeira”,  roda de conversa, aula aberta de Capoeira Angola com professores, além de muita roda de capoeira.

As atividades acontecem em diferentes locais da cidade de Campinas e também em Hortolândia. Haverá rodas de capoeira na Praça Rui Barbosa, na Lagoa do Taquaral, na Estação Cultura, onde fica a sede da escola em Campinas, e nos núcleos de Hortolândia, Pirassununga e Barão Geraldo.

Mais informações em nosso site: www.escolaresistencia.com.br

MS: Câmara aprova por unanimidade Projeto que cria a “Semana da Capoeira”

A Câmara Municipal aprovou ontem por unanimidade, em primeira votação, o Projeto de Lei nº 29, de autoria do vereador Marcelo Mourão (PSD), que institui e inclui no calendário oficial de eventos do município a “Semana da Capoeira”, a ser comemorada anualmente na semana que coincidir com o dia 03 de agosto, Dia Nacional da Capoeira. O Projeto aprovado estabelece que na “Semana da Capoeira” serão realizadas atividades com o objetivo de oferecer a integração cultural entre a comunidade, praticantes e simpatizantes do esporte.

“Atualmente, a Capoeira, que é considerada um esporte genuinamente brasileiro, é praticada em diversos países e apresenta grande poder de inclusão social, o que é facilmente percebido através do interesse de crianças, jovens e adultos, de ambos os sexos, à sua prática”, assinalou Marcelo Mourão, lembrando que em Dourados existem diversos grupos que além da prática esportiva em si desenvolvem um importante trabalho social, como a capoterapia, destinada a idosos. “As atividades que serão desenvolvidas em locais públicos, escolas e entidades durante a  “Semana da Capoeira” darão visibilidade a esse esporte, que reúne em sua prática elementos culturais, musicais e folclóricos e inclusive foi tombado como Patrimônio Imaterial do país pela Ministério da Cultura”, avaliou o parlamentar do PSD.

O Projeto deverá passar por uma 2° votação e, como é praxe nos Projetos aprovados na primeira votação, ser aprovado e enviado à sanção do prefeito Murilo Zauith (PSB).

Fonte: http://www.agorams.com.br/

Capoterapia oferece 2,5 mil vagas para idosos no DF e no Entorno

Estão abertas 2,5 mil vagas gratuitas para Capoterapia, terapia que adapta capoeira a pessoas da 3ª idade, em 25 locais do DF e do Entorno. As atividades são realizadas por professores voluntários(confira os locais).

Atividades são gratuitas e realizadas por professores voluntários.
Diferença para a capoeira tradicional está no ritmo e na intensidade.

Uma das diferenças da capoeira tradicional para esse novo método está no ritmo e na intensidade. Assim como na capoeira, na capoterapia há a ginga, movimento tradicional da capoeira, e os alunos têm pequenas noções da esquiva, que é o ato de se desviar de um golpe. No entanto, não há saltos nem golpes mais contundentes.

A atividade também é indicada para cegos, pessoas com deficiência mental e cadeirantes. Já quem tem doença cardíaca deve evitá-la.

De acordo com o grupo, que divulga as atividades em um site, as vantagens para idosos são a diminuição da dependência química de remédios para hipertensão, diabetes, colesterol e a recuperação do vigor e ampliação da força e tonicidade muscular. Além disso, faz integração social e amplia o círculo de amizades.

Fonte: http://g1.globo.com/

NZinga: 30 Anos de Capoeira Angola

Grupo Nzinga de Capoeira Angola

O Grupo Nzinga de Capoeira Angola nasceu em 1995, quando Rosângela Araújo – hoje conhecida como Mestra Janja – passou a residir em São Paulo, em função da elaboração de suas teses de mestrado e doutorado na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, na área temática de Filosofia e Educação. Ela vinha de 15 anos de trajetória dentro do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho-GCAP, em Salvador, trabalho conduzido pelo Mestre Moraes, que é uma referência no crescimento e divulgação da Capoeira Angola, no Brasil e no mundo. Durante os anos noventa, vieram unir-se ao Grupo Nzinga: Paula Barreto – hoje Mestra Paulinha – que esteve em São Paulo durante seu doutorado no Departamento de Sociologia da USP, e Paulo Barreto (Mestre Poloca), geógrafo e arte-educador, que participavam do GCAP em Salvador desde sua fundação, e onde Poloca já tinha o título de Contramestre. Na Bahia, Janja, Paulinha e Poloca, conviveram com alguns dos mestres mais importantes e renomados da Capoeira Angola, como Mestre João Grande e Mestre Cobra Mansa.

