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Musica & Capoeira uma “íntima e rica ligação”

Show Patrimônio Nacional

A capoeira é um conjunto de tradições folclóricas, surgidas a partir da cultura africana e seu sincretismo com a cultura européia e indígena no Brasil. Como toda tradição negra e indígena, foi por muito tempo considerada pagã e ilegal. Mestre Bimba foi quem legalizou a capoeira durante o governo do Presidente Getúlio Vargas em 1953, e com isso a capoeira e sua musica foram introduzidas no exército e universidades. Em 2007 a capoeira, popular em todo mundo, foi considerada “ Patrimônio Nacional ” pelo então Ministro da Cultura Gilberto Gil.

Por outro lado, a arte contemporânea de forma geral se manifesta através da fusão entre diversos elementos e linguagens. Muitas outras manifestações folclóricas brasileiras (como o samba e o maracatu) e de outras partes do mundo (como o blues, funk, reggae e os ritmos latinos) já sofreram esse processo, colocadas em diálogo com outras linguagens como o Jazz, o Rock e a música eletrônica. Dessa forma, assim como essas manifestações vieram de culturas regionais e ganharam o mundo através de seus realizadores, se faz necessário que a capoeira – com seus cânticos envolventes e de fácil absorção, por se tratar de uma prática coletiva – seja também apresentada ao mundo da música popular. Rodrigo Sá desenvolve uma proposta de promover a fusão da capoeira dentro do cenário da música popular como forma de resgatar e renovar essa cultura folclórica dentro do movimento da arte contemporânea e da World Music.

Desenvolver um espetáculo a partir do encontro da capoeira e da cultura brasileira com a World Music que compreenda diversas formas de arte e cultura popular (música, dança, video, cantigas, etc.) para ser apresentado em festivais de música no Brasil, Europa, Estados Unidos e outras partes do mundo.

A influência estética predominante na concepção do show idealizada, mistura elementos de performance, vídeo e artes plásticas para envolver o público em um ambiente festivo e cheio de energia. Dessa forma, o show proposto visa unir os elementos musicais que envolvem a capoeira com outros gêneros musicais, produzindo um espetáculo de musica que integre performance e mídia.

O fato de usar a capoeira integrada a um espetáculo musical, como proposto, traz uma série de conceitos que potencializam ainda mais o show em um ambiente de grandes festivais. Por se tratar de uma prática cultural coletiva, seus cânticos melodiosos e de fácil absorção cativam rapidamente o público. A batida na palma da mão que acompanha a capoeira também oferece um ambiente onde as pessoas se sintam à vontade para participar e se envolver com a música. Além disso, a prática das rodas de capoeira proporciona um ambiente saudável e de alto astral, aberto a quem queira participar.

O objetivo com esse espetáculo é conseguir transmitir esses elementos e sentimentos ligados à capoeira em um ambiente festivo de música, proporcionando uma experiência excepcional para o grande público. A estética do palco e do ambiente do espetáculo será desenvolvida também com base nos grandes festivais, criando um cenário de alto padrão.

De forma geral, promover a fusão da capoeira, seus elementos e instrumentos musicais com a música popular.

A música é a atração principal do espetáculo. Em suas composições, Rodrigo Sá desenvolve letras com refrão baseado em cânticos históricos da capoeira. A banda de apoio é composta por MPC, baixo, bateria, guitarra, duas percussões, compondo arranjos bem trabalhados, que contam com influências variadas além da capoeira.

O Show é uma Mistura do Brasil dentro de uma leitura Pop conceitual, com a pegada diferenciada, mostrando nossa Brasilidade de forma completa dentro do universo da World Music. Para os gringos um banho de cultura Brasileira, para os Brasileiros um pedaço rico da nossa história em 1h 30m.

 

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“A Capoeira dentro da Cultura Pop.”

 

A capoeira é um conjunto de tradições folclóricas, surgidas a partir da cultura africana e seu sincretismo com a cultura européia e indígena no Brasil. Como toda tradição negra e indígena, foi por muito tempo considerada pagã e ilegal. Mestre Bimba foi quem legalizou a capoeira durante o governo do Presidente Getúlio Vargas em 1953, e com isso a capoeira e sua musica foram introduzidas no exército e universidades. Em 2007 a capoeira, popular em todo mundo, foi considerada “ Patrimônio Nacional ” pelo então Ministro da Cultura Gilberto Gil.

