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CAPOEIRA SEM MESTRE

Poucas coisas geram tanta polêmica no mundo da Capoeira como a palavra “Mestre”.

A primeira pergunta que geralmente um capoeirista faz ao outro, curioso em saber quais conexões ambos têm em comum é: “Quem é seu mestre?”, seguida de: “Ele foi formado por quem?” ou “Qual é o seu grupo?”.

Entre os mestres é praticamente unânime o discurso sobre a necessidade de um capoeirista se formar dentro de uma escola ou grupo de Capoeira e a rejeição pelos capoeiristas “free-lancers”, avulsos, mesmo que estes joguem, toquem e cantem muito bem. É natural, portanto, que o próprio título “Capoeira sem Mestre” provoque em muitos um incômodo, pois a noção de pertencimento na Capoeira está muito associada ao fazer parte e ser aceito numa comunidade que compartilha valores comuns.

Não pretendemos entrar no mérito sobre o que dá autoridade para que qualquer um se julgue no direito de dizer se o outro é mais ou menos legítimo por ter ou não mestre. Isso é assunto para outro texto. Neste aqui vamos discorrer simplesmente sobre um fenômeno que existe, um fato real e inexorável: existe Capoeira sem Mestre. Existe há muito tempo e sempre vai existir.

 

CAPOEIRA SEM MESTRE Curiosidades Portal Capoeira 1

 

Existe Capoeira sem Mestre há muito tempo

A história da Capoeira pode ser dividida em dois momentos, como defende Nestor Capoeira:

1. A era dos valentões

Manduca do Praia, Besouro Preto, Nascimento Grande ou outros desordeiros famosos não têm a alcunha de “mestre” no imaginário coletivo da Capoeira e quando os capoeiristas modernos se referem a eles utilizam somente seus nomes.

 2. A era dos educadores 

Já Bimba, Pastinha, Waldemar e a geração que logrou dar visibilidade positiva à Capoeira são respeitosamente chamados de “Mestre”, sendo uma gafe se referir a estes sem o devido título antecedendo seus nomes.

 

Histórico

A transição de uma era à outra se deu na primeira e se acelerou na segunda metade do século 20. Como a era dos educadores é um fenômeno recente que segue em permanente mudança, ainda não se chegou a um modelo fixo de ensino-aprendizagem que contemple todas as variáveis derivadas de seu crescimento e sua difusão pelo mundo. Se hoje em dia é uma quase unanimidade a ideia da necessidade de pertencimento a um grupo com aulas presenciais nos moldes da escola tradicional, historicamente nem sempre foi assim.

 

Ensino à distância na Capoeira

Desde 1907, pelo menos, existem tentativas de se ensinar Capoeira sem a presença de um Mestre, transmitindo saberes por outros meios, como o livro apócrifo cuja assinatura parece se referir à “Ofereço, Dedico e Consagro à Distinta Mocidade”.

Detalhe: este livro foi publicado quando os Mestres Bimba e Pastinha ainda eram crianças!

ODC: 1907

 

Em 1928, quando os Mestres Bimba e Pastinha eram ainda homens jovens, vem o livro de Zuma, cujo detalhamento o transforma em referência nacional em relação à Capoeira.

1928

 

Em 1945, no fim da 2a Guerra Mundial, quando mal a Capoeira havia saído do Código Penal e as escolas de Capoeira dos Mestres Bimba e Pastinha ainda eram fenômeno recente, sai o livro de Inezil Penna Marinho, um ícone da Educação Física Brasileira.

1945

 

Seguindo esta tradição de ensino à distância, em 1961 vem o livro de Lamartine Costa, cujo título foi usado como inspiração deste texto:

1961

 

Na década de 80, Nestor Capoeira publica seu Pequeno Manual do Jogador de Capoeira. Este livro já nasceu escrito em inglês, com o título “The Little Capoeira Book”, voltado ao ensino à distância, desta vez para estrangeiros:

1981

 

As décadas seguintes veem o nascimento dos vídeos tutoriais em VHS, com diversos mestres gravando movimentos e cursos para serem comercializados. Na sequência, o VHS vira DVD e o DVD, mp3. Filmes como “Esporte Sangrento” e videogames como “Tekken” serviram de referencial pedagógico para milhares de jovens no exterior, que não tinham acesso às fontes primárias de conhecimento e aprendiam como podiam, consumindo a informação que chegava pelas TVs.

