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Lançamento 2ª edição do livro “Mestres e capoeiras famosos da Bahia” – Pedro Abib

Mestres e capoeiras famosos da Bahia (2ª edição), de Pedro Abib, no Lançamento Coletivo EDUFBA – Abril de 2013

Realizado através de pesquisa coordenada por Pedro Abib, Mestres e capoeiras famosos da Bahia é um dos livros que compõe a programação do Lançamento Coletivo EDUFBA – Abril de 2013. Dando continuidade às comemorações dos 20 anos da Editora, o lançamento coletivo deste mês acontecerá no auditório da Faculdade de Comunicação (FACOM-UFBA), das 17h30 às 20h30, no dia 02 de abril. Além de sessão de autógrafos, o evento contará com uma mesa-redonda, na qual autores e organizadores poderão interagir com o público. O acesso é gratuito.

“Sem a lembrança dos antepassados (serão ancestrais?), a capoeira não tem (en)canto”, afirma Frederico José de Abreu no prefácio da obra, e tal lembrança é a principal característica do livro. Ao longo de seus capítulos, são trazidos diversos nomes de importantes mestres para a história da capoeira baiana, como Besouro, Bimba, Pastinha, Bobó, Ferrerinha de Santo Amaro, entre outros.

O livro é resultado das pesquisas realizadas pelo Grupo MEL – Mídia, Memória, Educação e Lazer da Faculdade de Educação da UFBA. Atualmente, Pedro Abib é coordenador do Grupo GRIÔ: Culturas Populares, Diásporas Africanas e Educação, da Faculdade de Educação da UFBA

 

Serviço

O quê: Lançamento Coletivo EDUFBA – Abril de 2013

Quando: 02 de abril, terça-feira, das 17h30 às 20h30

Onde: Auditório da Faculdade de Comunicação – UFBA (Campus Ondina, Rua Barão de Jeremoabo, s/n, Ondina – Salvador, Bahia)

Quanto: entrada gratuita

 

Informações adicionais sobre o livro

ISBN: 978-85-232-0562-1

Ano: 2013

Área: Artes cênicas e recreativas; esportes

Número de páginas: 188 p.

Formato: 17 x 24 cm

Preço de lançamento: R$ 30,00

 

Daniele Marques
Assessoria de Comunicação
Editora da Universidade Federal da Bahia

A roda em rede: a capoeira em ambientes digitais

Pesquisa de mestrado realizada no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da ECA-USP

Objetivos e perguntas da pesquisa

Esta pesquisa tem como objetivo principal investigar a influência da mídia digital nos processos de reprodução e transformação de culturas tradicionais contemporâneas. Para a realização do estudo, escolhemos um objeto específico e pouco convencional, quando se trata de um estudo no âmbito das ciências da comunicação: a capoeira na mídia digital, ou melhor, a capoeira como uma forma cultural contemporânea, digital e em rede.

A escolha desse objeto encontra suas motivações, por um lado, na experiência nativa da pesquisadora enquanto capoeirista e, por outro, por algumas percepções que orientam nosso entendimento sobre a importância desta pesquisa – para a capoeira, para a cultura e para a comunicação.

Primeiramente, uma percepção da multiplicação exponencial de conteúdos sobre capoeira na rede, alimentados descentralizadamente por capoeiristas do mundo todo. Uma simples pesquisa no buscador do Google pelas palavras “capoeira” e “berimbau” é capaz de encontrar, respectivamente, 24.6 milhões e 2 milhões de resultados, entre páginas, sites, fotos e vídeos (busca realizada em 13 de outubro de 2011).

Essa profusão de conteúdos multimídia sobre capoeira compõe um mosaico de idiomas de

todo o mundo, quase sempre misturados à sua língua “materna”. Entre textos escritos em idiomas a nós indecifráveis, como o polonês ou o japonês, saltam vocábulos familiares como “capoeira”, “roda”, “ginga”, “berimbau”, “mandinga” e “axé”.

A capoeira tem se demonstrado capaz de adaptar-se e recombinar-se de maneira a driblar

diferenças culturais impressionantes e conquistar novos territórios, sendo capaz de traduzir-se de maneiras variadas e adotar discursos e significados que dialoguem com os tempos atuais. É uma excelente representante das culturas locais-globais em deslocamento que constituem a base da experiência cultural na contemporaneidade.