Por outro lado, a arte contemporânea de forma geral se manifesta através da fusão entre diversos elementos e linguagens. Muitas outras manifestações folclóricas brasileiras (como o samba e o maracatu) e de outras partes do mundo (como o blues, funk, reggae e os ritmos latinos) já sofreram esse processo, colocadas em diálogo com outras linguagens como o Jazz, o Rock e a música eletrônica. Dessa forma, assim como essas manifestações vieram de culturas regionais e ganharam o mundo através de seus realizadores, se faz necessário que a capoeira – com seus cânticos envolventes e de fácil absorção, por se tratar de uma prática coletiva – seja também apresentada ao mundo da música popular. Rodrigo Sá desenvolve uma proposta de promover a fusão da capoeira dentro do cenário da música popular como forma de resgatar e renovar essa cultura folclórica dentro do movimento da arte contemporânea e da World Music.

A capoeira é um conjunto de tradições folclóricas, surgidas a partir da cultura africana e seu sincretismo com a cultura européia e indígena no Brasil. Como toda tradição negra e indígena, foi por muito tempo considerada pagã e ilegal. Mestre Bimba foi quem legalizou a capoeira durante o governo do Presidente Getúlio Vargas em 1953, e com isso a capoeira e sua musica foram introduzidas no exército e universidades. Em 2007 a capoeira, popular em todo mundo, foi considerada “ Patrimônio Nacional ” pelo então Ministro da Cultura Gilberto Gil.

Por outro lado, a arte contemporânea de forma geral se manifesta através da fusão entre diversos elementos e linguagens. Muitas outras manifestações folclóricas brasileiras (como o samba e o maracatu) e de outras partes do mundo (como o blues, funk, reggae e os ritmos latinos) já sofreram esse processo, colocadas em diálogo com outras linguagens como o Jazz, o Rock e a música eletrônica. Dessa forma, assim como essas manifestações vieram de culturas regionais e ganharam o mundo através de seus realizadores, se faz necessário que a capoeira – com seus cânticos envolventes e de fácil absorção, por se tratar de uma prática coletiva – seja também apresentada ao mundo da música popular. Rodrigo Sá desenvolve uma proposta de promover a fusão da capoeira dentro do cenário da música popular como forma de resgatar e renovar essa cultura folclórica dentro do movimento da arte contemporânea e da World Music.

A capoeira é um conjunto de tradições folclóricas, surgidas a partir da cultura africana e seu sincretismo com a cultura européia e indígena no Brasil. Como toda tradição negra e indígena, foi por muito tempo considerada pagã e ilegal. Mestre Bimba foi quem legalizou a capoeira durante o governo do Presidente Getúlio Vargas em 1953, e com isso a capoeira e sua musica foram introduzidas no exército e universidades. Em 2007 a capoeira, popular em todo mundo, foi considerada “ Patrimônio Nacional ” pelo então Ministro da Cultura Gilberto Gil.

Por outro lado, a arte contemporânea de forma geral se manifesta através da fusão entre diversos elementos e linguagens. Muitas outras manifestações folclóricas brasileiras (como o samba e o maracatu) e de outras partes do mundo (como o blues, funk, reggae e os ritmos latinos) já sofreram esse processo, colocadas em diálogo com outras linguagens como o Jazz, o Rock e a música eletrônica. Dessa forma, assim como essas manifestações vieram de culturas regionais e ganharam o mundo através de seus realizadores, se faz necessário que a capoeira – com seus cânticos envolventes e de fácil absorção, por se tratar de uma prática coletiva – seja também apresentada ao mundo da música popular. Rodrigo Sá desenvolve uma proposta de promover a fusão da capoeira dentro do cenário popular como forma de resgatar e renovar essa cultura folclórica dentro do movimento da arte contemporânea e da World

Rodrigo Sá

 

Brasilia: Cânticos populares, cantigas e cantadores de capoeira

Quem mora em Brasília e aprecia a riqueza musical da capoeira tem uma boa opção para 19 de maio. Nesse dia, o Centro Cultural Porão Capoeira Tabosa e o Centro de Iniciação Desportiva (CID) da cidade do Núcleo Bandeirante (DF) realizam, a partir das 14:30 h, o IV Ciclo de Palestras, cujo tema será “Cânticos populares, cantigas e cantadores de capoeira”.
A palestra fará uma “viagem” pelos ritmos, rituais e tradições da cultura popular brasileira através da capoeira. A atividade, coordenada Mestre Fred Guaraná, acontece no Espaço Garcia Neto, na praça da administração do Núcleo Bandeirante. A entrada é franca.
 
