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Regras e Tradições

Regras e Tradição

Capoeira é beleza, capoeira é tradição…capoeira tem fundamento, capoeira é vibração” A tradição é um conceito importante no mundo e discurso da capoeira; a gente fala por exemplo da tradição que tem que ser mantida e respeitada, a tradição das vertentes da capoeira Angola ou Regional, ou os rituais dentro da tradição.

Assim, a tradição é explicada como algo que tem que ser seguido, não só porque sempre foi assim, mas porque dá uma certa estrutura, que no fim – contrariamente – nos dá uma certa liberdade: de controle, de disciplina e de autoconhecimento por exemplo. E que deixa o jogo acontecer, como falei no último texto.

Então enquanto a gente se movimenta ‘dentro da tradição’, está tudo bem: dentro da tradição existe uma certa liberdade, mas porque a gente precisa da tradição, e porque seguir os deveres nela? Porque não podemos logo partir para a liberdade?

Na verdade, na filosofia e na psicologia existe a consciência de que uma liberdade absoluta não existe, e se existe, de fato não é a liberdade. A liberdade existe sempre ao lado de algo que a limita.[1] Sabem na psicologia que uma liberdade sem limites, por exemplo a liberdade de poder escolher tudo que se quer, leva a uma ansiedade. A criança que é criada sem nenhuma regra, depois tem muitas problemas de auto-controle, e de construir uma vida própria. A pedagogia consiste em ajudar a criança em crescer e se desenvolver, e isto é feito com a aprendizado de negociar com os limites.

 

Limites portanto, são deveres. E a tradição também tem seus deveres. Fiz um teste. Tenta fazer um ‘pesquisa de palavra’ num grande documento de músicas de capoeira, e conta quantas vezes a palavra ‘tradição’ e ‘regra’ aparecem: ‘tradição’ encontrei várias, ‘regra’ somente uma: “..Mas se ficar inventando regras vou chamar o meu advogado..”

A regra não parece fazer parte do discurso lírico da capoeira, e mesmo assim tem várias regras na capoeira, regras escritas e não-escritas. Muitas delas justificadas para ajudar a ‘manter a tradição’. Então como é que é isso?

Vários (as) mestres (as) que entrevistei, costumaram explicar a regra como algo imposto, que diz o que tu podes e não podes fazer. Enquanto à tradição é algo voluntária, onde você faz porque você quer; porque dá prazer e uma sensação de criar uma certa liberdade. Tudo bem, mas deveres são deveres, não é? Você pode ou não pode. E há varias regras que estão lá para respeitar a tradição, pelo menos segundo eles que defendem-lhes. Qual a diferença então?

De fato, a tradição está dentro de um sistema maior, que determina a cosmovisão do mundo. Enquanto a regra é norma, a tradição tem ‘regra’ também, mas a função dela na tradição é diferente; suporte a perspectiva da vida. Enquanto a regra como norma é para deixar funcionar um determinado sistema.

 

Quando a gente entra numa casa que não é a nossa, precisamos respeitar as regras da casa, igual como nas escolas de capoeira. Porque a gente sabe que quando nós não fazemos, isto cria confusão e é um sinal de desrespeito. A regra é então da casa, mas respeitar essas regras da casa, não é uma regra em si: é uma tradição, que cria uma sociedade mais agradável, onde todos tem o seu espaço. O que ajuda o nosso bem estar. Uma outra analogia será um explicação dado a mim uma vez assim: a tradição é ter berimbau na roda de capoeira, uma regra é ter 3.

 

Regras são introduzidas, inventadas às vezes, por uma escola ou vertente de capoeira, mas isto não automaticamente quer dizer que fazem parte da tradição da capoeira. Voltando para o exemplo do berimbau, a regra de ter três berimbaus na roda respeita e segue a tradição de ter berimbau na roda. O numero de três não fazia parte desta tradição, vendo que há vários exemplos de grupos e escolas de capoeira onde usava mais ou menos berimbaus, dependendo das possibilidades, necessidades e preferências. E todos sabem que mestre Bimba só usava um.

Mas quem sabe, talvez um dia 3 berimbaus será tradição. Porque como as regras são postas ou inventadas seguindo as necessidades e preferências de quem lhes faz, também a tradição não é algo fixa pela eternidade. Uma tradição também se evolui.

 

O filósofo Escocês MacIntyre nós explica que a tradição na verdade é um argumento estendido pelo tempo em que algumas concordâncias são definidas e redefinidas, pelos debates externos e internos.[2] Voltamos para o exemplo do berimbau, teve um época, no início do surgimento da capoeira, onde não havia berimbau quando a capoeira era jogada. Há vários documentos históricos para testemunhar esse fato. Mas, como várias outras manifestações da cultura afro-brasileira – como o batuque e o samba de roda – a execução é feita em roda, com música e dança, consistindo de diferentes instrumentos e canto. Ter musica na roda é então uma tradição até mais antiga, podemos dizer. Mas também podemos ver que o debate não termina nunca, vendo agora também o acrescentamento de surdo e triangulo (e antigamente o violão) nas rodas de capoeira.

