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Cia. de Dança Negra-Contemporânea Kina Mutembua & Espetáculo Berimbaus

Estreou mês passado no Rio de Janeiro o espetáculo Berimbaus, o mais novo trabalho da Cia. de Dança Negra-Contemporânea Kina Mutembua.

A iniciativa é patrocinada pela Shell e narra a chegada dos povos africanos ao território brasileiro e a construção de uma cultura marcada pela criatividade e pela resistência. A capoeira tem destaque no espetáculo, sendo apresentadas coreografias de Yuna e São Bento. 

O espetáculo também introduz a coreografia Intore, desenvolvida em cooperação com o Ballet Nacional de Ruanda e financiada pela Unidade Especial de Cooperação Sul-SUl do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) de Nova Iorque.

O espetáculo é dividido em três momentos:

  1. Pássaro: momento lírico onde o balé de duas aves é apresentado por meio dos movimentos da capoeira
  2. Pé de berimbau: celebrando os mestres de capoeira do presente e os ancestrais
  3. Berimbau: momento em que a força do tambor e da dança africana se expressa em sua plenitude

A Cia. de Dança-Negra Contemporânea Kina Mutembua  integra a Ong Ação Comunitária do Brasil do Rio de Janeiro fundada há 45 anos, e que atua na área de qualificação profissional e geração de renda através do estímulo ao trabalho associativo, ao fomento à produção solidária e ao desenvolvimento de formas alternativas de geração de renda para moradores de comunidades de baixa renda da cidade do Rio de Janeiro.

Agenda de outubro: Salvador

 

Fonte: http://www.minasdeideias.com.br/

Acre: Projeto Capoeira Comunitária

Há algum tempo que venho presenciando o belíssimo trabalho educacional da Policia Militar com a juventude Xapuriense, desde a instalação do Proerd nas escolas de ensino fundamental, com o intuito de uma educação ante-drogas, até à ações de educação social com grupos de jovens religiosos, o que merece ser creditado ao Capitão Denílson grande empenho nessas ações, que para quem o conhece é sabedor de seu interesse no trabalho preventivo à ação peculiar do policiamento.
O trabalho com maior visibilidade nesse conceito de Policia da Família, é o Projeto Capoeira Comunitária que é coordenado pelo PM Serismar Vasco, e tem como patrocinadores e colaboradores a Fundação Elias Mansour, Prefeitura Municipal de Xapuri e empresas locais como o Comercial Duarte e o grupo de Capoeira Senzala. Destaca-se nesse projeto o grande alcance social para as crianças envolvidas, já que na sua grande maioria são de áreas de eminente risco social o que vem de forma indubitável consagrar a importância da realização do mesmo.
Nas apresentações em que fui convidado a estar presente pude presenciar o carinho com que as crianças são tratadas por todos os orientadores daquele grupo e em especial ao PM Serismar, que realmente vestiu a camisa do projeto e não somente ele como sua esposa sempre presente nas apresentações a Profª Leila Vasconcelos e o filhote Gabriel. É bom perceber do Coordenador que além de sua atribuição na como Representante da PM na coordenação do grupo o mesmo ama o que faz, o que torna uma combinação perfeita para o sucesso do trabalho.
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Kina Mutembua e Orquestra de Berimbaus traz a África para o Brasil

Grupo apresenta espetáculo Intore baseado em dança tradicional dos guerreiros de Ruanda.

 

Em busca da valorização das raízes culturais do país, o grupo Kina Mutembua e Orquestra de Berimbaus da ONG Ação Comunitária do Brasil/RJ (ACB/RJ) mergulha na história e traz à cena o espetáculo Intore. A temporada de shows de dança e música afro-brasileira estréia dia 07 de maio às 19h no Teatro SESI da FIRJAN e fica em cartaz até o dia 21.

Intore, que significa “os escolhidos”, é uma dança tradicional que com movimentos fortes narra a vida de heróis e Reis de Ruanda, na África. Criada há séculos atrás, era originalmente apresentada por guerreiros apenas para a corte real. Nas tradições, os guerreiros intore são selecionados pela excepcional qualidade física e moral e são conhecidos por sua elegância, humildade e honradez.

Sob a direção artística do coreógrafo Charles Nelson, o espetáculo recria os elementos básicos da dança ancestral mantendo a tradição da utilização dos tambores rituais ingomas, vindos de Ruanda. O primeiro ato do espetáculo apresenta o cotidiano de uma tribo africana e suas tradições, retratando situações de caça, agradecimentos a divindades, rituais de modo geral e simboliza a força através da dança dos guerreiros. O grande destaque é a dança da guerra, onde movimentos fortes criam uma coreografia complexa com brutal agressividade.

