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Tocantins: Projeto “Jogando Capoeira Angola – Quebrando Preconceitos”

Tocantins: Projeto “Jogando Capoeira Angola – Quebrando Preconceitos”

No Tocantins, capoeira é usada para quebrar preconceito racial

 

O projeto “Jogando Capoeira Angola – Quebrando Preconceitos” é desenvolvido desde dezembro do ano passado no campus de Miracema, da Universidade Federal do Tocantins. O objetivo é utilizar a prática da capoeira como forma de conscientização, combate e superação do racismo e do preconceito étnico e racial.

 

Confira os detalhes na matéria deViviane Goulart

Rádio Difusora 96 FM – Radioagência Nacional

 


Projeto estimula reflexão sobre preconceitos raciais por meio da prática de capoeira

Promover a reflexão e a superação das práticas e ações que configuram racismo, marginalização e preconceitos étnico-raciais através da prática de capoeira. Essa é motivação maior do projeto “Jogando capoeira angola, Quebrando preconceitos”, uma ação de extensão organizada pelos professores Francisco Gonçalves e Rafael Matos, do colegiado de Pedagogia câmpus da UFT em Miracema, em parceria com o aluno e professor de capoeira Diego Alves.

Iniciada em dezembro de 2016, a Aliás, a iniciativa teve participação decisiva do professor Alves, que é aluno do primeiro período de Pedagogia, e que já tinha experiência na prática de Capoeira Angola. Observou-se, durante discussões no Câmpus, que não havia nenhuma atividade de extensão lúdica, com poder pedagógico e reflexivo, principalmente voltado para diminuição dos impactos diários do preconceito racial, e que agregasse as comunidades acadêmica e externa. A Capoeira Angola aparece como uma nova experiência para o debate.

Segundo o professor Rafael Matos, a “roda de capoeira” é reconhecida como patrimônio histórico e cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e faz parte da nossa identidade. Além disso, a capoeira é uma performance cultural e prática ritual que envolve muitos elementos e sentidos.  O professor destaca a importância do projeto na UFT. “Ao oferecer essa prática, a UFT cumpre seu papel enquanto instituição de ensino, tendo em vista que tal atividade articula o tripé acadêmico (ensino, pesquisa e extensão) e possibilita a prática gratuita de uma atividade secular que possibilita uma consciência corporal, histórica e cultural, com forte caráter pedagógico”, afirma.

 

Atividade física, capoeira e música

As atividades são divididas em três momentos: o alongamento do corpo, que permite o exercício, o jogo da capoeira em si, e, por fim, o manuseio dos instrumentos musicais próprios da capoeira angola. Os professores participam e estimulam os alunos na prática e na participação no projeto de extensão.

O “Jogando capoeira angola, Quebrando preconceitos” é gratuito e aberto para a comunidade de Miracema, Tocantínia e cidades do entorno, e também para a comunidade acadêmica (alunos e servidores) do câmpus. Essa primeira turma vai até abril, com 30 vagas preenchidas. Mesmo com a turma completa, os interessados podem se inscrever junto à coordenação de Pedagogia ou com algum dos organizadores, caso algum dos participantes, eventualmente, desista.

O professor Gonçalves faz uma avaliação do andamento do projeto. “O ‘Jogando capoeira angola, Quebrando preconceitos’ foi recebido de forma muito positiva na comunidade e tem fomentado um debate étnico-racial forte, bem como permitido a vivência de novos valores por parte dos participantes”, declara. Ao final do primeiro ciclo, será feita uma avaliação, com os pontos positivos e negativos do projeto de extensão, para a melhoria da iniciativa, e então é aberto um novo ciclo e as suas inscrições.

 

http://ww2.uft.edu.br/

Por Paulo Teodoro e Samuel Lima

 

A Capoeira na R.D.C

A Capoeira na R.D.C

 

Uma imersão no universo da Capoeira como um instrumento para a promoção da paz em áreas de conflito como em Kivu do Norte, na República Democrática do Congo.

