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Aconteceu: 1ª Roda de Estudos: Os Processos de Institucionalização da Capoeira

Universidade Federal do Paraná (UFPR): A Capoeira que ajuda a formar cidadãos

1ª. Roda de Estudos: Os Processos de Institucionalização da Capoeira, evento teve entrada franca, do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com a presença de Mestres da Velha Guarda da Capoeira do Paraná e convidados de Brasília, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Recife. O encontro faz parte da programação de 15 anos do Grupo Força da Capoeira, cuja cerimônia de troca de cordas será no sábado. Mestre Kinkas, fundador do Grupo, participa da primeira mesa, sobre história da luta brasileira. Junto, estará seu Mestre, o engenheiro Mario Ricardo Furtado, o Birilo, de Recife. Ele conta que em um dos berços da capoeira um problema é o crescimento desordenado, o que gera distorções. As pessoas não se deram conta, diz, de que o tombamento cultural foi “do saber do mestre e da roda”. “Valoriza o Mestre. É importante ressaltar isso porque tem muita gente que acha que já aprendeu tudo e não precisa mais deles”, observa, acrescentando uma alfinetada. “O tombamento como patrimônio cultural imaterial brasileiro se deu por força da Bahia, que já tinha feito isso antes, então ficou chato”.

Para ele, a globalização chegou na capoeira e trouxe um lado ruim, que é a perdas se perde a “gíria de cada local”. “Tem gente que se filia a um grupo que não é de sua cidade e nem conhece seu mestre”, comenta, indo contra, ainda, da unificação da graduação, que provocaria mais perda de personalidade. Questões, aponta, relacionadas a (falta de) Educação em geral. “Estava comprando sombrinha de frevo pra trazer e ninguém sabia, em Recife, que o frevo nasceu da capoeira”, indigna-se ele, que tem 30 anos de capoeiragem e é Mestre desde 85.A Capoeira que ajuda a formar cidadãos

Na mesa da 14h, estará o primeiro mestre formado pelo Força, José Edélzio, o Xangô, do Jogar Capoeira, de Niterói. O tema, A Capoeira nas Escolas e Universidades, é assunto que ele entende. A mestra Portuguesa, sua parceira, criou há 15 anos um método de educação infantil com capoeira para crianças a partir de 1 ano. A estratégia é: atividades lúdicas. “Brincadeiras com objetivo, que dão limites, noções de respeito, tudo com música”, explica. O olhar garante a fidelidade dos pequenos e abriu caminhos profissionais para o grupo, que está em 30 escolas.O envolvimento com o grupo acaba sendo natural porque os pais notam os resultados e levam as crianças para os eventos do Jogar.

Em várias escolas também, a capoeira do Jogar virou currícular. Nesta mesa estará também o catarinense Jose Luiz C. Falcão, da Universidade Federal de Santa Catarina. Entre os dados que traz está a informação de que 25 universidades brasileiras têm capoeira no currículo. “Não tem muita visibilidade, mas estão se desenvolvendo. E desde os anos 80 foram 83 dissertações e teses. A perspectiva da capoeira de trabalhar o ser de forma mais lúdica e integrada, de certa forma, questiona a formalidade exagerada de algumas instituições”, comenta, confirmando que “o conhecimento do mestre tradional está sendo preservado”. “Porém toda manifestação passa por resignificações e é impossível em sala de aula reproduzir o ambiente cultural de uma roda; são traduções”.

Só na grande Florianópolis, um levantamento apontou 32 grupos. “Que se articulam em entidades como a Confraria Catarinense da Capoeira, que trabalha com o resgate do saber popular, da cultura dos mestres, e de maneira bastante descontraída e informal”, diz. Quando ele veio de Brasília estava sensibilizado com a dificuldade de juntar forças e investiu nisso. “Farei um panorama histórico da escolarização, desde o começo do século retrasado, até a consolidação no século 20”, adianta Mestre Falcão.

