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Ricky Martín lança clipe com Capoeira, Samba e Futebol

Ricky Martín lança clipe para bombar na Copa

O clipe adotou um cenário brasileiro e mostrou algumas tradições daqui, como o samba, a “capoeira” e o futebol

Há poucos dias da copa, o cantor porto-riquenho Ricky Martín lançou o videoclipe de sua nova canção, “Vida”. A produção, gravada no Rio de Janeiro, pretende aproveitar o clima de festa da competição mundial para se destacar como mais uma ‘música da copa’. 

Além do cenário brasileiro, o vídeo mostra jovens jogando futebol, sambando e jogando capoeira ao redor do cantor. 
“Aqui está #VIDA minha gente!” – escreveu Martin no Twitter. 

“Me diverti muito viajando e gravando no Brasil. Estou emocionado de finalmente poder interpretar ‘Vida’ e compartilhar esta canção tão especial com o mundo”, afirmou Martin recentemente. 

Vale lembrar que em 1998, o cantor teve destaque na copa com a canção “A Copa da Vida”. (Com informações UOL)

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“Fica a chamada de atenção para o Momento oportuno do lançamento do Video… O Tempero vem repleto de malandragem… quem pode dizer que o Cantor também não é capoeira…”
O Editor

Salvador: 29 Grupo Internacional de Capoeira Topazio

29º Batizado de Capoeira acontece durante Encontro Internacional

A 29ª edição do Batizado do Grupo Internacional Capoeira Topázio acontece no Teatro do Isba, em salvador, no próximo dia 21 de dezembro, em meio ao Encontro Internacional Capoeira Topázio, que este ano, comemora os 25 anos do grupo nascido na capital baiana e que chegou a 25 países com cerca de 15 mil alunos.

Com passagens pelo Grupo Terra Samba; pelo show americano Q’Viva!the Chosen, apresentado por Jennifer Lopez e por Marc Anthony, com direção de Jamie King e pelo Cirque Du Soleil o Grupo Internacional Capoeira Topázio segue com o seu Encontro iniciado hoje, 19, até o próximo dia 22 de dezembro, em diversos pontos de Salvador.

O grupo também é o responsável pela montagem do Show Folclórico Topázio, que já levou o folclore brasileiro para países da Europa, Ásia e Oceania e fica em cartaz, até a Copa do Mundo de 2014, no O Coliseu, localizado o pelourinho, em Salvador.

Fonte: http://www.tribunadabahia.com.br

ONG ensina capoeira a jovens árabes refugiados

A organização inglesa ‘Bidna Capoeira’ leva o esporte brasileiro a crianças e jovens de 07 a 22 anos na Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Síria. Desde 2007, mais de 15 mil pessoas já participaram do projeto.

São Paulo – Apaixonado por capoeira, Tarek Alsaleh, alemão de ascendência síria formado em Ciência do Esporte, se mudou para Damasco em 2007. Lá, começou a ensinar o esporte brasileiro para crianças nas ruas da cidade. O interesse dos jovens pela atividade foi crescendo e a prática foi levada também para prisões e hospitais. Com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Alsaleh começou a ensinar o esporte também no campo de refugiados de Al Tanf, na fronteira entre Síria e Iraque. Daí nasceu a organização ‘Bidna Capoeira’ (Queremos Capoeira, em árabe), que utiliza a mistura de luta e dança para melhorar a vida dos jovens refugiados.

Atualmente, o projeto atua na Síria, Cisjordânia e Jerusalém Oriental, com participantes de 07 a 22 anos. Além da prática da capoeira, os alunos também aprendem a história e cultura do esporte. “Os paralelos que a capoeira oferece para os jovens em situações vulneráveis são extremamente valiosos em ajudá-los a lidar com as situações difíceis pelas quais eles passam”, conta Ummul Choudhury, co-fundadora e diretora da ONG.

Ela lembra que os campos de refugiados são lugares superpovoados, pobres e que a violência física faz parte do dia a dia dos jovens. Com poucos lugares para brincar, diz, muitas crianças apresentam problemas de comportamento, como agressividade, depressão e hiperatividade.

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“O Bidna Capoeira usa a forma de arte única e não competitiva da capoeira para quebrar ciclos de violência, isolamento e melhorar a saúde psicossocial de jovens desesperadamente vulneráveis”, afirma Choudhury.