 

A iniciativa é liderada pelo Governo do Brasil e do Canadá, UNICEF e AMADE-Mondiale e aborda a autoconfiança e a autoestima entre as crianças e suas famílias. O objetivo é o de reduzir as desigualdades e ajudar a curar traumas. Em um país devastado pela guerra de origens étnicas e mergulhado em interesses comerciais, é crucial reconstruir os laços comunitários e restaurar uma cultura de paz.

 
Duas vezes por semana, meninas no Hospital Heal Africa, no centro de Goma, aprendem a jogar Capoeira. Meninos no Centro de Trânsito e Orientação (CTO) CAJED também praticam esta arte marcial. O CTO é um espaço que ajuda para a reintegração social de crianças que foram vítimas de violência e recentemente desmobilizados de grupos armados.Tanto o hospital Heal Africa como o CTO CAJED são parceiros da UNICEF.

Com a prática, vem a auto-confiança, o fortalecimento emocional, a construção de laços comunitários, a superação de diferenças de gênero, a redução de desigualdades e a cura de traumas.

RDC

 

R.D. Congo: O maior país na África subsaariana

O conflito terminou oficialmente em 2002, mas este país devastado pela guerra na Região dos Grandes Lagos, na África Central, vive enormes desafios para curar os traumas gerados pelos conflitos armados que se perpetuam até os dias de hoje.

6 milhões de pessoas perderam suas vidas. Mais de 1 milhão foram deslocadas. As terras abundantes, água, biodiversidade e minerais subjugam a R.D.C alimentando tensões de longa data.

Apesar de ser um dos mais ricos países em minerais como diamantes, ouro, cobre, cobalto e zinco, a R.D.C figura na lista dos países menos desenvolvidos. O legado de anos de atrocidades, instabilidade e violência generalizada resultou em mais da metade da população vivendo abaixo da linha da pobreza.

A cada 5 minutos, 4 mulheres são vítimas de estupro. Dados da ONU indicam que mais de 200.000 mulheres e crianças congolesas foram vítimas de violência sexual.

O conflito gerou um êxodo em massa. 1,7 milhões de pessoas foram deslocadas (OCHA, Junho, 2016)

Muitas famílias tiveram que fugir de suas casas para buscar um lugar seguro.

 

Impacto social

 

“A Capoeira ajudou a que eu me erguesse novamente e é importante para que meninas que passam dificuldades, assim como eu, saibam que nem toda esperança está perdida” , disse Nadia, uma adolescente de 17 anos.

 
Este foi um depoimento dado pela jovem e publicado em Ponabana, um blog de jovens escritores congoleses. 

Nadia engravidou após sofrer violência sexual em um bairro em Goma. Ela encontrou na Capoeira um espaço seguro para libertar a sua mente e ganhar força psicológica. Estórias como a de Nadia se proliferam entre meninas e meninos beneficiados pela Capoeira.

 

Proposta de reportagem

 

Uma imersão no universo da Capoeira brasileira na R.D.C.

 
Durante cerca de vinte dias, a dupla formada pela jornalista luso-brasileira Fabíola Ortiz e pelo fotógrafo e videomaker Flavio Forner visitará localidades em Goma onde o projeto “Capoeira pela Paz” é implementado.

Forner e Ortiz são profissionais que se dedicam a cobrir temas sociais e de direitos humanos em ambientes hostis.

Eles pretendem visitar o hospital Heal Africa que cuida de mulheres e meninas vítimas de violência e ainda conhecer o CTO CAJED que abriga meninos recém desmobilizados de grupos rebeldes armados.

