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Cia. de Dança Negra-Contemporânea Kina Mutembua & Espetáculo Berimbaus

Estreou mês passado no Rio de Janeiro o espetáculo Berimbaus, o mais novo trabalho da Cia. de Dança Negra-Contemporânea Kina Mutembua.

A iniciativa é patrocinada pela Shell e narra a chegada dos povos africanos ao território brasileiro e a construção de uma cultura marcada pela criatividade e pela resistência. A capoeira tem destaque no espetáculo, sendo apresentadas coreografias de Yuna e São Bento. 

O espetáculo também introduz a coreografia Intore, desenvolvida em cooperação com o Ballet Nacional de Ruanda e financiada pela Unidade Especial de Cooperação Sul-SUl do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) de Nova Iorque.

O espetáculo é dividido em três momentos:

  1. Pássaro: momento lírico onde o balé de duas aves é apresentado por meio dos movimentos da capoeira
  2. Pé de berimbau: celebrando os mestres de capoeira do presente e os ancestrais
  3. Berimbau: momento em que a força do tambor e da dança africana se expressa em sua plenitude

A Cia. de Dança-Negra Contemporânea Kina Mutembua  integra a Ong Ação Comunitária do Brasil do Rio de Janeiro fundada há 45 anos, e que atua na área de qualificação profissional e geração de renda através do estímulo ao trabalho associativo, ao fomento à produção solidária e ao desenvolvimento de formas alternativas de geração de renda para moradores de comunidades de baixa renda da cidade do Rio de Janeiro.

Agenda de outubro: Salvador

 

Fonte: http://www.minasdeideias.com.br/

O “Iê”: mais que um cumprimento, uma oportunidade para o aprendizado

A capoeira nos oferece inúmeras possibilidades para o trabalho. E na qualidade de educadores devemos estar conscientes para identificá-las e utilizá-las no momento oportuno. Para tanto, é extremamente importante o estado de vigia. Assim como no jogo, todos os sentidos devem estar despertos pois muitas delas podem passar despercebidas, por descuido ou mesmo por estarmos tão acostumados que não alcaçamos o seu potencial.   

Um desses momentos é o nosso “Iê”, que sempre foi para mim a melhor maneira de saudar meus camaradas e também a forma com a qual peço licença ou proteção para iniciar o jogo. Uma pessoa muito querida que reforça isso é o mestre Mendonça (RJ), relator da regulamentação da capoeira nos idos de 1932; um dos baluartes da nossa arte com a qual tenho o privilégio de tomar lição sempre que o encontro ou telefono para ele. Ser humano espiritualizado que sempre reforçou a importância dessa saudação entre os capoeiristas.

No entanto, apesar de buscar valorizar sempre esta atitude, ainda não tinha me dado conta de que ela oferece uma oportunidade ímpar para o trabalho. Mais que uma saudação o “Iê” encerra valores como o respeito e atua fortemente no sentimento de pertencimento.

Certo disso, tornamos a saudação uma de nossas regras. O aluno ao chegar, após arrumar as suas coisas sauda a todos que estão na roda. E todos devem saudar a sua chegada. Claro, no início eles não compreendiam muito bem, mas hoje eles já fazem questão de utilizá-lo. E quando um ou outro esquece, todos os outros camam a sua atenção para que retorne à entrada e faça o cumprimento.

Outra forma em que o “Iê” está produzindo resultados maravilhos é para chamar a atenção. Neste quesito (já em clima de carnaval) ele merece o Estandarte de Ouro. É impressisonante como as crianças atendem quando o “invoco”, seja para por fim a uma discussão, seja para chamar a atenção, seja para nos despedir… E o que mais me alegra é estar na rua e ouvir, entre uma mar de pessoas, uma voz a me saudar: Iê! Isto, verdadeiramente não tem dinheiro neste mundo ou em qualquer outro que pague.

 
Iêeeeee!

http://flaviosaudade.wordpress.com/