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A verdade da CAPOEIRA

Capoeira é livre, pelo menos é símbolo da liberdade, e ser livre e ter a liberdade é viver em democracia e a democracia é o debate das ideias, e elas, as ideias, seja de quem for, acaba por incomodar sempre alguém, com ideias diferentes é claro.

Penso na nossa capoeira e nessa liberdade que ela utiliza, ela não é de ninguém, porém todos queremos a verdade dela, queremos descobrir a verdadeira capoeira, mas é muito difícil nesse mar de ideias diferentes. Chegamos assim na grande pergunta, o que é ser verdadeiro? A verdade existe? Como disse o filósofo, podemos pensar e perguntar qual é o tamanho da lua, podemos ter uma reposta certa ou errada, mas o fato é que seja qual for nossa resposta, a lua tem um tamanho certo, esse tamanho existe, por isso é verdadeiro, independente das discussões sobre o que encontramos como sendo seu tamanho, se levarmos isso para a capoeira é como procurar uma verdade longínqua e bem distante da nossas percepções, mas temos de começar por algum lado essa viagem.

O importante para um projeto atual de capoeira é que possua suas verdades, alicerçadas nos fundamentos das experiencias e ensinamentos que sua liderança herdou na sua vida, mas que pode essa liderança muito bem, receber de bom grado as verdades e críticas construtivas daqueles que ele tome como discípulos, porém nós humanos somos falhos, erramos, e nossa verdade pode virar uma mentira quando confrontada com verdades mais fortes, por isso que é importante que existam na capoeira os retóricos, os falsos Mestres e professores, os alunos dissimulados, desleais e omissos, pois para que a luz exista é preciso que exista a escuridão, acredito que todo esse laboratório tem como grande alicerce o tempo, pois só ele dá a maturidade para as ideias sobreviverem ou não, por isso capoeira é para quem tem paciência com o tempo, para quem viaja na volta que o mundo deu e na que o mundo vai dar, fica aqui esse texto para reflexão da geração atual e para que muitas sejam as ideias, mas que as boas verdades vençam.

Torcemos por isso…

 

Marco Antonio Monteiro

Capoeira Alto Astral

III Encontro da Música Atual e Tradicional da Capoeira

No dia 28 de agosto de 2010, acontecerá em Salvador o III Encontro da Música Atual e Tradicional da Capoeira – Festival Infanto-Juvenil de Corrido, que integra o calendário de atividades do “Projeto Coleção Emília Biancardi – dinamização e difusão das tradições populares”, que conta com o apoio financeiro do Fundo de Cultura do Estado da Bahia.

Quem está à frente deste evento é a etnomusicóloga e pesquisadora da música popular tradicional brasileira Emília Biancardi, que colabora de forma significativa para a afirmação cultural da capoeira nos cenários nacional e internacional desde os anos 1960, junto com o pesquisador Frede Abreu, coordenador do Projeto Mandinga – Instituto Jair Moura.

Na edição de 2009, o Encontro demonstrou sua atualidade e importância, atraindo capoeiristas e estudiosos, provocando muitas expectativas favoráveis para a continuidade da realização desse evento. Em função disso, recebe novamente o apoio financeiro da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Esse apoio acena com a possibilidade de incluí-lo no calendário festivo anual da capoeira da Bahia.

Este ano o evento está voltado para a categoria infanto-juvenil, e poderão se inscrever crianças e adolescentes com idade entre 08 e 14 anos.

Será premiada a composição corrido, gênero musical que é cantado nas rodas durante os momentos do jogo, que devem ser apresentados conforme a tradição dos velhos mestres da capoeira.

O objetivo do festival está comprometido com a preservação da tradição musical da capoeira, considerando que as formas tradicionais continuam atuais, sendo muito cantadas nas rodas, servindo, inclusive, de matriz para novas composições, como vem sendo demonstrado pelos principais compositores da capoeira.

Ao fomentar o aspecto atual da música da capoeira, o Festival reconhece a vitalidade dos muitos capoeiristas compositores e de suas novas experiências, identificando nesta produção os traços de tradição que continuam sendo mantidos, pois nas rodas de capoeira o cancioneiro tradicional continua sendo muito cantado e servindo de inspiração para novas músicas e experimentos que continuam sendo mantidos.

