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Cia. de Dança Negra-Contemporânea Kina Mutembua & Espetáculo Berimbaus

Estreou mês passado no Rio de Janeiro o espetáculo Berimbaus, o mais novo trabalho da Cia. de Dança Negra-Contemporânea Kina Mutembua.

A iniciativa é patrocinada pela Shell e narra a chegada dos povos africanos ao território brasileiro e a construção de uma cultura marcada pela criatividade e pela resistência. A capoeira tem destaque no espetáculo, sendo apresentadas coreografias de Yuna e São Bento. 

O espetáculo também introduz a coreografia Intore, desenvolvida em cooperação com o Ballet Nacional de Ruanda e financiada pela Unidade Especial de Cooperação Sul-SUl do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) de Nova Iorque.

O espetáculo é dividido em três momentos:

  1. Pássaro: momento lírico onde o balé de duas aves é apresentado por meio dos movimentos da capoeira
  2. Pé de berimbau: celebrando os mestres de capoeira do presente e os ancestrais
  3. Berimbau: momento em que a força do tambor e da dança africana se expressa em sua plenitude

A Cia. de Dança-Negra Contemporânea Kina Mutembua  integra a Ong Ação Comunitária do Brasil do Rio de Janeiro fundada há 45 anos, e que atua na área de qualificação profissional e geração de renda através do estímulo ao trabalho associativo, ao fomento à produção solidária e ao desenvolvimento de formas alternativas de geração de renda para moradores de comunidades de baixa renda da cidade do Rio de Janeiro.

Agenda de outubro: Salvador

 

Fonte: http://www.minasdeideias.com.br/

Capoeira, qual é a sua, Angola, Regional ou contemporânea?

Certamente o leitor atento as questões da capoeira terá feito a si próprio ou aos outros o tipo de pergunta que compõe o título dessa crónica. A resposta, se bem pensada, poderá ser por vezes dúbia, impõe particularidades existenciais e requer alguma reflexão.

Como sabemos o que convencionou-se chamar de capoeira Angola e Regional formou-se na década de 30 durante o Governo de Getúlio Vargas a partir das figuras eminentes dos Mestres Pastinha e Bimba. Estas fórmulas marcaram uma divisão clara na maneira de ver e praticar a capoeira até por que nasceram em oposição a outra. Se as divergências e as diferenças tendiam a ser mais óbvias no passado, bem menos são no presente se observarmos os processos de hibridação e novas formatações que ocorreram com a capoeira produzida pelos dois mestres.

Alguns autores chamam a atenção que para além de Bimba e Pastinha, destaca-se também a figura de um terceiro mestre no panteão dos importantes fundadores da capoeira que hoje jogamos. Trata-se de Washington Bruno da Silva, o Mestre Canjiquinha. Apesar de nunca ter criado um estilo propriamente, recordamos que o mestre criou dois toques, Samango e Muzenza e foi um importante divulgador da capoeira no sul do Brasil. A relevância do seu trabalho reside sobretudo na capacidade de síntese que realizou com o legado dos mestres Bimba e Pastinha, estabelecendo assim uma terceira posição que é hoje a postura da maioria dos grupos. Para além dos seus shows e excursões para o sul do Brasil o mestre participou de dois filmes importantes na década de sessenta como O pagador de Promessas e Barravento de Glauber Rocha, que ajudaram a popularizar a capoeira.

