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E O SAMBA SEM VINTÉM, TÁ TOCANDO ONDE?

Há 11 anos em São Paulo, Capoeiras alunos do Mestre Ananias se uniram a alguns amigos, sem pretensões, para sambar um repertório seleto e pouco ouvido em rodas de samba. Resolveram tocar informalmente no bar de um amigo, o Ó do Borogodó, que na ocasião não tinha proposta musical definida. Os encontros aconteciam toda 3ª feira na calçada em frente ao cemitério e a cada semana mais e mais pessoas fechavam a rua para curtir o samba… foi batizado então o Samba Sem Vintém. No Ó do Borogodó o grupo tocou por 1 ano e meio.

Ainda no ano de 2000, fomos convidados a fazer um samba no Café do extinto KVA, antecedendo o show do forró Arrumadinho. Foram cinco anos importantes na formação do grupo, convivendo com forrozeiros de grande valor como Rouxinol Paraibano e Fuba de Taperoá, além de sambistas como Germano Mathias, sem contar os inúmeros anônimos que fizeram parte dessa roda de samba. Foi nessa época que Mestre Ananias (convidado para cantar com o grupo) iniciou o que hoje é o samba de roda Garoa do Recôncavo.

Até o ano de 2007, corremos roda nos bares da noite paulistana, festas e projetos pela cidade, o que hoje já não acontece nesse âmbito comercial.

Em sambas na Casa Mestre Ananias, feitos por alguns integrantes do Samba Sem Vintém, foi reacendida a chama e a vontade de sambar à antiga moda do grupo. O velho e bom repertório do grupo será lembrado nesse domingo, em verso e prosa, com uma festa que espera contar com a presença de todos aqueles que, ao nos encontrarem, sentem saudade daquele tempo e perguntam: – “E o Sem Vintém, tá tocando onde?”

Pelo apreço ao bom samba, pela reverência, respeito e carinho de tantos que o Sem Vintém volta, à sua moda, e pretende firmar seu encontro a partir deste agosto de 2011.

 

Da formação original : Alexandre Arruda, Candi, Cássio Portuga e Rodrigo Minhoca, junto a outros camaradas. Veja um pequeno vídeo com o grupo.

 

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Onde: Casa Mestre Ananias

Quando: Domingo, 28 de agosto

Horário: 16h às 19h

Após 19h, samba de roda Garoa do Recôncavo

 

Entrada Gratuita (o evento conta com o apoio da Playtech e o arrecadado no bar e no churrasco [rojão] será revertido ao projeto social que acontece na Casa Mestre Ananias). Hoje, o projeto tem 32 crianças e adolescentes envolvidos nas aulas de Capoeira, Artes Integradas, Violão e Teatro (clique aqui).

 

(A arte da ilustração deste post é de Fê Guimarães)

1º Seminario Internacional de Capoeira – 10 Anos Abadá Portugal

1º Seminario Internacional de Capoeira – 10 Anos Abadá Portugal – Woprkshop: Mestre Camisa de 26 à 31 de maio 2009.

Ola amigos e capoeiristas!
Gostaria de convidar a todos para o nosso evento de comemoração dos “10 Anos da Abadá Portugal” vai ser uma semana de festa e muita capoeira!!!

Espero contar com a presença de todos.

Um forte abraço,
Professor Cascão
www.abadaportugal.org

 

00351 – 93 418 22 98
00351 – 253 572 011

Capoeira que tem sangue na veia…

Ninguém está livre de precisar de uma transfusão de sangue. Ninguém está livre de sofrer um acidente, de passar por uma cirurgia ou por um procedimento médico em que a transfusão seja absolutamente indispensável.
Como não existe sangue sintético produzido em laboratórios, quem precisa de transfusão tem de contar com a boa vontade de doadores, uma vez que nada substitui o sangue verdadeiro retirado das veias de outro ser humano.
Todos sabemos que é importante doar sangue. Mas, quando chega a nossa vez, sempre encontramos uma desculpa – Hoje está frio ou não estou disposto; nesses últimos dias tenho trabalhado muito e ando cansado; será que esse sangue não me vai fazer falta… – e vamos adiando a doação que poderia salvar a vida de uma pessoa.
Sempre é bom frisar que o sangue doado não faz a menor falta para o doador. Conseqüentemente, nada justifica que as pessoas deixem de doá-lo. O processo é simples, rápido e seguro.
 
Essas palavras do médico Drauzio Varela ilustram o trabalho de incentivo que a Associação Cultural e Educacional de Capoeira Filhos da Princesa do Sul vai começar a realizar a partir deste sábado em Cachoeiro de Itapemirim.
Uma parceria com o hemocentro do Hospital Evangélico vai possibilitar aos praticantes e simpatizantes dessa arte brasileira a por a mão na consciência e doar sangue. Esão de parabéns os mestres Paulinho, Airton e Volmir, junto com seus professores, instrutores e alunos, por essa iniciativa. E a FOLHA não poderia ficar de fora dessa, mesmo tendo apenas o papel de divulgação.
 