 

Eddy Gordo – Tekken

Esporte Sangrento

 

Com o advento da internet a velocidade da informação se exponencializa, fazendo verdadeiras comunidades de ensino-aprendizagem por meio das redes sociais, com capoeiristas transmitindo informação 24 horas por dia em todo o planeta.

 

 

Sempre vai existir Capoeira sem Mestre

Existe um motivo simples para acreditarmos que sempre haverá Capoeira sem Mestre: o sucesso da Capoeira! Conforme se espalha pelo mundo e conquista mais e mais adeptos, o número de alunos cresce em progressão geométrica, enquanto o número de mestres formados se mantém sempre em velocidade menor.

Cada vez que a Capoeira chega em uma pequena cidade do interior do Brasil profundo ou num longínquo país asiático, novos alunos são incorporados à segunda coluna. Neste meio tempo, pouquíssimos mestres são formados.

 

Pedagogia do século 21

As novas tecnologias já fazem parte da realidade da geração que iniciou a Capoeira depois de 2005. Facebook, Youtube e até Whatsapp são mecanismos para transmitir informação. Se há 20 anos era raro um capoeirista ter mais de 10 fitas K7 com canções, hoje temos canais de música no Youtube com milhares delas. Se há 10 anos era comum o capoeirista proibir qualquer tipo de registro e filmagem em seus eventos, hoje em dia os próprios mestres levam celulares às rodas e publicam os jogos em transmissões ao vivo.

 

O Instituto Brasileiro de Capoeira-Educação – IBCE

 

Pensando nesta nova realidade foi lançado o Instituto Brasileiro de Capoeira-Educação (IBCE), um órgão difusor de metodologias online, voltadas aos professores de Capoeira no Brasil e no mundo.

 

O 1o Curso de Capacitação Profissional oferecido pelo IBCE será lançado no dia 27/03/2017. Este curso será uma especialização no Método de Capoeira-Educação Brincadeira de Angola, metodologia criada pelo Mestre Ferradura e continuamente aprimorada há mais de 20 anos.

O curso será democrático, terá informações de alta qualidade e o que é melhor, totalmente GRATUITO.

 

Quer saber mais?

Clique neste link e inscreva-se para receber informações em primeira mão sobre o Curso de Capacitação Profissional em Capoeira Infantil, no Método de Capoeira-Educação Brincadeira de Angola.

WWW.CAPOEIRAIBCE.COM.BR

 

A partir desta semana virão muitas informações também pelo Canal Abeiramar.tv e pelo Portal Capoeira. Fique ligado! Axé!

Comente abaixo o que você acha do assunto e compartilhe este texto com seus amigos!

Um abraço!

Mestre Ferradura

 

 

Texto de Mestre Ferradura

Imagens: quase todas encontradas na internet. Agradecimentos especiais a Jerohen Rouxinol pela ajuda com as imagens faltantes.

Juntos Aprendemos

Juntos aprendemos

 

Sou aluno que aprende, sou mestre que dá lição..”; quem não conhece essa frase? E quem não ouviu que na capoeira, nunca se para de aprender, seja mestre ou não? Mas falar é fácil; na prática se nota como é difícil ser – e permanecer – aluno.

Eu falo aqui de ser aluno em termos de atitude, de posição. “Ser aluno” implica para mim de ter uma vontade – uma curiosidade -, de aprender e de conhecer. De ter uma cabeça aberta para receber novas informações e mais importante ainda – aceitar outras informações e visões que colocam suas próprias perspectivas em questão.

Para conseguir isso, precisamos deixar por um momento nossa certeza sobre a nossa própria razão. Largar a idéia que a nossa perspectiva é a certa; em breve, precisamos praticar a humildade.

Na filosofia antiga, a humildade é vista como uma virtude; uma disposição adquirida de fazer o bem, segundo Aristóteles. Algo que se aperfeiçoa com o hábito. Como virtude, a humildade é uma qualidade moral que consiste em conhecer as suas próprias limitações e fraquezas e agir de acordo com essa consciência. De não tentar se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas.[1]

 

Praticar humildade com alguém que tu admiras ou quem respeitas, é compreensível. Mas como é que fazemos com alguém que não admiramos, não respeitamos e talvez até detestamos? São nestes momentos em que eu realizo que – mesmo pensando em tentar praticar a humildade – realmente ainda não entendi muito bem o que é.

