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RJ: Daniele Suzuki redescobre a capoeira

A atriz voltou a praticar a luta há um mês e meio.

Quem vê Daniele Suzuki jogando capoeira e dançando o maculelê, não imagina que a atriz começou a praticar a luta há apenas um mês e meio. Com a desenvoltura de uma capoeirista experiente, Daniele lança as pernas para o alto e foge dos golpes com uma agilidade típica de quem é veterano no esporte. Ela justifica sua habilidade: “Faço balé clássico desde criança. A dança ajuda a elasticidade e a abertura de perna. Também já fiz capoeira, quando era adolescente”, contou Daniele.

Ela redescobriu a capoeira numa academia em frente ao condomínio onde mora no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Daniele é aluna da Associação Cultural e Desportiva Tamanduá Capoeira, do professor Gilmar Carneiro, o Mestre Tamanduá, discípulo de Beto Simas, o Mestre Boneco.

Duas vezes por semana Tamanduá leva a turma para jogar numa quadra coberta em Vargem Grande, Zona Oeste do Rio. No lugar, cercado pela mata exuberante,  Daniele deixa de ser a Ellen da novela das 20h da Rede Globo, “Viver a vida”, e vira uma capoeirista comum. Porém, esse momento dura pouco.

Quando a aula chega ao fim, os alunos mirins correm para tietar Daniele que, simpática, suada e feliz, posa com seus pequenos admiradores.

“A capoeira tem uma energia muito boa. Adoro!”, disse Daniele.

“A capoeira é uma luta que deixa a pessoa pronta para executar qualquer movimento”, concluiu Mestre Tamanduá.

 

Fonte: http://ego.globo.com/

Crônica: “Iê” (*) – VIVA MEU MESTRE!

A Capoeira passa, nos últimos 20 anos, por uma expansão significativa: no Brasil cresceu, verticalizou  ao chegar na Universidade; no mundo, começa a horizontalizar.
 
A expansão  que resumimos, e mesmo por conta do crescimento vegetativo vem dar  margem à graduação de um maior número de Mestres. Neste avanço também   desponta o interesse e o envolvimento  comercial, aliás para expandir precisa criar um mercado. E como está o Mestre? A figura do Mestre? – vamos dizer assim do “Mestre dos novos tempos?” – aí é que nos interessa: A relação do  “capoeira” com o Mestre, e vice-versa.
O elemento motor da Capoeira,  é o Mestre. “O Mestre é uma marca de elevação, de supremacia, de predomínio, que nenhum outro ser humano consegue”, analisa  Mestre Benício.  E, é verdade: toda  relação de obediência   pressupõe uma troca que  traga um ganho, ou afaste um medo. Mesmo nas relações com Deus está escancarada a troca de qualquer favor ou fervor – pela salvação da alma; nas enfermidades – pela  cura, etc.; para com o feiticeiro – aquela mistura meio-deus/homem/diabo, dono de forças, situadas entre o divino e o temporal; entre o ético,  e o safado – a obediência   estava na base das  trocas de mesmo calibre: da  boa colheita, um bom emprego;  até à volta da mulher amada –  traidora,  corneadora  há  tanto tempo, mas gostosa.  Nas relações de Estado, não existe opção; nas relações de emprego, idem. Entre “os capoeiras” e o Mestre, não pressupõe troca alguma. Por que? –  Antes, porém: em que se apóia o Mestre de Capoeira para ser guardião de obediência, inclusive de quem não conhece?
 
-Na FAMA, se apóia na fama. Acho a explicação mais plausível. Se não, vejamos.
 
-“A superioridade cria inimigos”, este o mais geral princípio da guerra.
As relações entre o Mestre de Capoeira e os seus, é o ato mais voluntário dentre todas as relações humanas, (fora das relações estritamente familiares).  O capoeira orgulha-se em  reconhecer, delegar superioridade a “seu”  Mestre. Cada um  orgulha-se da fama do “meu” Mestre. Cada um  satisfaz-se, obediente, diante de um número qualquer de outros Mestres: Sem que haja o pedido da salvação da alma, o medo do inferno; ter de volta a namorada que outro tomou. Não há pedido, nem a expectativa de troca alguma.
 