O Grupo Nzinga volta-se para a preservação dos valores e fundamentos da Capoeira Angola, segundo a linhagem do seu maior expoente: Mestre Pastinha (Vicente Ferreira Pastinha, 1889-1981). A Capoeira Angola é pautada por elementos como Oralidade, Comunidade, Brincadeira, Jogo, Espiritualidade e Ancestralidade. Toda a sua prática carrega em si significados e simbologias para o crescimento e transformação do indivíduo. Em seu ritual, todos participam e cada um é fundamental e único. Entre os princípios fundamentais dessa tradição estão a luta contra a opressão, a defesa de uma Cultura de Paz, a preservação dos valores que herdamos da diáspora africana, o cuidado com as crianças e jovens, principalmente através da cultura e da educação. Daí destacam-se o enfrentamento do racismo e a luta contra a discriminação de gênero. O antirracismo está na própria natureza da Capoeira Angola, que assumiu esse nome como estratégia para se diferenciar da folclorização e da esportização sofrida pela capoeira quando ela foi legalizada e usada como discurso do Estado Novo para divulgar uma pretensa democracia racial no Brasil. Os angoleiros, como são chamados, não aceitaram a descaracterização promovida pela transformação da capoeira apenas em Educação Física, que desprezava fundamentos da convivência e da educação afrobrasileiros mantidos por séculos nas comunidades de capoeiristas. Quanto à luta contra discriminação de gênero, o Nzinga muito se traduz através da liderança de Mestras Janja e Paulinha. Apesar da existência de mulheres capoeiristas históricas, sua trajetória se destaca num mundo eminentemente masculino e machista como o da capoeira.

Nos anos noventa, o Grupo Nzinga acumulou uma série de feitos nas áreas da cultura e da educação, destacam-se as Maratonas Culturais Afro-Brasileiras, que foram discussões, oficinas, celebração e Capoeira Angola, com público diversificado, incluindo movimento Hip-Hop, ONGs e educadores. Os integrantes do grupo foram incentivados a elaborar Pesquisas Acadêmicas: produção de papers, monografias, dissertações e teses como forma de intensificar e informar o diálogo entre a cultura tradicional e a academia. Desenvolveram-se atividades em conjunto com entidades das mulheres negras, centros culturais, escolas e outras entidades congêneres.

Nessa década de 2000, outras novas conquistas: as Oficinas no Fórum Social Mundial, com participação especial no “Forumzinho”, divulgando a Capoeira Angola para crianças de todo o mundo. O lançamento do CD Nzinga Capoeira Angola, a produção de um Clip (seguem anexos) e do vídeo IÊ, Viva meu mestre. O lançamento da Revista Toques d’Angola, um domínio na internet, o sitewww.nzinga.org.br, e a inauguração de novos núcleos de trabalhos do grupo.

Entre os anos de 2001 e 2002, surgiram os núcleos do grupo em Salvador, conduzido por Mestre Poloca, e Brasília, já com número significativo de membros. Ainda em 2001 nasceu o INCAB – Instituto Nzinga de Estudos da Capoeira Angola e de Tradições Educativas Banto no Brasil. Este instituto é a representação jurídica do grupo, além de uma ampliação efetiva no leque de atuação do Nzinga. Desde sua fundação o grupo tinha sido abrigado por entidades parceiras, como o Instituto de Psicologia da USP e o Centro Cultural Elenko, mas em abril de 2003, inaugurou-se a sede do INCAB no Jardim Colombo, Zona Oeste de São Paulo. Nessa comunidade, que é um dos bairros com pior Índice de Desenvolvimento Humano da capital, uma favela menos vistosa que a vizinha Paraisópolis, o Grupo Nzinga traduziu sua vocação ativista organizando ações de complementação pedagógica para crianças da comunidade e oferecendo gratuitamente aulas de Capoeira Angola e Culturas Populares para as crianças e adolescentes do bairro dentro do Projeto Ginga Muleke. No Projeto Kakurukaju, grupos da terceira idade participavam de atividades de conscientização corporal, Capoeira Angola e debates sobre negritude.

Em setembro de 2004, Mestra Janja recebeu a homenagem de Cidadã Paulistana, da Câmara de Vereadores de São Paulo, por sua marcante atuação na preservação e luta dos valores da comunidade negra do país.

