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Cia. de Dança Negra-Contemporânea Kina Mutembua & Espetáculo Berimbaus

Estreou mês passado no Rio de Janeiro o espetáculo Berimbaus, o mais novo trabalho da Cia. de Dança Negra-Contemporânea Kina Mutembua.

A iniciativa é patrocinada pela Shell e narra a chegada dos povos africanos ao território brasileiro e a construção de uma cultura marcada pela criatividade e pela resistência. A capoeira tem destaque no espetáculo, sendo apresentadas coreografias de Yuna e São Bento. 

O espetáculo também introduz a coreografia Intore, desenvolvida em cooperação com o Ballet Nacional de Ruanda e financiada pela Unidade Especial de Cooperação Sul-SUl do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) de Nova Iorque.

O espetáculo é dividido em três momentos:

  1. Pássaro: momento lírico onde o balé de duas aves é apresentado por meio dos movimentos da capoeira
  2. Pé de berimbau: celebrando os mestres de capoeira do presente e os ancestrais
  3. Berimbau: momento em que a força do tambor e da dança africana se expressa em sua plenitude

A Cia. de Dança-Negra Contemporânea Kina Mutembua  integra a Ong Ação Comunitária do Brasil do Rio de Janeiro fundada há 45 anos, e que atua na área de qualificação profissional e geração de renda através do estímulo ao trabalho associativo, ao fomento à produção solidária e ao desenvolvimento de formas alternativas de geração de renda para moradores de comunidades de baixa renda da cidade do Rio de Janeiro.

Agenda de outubro: Salvador

 

Fonte: http://www.minasdeideias.com.br/

Capoeirista Alagoana é selecionada pela Escola Nacional de Circo

A alagoana, Carla Danielle Santos de Albuquerque, moradora do Complexo Habitacional Benedito Bentes, foi selecionada pelo edital Bolsa Funarte para Formação em Artes Circenses 2012 e vai para o Rio de Janeiro estudar circo durante 10 meses com direito a uma bolsa para custear sua estadia.

No dia 24 de setembro, ela irá refazer os exercícios que apresentou em DVD à comissão de análise do edital e, no dia 8 de outubro, inicia as aulas na Escola Nacional de Circo.

A trajetória de Carla Albuquerque começou aos 07 anos com o Grupo de Capoeira Muzenza. Aos 09 anos conquistou o seu primeiro titulo foi 1º lugar na 1ª Copa do Grupo Muzenza de Capoeira na categoria Masculina, naquela época não existia a categoria feminina para a disputa.

Aos 14 anos ficou em 2º lugar no 2º Encontro de Capoeira Alagoana do Grupo Muzenza, desta fez competindo na categoria mista (feminino e masculina). E seus títulos não param de crescer aos 17 anos foi 1º lugar no 3º Muzenza Yá na categoria feminina.

Aos 18 conquistou o 1º lugar na 3º Copa de Capoeira. E aos 20 anos trouxe para Alagoas o título de 3º Lugar na categoria feminina na 2ª Copa Norte/Nortedeste realizado no Estado de Recife. Desde de 2010 passou a fazer aulas de circo no Ponto de Cultura Centro Cultural Armazém do Circo se especializando em acrobacia de solo.

Segundo Carla, no início foi difícil, pois a acrobacia da capoeira é muito diferente da acrobacia de circo exige muita ponta de pé e corpo esticado, mas hoje consigo distinguir bem, na capoeira faço o AU que inicia de lado e as pernas ficam curvadas, já no circo faço a pantana que é de frente, com as pernas esticadas e tem abrir bem a escala. Em 2011 passou a integrar a trupe da Cia Orquídeas de Fogo que é a ONG que criou e gerencia o Armazém do Circo.

Em 2012, a Cia Orquídeas de Fogo montou o espetáculo “Nem tudo são flores” que é o primeiro espetáculo alagoano de circo contemporâneo. Carla Albuquerque faz um número de extrema complexidade com pernas de pau e tira suspiros da plateia. A sua última apresentação como parte da trupe foi na quarta passada, 19 de setembro na praça Deodoro como parte do projeto Aldeia SESC.