As pessoas que necessitam de transfusão podem contar somente com a solidariedade de pessoas. Através de um ato de amor ao próximo, que só tem quem tem sangue nas veias.
 
Em muitos casos, a transfusão é a única esperança de vida.
 
A doação é um procedimento totalmente seguro. O volume coletado é de aproximadamente 450 ml (padrão internacional), o que representa menos de 13% do total de sangue do corpo de um adulto.
 
O doador não estará se expondo a nenhum risco de contaminação
Ao contrário do que se acredita, a doação de sangue não engorda nem emagrece, não afina nem engrossa o sangue, além de não exigir mais doações.
Doar sangue é um ato humanitário que enobrece e traz uma satisfação interior muito grande. Afinal, através desse ato, sabemos quem tem sangue nas veias.
 
Folha do Espírito Santo – http://www.folhaes.com.br

O Encontro

UM CAPOEIRA SÓ SABE QUEM É O OUTRO QUANDO SE ENCONTRAM NO JOGO,NA RODA.
ALI DESTROEM-SE MITOS,
CONSTROEM-SE SEGREDOS,
COISAS QUE A RODA NÃO VIU.
MAS QUEM JOGOU SENTIU.
CAPOEIRA É ESTÓRIA E HISTÓRIAS
NÃO TEM MENTIRA NEM VERDADES,
TEM REALIDADES QUE SÓ QUEM VIVEU,
E VAI VIVER, PODE CONTAR.
METÁFORAS COMPORTAMENTACIONAIS,
DIRETAMENTES PROPOSTAS, AO INVERSO
DO COEFICIENTE DO SUJEITO OCULTO
DO OBJETO DIRETO, ONDE A RAIZ QUADRADA
DO NADA, É A ESSENCIA DO TODO.
 
 
Mestre Alexandre Batata

Fortaleza: Iº Congresso de Mulheres Capoeiristas

O evento é coordenado e dirigido pela Associação Zumbi Capoeira, sob a batuta do contramestre Wladery Saraiva.
 
O Principal objetivo do evento é promover a integração e a troca de experiências entre as mulheres praticantes de capoeira no Estado do Ceará e estados vizinhos de modo a consolidar uma agenda cultural, envolvendo diferentes fatores sociais com a temática do feminino no centro das atenções.
 
O Congresso irá contar com grande nomes da capoeira como Mestre Boa Gente de Salvador, Bahia e Mestra Janja – N´Zinga
 
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Clique nas imagens para amplia-las. 
 
I° Congresso de Mulheres Capoeiristas, será realizado nos dias 5 à 8 de outubro de 2006, Vale muito a pena participar deste encontro!!!
 

Hoje não quero falar…

Ladainha…
 
Hoje não quero falar de racismo sexista, não quero articular debates, não quero ver nenhuma legislação, não quero o drama cotidiano da discriminação, não quero falar dos véus negros das mulheres muçulmanas nem das tristezas femininas do Sudão, muito menos do choro das
circuncisadas da Guiné Bissau e nem do ácido jogado no rosto de centenas de paquistanesas.
 
Hoje, mas só hoje, não vou falar do turismo sexual que explora e mata o amor no coração de meninas moças brasileiras.
Só para termos um dia legal, hoje eu não vou falar das jovens armadas no Iraque e nem das escravas violentadas nas colônias européias, nem das pobres e faveladas mendigando dignidade.
 
Hoje eu não quero lembrar “o porquê” foi criado o Dia Internacional da Mulher, das 129 operárias queimadas vivas em Nova Iorque ou do estopim da Revolução Russa liderado por tecelãs e costureiras em Petrogrado.
Só hoje prometo não falar das grávidas expulsas de casa, nem das estupradas, espancadas e torturadas.
 
Apenas por algumas horas eu não falarei da trágica invisibilidade das mulheres no passado.
Hoje eu vou contar vitórias como as de Teresa de Benguela, Dandara, Rosa do Palmeirão, Luísa Mahin, Beatriz Beata de Nhançã, Fogareiro, Patrimônio, Janja, Selma, Edna, Cigana, Mulheres, mulheres, mulheres, Marias, Claudias, Sarahs, Morganas e Janaínas, Mulheres…Cristinas, Natálias, Lilians, Mulheres…
 
Nossas conquistas de pernas pro ar, mas só hoje eu não quero lembrar o quanto nos custou dirigir uma Roda de Capoeira.
Maíra Hora

PASTINHA

Resumo do texto de Mestre Álvaro Sucuri
Grupo Mocambo – Aracajú/SE
 

 