Serviço
1ª Roda de Estudos. Dias 5 e 6 às 9h. Entrada franca. Anfiteatro 100 – Reitoria (R. Gal. Carneiro, 460).
Batizados: Hoje: 19h: Escola Rio Negro ( Sítio Cercado).
Dia 06: 15h – Grupo Força , com apresentações de coco, maculelê e frevo. Memorial de Curitiba (Largo da Ordem).
Ingresso: R$ 2( 1kg de alimento que será doado para as vítimas da enchentes em Santa Catarina)

I Seminário Memória e experiência – Elementos de formação na capoeira angola

O evento propõe problematizar as relações de produção do conhecimento no universo cultural da capoeira angola, com o objetivo de elaborar subsídios para compreender os elementos de formação presentes em manifestações culturais de matriz afro-brasileiras. Ampliar o debate sobre a capoeira é, para além de atual, um desafio que instiga lançar luz para compreensões mais complexas do tema, desafio este, já sugerido, quando percebemos a contradição entre as condições de vida dos mestres responsáveis pela preservação e manutenção dos elementos de tradição da capoeira com o status alcançado pela capoeira em cenário mundial. Por isso, refletir a importância da memória e experiência como elementos de formação dos sujeitos envolvidos na capoeira, mas também os limites de cada uma delas como possibilidades explicativas do conhecimento da capoeira sugerem o seminário em questão.

O I Seminário será organizado através de mesas de debates e oficinas teórico-práticas. O evento, terá a participação de Reinaldo Santana – Mestre Bigodinho – Salvador/Bahia; contando também com mestres e praticantes de capoeira da grande Florianópolis e de Santa Catarina. O evento é gratuito, e pretende atender praticantes de capoeira, pesquisadores(as) e comunidade em geral.

Esta é uma realização NEAB/UDESC em parceria com Associação Cultural Ilha de Palmares. Apoio: Centro de Ciências Humanas e da Educação – FAED, Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Comunidade – PROEX, Governo do Estado de Santa Catarina, UniAfro e Ministério da Educação – Brasil um Pais de todos e todas.

Maiores informações podem ser encontradas no site www.ilhadepalmares.com.br, ou pelo telefone (48) 9616-8967. Segue em anexo a programação

Entre os dias 17 e 26 de outubro deste ano.

Att
Associação Cultural Ilha de Palmares
Sev Antônio Barranco n° 97
Fortaleza da Barra Florianópolis/SC
(048) 3232-7565
contato@ilhadepalmares.com
www.ilhadepalmares.com.br

20 Anos – Roda de Capoeira no Mercado Público de Florianópolis

RODA DO MERCADO – 20 ANOS – 1988 – 2008

LUGAR DE RESISTÊNCIA

A Roda de Capoeira no Mercado Público de Florianópolis foi criada no ano de 1988, com a iniciativa do Contra-mestre Alemão pelo Grupo Capoeira Angola Palmares. Sempre realizada aos sábados, já teve a presença de importantes mestres e professores de Capoeira da Bahia, Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
No dia 05 de julho de 2005 foi lançada a campanha “Mercado em Movimento” que procura transformar este lugar em um espaço permanente de manifestações culturais.

Lutar pelo direito de estar no Mercado produzindo cultura com a Capoeira, é contribuir para a revitalização do Espaço Cultural Luiz Henrique Rosa e pela valorização e preservação do nosso passado, não como algo que envelhece e se decompõe, mas enquanto história permanente que nos educa e conscientiza.

Este ano estaremos no dia 19 de Abril festejando os vinte anos de Roda no Mercado, uma festa que contará com a presença de praticantes e simpatizantes desta arte afro brasileira.

A realização deste evento é do Grupo Capoeira Angola Palmares com o apoio da Central Catarinense de Capoeira Angola.