 

TH – http://www.tribunahoje.com

SEMECA – 2010: Seminário de Estudos em Capoeira

SEMINÁRIO DE ESTUDOS EM CAPOEIRA – SEMECA 2010 – 04/09/2010

Cronograma

9:00

Mesa Redonda: ” A Capoeira no Século XXI”

Profª Drª Letícia Vidor de Souza Reis

É Editora de História-didáticos e paradidáticos da Editora FTD. Tem experiência na área de Antropologia. Atuando principalmente nos seguintes temas: polissemia do samba, simbologia popular, pacto político republicano, identidade nacional e mestiçagem, legitimação do samba, é autora do livro, O mundo de pernas pro ar: a capoeira no Brasil.

Profª Drda Simone Gibran Nogueira

É doutoranda em Psicologia Social na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, pesquisadora da Universidade Federal de São Carlos ligada ao Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB/UFSCar) e ao Grupo de Pesquisa do CNPq Práticas Sociais e Processos Eudcativos. Participa do grupo de Capoeira Angola – Academia João Pequeno de Pastinha. Faz parte do corpo Técnico da ONG Teia – casa de criação ligada ao projeto Ponto de Cultura – TEIA DAS CULTURAS (2007), financiado pelo MINC, no qual é coordenadora Pedagógica em Educação das Relações Étnico-Raciais. É Assessora em Psicologia e Educação do projeto de extensão da UFSCar Ciclo de Práticas Culturais Populares e Educação, que em 2009 foi contemplado com o edital PROEXT Cultura / MEC em parceria com MINC. Tem experiência e trabalho com as seguintes áreas de conhecimento: Psicologia Social, Educação das Relações Étnico-Raciais, Desenvolvimento Humano, Processos Educativos da Capoeira Angola e Formação Universitária.

Profº Drd Jorge F. F. Moreira “Mestre Columá”;

Cursa o doutorado em Educação Física pela Universidade Gama Filho, é professor universitário atuando na UNISUAM, coordenador do CIAM/FAETEC e professor da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro. Foi idealizador e coordenou o curso superior em técnicas de capoeira 1999 – 2001 na Universidade Gama Filho. É presidente e fundador da Companhia Brasileira de Capoeira – CIA.CAPOEIRA. Possui experiência na área de Educação Física e cultura, com ênfase em capoeira, folclore e lutas.

Moderador – Profº Esp. Ronaldo dos Reis “Sonyc”

Professor de Educação Física da Escola de Aplicação da FEUSP, membro do Grupo de Pesquisas em Ed.Física Escolar da FEUSP/CNPq, Responsavel pelos núcleos CIA.CAPOEIRA em São Paulo, Proprietário da Espaço Capoeira & CIA – Escola de Capoeira. Tem experiência em Ed. Física e Capoeira atuando na Educação Básica.

 

14:00

 

Oficinas abertas de Capoeira**

 

OFICINA 01. – “A CAPOEIRA NO CURRÍCULO ESCOLAR NA PRÁTICA”

Oficina voltada à professores da rede pública e particular de ensino.

– Profº Drd Jorge F. F. Moreira “Mestre Columá”;

 

OFICINA 02. – “MOVIMENTAÇÃO BÁSICAS DE CAPOEIRA”

Aberta à todos interessados.

– Contramestre Bill – CAPOEIRA LIVRE/RJ

 

15:00

 

– VII Encontro e troca de graduações CIA.CAPOEIRA – SÃO PAULO

 

*Inscrições de trabalhos/ posters até 21/08;

** No ato do credenciamento para o evento;

 

LOCAL:

Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo

Av. da Universidade, 220 – Travessa Onze – Cidade Universitária

 

TODAS AS ATIVIDADES SÃO GRATUITAS


INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:

 

www.ciacapoeirasp.blogspot.com

www.espacocapoeira.blogspot.com

www.semeca-2010.blogspot.com

[email protected]

11 – 7745 6421 – ID. 121*113318

11 – 3924 0113

Curitiba: Bonecos encantados

Premiada Cia. Manoel Kobachuk, de Curitiba, apresenta hoje no Calil Haddad o espetáculo “Encanta Brasil”, que apresenta diversidade cultural brasileira através do teatro de bonecos

Hoje a noite será de capoeira no Calil Haddad. “Capoeira me mandou dizer que já chegou, chegou para lutar”, como cantava Vinícius. Não haverá, porém, capoeiristas no palco italiano do teatro, mas bonecos – os bonecos premiados da Cia. Manoel Kobachuk, de Curitiba, que apresentam em Maringá o espetáculo “Encanta Brasil”.

