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Simpósio Memória da Capoeira Pernambucana

Ocorreu, no dia 01/09/2012, no Auditório Prof. Paulo Rosas, da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco, o I Simpósio Memória da Capoeira Pernambucana: A Leitura da Realidade do Mestre Zumbi Bahia, sob a Coordenação Geral do Prof. Ms. Henrique Gerson Kohl “Tchê”-DEF-CCS-UFPE.

O evento foi realizado pela PROEXT-UFPE e teve os seguintes apoios institucionais: PROEXT-UFPE, NEFD-UFPE, ADUFEPE-UFPE e PROGRAMA CABEÇA DE ÁREA-UFPE.

Na articulação, divulgação e recepção do Mestre Zumbi Bahia, a UFPE contou com a qualitativa ajuda das seguintes referências da capoeira, dentre outras não menos importantes: Mestre Tonho Pipoca, Mestre Pirajá, Mestre Pácua, Mestre Ulisses, Mestre Peu, Mestre Grillo, Mestre Renato, Mestre Juarez, Mestre Corisco, Mestre Coloral, Mestre Nó Cego, Mestre Americano, Mestre Fefé, Mestre Lano, Mestre Cal, Mestre Eduardo, Mestre Moacir, Mestre Pequena, Mestre Joab, Mestre Grafitt, Mestre Domingos, Contramestre Radiola, Contramestre Quadrado, Contramestre Dendê, Contramestre Bola, Contramestre Lua, Contramestre Flávio, Prof. Cajú, Prof. Ricardo, Prof. Carneiro, Prof. Douglas, Prof. Muela, Prof. Praça, Monitor Pinguim, Monitor Arrepio, Monitor Mamulengo, Instª Kinha, Inst. Jean, Inst. Gato, Formado Bola, Formado Boca, Estagiário Charuto, Graduado Cajueiro, Grad. José e outros.

Henrique Gerson Kohl “Tchê”- PE

Lugar de samba é no morro em Diadema

Se alguém te perguntar onde mora um dos ritmos mais tradicionais desse Brasil, pode dizer, sem medo, que ele vive no morro do Samba, em Diadema. A outrora favela, hoje com cara de bairro urbanizado, honra o nome que tem. Desde a ocupação, em 22 de fevereiro de 1991, em pleno Carnaval, até hoje, o morro que não é morro reúne os sambistas de plantão na vendinha de Hélio Batista da Silva, 45 anos e vice-presidente da Associação de Moradores do núcleo.

O percussionista David Moreira, 28, é um dos que nasceram com notas musicais correndo nas veias. Ele e mais seis amigos levam o morro do Samba para fora de Diadema com o Grupo Nova Amizade. “Já fizemos apresentação no Interior e na Baixada Santista, além de barzinhos na Vila Olímpia (na Capital)”, disse.

Moreira pode se orgulhar de viver do que gosta. “Fui autodidata: aprendi a tocar quando tinha uns 10 anos, só de olhar e ouvir os sambistas do bairro. Sou do tipo que mete a mão no instrumento, o pessoal de São Paulo gosta disso”, garantiu, referindo-se ao pandeiro, quase que uma extensão de seu próprio braço.

Entre uma cervejinha e outra, que ninguém é de ferro, o grupo faz seus ensaios sempre diante da vendinha de Hélio, que fica na Rua Botocudos, a principal do núcleo. É na Botocudos também que mais se vê o resultado do Programa Tá Bonito, do governo federal, que investiu cerca de R$ 4,2 milhões na infraestrutura da comunidade.

Ali, cada rua tem as fachadas das casas pintadas de uma cor: verde, vermelho, amarelo, laranja e por aí vai. Interessados em morar no morro têm de pôr a mão no bolso: as casas custam cerca de R$ 70 mil. Barracos não existem mais.

CRIMINALIDADE
O arco-íris do morro do Samba mudou a cara da favela, que tem um passado de episódios ligados ao crime e ao tráfico: em 2006, a polícia entrou no morro após encontrar um muro grafitado com imagens de bandidos assassinando homens da Polícia Militar. No ano seguinte, um vídeo mostrava o consumo de cocaína e maconha em uma festa do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Os moradores, no entanto, garantem que a comunidade está mais segura atualmente. “Sem as vielas fechadas, ficou difícil para os traficantes instalarem as bocas. Eu diria que 90% do tráfico saiu daqui”, avaliou um deles, que preferiu não se identificar.