Além disso, a capoeira nos parece um excelente objeto para tentarmos responder à pergunta central da pesquisa: a mídia é novo local da cultura na contemporaneidade? Não concebemos a disseminação mundial da capoeira e de outras expressões culturais como um processo separado ou independente de sua presença nos ecossistemas midiáticos por onde circulam as informações, a linguagem e o imaginário globais, mas sim como processos intrínsecos.

Por fim, procuraremos investigar quais são os processos de transformação e de tradução

cultural pelos quais passa a capoeira a partir da multiplicação dos “outros culturais” com os quais estabelece novos diálogos no oceano informativo digital – uma espécie de Atlântico Negro expandido, global e desterritorializado.

 

 

Sobre o Trabalho

diário da pesquisa de mestrado que estou realizando no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM) da ECA-USP. É um espaço para organizar as informações, registrar as reflexões e também compartilhar as glórias e agruras do cotidiano de pesquisadora.

Sou pesquisadora de comunicação digital do Centro de Pesquisa Atopos (ECA-USP) desde 2005, e capoeirista do grupo Projete Liberdade Capoeira desde 2002. Da combinação destas duas paixões aparentemente distantes, surgiu meu tema de pesquisa: a capoeira na Web.

O objetivo da minha pesquisa é investigar as transformações nos processos de transformação e reprodução cultural da capoeira a partir da sua inserção nos ambientes digitais online, levando em conta especialmente as mudanças que eles operam na relação dos agentes com o saber da cultura, cada vez mais colocado em rede e na rede.

Como esse saber é traduzido e como se criam estratégias para transmiti-lo a outras culturas não tradicionalmente envolvidas neste diálogo, também é uma questão que tentarei explorar.

 

Quem sou eu: Mariana Marchesi

Mestranda do Programa de Pós-graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM) da ECA-USP (2010), na linha de pesquisa Comunicação e Ambiências em Redes Digitais. Graduada em Publicidade e Propaganda pela Universidade de São Paulo (2008). Sou pesquisadora do Centro de Pesquisa ATOPOS, da ECA-USP (2005). Além disso, sou capoeirista do grupo Projete Liberdade Capoeira, do Mestre Gladson, desde 2002.

 

Lattes: http://lattes.cnpq.br/5239039793774206

Twitter: @nanamarchesi

Email: nanamarchesi@usp.br

Site: http://mestrado2010.wordpress.com/

Capoeira encanta crianças sul-africanas

Casa Brasil, espaço de promoção na Copa de 2010, oferece oficina de capoeira para estudantes de Joanesburgo na tarde desta segunda-feira (5/7)

Os alunos da escola Orange Farm, de Joanesburgo, tiveram aulas de capoeira no espaço de promoção do Brasil na Copa de 2010. Cerca de 40 crianças sul-africanas participaram da oficina para aprender um pouco mais sobre a cultura brasileira durante a tarde desta segunda-feira (5). Depois da aula, as crianças fizeram um passeio para conhecer os espaços da Casa Brasil.

A iniciativa de integração da juventude sul-africana com a cultura brasileira por meio de visitas à Casa Brasil é resultado de uma parceria da representação brasileira da Copa com o Departamento de Desporto, Lazer, Arte e Cultura de Gauteng e o grupo Conquest For Life. Cerca de 600 sul-africanos destas organizações são esperados para visitar o espaço, que vai até o dia 11 de julho.

Os jovens estão comparecendo ao local em pequenos grupos, para que possam receber atenção especial. A visita pelas regiões brasileiras e pelos chamados “cubos” (cada um representa um elemento da cultura do país) é feita com a presença de um guia. No local, as pessoas também são seduzidas pela cozinha tradicional brasileira, além de terem acesso a uma sala de jogos.

A  Casa Brasil é uma parceria entre os Ministérios do Esporte, do Turismo, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, da Ciência e Tecnologia e das Relações Exteriores, Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência da República), o Comitê Organizador Local da Copa Fifa de 2014 no Brasil e as doze cidades sede brasileiras.