Na medida em que realça a importância da música da capoeira nas suas formas tradicionais, tanto da Angola quanto da Regional, o Festival de Corrido passa a ter uma finalidade didática, assegurando o destino desta forma como matriz da manifestação símbolo da cultura afro-brasileira.

 

III Encontro da Música Atual e Tradicional da Capoeira

– Festival de Corrido –

 

Inscrições até 20 de agosto de 2010.

apenas para crianças e adolescentes

com idade entre 08 e 14 anos

 

Data do evento: 28 de agosto de 2010

Hora: 14h

Local: Largo Pedro Arcanjo – Pelourinho

 

Maiores informações:

(71) 3266-6092 / 8847-0925 / 8732-2476

colecaoemiliabiancardi@gmail.com

www.colecaoemiliabiancardi.blogspot.com

Memorial da Capoeira Pernambucana

” A idéia de um projeto surge de uma percepção, de uma visão – Gil Cavalcanti, o Mestre Gil Velho “

Prezados amigos,

Bem-vindos ao Memorial da Capoeira Pernambucana, uma iniciativa de mestre Gil Velho, patrocinada pelo Ministério da Cultura através do seu programa Capoeira Viva/Petrobras.

O Memorial cumpre a sua meta: não ser apenas um acervo estático, contendo somente o registro da capoeira do passado, e o mapeamento dos personagens da capoeira atual e sua distribuição geográfica; mas, sim, mostrar a força sócio-cultural da capoeira do séc. XIX, nas cidades do Rio de Janeiro e Recife e criar estratégias de resgate desta relação, para os personagens e seus espaços de atuação da capoeira atual.

Desta forma, o Memorial Pernambucano confirma sua intenção de desenvolver uma estratégia, através do uso da capoeira como vetor sócio perceptivo; criando ações que venham estruturar programas de inclusão sócio cultural, nos espaços que a capoeira está inserida.

Em síntese: a proposta deste projeto, ressalta a riqueza e a singularidade da cultura de um determinado contexto sócio cultural, ao se direcionar para construção da capoeira baseado nas informações da memória genética do indivíduo.Com isto, abre-se a possibilidade, através de seus ritmos sócio culturais, de resgate dos hábitos e valores das comunidades locais integradas na sociedade contemporânea. Desta forma, estimula o elo entre ações culturais e ações inclusivas sócio ecológicas, ao por em foco; registros que têm como essência a valorização da sobrevivência dessas comunidades ligadas a seus valores e a suas perspectivas identitária e territoriais.

O levantamento dos registros e interpretação feita pelo projeto, sobre a capoeira pernambucana do séc. XIX é um grande subsídio ao processo de inventário do pedido de registro da Capoeira como Patrimônio Imaterial Brasileiro e em simultâneo é, também, um grande subsídio para criação do Centro de Referências da Capoeira pernambucana, virtual e de caráter transdisciplinar e multimídia, com o objetivo de abrigar produções científicas, acadêmicas e audiovisuais, dentre outras.

Esta pesquisa, junto aos seminários que foram realizados, subsidiou o planejamento das oficinas sócio-perceptivas ao juntar a comunicação gestual da capoeira aos ritmos sócios culturais pernambucanos, como podemos ver no Link “Ações do Memorial”.

Saudações do mestre Gil Velho e do Memorial da Capoeira Pernambucana.

 

  • Visite o site do Memorial : http://www.memocapoeirapernambucana.com.br

 

Sobre o Memorial

O projeto da criação do Memorial da Capoeira Pernambucana foi desenvolvido, no prazo estabelecido pelo Projeto Capoeira Viva. Memorial cumpriu, a sua meta de não ser um acervo estático, contendo somente o registro da capoeira do passado e o mapeamento dos personagens da capoeira atual e sua distribuição geográfica Mas sim, mostrar a força sócio Cultural da capoeira de Pernambucana do séc. XIX, e criar estratégia de resgate, desta relação, nos personagens e seus espaços de atuação, da capoeira atual.

A meta principal: aproximar a capoeira à realidade sócio cultural pernambucano, como estratégia de maior penetração desta, no contexto sócio cultural, foi o que direcionou projeto E, neste sentido, se complementa a ação do inventário, pois, ao associar, na construção da comunicação gestual da capoeira, elementos do universo rítmico do contexto sócio cultural pernambucano, se atingem as informações da memória genética dos indivíduos. E, com isto, além do resgate do processo e forma que estruturou a capoeira de outrora dos Brabos e Valentões, temos o resgate do indivíduo na percepção de sua participação, na construção de seu contexto sócio cultural.