Serviço:
Quando: 19 de abril de 2008 – 10 hs
Local: Vão Central do Mercado Público – Espaço Cultural Luiz Henrique Rosa
Apresentação de maracatu, maculelê e Roda de Capoeira com a presença de Mestres de Capoeira de São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Tempo de duração do evento: 3 horas.
Contatos: Joseane Corrêa – jocapoeira@yahoo.com.br Fone: 84125266
Danuza – dmeneghello@yahoo.com.br Fone: 32381860

 

Reflexão: A Capoeira no Estado de Santa Catarina

 

Mestre Kadu, que sempre vem colaborando e participandocom o Portal Capoeira de forma a somar para toda a comunidade capoeiristica, nos envia uma importante reflexão sobre a capoeiragem em Santa Catarina.
Mestre Kadu, em parceria com Mestre Gavião e todo pessoal do Portal Capoeira RS – Região Sul tem sido ao longo destes anos importantes fontes de informação e dissiminação da nosso arte e agora vem se juntar a Equipe de colaboradores do Portal Capoeira. Seja bem vindo meu amigo!

Luciano Milani

 

Reflexão: A Capoeira no Estado de Santa Catarina

Antes de começar, gostaria de deixar muito claro que o que irei contar não existe a intenção de generalizar grupos, pessoas e Capoeiras. Também gostaria de esclarecer que aqui conheci e (re)conheço grandes Capoeiras que me ensinam até hoje sobre esta cultura e sobre a arte de aprender ensinando, portanto em nenhum momento tenho a intenção de diminuir ou menosprezar a Capoeira de Santa Catarina e muito menos dar a entender que minha chegada aqui modificou ou engrandeceu a boa Capoeira que aqui encontrei. O que posso afirmar é que tive e tenho tentado colaborar para que a Capoeira de Santa Catarina seja reconhecida à altura de suas grandes capacidades e pela boa representação nativa que nela vive.

É realmente complexo escrever alguma coisa sobre a Capoeira na Região Sul. Apesar de ser natural de Porto Alegre, um pouco depois de meu nascimento fui para o Rio de Janeiro, onde permaneci até os 08 anos, quando me mudei para Brasília. Morei na Capital Federal até 1994 e daí me fixei em Florianópolis, onde vivo até hoje e com a graça de Deus viverei até o fim dos meus dias. Portanto, é complicado comentar uma história em que não vivenciei todos os fatos desde sua origem. O que posso dizer é que quando cheguei aqui em Florianópolis, em 1994, encontrei uma Capoeira diferente daquela que eu conhecia, não só na sua organização, mas em suas definições, Angola, Regional e Contemporânea.

Sabemos que distante dos grandes centros de difusão da Capoeira, as vertentes sofrem influência não só da cultura local, mas também da visão de cada representante destas vertentes. O que quero dizer é que dentro de uma linhagem, as diferenciações surgem por diversas razões. O aprendizado em escolas diferentes, as informações e influências externas, a falta de orientação e acompanhamento que sustentariam essa filosofia, a adequação ao que possa lhe parecer atual ou inovador, etc. Por estes e outros conceitos pode ocorrer o distanciamento em relação aos fundamentos mais relevantes da Capoeira.

A princípio alguns me viram como um intruso, outros como mais um detentor de informações distorcidas de seus fundamentos e outros mais, como portador de novas informações da Capoeira atualmente jogada e globalizada, pois muitos tinham concepção de que a Capoeira jogada no Sudeste e no Nordeste do Brasil, seria a mais atualizada, globalizada e mais fiel aos fundamentos e as vertentes a que pertenciam, o que, diga-se de passagem, muitas vezes é um enorme engano, pois os problemas que aconteciam por aqui, muitas vezes se reproduziam por lá também.

Aqui conheci alguns grupos que se diziam angoleiros realizando batizados e usando cordas, outros que se diziam regionais jogando os toques de angola e usando aquela formação de bateria como também muitos de seus fundamentos e grupos contemporâneos usando graduações e filosofias sem uma clara e definida fundamentação.

Alguns líderes acreditavam e pregavam aos seus, que pessoas como eu, eram capoeiristas “de fora”, e desta forma intrusos que queriam descaracterizar e corromper a Capoeira “pura” que eles trabalhavam. Certamente eles não se lembravam que Santa Catarina não é a Bahia, o Rio de janeiro e muito menos o Recife e que qualquer Capoeira aqui ensinada vinha de fora e, portanto, o que estava acontecendo era apenas uma conseqüência dos tempos.