Segundo MacIntyre, tratando-se de tradições rivais, o relativismo não seria uma perspectiva de assimilação ou diálogo entre estas tradições rivais.[3] Ou seja, pode-se acabar em rupturas absolutas, onde nenhum debate entre as duas tradições ou vertentes acontece mais. Podemos ver isto como um risco real entre as vertentes de capoeira Angola e regional ocorrido nós últimos 15-20 anos , que hoje em dia parece estar diminuído.

 

Um debate entre tradições é então muito mais profundo e com conseqüências maiores, de que um debate entre regras; muitas vezes o debate sobre regras é baseado somente em uma tradição.

 

As regras ‘universais’ da capoeira – que incluem tanto o uso de uniforme e/ou abada, graduações e títulos, etc. – foram introduzidas na tentativa de oficializar a capoeira numa época (1920), aonde a tendência era desenvolver o aspecto esportiva da capoeira, indo por lado de dô e a pratica no ringue.

Essa tendência aparece dentro um contexto, aonde a capoeira se depara com uma concorrência forte com as lutas Japoneses, o boxe e o savate na época, como o historiador Matthias Assunção nos conta.[4] Uma das conseqüências foi a luta regional Baiana, que mestre Bimba então criou; mas paralelo ao trabalho de mestre Bimba já existia várias outras tentativas de esportizar a capoeira. Com o apelo do governo nacionalista, houve uma tendência em reduzir a capoeira aos seus movimentos ofensivos e defensivos, eliminando aspectos ritualísticos e simbólicos (que é algo cultuado dentro a tradição), a sua musicalidade original e a prática e aprendizagem baseados na tradição oral. Gerando sistematizações, baseadas em regras e princípios oriundos de uma prática didática esportiva.

A gente conhece as críticas – justificadas ou não -, que depois surgiram contra a ‘militarização’ ou a ‘esportização’ da capoeira; regras que foram vistas como não características da capoeira, especialmente no âmbito da competição. Hoje podemos ver um desenvolvimento parecido no ‘empreendedorismo’ dentro a capoeira. Mas a idéia de ter regras na capoeira não foi atacada em si mesmo. Enquanto elas mantiverem a tradição, parece estar tudo bem.

 

Hoje em dia – talvez com o resultado das pesquisas e a realização de que ‘a união faz a força’ – haja uma maior realização de que no fundo a capoeira está inserida numa tradição cultural própria, que é baseada na tradição afro-brasileira. Uma tradição que as varias vertentes de capoeira partilham. Uma arte em que os praticantes segue uma tradição que – entre outras – cria um relacionamento com pessoas de uma outra forma que na sociedade diária; e assim dá mais liberdade aos praticantes de se movimentarem dentro desta sociedade. Uma tradição que tem deveres que são seguidos pela própria vontade e prazer, porque sentimos que nos faz bem. Cada casa tem regras que devem ser respeitados, segundo as tradições de nossa sociedade. Mas isto não quer dizer que estas regras definam a tradição da capoeira.

regul[1]


[1] Pode se explicar um pouco como a idéia que não existe o bem sem existir o mal, agora, depois há varias maneiras de ver o que é o ‘mal’; certo é que é um conceito moral, mas pode ser de uma falta de ação ou de negação, até uma ação grave, como matar ou manipular alguém.

[2] MacIntyre, A. (1988) Whose Justice? Which Rationality? Notre Dame, University of Notre Dame Press. P. 12

[3] Idem.

[4] Assunção, M. (2012) Ringue ou Academia? A emergência dos estilos modernosda capoeira e seu contexto global. No: História, Ciências, Saúde – Manguinhos. Rio de Janeiro. http://www.scielo.br/hcsm

Museu Itinerante Balaio da Capoeira

Museu Itinerante Balaio da Capoeira

Velho ônibus escolar roda pelo Brasil divulgando a arte marcial brasileira criada pelos escravos

Pilotado por Mestre 90, o museu itinerante tem até navalha de Cintura Fina

 
Nesta grande roda da capoeiragem… neste mundo de meu Deus… cada qual é como cada qual… assim é Mestre 90 e seu #balaiodacapoeira!!!