FABÍOLA ORTIZ

fabiola.ortizsantos@gmail.com

+1 (301) 919 1594 (Whatsapp EUA)
+45 52 824 116 (celular Dinamarca)
skype: fabiola_ortiz

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FLAVIO FORNER

forner@gmail.com

+55 (11) 959 990 499 (celular Brasil)
skype: flavio_forner

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O que pensamos

 
Um jornalismo em profundidade é crucial para a garantia dos direitos humanos, civis e políticos. É uma ferramenta importante para assegurar o acesso à informação de interesse público.Forner e Ortiz acreditam no papel do jornalismo independente para o debate público, para transformar a realidade e manter na pauta as metas dos desenvolvimentos sustentáveis, pregados pela ONU para 2030.Percebemos que existe a necessidade de abordagens inovadoras e criativas no jornalismo a fim de reportar sobre temas de traumas e conflitos.

Uma informação responsável tem um papel importante para dissolver tensões, reduzir conflitos e contribuir para o processo de cura de situações traumáticas.O jornalismo independente pode atuar como um elemento unificador em uma sociedade polarizada e tem um papel fundamental na prevenção, gestão e resolução de conflitos.

LEIA MAIS:

https://www.facebook.com/capoeirapaix/

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Foto Capa: UN, Abel Kavanagh, Jan 2016. MONUSCO, Província de Katanga.Foto: Stefano Toscano

Taubaté: Capoeira na 3 ª idade – inscrições abertas

Projeto será promovido como uma forma de terapia para os idosos; também haverá atividade para crianças, jovens e adultos

Serão abertas nessa quinta-feira as inscrições para o projeto “Capoeira Angola adaptada para 3ª Idade”.

O programa será desenvolvido no Centro Cultural “Toninho Mendes”.

 

As inscrições podem ser feitas até o dia 13 de março, das 8h às 12h e das 13h às 17h, no próprio Centro Cultural, que fica na Praça Coronel Vitoriano, 1, Centro.

Para as inscrições os interessados devem levar RG, CPF, comprovante de endereço, uma foto 3×4 e atestado médico de aptidão para atividade física.

 

PROJETO/ O objetivo do projeto é adaptar a Capoeira Angola como forma de terapia, utilizando os elementos desta manifestação cultural afro-brasileira para melhorar a qualidade de vida dos idosos.

Serão utilizados exercícios funcionais com movimentos naturais do ser humano, como pular, correr, puxar, agachar, levantar, girar e empurrar. O praticante ganha força, equilíbrio, flexibilidade, condicionamento, resistência e agilidade.

A data de inicio das aulas e horários serão anunciados posteriormente.

 

FAIXA ETÁRIA/ Além do programa para idosos, a Capoeira Angola ainda irá atender crianças (a partir de dois anos), jovens e adultos.

As inscrições também começam nessa quinta e vão até dia 13, no Centro Cultural, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Os documentos exigidos para as inscrições são os mesmos para a 3ª idade.

A data para inicio das aulas e horários também serão anunciados posteriormente.

Mais informações pelo telefone: (12) 3621-6040.

 

Redação / Gazeta de Taubaté
redacao@gazetadetaubate.com.br

http://gazetadetaubate.com.br/

“Enculturando na Praça” levará cinema, dança e capoeira à comunidade do Carminha

Projeto da Casa da Cidadania

“Enculturando na Praça” levará cinema, dança e capoeira à comunidade do Carminha

Projeto da Casa da Cidadania pretende fortalecer políticas públicas de inclusão social e reduzir a criminalidade por meio da arte

A Casa da Cidadania, localizada no conjunto Carminha, vem despontando como um dos principais espaços de inclusão social, no complexo Benedito Bentes, em Maceió. Prova disso é o projeto ‘Enculturando na Praça’, que levará atividades como cinema, dança, capoeira, distribuição de lanches e palestras sobre direitos e deveres para toda a comunidade.

A ideia é fortalecer, por meio da arte e da cultura, a implementação de políticas públicas, promovida pela Casa da Cidadania, equipamento vinculado à Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev).

O projeto foi articulado na quinta-feira (9) após uma reunião com representantes de instituições parceiras da Casa da Cidadania, como a Escola Petrônio Viana, a Base Comunitária da PM, a Associação dos Moradores, a UBS Dídimo Otto, a Vivo Ambiental e o Conselho Tutelar.