Após uns dez anos de trabalho com a Capoeira aqui em Florianópolis e já inserido neste meio, eu e outros líderes de grandes grupos daqui, passamos a sentir a necessidade de contribuir com mudanças no cenário da Capoeira de Santa Catarina, quanto ao respeito entre os pares, suas filosofias e seus trabalhos, a tolerância ao diferente. Decidimos então formar e fortalecer uma comunidade de Capoeira, pois havia em todos os grupos o discurso da inclusão social de seus seguidores, sem ao menos nós mesmos sermos incluídos socialmente e nem formarmos uma representatividade consistente como comunidade ou representantes de uma arte, o que incomodava a esses líderes.

Pela iniciativa do Mestre Pop, pioneiro em Santa Catarina, alguns líderes fomos convidados em 2003 para uma reunião, de onde se seguiram outras mais que deram conseqüência ao 1º Congresso Catarinense de Capoeira, de onde surge a delegação de Santa Catarina que participaria do 1º Congresso Brasileiro de Capoeira, em São Paulo.

Durante o retorno da viagem e pelo sucesso de nossa construção conjunta, surge entre alguns líderes a vontade de se criar uma entidade que pudesse representar e trabalhar pela Capoeira do Estado em todos os segmentos e que defendesse uma única bandeira, a da Capoeira. Nasce então, a Confraria Catarinense de Capoeira (Triplo C), e é dessa experiência agora que passo a contar pra vocês, por acreditar que este foi um marco na história da Capoeira Catarinense.

Logo após a realização do II Congresso Nacional de Capoeira, em 2003, no Rio de Janeiro, os representantes catarinenses presentes naquele evento formalizaram uma comissão que desse prosseguimento às discussões e análises sobre as principais questões que envolvem a Capoeira na atualidade e desencadearam um amplo processo de debates e eventos para todos os capoeiras.

Durante todo o ano de 2004 e 2005 esses capoeiristas de diversos grupos continuaram se organizando e realizando atividades vinculadas à Capoeira. Inicialmente esse coletivo se auto-intitulou como Cooperativa Catarinense de Capoeira.

Em 2006, diante da necessidade de se oficializar essa entidade, para dar maior visibilidade à organização e também facilitar a captação de recursos, a opção de cooperativa foi descartada, pois se mostrava inviável para atender aos objetivos da organização e, então, surgiu no interior do coletivo, a proposta de institucionalização por intermédio de uma confraria.

No dia 13 de maio de 2006 foi realizada a Assembléia de Fundação da Confraria Catarinense de Capoeira e no dia 07 de junho do mesmo ano ela foi registrada oficialmente no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ).

Desde a sua concepção, a Confraria Catarinense de Capoeira, também chamada de TRIPLO-C, vem trabalhando organicamente para contribuir com o desenvolvimento da Capoeira no Estado de Santa Catarina e no Brasil. Dele fazem parte diversas lideranças de vários grupos de Capoeira, juntamente com estudiosos e alunos interessados, bem como outros participantes eventuais.

A Confraria Catarinense de Capoeira (TRIPLO-C) tem estatuto que expressa os princípios defendidos pelos seus criadores. Os cargos de direção são eletivos a cada dois anos, podendo ter apenas uma recondução. Os membros da Direção dispõem de uma lista de discussão para a realização de comunicações ágeis, nem sempre possíveis diante das inúmeras demandas.

Os integrantes desta Confraria procuram ampliar o entendimento sobre a Capoeira objetivando o seu pleno e democrático desenvolvimento. Sua metodologia de trabalho utiliza o conceito de rede e tem as seguintes características:

– não possui hierarquia, não tem chefe, mas tem várias lideranças, sendo estas provenientes de diferentes âmbitos;

– não tem centro, ou melhor, cada integrante do mesmo é um centro em potencial;

– se desdobra em múltiplos níveis ou segmentos autônomos capazes de operar independentemente, mas que compartilham assuntos e experiências de interesse comum;

– é dinâmica, fluída e se alicerça pela vontade e dedicação dos seus integrantes;

– se organiza de forma igualitária e democrática, em torno de objetivos comuns;

– é autônoma e mantém sua independência em relação aos grupos, da mesma forma que não interfere na autonomia dos grupos aos quais seus participantes também lideram ou integram.