 

No começo dos anos 1970, época de sua fabricação, ele fazia a linha Centro-Carrefour Contagem. Na década seguinte, passou a servir ao transporte escolar e circulava pelos bairros da Região Oeste de Belo Horizonte – Grajaú, Gutierrez e Barroca. Por volta de 2003, assumiu função inusitada: virou museu, viajando para vários cantos de Minas Gerais e para fora do estado. Estamos falando de um ônibus Mercedes-Benz de 1972 – apelido “Dino”, alusão aos dinossauros. “Com mais de 40 anos, ele roda que é uma beleza. Tudo é original de fábrica. Precisa ver que maravilha é o motor”, celebra o proprietário do “balaio”, Rudney Ribeiro Carias, de 61 anos, o Mestre 90, um dos ícones da capoeira em Minas Gerais.

Capoeirista desde menino, ao longo dos anos Mestre 90 foi acumulando não só conhecimento, mas milhares de objetos relacionados à arte, que mistura esporte, luta, dança, cultura popular, música e brincadeira. “A maioria de nós só se preocupava em jogar. Eu não. Jogava e guardava qualquer coisa ligada à capoeira, porque sempre fui muito organizado. Daí a ideia de criar um museu. Hoje, tenho cerca de 4 mil itens no meu acervo. O interessante é que fui criando a consciência nas pessoas de guardar coisas ligadas a essa manifestação. Muitos dos meus companheiros fornecem material para o museu”, ressalta.

O acervo conta com livros, revistas, quadros, fotos, discos, berimbaus e outros instrumentos, além de armas usadas nas rodas. Uma delas é a navalha que pertenceu ao travesti Cintura Fina, mito da zona boêmia de Belo Horizonte nos anos 1950. Ficou famoso pelas brigas, era temido pela destreza com que manejava a navalha, sempre amarrada a um cordão. “Ele foi muito valente, mas a gente não tem provas de que foi capoeirista. Porém, o Cintura faz parte da história das rodas e das lutas da cidade”, explica Mestre 90.

Depois de se aposentar como motorista, ele decidiu aproveitar o veículo escolar com o qual ganhava a vida para preservar a história da capoeira. “Já que as pessoas não vão muito a museu, decidi levar o museu até elas. Nunca ganhei nada com a capoeira. Pelo contrário: sempre gastei muito (risos). Mas não me arrependo e daí a ideia de criar esse espaço”, destaca Mestre 90, que conta com a colaboração dos mestres Gaio, Luiz Amarante (Mineiro) e Toninho Cavalieri.

Sempre que é convidado para algum evento, o capoeirista leva o ônibus. Quando o “busão” chega, vira festa. “Ele é uma grande novidade. As pessoas, sobretudo a criançada, ficam fascinadas. O comentário que mais ouço é: nossa, não sabia que a capoeira tinha tanta coisa e tanta história”, repara.

 

 

A divulgação da iniciativa tem apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Em 2012, a pedido dos mestres, o historiador, documentarista e videomaker Daniel Porto elaborou o projeto Museu Itinerante Balaio da Capoeira, contemplado no Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI). Daniel participa da Rede Catitu Cultural, associação em defesa de artistas e mestres populares voltada para conhecimentos tradicionais e étnicos.

“Recebemos recursos para fazer toda a catalogação e identificação do material, realizamos um documentário e agora aguardamos para reformar o ônibus e inaugurá-lo oficialmente junto ao Iphan. Vai deixar de ser o ônibus do 90 e se transformar num museu de verdade, com sustentabilidade. Vai sair por aí visitando escolas e instituições, cair na estrada mesmo. A expectativa é de que isso ocorra este ano”, afirma Daniel Porto. O Iphan informa que tem interesse em concretizar a iniciativa e aguarda alguns trâmites burocráticos para viabilizá-la. Porém, não há data definida.

Museu Itinerante Balaio da Capoeira Cidadania Curiosidades Portal Capoeira 1

“Mestre 90 fez algo fantástico. Se você não contar a sua própria história e a história do seu grupo, ninguém vai contá-la. Se você não se organizar para resguardar sua memória, ninguém fará isso. Daí a importância de um projeto como este”, conclui Daniel Porto.

MUSEU DA CAPOEIRA
Visitas agendadas e informações: (31) 99997-69473.

 

Sorocaba: o historiador, Carlos Carvalho Cavalheiro, lança o livro “Notas para a História da Capoeira em Sorocaba”

Sorocaba: o historiador, Carlos Carvalho Cavalheiro, lança o livro “Notas para a História da Capoeira em Sorocaba”

Carlos Carvalho Cavalheiro: ‘Notas para a História da Capoeira em Sorocaba’

O livro foi contemplado pelo Edital PROAC (Programa de Ação Cultural), da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

Sorocaba: o historiador, Carlos Carvalho Cavalheiro, lança o livro "Notas para a História da Capoeira em Sorocaba" Eventos - Agenda Portal Capoeira 1

 

O livro “Notas para a História da Capoeira em Sorocaba (1850 – 1930)”, de autoria do escritor e historiador Carlos Carvalho Cavalheiro foi lançado no dia 10 de junho (sábado), às 15h, na Biblioteca Infantil de Sorocaba.