A capoeira é uma das manifestações culturais que os bonecos retratam, ao lado do forró, do frevo, das músicas de ciranda, dos folguedos do boi,entre outras manifestações artísticas, para retratar a diversidade cultural brasileira.

O espetáculo da noite de hoje, é beneficente e terá arrecadação de alimentos destinada à Provopar. O grupo realizou outras cinco apresentações de “Encanta Brasil ”em Maringá ontem e hoje, voltadas exclusivamente para alunos do Colégio Positivo (o espetáculo, que está em turnê nacional, é patrocinado pela Editora Positivo”.

Em “Encanta Brasil”, a Cia. Manoel Kobachuk utiliza as técnicas de manipulação de bonecos de fios, de luva, projeção em sombra e manipulação aparente, em que os bonecos interagem com quatro atores . “A peça é um passeio musical pelo Brasil, que começa pela África, passa pelos indígenas, o Carnaval … enfim, é um recorte de várias regiões e músicas brasileiras”, explica a produtora Neiva Figueiredo, citando entre Luiz Gonzaga, Milton Nascimento e o fandango paranaense entre os autores e ritmos que serão apresentados no “Encanta Brasil”.

História e tradição

Com mais de 30 anos de estrada, a Cia. Manoel Kobachuk já produziu mais de 20 espetáculos de teatro de bonecos, dos quais 14 ainda permanecem no repertório da companhia, como “Pluft, o fantasminha”, “Respeitável Público” e “Tainahakã” – estes dois últimos, em 2000 e 2003, foram apresentados no Brasil, Portugal, Espanha e Itália.

A companhia trabalha com diversas técnicas de teatro de bonecos, realizando produções tanto para o público adulto quanto para o infantil. Com seus espetáculos, o grupo já conquistou prêmios como dois troféus Mambembe, oito Gralha Azul, troféu Talento do Paraná e três prêmios MEC.

A Cia. Manoel Kobachuk também realiza um trabalho de formação de bonequeiros e é um polo de pesquisa e produção, com criação de espetáculos, exposição de acervos, edição de boletins especializados, cursos, oficinas, desenvolvimento de literatura dirigida, admissão de estagiários de todo o território brasileiro e de países europeus.


Por quilo

“Encanta Brasil”, com a Cia. Manoel Kobachuk, de Curitiba.
Hoje, às 20h, no Teatro Calil Haddad.
Ingresso: 1 kg de alimento não perecível.

Fábio Massalli – http://www.odiariomaringa.com.br
[email protected]

Fórum Nacional de Performance acontece em Salvador

As reflexões e propostas para a valorização da dança e teatro negro tem cenário e palco próprios: o 3º Fórum Nacional de Performance Negra que acontecerá em Salvador/BA desta segunda-feira (6) até quinta-feira (9), no Teatro Vila Velha. O evento deverá reunir cerca de 200 pessoas entre representantes de Grupos e Companhias negras, pesquisadores e artistas de todas as regiões do Brasil em torno de objetivos alicerçados em uma prática artísticocultural que, nos seus modos de criação e de reflexão, reafirmem a dimensão dinâmica das matrizes afrobrasileiras.

Nesta terceira edição o evento homenageará as atrizes Léa Garcia e Ruth de Souza, o ator Zózimo Bubul e o poeta Solano Trindade (post-mortem). O 3º Fórum Nacional de Performance Negra é uma realização conjunta da Cia. dos Comuns (RJ) e do Bando de Teatro Olodum (BA).

A abertura do evento deverá contar com as presenças dos ministros da Cultura, Juca Ferreira e do Secretário da Promoção da Igualdade (SEPPIR) Edson Santos; dos presidentes da Fundação Palmares, Zulu Araújo, e da Funarte, Sérgio Mamberte, além dos secretários da Identidade e da Diversidade, Américo Córdula, da Cultura do Estado da Bahia, Márcio Meirelles e da secretária da Igualdade da Bahia, Luiza Bairros.

O evento já se firmou como um referencial do teatro e danças negras do Brasil, com intenção de promover a criação de políticas públicas específicas para esse segmento e, neste ano, foram programadas palestras com Sueli Carneiro (Brasil), Julio Moracen (Cuba), Paulo Lis (Brasil), e Cleyde Morgan (EUA); oficinas de teatro como o dramaturgo e ator Ângelo Flávio; com o diretor teatral e jornalista Luiz Marfuz; de música, com o cantor e compositor Jarbas Bittencourt; e com o músico, ator e diretor artístico Gil Amâncio.