Informações: (55 61) 3380-1227 e  9814-4814
 
 
* Mano Lima é jornalista, editor dos sítios www.portalcapoeira.com, www.jornalmundocapoeira.com
e  autor dos livros "Dicionário de Capoeira" e "Eu, você e a capoeira"
 

A Musicalidade na Capoeira

Vários grupamentos sociais em diferentes locais e épocas sempre se utilizaram da dança e do canto com diversas finalidades. Dentre as mais comuns, destacamos as ligadas às atividades lúdicas como as cantigas de roda e as várias modalidades do nosso samba: o samba rural, o samba de roda e o samba de barreiro, cujo prazer da companhia é a tônica principal. Temos também as ligadas às celebrações religiosas, sejam nos pontos de Candomblé ou de Umbanda ou ainda nas manifestações de religiosidade populares como nas trezenas de Santo Antônio.
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CÂNTICOS

O conteúdo dos cânticos exalta as qualidades do chefe da roda, relata a sua origem ou se refere a fato, personagem ou ocorrência notáveis, atuais ou históricos.
A forma de cantar valoriza o tom das vogais antes que a pronúncia correta das consoantes, adquirindo sonoridade mântrica, em harmonia com o tom do berimbau. O canto e som do berimbau se fundem, no estilo angola, numa toada monótona, em que a presença do refrão empresta semelhança à ladainha, dum caráter suave, pacífico, extremamente cativante, permitindo movimentos mais lentos, relaxados, controlados, de grande belez. Enquanto no estilo regional, o ritmo marcial, mais acelerado, impõe maior velocidade aos movimentos, tornando-os mais agressivos, de caráter reflexo, instintivos e obrigando a maior afastamento entre os parceiros. Cada mestre tem um estilo próprio de tocar e cantar, modificando tema e conteúdo dos cânticos, os quais passam então a identificar cada roda pelo seu fundo cultural litero-filosófico, destacando-se o curto improviso, a chula1, reliquat da dança popular portuguesa deste nome.
Além desta, encontramos como categorias de cânticos, o corrido2, as quadras3 e a ladainha4.
O conteúdo dos cânticos geralmente faz parte do repositório da comunidade a que pertence a roda ou repertório própria roda, tais como referências a fatos, personagens históricos, reverenciando-os consoante sua livre escolha, tecendo comentários de conteúdo filosófico ou ligados à sabedoria popular, ditos e axiomas. Destacamos o oriki (chamado de chula pelo Mestre Bimba nos primórdios da regional, conhecido como ladainha entre os atuais angoleiros), a louvação africana, saudação laudatória aos mestres, à terra natal, aos amigos, a Deus, aos Santos e aos orixás, que empresta caratér individual a cada grupamento ou roda.
O coro, ritornelo, refrém, estribilho ou refrão, une todos os presentes num canto orfeônico extremamente contagiante, criando uma atmosfera energética que transforma o grupamento social numa entidade global, capaz de geral um estado transional coletivo.

Consoante o estilo e o temperamento do mestre e, portanto, da roda, há uma nítida preferência pelo suavidade e lentidão da ladainha (predominante entre os angoleiros) ou pelo calor e velocidade do corrido (mais a gosto dos regionais).

1-Curto "improviso" de apresentação ou identificação entoado pelo cantador a título de abertura da sua composição. Geralmente faz a louvação dos seus mestres, da sua origem, da cidade, de fatos históricos, de algum outro elemento do fundo cultural da roda. Freqüentemente os cantadores usam uma chula como introdução aos corridos e às ladainhas, durante a qual é sugerido ou indicado refrão a ser entoado pelo coro.