-Dos Mestres, num encontro com tantos, não se espere mais que alguns minutos  do
saudar,  as alfinetadas, mútuas:  delicadas, sutis, maliciosas. Para que? – para atingir a FAMA do outro. Pela exibição intelectual. Nunca por superioridade, no sentido clássico. Sempre foi assim, mesmo antes das cordas e cordões, (que são novatos).
 
-Observa-se uma certa preocupação, por  “Mestres dos novos tempos” e até por
outros mais veteranos “em ser igual”, em “se mostrar igual” aos da Roda. Não! Não é. Nem pode  ser. Vejamos este exemplo, distante, mas serve como referência: Quando milhões de católicos conferem ao PAPA o seu grau de elevação, o fazem livremente. O Papa deixa de ser igual a outro padre, a outro bispo, etc. Dentre aqueles fiéis, quando alguém deixa de ser católico,  não lhe é imposta pena nem uma. Também o Papa não deixa de ser o Papa.
 
-Todo Mestre de Capoeira transita com a desenvoltura de qualquer um, em qualquer
lugar,. Mas não é igual:  ele recebeu a delegação, a autoridade,  “para não  ser igual”. Quando alguém resolver “sair”, romper o pacto,  o faz…. Mas, o Mestre continuará . E o pronome  “meu” é apenas um referencial: O Mestre é o Mestre, conquistou o título e recebeu a delegação para exerce-lo, se assim se pode dizer. Cada “capoeira” guarda o orgulho da superioridade do seu Mestre. Só assim continuará a Capoeira – encanto da alma.
 
-Por que choras Manavane? – Estou velho não posso cantar. – Tu gostas de cantar?
Perguntei-lhe num esforço, sem saber como agrada-lo. Imaginei-o cansado. O observava desde cedo. Eram cerca de 200 pares de dançarinos e numero incerto de guerreiros. Todo par ao entrar na dança passava diante do velho: afastavam-se dos corpos e lhe abriam os braços. O velho às vezes fazia um gesto, na maioria dos casos nem os olhava.  Os guerreiros cruzavam os braços e paravam por um instante na sua frente, às vezes em fila, às vezes individualmente… Ele me olha, pareceu-me tomado de cuidados comigo, e respondeu-me:   –  “Quando o preto canta, Chicuembo repousa… (Deus descansa).
 
-Crônica de um dos raros sábios portugueses que foi à África em data incerta, (talvez
fins do Séc. VI) narrando como   aquele povo obedecia à figura do Mestre. Aquele velho era um Mestre, o mais velho. Enquanto, por cansaço, ou por vontade, não ofertasse a outro Mestre, o lugar,  todos lhe rendiam reverências. E ele lembra que a figura do Mestre era igual em todos os lugares. Na Europa também o havia sido, dos ofícios às culturas.
 
(*) O “IE” entre aspas, indica que foi dito pelo Mestre, privativa do Mestre.
 
 
André Pêssego
Berimbau Brasil – SP/SP Grupo de Mestre João Coquinho.

Portugal: Espinhense sagra-se Campeão Ibérico

“Tive de estar ao melhor nível para vencer a final”
 
O espinhense Luis Cruz foi o vencedor do Campeonato Ibérico de Capoeira realizado recentemente em Madrid, na categoria Open. Apesar da falta de apoios para esta deslocação a Espanha, “Zorro”, alcunha do jogador no mundo da capoeira, conseguiu superar, na final, três atletas mais graduados e trazer o troféu para Espinho. Luis Cruz deixa bem vincado que esta arte marcial não é uma luta, mas sim um jogo espontâneo, onde é estimulada a criatividade e a inteligência. O contacto com outras pessoas e novas culturas também são alguns dos interesses destacados pelo atleta espinhense.