O encontro serviu também para traçar metas e objetivos que possam beneficiar a população e contribuir com a redução dos índices de criminalidade na região. O Benedito Bentes é um dos seis territórios de maior vulnerabilidade social apontado pelos estudos do Observatório da Violência da Seprev.

O ‘Enculturando na Praça’ tem previsão de começar após o carnaval e acontecerá a cada 15 dias na praça recém-revitalizada pelos próprios moradores por meio do projeto Vivo a Praça.

Fonte: Agência Alagoas – http://www.alagoas24horas.com.br/

Capoeira ajuda a “Integrar Jovem na Sociedade”

Líder comunitário, Davison Coutinho discorre sobre a importância do esporte na inserção social de jovens moradores de favelas, em texto publicado pelo Jornal do Brasil. “A prática esportiva faz com que tenham uma melhor autoestima e se sintam capazes e integrados socialmente. O esporte, juntamente com a educação, evita que esse jovem tenha sua vida aliciada pelas vias do crime”, argumenta. O autor cita projetos bem-sucedidos como o grupo Acorda Capoeira e a escolinha de futebol de Condy Ximenes

Favela 247 – Membro da Comissão de Moradores da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, Davison Coutinho destaca a importância do esporte na integração na sociedade de crianças e jovens oriundos de favelas. Em artigo publicado na coluna Comunidade em Pauta, do Jornal do Brasil, na última quinta-feira (dia 19), o líder comunitário apresenta o trabalho sociocultural desenvolvido na Rocinha pelo grupo Acorda Capoeira, com mais de 60 participantes, e pela escolinha de futebol liderada pelo morador Condy Ximenes.

“A prática esportiva faz com que tenham uma melhor autoestima e se sintam capazes e integrados socialmente. Quando um jovem sente-se fracassado na busca por um emprego, ou no aprendizado escolar, representa uma porta aberta para os caminhos errados, e o esporte, juntamente com a educação, evita que esse jovem tenha sua vida aliciada pelas vias do crime, oferecendo um futuro mais digno e humano”, argumenta Coutinho.

 

Esporte e educação: caminhos para transformação e inclusão social

A educação que uma criança recebe em seus primeiros anos é um legado que é levado por toda sua vida. Cada ensinamento, por mais simples que seja, é a semente que irá brotar no coração dos futuros cidadãos de nossa sociedade. O esporte é um excelente caminho para a criança ocupar a mente e desenvolver o corpo. É essencial para o crescimento da criança como um todo. Uma criança que pratica esporte apende a trabalhar em equipe e compreende a importância do próximo no convívio social.

O esporte tem a capacidade de integrar crianças e jovens das comunidades na sociedade, transformar suas vidas e reduzir os preconceitos e estereótipos. A prática esportiva faz com que tenham uma melhor autoestima e se sintam capazes e integrados socialmente. Quando um jovem sente-se fracassado na busca por um emprego, ou no aprendizado escolar, representa uma porta aberta para os caminhos errados, e o esporte, juntamente com a educação, evita que esse jovem tenha sua vida aliciada pelas vias do crime, oferecendo um futuro mais digno e humano.

O grupo Acorda Capoeira desenvolve um trabalho sociocultural na Rocinha e em comunidades parceiras, desde sua formação em 2004. No entanto a capoeira já é ensinada as crianças da comunidade há mais de 30 anos pelo percussor e fundador do grupo Mestre Manel que chegou da Bahia, ainda jovem e despertou o afeto da criançada ensinando capoeira. As aulas acontecem na Escola Municipal Paula Brito, são mais de 60 participantes, muitos alunos já viraram multiplicadores desta ação e levaram a capoeira para outras comunidades e até mesmo para Noruega, China e Itália.