MENSAGEM
Mas não é só de samba que vive a favela. Quem também representa o morro do lado de fora dele são os Manos MC”s, ou Rodrigo Ismael dos Santos, o Nego Blay, e Cleiton Venâncio, ambos de 31 anos. A dupla faz um trabalho diferente da maioria dos rappers: além da mensagem social, uma tradição do estilo, abusam das misturas com outros ritmos.

Como não poderia deixar de ser, o samba continua presente. “Temos parcerias com o pessoal do Nova Amizade e outros sambistas que diferenciam a nossa música. Alguns rappers torcem o nariz, mas o desafio é esse mesmo: ser diferente, tá ligado?”.

 

Capoeira tira crianças da rua e futebol empolga adultos

“A roda é boa, a roda é boa, no Morro do Samba, a roda é boa!”. No centro comunitário da favela, a pipa e a bola são deixadas de lado quando o som do berimbau e do atabaque começa a ecoar. As obras inacabadas do local não impedem a molecada de aproveitar as aulas do Cultuarte, que ensina capoeira para cerca de 20 crianças de 4 a 15 anos.

A finalização do centro comunitário foi atrapalhada pelas chuvas. De vassoura na mão, a professora Suellen Rodrigues de Assis, 19, seca a poça de água causada pelas goteiras. Enquanto isso, ensinou: “O esporte é um bom jeito de tirar a molecada da rua”.

Em frente ao prédio, um ponto de descarte irregular de lixo também incomoda. “O povo é porco, não respeita, e a Prefeitura também não vem recolher”, diz o presidente da Associação de Moradores do Morro do Samba, Nejaim José da Silva, o Maradona, 47.

BOLA NO PÉ
Maradona tem orgulho de falar não só da capoeira, mas também do futebol do morro, que tem sete times disputando campeonatos amadores de Diadema. “Seria bom ter um campinho pra gente bater bola, organizar um treino de vez em quando”, pediu.

E assim segue o morro, com a bola e o samba no pé e a capoeira como arte. Nas palavras do pastor da Igreja Evangélica Aliança Com Deus William Vicente, 61, a favela é o “morro das bênçãos”. E segue caminhando com fé, “porque a fé não costuma falhar”.

Ginga Brasil lança Revista Gingando para Cidadania

A Associação Cultural Ginga Brasil Capoeira, coordenada em Portugal pelo Contra-Mestre Bola, lançou a primeira edição d Revista Gingando para a Cidadania. Trata-se do registo impresso do projecto que decorreu durante o último verão nas cidades de São João da Madeira e Taillinn, na Estónia, e que reuniu cerca de 100 capoeiristas de diversos países. “Este projecto refletiu os objectivos principais de nossa associação, que são a inclusão de jovens com menos oportunidades e o desenvolvimento do diálogo intercultural.

Foi uma ótima oportunidade para reunirmos os professores dos núcleos de nosso grupo fora de Portugal. Os jovens que participaram do intercâmbio adoraram e aprenderam bastante”, comenta Contra-Mestre Bola.

O projecto foi viabilizado devido ao apoio do Programa Juventude em Acção (www.juventude.pt) e foi composto por duas fases. Na primeira, 13 jovens da Estonia vieram até Portugal e participaram de uma série de actividades organizadas pelo núcleo português do Ginga Brasil.

Na segunda etapa, 20 jovens portugueses foram a Estónia apoiar o trabalho do Professor Alpino. Mais informações sobre a iniciativa podem ser obtidas no blog www.gingandoparacidadania.blogspot.com

 

Raquel Evangelista – Associação Cultural Ginga Brasil Capoeira

+351 211931159ou +351 936885268

Capoeira, Esporte, Lazer e Inclusão Social do Nordeste de Amaralina

Iniciação esportiva beneficia mais de seis mil soteropolitanos

À tarde da última segunda-feira (29) foi muito especial para as crianças e jovens de três bairros carentes de Salvador, Nordeste de Amaralina, Plataforma e Ribeira, justamente no dia do aniversário da capital baiana. O Centro Social Urbano (CSU), do Nordeste de Amaralina sediou um evento do Programa de Iniciação Esportiva e Inclusão Social, com a presença dos secretários estaduais do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Nilton Vasconcelos, do Desenvolvimento Social, Valmir Assunção, e das Relações Institucionais, Rui Costa, além do ex-nadador baiano Edvaldo Valério, campeão olímpico em 2000, e do diretor-geral da Superintendência de Desportos da Bahia (Sudesb), Raimundo Nonato Tavares (Bobô).