Destacamos a importância de alguns grupos na produção de uma nova atitude que envolve as duas formas basilares de fazer a capoeira, entre eles certamente o grupo Cordão de Ouro em São Paulo cuja simbiose de diferentes jogos produziu o miudinho. Contudo, arriscaria dizer que foi com o grupo Senzala que estas colagens ganharam maior proeminência e popularidade. O uso corrente do São Bento Grande de Angola e a mesma bateria utilizada na Capoeira Angola, contrasta com o jogo rápido, quase sempre em cima, a utilização de uma distinção hierárquica, as cordas, e uma atitude que em grande parte se aproxima da capoeira Regional. Mas afinal que formato é esse, é Angola ou Regional? A parte da resposta polémica, a verdade é que essa maneira de fazer capoeira, que alguns chamam simplesmente de Capoeira, nem Angola nem Regional, generalizou-se a partir da influência do Grupo Senzala principalmente. As fusões podem ainda se tornar mais complexas quando alguns grupos podem fazer uso da bateria da Capoeira Angola, tocar São Bento Grande de Bimba, numa atitude que de alguma forma mais se aproxima da Regional, contendo algo da Angola, ainda que de maneira discreta.

Na ausência de um termo mais adequada, convencionamos chamar de “capoeira contemporânea” toda prática da capoeira que de alguma maneira não se enquadra nem na Regional, tão pouco na Angola. Mestre Nestor Capoeira, a respeito da capoeira feita pelo grupo Senzala, batizou-a de estilo regional-senzala, nome que nunca chegou a propagar-se nos jargões correntes dos capoeiristas, penso que por força da sua pouca consistência. Embora o termo “capoeira contemporânea” tenha-se generalizado, tão pouco tornou-se consensual, pois alega-se, em argumento válido, que contemporânea pode ser também toda e qualquer capoeira que se pratica em nosso tempo, seja ela qual for. O argumento tem pertinência, mas não resolve o problema de uma nomenclatura clara que nos permita situar as diversas formas de fazer e ver a capoeira hoje. Apesar das respostas estéreis e inconclusivas a esse debate, tenho de admitir que classificar faz parte da liturgia das nossas sociedades e os nossos atores sociais, os capoeiras, também fazem-no, como forma de categorizar a capoeira que praticam ou atribuir autenticidade e legitimidade aos coletivos em que se encontram.

De volta ao termo “capoeira contemporânea”, constatamos que formalmente esse “estilo”, se assim o podemos chamar, nunca foi criado ou instituído por nenhum mestre ou grupo, nem tão pouco exista um toque ou uma liturgia do jogo que o singularize. É do meu entendimento, sem grande margens para dúvidas, que em grande parte o Grupo Abada capoeira, quer goste-se ou não, na figura do mestre Camisa, também ele herdeiro de um certo legado do Grupo Senzala, popularizou uma estética que muitos caracterizam como contemporânea. Infelizmente, talvez por força das ferramentas do mercado e da indústria cultural com o qual o grupo Abada soube sempre trabalhar bem, está estética tornou-se uma imposição na qual muitos praticantes embarcaram de forma acrítica. Tudo que estava fora desse formato dominante passou a ser qualificado de coicero, saroba, e outros tantos adjetivos de tom pejorativo. Sabemos entretanto que a “capoeira contemporânea” jogada pelo grupo Abada nada tem de inovador, e nada mais é do que uma estetização uniformizada da capoeira no seu formato corporal e musical com base na capoeira de Bimba e Pastinha.

Se por um lado as práticas habituais da capoeira Angola e Regional foram formalmente instituídas e legalmente sancionadas pelo estado com a abertura das suas academias, “outras capoeiras” podem ser também criadas e inventadas pela pujança da sua vivência, pelo cariz de sua ideologia, pela força da sua estética ou pela forma generalizada da sua prática e é, a meu ver, o que ocorre com a “capoeira contemporânea” que singulariza o grupo Abada capoeira. Nada impede que, após o falecimento do Mestre Camisa – a quem espero que viva por muitos anos – que ele possa ser visto como criador da capoeira contemporânea, muito embora nunca a tenha instituído formalmente. Não podemos subestimar a força dos atores sociais e a sua capacidade de apropriarem-se, inventarem ou recriarem as coisas que os rodeiam.