 

Resultado de quase 20 anos de pesquisa, a obra trata do desenvolvimento da luta capoeira numa cidade do interior de São Paulo. O ineditismo da pesquisa serviu de base para outros pesquisadores, como Pedro Cunha que publicou sua dissertação de Mestrado, “Capoeiras e valentões”, no ano de 2015.

 

Esse mesmo pesquisador escreveu o prefácio para Cavalheiro, evidenciando que seu livro “consolida um trabalho pioneiro”, iniciado em fins da década de 1990, e que seus estudos “vem inspirando diversos outros pesquisadores como eu a romperem o silêncio da historiografia da capoeira”.

 

Já o apresentador do livro, o escritor e pesquisador André Luiz Lacé Lopes, deixa em evidência que “Mais do que consagrar de vez um espaço para Sorocaba no Mundo da Capoeira, Cavalheiro, talvez até de modo inconsciente, faz com que o seu livro, em princípio concentrado no período de 1850/1930, ajude a entender ainda mais o Brasil de todas as épocas, inclusive o Brasil de hoje”.

 

 Estudo inovador

 

 Ao iniciar as suas pesquisas sobre a capoeira paulista, em 1998, Carlos Carvalho Cavalheiro inaugurou uma linha de pesquisa inovadora, saindo do eixo tradicional do Rio-Bahia-Pernambuco, e concentrando-se não apenas no território da Província e depois Estado de São Paulo, mas, sobretudo, procurando os vestígios dessa arte/luta da capoeira em Sorocaba, cidade interiorana.

 

Com isso, Cavalheiro trouxe aspectos do cotidiano da cidade, cujo contexto explica melhor a existência da capoeira na cidade. As fontes consultadas pelo historiador demonstram uma cidade sulcada pelas relações tensas entre grupos sociais, cujo ápice se dá na emissão de leis (Posturas Municipais) que procuravam coibir as práticas populares, acima de tudo afro-brasileiras, das quais a capoeira é uma das expressões máximas.
“Mais importante que provar a sua existência nos séculos passados é entender o porquê da capoeira ter existido em Sorocaba naqueles idos”, comenta o historiador.

 

O livro de Carlos Carvalho Cavalheiro, “Notas para a História da Capoeira em Sorocaba” foi contemplado pelo edital do PROAC (Programa de Ação Cultural), da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. O fato de ter sido contemplado por esse importante programa de incentivo à cultura define, de certa forma, a importância da obra para o entendimento da história da capoeira, tanto em Sorocaba como para o Estado de São Paulo. Foram impressos 1000 (mil) exemplares da obra, que deverá ter parte doada para diversas bibliotecas e, ainda, outra parte disponibilizada para venda a interessados no assunto. O projeto foi apresentado ao PROAC pela Editora Crearte, a qual editou o livro. Com 270 páginas, repletas de informações e ilustrações, a obra será comercializada a preço abaixo de mercado, por R$ 20,00. A ideia é tornar o livro mais acessível ao grande público.

 

O autor

 

Carlos Carvalho Cavalheiro nasceu em maio de 1972, em São Paulo. Residente em Sorocaba, o autor é professor de História na cidade de Porto Feliz, trabalhando na EMEF. Coronel Esmédio.
Autor de mais de duas dezenas de livros, Cavalheiro tem publicado obras que tratam da História e da Cultura Popular regionais, mas também obras de ficção. Mestre em Educação pela UFSCar, é ainda graduado em História, em Pedagogia e Bacharel em Teologia.
Possui ainda Especialização em Gestão Ambiental e em Metodologia do Ensino de História. É colunista dos jornais “Tribuna das Monções” e “Jornal ROL”.

 

Fonte: Jornal Rol.

Praça Nelson Mandela tem aula grátis de capoeira para crianças

Praça Nelson Mandela tem aula grátis de capoeira para crianças

Iniciativa é um desdobramento do movimento ‘Ocupa Praça Nelson Mandela’, promovido pela Associação de Moradores e Amigos de Botafogo

RIO — As crianças que forem à Praça Nelson Mandela, em Botafogo, quarta-feira, entre 17h e 17h30m, poderão participar de uma aula gratuita de capoeira. A atividade usará o método “Brincadeira de Angola”, criado pelo Mestre Ferradura, com ênfase na aprendizagem significativa através de brincadeiras.

A iniciativa é um desdobramento do movimento “Ocupa Praça Nelson Mandela”, promovido no início de maio pela Associação de Moradores e Amigos de Botafogo (Amab) com o objetivo de cobrar reforços na segurança da praça e, ao mesmo tempo, iniciar um processo de revitalização da área.