As oficinas de dança ficarão com o bailarino e coreógrafo Zebrinha, com o professor e bailarino Clyde Margon; sobre figurino com Biza Viana; iluminação, com Jorginho de Carvalho (precussor da iluminação teatral no país); sonorização, Filipe Pires; e programação visual, com o artista plástico Gá. Também foram programas atividades em Grupos de Trabalho que contribuirão para o intercâmbio dos/as representantes regionais.

Ainda estão previstas no Fórum apresentações e performances de teatro e dança e manifestações populares de matriz africana. Entre as apresentações estão: Shire Oba, com direção de Fernanda Júlia, encenada pelo Grupo de Teatro Nata, que por meio de um discurso poético, festeja a magia e os encantos da tradição afrobaiana, presente no culto aos Orixás; a peça Silêncio, dirigida por Hilton Cobra e encenada pela Cia dos Comuns que questiona a plateia sobre o que passa pela mente de uma pessoa que durante toda sua existência sente que a qualquer momento poderá ser vítima do racismo. Silêncio é o quarto espetáculo do repertório da Cia dos Comuns, responsável pela encenação de Candaces – A reconstrução do fogo (2003) que recebeu o Prêmio Shell de Teatro – categoria música, sendo este espetáculo considerado um dos 10 melhores do ano pela crítica teatral.

Receita é o terceiro espetáculo a ser apresentado durante o III Fórum Nacional de Performance Negra. Receita é um solo com o bailarino Rui Moreira da Cia Será Quê? – com coreografia de Henrique Rodovalho e é um encontro com a subjetividade do olhar e do movimento.

Fonte:

Jornal Feira Hoje.com.br, Cultura, 06/07/2009 (11h41)

 

Comunicação SID/MinC

Telefone: (61) 3316-2129

E-mail: [email protected]

Site: http://www.cultura.gov.br/site/categoria/politicas/identidade-e-diversidade/

Blog: http://blogs.cultura.gov.br/diversidade_cultural/

Cia. Baobá de Arte Africana e Afro-Brasileira apresenta novo espetáculo Ancestralidade: “Herança do Corpo”

Nova montagem da companhia faz referências às heranças culturais africanas, e conta com direção e coreografias de júnia Bertolino, direção cênica Evandro Nunes, consultoria de Rui Moreira, preparação corporal Mestre João Bosco e direção musical de Mamour Ba.

As expressões artísticas que vigoram no tempo secularmente do continente-berço da humanidade à imensa afro-diáspora chamada Brasil, transmitidas pelo movimento, ritmo, batuque, teatro, canto e poesia. Em resumo, essa é a essência do trabalho da Companhia Baobá de Arte Africana e Afro-brasileira, coordenada pela bailarina, coreógrafa e atriz Júnia Bertolino.

O Espetáculo  da  Cia  Baobá de  Arte  Africana e  Afro-Brasileira ressalta os valores das culturas da África e suas respectivas heranças no Brasil, como a oralidade, ancestralidade e identidade. Todos esses elementos são representados nas esquetes: “Ritual da Graça”, o “abre-caminho” do espetáculo em que as mulheres – que predominam na companhia – dançam com asas de borboleta em reverência ao matriarcado das diversas sociedades africanas, entre os cantos entoam o verso “Filho Brasil pede benção à Mãe-África”; “Universo Feminino”, que ressalta o papel da mulher na comunidade com toda sua altivez, graciosidade e valores; “Djembola”, que segundo Mamour Ba, que deu o nome, em que as mulheres dançam pedindo chuva para a fartura da colheita; “Ginga do Corpo”, que presta homenagem ao mestre Pastinha e seus seguidores e à capoeira angola;  “Dança Ancestral”, momento de reverência e louvação aos orixás, e “Africana”, que faz reflexões sobre a dança afro na cena contemporânea. A direção musical é do músico senegalês Mamour Ba – que participa da trilha junto com seu filho Cheikh Ba -; com preparação corporal de Mestre João Bosco, da Cia. Primitiva de Arte Negra; cenário de Luciana dos Santos; figurino de Marcial Ávila e Lu Silva; e consultoria artística do bailarino e coreógrafo Rui Moreira, diretor da Cia. SeráQuê?.