2005 foi o ano da internacionalização do trabalho do Grupo Nzinga, com a inauguração dos núcleos em Marburg, na Alemanha, e na Cidade do México; atualmente com núcleos também em Maputo – Moçambique e Londres, e um terceiro núcleo em São Paulo, que funciona na zona norte da cidade, no bairro do Tucuruvi.

Voltando a residir em Salvador, Mestra Janja assumiu a coordenação do Departamneto de Mulheres da Secretaria de Promoção da Igualdade do Estado da Bahia – SEPROMI e depois o cargo de professora titular no Departamento de Educação da Universidade Federal da Bahia. Mestra Paulinha dirige o Centro de Estudos Afro Orientais de Salvador – CEAO –  da UFBA,  e Mestre Poloca desenvolve já cinco anos atividades de resgate de lendas e contos africanos com crianças de escolas da rede pública de Salvador. Em São Paulo e nos outros núcleos, o trabalho foi assumido pelos chamados na tradição de treinéis, integrantes mais antigos, responsáveis pela condução das atividades do grupo.

Em 2008, o Instituto Nzinga decidiu mudar sua sede para a região do Largo da Batata, em Pinheiros. Ao se reestabelecer nesse bairro, onde o Nzinga foi sediado por vários anos, um núcleo de atividades passou a funcionar nas instalações do Projeto Viver, no Jardim Colombo, garantindo a continuidade dos trabalhos no bairro.

Os angoleiros e angoleiras do Nzinga são, na sua maioria, pessoas da comunidade, jovens estudantes, universitários, músicos, artistas, professores, trabalhadores…, reunidos numa diversidade de três gerações, no mínimo. Acima de tudo, o Grupo Nzinga é  constituído de pessoas que se conhecem, se gostam, gostam do que fazem e, principalmente, gostam e acreditam em fazer juntos.

 

http://nzinga.org.br – Endereço do Nzinga: Rua Alto da Sereia, 2 – 3º andar – Rio Vermelho C Salvador – BA

Idosos participam de atividades do Dia Mundial de Combate à Osteoporose

Cerca de 700 idosos participaram hoje (20) de atividades para lembrar do Dia Mundial de Combate à Osteoporose. Reunidos no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, eles participaram de atividades como aula de tai chi chuan, dança e capoterapia (terapia inspirada na gestualidade da capoeira – Mestre Gilvan).

A coordenadora do Programa de Prevenção à Osteoporose da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Helenice Gonçalves, explicou que exercícios físicos é uma das atividades que ajudam na prevenção da osteoporose. “O osso precisa de impacto para absorver o cálcio”, explicou. A orientação é fazer atividade física, pelo menos, três vezes por semana, com orientação de profissional especializado. Também é importante evitar fumo e álcool e café expresso.

A dona de casa Milma Silva, 68 anos, disse que gostou de participar das atividades. “Espero que tenha sempre [eventos como esse]. É bom para a saúde e para o convívio social”, destacou.

Segundo a Secretaria de Saúde, a osteoporose é uma doença crônica causada pela diminuição de cálcio nos ossos, tornando-os enfraquecidos e predispostos a fraturas.

 

http://www.jb.com.br

 

Capoterapia

Uma nova terapia, inspirada na gestualidade da capoeira, traz para a terceira idade benefícios físicos, sociais e emocionais

Por Mano Lima (*)

Há 11 anos, o capoeirista brasiliense Mestre Gilvan constatou que havia uma escassez de políticas públicas e de atividades específicas para a terceira idade. Nascia no Distrito Federal a capoterapia – capoeira adaptada para a terceira-idade  como modalidade lúdica, capaz de atrair pessoas e tirá-las do sedentarismo. “O trabalho com a capoterapia iniciado por Mestre Gilvan em nossa unidade de saúde, aliado a outras atividades que oferecemos, como o tai chi chuan, a dança, as sessões de alongamento e a ´terapia do abraço´ têm atraído muitos idosos para atividades que são fundamentais para o seu bem-estar físico e psíquico”, explica o coordenador de terapias corporais do Centro de Saúde 7 de Ceilândia, DF, Dr. Geovane Gomes da Silva. Uma das diferenças da capoeira tradicional para esse novo método está no ritmo e na intensidade. Assim como na capoeira, na capoterapia há a ginga, movimento tradicional da capoeira, e os alunos tem pequenas noções da esquiva, que é o ato de se desviar de um golpe. Mas evidentemente não há saltos, nem golpes mais contundentes, que podem expor os idosos a acidentes e lesões.