Parte dos professores é brasileira, mas o projeto também trabalha treinando novos instrutores locais. “Nosso programa na Síria é gerido por pessoas locais que começaram como estudantes conosco e evoluíram, tornando-se instrutores. Trabalhamos para institucionalizar o valor social que a capoeira pode trazer para jovens traumatizados e vulneráveis e para poder espalhar esta mensagem”, destaca a diretora.

Do Brasil, também vai a língua das músicas cantadas nas rodas. “As canções da capoeira são ensinadas em português, junto com o significado e a história narrativa da capoeira. Nós também trabalhamos com nossos alunos para criar canções em árabe adaptadas do estilo original em português”, diz Choudhury.

A diretora revela ainda que a ONG tem planos de expandir seu trabalho. “Vamos começar projetos na Jordânia em 2014. Esperamos conectar, inspirar e acessar a comunidade mundial da capoeira por meio de nossos projetos”, completou.

O orçamento atual da ONG é de 320 mil libras esterlinas, cerca de R$ 1,242 milhões. Segundo Choudhury, a organização conta com a ajuda do governo brasileiro no desenvolvimento dos projetos.

Quem quiser conhecer o Bidna Capoeira pode acessar o site www.bidnacapoeira.org ou a página do projeto no Facebookwww.facebook.com/BidnaCapoeira.

 

Fonte: http://www.anba.com.br

    Amazonas: Capoeirista vende “quase” tudo para competir no Brasileiro

    Lucas (centro) vendeu eletroeletrônicos para viajar – foto: arquivo pessoal

    Algumas pessoas cometem loucuras para ir a um show, comprar ‘aquela’ roupa ou realizar a viagem dos sonhos. No caso de Lucas Urquizes, 18, vender quase tudo o que tem foi a saída encontrada para representar o Amazonas no 16˚ Campeonato Brasileiro de Capoeira, de quinta-feira à sábado (5 a 7), em Belém (PA).

    “Já vendi celular, notebook e emprestei dinheiro dos familiares. Até agora, arrecadei R$ 500 para as passagens (ida e volta), que custam R$ 1.600 por causa do feriado prolongado”, disse. Além dele, mais dez atletas de Manaus estão classificados para a competição, porém, esbarram na falta de recursos para garantir presença.

    “Não vamos nem pela premiação, mas pela vontade de representar o Amazonas, que nunca ficou fora dessa competição”, disse o pentacampeão estadual.

    Segundo o diretor-técnico da Federação Amazonense de Capoeira (FAC), mestre ‘Chaguinha’, 61, a pretensão era levar o grupo completo de capoeiristas. “A capoeira é um patrimônio cultural brasileiro e somos bicampeões (2008 e 2012). Já conseguimos passagem para mais longe. Não acredito que não iremos conseguir, pelo menos, duas para ir ao Estado vizinho”, lamentou.

    Fonte: http://www.emtempo.com.br/

    A Roda de Capoeira como patrimônio imaterial da humanidade

    A Roda de Capoeira como patrimônio imaterial da humanidade: o Brasil expandindo seu prestígio por intermédio da capoeira

    Há tempos, as artes marciais agiram e continuam agindo como um importante vetor de disseminação da imagem e prestígio dos países nos quais estas se originaram, sendo consideradas parte fundamental dos seus patrimônios culturais*. Dentre alguns exemplos mais conhecidos temos: Krav Maga, oriundo de Israel; Taekwondo, oriundo da Coreia do Sul; Kung Fu, oriundo da China; Muay Thai, oriundo da Tailândia; Judô, Karatê e Aikido, oriundos do Japão; e Capoeira, oriunda predominantemente do Brasil e reconhecida no mundo como a arte marcial autenticamente brasileira. E sendo parte do patrimônio cultural dos países supracitados, estas artes marciais possuem acentuada importância na construção de uma imagem positiva e favorável aos interesses destes países no cenário internacional, haja vista que o prestígio cultural de um país é um componente básico deSoft Power**.

    Cabe destacar o fato de que, neste ano de 2013, o “Comitê do Patrimônio Imaterial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura” (UNESCO) vai avaliar a inclusão da “Roda de Capoeira” na lista representativa do “Patrimônio Imaterial da Humanidade”, candidatura que está sendo levada a cabo pelo “Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e tem como base um dossiê redigido a partir de pesquisas já realizadas no registro da “Roda de Capoeira e do Ofício de Mestre de Capoeira como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil”.