“Comecei dando aula no Centro Comunitário da Rua 02, há 34 anos e depois o projeto foi crescendo e indo para outros locais. Eu fazia muitas rodas no largo do Boiadeiro e quase toda galera da Rocinha foi meu aluno. Tenho alunos viajando para fora do Brasil, levando capoeira. Estou formando aqui professores e cidadãos para vida. A capoeira é uma riqueza para esses jovens, aqui ele aprende falar inglês, tocar instrumentos e aprendem nossa cultura. Meu sonho é poder ter uma sede aqui dentro para ministrar diversos cursos para criançada, com lanche e almoço, um espaço com diversos saberes”, diz Mestre Manel, fundador do Acorda Capoeira.

Entre os participantes mais antigos o grupo tem o mestrando Caixote que aprendeu a capoeira com o Mestre Manel há mais de 20 anos e hoje está a caminho de ser mestre na área. “Eu conheci a capoeira, aqui no local onde a gente treina, eu tinha oito anos, quando o mestre Manel fez um trabalho voluntário na escola… continuei treinando e estou com ele até os dias de hoje, são mais de 20 anos. Sou aluno que virou professor. Graças a Deus nosso trabalho vem sendo reconhecido não só no Brasil, mas em outros países. Com todo esforço do nosso trabalho a capoeira proporciona a esses jovens a disciplina, educação, saúde e incentiva o esporte”, diz mestrando Caixote do Grupo Acorda Capoeira.

A Escolinha de futebol liderada pelo morador Condy Ximenes também é um projeto esportivo que tem oferecido muitas oportunidades aos jovens da comunidade. São diversos os campeonatos e participações que os alunos fazem. O futebol promove uma integração entre jovens de diversas classes sociais, o que rola dentro do campo é algo único, onde o preconceito e as diferenças ficam de lado e dão lugar ao espirito esportivo, onde o trabalho em equipe é fundamental.

A libertação por meio do esporte e educação vem como resultado de um viver criativo e cheio de emoções, permitindo o esquecimento das grandes dificuldades, dando esperança ao amanhã. Quando se transforma o indivíduo através dessa associação, se muda o todo, permitindo assim que ele possa ampliar sua capacidade de percepção e potencializar seus conhecimentos.

O esporte não se limita apenas aos benefícios físicos em relação a saúde, sua potencialidade, pelo contrário ele ultrapassa e promove a construção social e o desenvolvimento do cidadão de maneira geral, melhorando seu convívio familiar, escolar e social. Então, vamos lá comunidade, vamos inscrever nossas crianças e jovens em projetos de esporte e educação para que tenham um futuro promissor.

*Davison Coutinho, 24 anos, nasceu e mora na Rocinha. Bacharel em Desenho Industrial, mestrando em Design, funcionário da PUC-Rio, membro da Comissão de Moradores da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, professor, escritor, designer e liderança comunitária

Jornal do Brasil

Escola utiliza capoeira como forma de incentivo ao esporte em Porto Calvo

Alunos realizaram um apresentação do jogo no pátio da escola.
Eles apresentaram ainda o que aprenderam sobre alimentação saudável.

Os alunos da Escola Municipal Domingos Fernandes Calabar, localizada no povoado Mangazala, na cidade de Porto Calvo, vem utilizando a capoeira como forma de incentivo ao esporte. Como parte do projeto ALTV na Sala de Aula, os estudantes realizaram uma apresentação no pátio da escola e apresentaram o que aprenderam sobre a importância de uma alimentação saudável.

Para montar o grupo de capoeira existente hoje na escola, os professores convidaram um mestre. Como a escola fica localizada em uma comunidade remanescente de quilombolas, os elementos que remetem a origem do jogo estão por todos os lados. Já a apresentação, realizada no pátio da escola, contou com a presença dos alunos de ensino fundamental.

“No início ninguém queria fazer, mas com o tempo fomos aprimorando. A capoeira não é só um prática esportiva, mas também uma filosofia de vida.” conta o aluno Jadson Oliveira. Segundo a coordenadora Magda Vanderlei, a ideia era trazer a identidade local à tona junto a prática de exercícios. “Trouxemos também os pais para dentro da escola e eles estão encantados com a participação de seus filhos neste projeto”, afirma Magda.