No que toca a Capoeira Regional sabemos que poucos reivindicam essa ascendência, e os que fazem andam envoltos em polémicas, por não tomarem parte direta dos grupos que descendem dos discípulos de Bimba ou por não estarem ligados ao mestre Bimba por laços familiares e consanguíneos. Apesar da figura imponente do criador da Regional a verdade é que a Regional, no formato estrito concebido pelo mestre, nunca vingou, mesmo entre alguns dos seus mais conhecidos discípulos. Raros são os grupos em que se usa um berimbau e dois pandeiros, as sequencias, os balões e quase tudo que o mestre instituiu.

O mesmo não se passa com a capoeira Angola, cujo crescimento conheceu maior impulso com a sua internacionalização, como quase tudo no Brasil que só ganha visibilidade ao cruzar as fronteiras nacionais. Constata-se que há entre os praticantes da capoeira Angola um senso de pertença mais apurado que os caracteriza, muito embora, não se possa dizer que a capoeira Angola que hoje se pratica seja verdadeiramente unânime nas suas características e mesmo precisas na realização dos rituais tal como Mestre Pastinha os concebeu. Os uniformes são de cores diversas, existem diferenças nos alinhamentos das baterias, nos rituais de compra do jogo, na nomenclatura dos golpes e até o uso de cordas, que não é comum, serve de complemento aos paramentos utilizados em alguns coletivos para diferenciar as graduações. Vendida como a “capoeira mãe”, a verdadeira e autêntica, o que é certamente uma boa estratégia de mercado, a capoeira Angola é tão crioula e híbrida quantas as outras, carente de legitimidade e autenticidade que se busca nos discursos de pureza e originalidade.

A verdade é que a diferentes bricolagens e experimentações feitas com a capoeira permitem nos dizer que há muito mais o que nos une, capoeiristas, do que o que nos separa, ainda que muitos prefiram dividir e categorizar. E se dúvidas restarem sobre as classificações de que falamos, resta ainda perguntar: qual é mesmo a capoeira que praticas ?

 

* Ricardo Nascimento

Geógrafo
Mestre em Sociologia da Cultura
Doutorando em Antropologia
Professor de Capoeira

A Evolução da Capoeira no Mundo

A Evolução da Capoeira no Mundo: Caminhos de “esterilização” da arte para “fertilização” do negocio

O reconhecimento da capoeira na atualidade se depara com seu mais difícil paradigma, pois a mesma precisa conviver com um processo de transformação que, na maioria das vezes, só justifica-se por parâmetros que negligenciam princípios de ancestralidade, oralidade, aprender fazendo, dentre outros, que são encarados por seus praticantes como ultrapassados e/ou utilizados unicamente nos discursos eloqüentes dos “tiranos comandantes“ disfarçados de mestres. Neste sentido, nos propomos a refletir sobre algumas questões que tentarão nos aproximar de alternativas para dialogarmos com a tão famigerada “evolução“ da capoeira, apelidada em nosso tempo equivocadamente de Capoeira Contemporânea.

Inicialmente quero tratar especificamente da terminologia, que já de inicio apresenta-se erroneamente, pois faz referencia, considerando a grande maioria de capoeiras de senso comum, a um estilo que se distanciaria da Angola e da Regional, propondo uma mescla dos dois estilos anteriores, mesmo convivendo no mesmo período histórico, ou seja, representando uma pretensa evolução técnica e etc. Assim, se desta forma for encarada, seu nome correto talvez devesse ser Capoeira Futuro, Avançada, Espacial…..  Sei la….  E não Contemporânea, pois isso representa algo que convive em mesmo período.

Um outro ponto contraditório apresenta-se quando definimos esta nova capoeira “moderna“ como algo inusitado, futurístico, pois sua própria origem esteve sempre atrelada no discurso de que a mesma foi forjada a luz da Angola e da Regional baiana e sendo assim, o correto seria dizer que a mesma simplesmente tentou juntar o que vivia separado, fato que representaria uma grande incoerência, pois sabemos que quando investigamos a capoeiragem mais detalhadamente e criticamente, percebemos que o trabalho capitaneado por Bimba e por Pastinha possuíam muito mais semelhanças do que diferenças, pois os mesmos foram fruto da historia de um determinado local em um tempo especifico.