 “Ancestralidade: Herança do Corpo” foi construído a partir de agosto, sendo um desdobramento do espetáculo anterior, “Quebrando o silêncio”. Agora, através do patrocínio da CEMIG, via a Lei Federal Rouanet de Incentivo à Cultura, a Cia. Baobá apresenta a nova montagem. No processo, os atuais 14 integrantes da companhia – entre bailarinos, atores e percussionistas – tiveram um momento de formação. O consultor do espetáculo, Rui Moreira, deu oficinas de dança contemporânea. Também participaram dos momentos de formação com os integrantes, Mamour Ba, com canto, dança e percussão da África; o percussionista Carlinhos Oxóssi, com oficinas sobre os ritmos da tradição religiosa afro-brasileira; Marquinho do grupo Encaixa Couro, sobre brincadeiras de roda e o batuque; Mestre João Bosco, com oficinas de capoeira angola e dança afro-brasileira, e Evandro Nunes, do Teatro Negro e Atitude, na preparação cênica.  

 

Sobre a Cia. Baobá

Criada em 1999, por Júnia Bertolino junto com o também bailarino e coreógrafo William Silva e o músico Jorge Áfrika, a Cia. Baobá de Arte Africana e Afro-brasileira surgiu para resgatar no cenário das artes cênicas de Belo Horizonte a representação e valorização das matrizes africanas presentes na identidade do povo brasileiro, retratados através da dança, música, poesia e teatro, a partir de pesquisas sobre a presença dessas matrizes no caldeirão da cultura nacional. Este ano Cia. Baobá completará dez anos de estrada e apresentar seu novo espetáculo de dança, intitulado “Ancestralidade: Herança do Corpo”. Concebido, dirigido e coreografado por Júnia Bertolino e direção cênica Evandros Nunes, sendo  que  o  primeiro  trabalho  da  Cia  é o  espetáculo Quebrando o Silêncio.  

 

Sobre Júnia Bertolino            

Com formação em comunicação social (jornalismo) e Antropologia com especialização em Estudos Africanos e Afro-brasileiro, Júnia iniciou-se na dança afro em 1995, no Centro Cultural da UFMG com o professor Evandro Passos, criador da Cia. de Dança Afro-brasileira Bataka. Nessa época, foi convidada para ser uma das bailarinas da Bataka, a primeira companhia a que pertenceu, com a qual viajou para apresentações na Itália, durante o Festival Internazionale del Folklore, em Roma. Foi bailarina convidada dos espetáculos “Brasil Mestiço” (1996) e “Kizomba – 500 anos”, da Cia. Danç’Arte de Marlene Silva.            

Em 1997, passou a integrar a Cia. de Arte Primitiva, dirigida pelo Mestre João Bosco, com quem aprimorou sua técnica na dança. Até que em 1999, fundou junto com Jorge Áfrika e William Silva a Cia. Baobá de Arte Africana e Afro-brasileira.            

Dentre muitas apresentações e espetáculos, em 2007, Júnia foi convidada para integrar o Coletivo Afro Minas, criado pelo bailarino Rui Moreira, para montar e encenar no Verão Arte Contemporânea o espetáculo “Thiossan” (na tradução em wolof quer dizer “tradição”), dirigido por Mamour Ba, em que dividiu palco com o próprio Rui e o Mestre João Bosco, com trilha do grupo Conexão Tribal African Beat, de Mamour. No cinema, destacam-se as participações nos filmes “Uma Onda No Ar” (2001), de Helvécio Ratton, e “Vinho de Rosas” (2003), de Elza Cataldo. No teatro, participou das peças “Besouro Cordão de Ouro” (2007), de João das Neves, e do espetáculo montado na 4ª edição do Festival de Arte Negra (FAN) pelo Coletivo FAN da Cena, intitulado “Árvore do Esquecimento”, dirigido por Grace Passô, Luis de Abreu e Jessé de Oliveira. Atualmente  faz parte da Diretoria de Arte do NEGRARIA – Coletivo de Artistas Negros/as.  

 

Ficha técnica:  

 

“Ancestralidade: Herança do Corpo”, da Cia. Baobá de Arte Africana e Afro-brasileira

Direção geral e coreografia: Júnia Bertolino

Direção Cênica: Evandro Nunes

Direção musical: Mamour Ba

Consultoria artística: Rui Moreira

Preparação corporal: Mestre João Bosco

Figurino: Marcial Ávila e Lu Silva

Cenário: Luciana dos Santos

Iluminação: Geraldo Otaviano

Cabelos e maquiagem: Dora Alves, Marisa Veloso e Lú Santana

Registro fotográfico e audiovisual: Netun Lima, Renata Mey e João Álvaro

Elenco: Júnia Bertolino, William Silva, Fred Santos, Alex Diego Tamborilar, Eric Delo, Jander Ribeiro, Evandro Nunes, Lu Santana, Lu Silva, Andréia Pereira, Gaya Dandara Campos, Gabriela Rosário, Camila Rievers,  Gilmara Guimarães e Marisa Veloso.