    A se destacar, neste dossiê, as seguintes metas: a importância dos mestres de capoeira como divulgadores da cultura brasileira no cenário internacional, o que torna necessário pensar alternativas para facilitar o trânsito destes por outros países; o reconhecimento do ofício e do saber do mestre de capoeira, para que ele possa ensinar em escolas e universidades; a necessidade de criar mecanismos que facilitem o ensino da capoeira em espaços públicos; e um plano de manejo da biriba, madeira usada para confecção do berimbau e que pode ser extinta no correr dos anos.

    Em adição, no intuito de incentivar sobremaneira a candidatura da “Roda de Capoeira”, o IPHAN vem empreendendo esforços e encaminhando aos grupos de “Capoeira do Brasil” uma lista de adesão a esta candidatura.

    Torna-se necessário compreender o significam “Bens Culturais de Natureza Imaterial e Patrimônio Cultural Imaterial”. A “Carta Magna” brasileira de 1988, em seus artigos 215 e 216, ampliou a noção de patrimônio cultural ao reconhecer a existência de bens culturais de natureza material e imaterial. Segundo esta, os “Bens Culturais de Natureza Imaterial” dizem respeito às práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer, em celebrações, em formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas, e em lugares que abrigam práticas culturais coletivas. Quanto ao “Patrimônio Cultural Imaterial”, a UNESCO o define como as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados – que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural, definição esta que se encontra de acordo com a “Convenção da UNESCO para Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial”, ratificada, em março de 2006, pelo Brasil.

    Neste sentido, a preservação da Capoeira segundo este novo entendimento de patrimônio cultural despertou a atenção do governo brasileiro a partir de 2004, tendo se tornado uma política pública efetiva quando o então “Ministro da Cultura”, Gilberto Gil, esteve em Genebra (Suíça), na sede da “Organização das Nações Unidas” (ONU), acompanhado de inúmeros capoeiristas brasileiros, para um show em homenagem ao ex-embaixador brasileiro Sérgio Vieira de Mello. Nesta ocasião, o ex-ministro discursou sobre a expansão da Capoeira no mundo, destacando sua utilização como um instrumento de paz, e lançou o “Programa Brasileiro e Internacional para a Capoeira”, ações estas que podem ser vislumbradas no documentário “Capoeira – Paz no Mundo”, que foi realizado em Genebra, no dia 9 de Agosto de 2004, e contou com o financiamento do “Ministério da Cultura”.

    Por outro lado, a Capoeira também é percebida como uma prática corporal e atividade de lazer hodierna, inserida no cenário e no contexto da modernidade, que oferece uma práxis única e peculiar que, mesclada com a herança histórica e sociocultural que traz em seu bojo, proporciona ricas oportunidades de utilização, podendo ser vista como uma proposta cultural de prática esportiva social. Desta maneira, dado seu aspecto multifacetado e polivalente, a Capoeira é compreendida como arte, dança, cultura, luta, arte marcial, jogo, esporte, música, folclore e filosofia, o que a capacita, plenamente, a ser encarada como um esporte que propicia uma elevada integração social[1]. No tocante a este aspecto, o “Estatuto da Igualdade Racial”, instituído pela “Lei nº 12.288, de 20 de Julho de 2010”, em seu título “Dos Direitos Fundamentaiscapítulo IIDo Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazerseção IVDo Esporte e Lazer”, em seu Art. 22 assevera que a Capoeira é reconhecida como desporto de criação nacional, nos termos do Art. 217 da Constituição Federal.

    Cumpre registrar que o “Ministério das Relações Exteriores” (MRE), por intermédio da “Divisão de Operações de Difusão Cultural (DODC) é responsável pela difusão e promoção da Capoeira nos postos do Brasil no exterior, segundo os preceitos e agenda da política externa brasileira. À guisa de ilustração, nos campos de refugiados deShuafat, em Jerusalém Oriental, e em Jalazoun, na Cisjordânia, próximo a Ramallah, o governo brasileiro financia um projeto da “Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina” (UNRWA) que visa impulsionar a prática da Capoeira nestes territórios, iniciativa que partiu da ONG Bidna Capoeira, que implementou o ensino da Capoeira com sucesso nos campos de refugiados na Síria. Segundo à ex-representante do Itamaraty em Ramallah (Palestina) e atual Embaixadora do Brasil em Maputo, Ligia Maria Sherer, projetos de desenvolvimento cultural e de educação como estes devem ser consolidados[2].