A capoterapia pode ser feita, inclusive, por cegos, pessoas com déficit mental ou com seqüela motora (cadeirantes). Apenas pessoas com doença cardíaca grave devem evitar, pois nestes casos qualquer esforço físico mais intenso é uma ameaça a sua saúde. Como a maioria dos grupos de capoeira funciona em centros de saúde, os próprios médicos alertam aos pacientes sobre a viabilidade ou não de fazer a capoterapia. E, o que é mais importante, na capoterapia há o respeito ao ritmo de cada um e ninguém é obrigado a fazer senão aquilo que lhe dá vontade e prazer. ”Conheci a capoterapia através do Centro de Saúde, nas atividades para os idosos hipertensos. Minha família concorda com qualquer atividade que eu faça e que me ajude na melhoria de minha saúde. Sempre fiz exercícios físicos, só que com menos freqüência, depois me integrei ao grupo e tive vários benefícios, pois é muito bom estar em contato com outras pessoas. Minha vida era boa, só que como estava um pouco parada, o corpo estava travado. Quando a capoterapia apareceu, contribuiu ainda mais no meu desempenho físico. Espero que este programa voltado para os idosos não pare, e dure pôr muito tempo.”, comenta Maria Ferreira de Sousa, 59 anos, que tem seis filhos, 12 netos e um bisneto. As vantagens para o público da terceira idade são inúmeras. Quanto aos benefícios físicos ela diminui a dependência química de remédios para hipertensão, diabetes, colesterol.

Provoca, ainda, a recuperação do vigor, amplia a força muscular, ocasiona a amplitude dos membros inferiores e superiores, tonicidade muscular. Entre os benefícios sociais da capoterapia estão a integração grupal e a ampliação do círculo de amizades. A “ginga dos mais vividos”, como é chamada a terapia, também é um auxiliar importante no combate à depressão e à solidão, despertando em seus praticantes a recuperação da auto-estima e do prazer de viver. Conheci a Capoterapia através da auto-massagem. Meus filhos acharam bom, pois minha vida era triste, eu me sentia doente, sempre de baixo astral. Não me divertia, não tinha vontade de sair, na verdade não tinha mais vontade de viver e graças a ela, nós temos uma vida melhor, fazemos sempre novas amizades e nos divertimos muito. Hoje, sou mais alegre, passeio bastante, trabalho e me considero feliz”, relata Antônia Lizarda, 66 anos.

Na prática, as aulas de capoterapia se iniciam com uma sessão de aquecimento e alongamento, pra preparar a musculatura. Em seguida vêm as cantigas de roda, quando o grupo canta clássicos da música infantil, como “ciranda ciradinha” e da música popular como “acorda Maria bonita, levanta vem fazer o café”. As atividades reproduzem rotinas domésticas, como lavar, passar ferro, estender a roupa no varal. O ideal é que a capoterapia seja praticada de duas a três vezes por semana. Como isso a Associação Brasileira de Capoterapia ainda não dispõe de multiplicadores em número suficiente para atender todas as demandas que surgem, a entidade está oferecendo cursos de capacitação, para formar novos agentes do programa. Além disso, os idosos são estimulados a fazer em casa, sozinhos, os exercícios para os quais são orientados nas vivências de capoterapia. Dentro da capoterapia ainda acontecem algumas terapias como a “Campanha do Abraço”, onde se busca resgatar o senso de cordialidade e a descontração, estimulando as pessoas a trocarem o “calor humano”, em gestos afetivos, como instrumento de valorização do outro. Durante a “Terapia do abraço” ocorre a campanha “Você já abraçou seu filho, hoje?

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(*) Mano Lima é jornalista, autor do livro “A ginga dos mais vividos” e Mestre em
Educação.
Saiba mais: Para conhecer melhor a capoterapia ou para receber em casa um
exemplar do livro “A ginga dos mais vividos”

Bahia: Capoeira é tema de atividades educativas no Solar Ferrão

Apresentação de berimbaus e contação de histórias estão na programação

Duas atividades marcam o mês de encerramento da exposição fotográfica itinerante “Capoeira – luta, dança e jogo da liberdade”, em cartaz até 30 de setembro, na Galeria Solar Ferrão. Na próxima terça-feira (11), às 15h30, a etnomusicóloga Emília Biancardi e a Orquestra Museofônica da Diretoria de Museus, fará uma apresentação de Berimbaus, instrumento característico das rodas de capoeira.

