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Video: O pagador de promessas

Continuando com a publicação de mais videos disponibilizados pela camarada Teimosia, agora é a vez do Cinema Nacional (1962).
Um pequeno trecho do filme "O pagador de promessas" (primeira versão, 1962), onde há uma roda de capoeira na porta da igreja.
Entre os participantes do filme estão Mestres Canjiquinha, Paraná, Gigante e Zoião.
 
O pagador de promessas.
 
 {youtube}PJpKawSXlG4{/youtube}
 
Cortesia: Bruno Souza

Video: Aula do Mestre Canjiquinha: Capoeira (Parte 1)

O primeiro de uma série de videos, disponibilizados pelo camarada Bruno Souza, conhecido na capoeiragem como Teimosia, que iremos publicar semanalmente…
 


Mestre Canjiquinha e seus alunos em uma roda de capoeira.
(Parte 1)
{youtube}8vzhS-iCBAk{/youtube}
 
Cortesia: Bruno Souza
 
Para assistir a 2ª parte, clique aqui.

Cronica: Quando um “capoeira” não é da Capoeira

“Pára a roda, capoeira! Pára, vai ter que parar!”
 
     O verso acima pode ser citado como típico exemplo do que ocorre na maioria das rodas de capoeira, espalhadas por todo o nosso território tupiniquim e que também atravessa oceanos… 
 
     Jogar Capoeira numa roda “estranha” mais parece um desafio do que um prazer condicionado pela própria ginga. Em teoria, tudo parece sincronizado: vou para uma roda de um grupo diferente seja para me divertir, saber “como estou” numa roda alheia, conhecer novos camaradas ou – o q é mais comum – simplesmente fazer baderna.  
 
     Sabe-se que o ser humano possui em sua essência o fator de competir, isso nos faz melhores pessoas e elenca nossas capacidades de superação, concretizando, assim, nossas ambições nos mais variados campos da vida. Quando filtramos para a capoeira, algo parece incoerente.  
 
     Camarada que é camarada sabe que jogar capoeira é atividade que nunca se esgota e cada roda é uma estória nova para se viver. 
 
     Quando chegamos numa “roda alheia”, um misto de medo e desconfiança paira sobre nossos pensamentos… Mas já que “capoeira que tem sangue na veia não pode escutar um berimbau…” logo trata de ir “estudando” os movimentos e comportamentos de todos os presentes na roda, na espreita de entrar na roda. Começa a observar quem permite a entrada no jogo… os supostos “destaques” ( ou potenciais rivais, como queira ), com quem pode encontrar mais um floreio ou um jogo mais “de contato”.  
 
     O fato é que já estar jogando. O espírito capoeira não consegue se desviar do som do berimbau. O som entra diretamente no cérebro sem passar por tímpano algum. Não adianta resistir.  
 
     Jogando, tudo parece ser diferente. Afinal, está em meio “aos camaradas que não são do meu grupo” ( fique livre para interpretar esta frase ). 
 
     Num repente, em meio às negativas, rolês e aús, já buscando algum fôlego em meio ao floreio bonito e cadente, observa um “zum-zum-zum” e movimentos estranhos na roda…. 
 
     Parece que um jogo bonito e diferente não consegue agradar todos. Desperta as mais vis sensações de inveja e incapacidade de alguns naquela roda. 
 
     O jogo, até certo ponto cadente e tranqüilo, se transforma em um show de pontapés e socos. Pára a roda, Capoeira! Pois isso não é mais roda. É ringue! 
 
     O Mestre ( “Menino quem foi teu Mestre?” ) parece reger as ações dos mais “graduados’ com um olhar conivente e parcial. Lamentável se não fosse tão deprimente. O “Mestre” comandante da roda está com a sensação do dever cumprido, e depois de muita “não-capoeira”, declara: “Aqui na minha roda quem comanda sou eu! Ninguém vem cantar de galo aqui!”. 
 
     O camarada, que queria apenas uma diversão nutrida com muito axé num ambiente de outro grupo, sai com a mão na coxa dormente de tanta pancada, arrastando um pé e com uma marca de um “martelo” maldoso bem direcionado no lado esquerdo do rosto… 
 
     Esta parece ser a tônica: Competição entre grupos. E não condeno tal realidade. Mas que esta competição seja para alimentar o espírito da capoeira como um todo. Mostrando – aos grupos “rivais” – eventos bem realizados, divulgados e participativos.  
 
