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Troca de cordas dos alunos do Grupo Caminho de Palmares

À Caminho de Palmares eles sonhavam com a liberdade…
E sabiam que juntos, poderiam ir muito mais longe…
 
Sábado, 17 de Setembro as 13:00, na rua Pedro de Toledo, 1651, SP
 
Nossa amiga Branca convida toda a comunidade capoeirística para o evento do Grupo Caminho de palmares

2º FESTIVAL MUNDIAL CAPOEIRA GERAIS

data: quarta-feira, 3 de agosto de 2005
hora: 09:00
local: matriz do grupo
cidade: Belo Horizonte 
  
2º FESTIVAL MUNDIAL CAPOEIRA GERAIS   
Evento do Grupo Capoeira Gerais, do Mestre Mao Branca.
 
Maiores informações no site www.capoeira.esp.br
O evento está aberto a todos que queiram participar.

As Maltas da Capoeira

No século XIX existiam as Maltas de Capoeira, famosas no Rio de Janeiro, que se espalhavam por diversos bairros e freguesias da cidade, cada malta comandava uma região e não admitia a invasão de seu território. Os integrantes das maltas possuíam um modo característico de vestirem-se: trajavam roupas brancas, calça pantalona com boca de sino, camisa ou terno de linho com sapato de bico fino, no pescoço quase sempre usavam um lenço de seda que funcionava como proteção de navalhadas, na cabeça um chapéu e nas mãos, uma faca, navalha ou bengala para qualquer imprevisto. Esses capoeiristas costumavam viver na boemia junto com as prostitutas, vagabundos, aristocratas, imigrantes e intelectuais. Gostavam de festas, comícios e lugares com aglomerado de pessoas para poder saquear, roubar ou arrumar confusão com as maltas rivais. Quase sempre, quando a polícia chegava, conseguiam escapar, mas às vezes não tinha jeito e travavam combates deixando os policias estirados no chão.

As maltas de capoeira eram algo que atormentava a população carioca, principalmente as autoridades que queriam de qualquer maneira exterminá-las. Haviam várias maltas no Rio de Janeiro e cada uma comandava uma região, mas dentre todas, tiveram duas que mais se destacaram: os Guaiamuns e Nagoas.

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A ORIGEM DO ESCUDO DO CENTRO DE CULTURA FÍSICA REGIONAL DA BAHIA

Durante o longo período de luta pela regulamentação da capoeira pela FBP (FEDERAÇÃO BAIANA DE PUGILISMO), para enquadrar a "academia" na legislação vigente, que não permitia o uso do termo academia, bem como de escola, em entidades esportivas sugeri a substituição do nome clássico para "Centro de Cultura Física", mais expressivo e abrangente, complementado pelo atributo de "Regional Baiano", alusivo à luta regional baiana.
Por ocasião da formatura da minha turma (Decanio, Nilton, e Maia) o uniforme de formatura da academia de Mestre Bimba era calça branca, camisa listada azul e branca e sapato de tênis branco, como se pode observar numa fotografia publicada em vários clássicos da literatura do nosso esporte.

Nota: Nosso quadro de formatura (quadro com os retratos e os nomes dos formados, paraninfo e homenageados, de modo similar ao costume das escolas superiores. Nem sempre correspondem ao ano da graduação, pois esperávamos juntar 4 a 5 para completar o elenco, deste modo num mesmo quadro podemos encontrar alunos de diversas turmas) incluiu o meu compadre Luizinho, servente de pedreiro, com a mão esquerda esmagada por acidente de trabalho, pertencente ao grupo de alunos do mato (que não pertenciam a escolas superiores), mais antigo, formado sem solenidade.
Escolhemos como padrinho o nosso contramestre, Ruy Gouveia.
Compadre Luizinho era um testemunho vivo de que os defeitos físicos não impedem a prática da capoeira desde que podem ser contornados pela vontade do praticante.
Morreu tragicamente em acidente de trabalho, durante pintura do Elevador Lacerda, ao cair do andaime sem a proteção do cinto de segurança. Na tentativa desesperada para se agarrar às paredes ásperas da construção desgastou os dedos e o carpo. Chegou à marquise onde encerrou sua carreira, de operário e de atleta, sem as mãos, cujos fragmentos marcaram, com sangue e pedaços de carne, seu protesto no concreto do edifício.

A dificuldade em aquisição das camisas listadas; vendidas em lotes de 11 jogadores, alguns reservas e goleiros, sem opção de escolha de tamanho por serem usadas pelos times de futebol, nos obrigou a procurar uma solução menos penosa.
Em torno de 1945 Mestre Bimba, atendendo a sugestão que lhe fiz, decidiu adotar a camisa de malha de algodão branca para os formados, conservando a antiga camisa listada azul e branca como distintivo para o mestre.
Para completar o uniforme e quebrar a monotonia da camisa branca, desenhei então um escudo com o signo de São Salomão consoante a tradição dos capoeiristas, que me acostumei a ver gravado pelos carroceiros na estrutura dos seus veículos de carga, com a troca da estrela de cinco pontas pela de seis pontas, para melhorar o efeito estético, acrescentando na área central, um pequeno círculo contendo a letra R, abreviação de Regional.

Optei pela estrela de seis pontos, formada pela superposição de triângulos eqüiláteros, pela simetria dentro do campo circunscrito pelo escudo ogival, forma que melhor se prestava ao efeito estético desejado.
Nos intervalos entre as pontas das estrelas apliquei traços arciformes azuis, circunscrevendo a estrela central e, na parte superior da ogiva, dois traços verticais para quebrar a monotonia do fundo branco.
Naquela ocasião desenhei vários modelos, com molduras diferentes, bem como símbolos e siglas, dos quais as mãos habilidosas de Da. Berenice, minha Mãe Bena (então Rainha e Senhora da Casa de Bimba) confeccionou os protótipos; modelos em tamanho natural, bordados em azul à mão, sobre tecido branco; dentre os quais a escolha do Mestre, e dos alunos consultados, recaiu, por unanimidade, no atual escudo.

Reforçava a escolha do signo de São Salomão como símbolo da regional o desenrolar da lenda da capoeira conforme Sisnando.
Para melhor efeito estético o escudo deve ser usado na região peitoral, e à esquerda, "do lado do coração", pelo simbolismo sentimental!
A cruz desenhada acima da imagem estelar é a demonstração da aptidão inata da cultura africana para aceitar os conceitos estranhos sem perder sua autenticidade e assim sobreviver dentro dum ambiente hostil!
Cristianizando a Sabedoria de Salomão pela coroação crucial, o povo brasileiro criou um símbolo, a "Estrela de São Salomão", capaz de pacificar o encontro de duas culturas conflitantes e que pode unir todos os capoeiristas do mundo!