Já nos dias 13 e 20 de setembro, às 10h e às 14h, acontece o projeto “Contação de Histórias”, sob coordenação do arte educador Ubirajara Santos. Com o tema Capoeira, a atividade é voltada para crianças com idade entre 6 e 12 anos e deve ser agendada previamente no Setor Educativo do Solar Ferrão ou pelo telefone: (71) 3116-6740.

 

Sobre:

Composta por fotografias de André Cypriano acompanhadas de ilustrações de Debret e Auguste Earle, a exposição Capoeira – luta, dança e jogo da liberdade conta a história da capoeira no Brasil, desde seu surgimento no Brasil Colonial até os dias de hoje, ressaltando aspectos de promoção e valorização da cultura nacional, além de sua função de agregação social. A mostra é uma realização da Aori Produções Culturais e tem o apoio da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia.


Serviço:

O que: Programação educativa da exposição fotográfica “Capoeira – luta, dança e jogo da liberdade”.
Onde: Solar Ferrão – Rua Gregório de Mattos, 45 – Pelourinho – Centro – Salvador. Telefone: (71) 3116-6740.
Quando: Até o dia 30 de setembro. Visitação: terça a sexta, das 12h às 18h, e sábado, domingo e feriado, das 12h às 17h.

 

Fonte: http://www.ibahia.com

Rio Claro: Abordagem lúdica e pedagógica coloca bebês em contato com capoeira

Arte marcial misturada com dança, a capoeira teve início no Brasil no século XVI, servindo de instrumento da resistência cultural e física dos escravos frente à repressão dos colonizadores e senhores de engenho. Ao som de berimbau, o jogo mescla golpes mais rápidos e, também, lentos e próximos ao solo, cujo gingado e musicalidade são o diferencial desse esporte.

Em Rio Claro, a tradição é mantida com o passar das gerações. Para que a cultura afrodescendente continue sendo valorizada, bebês já estão tendo o primeiro contato com a capoeira. Com o apoio da Secretaria Municipal de Esportes, o Grupo Muzenza de Capoeira desenvolve projeto na Academia do Bairro Mãe Preta para o aprofundamento das padronizações técnicas e difusão do esporte.

De acordo com Luís Roberto de Lima, instrutor Guerreiro, que teve o primeiro contato com a arte aos sete anos de idade, a proposta em atender bebês é para colocá-los em contato com um momento histórico importante para o Brasil, além de incentivá-los para a música, cultura e atividades físicas. Sem riscos aos menores, reforça que as atividades desenvolvidas são lúdicas e pedagógicas. “Quis trabalhar com bebês para que o interesse pelo esporte seja despertado logo cedo, para que não se tornem indivíduos sedentários futuramente. Outro ponto é a possibilidade de lhes apresentar o contexto histórico da capoeira como uma expressão cultural brasileira”, comenta o instrutor.

Bananeiras, cambalhotas, exercícios em forma de gincana, uso de instrumentos musicais e alongamentos são as principais atividades desenvolvidas com os bebês de um e meio a quatro anos de idade. “Não tem perigo algum, ao contrário do que possam imaginar, pois a arte marcial não é aplicada, apenas elementos musicais, culturais e exercícios que trabalham e aperfeiçoam a coordenação motora e a musculatura”, reforça Guerreiro.

As aulas voltadas a essa faixa etária tiveram início há duas semanas, com vagas em aberto. São atendidos, também, grupos de seis a 12 anos e de jovens e adultos. Para o instrutor, a gratificação ao trabalhar com os menores consiste em ser uma opção frente à ociosidade das ruas, cuja arte faz parte da sua vida. “Ainda criança, estava próximo a uma praça, quando uma senhora me chamou para jogar capoeira com seu filho. A partir disso, interessei-me pela capoeira e, hoje, já são 12 anos atuando como instrutor”, conclui.

Mais informações, ligue: (19) 8325-3812 Guerreiro ou (19) 3533-5422/5433 Secretaria Municipal de Esportes. Acesse: www.muzenza.com.br. Local: Avenida 2-MP, esquina com Rua 16-MP, Parque Mãe Preta.

 

Aulas

As aulas acontecem de segunda, quarta e sexta-feira, na Academia do Bairro Mãe Preta, nos seguintes horários: das 18h30 às 19h, para bebês de um e meio a quatro anos; das 19h às 19h40, para alunos de seis a 12 anos; e das 19h40 às 21h, a jovens e adultos.