Desta forma, o projeto do Memorial Pernambucano confirma sua intenção em desenvolver uma estratégia, através do uso da capoeira numa perspectiva sócio perceptiva; criando ações que venham estruturar programas de inclusão sócio cultural, nos espaços que a capoeira está inserida. Foi proposta a criação do Centro Nacional de Referências da Capoeira no Brasil, que será virtual, de caráter multidisciplinar e multimídia, com o objetivo de abrigar produções científicas, acadêmicas e sobre a capoeira.audiovisuais, dentre outras. Espera-se que essa iniciativa possa facilitar consulta de referências existentes .

II Encontro da Música Atual e Tradicional da Capoeira

II Encontro da Música Atual e Tradicional da Capoeira apresenta:

II Festival de Ladainha, Corrido e Quadra ou Chula

Inscrições abertas para o Prêmio

Tributo aos Mestres Pastinha e Bimba

tudo sobre o Festival, o Prêmio e o Projeto www.colecaoemiliabiancardi.blogspot.com

Maiores informações:
71-8847-0925 ou 71-8732-2476
colecaoemiliabiancardi@gmail.com

Realização:
Projeto de Implementação da
Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais
Emília Biancardi

Apoio Fundo de Cultura / Governo da Bahia

V Encontro Regional de Mulheres Negras

O Grupo de Mulheres Negras Nzinga Mbandi está com inscrições abertas para o V Encontro Regional de Mulheres Negras, a ser realizado nos dias 4 a 6 de novembro, em Piracicaba/SP.
Serão discutidos temas como saúde, orientação sexual, educação, e atual situação das mulheres negras no cenário nacional e internacional.
As inscrições vão até o dia 15 de outubro.
Maiores informações, nzingaimbandi@bol.com.br
Divulgue

Capoeira: O lazer da indústria do turismo em Salvador

          Refletir sobre as experiências de lazer na atual sociedade tem se tornado um dos grande assuntos nos últimos anos. A maioria dos estudos e das pesquisas voltadas para o campo do lazer, nos tem fornecido discussões que colaboram para reflexões acerca das diversas experiências culturais desenvolvidas na atual sociedade, identificando assim, diversos problemas no qual temos que compreender, identificar e refletir de maneira consciente e crítica.
            Neste sentido, não podemos negar que tal reflexão se apresenta e se torna necessária quando observamos que na maioria das experiências culturais de lazer, e principalmente as que envolvem algumas manifestações da cultura popular brasileira como é o caso da capoeira, do samba e do futebol estão sendo desenvolvidas de maneira pejorativa e exacerbada e se aproximando a cada dia da lógica capitalista.
            Na maioria das vezes, as pessoas que estão à frente dessas experiências culturais não apresentam nenhum tipo de informação, entendimento e o pior de tudo, não compreendem os fundamentos, as tradições, os rituais e o processo histórico que a constituíram e a reconheceram como manifestações populares do nosso Brasil.
            Sendo assim, acreditamos que a capoeira uma manifestação de origem afro-brasileira no qual tudo nos levar crer ter sido criada e desenvolvida pelos negros africanos como um grito de liberdade no Brasil deva ser reconhecida como uma manifestação que expressa em sua particularidade e em seu ritual um misto de jogo, dança e luta de resistência do negro contra todo tipo de opressão.
            Tal característica de resistência apresentada pela capoeira, possibilita que a mesma expresse um aspecto de conformismo e resistência capaz de reverter determinada lógica, passando a ser compreendida e observada como um movimento revolucionário, que proporcionou aos escravos subsídios necessários para lutarem e alcançarem melhores condições de igualdade e liberdade, se é que podemos falar nisso nas atuais condições da sociedade brasileira.
            Porém, procuraremos relatar no desenvolvimento deste estudo algumas experiências vividas e observadas no período de 14 a 21 de novembro de 2004, na cidade Salvador/BA, período em que ocorreu a realização do XVI Encontro Nacional de Recreação e Lazer " ENAREL, evento que teve como tema "O lazer como cultura: o desafio da inclusão social".
            Ressaltamos que iremos apontar, em nossos próximos textos, apenas os pontos relevantes sobre os fatos ocorridos e que, ao nosso olhar, fornecem dados interessantes para uma intervenção crítica no campo do lazer, pois a capoeira uma manifestação da cultura popular que vem, a cada dia, conquistando mais adeptos, precisa ser compreendida como uma atividade que possibilita desenvolver a autonomia e a consciência crítica das pessoas acerca dos diversos problemas encontrados na atual sociedade e não apenas torna-se uma atividade a ser utilizada como válvula de escape dos turistas e das pessoas que querem desfrutar das riquezas do nosso país, da nossa cultura e enfim, de toda nossa sociedade numa visão geral.
            Acreditamos que devemos intervir de maneira consciente, buscando e desenvolvendo uma perspectiva crítica e transformadora de lazer que seja possível compreender, reconhecer os conhecimentos e os saberes proporcionados pelas manifestações populares brasileiras, valorizando o processo histórico de cada uma, o quanto elas representam o nosso país, pois caso contrário, estaremos passando uma borracha em todo um processo histórico de luta, resistência, conformismo e de superação.
            Portanto, a pesquisa que encontra-se em andamento tem como objetivo refletir, na particularidade prático-social do lazer, como a capoeira se intera por meio do seu aspecto de conformismo e de resistência das transformações que vem ocorrendo na atual sociedade do consumo e como articula respostas a esse processo globalizante.