     E grupos com essas ações e propósitos existem muitos por todo o globo e é por essas e outras que acredito na total dissolução dos poucos grupos que remam contra a maré do desenvolvimento da capoeira. E que infelizmente, ainda mancham a imagem de uma capoeira como ferramenta de modificação social.  
 
     Pancadarias ao receber um convidado de outro grupo ou em rodas de apresentação, onde estão presentes setores sociais que já olham de forma atravessada para nossa  arte-ginga, definitivamente, não irão contribuir.  
 
 
“Pára a roda, Capoeira! Pára, vai ter que parar!” 
 
     E que o verso acima, apesar desses contratempos, venha sempre acompanhado deste outro verso:
 
“A roda não pára de jeito nenhum porque sou filho de Ogum e de meu Pai Oxalá, vamos lá!”
 
Axé, camaradas!
 
Shion
Parnaíba – Piauí

Cronica: O Espírito de um Capoeira

O Camarada Shion, lá da Parnaíba – Piauí, nos enviou esta cronica, que nós do Portal Capoeira esperamos que seja a primeira de muitas… onde o autor nos retrata a visão e o sentimento do "Espírito de um capoeira"…


Tudo começa em um momento de quase acaso. Passeando em uma praça arborizada, repleta de sons de pássaros ao fim de uma tarde. Os raios do sol estão mansos, provocam uma sensação formidável com seu calor terno. Em um repente, apenas um barulho produzido por um instrumento curioso, acompanhado de palmas e cantos num ritmo que anima e prende a atenção. Pais, mães e filhos são direcionados – parecendo uma ação inconsciente – àquela curiosa roda formada por pessoas contentes e sincronizando um mesmo pensamento.
 
Como se fossem guiados por uma força estranha, quem estar de fora dessa roda sente-se atraído e convidado a acompanhar – mesmo q sendo na simples batida do pé – uma música que é entoada com emoção e força.
 
Sob olhares curiosos e surpreendidos, pernas e braços realizam acrobacias e movimentos que encantam e fascinam quem participa daquela roda. A musicalidade parece a força motriz de toda aquela gente que canta e luta num ritmo da ginga característica.
 
Este é um cenário típico da nossa arte Capoeira. Uma atividade que fortalece nossas capacidades físicas e, conseqüentemente, enaltece nossas faculdades mentais.
 
Sempre gostei de acompanhar rodas de capoeira. Sentia-me bem – mesmo q só observando – em presenciar aquelas manifestações de alegria e festividade. Infelizmente, por conta de limitações de minha saúde – à época  – não era possível minha participação de forma efetiva e direta.
 
Hoje, sadio, pratico capoeira. Satisfação enorme em estar em contato com essa arte! A cada dia crio novos vínculos amistosos e me perco na imensidão de informações que faz dessa arte algo ímpar. Estórias, lendas e mitos fazem dessa arte um “não sei o quê” de mistérios, causos e surpresas!
 
Quando vem a reflexão, confirmo que minha atração pela capoeira se deva pela simplicidade que una todos no microcosmo da roda de axé. Costumamos dá vazão às coisas complexas e sem utilidade, ao fim. E a capoeira nos faz seguir sempre na retidão da igualdade. Dentro de uma roda, Mestres, Graduados e Novatos respiram o mesmo ar e escutam a mesma música, sem distinções. Todos são iguais naquele momento. Preto- branco, rico-pobre… não há espaços para padrões sociais de segregação.
 
Confesso que a capoeira me redirecionou  às trilhas do “ser simples”. Particularmente, minhas atividades cotidianas me faziam distantes das coisas simples que compõem a vida. Sinto que estou em voga novamente. Graças ao esforço pessoal por meio da capoeira.
 
A capoeira em sua totalidade não cabe em algumas linhas, definitivamente. Mas também sei que essa mesma capoeira permite manifestações que preencham livros e livros ou apenas uma frase – esta q seja dita com satisfação e verdade.
 
Talvez seja por isso que nossa arte abrace todos! A arte-ginga não se resume a este ou aquele grupo… a capoeira é bem mais significativa, por mais que alguns acreditem no contrário. Uma minoria, felizmente!
 
Façamos então nossa parte em retribuição aos grandes Mestres do passado e aos atuais! Valorizemos os esforços colossais para uma imagem limpa e sem rasuras da nossa arte! Façamos por onde! Ações!
 