As vezes eu me dou mal com alguém também. Normal, pensava eu. Se queremos ser nós mesmos, é difícil se dar bem com todos e todas. Há gente que segue outros princípios e valores, com quem não podemos concordar sem trair os nossos princípios. Mas aí acho que alguém me ensinou algo importante.

Claro, que aconteceu na capoeira; é onde eu passo muito tempo, e também um lugar aonde a humildade e a vanglória e o orgulho se encontram em várias situações. Porque o capoeirista também não é aquele guerreiro, ou ao menos não deveria ser covarde? Não é na capoeira onde a gente valoriza também a ousadia e o orgulho de ser a nossa própria pessoa? E isto não implica então um pouco de orgulho em si mesmo, e criticar um pouco as outras pessoas? Porque sem me comparar com outros, como vou saber se aquilo que estou fazendo é certo? Acho que entre o respeito para si e para o outro, entre a valorização de si e a humildade com o outro, tem um linha fina para se pisar.

 

Por sorte minha, aquela pessoa não parava de me puxar; de me mostrar que eu nem sempre tenho razão, mesmo quando a oposição é tão clara. E depois um outro pequeno confronto, me falou: “nós aprendemos juntos, um do outro”.

Fora da grandeza do gesto, me incentivou também de pensar sobre a implicação daquilo. E pensei que além de uma posição ética em relação ao outro, a humildade implica em uma posição prática: dar espaço ao outro/a de te falar, mostrar, ensinar algo. Porque juntos a gente realmente aprende coisas diferentes, de que quando aprendemos sozinhos.

Isto a capoeira nos também mostra: há coisas que podemos treinar sozinhos – movimentos, técnicas, músicas – mas há outras que só podemos fazer e aprender com outros, no grupo. A cultura oral, a base da tradição de capoeira, também é baseado no grupo, na dependência do outro com quem a história é partilhada.

 

A medida em que conseguimos praticar a humildade, não só com quem respeitamos mas especialmente com quem nunca iremos concordar, determina o tamanho de nossa aprendizagem. Porque, é aquela pessoa, que vira o nosso mundo de cabeça para baixo, que representa algo que sempre excluímos da nossa percepção. E no momento que conseguimos escutar-lhe e realmente ver o que ela representa para nós, ela nos obriga a mudar nossa sensibilidade, e a nossa percepção. Ela nos mostra uma outra realidade; e assim muda a nossa.[2]

 

Claro que isto pode ser um processo doloroso; não passamos tanto tempo e energia excluindo-o? Então para mim, praticar uma verdadeira humildade não é nada fácil…mas na próxima vez, não esqueço de agradecer ao meu “inimigo”, sendo em ou fora de mim.

 

Continuamos aprendendo juntos.

 

Carybé pe do berimbay

 

[1] Isto não é a mesma coisa que a modéstia, que é o sentimento de velar-se quanto as qualidades intelectuais e morais (oposto de vaidade), a moderação em aparência ou ação, não desejando atrair atenção imprópria para si. Tampouco a humildade é a falsa modéstia: que é vangloriar-se auto-humilhando-se falsamente.

 

[2] É um argumento que é elaborado pelo filosofo francês Jacques Rancière, por exemplo no livro Disagreement: Politics and Philosophy, University of Minnesota Press, Minnesota, 1999.

Taubaté: Capoeira na 3 ª idade – inscrições abertas

Projeto será promovido como uma forma de terapia para os idosos; também haverá atividade para crianças, jovens e adultos

Serão abertas nessa quinta-feira as inscrições para o projeto “Capoeira Angola adaptada para 3ª Idade”.

O programa será desenvolvido no Centro Cultural “Toninho Mendes”.

 

As inscrições podem ser feitas até o dia 13 de março, das 8h às 12h e das 13h às 17h, no próprio Centro Cultural, que fica na Praça Coronel Vitoriano, 1, Centro.

Para as inscrições os interessados devem levar RG, CPF, comprovante de endereço, uma foto 3×4 e atestado médico de aptidão para atividade física.

 

PROJETO/ O objetivo do projeto é adaptar a Capoeira Angola como forma de terapia, utilizando os elementos desta manifestação cultural afro-brasileira para melhorar a qualidade de vida dos idosos.

Serão utilizados exercícios funcionais com movimentos naturais do ser humano, como pular, correr, puxar, agachar, levantar, girar e empurrar. O praticante ganha força, equilíbrio, flexibilidade, condicionamento, resistência e agilidade.

A data de inicio das aulas e horários serão anunciados posteriormente.