MARCELO LAMPANCHE é formado em Educação Física (Bacharelado e Licenciatura plena) pela UNICSUL, desde 2004. Atualmente, é coordenador do Projeto Sócio-Cultural Cenlep Capoeira e um dos responsáveis pelo Grupo de Estudo sobre Capoeira e Lazer – GECAL e integrante (Monitor) do Grupo CapuraGinga em São Paulo-SP.
THELMA POLATO é Mestra em Educação Física na área de concentração Lazer, professora e praticante de Capoeira o Grupo CapuraGinga em São Paulo-SP.
 
Web site: www.capuragingacapoeira.com
Autor: Marcelo Lampanche e Thelma Polato
Fonte: www.capoeira.jex.com.br – Jornal do Capoeira
 

CAPURAPAZ

  • SE VOCÊ É CAPOEIRA, NÃO FIQUE DE FORA DESSE GRANDE EVENTO.
    15/05/2005 – Tatuápé – SP

JUSTIFICANDO O EVENTO – CAPURAPAZ

A capoeira como uma manifestação da cultura popular na atual sociedade, se apresenta como uma das atividades mais completas, pois envolve um misto de dança, luta e jogo. Além disso, o seu processo histórico, o qual suas origens estão arraigadas a nossa história, nos leva a uma viagem ao passado, reconstruindo valores e fatos ocorridos no Brasil, trazendo aos dias de hoje a marca e a força dos agentes formadores de nossa cultura. Ao mesmo tempo em que a capoeira transmite informações sobre a história do nosso país, a mesma gera muito prazer ao público com o seu aspecto lúdico e combatente.

Esta manifestação foi proibida e severamente perseguida durante muitos anos. Atualmente, a capoeira é considerada como um dos mais ricos e legítimos símbolos da nossa cultura popular, estando presente nas escolas, nas universidades, nos clubes, nas academias, nas ONG’s, nos projetos sociais e em diversos países.

Porém, devido a essa popularidade, precisamos ter uma melhor compreensão acerca desta manifestação, pois estamos observando que na atual sociedade, as pessoas não estão entendendo e muito menos respeitando o processo histórico que a constituiu.

Neste sentido, acreditamos que seja necessário compreendermos a capoeira como uma manifestação da cultura popular capaz de contribuir para a elevação da auto-estima, o desenvolvimento da consciência crítica e para a construção de uma sociedade mais justa para os cidadãos brasileiros.

Sendo assim, nós, brasileiros, profissionais, praticantes dessa manifestação popular brasileira, passamos a ter uma grande responsabilidade com o futuro dessa arte e com as próximas gerações que irão conhecê-la através de nosso trabalho.

Entretanto, torna-se necessário oferecer ao grande contigente de profissionais, praticantes e estudiosos desta manifestação, informações que proporcionem não apenas um resgate histórico e cultural das origens e dos fundamentos da capoeira, mas também palestras, vivências e oficinas culturais que possibilite o desenvolvimento de reflexões e discussões acerca dos conhecimentos, saberes e fatores que influenciam diretamente a nossa sociedade e a prática da capoeira.
 

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