Precisamos mostrar para todos aqueles que insistem, que a capoeira é uma ferramenta importantíssima na imprescindível tarefa da educação. Os pais precisam de um reflexo nos boletins dos filhos, para que exista uma motivação. Os envolvidos na capoeira devem incentivar os respectivos alunos para que estes permaneçam a otimizar seus desempenhos nas salas de aula. A educação é a passagem mais fácil e eficaz na construção de um cidadão nato e firme nas próprias opiniões.
 
Dessa forma, quem trabalha na capoeira de coração poderá tirar dessa mesma o próprio sustento. Assim como qualquer outro ofício, viver da Capoeira para quem a ama, é a realização. E é apenas dessa forma educadora que um dia esta realidade será testemunhada. 
 
Vamos agir, colega velho! Cada camarada possui uma qualidade que o define. Usemos nossos atributos dentro e fora da roda. Vamos falar, expandir, corrigir, errar e acertar! O que não vale é a morosidade e a acomodação. Cada grupo de capoeira possui uma força enorme! Basta atentar para tal fato.
 
“Capoeira é defesa e ataque, é ginga no corpo, é malandragem! É licuri que quebra dendê! E quem não conhece capoeira, não pode dá seu valor!”
 
Iê, Capoeira!
 
Shion
Grupo Muzenza
Parnaíba – Piauí

Nota de Falecimento: “Mestre Martim da Pemba”

José Martim dos Santos, conhecido pelos antigos da capoeira baiana como "Mestre Martim da Pemba" ou "Mestre Pena Dourada", faleceu em Salvador, Bahia, aos 106 anos de vida. 
 
Martim da Pemba, além de mestre de capoeira, é pai do senhor Jaime Martim dos Santos – Mestre Curió.
 
Não foi possivel ilustrar esta matéria, devido a ausencia de fotos do mestre na Internet.
 
Contudo o camarada Miltinho Astronauta, do Jornal Capoeira, esta disponibilizando duas matérias, retiradas do Correio da Bahia, em homenagem ao Mestre.
 
Agradeco em nome do Mestre Curio
 
Mestra Jararaca
Discipula  de Mestre Curio
 

Evento Berim Brasil Ao Vivo!!!

Super Novidade… Confira!!!


Estimado Camarada,

O Capoeira Berim Brasil na Pessoa do C. Mestre Wellington tem o grande prazer de convidar você e seus alunos para assistir ao vivo o evento cultural do BERIM BRASIL–SP.  = Dia: 05/11/2005 – Horário:16h00
 

 
O 1º evento de capoeira a ser transmitido ao vivo pela internet!!!

1 Jogos Abertos de Capoeira do Grupo Canto e Magia do ABC.

Ola pessoal…!!!
 
    No dia 15 de Outubro de 2005, acontecerá o 1 Jogos Abertos de
Capoeira do Grupo Canto e Magia do ABC.
    Saiba sobre o regulamento, inscrições, enfim, tudo que voce
precisa saber para participar desse evento, que está sendo preparado
para voce…

    INFORMAÇÕES – acesse nosso site – www.cantoemagia.com.br

                   Axé camarada…

" Nunca deixe a vaidade ser maior que a sua capoeira…
   e que entre o contemporâneo ou primitivo,
     certou ou errado, bom ou ruim…
        que a sua escolha seja sempre a…

                 C A P O E I R A ".

                                                Montanha

Entrevista exclusiva com José Luiz Oliveira Cruz, Mestre Bola Sete.

"A humildade foi a maior lição que tive nesses 37 anos de Capoeira Angola"
 
José Luiz Oliveira Cruz, o mestre Bola Sete, nasceu em 31 de maio de 1950, iniciou na capoeira em 1962 como auto didata, em 1968 começa a treinar com o grande capoeirista Pessoa Bababá, marinheiro da marinha Mercante e discípulo de Mestre Pastinha, em 1969 ingressa na academia de Vicente Ferreira Pastinha, onde ocupou o cargo de Fiscal de Campo, diplomado pelo próprio Mestre Pastinha em 1979, hoje trabalha no Setor de Transporte, na Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração, é membro do concelho da Associação Brasileira de Capoeira Angola, Bola Sete diz que os valores tradicionais dessa arte estão sendo esquecidos.
 
"A capoeira praticada hoje não é autêntica, pois é feita apenas para impressionar com seus saltos acrobáticos e agressivos"

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