 

Grupo Muzenza

O Grupo Muzenza de Capoeira foi fundado em 5 de maio de 1972, no Rio de Janeiro, tendo como seu fundador Paulo Sérgio da Silva (Mestre Paulão), oriundo do grupo Capoarte de Obaluaê, do Mestre Mintirinha (Luís Américo da Silva). O Grupo se faz presente em 26 estados brasileiros e 35 países, buscando sempre os fundamentos e as raízes da capoeira. Desde 1975, é presidido por Ms. Burguês.

 

Fonte: http://jornalcidade.uol.com.br

Evento reúne mestres de capoeira em Groaíras

Participantes de todo o País estão em Groaíras para enaltecer uma dança presente no Brasil desde a época colonial

Groaíras Neste fim de semana, o Grupo Cordão de Ouro de Capoeira de Groaíras comemora 14 anos com o 3º Mandinga na Ribeira, que traz mestres de todo o País. O evento está ocorrendo no Galpão dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais até amanhã e é aberto ao público. O projeto conta com apoio do Governo Federal e Coelce.

Dentre os presentes, estarão os mestres Suassana, de São Paulo, e Cobra Mansa, de Salvador, dentre outros nomes de destaque da Capoeira Nacional. Iniciado em abril, o evento está tendo se encerramento, tendo um público de mais de quatro mil pessoas nesta edição, de acordo com a organização do evento.

O coordenador do projeto, José Jones Rufino Cruz, mais conhecido como Pretinho Jones, explica que foi um dos fundadores do Grupo Cordão de Ouro de Groaíras, em 1998, e que hoje já conta com mais de 50 praticantes somente na sede do Município. “Os praticantes vão desde crianças de 6 anos até idosos”.

Ele diz que esse grupo da terceira idade é um grupo especial, com atividades desenvolvidas especialmente para esse objetivo. “É uma terapia ocupacional com idosos, com atividades bem mais leves e voltadas para eles”.

Segundo Jones, o sucesso da capoeira se dá devido à peculiaridade do jogo, que mistura dança e luta. “Essa é a sedução inicial da modalidade. Quem joga capoeira às vezes dança, às vezes luta. A ocasião faz a definição. Além disso, está presente no País desde a época do Brasil Colonial, contando a história”.

Durante os meses de evento, a organização afirma que a receptividade foi intensa, principalmente por parte das famílias de crianças e adolescentes. Jones diz que os benefícios são reconhecidos por todos. “Não é preciso muito preparo físico e a prática beneficia a autoestima, senso de respeito e ao lidar com os instrumentos musicais facilita-se a coordenação motora fina, trazendo benefícios na escrita, leitura e percepção”, enumera.

O estudante Marcos Alves esteve em umas das rodas de capoeira que ocorreu dentro do evento. Segundo ele, apenas para observar. “É interessante, principalmente, para a manutenção da cultura local. Eles têm uma filosofia que trabalha valores como o respeito tanto a si mesmo quanto ao próximo”, disse.

 

Além desses pontos, Jones destaca também que não há aumento na agressividade. “Muito pelo contrário, todos os praticantes acabam aprendendo mais sobre controle e humildade, pois a primeira ´rasteira´ que ele deve dar é em si mesmo”.

O comerciante Isaac Bento endossa a afirmação, dizendo que sua vida era diferente na época da capoeira. “Quando era mais novo, pratiquei muito, era uma pessoa mais calma e saudável, devido aos benefícios que o exercício traz consigo. Hoje sinto falta, mas não tenho mais tempo. Sempre procuro ver os meninos jogando capoeira em Sobral e fico contente em saber que há um incentivo desses tão perto daqui”, finaliza.

Conforme a coordenação, as outras edições do evento, em 2008 e 2010, contaram com um total de participantes de 500 pessoas e público estimado de mais de 10 mil. Dentre as atividades, oficinas de capoeira e danças folclóricas, palestras e seminários e apresentações culturais em espaços públicos da cidade.

O projeto também buscou abrir espaços para questionamentos de cunho social, como a preservação do meio ambiente e manutenção de culturas afro-indígenas da região.

 

Mais informações

 

Grupo de Capoeira Cordão de Ouro de Groairas

Rua Fco. Ximenes Melo, 85

Bairro José Cassiano, Groaíras

(88) 8814.9756

Laranjal Paulista – SP: Projeto oferece aulas gratuitas de capoeira

Aulas serão realizadas na Vila Zalla para crianças, adolescentes e adultos.
Outras atividades já são oferecidas para as crianças carentes do município.