Com o apoio da Petrobras, a montagem foi elaborada a partir dos resultados da Cooperação Sul Sul Brasil-África realizada com o apoio da ONU no final de 2006. O resultado mescla a tradição ruandesa com elementos da cultura popular brasileira. O intercâmbio com artistas do Ballet Nacional de Ruanda deu ao musical o tom da miscigenação cultural e étnica que orienta todos os trabalhos da Ação Comunitária. O resultado dessa cooperação foi destaque no relatório da UNCTAD sobre as experiências de destaque envolvendo o conceito de economia criativa no Brasil.

Kina Mutembua – Batizado com nome em dialeto banto que significa Dançando com o Vento, o grupo Kina Mutembua da ONG Ação Comunitária do Brasil/RJ caracteriza-se pela dança afro associada à capoeira e ao uso de músicas em dialeto banto em seus shows.

Composto por jovens com idade entre 10 e 30 anos, o grupo iniciou sua trajetória há quatro anos sob orientação de um corpo docente formado por professores de expressão corporal, artes cênicas, dança afro, canto e percussão. A partir dessa experiência, surgiu a Orquestra de Berimbaus que tem como base voz, berimbaus e instrumentos de percussão e efeito.

Coisas Nossas, o primeiro espetáculo do grupo, foi apresentado em espaços culturais tradicionais do país como Teatro Rival Petrobras, Centro Coreográfico do Rio de Janeiro, Teatro Municipal Raul Cortez, Teatro Francisco Nunes (Belo Horizonte), Teatro Nacional de Brasília, Conjunto Cultural da República, Teatro Odylo Costa Filho, Circo Voador e SESC Tijuca. O histórico de apresentações deste grupo ultrapassa as fronteiras do Brasil, o Kina Mutembua já soou seus tambores e mostrou as tradições da capoeira na festa de aniversário da cidade Rinconada de Los Andes (Chile) em 2004.

Ação Comunitária do Brasil/RJ – Fundada há 40 anos junto a comunidades de baixo desenvolvimento econômico, a Ação Comunitária do Brasil/RJ é uma das pioneiras na área de responsabilidade social no Brasil.

Com 40 anos de experiência, a ONG contribui com a definição de políticas e práticas de geração de trabalho e renda para moradores de comunidades de baixa renda. Funciona como incubadora de empreendimentos adotando os princípios da economia solidária e do comércio justo. Recentemente foi destacada pela ONU como um exemplo a ser seguido no combate ao racismo e escolhida, por esta organização, para a realização de experiências-piloto de cooperação Sul-Sul na área da economia criativa. | Site: www.acaocomunitaria.org.br

.Show Intore – grupo Kina Mutembua e Orquestra de Berimbaus, com temporada: 07/05, 13/05, 14/08 e 20/05, 21/05, às 19h30, no Teatro SESI – FIRJAN – Avenida Graça Aranha, 01. Centro – Rio de Janeiro. Ingresso: R$ 12 inteira – R$ 6 meia entrada.

Fonte: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=38429

Capoeirista versátil

Mestre Boa Gente, 60 anos, já fez incursões pelo samba, maculelê, rádio e teatro

Mestre Boa Gente desenvolve um trabalho social no Vale das Pedrinhas, ensinando a crianças e jovens carentes:

`Eu aprendo ensinando´

Quem vê o andar gingado de mestre Boa Gente, arrastando chinelos e calças brancas pelo Vale das Pedrinhas, nem imagina que ele possua tantas habilidades além da boa e velha capoeira. Iniciado desde os 6 anos nos movimentos da arte africana, Boa Gente conheceu a capoeira em todas as suas vertentes, experimentando diferentes formas de dança e combate. Seus pés calejados já trilharam desde os passos delicados da dança de salão até a brutalidade pujante dos ringues de vale-tudo. E como se não bastasse tanta versatilidade, Boa Gente já fez incursões pelo samba, maculelê, taekwondô, dança afro, rádio, teatro, e o que mais o seu corpo de 60 anos lhe permitir. "A história aqui é longa. É coisa de mais de 30 anos", adverte ele, preparando-se para uma longa entrevista em sua rádio comunitária no Vale das Pedrinhas.

Cercado de alunos carentes do bairro, mestre Boa Gente desenvolve com eles um trabalho social reconhecido no Vale das Pedrinhas e em todos os cantos do mundo. Servindo de tema para um documentário da National Geographic, o dia-a-dia da Associação de Capoeira Mestre Boa Gente já foi exibido para milhões de pessoas ao redor do globo. No terraço de sua casa, em Vale das Pedrinhas, são ministradas aulas gratuitas para mais de 150 crianças, que aprendem com ele os segredos da dança, capoeira, maculelê e até mesmo da locução de rádio, o que comprova a enorme quantidade de conhecimento acumulado. "Eles aprendem um pouquinho de tudo, e aí é que entra a versatilidade: você tem que encontrar o que o outro se adapta melhor", explica ele, deixando óbvio o seu talento para descobrir talentos.