Sobre a técnica desta capoeira evoluída, o que temos visto são conseqüências desastrosas, considerando o grande numero de lesões, a violência com pouca belicosidade e ainda as atrocidades com relação à biomecânica dos movimentos, pois estes alem de não respeitarem os limites articulares e fisiológicos, ainda propõem uma pratica completamente distanciada da estética ancestral da capoeira, visto que os capoeiras deste estilo “evoluído“ mais se aproximam de ginastas ou acrobatas de circo com pretensões de luta, transformando o jogo em um espetáculo grotesco, pois não conseguem fazer bem nem a ginástica nem tão pouco a luta.

A musicalidade na capoeira tem papel fundamental, pois dela se desencadeia boa parte do processo “ritualístico”, ou seja, é a partir da musicalidade que os movimentos são executados, os instrumentos são tocados e as cantigas entoadas, contudo atualmente nos grupos intitulados de Capoeira Contemporânea, observamos uma linearidade melódica que não contempla as variantes ancestrais africanas, com letras ceifadas de seu conteúdo para reflexão, que já não cumprem tão bem o papel da oralidade e sua documentação da historia humana por contos e cantigas. Assim temos percebido que os instrumentos e as cantigas pouco a pouco tem perdido sua função ritual na roda, pois os praticantes alem de não valorizarem e desenvolverem esta parte do aprendizado, não conseguem decodificar a influencia da musicalidade na pratica, negligenciando o papel fundamental desta no desenvolvimento da roda.

A ladainha não arrepia mais, o cantador não se emociona, as cantigas não tratam do universo simbólico da capoeiragem e ainda a forma de cantar tem sido “plastificada“ e embalada para vender, criando um exercito de cantadores “copias de alguém famoso“, e se não bastasse isso, as pessoas ainda não conseguem perceber que o mesmo acontece por toda parte no modo de produção capitalista, pois todos querem parecer com os modelos vendidos pela mídia, idiotizados pela propaganda e aumentando o lucro dos “grupos produto“, como um grande Big Mac vendido na esquina de qualquer grande centro.

Em relação aos aspectos filosóficos, temos nosso maior abismo, basta observar os bonecos de vídeo game que representam os capoeiras, sempre musculosos, com movimentos robóticos, com uma negritude estereotipada, e ainda com golpes previsíveis e não característicos, negando os fundamentos difundidos pelos antigos mestres da Bahia.

Soma-se também a este conflito simbólico uma serie de situações organizacionais nos grupos de capoeira, aproximando-os administrativamente de empresas e distanciando cada vez mais das praticas humanas e necessidades da capoeiragem em sua trajetória, pois os mestres se transformaram em patrões, as rodas em shows, o conhecimento em produto de venda, as pessoas em números de matricula e sua filosofia em trabalhos acadêmicos de pessoas que nunca sujaram as mãos fazendo Au…..

Lamentável, mas esta tem sido a realidade que tenho encontrado em muitas partes do mundo em nossas viagens com a capoeira, e para piorar, se não bastasse tudo isso, tenho percebido, com o passar dos anos, que os poucos cabelos que ainda me restam estão ficando brancos e que a grande parte dos capoeiras acreditam que nossa arte esta em seu curso natural, como se alguma força alienígena controlasse estas mudanças, não sendo necessário refletir sobre as mesmas e só segui-las.

Quero propor com estas palavras, que não são verdades absolutas e sim um desabafo ingênuo de um capoeira da Bahia, que existem sim alternativas e estas estão ao alcance de todos aqueles que investigarem a matriz ancestral da capoeira e seus representantes mais antigos, observando a forma como jogam, sua fala, como lidam com os instrumentos, seus códigos filosóficos e acima de tudo como vivem, mesmo não fazendo parte do espetáculo futurístico da Capoeira Contemporânea.