De acordo com números do Instituto de Segurança Pública (ISP), o número de roubos a transeuntes disparou no intervalo de um ano na área da 10ª DP, que abrange os bairros de Botafogo, Humaitá e Urca. Em março deste ano, foram registradas 88 ocorrências, contra 30 no mesmo período de 2016, o que representa uma alarmante alta de 193%. Em relação a fevereiro de 2017, mês em que foram registrados 40 roubos a transeuntes, o crescimento desse tipo de crime foi de 120%.

 

ver também:

  • CAPOEIRA ANGOLA EM BOTAFOGO – AULAS PARA INICIANTES

 

Fonte: O Globo

Berlin – Integração e muita capoeiragem

Berlin – Integração e muita capoeiragem

Como sempre, esta complexa e multicultural capital Europeia, proporciona experiências únicas… Reencontrar amigos… Sentir os sons, saborear as cores… Digerir o ímpar e prolixo emaranhado sócio cultural… Berlin sempre Berlin!

Terra de muita vadiação… terra das diversas tribos… terra de capoeira, candomblé, afoxé e muito axé!!!

No meio de tanta pluralidade Berlin se destaca pelo vasto leque de opções pela sua ofegante e prolixa disritimia do CAOS… por suas rodas movidas por pernas… e pelas pernas movidas por rodas…

Mestre Saulo, que já reside em Berlin há mais de 30 anos foi o criador de um conceito de evento de capoeira que só poderia vir de dentro deste ser humano ímpar… o NOSSO ENCONTRO, por seu formato único e informal, inspirou até o mestre Umoi a “importar” o formato para Portugal, na cidade de Évora.

Agora quem segura o leme do Encontro em Berlin, é o meu grande amigo e parceiro Mestre Bailarino, que deu nova roupagem e um novo nome: INTEGRAÇÃO BERLIN.

Fica aqui algumas imagens e momentos do encontro…

Bichinho da Roda

Na capoeira temos de ter aquele bichinho… Aquele que tem fome de jogo… Aquele que se alimenta da energia da Vadiação… As vezes temos de ter a ousadia de pedir aqueles que admiramos, por tudo aquilo que já fizeram e ainda irão fazer para e pela capoeiragem, um simples: “Mestre me dá a honra de dar um pulinho”… As vezes é mais do que suficiente para que esse mesmo bichinho seja alimentado da forma intensa e verdadeira… Obrigado Mestre Bocka Bocka, Capoeira Angonal, pela capoeira eu poder jogar…

 

 

Roda de encerramento do evento. Contramestre Milani, Professor Fungui, Professor Dackour, Professor Caranguejo, Chino. #capoeira #capoeiragem #naestrada #berlin #roda #rodaboa

Integração Berlin 2017

Integração Berlin 2017 – Comemoração dos 10 anos do Grupo Internacional Capoeira Raiz – Mestre Bailarino

Convidados Especiais:

Mestre Travassos (Associação de Capoeira Pequenos Mestres, Rio de Janeiro)
Mestre Bocka
(Associação de Capoeira Angonal, Rio de Janeiro)
Presenças Confirmadas:

Mestre Gege (Palma de Mallorca), Mestre André (Hanover), Mestre Marinaldo (Warsaw), Mestre Umoi (Dusseldorf), Mestre Maclau (Oslo), Mestre Bilu Bahia (Berlin), Mestre Bigodinho (Hamburg), Mestre Saulo (Berlin)

Contra Mestre Milani (Porto), Contra Mestre Eletrodo (Hamburg), Contra Mestre Eddy Murphy (Dresden), Contra Mestre Ganso (Berlin), Contra Mestra Mel (Berlin)

Professor Caranguejo (Lubeck), Professora Prequisa (Dusseldorf), Professor Dacor (London), Professor Foguinho (Berlin), Professor Chipreu (Berlin), Professor Cantor (Ostrava), Professor Chaleira (Wroclaw), Professor Fungui (Wroclaw), Professora Alegria (Warsaw), Professor Marinheiro (Lisbon), Professor Pavarotti (Madrid), Professor Puxinho (Lisbon)

Integração Berlin 2017 Eventos - Agenda Portal Capoeira

 


10 Years International Capoeira Raiz
Mestre Bailarino

Join our traditional annual event on 25th – 28th May 2017

 

Integração Berlin 2017

 

Location:
Karlsgartenschule, Karlsgartenstrasse 7, 12049 Berlin, Germany (location map)

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Public transport:
Underground U8-Boddinstraße
*
Price: 1 or 2 days – 70 € / 3 or 4 days – 80 €
*
Event T-Shirts will be available at the location for a good price!
*
Contact and registration: Please use our contact form or write to
*
Accommodation: Bring your own sleeping bag. We have limited number of sleeping places.
To get one, please send us information about your arrival date and number of persons who travel with you.

Everyone is welcome, independent of your group or Capoeira experience!