Pingo de Ouro

Pingo de Ouro, um capoeirista especial, aluno de Mestre Nenel, demonstrando que o apoio exatamente sob o Centro de Gravidade do parceiro permite executar a Cintura Desprezada com perfeição, apesar das limitações decorrentes da paraplegia.

"Pingo de Ouro" apesar da paraplegia (seqüela de paralisia infantil) não lhe permitir ficar em pé sem o apoio de muletas, consegue jogar capoeira e realizar o au com perfeição, comprovando que em estado modificado de consciência (transe capoeirano)  os capoeiristas realizam movimentos que em estado normal de consciência não executam.
 
A foto deixa perceber nitidamente a atrofia dos membros inferiores e o contraste com o desenvolvimento do tronco e dos membros superiores.

AGARRAMENTOS NA REGIONAL

Vanessa, Itabuna
 
seu e-mail
< Parabéns por este texto sobre os agarramentos!!! Vou levar para a academia e colocar no mural.
Acredito que as pessoas que se dizem capoeiristas e usam os agarramentos, na verdade não conhecem a Capoeira e suas técnicas e por esta falta utilizam outros recursos.
Muitos "mestres" dizem estar fazendo uma inovação na Capoeira colocando golpes (imobilizações) do jiu-jitsu e ainda têm a cara de pau de mencionar o nome do Mestre Bimba, dizendo que ele também introduziu golpes de outras lutas.
Na minha opinião, Mestre Bimba não deixou se perder as principais características do capoeira que é a agilidade, a destreza, a malícia… e nenhum destes que se dizem importante chegam aos pés da figura que foi o Mestre Bimba, pelo seu carisma, personalidade e inteligência que deu impulso à Capoeira.
Acredito que devemos manter a tradição e a criatividade pode ser usada dentro da roda, através da própria liberdade de expressão que a Capoeira permite, mas não para descaracterizar esta ARTE.
Axé, camará!
Vanessa Capoeira RAÇA (Itabuna/Ba) >
fez-me voltar 60 anos e lembrar palavras de Bimba a propósito de agarramento:

O verdadeiro capoeirista não se deixa agarrar…
sai de baixo… esquiva… foge… escapa…
Por que
quando solto… o capoeirista salta, desce, sai de au…
quando agarrado fica imóvel… indefeso… inerme…
solto o capoeirista salta… desce e arrasta… sai de au…
preso, imóvel, agarrado poderá ser esfaqueado…
estrangulado… chutado… apedrejado… baleado… estuprado… violentado…
Em resumo
BOBO É QUEM SE DEIXA AGARRAR…
E…
MAIS TOLO AINDA É QUEM AGARRA !

PINGO DE OURO

Pingo de Ouro, um capoeirista especial, aluno de Mestre Nenel, demonstrando que o apoio exatamente sob o Centro de Gravidade do parceiro permite executar a Cintura Desprezada com perfeição, apesar das limitações decorrentes da paraplegia.

"Pingo de Ouro" apesar da paraplegia (seqüela de paralisia infantil) não lhe permitir ficar em pé sem o apoio de muletas, consegue jogar capoeira e realizar o au com perfeição, comprovando que em estado modificado de consciência (transe capoeirano)  os capoeiristas realizam movimentos que em estado normal de consciência não executam.
A foto deixa perceber nitidamente a atrofia dos membros inferiores e o contraste com o desenvolvimento do tronco e dos membros superiores.

Nun Lock Teclado

Você pode escolher se quer a tecla Num Lock acesa ou apagada após o início do Windows XP. A configuração feita no Windows sobrepõem-se à configuração no bios. Encontre a chave abaixo no registro: HKEY_USERS / Default / ControlPanel / Keyboard. Troque o valor de InitialKeyboardIndicator de 0 para 2 para deixá-la on. Ou de 2 para 0 para off.