Sugiro uma busca na década de trinta e seus princípios metodológicos para trato com a Educação Física, pois la encontraremos as bases desta dita capoeira evoluída, comprovando que a mesma não possui nada de moderno e sim uma adaptação mal feita para na atualidade atender as demandas do capital, considerando a dicotomia corpo/mente e o processo de adestramento pelas seqüências de ensino idiotizantes, atrofiando o senso critico e favorecendo o negocio dos mega grupos e seus mestrões.

Despeço-me pedindo força ao Grande Arquiteto do Universo e perdão pela possibilidade de minhas palavras ofenderem camaradas ainda não despertos para as armadilhas desta capoeira mercadorizada, espetacularizada e muito distante das necessidades de aprendizado para evolução da humanidade.

“Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”
Nemo Nox

Jean Adriano Barros da Silva
www.guetocapoeira.org.br
Tel: 55 71 8109 2550 / 3363 4568 / 3366 4214
75 9168 7534 / 75 3634 2653
Bahia – Brasil

Musica & Capoeira uma “íntima e rica ligação”

Show Patrimônio Nacional

A capoeira é um conjunto de tradições folclóricas, surgidas a partir da cultura africana e seu sincretismo com a cultura européia e indígena no Brasil. Como toda tradição negra e indígena, foi por muito tempo considerada pagã e ilegal. Mestre Bimba foi quem legalizou a capoeira durante o governo do Presidente Getúlio Vargas em 1953, e com isso a capoeira e sua musica foram introduzidas no exército e universidades. Em 2007 a capoeira, popular em todo mundo, foi considerada “ Patrimônio Nacional ” pelo então Ministro da Cultura Gilberto Gil.

Por outro lado, a arte contemporânea de forma geral se manifesta através da fusão entre diversos elementos e linguagens. Muitas outras manifestações folclóricas brasileiras (como o samba e o maracatu) e de outras partes do mundo (como o blues, funk, reggae e os ritmos latinos) já sofreram esse processo, colocadas em diálogo com outras linguagens como o Jazz, o Rock e a música eletrônica. Dessa forma, assim como essas manifestações vieram de culturas regionais e ganharam o mundo através de seus realizadores, se faz necessário que a capoeira – com seus cânticos envolventes e de fácil absorção, por se tratar de uma prática coletiva – seja também apresentada ao mundo da música popular. Rodrigo Sá desenvolve uma proposta de promover a fusão da capoeira dentro do cenário da música popular como forma de resgatar e renovar essa cultura folclórica dentro do movimento da arte contemporânea e da World Music.

Desenvolver um espetáculo a partir do encontro da capoeira e da cultura brasileira com a World Music que compreenda diversas formas de arte e cultura popular (música, dança, video, cantigas, etc.) para ser apresentado em festivais de música no Brasil, Europa, Estados Unidos e outras partes do mundo.

A influência estética predominante na concepção do show idealizada, mistura elementos de performance, vídeo e artes plásticas para envolver o público em um ambiente festivo e cheio de energia. Dessa forma, o show proposto visa unir os elementos musicais que envolvem a capoeira com outros gêneros musicais, produzindo um espetáculo de musica que integre performance e mídia.

O fato de usar a capoeira integrada a um espetáculo musical, como proposto, traz uma série de conceitos que potencializam ainda mais o show em um ambiente de grandes festivais. Por se tratar de uma prática cultural coletiva, seus cânticos melodiosos e de fácil absorção cativam rapidamente o público. A batida na palma da mão que acompanha a capoeira também oferece um ambiente onde as pessoas se sintam à vontade para participar e se envolver com a música. Além disso, a prática das rodas de capoeira proporciona um ambiente saudável e de alto astral, aberto a quem queira participar.

O objetivo com esse espetáculo é conseguir transmitir esses elementos e sentimentos ligados à capoeira em um ambiente festivo de música, proporcionando uma experiência excepcional para o grande público. A estética do palco e do ambiente do espetáculo será desenvolvida também com base nos grandes festivais, criando um cenário de alto padrão.