    Outrossim, a Embaixada do Brasil em Nairóbi (capital do Quênia) promoveu, em fevereiro do corrente ano, eventos culturais de apoio à Capoeira tanto em Campala (capital de Uganda) quanto em Nairóbi. Em Nairóbi, no “Museu Nacional do Quênia”, durante o festival “A Day of Cultural Expressions”, a Capoeira foi o chamariz para o festival, que contou com estandes brasileiros sobre a “2ª Expo Brasil na África Oriental”, que será realizada entre os dias 24 e 26 de Julho de 2013, em Nairóbi, e sobre a preparação dos megaeventos esportivos que o Brasil sediará. Já em Campala, integrantes do grupo “Senzala Uganda”, que é apoiado pela embaixada brasileira, promoveram inúmeras rodas de capoeira e oficinas abertas, as quais contaram com a presença de vários capoeiristas convidados, culminando com o primeiro batizado do grupo.

    No entender dos segmentos envolvidos na inclusão da Roda de Capoeira como parte do Patrimônio Imaterial da Humanidade – IPHAN e governo brasileiro –, esta representa mais um passo na consolidação da Capoeira como expressão original do povo brasileiro que se oferece aos povos do mundo como prática, atitude de vida, pensamento, técnica, esporte, prazer, arte e cultura. Ademais, esta inclusão seria um pacto entre o Brasil e o mundo para aumentar as bases de expansão das raízes brasileiras, ou seja, um passaporte a mais para abrir fronteiras e dar o tom brasileiro no cenário internacional.

    Deve-se ressaltar, contudo, que, embora essa inclusão venha a ocorrer, tal seria um ato de fortalecimento que não interferiria na autoria da Capoeira nem na autoridade dos mestres, pois a Capoeira continuaria fiel à sabedoria dos que a criaram, sem perder direitos nem sofrer intervenções em seu conceito ou prática.

     

    Cabe salientar que, figurando, também, como esporte olímpico, o Judô e o Taekwondo têm propiciado aos países medalhistas olímpicos um acentuado prestígio e visibilidade no cenário internacional.

    ** Conceito cunhado por Joseph Nye, presente no livro Bound to Lead, publicado, inicialmente, em 1990.

     

    Fonte: http://www.ceiri.net

    1º Meeting Brasileiro de Ciências das Artes Marciais

    O 1.° Meeting Brasileiro de Ciências das Artes Marciais é um evento nacional, cuja proposta é agregar conhecimentos aprofundados sobre aspectos da Preparação Física de Lutadores e, também, relacionado ao curso-tema principal do evento, apresentar proposta brasileira e mostrar na prática como deve ser avaliada a força, velocidade e potência dos principais golpes nas Lutas, Artes Marciais e Modalidades Esportivas de Combate, com destaque especial para o MMA.

    Site oficial (inscrições):http://eventos.tatame.com/

    Público alvo
    Fãs de artes marciais e interessados em geral, praticantes, atletas, técnicos, profissionais e estudantes de Educação Física, Fisioterapia e Medicina.
    Objetivo
    Difundir a Ciência das Artes Marciais; Democratizar informações de difícil acesso; Fomentar troca de informações e contatos entre profissionais de diversas regiões do País e, por fim, ensinar na prática como o dia a dia da Ciência aplicada às Artes Marciais deve ser algo simples e fácil de executar.
    Passaporte Garantido
    Todos os participantes do Meeting terão acesso à feira Arnold Classic Brasil em todos os dias do evento.
    Inédito
    Pela primeira vez no Brasil, todo material coletado será filmado, editado e divulgado em um programa especial de um Canal de TV.
    Pagamento
    Pode ser feito com cartões VISA, AMEX e MASTERCARD. Aceitamos PAYPAL e boletos bancários. Em até 10 X sem juros.
    *Certificado Garantido de participação no 1ª Meeting de Ciência das Artes Marciais (Registro e chancela com número de horas)
    *Conteúdo à “La Carte”: você escolhe em qual participar, sem obrigatoriedade de assistir, necessariamente, todas as aulas do cronograma. Assista somente o que lhe interessa!
    *Presença de campeões de MMA do UFC
    *Diversas aulas práticas
    1.° Meeting Brasileiro de Ciências das Artes Marciais

    Bahia: Encontro debate protagonismo da capoeira na educação e cultura

    Na próxima terça-feira (18/12), a Ouvidoria da Câmara Municipal de Salvador realiza a audiência O papel dos Mestres de Capoeira na Educação e Cultura. O encontro, a ser realizado das 14h às 18h, acontece no auditório da Biblioteca Pública dos Barris, centro de Salvador. A audiência visa dar continuidade ao debate sobre a importância dos mestres de capoeira no processo de formação educacional e cultural, além de identificar as demandas apresentadas pelos capoeiristas.