Os alunos do curso de capoeira do Projeto Esporte, Lazer e Inclusão Social do Nordeste de Amaralina fizeram uma apresentação, enquanto os meninos do Projeto Bola da Vez, também realizado em parceria com o Governo do Estado, pela Associação Bom Samaritano, no bairro de Plataforma, marcaram presença. A Associação Beneficente de Educação Arte e Cidadania (Abeac) renovou o convênio, por mais seis meses, do projeto que já funciona no bairro da Ribeira e agora irá beneficiar 2,4 mil pessoas, o dobro do período anterior, quando 1,2 mil baianos foram atendidos. Com isso, o governo passa a beneficiar mais de seis mil pessoas com os três projetos que fazem parte do Programa de Iniciação Esportiva e Inclusão Social.

Para a aluna do curso de capoeira do projeto, Monalisa dos Anjos, o evento serviu como divulgação para os pais saberem que existe esse projeto gratuito e que seus filhos podem praticar esporte em um bom ambiente, com pessoas sérias. “A capoeira, para mim, representa um alicerce porque vai encaminhar as pessoas para, no futuro, poderem até tê-la como profissão. Eu pratico para me manter em forma, mas ela também serve para tirar os jovens das ruas”.

Risco Social

Presidente da Associação Bom Samaritano, que realiza o Projeto Bola da Vez, em parceria com a Sudesb, Rita da Anunciação deu depoimentos sobre a real importância de iniciativas como essa. “Muitos pais não cansam de nos procurar com medo de perder os filhos para o mundo do crime ou das drogas, mas depois que os filhos começam a participar das aulas eles já não têm mais do que reclamar”. Anunciação disse que alguns meninos já conseguiram largar as armas ou a cola de sapateiro depois que passaram a praticar atividades saudáveis no programa.

Atleta de futebol do projeto Bola da Vez, Mateus Santana subiu ao palco principal para falar sobre a importância dessas ações. “Gostaria de agradecer a Bobô e à Sudesb por apoiar o nosso projeto que agora está prosperando, fazendo com que continuemos juntos do lado certo da comunidade e não do lado errado”, disse. Quem também subiu para dar um depoimento foi a atleta de basquete do projeto que acontece na Ribeira, em parceria com a Abeac, Luana Lima. “Foi muito bom participar do basquete, lá eu me encontrei. Por isso, sempre digo que aproveitem”, disse.

Carine Cardoso, que pratica natação no projeto do Nordeste de Amaralina, reconhece a importância dessa ocupação. “Eu venho sempre nadar para não ficar na rua, fazendo coisas erradas. Eu também sonho em ser atleta profissional e a presença de um atleta com a história de Edvaldo Valério aqui incentiva a gente a seguir nesse caminho”, disse. Tainan Viana, também aluno da natação, segurava orgulhoso o troféu que ganhou em uma Maratona Aquática. “Esse projeto é muito importante porque eu não fazia nenhum esporte, mas eu comecei aqui e ganhar esse troféu já dá um estímulo maior para continuar”.

Edvaldo Valério valorizou a estrutura do CSU. “Quando cheguei aqui, senti uma inveja saudável, depois de ver uma piscina linda e bem tratada como essa construída pela Sedes”. Ele lembra que também nasceu e cresceu em um bairro carente, mas não teve uma oportunidade como essa. “A mensagem que eu deixo é que aproveitem essa chance. Eu acredito muito no esporte como uma ferramenta importante de inclusão social. Eu, graças à natação, fiz grandes amigos e vivi em um ambiente saudável”.

Programas esportivos geram emprego e renda

Para Bobô, o CSU serve como referência para todos da Bahia e os projetos desenvolvidos em bairros carentes fazem parte da política do Governo, já que o governador Jaques Wagner cobra constantemente essas ações. “Os projetos não servem apenas para dar oportunidade e ocupação para as crianças ou para a terceira idade, mas geram emprego também porque os instrutores fazem parte da comunidade, o que acaba movimentando a economia local”. “Eu estive aqui no lançamento desse programa e, de lá para cá, temos percebido o crescimento do projeto. A gente pensa em 2016 como algo muito longínquo, mas é essa turma que vai fazer o Brasil brilhar na Olimpíada do Rio de Janeiro”, disse o secretário Nilton Vasconcelos.