De forma geral, promover a fusão da capoeira, seus elementos e instrumentos musicais com a música popular.

A música é a atração principal do espetáculo. Em suas composições, Rodrigo Sá desenvolve letras com refrão baseado em cânticos históricos da capoeira. A banda de apoio é composta por MPC, baixo, bateria, guitarra, duas percussões, compondo arranjos bem trabalhados, que contam com influências variadas além da capoeira.

O Show é uma Mistura do Brasil dentro de uma leitura Pop conceitual, com a pegada diferenciada, mostrando nossa Brasilidade de forma completa dentro do universo da World Music. Para os gringos um banho de cultura Brasileira, para os Brasileiros um pedaço rico da nossa história em 1h 30m.

 

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“A Capoeira dentro da Cultura Pop.”

 

A capoeira é um conjunto de tradições folclóricas, surgidas a partir da cultura africana e seu sincretismo com a cultura européia e indígena no Brasil. Como toda tradição negra e indígena, foi por muito tempo considerada pagã e ilegal. Mestre Bimba foi quem legalizou a capoeira durante o governo do Presidente Getúlio Vargas em 1953, e com isso a capoeira e sua musica foram introduzidas no exército e universidades. Em 2007 a capoeira, popular em todo mundo, foi considerada “ Patrimônio Nacional ” pelo então Ministro da Cultura Gilberto Gil.

Por outro lado, a arte contemporânea de forma geral se manifesta através da fusão entre diversos elementos e linguagens. Muitas outras manifestações folclóricas brasileiras (como o samba e o maracatu) e de outras partes do mundo (como o blues, funk, reggae e os ritmos latinos) já sofreram esse processo, colocadas em diálogo com outras linguagens como o Jazz, o Rock e a música eletrônica. Dessa forma, assim como essas manifestações vieram de culturas regionais e ganharam o mundo através de seus realizadores, se faz necessário que a capoeira – com seus cânticos envolventes e de fácil absorção, por se tratar de uma prática coletiva – seja também apresentada ao mundo da música popular. Rodrigo Sá desenvolve uma proposta de promover a fusão da capoeira dentro do cenário da música popular como forma de resgatar e renovar essa cultura folclórica dentro do movimento da arte contemporânea e da World Music.

A capoeira é um conjunto de tradições folclóricas, surgidas a partir da cultura africana e seu sincretismo com a cultura européia e indígena no Brasil. Como toda tradição negra e indígena, foi por muito tempo considerada pagã e ilegal. Mestre Bimba foi quem legalizou a capoeira durante o governo do Presidente Getúlio Vargas em 1953, e com isso a capoeira e sua musica foram introduzidas no exército e universidades. Em 2007 a capoeira, popular em todo mundo, foi considerada “ Patrimônio Nacional ” pelo então Ministro da Cultura Gilberto Gil.

Por outro lado, a arte contemporânea de forma geral se manifesta através da fusão entre diversos elementos e linguagens. Muitas outras manifestações folclóricas brasileiras (como o samba e o maracatu) e de outras partes do mundo (como o blues, funk, reggae e os ritmos latinos) já sofreram esse processo, colocadas em diálogo com outras linguagens como o Jazz, o Rock e a música eletrônica. Dessa forma, assim como essas manifestações vieram de culturas regionais e ganharam o mundo através de seus realizadores, se faz necessário que a capoeira – com seus cânticos envolventes e de fácil absorção, por se tratar de uma prática coletiva – seja também apresentada ao mundo da música popular. Rodrigo Sá desenvolve uma proposta de promover a fusão da capoeira dentro do cenário da música popular como forma de resgatar e renovar essa cultura folclórica dentro do movimento da arte contemporânea e da World Music.