    Por volta das 18h, após o encerramento da audiência, os participantes poderão conferir uma exposição no Foyer da Biblioteca, com o tema Capoeira. A iniciativa é da Fundação Cultural Palmares.

    Coordenado pela ouvidora-geral da Câmara, vereadora Olívia Santana (PCdoB), a mesa do encontro terá as presenças da representante da Fundação Palmares, Verônica Nairobi, do diretor do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro da Fundação Cultural Palmares, Alexandro Reis, do Mestre Pelé da Bomba, além de representantes da União de Negros pela Igualdade (Unegro).

    Para Olívia Santana, o evento é fundamental, pois vai tratar de uma luta histórica dos mestres de capoeira pela sua valorização cultural e profissional. De acordo com a vereadora, os mestres querem espaço no sistema educacional e querem ensinar a capoeira nas escolas, pois acreditam que apenas eles podem fazer isso. “Eles acreditam que essa história de que só professor de Educação Física pode ensinar é um absurdo”, afirma Olívia.

    “Os mestres são mestres populares da cultura e a capoeira é uma tradição secular da população negra, além de ser um patrimônio tombado brasileiro. Portanto, nada mais justo do que o sistema educacional reconhecer o mestre como um professor, alguém que pode ter a prerrogativa de ensinar a capoeira nas escolas”, finaliza a vereadora.

     

    De Salvador,

    Ana Emília Ribeiro

    Rio de Janeiro: Capoeira, Jongo e Samba são tema de debate em São Gonçalo

    A Capoeira está participando do processo eleitoral do Conselho Nacional de política Cultural, através de Mestre Paulão, um dos candidatos do RJ. Por isso, um Fórum será realizado.

    Com apoio da Universidade Estácio de Sá – Campus São Gonçalo, a Liga Gonçalense de Capoeira promove, no dia 20/10, das 14h às 17h, o Fórum de Debates sobre o Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.

    Na programação do Fórum, estão discussões sobre a Capoeira como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro e a votação pela UNESCO, em 2013, da Capoeira como Patrimônio Cultural da Humanidade; o Jongo do Sudeste; o Plano de Salvaguarda do Samba do Rio de Janeiro, a Carta Compromisso com a Cultura e Religiões de Matrizes Africanas.

    Promovido pelo Departamento Pedagógico, de Programas e Projetos da Liga Gonçalense de Capoeira, o encontro tem como objetivo divulgar nossas propostas, já que pleiteamos uma vaga no Conselho Nacional de Política Cultural – CNPC.

    Este será um importante momento não somente para a Cultura Nacional como, em especial, para a Liga Gonçalense de Capoeira, que acata a decisão da Comissão Organizadora Nacional do Conselho Nacional de Política Cultural – CNPC.

    A presidência da Liga Gonçalense de Capoeira teve seu nome aprovado pelo Ministério da Cultura para concorrer a uma das vagas no Setorial de Patrimônio Imaterial do Conselho Nacional de Política Cultural.

    Esperamos, no dia 20/10, poder contar com a presença de todos e de todas.

    Saudações capoeirísticas.

     

    Fonte: Cultura.RJ

    Produtores de Tekken dizem que capoeira inspirou lutador brasileiro

    Os produtores de Tekken Tag Tournament 2, Katsuhiro Harada e Michael Murray, estiveram presentes no primeiro dia da Brasil Game Show 2012 e, em entrevista ao TechTudo, falaram a respeito do novo game da franquia. A dupla contou que o personagem brasileiro do jogo, Eddy Gordo, foi inspirado na capoeira, cujos movimentos se enquadraram bem no sistema 3D. Além disso, há planos para a produção de novos títulos em português.