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Colegiados Setoriais de Culturas Indígenas e Culturas Populares têm primeira reunião

Os Colegiados Setoriais de Culturas Indígenas e Culturas Populares, instâncias de representação da sociedade civil no âmbito do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), cujos membros foram eleitos na etapa setorial da II Conferência Nacional de Cultura, no início de março, em Brasília, estarão reunidos, pela primeira vez, no próximo dia 6. O Encontro será realizado na Academia de Tênis, em Brasília, e contará com a presença do ministro da Cultura, Juca Ferreira, na cerimônia de abertura, às 10 horas.

No período da manhã, os colegiados dos dois segmentos, beneficiados com ações da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID) do Ministério da Cultura, participam de uma Plenária Geral junto com os membros dos outros seis colegiados existentes. No período da tarde, serão realizadas as reuniões de cada um dos segmentos, separadamente.

No encontro, os 15 titulares da sociedade civil e os 5 do governo federal elegerão o seu representante para o plenário do CNPC, discutirão as propostas iniciais para o Plano Setorial de cada segmento e aprovarão a agenda de ações dos colegiados para o ano de 2010.

Nos dias 7 e 8, os eleitos como representantes dos Colegiados de Culturas Populares e Culturas Indígenas para o plenário do CNPC participam da reunião geral deste Conselho, além dos outros membros, que também foram convidados para esta ocasião.

(Heli Espíndola-Comunicação/SID)

Fotos: Membros eleitos do Colegiado de Culturas Indígenas e de Culturas Populares

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Dia Internacional da Língua Materna tem como objetivo principal a Promoção da Diversidade Cultural

Diversidade Cultural

O último dia 21 de fevereiro foi comemorado em todo o mundo como o Dia Internacional da Língua Materna. A data foi instituída em 1999, pela 30ª Sessão da Conferência Geral da UNESCO, com o objetivo de promover a diversidade e desenvolver uma consciência maior das tradições linguísticas e culturais baseadas na compreensão e no diálogo.

Dentro das comemorações previstas para o 11ª Jornada da Língua Materna, será realizado, na sede da UNESCO, em Paris, nos dias 22 e 23, o Simpósio Internacional sobre Tradução e Mediação Cultural.

A língua materna, aquela das primeiras palavras e da expressão do pensamento individual, é a base da história e da cultura de cada indivíduo. As línguas, com suas implicações complexas em termos de identidade, de comunicação, de integração social, de educação e de desenvolvimento, têm uma importância estratégica para os povos e para o planeta.

Devido aos processos de globalização, elas se encontram cada vez mais ameaçadas. Quando as línguas se extinguem, a diversidade cultural é reduzida, pois, com elas, perdem-se também perspectivas, tradições, memórias coletivas e modos únicos de pensamento e de expressão. Enfim, recursos preciosos para garantir um futuro melhor.

As línguas maternas e a coexistência pacífica

Para a diretora geral da UNESCO, Irina Bokova, nesse contexto, é preciso que os governos de todos os países estimulem o multilinguismo. “É fundamental o encorajamento de políticas linguísticas regionais e nacionais coerentes, que contribuam para uma utilização apropriada e harmoniosa das línguas no seio de uma comunidade e de um determinado país”, alerta Bokova. Segundo a diretora da UNESCO, tais políticas favorecem a adoção de medidas que permitam a cada comunidade de locutores utilizar sua língua materna no espaço público e no privado, dando aos locutores a possibilidade de aprender e de utilizar outras línguas locais, nacionais e internacionais.

“Essa 11a edição da Jornada se coloca no âmbito do Ano Internacional para a Aproximação das Culturas. As línguas são, por excelência, vetores de compreensão do outro e de tolerância. O respeito por todas as línguas é um fator chave para assegurar a coexistência pacífica, sem exclusão, das sociedades e, em seu seio, de todos os seus membros”, observa Bokova.

http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/02/latim2.jpgEla lembra ainda que, paralelamente, a aprendizagem das línguas estrangeiras e, por meio delas, a faculdade individual de utilizar várias línguas, constitui um fator de abertura para a diversidade, e de compreensão de outras culturas. Assim, ela deve ser promovida como um elemento constitutivo e estrutural da educação moderna.

“O multilinguismo, a aprendizagem das línguas estrangeiras e a tradução constituem três eixos estratégicos das políticas linguísticas de amanhã. Por ocasião desta 11ª edição da Jornada da língua materna, eu lanço um apelo à comunidade internacional para que a língua materna receba, em cada um desses três eixos, o lugar fundamental que lhe cabe, num espírito de respeito e de tolerância que abre caminho para a paz”, desafia a diretora geral da UNESCO.

No Brasil, a língua materna dos Indígenas

Embora o português seja a língua oficial no Brasil, há cerca de 180 outras línguas maternas faladas regularmente por povos indígenas brasileiros. O línguista e professor da Universidade de Brasília, Aryon Dall’Igna Rodrigues, que estabeleceu uma classificação das línguas indígenas faladas no Brasil, alerta, no entanto, que 87% das línguas indígenas estão ameaçadas de “morte” e encaixam-se na categoria de línguas com dez mil falantes ou menos. De acordo com os estudos realizados por ele, cerca de 1.300 línguas indígenas diferentes eram faladas no Brasil há 500 anos.

Segundo o professor da UnB, uma das alternativas para a sobrevivência das línguas maternas indígenas é incentivar o aprendizado das novas gerações. “Esse tem sido um esforço dos linguistas e professores por todo o Brasil. Hoje, existem mais de duas mil escolas que oferecem alfabetização bilíngue para as crianças índias”.

(Heli Espíndola-Comunicação/SID)

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Roda de Capoeira e Ofício dos Mestres de Capoeira

Roda de Capoeira poderá ser reconhecida como Patrimônio Cultural brasileiro
A prática e o conhecimento da manifestação devem ser reconhecidos como Patrimônio Cultural brasileiro

A Capoeira, arte que já sofreu intensa perseguição no Brasil, é a próxima manifestação candidata a Patrimônio Cultural brasileiro. O pedido de registro será apreciado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na reunião do dia 15 de julho, no Palácio Rio Branco, em Salvador.

A proposta prevê o registro da Roda de Capoeira, caracterizada como elemento estruturador e fundamental dessa manifestação, no Livro das Formas de Expressão. O processo de registro inclui, também, a inscrição do Ofício dos Mestres de Capoeira no Livro de Saberes.

Responsáveis pela divulgação desta atividade em mais de 150 países, os mestres terão, provavelmente, sua habilidade de ensino reconhecida. Cerca de 20 grupos baianos de Capoeira, juntamente com outros do Rio de Janeiro e do Recife, estarão em frente ao Palácio, se apresentando e aguardando o resultado da reunião.

Às 19h30, no Teatro Castro Alves, será aberta a exposição Na Roda da Capoeira, produzida a partir do inventário de referência cultural, realizado entre 2006 e 2007, para o registro da manifestação como Bem Cultural de Natureza Imaterial. Pinturas, esculturas em barro, instrumentos musicais, xilogravuras e folhetos de cordel compõem a mostra, que retrata o universo da Capoeira.

Em seguida, no mesmo local, haverá um grande evento em homenagem à Capoeira, oferecido pelo Ministério da Cultura, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Fundação Cultural Palmares e pelo Governo do Estado da Bahia. Já estão confirmadas as apresentações de Roberto Mendes e Marienne de Castro, baianos do Recôncavo, dos percussionistas Naná Vasconcelos, Wilson Café e Ramiro Musotto, além do mestre capoeirista Lourimbau.

Programação

15h – Palácio Rio Branco – Praça Tomé de Sousa, s/ nº, Centro

* Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan/MinC, no Salão dos Espelhos
* Apresentação de grupos de Capoeira, em frente ao Palácio Rio Branco

19h30 – Teatro Castro Alves – Praça 2 de Julho, s/ nº, Campo Grande

* Abertura da exposição Na Roda da Capoeira
* Apresentações de Roberto Mendes, Naná Vasconcelos, Wilson Café, Ramiro Musotto e Mestre Lourimbau, no Teatro Castro Alves

Informações à Imprensa

Assessoria de Comunicação do Iphan: (61) 3326-8014/6864 e ascom@iphan.gov.br, com Helena Brandi ou Carine Almeida.

Assessoria de Comunicação do MinC: (61) 3316-2240/2205 e redacao@minc.gov.br, com Márcio Bueno ou Carol Lobo.

* Publicado por Comunicação Social/MinC – http://www.cultura.gov.br/site/2008/07/10/aviso-de-pauta-32/

Memorial da Capoeira Pernambucana

A CAPOEIRA LIBERTÁRIA E REVOLUCIONÁRIA

MEMORIAL DA CAPOEIRA PERNAMBUCANA

A capoeira na sua gênese, no século XIX, foi um dos elementos representativos da cultura de um espaço como o da cidade de Recife; tão diverso e mestiço sob o ponto de vista da origem e etnia de seus elementos componentes. Sua forma de expressar esta relação se deu através de uma comunicação gestual, onde os elementos deste cenário eram provenientes da interação entre as diversas categorias que criavam o tecido deste contexto cultural.

O memorial da capoeira Pernambucana, convida para seu seminário de abertura, dia 24 de fevereiro as 10 horas.
Seus coordenadores, Mestre Gil Velho e Mestre Mulatinho, apresentarão as ações e objetivos do projeto, com ensaios de capoeiragem pernambucana.

Programação

10:00 horas

Oficina: Musicalidade e comunicação gestual da capoeira Pernambucana
Mestre Gil Velho

13:00 horas

Mesa Redonda: A capoeira como regate contexto cultural do indivíduo. Mestre Gil Velho, Mestre Mulatinho e Mestre Corisco.

14:30 horas

Almoço e festa

Local: Rua Maria Digna Gameiro 237 Candeias.

Informações:

Tel: 99906174 33261221

e-mail: gilvelho@yahoo.com.br

EDUCAÇÃO E NOVAS TECNOLOGIAS

Neste artigo o Professor Acúrsio Esteves, nos relata a evidente influência e o papel relevante das ferramentas de informação em nossas vidas…  Muitos devem estar perguntando… o que é que isso tem em comum com a capoeira? Pra que isso me interessa???
 
O Portal Capoeira sugere a leitura desta matéria e aproveita para fazer uma analogia entre o sistema de educação formal e o sistema de educação representado pela "CAPOEIRA".
 
Hoje existem diversos sitios e um vasto leque de material disponível na internet para todo e qualquer capoeirista interessado na busca incessante pelo conhecimento poder fazer valer este diretio inenarrável do ser humano: "O apreender". Cabe a cada um de nós capoeiristas de coração fazer uso deste enorme potencial, Vale lembrar que a cerca de dez a quinze anos atrás era quase que uma missão impossível conseguir matérias sobre a capoeira… Era como garimpar em busca de ouro… Mesmo no campo das produções literárias a oferta era pequena…
 
Hoje com a evolução das tecnologias, com a massificação da comunicação… nós capoeiristas ou não, temos acesso a um menu dos mais vastos e variados… Temos documentos históricos disponíveis, temos manuscritos de grandes Mestres de Capoeira, temos teses de mestrado… temos o Jornal do Capoeira, Temos vários colaboradores que escrevem com paixão pelo simples fato de somar e colaborar… Temos ferramentas de divulgação… onde os grupos ou Mestres podem apresentar seu trabalho, aumentando o seu potencial… Temos o Portal Capoeira… Enfim temos a informação democratizada!!!
 
Portanto cabe a cada um de nós buscar um lugar neste jogo… as cartas estão na mesa… ou melhor no monitor… As possibilidades são quase que infinitas…

 

"Capoeira é uma fonte infinita de saber….
Mata a minha e a sua sede….
E a de quem quiser beber…"
Luciano Milani

É consenso que um consistente domínio da tecnologia e da comunicação tornou-se fundamental para que o indivíduo garanta  uma boa posição no trabalho, um pleno desenvolvimento pessoal e o exercício de cidadania. È evidente então ser função da escola nos dias atuais, garantir aos seus alunos um sólido aporte tecnológoco.
 
As tecnologias da informação, cujo papel é por demais evidente nos setores da produção dos serviços e dos meios de comunicação social, não constituem um simples fenômeno passageiro, pelo contrário, vieram para ficar e a escola não tem possibilidade de fugir à sua influência. O grande problema é saber qual deverá ser a sua função e qual a melhor estratégia para a sua integração nas atividades educativas.
 
Num momento em que à escola se colocam desafios cada vez mais fortes, decorrentes do dinamismo da própria sociedade em mudança, é necessário estarmos atentos as potencialidades das tecnologias de informação na educação, para que delas possamos usufruir na sua plenitude.  Faz-se necessário encará-las como um imprescindível instrumento educativo, de grande relevância para todos os níveis de ensino, a partir das séries iniciais.
 