Organisation: ICR Berlin
Supervision: Mestre Bailarino

Gingando na Lusofonia: A institucionalização da capoeira em Portugal

Gingando na Lusofonia: A institucionalização da capoeira em Portugal

 Resumo

A capoeira é uma prática cultural e esportiva de origem afro-brasileira que chega a Portugal no final dos anos oitenta com a emigração brasileira e hoje é praticada em todo país. O presente artigo pretende analisar o impacto decorrente do processo de institucionalização da capoeira em Portugal, iniciado pelo Estado português em 2010, junto à comunidade luso-brasileira de praticantes. Tenciona ainda: verificar as contradições do processo no que toca à compreensão dos diversos atores sobre o que é a capoeira e como deve ser concebida, bem como perceber as relações de poder entre o Estado e as instituições desportivas representativas dos capoeiristas. A fim de realizar esta tarefa, foram entrevistados os diferentes atores envolvidos e analisada a documentação referente ao tema.

Palavras-chave: Capoeira. Esporte. Cultura. Institucionalização.

Dancin’ within Lusophony: capoeira’s institutionalization in Portugal

Abstract

Capoeira is a cultural and sports activity of african-Brazilian origin that arrived in Portugal in the late eighties with the Brazilian emigration and which is practiced today throughout the country. This article aims to analyze the impact of the capoeira institutionalization process in Portugal, initiated by the Portuguese state in 2010 together with the Luso-Brazilian community of practitioners. It intends to: (a) verify the contradictions of the process regarding the understanding of the various actors about what capoeira is and how it should be conceived, as well as (b) identify power 1 Professor-Doutor do Instituto de Humanidades e Letras da Universidade da Integração Internacional e da Lusofonia Afro-brasileira (UNILAB), Brasil.

 

Keywords: Capoeira. Sports. Culture. Institutionalization.

 

ricardonascimento@unilab.edu.br RICARDO NASCIMENTO

 

Bora jogar?

Vem jogar mais eu, vem brincar mais eu…

Jogar, brincadeira de Angola, até vadiar:

Nos cantos de capoeira há poucas referencias à luta ou à competição, mesmo que a gente saiba que “também é luta”. Agora, no discurso da capoeira, luta muitas vezes é mais usado no sentido metafórico: a luta contra o opressor, contra o mal, a resistência. E quantas vezes já explicamos para o leigo, o iniciante ou até o camarada de roda: “Sim, capoeira tem dança, tem luta, tem acrobacia, música, e tudo mais. Mas é jogo.”

Mas porque um jogo? Porque a gente gosta de brincar? Porque o nosso professor fala isso? Ou porque a gente lê isso em muitos livros escritos sobre ela?

Para entender porque a capoeira é um jogo, precisamos entender o que é um jogo. O que é um jogo, se a capoeira então é um?

Sim, a gente sabe o que é um jogo em termos de experiência. Também sentimos quando o jogo acabou, e se torna algo mais sério. Será então que o jogo não é serio? Que é um passatempo mesmo?

A palavra jogo é originária do latim: iocus, ou ludus, que significa brinquedo, folguedo, divertimento, passatempo; mas sujeito à regras.

Nas línguas germânicas, como também no anglo-saxão, spel, spiel ou play, vem do plegan, que quer dizer ‘exercitar-se, mover rapidamente’, e associado disto é ‘dançar’. E no anglo-saxão quer dizer ‘um jogo, desporto’, que vem do latino plaga ‘um golpe’. Existe mesmo a idéia de um ‘luta ritualizada ou dançada’ que faz parte de conotação de palavra de ‘jogo’.

Vemos o Webster Dicionário, jogo é: 1. Ação, moção ou atividade, especialmente livre, rápido ou leve. Leve contra o ‘peso’ do trabalho, livre contra o caráter necessário ou obrigatório de trabalho, rápido contra o estilo cuidadoso, refletido de rotina de trabalho. 2. Liberdade ou possibilidades de movimento ou ação. 3. Atividade feito para divertimento ou recreação – de novo, atividades não conectado com necessidade ou obrigação. 4 diversão, brincar – focar no caráter lúdico.[1]

Como vemos, a etimologia da palavra ‘jogo’, dá uma descrição da capoeira! Então, o jogo não é somente uma categoria, a onde a capoeira cabe, mas parece que a relação entre o jogo e a capoeira vai muito além; vendo a etimologia eles parecem até sinônimos!