 

FAIXA ETÁRIA/ Além do programa para idosos, a Capoeira Angola ainda irá atender crianças (a partir de dois anos), jovens e adultos.

As inscrições também começam nessa quinta e vão até dia 13, no Centro Cultural, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Os documentos exigidos para as inscrições são os mesmos para a 3ª idade.

A data para inicio das aulas e horários também serão anunciados posteriormente.

Mais informações pelo telefone: (12) 3621-6040.

 

Redação / Gazeta de Taubaté
redacao@gazetadetaubate.com.br

http://gazetadetaubate.com.br/

“Enculturando na Praça” levará cinema, dança e capoeira à comunidade do Carminha

Projeto da Casa da Cidadania

“Enculturando na Praça” levará cinema, dança e capoeira à comunidade do Carminha

Projeto da Casa da Cidadania pretende fortalecer políticas públicas de inclusão social e reduzir a criminalidade por meio da arte

A Casa da Cidadania, localizada no conjunto Carminha, vem despontando como um dos principais espaços de inclusão social, no complexo Benedito Bentes, em Maceió. Prova disso é o projeto ‘Enculturando na Praça’, que levará atividades como cinema, dança, capoeira, distribuição de lanches e palestras sobre direitos e deveres para toda a comunidade.

A ideia é fortalecer, por meio da arte e da cultura, a implementação de políticas públicas, promovida pela Casa da Cidadania, equipamento vinculado à Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev).

O projeto foi articulado na quinta-feira (9) após uma reunião com representantes de instituições parceiras da Casa da Cidadania, como a Escola Petrônio Viana, a Base Comunitária da PM, a Associação dos Moradores, a UBS Dídimo Otto, a Vivo Ambiental e o Conselho Tutelar.

O encontro serviu também para traçar metas e objetivos que possam beneficiar a população e contribuir com a redução dos índices de criminalidade na região. O Benedito Bentes é um dos seis territórios de maior vulnerabilidade social apontado pelos estudos do Observatório da Violência da Seprev.

O ‘Enculturando na Praça’ tem previsão de começar após o carnaval e acontecerá a cada 15 dias na praça recém-revitalizada pelos próprios moradores por meio do projeto Vivo a Praça.

Fonte: Agência Alagoas – http://www.alagoas24horas.com.br/

AS CHAMADAS OU PASSO A DOIS

AS CHAMADAS OU PASSO A DOIS

ALGUMAS COISAS NA CAPOEIRA, SĀO VISTAS COMO FUNDAMENTO.

MAIS NA VERDADE SĀO NORMAS OU PROCEDIMENTOS INTERNOS E/OU PESSOAIS, QUE TAMBEM DEVEM SER RESPEITADOS.

SENĀO VEJAMOS : SEMANA PASSADA FUI QUESTIONADO SOBRE O SEGUINTE.

SE ALGUEM QUE NĀO É MESTRE, ESTIVER JOGANDO COM UM MESTRE.

DURANTE O JOGO PODE FAZER UMA CHAMADA PARA O MESTRE ?

A CHAMADA OU PASSO A DOIS ESTA INCLUIDA EM UM JOGO SENDO UMA DAS CARACTERISTICA DA CAPOEIRA ANGOLA. PORTANTO SE ALGUEM ESTA JOGANDO COM UM MESTRE É POR TER CONDIÇOES DE ALI ESTAR… E SENDO A CHAMADA PARTE DO JOGO, LOGICO QUE PODE CHAMAR O MESTRE SIM.

MESTRE GENI

QUANDO EU AINDA NĀO ERA MESTRE E ALGUM MESTRE ME DAVA A HONRA DE JOGAR COM ELE, ESTE DE UM CERTO MODO, ME INCENTIVAVA A TAMBEM FAZER A CHAMADA.

POIS SE EU SOMENTE FOSSE CHAMADO NĀO APRENDERIA A MANEIRA CORRETA DE CHAMAR.

POIS O MESTRE ATENDENDO A CHAMADA, ESTARIA TAMBEM ME ENSINANDO COMO EU ATENDER DE MANEIRA CORRETA E SEGURA..

POREM SE ALGUM MESTRE OU NUCLEO DE CAPOEIRA DIZ QUE SOMENTE O MESTRE DEVE FAZER A CHAMADA É UM PROCEDIMENTO E NĀO UM FUNDAMENTO.

QUE TAMBEM DEVE SER RESPEITADO POIS CADA UM MANDA EM SUA CASA, ONDE DITA SUAS NORMAS E PROCEDIMENTOS !