O projeto ‘Espaço Amigo’, realizado em Laranjal Paulista (SP), vai oferecer aulas de capoeira para crianças adolescentes e adultos no centro educacional no bairro Vila Zalla.

As aulas serão ministradas aos domingos, das 9h30 às 11h30, no Centro Esportivo ‘Paulo Roberto dos Santos’. Atualmente, o projeto já oferece às crianças atividades como teatro, dança, karatê, artesanato, canto e grafite.

As aulas são gratuitas e abertas para a população, mas tem como público alvo crianças carentes da cidade. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (15) 3283-6576.

 

Projeto

O ‘Espaço Amigo’ conta com aproximadamente 260 inscritos este ano. O projeto trabalha com crianças e adolescentes carentes do município.

Suas ações oferecem oportunidades para que seus participantes desenvolvam potenciais se utilizando de atividades que enriqueçam o aprendizado de forma lúdica e prazerosa.

O projeto conta com três unidades. Além da Vila Zalla, também é realizado no bairro Maristela e Laras atendendo crianças com faixa etária de 6 a 12 anos. As atividades são realizadas conforme o período em que as crianças estudam.

Os participantes praticam atividades como vôlei, futebol, coral, recreação, jogos, artesanato, pintura, karatê, dança, teatro e grafismo, todas acompanhadas por monitores. Além das atividades, as crianças também recebem alimentação durante as aulas.

 

Fonte: http://g1.globo.com

Festival promove no Ceará atividades de capoeira e cultura negra

Promover a cultura afrodescendente e a arte da capoeira. Com esse intuito, começa em Fortaleza o V Festival Internacional de Capoeira e Tradições Afrodescendentes – Tribos, Berimbaus e Tambores 2012, que será realizado de 23 a 29 de julho. Nos dois últimos dias, o encontro segue para a praia de Parajuru, a 110km da Capital. O evento é promovido anualmente desde 2008 pelo Centro Cultural Capoeira Água de Beber (CECAB), com a supervisão do Mestre Ratto.

Entre os convidados estão o Mestre Lua Rasta (BA), Mestre Kall (Ave Branca – DF), Mestre Luiz Renato Vieira (Beribazu – DF) e Contramestre Pingo (Aruê Capoeira – DF). Além dos capoeiristas do Ceará, cerca de 50 praticantes de capoeira são esperados no festival, vindos de vários estados do Brasil e de outros países, como Venezuela, Hungria, França, Turquia e Holanda.

“Este ano será especial pela comemoração dos 30 anos da minha prática de capoeira e pelos 10 anos do CECAB. Será um momento de trocas visto que hoje a capoeira é uma das principais difusoras da língua portuguesa no mundo”, afirma Mestre Ratto.

A programação do Tribos 2012 traz como temas principais a sustentabilidade e a educação na capoeira e cultura negra. Os espaços se dividirão entre debates, feiras, exposições, exibições de filmes e outras apresentações culturais. Oficinas de confecção de bonecas Abayomi, de dança afro-cubana e de salsa cubana, de fabricação de instrumentos e de danças brasileiras também integram o festival. Além disso, haverá relatos inéditos sobre a história da capoeira no Ceará, feira da economia do negro e shows.

Enfatizando o momento histórico da capoeira e estimulando o estudo aprofundado da arte pelos praticantes, o debate também acontece nas seguintes palestras: “Cultura afrodescendente e educação”, “A capoeira como instrumento de educação para a cidadania de crianças e adolescentes”, “As transformações que a capoeira pode trazer para a criança e para a cultura corporal”, “Oralidade como transmissor de conhecimento nas comunidades tradicionais de terreiro”,”‘Tá no Água de Beber’: culto aos ancestrais na capoeira” e “Sustentabilidade na capoeira”.

As atividades serão realizadas no Anfiteatro do Dragão do Mar e no Anfiteatro Beira Mar, no SESC Iracema e no Mercado dos Pinhões. Na comunidade do Riacho Doce, onde o CECAB desenvolve um trabalho social, também será desenvolvido um intercâmbio França – Brasil entre jovens do Ceará e jovens da Associação Capoeir’Art de Marseille – França.