A prática tem deixado bons frutos entre os alunos da Educação de Jovens e Adultos, que também participam das aulas. “A capoeira é uma dança, não é para praticar o mal, apesar de ser uma luta. A capoeira também é educação, aprendi coisas boas com ela.” partilha o aluno José Márcio César.

Os alunos também apresentaram o que aprenderam sobre o papel das vitaminas e a importância de uma alimentação saudável. “Temos sempre que nos alimentar bem para praticar uma atividade física melhor”, diz um dos alunos. “Estamos aprendendo a importância de cada tipo de vitamina”, conta a aluna Vanessa Maria Gomes dos Santos, do 9º ano.

 

http://g1.globo.com/

Capoeira como Atividade de Reabilitação nos Presídios

Faltam mais de 250 mil vagas para presos no Brasil

Esse problema não é exclusivo de penitenciárias. Muitas delegacias também sofrem com a falta de espaço e o excesso de presos

A segunda parte da série Prisões Brasileiras – Um Retrato sem Retoques, do Repórter Brasil, da TV Brasil, mostra hoje (25) um grande número de pessoas em espaços muito pequenos. A superpopulação carcerária é um problema encontrado em todo o país. De acordo com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, o déficit de vagas no sistema penitenciário brasileiro chega a 256 mil.

Fábio Sá e Silva, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), explica que não é tarefa simples conseguir novas vagas para detentos no Brasil. Além do alto custo, é necessário enfrentar a rejeição da sociedade. “As cidades não querem receber presídios. Elas se mobilizam contra, os cidadãos pedem audiências públicas para rejeitar o projeto, o Ministério Público entra com Ação Civil para que não seja construído o presídio”. De acordo com Douglas Martins, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), abrir uma vaga no sistema prisional custa em torno de R$ 40 mil.

Esse problema não é exclusivo de penitenciárias. Muitas delegacias também sofrem com a falta de espaço e o excesso de presos. No Paraná, por exemplo, as delegacias abrigam 10.600 pessoas em  4.400 vagas. Curiosamente, sobram cerca de mil vagas nos presídios do estado.

Uma das sugestões para desafogar os presídios é rever a punição de alguns crimes como, por exemplo, o uso de drogas. A subprocuradora-geral da República, Ela Wiecko, defende essa alternativa. “Todo mundo pratica crimes, mesmo pequenos, em algum momento da vida. Ninguém pode dizer ‘eu nunca cometi’ alguma coisa que, lá no Código Penal, não conste como crime ou tenha constado. Um exemplo é o adultério, que estava no Código algum tempo atrás”.

Atualmente, a remissão da pena é uma das formas de tirar o preso da cadeia antes do tempo. Condenados trabalham ou estudam enquanto reduzem dias de suas penas. “O colégio está me fornecendo remissão de pena. É como se eu fosse estudar dois dias e ganhar um. Um dia fora desse lugar é muito bom”, diz um detento do presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros, no Recife.

Já o ex-dançarino Marcelo Andrade aprendeu a jogar capoeira na prisão e hoje dá aula para outros detentos. “Esses presos aqui poderiam estar trocando faca, fazendo rebelião, tentativa de fuga, matando outro, se destruindo nas drogas. Mas hoje estão aqui comigo, jogando capoeira”.

Amanhã (26), a série Prisões Brasileiras – Um Retrato sem Retoques vai mostrar outros problemas que provocam a superlotação dos presídios, bem como as alternativas usadas para diminuir o problema. A série vai ao ar no Repórter Brasil, às 21h.

Nova Iguaçu abre 100 vagas para aulas de capoeira

A Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Nova Iguaçu (Semel) abriu 100 novas vagas para aulas de capoeira, promovidas através do Programa Esporte na Vila. As aulas são gratuitas e acontecem duas vezes por semana. Para se inscrever é preciso apresentar certidão de nascimento ou identidade, declaração escolar, uma foto 3×4 e atestado médico, na secretaria administrativa da Vila Olímpica, na Rua Luís de Lima, 288, Centro, das 9h às 17h.