A idéia das novas tecnologias, considerando aí de forma privilegiada o computador em rede, como ferramenta nas mãos do aluno, conduz de forma natural à valorização de atividades de  forte cunho interdisciplinar.
 
Pela possibilidade de realização destas  atividades  tanto na sala de aula quanto em espaços alternativos de aprendizagem ou em casa, descortina-se a possibilidade do favorecimento do intercâmbio de conteúdos entre diferentes áreas do conhecimento como preconizado pelas mais atuais concepções de educação.
 
As novas tecnologias a serviço de diversas perspectivas pedagógicas devem ter o papel precípuo de auxiliar professores e alunos favorecendo a pesquisa, gestão e tratamento da informação, suscitar a curiosidade estimulando a descoberta, evidenciar e auxiliar na resolução de problemas e desafios.
 
Seu uso deve ser preconizado como uma  ferramenta,  que deverá estar disponível para permanente utilização ao lado de outros recursos didáticos. A associação dos meios informáticos ao sistema educacional  deve ser capaz  de enriquecer as estratégias do processo ensino aprendizagem e estimular o surgimento de novas metodologias que primem por incentivar a participação individual e coletiva, a iniciativa e a criatividade. Desta forma, ela se torna um aporte  de novas estratégias dentro da escola numa perspectiva inter e multidisciplinar, favorecendo sempre a ligação entre o saber elaborado e a realidade social, econômica e política, auxiliando na formação de cidadãos críticos e participativos.
 
Elas não se contrapõe aos métodos tradicionais de ensino, ao contrário, os  complementam. Explico melhor: na educação a máquina nunca substituirá o homem, o computador não pode substituir o livro e o vídeo não  deve substituir o professor.
 
As novas tecnologias, entretanto, vêm exigir do educador novas responsabilidades e tarefas advindas dos novos paradigmas que lhe serão propostos. Estes, ao invés de entrar em conflito consigo,  constituirão sempre novos desafios e evidenciarão ainda mais a importância do docente  dentro do processo educacional.
 
Em contrapartida o professor não poderá descuidar-se da constante atualização na sua formação, visto que as  suas competências e conhecimentos deverão acompanhar de perto a evolução tecnológica que se processa numa velocidade geométrica.
 
Esperamos que esta reflexão  possa ser de interesse para todos aqueles que se preocupam com a problemática da inovação na área educacional, em especial no que diz respeito à integração das novas  tecnologias de informação aos métodos de ensino vigentes nos sistemas educacionais.
 
 


EDUCAÇÃO E NOVAS TECNOLOGIAS* O professor e pesquisador Acúrsio Esteves, é formado em Educação Física pela UCSal, com mestrado em Gestão de Organizações UNEB/UNIBAHIA e é professor da Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Salvador. Leciona também nas Faculdades Jorge Amado e Fundação Visconde de Cairu, respectivamente nos cursos de Educação Física e Turismo, sendo também autor dos livros Pedagogia do Brincar e A “Capoeira” da Indústria do Entretenimento.

Capoeira: Nova revista na praça

O mundo da capoeira conta com mais um veículo de comunicação impressa.
 
São Paulo, minha terra, de onde sou fruto e por onde aprendi meus primeiros passos, na vida e na Capoeira. É gratificante saber que a terra continua dando novos frutos, e que a Capoeira não sai da roda. Mais ainda agora com a Revista Na Roda da Capoeira, de Mestre Grande, mestre de diversos outros mestres que fizeram e continuam fazendo a Capoeira paulistana fazer história. Em julho estarei por lá, em minha querida "Terra da Garoa", quem sabe passe novamente pela praça da República, ouvir Mestre Ananias e dueto com Mestre Hélio cantando "eu jogo mas eu não sou, angoleiro… eu brinco mas eu não sou, angoleiro".
Luciano Milani

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Exibição Mestre Bimba A Capoeira Iluminada em Brasília

Auditório do Centro Audiovisual do Ministério da Cultura
 
Dias:
 
17 de novembro às 18 :00 hrs : para autoridades e capoeiristas
 
19 de novembro às 10 :00 hrs : projetos sociais

 
Apoio :
Ministério da Cultura
Lumen Produções e Publytape Comunicação