    Os autores compararam a dimensão da BGS com eventos maiores de games, a E3 e a GamesCom. Ambos ressaltaram que a diferença entre as feiras é que, no Brasil, as empresas concorrentes trabalham em conjunto para trazer as novidades para o país. Confira a entrevista:

    TechTudo: O que vocês estão achando dessa primeira feira grande de jogos no Brasil? Chega perto do que vemos na E3 ou na GamesCom?

    Katsuhiro Harada e Michael Murray: Os estandes são muito parecidos com o que temos nas feiras internacionais, mas um fato curioso é ver muitos distribuidores e publishers concorrentes trabalhando juntos para entrar no Brasil. Isso não acontece lá fora, mas já vimos acontecer concorrentes trabalhando em um mesmo estande na Rússia, e agora está ocorrendo no Brasil.

     

    TT: De onde veio a inspiração para o Eddy Gordo, personagem brasileiro do Tekken?

    KH e MM: Na verdade, a inspiração veio primeiro da arte marcial, depois pensamos no personagem. Criamos o Eddy há mais de quinze anos, e até então nunca tínhamos ouvido falar em capoeira. Vimos algumas matérias sobre capoeira em uma livraria e resolvemos encomendar algumas fitas VHS do Brasil para entendermos melhor.

    Lembrando que naquela época nem tínhamos internet direito. Os movimentos da capoeira são muito originais e não vemos isso em nenhuma outra arte marcial. E o melhor é que a capoeria tem movimentos mais adequados para 3D do que para 2D. Ao analisarmos todo o material dissemos “sim, vamos fazer”! Depois disso, encontramos o mestre Marcelo Pereira, que naquela época morava na Califórnia. Trocamos e-mails com ele a aí começamos a criar o personagem.

    TT: Vocês tem planos para títulos em português?

    KH e MM: Fizemos vozes em português para Cristie e Eddy. Foi a primeira vez que fizemos. Encontramos algumas dificuldades, até porque ninguém na equipe entende português. Mas estamos trabalhando nisso e, no futuro, teremos mais conteúdo traduzido para português.

     

    Fonte: http://www.techtudo.com.br

     

    Centenário de Jorge Amado relembra escritor que ‘melhor escreveu um país’

    “Não tenho nenhuma ilusão sobre a importância de minha obra”, afirmou Jorge Amado. “Mas, se nela existe alguma virtude, é essa fidelidade ao povo brasileiro.”

    A intimidade com que expôs traços, costumes e contradições da cultura brasileira foram um dos fatores por trás da popularidade de que Amado desfrutou em vida.

    Mas no centenário de nascimento do escritor baiano, celebrado nesta sexta-feira, o reconhecimento sobre a importância de sua obra continua a crescer no Brasil e no exterior.

    Amado é um dos escritores brasileiros mais conhecidos internacionalmente, com obras publicadas em 49 línguas e 55 países.

    O interesse aumentou com a aproximação do centenário. Nos últimos três anos, pelo menos 45 contratos foram fechados com editoras estrangeiras para a publicação de seus livros, conta Thyago Nogueira, editor responsável por sua obra na Companhia das Letras.

    Países como Romênia, Alemanha, Espanha, Bulgária, Sérvia, China, Estados Unidos e Rússia são alguns dos que firmaram contratos recentes para lançar seus livros, diz Nogueira.

    Para marcar a data, a prestigiosa coleção Penguin Classics está lançando dois de seus livros em inglês, A morte e a morte de Quincas Berro d’água e A descoberta da América pelos turcos. Amado é o segundo autor brasileiro publicado pelo selo, o primeiro foi Euclides da Cunha.

    O centenário motivou uma série de seminários e eventos comemorativos em cidades como Salvador, Ilhéus, Londres, Madri, Lisboa, Salamanca e Paris.

    A reverberação lembra a frase do escritor moçambicano Mia Couto, para quem Amado fez mais para projetar a imagem do Brasil lá fora do que todas as instituições governamentais reunidas.

    “Jorge Amado não escreveu livros, escreveu um país”, afirmou Couto em 2008, em uma palestra em que prestou testemunho sobre a forte influência do autor sobre escritores africanos.

    Amado nasceu em 12 de agosto de 1912 em Itabuna, na Bahia, e escreveu quase 40 livros, com um olhar aguçado sobre os costumes e a cultura popular do país. Ele morreu em 2001.