Crianças com idade a partir de três anos podem participar. As aulas acontecem as terças, quintas e sábados, ministradas pelo professor de educação física e mestre de capoeira Carlos Eduardo Alves Gomes, conhecido como Chumbinho. “Com as novas vagas que estamos oferecendo, a capoeira será a modalidade com maior número de inscritos no Projeto Esporte na Vila”, disse Adriano Santos, secretário municipal de Esporte e Lazer.

O Projeto Esporte na Vila, que tem mais de mil alunos inscritos, já revelou atletas para o esporte brasileiro, como o judoca Sebastian Pereira e a ex-capitã da seleção brasileira de handebol, Lucila Vianna. Além das aulas de capoeira, há outras atividades esportivas como: atletismo, ginástica, basquete, vôlei, futsal, handebol, futebol, karatê, tênis de mesa e judô. Mais informações podem ser feitas através do telefone: 2669-5744.

 

Fonte: http://www.baixadafacil.com.br/

Capoterapia oferece 2,5 mil vagas para idosos no DF e no Entorno

Estão abertas 2,5 mil vagas gratuitas para Capoterapia, terapia que adapta capoeira a pessoas da 3ª idade, em 25 locais do DF e do Entorno. As atividades são realizadas por professores voluntários(confira os locais).

Atividades são gratuitas e realizadas por professores voluntários.
Diferença para a capoeira tradicional está no ritmo e na intensidade.

Uma das diferenças da capoeira tradicional para esse novo método está no ritmo e na intensidade. Assim como na capoeira, na capoterapia há a ginga, movimento tradicional da capoeira, e os alunos têm pequenas noções da esquiva, que é o ato de se desviar de um golpe. No entanto, não há saltos nem golpes mais contundentes.

A atividade também é indicada para cegos, pessoas com deficiência mental e cadeirantes. Já quem tem doença cardíaca deve evitá-la.

De acordo com o grupo, que divulga as atividades em um site, as vantagens para idosos são a diminuição da dependência química de remédios para hipertensão, diabetes, colesterol e a recuperação do vigor e ampliação da força e tonicidade muscular. Além disso, faz integração social e amplia o círculo de amizades.

Fonte: http://g1.globo.com/

MS: Professor de Campo Grande ensina a capoeira em projeto comunitário

Professor de Campo Grande ensina a capoeira em projeto comunitário

Por meio da luta, capoeirista superou infância difícil.

Josimar de Araújo começou a dar aulas de capoeira aos 16 anos. A luta o fez superar uma infância difícil e agora, aos 37 anos, tenta devolver à comunidade, por meio de projetos sociais, os benefícios que o esporte trouxe para ele. Além do trabalho comunitário, desenvolveu ainda técnicas para ensinar a modalidade a pessoas com deficiência.

Campanhas, projetos e ações solidárias como essa são tema de uma série que está sendo exibida durante a semana pela TV Morena. Um assunto comum que inspira nessa época de Natal: a generosidade. Exemplos de quem ajuda pedindo nada em troca.

O resultado de anos de trabalho em prol do próximo foi colocado em um livro publicado em mais de 20 países. “Chega em uma quadra como essa, você não vê quem é rico ou quem é pobre, quem tem dinheiro e quem não tem. Vê um monte de gente de abadá, com a corda na cintura e descalço”, fala o professor.

E quem participa das ações desenvolvidas por Josimar sabe bem sobre a importância da capoeira.

Adelaide Negrão, por exemplo, perdeu a visão na infância por conta de um erro médico. Hoje, aos 59 anos, pratica o esporte com o professor há sete anos.”Através da capoeira eu consegui me libertar, tanto para falar, como para agir. Adquiri uma confiança muito grande”, diz.

Fonte: http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul