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O Berimbau

A Lenda do Berimbau

Uma menina saiu a passeio. Ao atravessar um córrego abaixou-se e tomou a água no côncavo das mãos. No momento em que, sofregamente, saciava a sede, um homem deu-lhe uma forte pancada na nuca. Ao morrer, transformou-se imediatamente num arco musical: seu corpo se converteu no madeiro, seus membros na corda, sua cabeça na caixa de ressonância e seu espírito na música dolene e sentimental.

(Conto existente no leste e no norte africano)
(Texto retirado da Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia) nº 80 de 1956.

Origem:

A introdução deste instrumento no Brasil foi feita com a chegada dos negros Bantos, mais precisamente pelos Angolanos, cuja a cultura é uma das mais antigas de África.

No entanto, vale a pena salientar que, apesar do Arco Musical ter chegado ao Brasil por intermédio dos negros africanos, isto não implica que tenha sido criado por estes.

Emília Biancardi, na obra Raízes Musicais da Bahia, diz acreditar-se que o arco musical já estava em uso há 15.000 anos antes de Cristo, porquanto aparece em pinturas rupestres da época, como a que foi encontrada na caverna Les Trois Frèmes, no sudeste da França. Albano Marinho de Oliveira, em pesquisa publicada na revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia de 1956, diz que, de entre os instrumentos de corda conhecidos no mundo, os mais antigos são a harpa, o Alaúde e a Cítara.

Estes Instrumentos existem há cerca de 4.000 anos antes de Cristo e foram encontradas gravuras em pinturas e relevos do antigo Egipto. Todos estes três instrumentos retratados, tiveram a sua origem num arco musical, que tinha como característica, uma corda fixada nas suas extremidades e tendo como amplificador de som, uma caixa de ressonância, podendo até mesmo ser um buraco no chão.

O arco musical foi, com toda a certeza, o ponto de origem da Harpa, opinião dominante entre os musicólogos. Hugo Riemann, na sua obra História La Música – 1930, diz acreditar que o som produzido pelo arco de caçador ao disparar a flecha foi, sem dúvida, segundo a lenda, a causa da invenção do arco musical. Teoria esta, contestada por Curt Sachs, na obra História Universal de Los Instrumentos Musicales.
De qualquer forma, torna-se impossível fixar o ponto e época exacta do seu aparecimento, pois a extensão geográfica da sua expansão dificulta certezas. Curt Sachs, anota a sua existência no México, na Califórnia, na Rodésia, no Norte e no Este Africanos, na ilha de Pentecostes, e na Índia; Carlos Vega, entre Índios da parte mais meridional da América do Sul e Ortiz, na ilha de Cuba.

Albano de Oliveira resume que:
“dos instrumentos de corda primitivos, a harpa provém de um arco, semelhante ao de caçador. E como referências antigas dão como a arpa originária do Egito, lítcito é se adimitir que o arco musical dalí partiu, espalhando-se a princípio pelo Oriente Próximo, Sul da Índia, onde Curt Sachs acredita existir a forma mais primitiva do arco musical, Indostão, Oceania, Continente Africano e somente nos tempos modernos, Europa e América.”

O Nome:

Hoje em dia não nos é possível definir com exactidão a origem do vocábulo Berimbau, nem tão pouco sabermos quando este arco musical perdeu o nome de origem e herdou o termo conhecido actualmente.

A ideia mais aceite, é a de que o nome Berimbau venha do termo vindo do quibundo m`birimbau, existem ainda os que defendam sua origem vinda do termo Balimbano, de origem mandinga, ambos os termos estão registados no Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, de José Pedro Machado. De outra forma, acredita-se que seja um termo vindo da palavra de origem Ibérica Birimbau, que, no Dicionário da Real Academia Espanhola, é definido como sendo um pequeno instrumento, composto de arame ou madeira, com uma lâmina fina fixa ao meio.
Segundo Albano de Oliveira, em pesquisa na obra “Viagem Pitoresca e Histórica do Brasil” de Jean Baptiste Debret, artista Francês que morou no Brasil de 1816 até 1831, o nome de origem do nosso conhecido arco musical, o berimbau, era Urucungo, termo angolano, comprovando assim a origem angolana do instrumento.

De outra forma, encontramos vários outros termos que definem o berimbau de barriga, são estes Uricundo, Urucungo (este último também registrado por Edson Carneiro, como já referido, sendo de origem Angolana), Orucungo, Oricungo, Lucungo, Gobo, Rucungo (registrados por Arthur Ramos), Bucumba, Macungo, Matungo e Rucumbo, bem como outros termos ainda não conhecidos.

O emprego do Arco Musical:

Segundo a ordem cronológica da história dos instrumentos, os de percussão surgiram primeiro, sendo utilizados pelos povos guerreiros, seguidos dos de cordas e posteriormente, os de sopro.

O arco musical teria nascido no Egipto, ou segundo Curt Sachs, no sul da Índia, em épocas muito remotas, e atravessou tempo e fronteiras, sendo conhecido em todos os continentes. O seu uso deveria ser apenas para a satisfação humana nas horas de lazer, ou ainda para manifestações religiosas, pois segundo consta, toda a história da música, está retratada em registros e documentos religiosos, como as gravuras tumulares egípcias, onde os instrumentos aparecem como forma de reverência aos Deuses, ao que o arco musical não seria excepção.

Provando isso, Curt Sachs, em pesquisa sobre o arco musical, encontrou povos em ainda estágios primitivos de civilização, no qual o arco musical está ligado a religião, misticismo ou lenda, como, por exemplo, a dos povos do Norte e Este Africano, que narram a história da menina que bebia água num córrego, retratada no início desta pesquisa. Povos do México, como os Covas, utilizam um arco musical com uma caixa de ressonância separada. Esta caixa é na verdade o símbolo da deusa da Lua e da Terra, e entre algumas tribos deste mesmo povo, só as mulheres podem tocá-lo. Na Rodésia, o arco musical é tocado na iniciação das meninas. Já os Washam Balás, do Leste Africano, acreditam que o homem não poderá casar se, quando estiver fabricando o instrumento, se partir a corda, pois trata-se de um instrumento sagrado.

O emprego do arco musical com característica religiosa, tende a diminuir entre os povos com níveis diferentes de cultura, é o que acredita Albano de Oliveira. No Tongo, o arco musical é tocado pelos velhos anciãos nativos apenas como forma de recordarem os tempos áureos da juventude. É o que faziam, segundo relato de Alfredo Brandão, quando os negros de alagoas, tocados pelos sentimentos de saudade e tristeza, aproveitavam a calada da noite nas senzalas para tocarem o berimbau.

No Brasil, o berimbau não esteve, nem está ligado, a religiosidade, no entanto, sabemos do emprego do mesmo em missas, ou momentos que relembrem velhos mestres, sendo esta uma prática particular dos capoeiristas. Na bahia, durante as festas de largos em dias santificados, era costume aparecerem tocadores de berimbaus.

Retratado ainda pelos viajantes Rugendas e Debret como instrumento utilizado para atrair fregueses, ou mesmo, como forma de um cego pedir auxílio, o berimbau exercia várias funções.

Hoje em dia, no Brasil, o berimbau é encontrado especialmente nos grupos de capoeira, onde exerce um papel importantíssimo na manutenção do jogo. É ainda usado por músicos e grupos de danças como instrumento de percussão.

A introdução na Capoeira:

Como sempre, esbarrando na carência de documentos que comprovem com exactidão o uso do berimbau na capoeira, pesquisadores e historiadores, baseiam-se em gravuras, desenhos, pinturas, crónicas, anotações e narrativas da época, sendo estas as únicas fontes existentes para a pesquisa, que por si só, não nos garantem certezas.

Sabendo que a capoeira nasceu primeiramente como luta, podemos deduzir que o berimbau não tenha tido, nesta época, relação com a mesma, cabendo este papel aos batuques e atabaques, que possuem uma identificação maior com as lutas e rituais afros, é o que prova a gravura intitulada “Kriegsspiel” (Brincadeira de Guerra), registrada na obra “Viagem Pitoresca Através do Brasil”, livro lançado em 1763, de Jean Maurice Rugendas. Nesta gravura, não se verificou a presença do berimbau, e sim de um pequeno atabaque, e em volta dos lutadores, pessoas animando e a baterem palmas, num local, que, segundo Albano de Oliveira, é provavelmente o trecho onde é hoje Monte Serrate, na Bahia. Outra obra publicada entre 1834 e 1839, do francês Jean Baptiste Debrete, intitulada “Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil”, retrata um arco musical nas mãos de um cego. Temos ainda a ilustração de Joachim C. Guillobel (1787 – 1859), que registra a presença de um berimbau a ser tocado por um vendedor ambulante, como forma de atrair os fregueses, não vinculando assim o instrumento com a capoeira.

Sabemos ainda que as maltas de capoeiras no Rio de Janeiro foram perseguidas, sendo, desta forma, extinta a capoeiragem na antiga capital, e que, no Rio, se desconhecia a presença deste arco musical. Na Bahia, segundo Emília Biancarde, na segunda metade do século XIX, o berimbau foi introduzido na arte, pois a capoeira só se perpetuou graças ao seu uso, e ao dos demais instrumentos, pois, quando alguém estranho ao grupo se aproximava, era fácil transformar o jogo em dança, como por exemplo, o samba de roda. Com o passar do tempo, o berimbau passou a comandar a roda, sendo até hoje indispensável o seu uso. Emília Biancardi diz ainda que, segundo Mestre Pastinha, na década de 40, se costumava ver a presença de uma viola de doze cordas nas rodas, e que a presença do berimbau já se fazia sentir.

Existem, no entanto, aqueles que acreditam que o Berimbau já era usado na arte capoeira desde a época colonial, dentro das senzalas, segundo alguns relatos, como o que Rosangela Peta descreve na matéria sobre capoeira, na revista Super Interesante, lançada no mês de Maio de 96. Henry Koster (Inglês que se radicou em Pernambuco, virou senhor de engenho e passou a ser chamado Henrique Costa), escreveu nas suas anotações de 1816 que, de vez em quando, os escravos pediam licença para dançar em frente as senzalas, e divertiam-se ao som de objectos rudes. Um deles era o atabaque, outro “um grande arco com uma corda, tendo uma meia quenga de coco no meio ou uma pequena cabaça amarrada”, trazendo assim, a utilização do berimbau nos momentos em que os escravos, supostamente, estariam treinando a capoeiragem, em meio a festa.

Os tipos de Berimbaus na capoeira:

Na capoeira, são conhecidos três tipos de berimbaus, que possuem individualmente funções diferentes na bateria, que têm de ser bem executadas de forma a criar uma perfeita harmonia na roda. Na Bateria da capoeira angola usam-se três berimbaus, na charanga da regional, apenas um, sendo este acompanhado pela marcação dos pandeiros.

O Gunga:

É o berimbau que possui o som mais grave, tem como característica possuir uma cabaça (caixa de ressonância) grande. Alguns autores acreditam que o seu vocábulo venha da palavra angolana hungu. É também conhecido por muitos como berra boi. Este tipo de berimbau é mais utilizado no estilo de capoeira angola, onde é normalmente tocado pelo mestre ou capoeirista responsável em manter o ritmo da roda, pois é o gunga quem comanda a base do ritmo, ditando o toque e a cadência a serem executados.

O Médio:

Como o próprio nome refere, é o que possui uma cabaça com tamanho intermediário aos outros dois, tendo no som a mesma característica, tem como função acompanhar a base do toque do berimbau gunga, podendo no entanto, pontualmente, executar algumas variações. É o tipo de berimbau mais utilizado na formação dos instrumentos da Capoeira Regional, porém, é também parte integrante da bateria da Capoeira Angola.