2-A própria denominação já traduz, ou lembra, a aceleração do ritmo que o caracteriza, juntamente com o nexo entre o verso do cantador e o refrão do coro que o repete parcial ou totalmente. O cantador entoa versos de frases simples, curtas, freqüentemente repetidas, e cujo conjunto é usado como refrão pelo coro da roda. O conteúdo do trecho cantado pode ser retirado duma quadra, dum mote, duma ladainha, dum corrido, ou do fundo comunal litero-filosófico da roda ou grupo social. A diferenciação no entanto só aparece com nitidez durante a audição do conjunto, pois o mesmo conteúdo poderá ser cantado numa ou noutra categoria conforme a impostação da voz, ritmo, compasso e aceleração que o cantador, a orquestra, coro vocálico e o acompanhamento das palmas, além da própria estrutura, emprestam ao trecho.

3-Curta estrofe de quatro versos, sem interrupção, de conteúdo variável, algumas vezes fazendo sotaques ou advertências jocosas a algum companheiro ou a fatos ou lendas da roda. Geralmente termina com uma chamada ou advertência ao coro, como "Camará!", "Vorta du mundu!", "Aruandê!", "Aruandi!", "Iêê!", "Êêê!", entre tantas outras.

4-A ladainha é o ritmo dolente, lento, como na reza de mesmo nome na igreja católica, o coro repetindo o refrão independentemente do trecho entoado pelo cantador. O conteúdo da ladainha corresponde a uma oração longa, mensagem, desdobrada e relatada em curtas estrofes entrecortadas pelo refrão.

UNIÃO, ESPORTE E AMOR UNIVERSAL

Bendito seja o africano!
… da cadência dos soluços do degredo e da escravidão…
fez surgir a dança da liberdade, da igualdade e da fraternidade!
… que há de unir velhos e meninos…
… homens e mulheres…
… mestres e alunos…
… de todas cores e nações…
… nos cânticos dos "Salmos de São Salomão"!

Os cânticos

  • Ladainha
A expressão Ladainha, provida do devocionário católico (reza), é o cântico de iniciação da roda ou de um jogo. A ladainha pode ser cantada por um dos dois jogadores que se encontram ao pé do berimbau, ou então, por quem estiver comandando a roda, que no caso, deve estar a tocar o berimbau Gunga. O seu ritmo é lento, acompanhado quase sempre do toque de Angola ou de São Bento Pequeno. A entrada para o jogo depende do término da ladainha, significando a autorização para o começo do jogo.
– Exemplo:
Cantador: Menino quem foi seu mestre
Menino quem foi seu mestre
Meu mestre foi Salomão
Sou discípulo que aprendo
Sou mestre que dou lição
Na roda de capoeira
Nunca dei meu golpe em vão
Cantador: Iê viva meu mestre
Coro: Iê viva meu mestre, camará
Cantador: Iê que me ensinou
Coro: Iê que me ensinou, camará
  • Corrido
O Corrido é bastante utilizado na Regional. Como o próprio nome indica, dita um ritmo mais acelerado, estimulando um jogo mais rápido. Geralmente, o corrido é cantado nos toques de São Bento Grande, Cavalaria, Amazonas e São Bento Pequeno.
No corrido, o cantador, canta uma estrofe e o coro responde sempre o mesmo refrão. Este refrão não precisa ter obrigatoriamente ligação com as palavras do cantador, ou seja, não se repete a estrofe na maioria das vezes. O corrido deve ser mantido pelo puxador durante um bom tempo, como forma de criar uma vibração e uma sensação de extâse na roda, fazendo com que todos os participantes sintam sua energia.
– Exemplo:
Cantador: Dá, dá, dá no nêgo
No nêgo você não dá
Coro: Dá, dá, dá no nego
Cantador: Se não der vai apanhar
Coro: Dá, dá, dá no nêgo
  • Quadras
As quadras são estrofes compostas de quatro versos, seguidas sempre do mesmo refrão. São utilizadas na Capoeira Regional. As quadras podem ser improvisadas, desde que tenham a presença dos versos e a continuidade de idéias. Mestre Bimba costumava cantar quadras durante suas rodas.
– Exemplo:
Cantador: A palma estava errada
Bimba parou uma vez
Olha, bate essa palma direito
Que a palma de Bimba é 1, 2, 3 (Olha a palma de Bimba)
Coro: É 1, 2, 3
Cantador: Olha a palma de Bimba
Coro: É 1, 2, 3
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