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Aconteceu: Encontro Cultural Capoeira Angola Brasil

O Evento ocorreu  com muita energia muito aprendizado, agradecemos a todos pela participação, mesmo aqueles que não estavam presente Obrigado…

Mestre Felipe 83 anos com muita disposição de fazer capoeira mostrando sua persistencia e resistencia da continuação da Capoeira. Obrigado MESTRE FELIPE.

Mestre Nô com seus 65 anos com  uma grande vivencia na arte da capoeira nos deixou  sua sabedoria das rodas da ” Capoeira na roda e na vida”OBRIGADO MESTRE NÔ

Mestre Braulino com seus 57 anos de idade mostrando sua Capoeira No Jogo, No Ritmo e no Canto demonstrando sua simplicidade de ser CAPOEIRA “Simplesmente   SER Capoeira” OBRIGADO MESTRE BRAULINO

Mestre Heitor com sua personalidade e responsabilidade na Capoeira e na Vida OBRIGADO MESTRE EITOR

Mestre Alfredo mesmo com sua  maneira de ser ausente e acompanhar tudo sem compromisso, tambem contrubuiu deixando o evento com mais vida e deixando os convidados bem a vontade OBRIGADO MESTRE ALFREDO

 

Nota de Falecimento: Mestre Osvaldo de Souza

Aos 30 dias do mes de maio de 2009, morre na cidade de Goiânia o Mestre Osvaldo de Souza, depois de lutar contra um cancer que iniciou na próstata e se generalizou por todo o corpo.

Mestre Osvaldo, foi quem trouxe para Goiânia na década de 70 o Mestre Bimba, e era considerado por muitos alunos do Mestre como traidor mas, por outros como aquele que alavancou as frontreiras da capoeira Regional um dos pioneiros da Capoeira em Goiás o Mestre escreveu livros e formou muitos capoeiristas, deixando assim uma lacuna na Capoeira de Goiàs.

Fica aqui os votos de gratidão Mestre, por tudo que fez pela Capoeira de Goiás.

Axé Mestre!!!

Capoeira Luanda
C/Mestre Apache
C/Mestre Guerreiro

Entrevista exclusiva com Ricardo Oliveira o “Mest. Tucano Preto”

Ricardo Oliveira, paulista, nasceu em 19 de agosto de 1972  mais conhecido na capoeira como "Tucano Preto", é o homenageado deste mês, da seção JOVENS MESTRES do Portal Capoeira, que preparou uma entrevista exclusiva com este Jovem Mestre.
Portal Capoeira: Qual foi seu 1º contato com a capoeira?
 
Ricardo Oliveira: Iniciei na capoeira no inicio dos anos 80 com o mestre Waldenos Batista da Silva,Mestre Pato- um bainao da cidade de QUARAÇU DA BAHIA em Vitoria da Conquista,que residia em meu bairro em Sao Paulo,periferia da zona oeste desta capital.O nome da escola era Quaraçu da Bahia,uma homenagem a sua terra natal .Foi o homem que me iniciou e o exlato ate os dias atuais pela grande formação que me deu em minha vida social e capoeiristica,o que me deram base pra seguir pelo mundo a fora .
 
Portal Capoeira: Fale um pouco sobre o seu primeiro Mestre e como foi a sua caminhada, antes de entrar para o ABADÁ:
 
Ricardo Oliveira: Apos ter completado minha formação basica de capoeira fui por ele presentiado com a formatura para professor de capoeira em  agosto de 1990.Apos esta data o mestre pato resolveu por questoes particulares se afastar do exercicio profissional da capoeira,mas deixando vivo em todos nós alunos na epoca a chama da busca pelo conhecimento e fundamento desta arte. Foi quando apos inumeras viagens pelo brasil me de parei com mestre camisa no rio de janeiro,e apos muito observação foi aceito para integrar ao grupo em 1993, onde permaneci por 14 anos.Dentro do trabalho de mestre camisa, procurei assimiliar seus conhecimentos que em suma deram-me forças pra entender e prosseguir pelo mundo,deixando registrado nesta entidade inumeras passagens vitoriosas de convivencia,e respeito .Tive desta forma apenas a importancia de mestre pato e mestre camisa na minha formação em capoeira e sou imensamente gratoa a estes dois homens.
 
Portal Capoeira: Um fato que lhe marcou positivamente dentro de sua vida na capoeira:
 
Ricardo Oliveira: A presenaça de minha mae nos dias de batizados e troca de cordas,alem da minha formatura,e inumeras pesoas que conhço pelo mundo a fora.O que tambem vale ressaltar é a dimensao que a capoeira me deu para entender  e ver o mundo,fortalendo meu amadurecimento,me dando saúde,profissão,estabilidade e reconhecimento social,como iluminar meu espirito e me levar ao reencontro com minha ancestralidade. Porisso nunca deisti na vida por nada e tambem nunca cometi blasfemia.
 