Elenco convidado: Mestre João Bosco

Músicos convidados: Mamour Ba e Cheikh Ba  

 

Serviços:

Espetáculos:  quebrando  o   silêncio  e  “Ancestralidade: Herança do Corpo”, da Cia. Baobá de Arte Africana e Afro-brasileira

 

Contato para show e informações: (31) 99176762  ou  3467-6762  

[email protected]   [email protected]   

site: http://www.myspace.com/ciabaoba

 

Bailarinos do Axé são convidados da Quinta da Dança

Crianças e adolescentes que integram o Projeto Axé Capoeira, serão a próxima atração do Quinta da Dança, projeto semanal na programação permanente do Pelourinho Cultural. A apresentação será na quinta-feira, dia 13, às 20h, no Largo Pedro Archanjo, sob a direção de Ivete Ramos da Cia. de Dança Gicá do Projeto Axé.

Intitulado Da Rua para a Lua terá, o espetáculo que será mostrado conta com a participação da Orquestra de Berimbau, formada por membros do Axé Capoeira com a supervisão de Gui Alcântara e sob a regência de Sylvia Britto.

O coreógrafo Eduardo Vieira reservou, ainda, uma mostra performática com alunos do projeto e a participação criativa de bailarinos da Escola de Dança do Axé Capoeira. Também a Cia. de Dança Gicá do Projeto Axé, titular do espetáculo, preparou três coreografias exclusivas para o Projeto Quinta da Dança, realizado em parceria com a Fundação Cultural do Estado da Bahia.

A noite contará com as apresentações das coreografias de Ivete Ramos, Nordeste Derradeiro e Capoeira Bicho. Para o encerramento, será encenada a performance que dá nome ao espetáculo, Da Rua para a Lua, coreografia de Marcelo Moacir, adaptada por Ivete Ramos.

Fonte: http://www.atarde.com.br

Capoeira é luta de bailarino, é dança de gladiador!

DanceBrazil é uma Cia de dança composta por artistas de diferente formação: reúne profissionais de dança e profissionais de capoeira.

Foi fundada em 1977 em New York e em 1993 mudou para Salvador com objetivo de manter um contato mais forte com suas origens para depois traduzi-las no palco em uma linguagem contemporânea e expressiva.

Os trabalhos do coreógrafo e Mestre de capoeira, mais conhecido como Mestre Jelon, tem uma forte influencia da capoeira e se tornam uma mistura bem interessante de dança e de acrobacias típicas da capoeira.

Ritmos é o trabalho mais recente da Cia, no palco se misturam os rimos tradicionais brasileiros entre os quais samba e capoeira, tocados ao vivo pôr músicos baianos.

A tournée já foi pra varias cidades dos EUA e voltará em agosto em New York.
Nesse ano de 2008 Mestre Jelon foi reconhecido como “Patrimônio Nacional”, recebendo o premio “Tesouro Nacional” do National Endowment for the Arts.

Essa homenagem as artes tradicionais premia artistas que se destacam para sua excelência e sua contribuição ao patrimônio artístico da nação.

Por: Raphael Silva de Novaes (Graduado Fogo)

Como foi participar da montagem de um espetáculo?

Participei da criação de alguns espetáculos, como: “Retratos da Bahia” 2005, ”Desafio” 2006, “Ritual” 2007 e “Ritmos“ que foi criado recentemente em 2008.
É sempre bom ter a experiência de estar participando de novos espetáculos e novas criações, pois a coreografia acaba vestindo na gente e ficando natural do nosso corpo.
Nunca é fácil!

É sempre um trabalho intenso, sutil e bem elaborado para obter bons resultados, para isso a capoeira me ajudou com a disciplina, a concentração e o trabalho do corpo.
Vivo uma experiência única, pois incluir a capoeira em uma outra área é muito interessante.
Por min o mais importante é manter a raiz e a essência da capoeira sempre viva, ou seja, continuar sendo capoeirista em todo momento!