Mestre Pastinha descende de pai espanhol e mãe baiana, foi batizado em 1889 com o nome de Vicente Joaquim Ferreira Pastinha, na cidade de Salvador-Ba. Conta-se que o princípio de sua vida na roda de capoeiragem aconteceu quando tinha 8 anos, sendo seu mestre o africano Benedito, o que ao vê-lo apanhar de um garoto mais velho, resolveu ensinar-lhe as mandingas, negaças, golpes, guardas e malícias da Angola. O resultado veio logo aparecer, Pastinha nunca mais fora importunado por ninguém.
Mestre Pastinha serviu na Marinha de Guerra do Brasil, onde permaneceu por um período de 8 anos .Mestre Pastinha de tudo fez um pouco,trabalhou como pedreiro, pintor, entregava jornais, tomou conta de casa de jogo; no entanto, o que mais gostava de fazer era ensinar "a grande arte ".Pastinha conhecia a capoeira , sabia como era importante continuar aquela cultura, aconselhava que era preciso ter calma no jogo "quando mais calma melhor pró capoerista", e que a capoeira "ela é o pai e mãe de todas as lutas do Brasil. Sabia muito bem os fundamentos e os segredos existentes na capoeiragem, cantava, tocava os instrumentos e ensinava como um verdadeiro mestre deve fazer. Pastinha foi nas rodas de capoeira um autêntico mestre, um bamba na luta.
Saindo da Marinha em 1910, inicia sua fase de professor de capoeira,seu primeiro aluno foi Raimundo Aberê, este se tornou um exímio capoeirista, conhecido em toda Bahia.
Segundo Mestre Pastinha, sua primeira academia ficava localizada no Largo do Cruzeiro do São Francisco, na Rua do Meio do LargoTerreiro de Jesus. Pastinha dizia: "A capoeira tem muitas coisas.Primeira parte; a capoeira tem seu dicionário; segunda parte: tem seu dicionário; terceira parte : tem seu dicionário e quarta parte ; tem seu dicionário ".
Ensinava que quando alguém fosse falar sobre a capoeira dissesse somente o que sabia, "não vá dizer que a capoeira é o que ela não é , nem vá contar o que não viu ninguém falar , então, não vá contar aquilo que não pode contar. Não é todo mundo que vá abrir a boca e dizer eu conheco a capoeira, a capoeira é isso.Nem todos mentais, nem todos sujeitos pode abrir a boca para cantar o que é capoeira não."
Mestre Pastinha era uma pessoa bem humorada, descontraída, bastante receptivo , rico em conhecimento, seu saber transcendia as rodas de capoeira. Era uma pessoa do mundo ideal, camarada amigo, pai e irmão dos discípulos.Viveu intensamente seus longos anos dedicados à capoeira de Angola, classificou-se na história da maladragem, da malícia, como ás. Manteve em sua academia de Angola, a originalidade da eficiência da luta em momento algum fora perdido na Academia de Pastinha.
Ele contribuiu categoricamente com o seu talento e dedicação à capoeira para que a sociedade baiana e brasileira percebessem a capoeiragem como uma luta-arte imbatível, guerreira, que está além dos paupérrimos preconceitos que há na sociedade.Vicente Pastinha, foi filmado ,fotografado , entrevistado , gravou disco e deixou um livro , a capoeira nunca mais poderá esquecer este ás, o guardião da capoeira d’Angola.
Foi lá na casa 19, no Largo do Pelourinho, que funcionava a sua academia, o Centro Esportivo de Capoeira Angola fundada em 1941.
Milhares de pessoas estiveram na academia, ficavam impressionadas com as cantorias, com o som dos berimbaus , pandeiros e agogôs e principalmente, com os jogos que lá rolavam.
Por fim, foi feita uma reforma no sobrado, disseram ao Mestre que ele não tinha com o que se preocupar, após terminadas as obras, ele voltaria para lá, seu lar, sua academia.
Nunca mais se ouviu a voz de Pastinha dentro do sobrado, o povo não mais assistiu a uma maravilhosa roda de capoeira de Angola naquele velho sobrado.
O Mestre Pastinha não voltou, morreu na escuridão de um quarto decadente no bairro Pelourinho em Salvador.

Mestre Pastinha

Mestre Pastinha
 

Mestre Pastinha, nasceu em 5 de abril de 1889, descendente de pai espanhol e mãe baiana, foi batizado em 1889 com o nome de Vicente Joaquim Ferreira Pastinha na cidade de Salvador-Ba. Conta-se que o princípio de sua vida na roda de capoeiragem aconteceu quando tinha 8 anos, sendo seu mestre o africano Benedito,
o que ao vê-lo apanhar de um garoto mais velho, resolveu ensinar-lhe as mandingas, negaças, golpes, guardas e malícias da Angola. O resultado veio logo aparecer, Pastinha nunca mais fora importunado por ninguém.
Mestre Pastinha serviu na Marinha de Guerra do Brasil, onde permaneceu por um período de 8 anos. Mestre Pastinha de tudo fez um pouco, trabalhou como pedreiro, pintor, entregava jornais, tornou conta de casa de jogo; no entanto, o que mais gostava de fazer era ensinar "a grande arte".
Pastinha conhecia a capoeira, sabia como era importante continuar aquela cultura, aconselhava que era preciso ter calma no jogo "quando mais calma melhor pró capoeirista", e que a capoeira "ela é o pai e mãe de todas as lutas do Brasil". Sabia muito bem os fundamentos e os segredos
existentes na capoeiragem, cantava, tocava os instrumentos e ensinava como um verdadeiro mestre deve fazer.

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