O Viola:

Conhecido também como violinha, é responsável pelo improviso, dando o chamado “molho” ao ritmo. Quando um bom tocador está a manuseá-lo, seu som agudo, é de uma vibração inigualável, fazendo com que a assistência escute o lamento ou mesmo uma saudação alegre e feliz, através de sua música. É dos três tipos o que possui a menor das cabaças.

A constituição do Berimbau:

Um instrumento monocórdio, constituído por uma verga arqueada, um arame estendido, uma cabaça, que tem o papel de caixa de ressonância, uma baqueta de percussão, um dobrão ou seixo, e ainda é acompanhado pelo uso do caxixi.

A Verga:

A madeira que deve ser usada para a confecção do berimbau tem de ser flexível e resistente, a mais usada e conhecida é a Biriba, que deve ser cortada no mato, na lua quarto minguante. Em viagem pela Bahia, perguntei ao Mestre Marinheiro, residente em Feira de Santana, artesão e vendedor de berimbau e caxixi, que se encontrava na capital baiana, se, com tanta extracção de Biriba, ela não correria o risco de se extinguir, ao que ele respondeu que, normalmente quando extraída da mata, passados dois a três anos ela renasce do mesmo ramo cortado.
Alguns artesãos cozinham a biriba, como forma de torná-la mais resistente. O Berimbau ainda pode ser feito com outros tipos de madeiras, tais como o cunduru, o pau d´darco, o pau pombo, a tapioca, o bambu e outras. Em Portugal, como forma de suprir a carência de espécies encontradas somente na Mata Atlântica, usa-se o eucalipto, ou o pau de lodo, sendo este último utilizado no tradicional Jogo do Pau Português. No caso do eucalipto, este deve ser tirado quando ainda está pequeno e verde, e antes de o cortar, deve-se primeiro vergá-lo a fim de não proceder a um corte desnecessário, ficando a verga inutilizável e sem uso. Depois de verificada a resistência e feito o corte, deve-se retirar a casca, quando esta ainda se encontra verde e húmida, logo depois deixa-se secar à sombra durante cerca de uma semana e meia, e só depois se poderá proceder ao trabalho de acabamento.

A Corda:

Em tempos remotos, eram usados como fio para este instrumento, sipó ou vísceras de animais, só muito tempo depois se introduziu o uso do arame comum (recozido), para só depois então, com a chegada dos primeiros automóveis importados a Salvador, segundo mestre Pastinha em relato a Emília Biancarde, os tocadores, que na sua maioria trabalhavam como estivadores nas docas de salvador, descobrirem que o arame temperado existente nos pneus dos carros produziam um som melhor que o sipó-timbó ou arame comum, e passaram a utilizá-lo.

A Cabaça:

(Cucurbita Lagenaria, Lineu) É uma planta rampante. De uso múltiplo e secular entre os utensílios domésticos, herdados da indiaria. Deve ser utilizada quando bem seca, cortada no caule, lixada por dentro a fim de limpá-la das sementes e vestígios de fibras encontrados no seu interior, para depois serem feitos dois furos, onde passará um cordão a fim de fixá-la na verga, esta terá a função de ampliar o som do arame percutido. Mestre João Pequeno, quando do término de sua roda na academia João Pequeno de Pastinha, localizada no Forte Santo António, utiliza-se da cabaça como forma de ampliar a sua voz, para proferir a sua palavras aos capoeiristas e público presente na sua academia.

O Dobrão:

Segundo relato de Mestre Pastinha, nos primitivos berimbaus, os músicos utilizavam as unhas do dedo polegar, como forma de obter efeito sonoro, colocando-a próxima ou distante da corda. O nome dobrão, tão caro ao Mestre Noronha, é tomado da moeda de 40 reis, sendo essa uma peça de cobre com cerca de 5 centímetros. No entanto, muitos capoeiras preferem o uso dos seixos como forma de modular as notas e, segundo Dr. Decânio, os africanos costumam utilizar-se desta mesma pedra. Em Portugal os seixos são encontrados em abundância, nas margens das suas praias com características rochosas, moldados pelo mar, tomando uma forma cilíndrica quase que perfeita, óptima para o manuseio.

A Baqueta:

medindo cerca de 40 centímetros, é utilizada para percutir no arame montado na verga e, dependendo do gosto do tocador, ela pode ser leve ou pesada, tem de ser feita com material resistente, como ticum, lasca de bambu, ou até mesmo eucalipto.

As partes do Berimbau:

Em visita a Associação de capoeira Mestre Bimba, presidida e orientada pelo Mestre Bamba, tive o prazer de conversar com o já citado Mestre Marinheiro, que definiu os nomes das partes do berimbau como sendo:

Birro:

acabamento na parte inferior da verga, onde o arame é fixado, alguns capoeiristas chamam-no de “casa”. Existem diferenças na forma como são encontrados os Birros, na Capoeira Regional, pode ser pontiagudo, e na angola, feito com uma saliência.

Argola:

Extremidade da parte inferior do arame, onde será fixo no birro.

Presilha:

É na verdade, o cordão que serve para prender a cabaça na verga e no arame.

Couraça de protecção ou couro:

É um pequeno disco de cabedal grosso, fixo na extremidade superior da verga, como forma de evitar que o arame penetre na verga inutilizando-a.

Ponteira:

extremidade superior da corda (arame), onde este se encontra moldado como uma argola, e onde é preso um cordão de algodão ou sisal, que irá tencionar o fio de arame, e fixá-lo na verga.

Outras partes do Berimbau:

Verga, cabaça, baqueta, dobrão ou seixo, arame de aço, e ainda como complemento o caxixi.

 

Fonte: Blog Capoeira Alto astral

Muzenza: Mundial Capoeira Brasil 2013

INTRODUÇÃO

A CIDADE DO RIO DE JANEIRO SERÁ A SEDE DO FESTIVAL MUNDIAL DA CULTURA BRASILEIRA , NÃO É SÓ PELA SUA HISTÓRIA DE CAPOEIRA, SAMBA, JONGO E OUTRAS CULTURAS  NA ERA COLONIAL COMO PELA SUA POSIÇÃO GEOGRÁFICA ESTRATÉGICA POSSIBILITANDO A VINDA DE CAPOEIRISTAS DO MUNDO INTEIRO.
SUA BELEZA ARQUITETÔNICA, SUAS BELAS PRAIAS, O SAMBA, O JONGO, O FUNK , O FUTEBOL, AS PRAIAS E A ALEGRIA DO CARIOCA NOS FAZ CHEGAR AO EQUILÍBRIO, PORTANTO A PRESENÇA DOS MESTRES CONHECIDOS MUNDIALMENTE VEM DAR CREDIBILIDADE AOS GRANDES EVENTOS REALIZADOS PELO GRUPO MUZENZA NESSES 41 ANOS DE EXISTÊNCIA.
OBJETIVO
PROMOVER O 1º ENCONTRO DE PROFESSORES , ACADÊMICOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA, PEDAGOGOS, PSICÓLOGOS, PSICOPEDAGOGO E HISTORIADORES, NO INTUITO DE CONTEXTUALIZAR OS DEBATES E NOVAS PROPOSTAS PARA A ARTE DA CAPOEIRA.
O CAMPEONATO MUNDIAL É UMA COMPETIÇÃO DO JOGO DA CAPOEIRA  RESPEITANDO AS TRADIÇÕES E OS FUNDAMENTOS DA RODA.
OS CURSOS DE VÁRIOS SEGMENTOS.
RODA ABERTA DE RUA, PROMOVENDO A TROCA DE DISSEMINAÇÃO DE CONHECIMENTOS, TREINAMENTOS, RITUAIS, E FILOSOFIAS DA ARTE DA CAPOEIRA.
SOB A COORDENAÇÃO DO MESTRE BURGUÊS E COM A PARTICIPAÇÃO DE VÁRIOS MESTRES, AMIGOS, CONVIDADOS E DEMAIS INTERESSADOS, QUE TRABALHAM COM A ARTE DA CAPOEIRA.
APRESENTAÇÃO
DURANTE SÉCULOS O NEGRO FOI ESCRAVO, MALTRATADO E HUMILHADO NA NOSSA TERRA BRASIL, E GRAÇAS A ESSES INFORTÚNIOS, NA ÂNSIA DE LIBERDADE, A CAPOEIRA SURGIU.
SURGIU DO TERROR DAS IMUNDAS SENZALAS, DAS MAZELAS DA ESCRAVIDÃO, DO DESCASO DOS SENHORES E DA TOTAL FALTA DE HUMANIDADE REINANTE. PORÉM, ENQUANTO A ARTE DE RESISTÊNCIA, A CAPOEIRA, NO INÍCIO NÃO FOI TÃO BEM ACEITA ASSIM. PERSEGUIDA E QUASE IRRADICADA, TORNOU-SE FORMA DE VIDA DAS POPULAÇÕES URBANAS, A PARTIR DO SÉCULO XIX. POPULAÇÕES ESTAS MARGINALIZADAS, EM SUA MAIORIA, ATÉ HOJE.
LUTA, DANÇA, JOGO, CULTURA POPULAR, TUDO ISSO É A CAPOEIRA. EM BUSCA DE LIBERDADE DO CORPO E DO ESPÍRITO, A CAPOEIRA CAMINHA RUMO A PROFISSIONALIZAÇÃO. NO ENTANTO, COM RESPONSABILIDADE DE ALGUNS EM MANTER A CHAMA DA ANCESTRALIDADE ACESA, EM UM INTENSO RESGATE A CAMINHO DA CONSCIENTIZAÇÃO DE UMA IDENTIDADE PRÓPRIA.SENDO ASSIM O GRUPO MUZENZA DE CAPOEIRA BUSCA O RESGATE DE NOSSAS TRADIÇÕES E FAZENDO UM TRABALHO INDEPENDENTE DE REGRAS E NORMAS TÃO ESTRANHAS A SEUS VALORES E PROPÓSITOS, BUSCANDO, NO PASSADO DE LUTAS SOCIAIS E CULTURAIS(NÃO PESSOAIS), O CAMINHO QUE DÊ À CAPOEIRA A SUA VERDADEIRA IDENTIDADE.
PROGRAMAÇÃO
DIA 26 E 27 01/2013
1º ENCONTRO DE PROFESSORES E ACADÊMICOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA , PEDAGOGOS, PSICÓLOGOS, PSICOPEDAGOGOS E HISTORIADORES DO GRUPO MUZENZA

I) Na área do Treinamento Físico:
a) A importância da Flexibilidade para a prática da Capoeira.
b) Novos métodos de treinamento como auxiliares na preparação física do atletas de Capoeira: Treinamento Funcional, Treinamento suspenso, Pilates, Ballness (Bolas Suíça),etc.
II) Na área do Ensino:
a) Pedagogia da Capoeira na Escola;
b) A didática da Capoeira com adolescentes e adultos;
c) A importância do ensino da História e sua contextualização no ensino da Capoeira.
III) Na área Profissional:
a) Marketing pessoal;
b) Organização de eventos.
c) Utilização das redes sociais de forma profissional.
IV) Na área da Pesquisa:

a) Apresentação de oito temas-livres (dois para área Educação Física, dois para Pedagogo, dois para historiadores um para Psicólogo e um para Psicopedagogo) das áreas da História, Ed.Física, Pedagogia, Psicologia e Psicopedagogia.
b) Palestra: A importância da pesquisa para o desenvolvimento da Capoeira.
V) Na área Social:
a) Projetos sociais na Capoeira.
28/01/2013
2º ENCONTRO INTERNACIONAL DOS MESTRES DO GRUPO MUZENZA

29/01/2013
CURSOS

TREINAMENTO DE CAPOEIRA ANGOLA – REGIONAL – MODERNA  – ( MESTRES CONVIDADOS )
30/01/2013
TREINAMENTO COM OS MESTRES DA MUZENZA E A METODOLOGIA APLICADA NO GRUPO.

31/01/2013
EXAME PARA TROCA DE GRADUAÇÃO
TROCA DE GRADUAÇÃO E FORMATURA

DIA 01/02/2013
7º (CMMA) – CAMPEONATO MUNDIAL MUZENZA DE CAPOEIRA
CATEGORAIS MASCULINO E FEMININO:
CORDA – CRUA
CORDA – CINZA  /  CINZA E AMARELO
CORDA – AMARELO  /  AMARELO E LARANJA
CORDA – LARANJA  / LARANJA E VERDE
CORDA – VERDE   /  VERDE E VERMELHA
CORDA – VERDE E AZUL  / VERMELHA E AZUL (MONITOR)
CORDA – AZUL  /  VERMELHA E ROXA / VERMELHA E MARROM /  VERMELHA E PRETA
CORDA – CONTRA MESTRES E MESTRES
MASTER – DE 40 A 50 ANOS   (QUALQUER CATEGORIA PODE ENTRAR)
SÊNIOR – ACIMA DE 50 ANOS (QUALQUER CATEGORIA PODE ENTRAR)
INFANTIL – ATÉ 12 ANOS INCOMPLETOS
JUVENIL – DE 13 ANOS A 17 ANOS
ADULTO (MASC. E FEMININO) ACIMA DE 18 ANOS

DIA 02/02/2013
WFC (WORLD FIGHT CAPOEIRA MUZENZA)
CAMPEONATO DE CONTATO DE CAPOEIRA
CAPOEIRA É LUTA PRÁ QUEM É LUTADOR

Visitas as rodas de capoeira dos amigos do Grupo Muzenza.
Visitas e pesquisas a museus, bibliotecas e etc.
Obs.: A programação dos cursos, palestras, regulamento e locais serão divulgados através do site:
www.mundialmuzenza.com.br
CLIENTELA
PROFESSORES DE CAPOEIRA,
CAPOEIRISTAS EM GERAL,
PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA,
HISTORIADORES,
PEDAGOGOS,
PSICÓLOGOS,
PSICOPEDAGOGOS,
PESQUISADORES,
SIMPATIZANTES.
INSCRIÇÕES
FAZER DEPÓSITO:
Banco Bradesco – Ag. 541-0 Conta Corrente 76.624-0
Em favor de ANTONIO CARLOS MENEZES (MESTRE BURGUÊS)
Banco Itaú – Ag. 8325 – Conta Corrente 01673-4
Em favor de LILIA BENVENUTI DE MENEZES (PROFESSORA CRIANÇA)

Após efetuar depósito enviar fotocópia para o EMAIL: mundialmuzenza@hotmail.com ou enviar fotocópia para o endereço:

Av. Roberto Silveira, 348 – Apto. 103 – Bloco B – Icaraí
CEP 24230-161 – Niterói – Rio de Janeiro – Brasil
INFORMAÇÕES:
FONES:
(21) 9190.3234 TIM
(21) 8215.5979 TIM
(21) 7253.7339 VIVO

HOTÉIS E POUSADAS:
POUSADA FLAMENGO
TEL: (21) 2265.4476 / 2557.4659
AV: SILVEIRA MARTINS, 183 –
CATETE – RJ
POUSADA ART RIO
TEL. (21) 2205.1983 /2557.1058
AV: SILVEIRA MARTINS,135 –
CATETE – RJ
POUSADA GLÓRIA
TEL: (21) 2558.8064
RUA: DO CATETE, 34 – 1º ANDAR
CATETE – RJ
POUSADA REPÚBLICA
TEL: (21) 2556.2315
RUA: SILVEIRA MARTINS, 139
CATETE – RJ
HOTEL LEÃO
TEL: (21) 2205.2146 / 2556.0009 / 2556.1879
RUA: CORREA DUTRA,141
FLAMENGO – RJ
HOTEL MAGIC
TEL: (21) 2507.2037
RUA: SANTO AMARO, 11
GLÓRIA – RJ
HOTEL MONTE ALEGRE
TEL: (21) 2277.7300 / 2509.1820
RUA: RIACHUELO, 213
LAPA – RJ

Roda da Amizade: Homenagem a Antenor Barbosa o “Papagaio”

CAPOEIRAS DE BARRA DO CORDA FARÃO A “RODA DA AMIZADE” EM HOMENAGEM A ANTENOR BARBOSA o PAPAGAIO

Os capoeiras de Barra do Corda farão novamente a Roda da Amizade organizada pelo Grupo Angoleiros da Barra, o GABA Capoeira Angola, coordenado pelo Professor Irapuru. A roda tem como objetivo principal, congregar todos os cordinos praticantes da Capoeira, independente de grupos e estilos. A concentração está marcada para porta da casa da senhora Alda Brandes na Rua Arão Brito, próximo a Caixa Econômica, no Centro da cidade, a partir das 16 horas de sábado 4 de fevereiro. Da casa de Dona Alda os capoeiras realizarão um cortejo de berimbaus que subirá o morro do Calvário onde acontecerá a Roda.

Os alunos do Trabalho Educacional Ação Roda Mundo Capoeira Angola da Secretaria Municipal de Educação, o Grupo Mundo Capoeira através de Mestre Macaco, o Grupo Vo2 Max do Professor Mateus e o Grupo Passos da Liberdade através de Boca Rica, todos de Barra do Corda, já garantiram suas participações no movimento, que também será realizado em homenagem ao professor ANTENOR BARBOSA falecido em 31 de dezembro.

A Roda da Amizade estava marcada para o dia 31 de dezembro, data que aconteceu a primeira Roda da Amizade em 31 de dezembro de 2009, oportunidade em que ficou firmado pelos capoeiras de Barra do Corda, que o dia 31 de dezembro seria a data da manifestação acontecer todos os anos seguintes, mas infelizmente em 2011, o falecimento de Antenor, ocorrido na manhã do dia 31, deixou todos consternados com a perda de um dos nossos melhores capoeiras, que desistiu da vida aos 23 anos e nos deixou uma imensa tristeza de não poder mais vê-lo vadiar em nossas brincadeiras.

Aconteceu: Festival Infantil Abadá-Capoeira 2011

Ocorreu no final de maio, 28/05/2011 (Dia Internacional do Brincar), o Festival Infantil Abadá-Capoeira. O evento foi realizado nas dependências da Câmara Municipal de Paulínia e contou com a presença de diversos capoeiristas do estado de São Paulo. Cerca de 60 crianças receberam nova graduação, representada pela corda a ser amarrada na cintura e cujas cores são baseadas em elementos da natureza e com significados relativos ao estágio de aprendizado.

Embalado pelo tema “Resgatando brincadeiras antigas”, o festival foi decorado com pipas, bexigas, bambolês e outros brinquedos. Além da tradicional troca de corda, teve uma encenação de um teatro cujo tema era a diferença entre as brincadeiras antigas e os jogos modernos. Também houve participação do público presente, em que muitos adultos tiveram a oportunidade de relembrar suas infâncias. Foi uma verdadeira interação entre pais e filhos e no final eram notórias a alegria e a satisfação de todos os que assistiam ao evento.

O trabalho é ministrado pelo professor Rato no salão da Igreja do Belo Ramo – Jardim Monte Alegre. As aulas para crianças acontecem às segundas e quartas das 19:00 às 20:00. Os adultos podem treinar às segundas, quartas e sextas das 20:00 às 21:00. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (19) 8145-8570.

A Equipe Abadá Paulínia agradece  às pessoas que compareceram ao Festival e àqueles que ajudaram a realizá-lo. “A todos, nosso sincero muito obrigado”

 

Fonte: http://www.paulinianews.com.br

Alemanha: CISSCANDO CAPOEIRA 2011

CISCCANDO CAPOEIRA VIP 2011 – KÖLN – Alemanha

Um grande evento de capoeira, repleto de mestres e professores de renome internacional!!!

Fica aqui a dica de participação e crescimento dentro da nossa arte-luta assim como uma otima oportunidade de partilhar informações.

Eu estarei lá… e voce?

 

PROGRAMACAO: 29.04 / Freitag / Workshop & Roda (Halli)

18:00 – Papoeira mit gästen:

19:00 bis 20:00 – Téknik para iniciante.

20:30 bis 21:00 – téknik para avancados.

21:00 – 22:00 – Roda für alles

22:30 – jantar no Halli

30.04 / sanmstag (Halli)

07:30 bis 09:00

09:30 – bis 10:00 maculele

10:00 bis  11:30  -Técnicas e roda para iniciantes e avancados – (Mestrando Wilson e Professor Visk)

11:30 bis 12.30 – Acrobacias – (Graduado negao, professor Fumaca)   Casa aberta de 11:00 bis 12:30

12:30 bis 13:30 – Capoeira angola- ( Contra Mestre Rogério)

13:30 bis 14:00- roda de angola (aberta)

14:00 bis 15:00 – (Alimentacao)

15:00 bis 16:00 – palestra (capoeira é o fenomeno da exportação)  Luciano Milani ( Editor  Portal Capoeira)

16:00 bis 17:00 –  Musicalidade e Percussao (trazer seu próprio estrumento) MESTRE BIGODINHO Casa aberta de 16:00 bis 17:30

17:00 bis 18:00 – Técnicas iniciantes e avancados

18:00 – 19:00  Roda aberta.

21:00 – Party in disco

01:05 / Sonntag / Workshop, Batizado troca de corda & Conflaternizacao.

11:00  ESPETÁCULO , Batizado & Troca de corda .

Roda aberta

Roda de Conflaternizacao geral.

Feijoada na Academia.

Freitag – fita verde- 30 Euro

Sammstag-  fita azul- 50 Euro

Sonntag – fita amarela – 40 Euro

Drei tag – fita Vip –  60 Euro

Com direito a:

Workshop /camiseta /certificado, café da manha , almoco , hospedagen , entrada  gratis  na festa e Participacao no batizado e rodas.

 

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Barra da Coroa: Capoeira & Roda da Amizade

CAPOEIRAS  DE BARRA  DO CORDA FAZEM RODA DA AMIZADE

Os moradores  das proximidades do Morro do Calvário, Centro e Altamira de Barra do Corda, foram surpreendidos na tarde de 31 de dezembro, por uma manifestação singular,  era o cortejo de capoeiras que subiam o   Calvário para realizarem a  segunda edição da Roda da Amizade.

De berimbaus e outros instrumentos de capoeira em punho, os mais de cem capoeiristas de Barra do Corda que participaram da manifestação,  se concentraram na Praça Maranhão Sobrinho, no Centro da cidade e com a alegria da vibração  de seus instrumentos, subiram o morro em cortejo. Na Porta da Igreja,  realizaram a 2ª Roda da Amizade.

O objetivo da manifestação, é lembrar à sociedade cordina  a importância da   capoeira vivenciada em Barra do Corda. A inciativa foi do Grupo Angoleiros da Barra, o GABA Capoeira  Angola, mas contou  com a participação dos alunos do Trabalho Educacional  Roda Mundo-Capoeira Angola, da Secretaria Municipal de Educação de Barra do Corda, cuja coordenação é do professor Irapuru;  do Grupo Passos da Liberdade, do Bairro Altamira, encabeçado pelo Formado Papagaio e pelo Professor Mateus;  e do Mundo Capoeira do Bairro Tamarindo, que tem a frente o Contra-Mestre Macaco.

A  Roda da Amizade  teve início no reveion de 2009, e tem como objetivo principal promover a  confraternização entres os praticantes de capoeira de Barra do Corda, independente de estilo  ou  grupo, e lembrar que um dos maiores ensinamentos da arte capoeira, é a convivência e o respeito entre os diferentes.

O axé foi fortíssimo, e os capoeiras de Barra do Corda saudaram as conquistas de 2010,  tiveram suas energias renovadas para os desafios do ano de 2011 e demonstraram que Barra do Corda tem  inquestionável vocação para a Capoeira.

Angra dos Reis: Grupo promove Festival da Arte-Capoeira

Mais uma vez promovendo cultura, a cidade de Angra dos Reis realiza hoje, o Festival da Arte-Capoeira, do Grupo Abadá Capoeira, na quadra esportiva do Colégio Arthur Vargas (Ceav), a partir das 14 horas. O evento conta com a participação de diversos grupos de vários estados do Brasil, com rodas de capoeira e apresentações de maculelê, além da presença do Grupo de Ciranda de Paraty, convidado especial.  O evento é, na verdade, um batizado de troca de corda – quando os alunos avançam de nível, uma espécie de formatura. Mais de 200 alunos, com idades entre três e 60 anos, vão participar. Uma cerimônia que acontece todo ano, transformada em Festival, com a apresentação de grupos de outras cidades (Barra Mansa e Volta Redonda já confirmaram presença), professores e mestres, além das outras manifestações culturais.

Para começar, os capoeiristas, professores e mestres vão realizar um grande aulão, como um aquecimento. Depois serão montadas rodas onde, de dois em dois, os alunos vão jogar capoeira para apresentar o aprendizado do ano todo, para parentes, amigos e outros presentes. Para a cerimônia de troca de corda será feita uma grande roda e, de acordo com a graduação, cada aluno será chamado para receber sua nova corda. Por fim, os grupos de capoeira convidados, o grupo Ciranda de Paraty e maculelê realizam suas apresentações.

O projeto e o evento têm o apoio da Fundação Cultural de Angra dos Reis (Cultuar), que acredita nos resultados dessa união entre entretenimento, educação e cultura.

– É uma proposta muito interessante. Despertar o gosto por essas atividades que têm tanto o folclore, da cultura negra e do passado do Brasil, é muito importante. É uma grande ideia – explica Stela BLABLA, diretora executiva da Cultuar.

O Grupo Abadá Capoeira atende gratuitamente cerca de 800 alunos em várias comunidades da cidade, através do Projeto Escolinha de Capoeira. São alunos de diversas idades, classes sociais e origem, e até crianças com necessidades especiais, que aprendem juntos mais sobre essa manifestação tão brasileira.

– Capoeira não tem idade, cor, classe. Além da prática do esporte, promovemos durante as aulas, uma integração. Todo mundo aprende junto. No começo, com as crianças especiais, houve um pouco de estranhamento, mas acabou rápido – lembra o mestre e professor, Robson Francisco Leite, o Arisco.

Tanto o Mestre Arisco, quanto a Cultuar valorizam o trabalho realizado como uma forma de ensinar uma atividade, ocupar crianças que poderiam estar nas ruas.

– Com esse projeto mostramos a importância da prática de esportes, aliado à formação dos jovens. Prevenir contra as drogas, ensinando. E convidamos todos a irem conhecer para que os capoeiristas se sintam prestigiados, dá mais ânimo – explica Arisco.

– É um trabalho reconhecidamente cultural. Desejamos em nome da Cultuar que esse evento funcione da melhor maneira e atraia cada vez mais gente – completa Stella.

Entretenimento social

O evento é gratuito e, tanto o Grupo Abadá Capoeira quanto a Cultuar, convidam a todos para conhecer e prestigiar. Mas como uma forma de contribuir para o belo trabalho social realizado pelo Grupo, em Angra, é solicitado, a todas as pessoas que comparecerem, um brinquedo para ser doado às crianças durante a campanha beneficente de Natal.

– Esse é um trabalho que realizamos todos os anos, o Capoeira Noel. Seguimos em passeata pela cidade com cerca de 30 capoeiristas vestidos como o “bom velhinho”. Depois abrimos uma grande roda para jogar capoeira, pedir brinquedos pelo comércio, que depois são entregues a crianças carentes. Com as doações, não precisaremos pedir tanto, e poderemos presentear mais crianças – aponta Arisco.

Do passado

O Grupo Abadá Capoeira é uma entidade sem fins lucrativos, que tem como principal objetivo a difusão da cultura brasileira através da capoeira. Surgiu há mais de 20 anos, no Rio, e chegou à cidade de Angra dos Reis por volta de 1989. O projeto na cidade é apoiado pela Cultuar e já atende em torno de 800 pessoas, das mais variadas idade e comunidades de Angra.

Tirando crianças das ruas e ensinando um esporte e lições de integração, a ideia é bastante aceita pela população e vem crescendo a cada ano.

 

http://www.diariodovale.com.br

Projeto da prefeitura de Quatis forma capoeiristas

A Secretaria Municipal de Esporte, Cultura, Lazer e Turismo, realiza neste sábado (4), a cerimônia de Batizado e Troca de Cordas dos alunos que participam do projeto de capoeira, mantido pela prefeitura de Quatis.

O evento, realizado em parceria com o Grupo Muzenza, tem como objetivo a formação de novos profissionais da capoeira, bem como novos cidadãos.

Segundo o supervisor do grupo Muzenza em Quatis, André Nascimento, também conhecido como Mestre Quati, este é um momento único para aluno, que oferece oportunidade de crescimento cultural e profissionalizante.

“O batizado e a troca de corda possibilitam ao capoeirista o conhecimento cultural e aprimoramento técnico, pois a capoeira é uma luta e a cultura, uma sabedoria”, disse André.

A abertura da cerimônia será às 18h, com um curso de roda aberta ministrado pelo diretor nacional do Grupo Muzenza de Capoeira, Mestre Burguês, e apresentação de saltos. Logo após, haverá o batizado dos novos capoeiristas, que receberão das mãos do Mestre Quati, a corda de cor cinza – representando o primeiro estágio de um lutador de capoeira.

“Depois dos iniciantes, os graduados trocarão as cordas. Aí, um a um fará uma apresentação ao Mestre Burguês, que avaliará o ritmo e a parte técnica do atleta, entre outros”, explicou o supervisor do grupo.

De acordo com o secretário de Esporte, Cultura, Lazer e Turismo, Carlos Vagner, este momento é muito válido para o aluno, porque, além de trazer cultura e educação, aplica ganhos como a valorização pessoal e a propagação da capoeira.

“Para a cidade, um evento como este proporciona a busca da valorização e o resgate da arte da capoeira. Sem falar em lazer e entretenimento para a população”, destacou o secretário.

A cerimônia de Batizado e Troca de Corda do Grupo Muzenza de Capoeira acontecerá no Ginásio Poliesportivo, no bairro Nossa Senhora do Rosário.

 

http://www.diariodovale.com.br/noticias/4,27477.html

Mundial Muzenza de Capoeira: no berimbau e no batuque

Na ginga e no batuque, ao som da voz e do berimbau será disputado no próximo fim de semana, de 19 a 21 de agosto, na cidade do Rio de Janeiro, o Mundial de Capoeira do Grupo Muzenza. Cascavel será representada por Fabíola da Roza, Júlio Ferreira e o professor Renê dos Santos.

Na bagagem, a experiência de anos de aulas e a vivência na capoeira. “Muzenza é um estilo de vida. Foi através da capoeira que melhorei meu condicionamento físico e me mantive fora dos vícios de fumar ou beber. Além de fazer inúmeras novas amizades com pessoas do mundo inteiro”, revelou Fabíola, que começou com o grupo Muzenza há mais de 10 anos, quando ainda morava em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, atraída pela música, dança e a luta. Há três anos, Fabi integra o grupo em Cascavel.

 

Disputas

Segundo nos contou Fabíola, em entrevista para esta Gazeta, no Mundial são disputados o jogo da capoeira, o melhor tocador de berimbau e o festival de música.

 

Festival de música

O grupo Muzenza tem 21 CD’s gravados no mundo todo. As melhores músicas são selecionadas e participam destas gravações. No festival, o grupo inscreve a música e se apresenta ao som de uma orquestra de berimbaus. Os três cascavelenses vão concorrer com duas canções escritas por Marco Aurélio, que não participará deste mundial, mas cedeu suas canções para competir.

 

Campeonato de capoeira

 

Dos três representantes da ‘cidade da serpente’, dois vão trocar de corda (graduação dentro da Muzenza): Fabi vai passar da 6ª corda, de cor laranja e verde, para a 7ª corda de cor verde; Renê que está na 9ª corda, vai passar para a 10ª de cor azul e vermelha, graduação de monitor.

As disputas dos jogos de capoeira são divididas conforme a cor da corda. “São feitas as rodas de capoeira, ao som da orquestra de berimbaus, onde são feitos os jogos. Três juízes, um central e dois laterais, avaliam a técnica, a sequência de movimentos, a destreza e os fundamentos da capoeira”, contou-nos Fabíola.

Os melhores capoeiristas são premiados com troféu e medalha. “Ainda não sabemos se terá também uma premiação em dinheiro”, comentou Fabi. “É o segundo mundial que eu participo. É muito difícil conseguir premiação porque o nível é muito alto entre os competidores e depois, os brasileiros que moram na Europa, são os melhores do mundo, levam quase todos os títulos. Mas o importante é participar do evento, integrar e fazer novas amizades”, argumentou.

Em Cascavel

O grupo Muzenza no mundo inteiro é liderado pelo presidente Mestre Burguês. Em Cascavel, o grupo é organizado pelo professor Renê que é aluno do Mestre Sargento, de Portugal. Ao todo são mais de 90 capoeiristas de várias idades, que participam do Muzenza na cidade da serpente.

Viagem

Os três cascavelenses viajam hoje à noite até Foz do Iguaçu de onde partem de avião até a capital fluminense, para participar do Mundial.

 

Fonte: http://www.cgn.inf.br/

Festival Nacional de Capoeira em Joinville

Evento segue até sábado no Colégio Bom Jesus/Ielusc

O festival ocorre nas duas sedes do Colégio Bom Jesus/Ielusc. Às 19 horas, a instrutora Karlinha, do Beribazu, ministra uma oficina infantil. Nesta terça, no mesmo horário, é a vez do professor Britha e da instrutora Carol, do Grupo Quilombo Arte Joinville, levar a capoeira para as crianças. 

A partir da quarta-feira, as oficinas são exclusivamente para adultos, com Fumaça, membro do Grupo Candeias Joinville. O capoeirista Lélo, convidado de Florianópolis, encerra o ciclo de oficinas na sexta-feira.

O coordenador do Beribazu de Joinville, Francisco Ezídio do Nascimento, afirma que as práticas conduzidas por profissionais convidados é voltada para o aprimoramento dos capoeiristas e para aqueles que querem iniciar no esporte tombado como patrimônio imaterial da cultura brasileira. 

— Para os professores, o festival será uma reciclagem. Já para os alunos é um conhecimento a mais —, justifica.

Além dos oito grupos de capoeira de Joinville, também participam o Braço do Norte e Florianópolis.

O evento conta ainda com uma palestra do mestre Zulu, fundador do Grupo Beribazu no Brasil e na Inglaterra e Argentina. No encontro, o profissional vai falar sobre o ensino da capoeira nas escolas, mostrando a importância pedagógica da prática.

A programação encerra-se com apresentações dos grupos participantes, graduação – troca de corda – e batizado de capoeira para os praticantes que vão pegar a primeira corda. 

Para se inscrever nas oficinas, é preciso pagar taxa de R$ 10. A renda será destinada à compra de uniformes e instrumentos para o grupo joinvilense.

 

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/