Por: Paulo Edson da Silva (prof. Chuvisco)

Como vive o fato de ser um capoeirista dentro de uma Cia de dança?

A experiência tem sido boa e valida. Meu inicio foi muito difícil por não ter no meu corpo a linguagem da dança (contemporânea, moderna, balê ou afro). Mas essa fase com tempo passou, porque fui adquirindo conhecimentos através das aulas de dança que temos que fazer todos os dias antes dos ensaios. Paralelamente as minhas dificuldades com a dança, vi os dançarinos passando pelo mesmo processo que passei mas com a Capoeira. Como a dança foi muito difícil para min, a Capoeira foi para os dançarinos que estavam entrando na mesma época no DanceBrazil.

Como foi seu encontro com a dança?

Em 2002 ao reencontrar o mestre Jelon (hoje meu mestre), em Goiânia, no evento de Capoeira, fui convidado para ir a Salvador para participar de umas aulas de dança com o DanceBrazil.
Ele queria ver como eu assimilava movimentos de dança com capoeira. Confesso que no inicio não fui tão bem, mas o mestre acreditou em min dizendo que eu precisava de muito trabalho para mudar meu corpo. Então, continuei indo a Salvador por dois anos para participar dos ensaios e continuar meus treinos de dança com o DanceBrazil. Depois de três anos indo e voltando a Bahia entrei no DanceBrazil (2005) para participar da minha primeira tournée nos EUA, com a coreografia "Retratos da Bahia" de autoria do mestre Jelon. Mas infelizmente, meu visto foi negado e só consegui viajar em 2006 participando de "Retratos da Bahia” e "Desafio".

DanceBrazilComo é processo de formação do show ?

A única experiência que tenho com dança é com o DanceBrazil.
O mestre sempre nós da espaço para ajuda-lo com idéias de movimentos. E agora sou o professor de Capoeira do DanceBrazil portanto tenho uma grande responsabilidade: ensinar capoeira para os dançarinos e trazer movimentos novos para que sejam explorados por eles dentro do trabalho que está sendo criado.

A idéia sempre vem do mestre: ele que escolhe o tema, sempre que termina uma coreografia já está falando de outra!

O processo de criação do mestre é muito interessante: a primeira semana ele faz muitos laboratórios com os dançarinos e capoeiristas usando os movimentos de dança e da capoeira. Para ele, tudo tem que fazer sentido, os movimentos não podem simplesmente só ser “um movimento”: eles tem que significar algo dentro do tema que ele visualizando.
Por exemplo o balé "Ritmos" mostra exatamente o que Dias Gomes fala na poesia dele "…simbiose perfeita de força e ritmo, poesia e agilidade, única em que os movimentos são comandados pela música e pelo canto…"

Para o mestre criatividade é como uma estrada, onde nela viajamos com destino á perfeição.
A Capoeira e a dança percorrem um caminho diferente, pra chegar, no final, ao mesmo lugar!

(Fotos gentilmente cedidas por Mestre Jelon)

Maiores informações sobre show:

[email protected]

Buffalo Dance Festival
http://www.buffalo.edu/community/ub_on_the_green.html

Central Park SummerStage
http://www.summerstage.org/index1.aspx?BD=20534

Santa Fé, New Mexico
http://www.aspensantafeballet.com/3/3d.html

Aspen Dance Festival
http://www.aspensantafeballet.com/3/3d.html

V Batizado e Troca de Cordas – Cia Pernas Pro Ar

 

V Batizado e Troca de Cordas – Cia Pernas Pro Ar

 
 

data:

sábado, 4 de junho de 2005

hora:

16:00

local:

Rainha da Sucata

cidade:

Belo Horizonte 

 

 

 

-> 19:00
– Oficina de Capoeira Angola c/ Treneu Pretinho
Local: Sede
 
03/06/05
-> 18:00
– III Festival de Musica de Capoeira
– Roda
Local: Sede
 
04/06/05
-> 9:00
– Work Shop c/ Prof. Busca Longe (São Paulo)
Local: Sede
-> 16:00
– V Batizado e Troca de Cordas
Local: Rainha da Sucata
-> 21:00
– Forro e Samba Rock
 
05/06/05
-> 10:00
– Roda
Local: Praça da Prefeitura – Pedro Leopoldo


Endereço:
Sede: R. Judith Binati 63A, Liberdade, BH
Rainha da Sucata: Praça da Liberdade, BH