Mestre Geni

https://www.facebook.com/profile.php?id=100004297996124&fref=ufi

SALVADOR: Cinco baianos garantem vaga em final de torneio global de Capoeira

A seletiva foi dividida em duas partes: a primeira definiu sete representantes da Bahia e de outros Estados do Brasil para a final; e a segunda escolheu quatro finalistas

O projeto ‘Red Bull Paranauê’, torneio de Capoeira que busca revelar o capoeirista mais completo do mundo, selecionou 11 finalistas entre baianos, outros brasileiros e estrangeiros para participarem da grande final do evento. Com mais de 100 inscritos, o concurso aconteceu nesta semana na casa do Projeto Mandinga, no Pelourinho. A decisão acontece no próximo sábado (28), com 16 capoeiristas, a partir das 14h30 no Farol da Barra, com entrada aberta ao público.

A seletiva foi dividida em duas partes: a primeira definiu sete representantes da Bahia e de outros Estados do Brasil para a final; e a segunda escolheu quatro finalistas, representando os capoeiristas estrangeiros ou brasileiros que vivem no exterior. Barcelona, na Espanha, São Paulo e Rio de Janeiro já receberam suas qualificatórias, classificando, no total, cinco competidores para o Red Bull Paranauê.

Stenio Almeida “Aranha”, Antônio da Silva “Black”, Eduardo Nunes “Africano” e Diop Baidy “Caribu”, este último da Bélgica, representarão a Capoeira que é praticada fora do Brasil – seja pelo belga Baidy ou pelos brasileiros que moram em outros países. Lucas Ferreira “Ratto”, Kleber Santos “Kbeção”, Marcus Vinícius “Anum”, Débora Santos de Almeira “Perolla” e Nahuel Mingote “Guaxini do Mar” são os finalistas baianos do evento. Alisson Vieira “Máscara”, residente de São Paulo, e Roberto Campos “Roliço”, do Amapá, completaram a lista de classificados.

As regras e o conceito são os mesmos para todas as etapas: os competidores terão que mostrar suas habilidades em três dos principais segmentos da Capoeira – Angola, Regional e Contemporânea.

Para definir o campeão, o evento terá três toques da Capoeira, cada um representando um estilo específico: Toque Jogo de Dentro (Angola), Toque de Iúna (Regional) e Toque São Bento Grande Regional (Contemporânea). Dois capoeiristas se reunirão no centro e sortearão dois toques para serem jogados, com 40 segundos para cada um dos toques. O capoeirista mais completo do mundo, que será conhecido no dia 28 de janeiro, no Farol da Barra, ganhará três dias na academia do Mestre João Grande em Nova York (EUA).

Na final do Red Bull Paranauê, seis mestres brasileiros farão parte do corpo de jurados, com dois deles representando cada um dos estilos de Capoeira em jogo:

Mestre Nenel: Representando a Capoeira Regional

Mestre Itapuã: Representando a Capoeira Regional

Mestre Jogo de Dentro: Representando a Capoeira Angola

Mestre Virgílio: Representando a Capoeira Angola

Mestre Paulinho Sabiá: Representando a Capoeira Contemporânea

Mestre Capixaba: Representando a Capoeira Contemporânea

 http://www.ibahia.com/

Red Bull Paranauê

Red Bull Paranauê: Conheça o evento que vai contemplar a capoeira e coroar o capoeirista mais completo do mundo

Ao longo dos séculos, a capoeira foi se transformando e hoje conhecemos três principais estilos direcionados por grandes mestres: Angola, Regional e Contemporânea. Milhares de capoeiristas ao redor do mundo se especializaram em cada estilo e o Red Bull Paranauê quer achar o capoeirista mais completo, aquele capaz de jogar e passear pelos principais segmentos de Capoeira.

Conheça o conceito

Vamos resgatar e manter vivo os ensinamentos de grandes mestres como Mestre Bimba, Mestre Pastinha, Mestre João Grande e tantos outros, unindo a todos em torno de uma grande contemplação ao esporte, que acontece no dia 28 de janeiro, em Salvador (BA).

Com a ajuda das maiores referências da Capoeira como Mestre João Grande (Angola), Mestre Nenel (Regional), Mestre Lua Rasta, o cineasta e pesquisador Jair Moura, Mestre Sabiá e tantos outros vamos homenagear o esporte com uma semana de atividades na cidade, com aulas e palestras gratuitas que resgatam a essência da capoeira. Fique ligado por aqui para saber tudo que vai rolar na semana do evento!