A capoeira é um conjunto de tradições folclóricas, surgidas a partir da cultura africana e seu sincretismo com a cultura européia e indígena no Brasil. Como toda tradição negra e indígena, foi por muito tempo considerada pagã e ilegal. Mestre Bimba foi quem legalizou a capoeira durante o governo do Presidente Getúlio Vargas em 1953, e com isso a capoeira e sua musica foram introduzidas no exército e universidades. Em 2007 a capoeira, popular em todo mundo, foi considerada “ Patrimônio Nacional ” pelo então Ministro da Cultura Gilberto Gil.

Por outro lado, a arte contemporânea de forma geral se manifesta através da fusão entre diversos elementos e linguagens. Muitas outras manifestações folclóricas brasileiras (como o samba e o maracatu) e de outras partes do mundo (como o blues, funk, reggae e os ritmos latinos) já sofreram esse processo, colocadas em diálogo com outras linguagens como o Jazz, o Rock e a música eletrônica. Dessa forma, assim como essas manifestações vieram de culturas regionais e ganharam o mundo através de seus realizadores, se faz necessário que a capoeira – com seus cânticos envolventes e de fácil absorção, por se tratar de uma prática coletiva – seja também apresentada ao mundo da música popular. Rodrigo Sá desenvolve uma proposta de promover a fusão da capoeira dentro do cenário popular como forma de resgatar e renovar essa cultura folclórica dentro do movimento da arte contemporânea e da World

Rodrigo Sá

 

Aconteceu: II MUZENZAYA CAPOEIRA

O Grupo Muzenza de Capoeira/AL realizou nos dias 12 a 14 de dezembro em Maceió, o II MUZENZAYA – Encontro de Capoeira que possui todas as atividades ministradas por mulheres. As atividades aconteceram nos bairros do Feitosa, Jatiúca e Clima Bom, com aulas de maculelê, dança-afro, teatro e capoeira.

O evento buscou expandir a atuação feminina, combater qualquer forma de preconceito e investir no desenvolvimento do patrimônio cultural no Estado. Os organizadores defendem que: "Na roda de capoeira não existe homem nem mulher, somos todos capoeiristas".

A capoeira é uma das principais riquezas da cultura afro-brasileira. Praticada em 164 países, é uma mistura de dança, música, esporte, arte, brincadeira, e também, considerada uma filosofia de vida para muitas pessoas. Divide-se em estilos: angola, regional e contemporânea (criada recentemente), executados por capoeristas das mais variadas classes sociais, faixas etárias, sem discriminação quanto à religião, raça ou gênero.

 

Mais informações: (82) 8814-4366, 8808-9366, ou pelo email tacmar_@hotmail.com .

 

Acesse o site: http://www.muzenza.com.br.

Portugal: Meeting Internacional de Capoeira Primavera em Faro

Um dos grandes eventos da capoeira em Portugal irá acontecer na primavera, início de Abril, em Faro. A organização é da Companhia de Capoeira Contemporânea sob a batuta do carismático e ímpar Mestre Alexandre Batata, figura única, complexa e um dos grandes cantadores da capoeira.
O bom humor, a alegria e o prazer do encontro e da camaradagem estão garantidos, pois para este ano o Meeting tem uma extensa lista de convidados especiais.
 
Uma excelente oportunidade para aumentar a bagagem, papoeirar e capoeirar muito!!!
Não perca este encontro, eu estarei lá e voce?
Luciano Milani
O Meeting Internacional de Capoeira Primavera em Faro, organizado pela C.M Faro e a Associação Companhia de Capoeira Contemporânea, tem como objectivo reunir os capoeiras para um convívio de três dias, onde todos os presentes, desde os mais inexperientes aos mais vividos no mundo da capoeiragem tenham oportunidade de jogarem muita capoeira, trocarem experiências e serem felizes.
 
Levar à sociedade não capoeirista a sensação de alegria do povo brasileiro, além de informações sobre a grande “Embaixadora da Língua  Portuguesa” a Capoeira .
 