Portal Capoeira: Já ouvi várias composições de sua autoria. Conte-nos qual foi sua primeira composição (música de capoeira), como foi esta experiência e qual a sua música preferida:
 
Ricardo Oliveira: Minha primeira musica de capoeira foi feita em 1985 que na verdade é uma ladainha com o seguinte tema,QUE CULPA TENHO EU SE NASCI PRA CAPOEIRA .Inspirada em mestre pastinha e suas grandes aparições na literatura da capoeira .
 
Portal Capoeira: A Capoeira como "ferramenta de resistência", A Capoeira como "meio de subsistência" até A "Capoeira Business"… Qual é a sua postura e visão em relação a estes processos
 
Ricardo Oliveira: A capoeira é um mundo a ser explorado eternamente,portanto cabe a cada um ver sua trajetoria e ser leal a ela. Capoeira hoje é uma oportunidade pra inumeras outras cosias tanto no exercico profissional em sua pratica como meio de vida. A capoeira pra mim é eregia viva presente em tudo que fazemos e somos,é um caminho pro entendimento de minha propria existencia e missão.
 
Portal Capoeira: Existe uma ampla discussão a respeito das tradições dentro da capoeira, as diversas formas em que se apresentam, o modo de preserva-las e a importância em divulgar as novas gerações de maneira coerente e séria a história, os personagens, os causos e toda a infinidade de elementos inerentes da capoeira. De que maneira o "Tucano Preto" encara esta missão e qual seria a melhor forma de trabalhar neste contexto?
 
Ricardo Oliveira: Minha missao é levar a mensagen de meus antepassados e sua historia atraves da pratica da capoeira.
 
Portal Capoeira: Fale-nos sobre seu novo trabalho, suas expectativas e objetivos:
 
Ricardo Oliveira: O centro integrado de treinamento e desenvolvimento em capoeira visa,atender as necessidades profissionais dos capoeiristas independente de grupos e entidades,é uma iniciativa pedagogica e cultura para auxiliar neste processo atual,com aulas,cursos,palestras,reciclagem entre outras ,tomando como ponto de partida a capoeira como AÇÃO POSITIVA na cidade de Sao Paulo e demais estados do brasil e do mundo.
 
Portal Capoeira: Gostaria que nos deixasse uma mensagem pessoal para todos os visitantes e leitores do Portal Capoeira:
 
Ricardo Oliveira: Nao espere por uma crise pra decidir o que relamente é importante em sua vida .Sigam o caminho dá luz deixando desta forma que o berimbau ecoe dentro de seu coração .Sucesso a todos e meus contatos são os seguintes.
 

Contatos:
 
mest.tucanopreto
Centro Integrado de Capoeira
fone: 11-84854981
 
Obrigado a todos voce que me fazem acreditar que tudo é possivel nesta vida. Que a capoeira seja pra todos voces o que sempre foi pra mim. Um caminho de luz.

BIMBA

 
Bimba em 1939, detalhe da fotografia da formatura de Maia, Decanio e Onça Tigre

Manoel dos Reis Machado, Mestre Bimba, foi, sem dúvida alguma, o maior capoeirista de todos os tempos, o libertador da capoeira, o paladino da cultura negra, o criador da luta regional baiana ( cognome sob o qual a capoeira foi liberada, na década de 30, pelo interventor da Bahia, Ten. Juracy Magalhães, da proscrição pelo Código Penal).
Além de "tirar a capoeira de baixo da pata do boi", como dizia nas suas palavras simples, iniciou em 1946, durante o I Congresso Internacional de Neuropsiquiatria em Salvador, promovido pelos Profs. Edístio Pondé e Carlos Cerqueira (fundador do Sanatório Bahia), na casa do Babalorixá Camilo de Oxossi, na ladeira da Vila América (antiga ladeira do Currupio), as exibições públicas das manifestações culturais áfrico-baianas, que incluíram naquela data o samba de roda, a capoeira (regional naturalmente…) e o candomblé; deixando de incluir o maculelê, que foi recuperado na década de 50 graças a Tiburcinho de Jaguaripe, conduzido até Bimba por Decanio.
Sua importância histórica só encontra paralelo naquela de Mestre Pastinha, que conseguiu unir todos os demais Mestres de sua época em torno de sua figura carismática e conservar o primitivo jogo de capoeira sob o nome de "angola", fator de primordial valor na evolução evolução histórica desta brincadeira dos mestiços brasileiros.