Toques do Red Bull Paranauê 2017

Esta primeira edição do evento focará em três Toques de Capoeira, cada um representando um estilo:

  • Toque São Bento Grande de Regional – Capoeira Contemporânea
  • Toque Jogo de Dentro – Capoeira Angola
  • Toque de Iúna – Capoeira Regional

Por exemplo, no toque de Iúna, criado pelo Mestre Bimba, deve-se obrigatoriamente executar o movimento de Balão-Cinturado. Para esse toque não há canto, nem puxada de palma. Como foi um toque criado para jogar apenas Mestres e Contra-Mestres, os alunos devem pedir permissão ao seu Mestre ou aos Mestres da roda para poder jogar.

Sorteio e Dinâmica

Ao subir no palco do evento, cada capoeirista irá sortear um toque e ambos devem jogar os 2 toques retirados (40 segundos para cada toque). Ao finalizar o jogo, os seis Mestres Jurados devem apontar o vencedor.

Os Mestres Jurados

  • Mestre Nenel e Mestre Itapuã representando a capoeira Regional.
  • Mestre Jogo de Dentro e Mestre Lua Rasta representando a capoeira Angola.
  • Mestre Paulinho Sabiá e Mestre Capixaba representando a capoeira Contemporânea.

Além disso, duas grandes personalidades da Capoeira estarão presentes como membros honorários desse primeiro evento:

  • Mestre João Grande
  • Historiador Jair Moura

Jogadores

Dezesseis capoeiristas selecionados em quatro seletivas que antecedem ao evento, mais uma vaga que foi destinada ao vencedor do evento VMV Barcelona (que ocorreu em Março de 2016, onde o ganhador foi o Capoeirista Chipa, da Calofórinia)

  • Seletiva Rio de Janeiro (2 Vagas)
  • Seletiva São Paulo (2 Vagas)
  • Seletiva Bahia (7 Vagas)
  • Seletiva Mundo (4 Vagas)
  • Vencedor do VMV Barcelona 2016 (Chipa – Califórnia/USA)

Todo capoeirista pode participar se inscrevendo em uma das seletivas que acontecem em três cidades do Brasil. A faixa etária é a partir de 18 anos e não há restrição de gêneros. Será permitido a participação de todos os Capoeiristas excetos Mestres.

Para se inscrever o Capoeirista deve enviar um e-mail para uma das seletivas que deseja participar contendo Nome Completo, Nome do Seu Mestre e Telefone com DDD. Corra, pois as seletivas terão vagas limitadas!

Inscreva-se para as seletivas

Seletiva Rio de Janeiro
12 de Janeiro 2017
Local: à definir
Horário: 18:00
E-mail para inscrição: paranaue.rio@redbull.com.br

Seletiva São Paulo
13 de Janeiro 2017
Local: Red Bull Station – Praça da Bandeira, 137, Centro – São Paulo/SP
Horário: 18:00
E-mail para inscrição: paranaue.sp@redbull.com.br

Seletiva Bahia
26 de Janeiro 2017
Local: Praça atrás do Projeto Mandinga – Rua das Laranjeiras, 27, Pelourinho – Salvador/BA
Horário: 16:00
E-mail para inscrição: paranaue.bahia@redbull.com.br

Seletiva Mundo (para capoeiristas de fora do Brasil)
26 de Janeiro 2017
Local: Praça atrás do Projeto Mandinga – Rua das Laranjeiras, 27, Pelourinho – Salvador/BA
Horário: 16:00
E-mail para inscrição: paranaue.bahia@redbull.com.br


Capoeira © Romina Amato/Red Bull Content Pool

Por Equipe Red Bull

Fonte: http://www.redbull.com/br/pt/stories/1331833301821/vem-a%C3%AD-red-bull-paranau%C3%AA

 

Presidente Prudente: Oficinas de Capoeira em praças da juventude e em polos

Cerca de 200 jovens concluem Oficinas de Capoeira em praças da juventude e em polos

O Governo de Presidente Prudente através da Coordenadoria da Juventude ‘Programa Estação Juventude’ concluiu nesta semana as Oficinas de Capoeira, que beneficiaram mais de 200 adolescentes.