Esta Confraria está sempre aberta à entrada de novos membros que aceitem as regras de intercomunicação estabelecidas, ainda que as mesmas possam e devam ser revistas de acordo com a demanda ou a circunstância. O auto-desligamento de qualquer de seus membros não constitui problema, pois no âmbito da Confraria é assegurada a plena liberdade de opção de cada um.

A Confraria Catarinense de Capoeira se materializa da seguinte forma:

· Ninguém é obrigado a entrar ou permanecer e ninguém é subordinado de ninguém;

· Os valores, as angústias, as expectativas, as frustrações, as decisões são fraternalmente compartilhados, problematizados e acolhidos;

· É a cooperação entre os seus integrantes que a faz funcionar;

· A informação circula livremente, emitida de pontos diversos e encaminhada de maneira não linear a uma infinidade de outros pontos, que também são emissores de informação. Seus integrantes se reúnem periodicamente em locais previamente agendados e com pauta previamente decidida.

Por fim, a participação, a conectividade, a multiliderança, a descentralização, o dinamismo, os múltiplos níveis de abordagem, o respeito, a tolerância e a camaradagem são princípios defendidos e colocados em prática pela Confraria Catarinense de Capoeira.

Dentre as ações pontuais já desenvolvidas pela Confraria, destacamos:

1. Elaboração da avaliação do I Congresso Nacional de Capoeira, realizado nos dias 15, 16 e 17 de agosto de 2003, em São Paulo, divulgada pela internet e encaminhada a expressivo número de capoeiras do Estado de Santa Catarina;

2. I Encontro Catarinense de Capoeira com palestras e debates, realizado no dia 04 de outubro de 2003, em Brusque-SC;

3. Oficina de movimentos e golpes de Capoeira que contou com a participação de cerca de 40 (quarenta) professores de Capoeira do Estado de Santa Catarina.

4. II Encontro Catarinense de Capoeira com palestras e debates, realizado no dia 06 de novembro de 2004 na Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis-SC;

5. Participação no II Congresso Brasileiro de Capoeira realizado no Rio de Janeiro em novembro de 2004;

6. ACAMPOEIRAMENTO – realizado no mês de outubro de 2005, em Brusque.

7. FESTIVAL CATARINENSE DE CANTIGAS DE CAPOEIRA – realizado no dia 14 de Outubro de 2005, no Acampoeiramento, em Brusque.

Dentre as ações permanentes da Confraria, temos:

GINGA MENINA: Evento planejado e realizado exclusivamente por mulheres praticantes de Capoeira no Estado de Santa Catarina. O I Ginga-Menina aconteceu em Brusque em 2004.

VENHA VER CATARINA – Evento de periodicidade bienal, planejado e coordenado exclusivamente por mulheres praticantes de Capoeira, mas que permite a participação dos homens nas atividades. O I VENHA VER CATARINA aconteceu em Florianópolis no dia 02 de Novembro de 2006.

ENINCA (Encontro Infantil de Capoeira): Evento de periodicidade anual, destinado exclusivamente ao público infantil e infanto-juvenil, dos 04 aos 15 anos: O I ENINCA aconteceu em maio de 2003, na Universidade Federal de Santa Catarina e o II ENINCA aconteceu no dia 14 de maio de 2005, na Escola Técnica Federal de Santa Catarina (CEFET).

ZUMBALAEKÁ – Festa de celebração e confraternização dos diversos grupos de Capoeira e cultura popular do Estado de Santa Catarina, realizada periodicamente com exibições de artistas populares e expressiva participação de público. Já aconteceram três edições do Zumbalaeká.

PAPOEIRA – Atividade de formação desenvolvida bimestralmente em forma de seminário temático em que integrantes da Confraria, ou convidados, discorrem sobre determinada temática que é discutida pelos presentes em forma de questionamentos e críticas. Já aconteceram cerca de 30 (trinta) papoeiras.