    A fazenda de cacau em que nasceu, os terreiros de candomblé, a mistura de crenças religiosas, a pobreza nas ruas de Salvador, a miscigenação, o racismo velado da sociedade brasileira são alguns dos elementos que compõem sua obra, caracterizada por uma “profunda identificação com o povo brasileiro”, diz Eduardo de Assis Duarte.

    “Ele tinha o compromisso de ser uma espécie de narrador do Brasil, alguém que quer passar o país a limpo”, diz o pesquisador, professor de Teoria da Literatura na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e autor de Jorge Amado: Romance em tempos de utopia.

    O baiano destacou a herança africana e a mistura que compõe a sociedade brasileira como valores positivos do país.

    Ele adotava uma postura crítica dos problemas sociais do país e ao mesmo tempo retratava “um povo alegre, trabalhador, que não desiste”, diz Assis Duarte. “Para os críticos, ele faz uma idealização do povo.”

    Amado leva para o centro de suas histórias heróis improváveis para seus tempos – um negro, uma prostituta, um faxineiro, meninos de rua, mulheres protagonistas.

    “Ele traz o homem do povo para o centro do livro. Coloca-o como herói de suas histórias e ganha o homem do povo como leitor”, diz Assis Duarte.

    Comunismo

    Tanto a vida quanto a obra de Amado foram marcadas por sua militância no comunismo. Os livros do início de sua carreira eram fortemente ideológicos.

    “Saíram livros bons dessa fase, mas também livros muito panfletários, maniqueístas, em que os ricos são todos maus e os pobres são todos bons”, comenta a antropóloga Ilana Goldstein, autora de O Brasil best seller de Jorge Amado: literatura e identidade nacional.

    O baiano chegou a se eleger deputado em 1945 – seu slogan, lembra Ilana, era “o romancista do povo”. Apenas dois anos depois, porém, teve que partir para o exílio na França. Sob pressão da Guerra Fria, o Partido Comunista Brasileiro fora banido e seu mandato, cassado.

    Durante os cinco anos de exílio, passados com a esposa Zélia Gattai na França e na antiga Tcheco-eslováquia, Amado viajou e ampliou seu círculo de amizades – conheceu Pablo Picasso, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir.

    Nos anos 1950, época em que os crimes do líder soviético Josef Stalin vieram à tona, Amado rompeu com o partido. Iniciou-se uma nova fase em sua literatura, mais leve e bem-humorada, menos ideológica.

    Para as massas

    Amado gostava de se definir como um “contador de causos”. Mais do que explorar novas linguagens literárias, seu objetivo era conquistar leitores e alcançar a massa, diz Assis Duarte.

    Sua linguagem era coloquial, simples, como a língua falada; sua forma de contar histórias era folhetinesca, com muitos personagens, ápices e acontecimentos.

    Isso ajuda a explicar a rejeição da crítica acadêmica durante muitos anos. Também ajuda a entender as prolíficas adaptações de sua obra para filmes, novelas, peças e séries de TV.

    “Sua literatura se aproxima da cultura de massa. São textos que parecem ter sido escritos para serem adaptados”, diz Assis Duarte.

    Com a preocupação de proporcionar uma leitura agradável, Amado fez o que queria: conquistar leitores e contar suas histórias.

    “Ele foi um escritor popular em um país onde não se lê muito, e que não tem uma tradição de leitura apesar de ter grandes escritores”, diz Milton Hatoum.

    O escritor amazonense leu Jorge Amado pela primeira vez na escola de Manaus, aos 14 anos. A professora apresentou Capitães da Areia, logo cativando o interesse da classe ao contar que o livro havia sido queimado em Salvador em 1937, durante o Estado Novo.

    “Eu era de Manaus, e para mim o Brasil era aquele mundo cercado de água e de floresta. A leitura de Capitães da Areia foi uma revelação de outra paisagem social e geográfica no mesmo país.”

    Para Hatoum, o universo ficcional rico em tramas e personagens de Amado parece dar conta de toda a pirâmide social do Brasil, da elite política e econômica aos mais desvalidos.

    Ele afirma quase poder tocar os lugares e personagens quando lê a obra de Amado. “O mundo que ele criou é cheio de personagens muito vivos, de um colorido, uma sensualidade que não é exótica. Quer dizer, é exótica, talvez, para quem não conhece a Bahia ou o Brasil.”

    BBC – Brasil – http://www.bbc.co.uk/portuguese