As atividades ocorreram nos seguintes núcleos: Praças da Juventude do Ana Jacinta, Humberto Salvador, Parque Alvorada e com os parceiros no Lar Santa Filomena e nas escolas João Alfredo da Silva, em Eneida, e Celestino Teixeira Campos, em Floresta do Sul. As oficinas foram iniciadas no mês de agosto.

O trabalho é encerrado após quatro meses de intensas atividades e muitos ensinamentos ministrados pelos professores Valeria Boni, Alex, Cristiano e Levi. De acordo com a Coordenadoria da Juventude, o principal objetivo das aulas foi o desenvolvimento juvenil, bem como, a evolução de seus praticantes através da resistência, reflexo, equilíbrio e raciocínio. A oficina também mostra a história da dança, desenvolve habilidades, fomenta a manifestação de expressões e promove a amizade entre os lutadores.

De acordo com o professor Cristiano, da Praça CEU, “ A participação dos alunos e o desenvolvimento dos mesmos foram positivas. Eles tiveram boa evolução no aprendizado e não tivem nenhum problema relacionado a indisciplina. Muitos deles foram fiéis ao curso”, revela.

Já o professor Levi acrescenta: “Este ano trabalhei dentro da historia da cultura negra envolvendo a capoeira, também trabalhamos dentro dos fundamentos da capoeira angola e regional, toques de berimbau e outros instrumentos referentes ao esporte. Todos os alunos aceitaram bem e se saíram de forma surpreendente”.

Por fim, a professora Valeria Boni, da Praça da Juventude, no Ana Jacinta, agradeçeu a todos que participaram deste projeto maravilhoso e proporcionaram essa possibilidade como o prefeito Milton Carlos de Mello ‘Tupã’. Segundo ela, o encerramento na Praça do Ana Jacinta foi marcado com o aulão Abadá Capoeira. “O público se mostrou muito participativo e o resultado foi super positivo”, finalizou.

As oficinas foram viabilizadas através de recursos oriundos do Programa ‘Estação Juventude’, desenvolvido pela Coordenadoria da Juventude do Governo de Presidente Prudente. A ação conta ainda com a parceria com a Secretaria Nacional de Juventude do Governo Federal. (Colaboração Gabriel Lanza).

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação – http://www.presidenteprudente.sp.gov.br/

Wescley Tinoco e sua “Loja Móvel”

Ele largou o mundo corporativo para viver do que ama: a capoeira

Wescley Tinoco saiu do mundo corporativo, virou MEI, montou uma loja móvel e hoje vive dessa mistura de luta e dança brasileira.

Você já vive de capoeira? Essa foi a pergunta de um amigo, no início de 2012. Eu, claro, respondi que era impossível viver só de capoeira no Brasil.

Nascido e criado em Guarulhos, na Grande São Paulo, comecei a praticar capoeira ainda muito novo; esse era o refúgio para as tardes nos dias de semana. Enquanto a maioria dos garotos da minha idade preferia o futebol, eu não saia da Quilombo dos Palmares, academia do meu mestre Peixe.

Minha juventude foi dedicada à capoeira. Ela me ajudou muito, na formação como homem e cidadão a ter responsabilidades, treinar, manter a mente focada e passar por obstáculos.

O primeiro contato com a moda aconteceu por meio da capoeira em 1994. Eu era apaixonado por brincar com a cor das calças, que até então tinham o branco como padrão. Como hobby, pedia para as costureiras do bairro customizarem de todos os jeitos, com todas as cores.

Em 1997, fui classificado para o campeonato brasileiro de capoeira. Tinha certeza de que ia ganhar, estava preparado. Então fiz uma calça customizada com a bandeira do Brasil para a disputa. Ganhei.

Além de apaixonado pela capoeira, sou formado em administração e pós-graduado em finanças. Sempre trabalhei em grandes corporações financeiras. Pegando condução para chegar ao serviço, comecei a observar o que as pessoas vestiam e percebi que as roupas, muitas vezes, não correspondiam à essência delas. Pensei na possibilidade de uma marca que representasse meu esporte, que eu gostasse de usar. Não achei.

Foi aí que tive a ideia de montar a Iúna Capoeira Wear, uma marca de roupa para amantes da capoeira, que pode ser usada em diversos ambientes. Coloquei em prática tudo que havia aprendido com os cursos do Sebrae-SP de Guarulhos, que já eram meus parceiros há anos.

Em março de 2013, fiz um evento na academia de capoeira onde sou professor para o lançamento da minha marca, a Iúna Capoeira Wear. Promovi uma roda de capoeira, chamei meu mestre Peixe e mais alguns capoeiristas. Após a roda, ocorreu um desfile para apresentar as primeiras peças da marca.