Após as aulas, mestre Boa Gente convida os alunos para participar da elaboração e locução de notícias da rádio comunitária, se inteirando sobre os problemas do bairro onde vivem e conhecendo os princípios da atividade jornalística. "É para tirar a timidez deles nas aulas, aprender a falar", justifica. Criada por ele em 1969, a tradicional Rádio Comunitária de Vale das Pedrinhas divulga notícias gerais e principalmente locais, prestando serviço a toda comunidade. "Aqui é documento, criança que se perde, cachorrinho… se furar um tubo a gente liga para a Embasa", exemplifica ele, enquanto anota a divulgação do enterro de um morador da comunidade.

Atividades diversas

Os trabalhos na rádio e na associação são divididos com o de professor de capoeira dos alunos de uma escola particular, o Colégio São Paulo. Tendo estudado até a 1ª série, mestre Boa Gente acredita que tem aprendido muito com seus alunos. "Eu aprendo ensinando. Hoje, são eles que me ensinam computador", revela modestamente, apontando para um de seus alunos da comunidade.

Pai de quatro filhos, Boa Gente conheceu cedo as artimanhas da capoeira, quando ainda atendia pelo nome de batismo, Vivaldo da Conceição, e vendia nas ruas do interior bananas e mingaus. Na época, ele acabou se mudando de Ibicaraí, "município velho, mas que ninguém conhece", no sul da Bahia, para a cidade de Ilhéus, acompanhando a irmã que acabara de se casar. De Ilhéus para São Paulo, a cidade dos sonhos, seria um pulo, se sua mãe não tivesse exigido que ele fosse para Salvador, local que considerava mais seguro.

Aqui chegando, morador do Calabar, Vivaldo conheceu Mestre Gato, grande capoeirista do bairro, e com ele deu seus primeiros passos e golpes rumo à arte da capoeira. "Naquele tempo, ela era feita na rua, não se fazia em teatro. A capoeira era discriminada, coisa de preto, marginal", conta ele.

Como na rapidez dos movimentos de capoeira, Boa Gente foi se tornando conhecido no meio, e realizou apresentações públicas na academia do famoso mestre Pastinha e na Associação Atlética da Bahia. Com a visibilidade, surgiu seu primeiro convite para o exterior, e lá, nas terras frias da Bélgica, seus golpes de capoeira ficaram marcados entre as manifestações folclóricas de vários países do mundo.

Filho de Ogum

De 1973 para cá, os convites para o exterior não pararam mais: sua capoeira, dança e arte vêm sendo divulgada nos Estados Unidos, em Portugal, Peru, Canadá e, recentemente, no México, onde acaba de receber um convite para reapresentar a peça da qual é protagonista, sobre Zumbi dos Palmares. "Todo ano eu viajo para o exterior. Agradeço a Deus e aos orixás", conta o filho de Ogum, creditando aos convites que recebe à sua versatilidade nata.

Levando a cultura africana aos quatro cantos do mundo, ele já participou de seis documentários estrangeiros, e acaba de voltar de uma viagem a Hollywood, onde ajudou a ensinar capoeira aos dois mais caros atores de artes marciais do cinema americano. "Na primeira vez que fui, fiquei um pouco nervoso. Cair dentro de uma cidade como aquela, sem falar a língua, vindo da periferia de Salvador, do terceiro mundo…", recorda ele, apreensivo. Hoje, a profusão de cartazes, matérias jornalísticas em inglês e fotos no exterior, expostos em sua casa e na rádio comunitária, demonstram que mestre Boa Gente venceu mais essa luta.

Disposto a divulgar a cultura local, ensinando capoeira em várias escolas e universidades do exterior, ele não pensa em morar fora da Bahia. A idade um pouco avançada, assim como o amor pela cultura local, impedem-no de viver no exterior: mestre Boa Gente não saberia viver sem o tempero baiano, o sol do Verão, ou mesmo um bom prato de feijoada. Mesmo assim, seus olhos brilham ao falar das viagens e experiências que viveu, confirmando sua versatilidade e incansável vontade de aprender. Isso porque, nas horas vagas, o capoeirista ainda arranja tempo para estudar inglês, e já fala espanhol com facilidade. "Vou continuar lutando", anuncia o mestre, sempre disposto a dar novos passos na capoeira, na arte e na vida.