Este ano, o Meeting acontecerá no Sporting Clube Farense, Cidade de Faro, Portugal. Onde acontecerão exposições, apresentações de Capoeira e Danças folclóricas brasileiras (Maculelê, Samba de roda ,puxada de rede e outras mais)pelos grupos  presentes (fotos, vídeos, história de sua formação, livros etc…),tudo aquilo que possa ilustrar os caminhos já percorridos e a percorrer.
Faremos também, uma feira com venda dos mais diversos materiais utilizados na capoeira (o lucro das vendas será todo revertido para o expositor do material) para que isto ocorra, é necessário, a colaboração e empenho do maior número de participantes possível., lembrando, que a região do Algarve nesta época do ano tem um fluxo muito grande de turistas.
 
Meeting Internacional de Capoeira Primavera em FaroAs rodas de capoeiras acontecerão ininterruptamente durante todo o evento, sendo que este ano, serão rodas dirigidas por Mestres que as conduzirão de acordo com as suas “verdades de fundamentos”( formação da bateria ,formas de canto, palmas ,estruturas de jogos) resultando  assim num intercâmbio de informações.
Contamos mais uma vez com a presença de Suas Exªs. o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Faro, o Sr. Embaixador do Brasil e o Sr. Governador Civil de Faro , Realizaremos, na Sexta dia 06 as 20.00hs , uma passeata pela cidade com todos os capoeiras tocando seus instrumentos .
TRAGA O SEU BERIMBAU!
 
Convidados:
 
MESTRES
Umoi, Nininho, Nilson(Nilsão), Chapão, Pantera, Maclau, Cota,Bailarino, Tucas, Nino Alves, Jerusa, Sanhaço, Barão,Bolão(mestrando),Birrila, Chocolate, Saulo, Gege, Will, Sombracelha, Canhoto, Ulisses, Leonan, Pitbull, etc …
 
CONTRAMESTRES
Marco Antonio, Betão, Zé Gotinha, Pernalonga(Alemanha), Nagô, Leozinho, Pernalonga (Portugal), ET, Coruja.Nilso
 
ESPECIAIS
Professora Fada, Meline e Ariranha (Alexandre também)
 
PROFESSORES
Macaúba, Mussum, Arroz-doce, Papagaio, Bokazul, Tito, Bola, Conde, Kojak, Tico-Tico, Birita, Cogumelo, Guerreiro, Fada, xié, Skank, Brancão, Luciano Milani e Pacheco.
 
Monitores,estágiarios e profissionais de capoeira:São todos bem vindos.
 
Equipe de DANÇAS FOLCLÓRICAS BRASILEIRA DO GRUPO ALTO ASTRAL.
 
OS MESTRES CONTRAMESTRES E PROFESSORES DA LISTA DE CONVIDADOS SÃO AQUELES QUE JUNTOS JÁ FIZERAM OS OUTROS MEETING,SENDO QUE 80% JÁ CONFIRMOU PRESENÇA.
 
"QUEM NÃO GOSTA DE ALGUÉM,NÃO PRECISA AGREDI-LO,BASTA IGNORAR O ÓDIO E CONVIVER COM QUEM GOSTA"
 
Se por acaso me esqueci de alguem me digam.
E todos os Capoeiras que quiserem participar.
 
CONVIDADOS ESPECIAIS MAIS DO QUE ESPETACULARES
SPECIAL GUEST:
OS ALUNOS,OS ALUNOS,OS ALUNOS,OS CAPOEIRAS E VC!
 
Mestre Alexandre Batata
 
Meeting Internacional de Capoeira Primavera em Faro 
 
Meeting Internacional de Capoeira Primavera em FaroASSOCIAÇÃO COMPANHIA DE CAPOEIRA CONTEMPORÂNEA
 
e-mail: ciacapoeiracontemporanea@gmail.com  
 
Mestre Batata – Telf.00351 91 682 85 88
 
 
Programação e Inscrição: Acesse o link para maiores informações:
 
http://meetingcapoeirafaro2007.pt.vc/