Quando terminou, estava estampado na minha cara que era isso que gostava de fazer. Decidi viver da moda capoeira. Corri até o Sebrae-SP em Guarulhos e me formalizei como MEI. Comecei a vender pela internet e em eventos de capoeira. Em 2015, montei a loja móvel, um carro que uso para fazer entregas e mostrar mais algumas peças aos clientes.

Para o futuro, desejo aumentar a frota da loja móvel, expandir a marca para outros estados e abrir uma loja fixa. Caso aquele mesmo amigo me perguntasse novamente se é possível viver de capoeira, eu diria que hoje vivo só da capoeira.”

Confira o vídeo com a história da Iúna Capoeira Wear:

Wescley Tinoco, da Iúna Capoeira Wear: “Pensei na possibilidade de uma marca que representasse meu esporte, que eu gostasse de usar” (Patricia Cruz/Jornal de Negócios do Sebrae/SP)

Fonte: http://exame.abril.com.br/

 

Brasil participa de projeto da UNESCO sobre jogos de comunidades tradicionais

Biblioteca Digital Aberta, plataforma criada pela UNESCO e a companhia chinesa Tencent para preservar e disseminar informações sobre esportes de comunidades tradicionais.

 

Jogos tradicionais indígenas, capoeira, jongo e peteca estão entre as práticas culturais mapeadas pela etapa de testes da Biblioteca Digital Aberta, plataforma criada pela UNESCO e a companhia chinesa Tencent para preservar e disseminar informações sobre esportes de comunidades tradicionais. Agência da ONU realiza conferência em Beijing nesta semana para avaliar desenvolvimento do portal.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) promove nesta semana, em Beijing, uma conferência sobre o papel da tecnologia na preservação de jogos e esportes de comunidades tradicionais.

Dos dias 6 a 7 de dezembro, especialistas se reunirão na cidade para avaliar a construção da Biblioteca Digital Aberta, plataforma virtual elaborada por uma parceria entre a agência da ONU e a companhia chinesa Tencent para disponibilizar informações sobre as práticas culturais. O escritório da UNESCO no Brasil e a pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), Ana Zimmermann, participam do encontro.

Desde 2015, o projeto vem sendo desenvolvido como iniciativa-piloto por meio de coleta preliminar de dados sobre alguns dos jogos tradicionais de quatro países — Bangladesh (Sul da Ásia), Mongólia (Leste da Ásia), Brasil (América Latina) e Grécia (Europa Ocidental). O objetivo é testar e aperfeiçoar a plataforma.

Entre as manifestações culturais brasileiras que tiveram informações e imagens coletadas este ano, estão jogos tradicionais indígenas, capoeira, jongo e peteca. Quando o portal foi inaugurado, as comunidades desses países terão a oportunidade de incluir outras práticas.

Integrantes da Tencente e do escritório da UNESCO na China, comandados pela representante da UNESCO para a Ásia, Marielza Oliveira, que coordena o projeto com o apoio da oficial de programa Qingyi Zeng, estiveram no Brasil entre 17 e 24 de agosto, aproveitando o ambiente dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro para recolher dados e material audiovisual de atividades esportivas tradicionais que fossem representativas da cultura brasileira.

Durante a visita, Marielza explicou que “estamos criando a biblioteca digital como um repositório onde as comunidades poderão inserir a descrição de seus jogos, as regras para se jogar, os objetos necessários para o jogo e outras informações relevantes, para que as novas gerações possam aproveitar, aprender e praticar as antigas tradições”.

A representante da UNESCO acrescentou que a biblioteca também tem objetivos educacionais, uma vez que seu conteúdo serve como uma base de conhecimentos sobre culturas, línguas, geografia, história e matérias afins. Futuramente serão incorporadas sugestões de utilização da plataforma para pesquisadores, professores e alunos.

Jogos tradicionais são transformados em jogos eletrônicos

Para que os jovens de hoje conheçam os jogos praticados por seus pais e avós, a UNESCO e a maior empresa chinesa de tecnologia, a Tencent, desenvolvem uma Biblioteca Digital Aberta, uma iniciativa inédita e com acesso gratuito. É voltada para a preservação e a disseminação de jogos e esportes tradicionais em uma nova linguagem, a dos jogos eletrônicos. Saiba mais sobre o projeto no vídeo.

Fonte: https://nacoesunidas.org