 

Fonte: http://www.jornalfeirahoje.com.br

Gingando: Algumas das repercussões da viagem ao Brasil

Em Abril estive no Brasil, onde  em merecidas férias aproveitei o tempo livre para pesquisar capoeira “na fonte”… mantive uma extensa agenda na qual constavam encontros com mestres como o Mestre Decânio, Mestre Pelé da Bomba, Mestre Pinatti, Mestre Jaime de Mar Grande, Mestre Cavaco, Mestre Boca Rica, Mestre Neco, Mestre Jean Pangolin, Mestre Wellington, Mestra Janja, Mestre Gagé, Mestre Bola Sete dentre outras personalidades da capoeira. Agendadas também estavam visitas à instituições como a Associação Brasileira de Capoeira Angola e academias como a Fundação Mestre Bimba.
 
Dentro das várias visitas e conversas com renomados mestres e camaradas da capoeira em Salvador, tivemos gratas surpresas e tres ótimas possibilidades de parcerias e projetos futuros em prol da capoeiragem… uma das mais valiosas parcerias firmadas foi sem dúvida nenhuma a "formalização de um site" dentro do Portal Capoeira, para a Associação Brasileira de Capoeira Angola – ABCA.
 
Esta necessidade foi verificada durante uma conversa que tive com Mestre Boca Rica no Terreiro de Jesus, onde o carismático mestre ficou fascinado com a ideia de poder ter um site próprio na internet… "Milani, poço lhe pedir um favor… faça um site pra mim…" assim disse Mestre Boca Rica…  e nesta hora uma luzinha acendeu e a idealização da construção do site da ABCA e de uma página para cada mestre do concelho… começou a aflorar… Depois foi Mestre Gajé que também gostou da ideia, Mestre Pelé da Bomba e por Último a conversa com Mestre Bola Sete, presidente da ABCA, onde ficou decidido a implementação do Projeto de construção do web site da associação e a presença dos mestres do concelho na internet, através do site da ABCA em Parceria com o Portal Capoeira.
 
Para iniciarmos este projeto estamos contando com a fundamental ajuda da ABCA. Com a participação de Mestre Bola Sete e de seu aluno Eulálio Cohin, Mestre Pelé da Bomba, Mestre Boca Rica e Mestre Gajé e os demais mestres do concelho.
 
Mestre Bola Sete, Gajé, Boca Rica e El Torito
 
Esperamos que o site da ABCA seja um grande sucesso, e que sirva para esta associação alargar suas fronteiras e propagar seus conhecimentos… e informações. Servindo também como canal de ligação e contato com os mestres do concelho onde cada visitante poderá conhecer um pouco mais sobre cada mestre e entrar em contato diretamente com eles…

* Em breve estaremos publicando alguns trechos de entrevistas gravados com os mestres da ABCA.
Luciano Milani

Entrevista exclusiva com José Luiz Oliveira Cruz, Mestre Bola Sete.

"A humildade foi a maior lição que tive nesses 37 anos de Capoeira Angola"
 
José Luiz Oliveira Cruz, o mestre Bola Sete, nasceu em 31 de maio de 1950, iniciou na capoeira em 1962 como auto didata, em 1968 começa a treinar com o grande capoeirista Pessoa Bababá, marinheiro da marinha Mercante e discípulo de Mestre Pastinha, em 1969 ingressa na academia de Vicente Ferreira Pastinha, onde ocupou o cargo de Fiscal de Campo, diplomado pelo próprio Mestre Pastinha em 1979, hoje trabalha no Setor de Transporte, na Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração, é membro do concelho da Associação Brasileira de Capoeira Angola, Bola Sete diz que os valores tradicionais dessa arte estão sendo esquecidos.
 