 

Vendo o lado funcional da palavra jogo na sociedade, podemos entrar no campo sociólogo e educativo. A obra mais referencial em termos de jogo é Homo Ludens, de Huizinga[2]. Huizinga descreve a importância do jogo e da brincadeira como elementos necessários na produção da cultura e para a sociedade. Ele definiu o jogo como algo que: É livre, de fato é liberdade; Não faz parte da vida ‘ordinária’; É distinto da vida ordinária em termos de espaço e tempo; Cria ordem, é ordem, e demanda um ordem absoluta e suprema; Não é conectado com interesse material, não pode dar lucro ou vantagem.[3]

Quer dizer, que o jogo pede certas condições, um ordem, que pode ser traduzida como ‘regras’, mas que muitos mestres gostam de traduzir em ‘tradição’. Nas minhas entrevistas as diferenças entre ‘regra’ e ‘tradição’ são muitas vezes explicadas como a regra sendo algo imposto, até inventado, que diz o que tu podes e não podes fazer. Enquanto a tradição é alguma coisa voluntária, onde você entra porque você quer, que cria uma estrutura. Vendo a explicação da palavra ‘jogo’, podemos então entender melhor o porque se submeter a tradição: porque dá jogo!

 

Depois de Huizinga, várias obras foram escritas sobre o jogo e o aspecto lúdico, que se tornou então algo sério. E na educação e pedagogia já se sabe há muito tempo que a melhor aprendizagem acontece no jogo. Muitos gênios, criadores na sua área, na maioria do tempo ficaram brincando com a sua matéria, e assim descobrem novas maneiras, combinações e etc.

O importante do jogo é que ele proporciona uma aprendizagem significativa. Ele coloca o conteúdo aprendido num contexto a onde ele faz sentido. E assim funciona como uma ferramenta para aumentar o processo de auto-aprendizagem. Aprendemos e absorvemos melhor os conteúdos quando sentimos prazer em aprender.
Agora, há mais um outro ponto importante histórico e social porque a capoeira é um jogo: muitas vezes costumamos contrapor o jogo contra a luta: “Capoeira não é luta, é jogo.” A diferença principal entre os dois parece ser o aspecto lúdico; de fazer brincando. A luta não tem nada de lúdico não.

Num certo sentido, o lúdico nos faz rir das situações sociais, sem necessariamente nos dar um alternativa de comportamento. Ele não diz o que fazer, só nos mostra o ridículo. E isso é muito importante, para dar espaço para uma critica social.

E por isso a capoeira não se pode transformar em luta: a luta, destrói o jogo, (e então o lúdico) e com isso tira a possibilidade da critica social que a capoeira tem.. Quando vira luta, o que resta é a verdade única forçado pelo mais forte. E como o escravo já sabia, isto é o domínio do senhor, do opressor. Que não dá para encarar. Mas com malicia, mostrando humor e elegância, se pode enganar e assim derrotar o adversário. A verdade única tem o perigo de ficar tirânica: ela tem que ser balanceada com humor, com a gargalhada.

 

[1] Webster Dictionary, (1934)

[2] Huizinga, Johan (1938) Homo Ludens, Haarlem, Tjeenk Willink & Zoon N.V.

[3] Idem, p. 13

GINGA DE CORPO: Preparação Corporal, Reabilitação e Qualidade de Vida no Jogo da Capoeira

GINGA DE CORPO: Preparação Corporal, Reabilitação e Qualidade de Vida no Jogo da Capoeira

 

Capoeira é luta, dança, jogo, e brincadeira, expressão artística e manifestação cultural, atividade física e esportiva, filosofia de vida. Sua prática é rica e complexa e tem na “ginga de corpo” um dos seus mais importantes fundamentos.

 

Nos últimos anos tem se observado muitos Capoeiristas sofrendo diversas lesões envolvendo articulações como joelhos, ombros, quadril e costas, prejudicando a sua prática, limitando sua performance e algumas vezes até afastando o mesmo da Capoeira.

 

O Curso Ginga de Corpo: Preparação Corporal, Reabilitação e Qualidade de Vida abordará esses e outros assuntos, oferecendo à profissionais e praticantes uma abordagem multidisciplinar apresentando diferentes estratégias, saberes e propostas que aplicados ao jogo da Capoeira trarão mais qualidade e consciência sobre os limites e possibilidades desta arte-luta.

 

O Curso, sob a coordenação do Contramestre Vinicius Heine e com participação especial do Mestre Gladson, será oferecido no CEPEUSP (Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo) nos dias 8 e 9 de Abril e contará com profissionais de diferentes áreas do conhecimento e abordarão diversos temas que darão alicerce para otimizar a performance e o aprendizado no jogo da Capoeira e ao mesmo tempo evitar a ocorrência de lesões com consequente ganho de qualidade de vida associada à prática desta arte luta.