ESCAMBO DE CAPOEIRA – Evento periódico de trocas de experiências e artefatos de Capoeira com um festival pedagógico no encerramento.

MOSAICO INTEGRADO DE CAPOEIRA – (MIC) Evento que promove a integração de diversos grupos de Capoeira da cidade, mobilizando expressivo número de praticantes de Capoeira, contribuindo para a democratização das relações entre grupos e abrindo possibilidades para novas formas de integração cultural e organizacional da Capoeira. São desenvolvidas oficinas, rodas de confraternização, Cerimônia de Formatura de Mestre de Capoeira; Encontro Feminino de Capoeira, Espetáculo Cultural, oficina de Capoeira Especial para professores e alunos de Capoeira, cerimônia integrada de batismo e graduação dos integrantes dos diversos grupos. Foram realizadas duas edições do MIC (2006 e 2007), onde o potencial educacional desse evento foi verificado a partir de ações de organização coletiva, colaboração, tolerância e solidariedade, tão necessárias para a realização de um evento com essas características.

ATIVIDADES EM PARCERIA COM OUTRAS ENTIDADES

PERI-CAPOEIRA – Curso de capacitação profissional para educadores populares de Capoeira do Estado de Santa Catarina, realizado em parceria com o Núcleo de Pesquisa em Educação Intercultural, MOVER, da Faculdade de Educação da UFSC, com carga horária de 180 (cento e oitenta horas), com o objetivo de formação de rede de educadores populares e canais de comunicação numa perspectiva intercultural. Foram realizadas duas edições do curso Peri-Capoeira (2005 e 2007).

II SENECA – (Seminário Nacional de Estudos da Capoeira) – Realizado no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, em Florianópolis-SC, nos dias 12, 13 e 14 de maio de 2006, em parceria com o GECA (Grupo de Estudos da Capoeira).

[1] O termo confraria tem expressiva densidade no campo cultural afro-brasileiro. Também chamadas de irmandandes, as confrarias tiveram grande importância na história do Brasil no que se refere a luta dos negros africanos em busca de libertação e na administração de fundos para compra de cartas de alforria, na luta pela ocupação do espaço social, na continuidade dos valores culturais e na constituição de identidade.

 

 

Marcos Duarte de Oliveira – mestrekadu@superig.com.br

Santa Catarina: UNESC e Curso de Capoeira

Já restam poucas vagas para o curso de Capoeira, aberto em março, pela Universidade Estadual de Santa Catarina. A cada dia a presença da capoeira dentro das entidades formais de educação vem se estabelecendo de forma a consolidar, mesmo que "à conta gotas"… mesmo que na sua forma mais simples… mais o importante é continuar fortalecendo e conquistando esta MERECIDA posição de nossa multifacetada e tão rica ARTE. É certo que algumas das principais ferramentas de informação virtual, como o caso do Jornal do Capoeira, editado pelo camarada Miltinho Astronauta e o Portal Capoeira já virem chamando a atenção para este assunto há algum tempo e publicando diversas matérias sob a luz deste tema… Um ótimo exemplo é o importante evento, organizado pelo GECA – Grupo de Estudos da Capoeira, em Santa Catarina. Neste evento o tema principal será a Capoeira e a Política Pública. Cada dia mais a capoeira vem se embrenhando e crescendo dentro do cenário socio-político, o que se espera deste encontro é uma frutífera simbiose dentro do ambito da representabilidade e fortalecimento de políticas públicas e inclusão… suas realidades e possibilidades. Estarão presentes no evento importantes nomes dentro e fora da capoeiragem.