"A capoeira praticada hoje não é autêntica, pois é feita apenas para impressionar com seus saltos acrobáticos e agressivos"

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Estudo Sobre Toques de Berimbau

  • Estudo Sobre Toques de Berimbau
Francisco Ferreira Filho Diniz
Professor de Educação Física
O berimbau é um instrumento que foi adotado pelos capoeiristas como o principal regente da orquestra da capoeira. Antigamente o atabaque era quem ditava o ritmo.
Estamos pesquisando os toques abaixo relacionados procurando associá-los ao jogo correspondente conforme descrição de Mestres, através de literaturas aqui citadas, (ver bibliografia) bem como através de entrevistas.
ANGOLA- Toque lento e cadenciado. Serve para jogo rente ao chão, lento e malicioso (Revista Praticando Capoeira, ano I, n.º 03).
BANGUELA- Jogo de dentro com faca – segundo Carybé em citação de Nestor Capoeira no livro: Os fundamentos da Malícia, ed. Record, pág. 119.
SÃO BENTO PEQUENO – Também chamado de "ANGOLA INVERTIDA" – Toque para um jogo amistoso, muito técnico (Revista Praticando Capoeira, ano I, n.º 04).
SÃO BENTO GRANDE  DE  ANGOLA –
SANTA MARIA –
APANHA LARANJA NO CHÃO TICO-TICO – toque para o jogo de apresentação em que os capoeiristas apanham dinheiro no chão com a boca (Revista Praticando Capoeira, ano I – n º 02, pág. 07).
AVISO – Toque para denunciar a presença do senhor de engenho, capitão do mato ou capataz (Revista Praticando Capoeira, ano I – n º. 02, pág. 07). Segundo dizem os capoeiristas mais antigos, servia para avisar aos escravos da presença do feitor ou capitão-do-mato (Mestre Bola Sete, em: Capoeira Angola na Bahia, pág. 66, ed. Pallas, RJ, 1997).
CAVALARIA – toque que imita o trotar do cavalo, avisando que há polícia nas proximidades. Esse toque foi criado por volta de 1920 para avisar a chegada da cavalaria de "Pedrito", um temido delegado de polícia que perseguia os capoeiristas (Revista Praticando Capoeira, ano I – n º 02, pág. 07). Antigamente servia para avisar aos capoeiristas, da presença da Cavalaria da Guarda Nacional (Mestre Bola Sete, em: Capoeira Angola na Bahia, pág. 66, ed. Pallas, RJ, 1997).
Capoeira Regional
Os toques de Regional inicialmente eram acompanhados por uma bateria inconstante que se apresentava de acordo com a decisão do Mestre Bimba, podendo conter um, dois ou três berimbaus. Tempos depois por sugestão de Decânio, a charanga resumiu-se a um berimbau e dois pandeiros.
AMAZONAS – criação de Bimba, era dificílimo de acompanhar tal a riqueza de ritmos, a sutileza das variações melódicas; poucos capoeiristas conseguiam obedecer aos seus comandos, mais raros ainda os que conseguiam executá-lo no berimbau.
Amazonas é um toque festivo para saudar mestres e visitantes. É chamado de hino da capoeira (Revista Praticando Capoeira, ano I, n.º 05).
BANGUELINHA – Jogo de dentro, colado, corpo a corpo, treinamento para defesa de arma branca.
BANGUELA – Jogo de dentro, colado, corpo a corpo, treinamento para defesa de arma branca.
Benguela – Toque para jogo compassado, curtido, malicioso e floreado (Revista Praticando Capoeira, ano I, n.º 05).
CAVALARIA – Jogo duro, pesado, violento.
IDALINA – jogo alto, solto, manhoso, rico em movimentos.
Idalina – Apresentação de jogo com facas, facões, porretes (Revista Universo Capoeira, ano I, n.º 03, agosto/99).
Idalina – Toque para jogo de navalha (Revista Praticando Capoeira, ano I, n.º 03).
IÚNA -Jogo baixo, manhoso, sagaz, ardiloso, coreográfico, exibicionista; retorno ao estado lúdico.
Iúna – Só para formados e mestres com movimentos de balões (Revista Universo Capoeira, ano n.º 03, agosto/99).
SANTA MARIA – Toque simples, porém rápido; permite jogo solto e alto aceitando bastante floreio.
Santa Maria – Jogo com navalhas (Revista Universo Capoeira, ano n.º 03, agosto/99).
SÃO BENTO GRANDE DE REGIONAL – Jogo ao estilo regional: forte, rápido, mais para violência que para exibicionismo; viril sem perder a malícia.
SÃO BENTO PEQUENO DE REGIONAL – São Bento Grande às avessas; um jogo mais suave, corpo a corpo, aceitando mais deslocamentos e malícia.
NOTA: As explicações feitas aqui, dos toques que estão SUBLINHADOS e em ITÁLICO, referentes a Capoeira Regional foram retiradas do livro de Ângelo Decânio: A Herança de Mestre Bimba, págs. 183 e 184.
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