 

GINGA DE CORPO: Preparação Corporal, Reabilitação e Qualidade de Vida no Jogo da Capoeira Notícias - Atualidades Portal Capoeira

 

Alguns dos temas abordados são:

 

  • – Fundamentos de Nutrição aplicados à Capoeira: da Saúde à Performance;
  • – Treinamento Funcional aplicado à Capoeira. A Capoeira é funcional?
  • – Capoeira na Água 
  • – Bases Fisiológicas Aplicadas à Capoeira 
  • – Reabilitação de Lesões na Capoeira 
  • – A importância do Alongamento no Jogo da Capoeira 
  • – Musculação Aplicada à Capoeira
  • – Aspectos Biomecânicos da Capoeira 
  • – Capoeira e Coluna: Lesões, Desvios Posturais e Exercícios compensatórios 
  • – Pilates e Capoeira: Controle e qualidade de movimento 
  • – Treinamento Integrado de Capoeira

 

Vídeos

O POSICIONAMENTO DA PELVE

Entender o funcionamento da pelve e suas relações com as curvaturas da coluna é fundamental para o entendimento da biomecânica da Capoeira.

 


 

Mais informações no site do CEPEUSP http://www.cepe.usp.br/ e no blog do evento: https://gingadecorpo.wordpress.com/

 

Ou com o Contramestre Vinicius Heine no email vheine@gmail.com

 

Tocantins: Projeto “Jogando Capoeira Angola – Quebrando Preconceitos”

Tocantins: Projeto “Jogando Capoeira Angola – Quebrando Preconceitos”

No Tocantins, capoeira é usada para quebrar preconceito racial

 

O projeto “Jogando Capoeira Angola – Quebrando Preconceitos” é desenvolvido desde dezembro do ano passado no campus de Miracema, da Universidade Federal do Tocantins. O objetivo é utilizar a prática da capoeira como forma de conscientização, combate e superação do racismo e do preconceito étnico e racial.

 

Confira os detalhes na matéria deViviane Goulart

Rádio Difusora 96 FM – Radioagência Nacional

 


Projeto estimula reflexão sobre preconceitos raciais por meio da prática de capoeira

Promover a reflexão e a superação das práticas e ações que configuram racismo, marginalização e preconceitos étnico-raciais através da prática de capoeira. Essa é motivação maior do projeto “Jogando capoeira angola, Quebrando preconceitos”, uma ação de extensão organizada pelos professores Francisco Gonçalves e Rafael Matos, do colegiado de Pedagogia câmpus da UFT em Miracema, em parceria com o aluno e professor de capoeira Diego Alves.

Iniciada em dezembro de 2016, a Aliás, a iniciativa teve participação decisiva do professor Alves, que é aluno do primeiro período de Pedagogia, e que já tinha experiência na prática de Capoeira Angola. Observou-se, durante discussões no Câmpus, que não havia nenhuma atividade de extensão lúdica, com poder pedagógico e reflexivo, principalmente voltado para diminuição dos impactos diários do preconceito racial, e que agregasse as comunidades acadêmica e externa. A Capoeira Angola aparece como uma nova experiência para o debate.

Segundo o professor Rafael Matos, a “roda de capoeira” é reconhecida como patrimônio histórico e cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e faz parte da nossa identidade. Além disso, a capoeira é uma performance cultural e prática ritual que envolve muitos elementos e sentidos.  O professor destaca a importância do projeto na UFT. “Ao oferecer essa prática, a UFT cumpre seu papel enquanto instituição de ensino, tendo em vista que tal atividade articula o tripé acadêmico (ensino, pesquisa e extensão) e possibilita a prática gratuita de uma atividade secular que possibilita uma consciência corporal, histórica e cultural, com forte caráter pedagógico”, afirma.

 

Atividade física, capoeira e música

As atividades são divididas em três momentos: o alongamento do corpo, que permite o exercício, o jogo da capoeira em si, e, por fim, o manuseio dos instrumentos musicais próprios da capoeira angola. Os professores participam e estimulam os alunos na prática e na participação no projeto de extensão.

O “Jogando capoeira angola, Quebrando preconceitos” é gratuito e aberto para a comunidade de Miracema, Tocantínia e cidades do entorno, e também para a comunidade acadêmica (alunos e servidores) do câmpus. Essa primeira turma vai até abril, com 30 vagas preenchidas. Mesmo com a turma completa, os interessados podem se inscrever junto à coordenação de Pedagogia ou com algum dos organizadores, caso algum dos participantes, eventualmente, desista.

O professor Gonçalves faz uma avaliação do andamento do projeto. “O ‘Jogando capoeira angola, Quebrando preconceitos’ foi recebido de forma muito positiva na comunidade e tem fomentado um debate étnico-racial forte, bem como permitido a vivência de novos valores por parte dos participantes”, declara. Ao final do primeiro ciclo, será feita uma avaliação, com os pontos positivos e negativos do projeto de extensão, para a melhoria da iniciativa, e então é aberto um novo ciclo e as suas inscrições.

 

http://ww2.uft.edu.br/

Por Paulo Teodoro e Samuel Lima