 

Serviço

V Festival Internacional de Capoeira e Tradições Afrodescendentes – Tribos, Berimbaus e Tambores

 

Data: Dos dias 23 a 29 de julho (nos dos últimos dias será na praia de Parajuru).

Locais: Anfiteatro do Dragão do Mar e Beira Mar, SESC Iracema e Mercado dos Pinhões.

Mais informações: www.ecab.org.br

 

Fonte: Agência da Boa Notícia

 

Sobre o CECAB

 

O CECAB é uma associação civil sem fins lucrativos de Utilidade Pública Municipal e Pontinho de Cultura de Fortaleza, fundada em 2002 por Robério Queiroz, conhecido na capoeira como Mestre Ratto. Nossa missão é valorizar e difundir a cultura afrobrasileira e promover a inclusão social de famílias em situação de vulnerabilidade social e pessoas com deficiência.

 

Missão:

Oficina de Instrumentos: Fabricação de atabaque, berimbaus, pandeiro e instrumentos afins, aulas de percussão;

Palestras sobre educação: Sexualidade, saúde, comportamento, preservação do meio ambiente;

Reforço e acompanhamento do desempenho escolar;

Enriquecimento da cultura: Palestras, demonstrações culturais, aulas de dança oficinas de teatro;

Alimentação Básica: Lanches durante as atividades, doação de cestas básicas

Integração com a comunidade: Promover atividades que envolvam os pais das crianças.

Aulas de Apoio: Aulas de reforço escolar onde as crianças podem ser orientadas no conteúdo disciplinar da escola.


Objetivos:

Criar turmas de aprendizado da capoeira em diversos bairros da cidade, resgatando a cidadania de crianças e adolescentes em situação de risco social.

Preservar e difundir a cultura afro-brasileira através dos ensinamentos de uma de suas mais populares expressões: A Capoeira.

Transformar a capoeira num ofício, habilitando o aluno a exercer a atividade profissionalizante.

Respeitar e defender os direitos das crianças.

Informar e conscientizar a população dos problemas enfrentados por crianças que não tem acesso aos recursos básicos de sobrevivência e vida decente, sensibilizando a sociedade através de campanhas realizadas pelo projeto;

Adquirir subsídios através de doações e adoções (que coletam dinheiro) para investir em trabalhos que já foram iniciados e organizados em Fortaleza pelo Capoeira Brasil.

Enriquecer o método de Educação lúdico abordado através da capoeira, incentivando a participação do jovem nas manifestações culturais;

Capacitar professores de capoeira;

Contribuir com o turismo no Ceará, apresentando espetáculos e apresentações durante a alta estação de férias oferecendo melhores e mais ricas opções de lazer e entretenimento e incentivando a presença dos visitantes para conhecer um pouco da cultura do Brasil;

Divulgar a arte da capoeira, não apenas no seu aspecto esportivo, mas também como manifestação da cultura;

Divulgar a participação dos afros – brasileiros na construção da nação e da história;

Desenvolver a formação de crianças, jovens e adultos, possibilitando uma formação cultural mais ampla através de espetáculos.

A participação da Criança no Projeto

 

Para participar do projeto o aluno tem que em principio, freqüentar a escola. A exigência quanto à escolaridade faz sentido na medida em que, como é sabido, o desligamento da escola é o primeiro passo para a criança ou adolescente ser engolido pela engrenagem que embrutece, marginaliza, finalmente leva ao crime. Aqueles que não estudam são orientados a retornar à escola, recebendo um acompanhamento mais sistemático.

O aluno do Água de Beber, basicamente, pertence à família de baixa renda, que recebe de zero a três salários mínimos inserida no mercado informal de trabalho. São meninas e meninos pobres que estudam em escolas públicas. Alguns até trabalham para ajudar no sustento da família. No processo de formação, são levados em consideração os diversos aspectos da vida do aluno, relacionados com a etnia, família, educação sexual, uso de drogas, escolaridade e cidadania.

Alem desses fatores, há a possibilidade de transformar a capoeira num oficio, habilitando o aprendiz – elemento multiplicador – a exercer uma atividade profissionalizante.

A metodologia arte-educação tem transformado o comportamento dos jovens. É a descoberta do indivíduo que passa a se reconhecer como ser pensante, com um olhar mais criativo e indagador. Impulsiona a continuidade do trabalho e nos dá energia para prosseguir na luta para construção de um futuro melhor.

A existência desse projeto é de grande importância para a sociedade e urge a necessidade de manter ampliar e revitalizar o núcleo.