Luciano Milani


Interessados já podem procurar a Extensão…
 
Qualquer pessoa maior de seis anos  pode praticar o esporte, que não apresenta nenhum outro limitador de idade. A mensalidade custa R$ 25,00 para professores, funcionários e estudantes da Unesc e R$ 30,00 para a comunidade em geral.  Os interessados podem procurar a Diretoria de Extensão e Ação Comunitária da Unesc portando exame médico e documentos pessoais como carteira de identidade e CPF. Mais informações, ligar para (48) 3431.25.70 ou dirextensao@unesc.net
 
Na Unesc, a  capoeira terá aulas na sala de dança dois do Complexo Esportivo do campus, com turmas às segundas e quartas-feiras, das 17h30 às 18h50; terças e quintas-feiras, das 22h35 às 23h45; e aos sábados, das 14h30 às 16h30.   Toda sexta-feira tem aula de integração entre as turmas e os grupos externos à universidade, das 17h30 às 18h50, no hall dos blocos XXI A e B. 
 
O mesmo projeto está acontecendo às quintas-feiras, das 17 às 19 horas, no centro catequético da igrejinha do loteamento Anita Garibaldi, área de posse nas proximidades da avenida Santos Dumont.  Naquele comunidade, o projeto da Extensão garante aulas gratuitas aos participantes.  A partir deste ano, os monitores de capoeira da Unesc estão vinculados ao grupo Beribazu e ao mestre Falcão, da UFSC.
Jornalista Responsável: Janete Triches – jat@unesc.net
Fonte: Assessoria de Imprensa Unesc – Fone: (48) 3431.25.47 – email: imprensa@unesc.net

ENCONTRO CATARINENSE DE CAPOEIRA ANGOLA PALMARES

CONVITE
 

O Grupo de Capoeira Angola Palmares de Santa Catarina lhe convida para mais um grande evento da capoeira de nosso Estado: o ENCONTRO CATARINENSE DE CAPOEIRA ANGOLA PALMARES, que se realizará nos dias 05 a 15 de novembro de 2005, com a coordenação do MESTRE NÔ.

 

PROGRAMAÇÃO
 

DIA 05 – SÁBADO

·         Abertura: Roda de Capoeira no Mercado Público 10:00

DIA 06 – DOMINGO

·         Roda de Capoeira na Barra da Lagoa (Ponte Pênsil) 12:00

·         Roda de Capoeira na Lagoa (Casarão) 17:00

DIA 09 – QUARTA

·      Roda de Capoeira no Calçadão (Esquina Democrática) 12:30

·      Chegada do Mestre Nô e demais convidados 18:00

DIA 10 – QUINTA

·         Roda de Capoeira Básico/UFSC 12:30

·         Oficina de Capoeira em Lages 20:00

DIA 11 – SEXTA

·         Batismo de Capoeira em Lages 19:00

DIA 12 – SÁBADO

·         Roda de Capoeira no Mercado Público 10:00 

·         Batismo de Capoeira no Centro Comunitário do Pantanal 15:00

DIA 13 – DOMINGO

·         Batismo de Capoeira para crianças na Casa São José (Serrinha) 10:00

·         Batismo de Capoeira para adultos na Casa São José  14:00

DIA 14 – SEGUNDA

·         Batismo de Capoeira na Escola Homero Gomes (São José) 19:00

DIA 15 – TERÇA

·         Curso de Capoeira para Graduados

Colégio de Aplicação/UFSC 09:00

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Jogos Sulbrasileiro Abada Capoeira

Acontece, neste final de semana (dias 4 e 5 de junho), os "Jogos Sulbrasileiro Abada Capoeira", com representantes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná
 
 No dia 4 e 5 de Junho estarão acontecendo no clube Petrópolis Tênis Clube os Jogos Sulbrasileiro Abada  Capoeira.Os jogos contarão com a presença de atletas dos Estado do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Estarão presentes no evento o Mestre Nagô( RJ), Mestrando Morcego (RJ) e Professor Pernilongo ( SP). O Evento começará no sábado no clube Petrópolis Tênis Clube as 14hrs, e a entrada será um 1kg de alimento não perecível. As finais acontecerão no Parque Farroupilha no Brique da Redenção a partir das 10hrs, no largo do Expedicionário. Em caso de chuva a final será no Clube Petrópolis Tênis Clube.
 


Informações: abelhabada@hotmail.com com Carolina (Abelha)