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Livro reúne textos sobre temática negra e analisa a sociedade brasileira

Com o objetivo de chamar a atenção da sociedade brasileira para as formas de preconceito e discriminação e seus efeitos sobre as relações políticas e sociais, Sueli Carneiro, filósofa e fundadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra, produziu Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil. A obra traz uma abordagem crítica dos comportamentos humanos e propõe alternativas de superação da intolerância ao outro.

No próximo dia 12, às 19 horas, haverá noite de autógrafos, promovida pela editora Selo Negro Edições e a Livraria Martins Fontes. Composto por uma coletânea de textos, o livro apresenta os principais avanços na superação das desigualdades criadas pela prática da discriminação racial – indicadores sociais, mercado de trabalho, consciência negra, cotas e outros.

Sobre educação, Sueli registra a recente conquista da obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Africana e Afro-Brasileira nas escolas públicas do País. A obra destaca também o debate contemporâneo sobre miscigenação racial no Brasil, racismo no universo infantil e o combate ao racismo no trabalho. Fundamental para educadores, pesquisadores, militantes e estudantes de todos os níveis de ensino, o volume faz parte da Coleção Consciência em Debate.

INTERESSE PÚBLICO – Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil foi organizado a partir da sistematização de uma série de artigos publicados na imprensa brasileira que convidam o público a refletir sobre o incremento de ações violentamente discriminatórias, abrindo caminho para o debate sobre direitos humanos e as limitações da democracia brasileira.

Um das perspectivas levantadas na importante publicação diz respeito à idéia distorcida de parte do imaginário social brasileiro, de que determinados seres humanos são mais ou menos humanos do que outros, levando ao caminho perversamente estruturante da naturalização da desigualdade de direitos.

RESPEITO – Segundo a escritora, as identidades estruturadas a partir de etnias, gênero, orientação sexual ou religiões ainda não são devidamente respeitadas, tornando o ambiente social totalmente corrompido. “O racismo é uma ideologia que não penaliza apenas sua vítima, ela faz com que o racista também seja um ser humano menor, não seja um ser humano completo, por ser incapaz de aceitar a diversidade”, ressalta.

Sueli Carneiro acredita na força e no trabalho das organizações que lutam pelo cumprimento de políticas públicas voltadas para a eliminação de atos de intolerância praticados contra descendentes de africanos e outros grupamentos socialmente vulneráveis. Ela recorre à legalidade dos poderes governamentais para defender a punição desses atos, que se contrapõem à legítima demanda dos afro-descendentes.

 

  • Para ler as primeiras páginas do livro, acesse o endereço: http://www.gruposummus.com.br/indice/40046.pdf

LIVRO BRASIL, NEGRO POR DECENDÊNCIA

Esta obra, visa levar ao conhecimento dos leitores, acontecimentos que marcaram nossa cultura, durante o período escravista e visa esclarecer o comportamento estabelecido pelos colonos portugueses, políticos, e ate mesmo pela igreja. Atos e conseqüências que levou a construção de projetos de leis, algumas aprovadas e cumpridas, outras vetadas. Leis estas contraditórias que gerou atos enlouquecentes para com a sociedade constituída por afro-descendentes.

Povo guerreiro, enviado ao Brasil como escravos, foram vendidos como mercadoria, procedentes de países como Angola, Benguela, Cabinda e Moçambique entre tantos outros. Ao chegar aqui, construíram historia, incrementaram a culinária brasileira, trouxeram alimentos como; a manga, o coco, o jerimum, a galinha d’angola, o azeite de dendê entre tantos outros que constitui necessários ao padrão de vida do consumidor brasileiro. Inovadores e criativos eles foram. Adaptaram aqui, formas de sobrevivências, como por exemplo: as vendas ambulantes, de verduras, peixes, roupas, calçados e artesanato. Costumes que ainda podem ser vistos pelas ruas do Brasil. Tudo isso se da devido à herança cultural deste povo.

Colaboradores da colonização do país, e com a miscigenação dos brasileiros, a constituição do mulato, cor em que o brasileiro é identificado quase em toda sua maioria. Introduziram palavras dos dialetos africanos na língua portuguesa, herdada da presença dos portugueses no Brasil em seu descobrimento no século XV.

Salve! Salve! Os índios, importantes edificadores de nosso país, grande influenciadores na culinária brasileira, com diversos alimentos como; a mandioca, o milho, a batata-doce, o cará, pinhão, cacau, amendoim, palmito, mamão e o caju, estas são parte das influências indígenas na alimentação brasileira.

Foram escravizados antes dos negros africanos, forçados ao trabalho escravo, no período do pau-brasil. Grandes contribuintes com nossa cultura brasileira, suas danças, lutas, costumes, culinária e até mesmo a língua, titulada “tupi-guarani”, que nomeou uma das maiores expressões culturais brasileira, hoje reconhecida internacionalmente, a caa-pu-eera (mato ralo) hoje introduzida como “a capoeira”.

Axé a todos os capoeiras, que bravamente escreveram sua historia no cenário brasileiro, em meio as dificuldades impostas pelo império, e mais tarde, pelo próprio governo, ainda sim sobreviveram e enrriqueceram a nossa cultura, hoje patrimônio do nosso Brasil, e de todos os que se orgulham de ser brasileiros.

Salve! A todos que lutaram bravamente em todas as guerras, como a do Paraguai, e em todas aquelas que passaram despercebida pela sociedade, e que nunca foram reconhecidas pelo poder público. Guerra essa travada entre si próprio, pelo fato de ser descendente de uma classe social menos favorecida, parabéns a todos os brasileiros, índios , africanos e descendentes, que moram nas favelas, nos morros, e que com unhas e dentes, sobrevivem a guerra do dia a dia e da descriminação.

 

Darcy Junior de Aguiar (Cascão)

Livro homenageia mulheres negras e afro descendentes em dia de evento internacional

No próximo dia 25 de julho, na Câmara Municipal do Salvador, será lançado em evento especial o livro Mulheres do Vento Mulheres do Tempo, para marcar o Dia Internacional de Luta da Mulher Negra da América Latina e do Caribe. A iniciativa em Salvador é da  produtora e microempresária Mônica Kalile, fundadora da entidade não governamental e cultural A Mulherada, associando-se com as manifestações que também ocorrerão em diversas cidades brasileiras, nas Américas e no Caribe.   O livro, organizado por Mônica e uma equipe de jornalistas e historiador , relaciona em sua primeira edição, 100 mulheres negras e afro descendentes  que se destacaram em suas atividades profissionais, desde as mais simples até as mais qualificadas.

Mônica define o livro como uma linha guia para a busca de informações, consulta escolar, pesquisas  e análise da ação discriminatória étnica, que ainda atinge as mulheres afro descendentes, mas que foi e tem sido superada por elas, não só conquistando espaços, como estendendo conquistas históricas para o beneficiamento da sociedade como um todo. Entretanto, observa,  muitas dessas mulheres não são olhadas em sua importância, minimizando-se ou desprezando a sua influência, quando não qualificadas folcloricamente, como personagens lendárias.

Dentre as 100 mulheres relacionadas como destaque do livro, estão jornalistas, artistas, empresárias, esteticistas, profissionais liberais, culinaristas, domésticas, comerciantes, líderes comunitárias, líderes sindicais, parlamentares e militantes políticas e religiosas, educadoras, dentre outros segmentos.

A edição de Mulheres do Vento Mulheres do Tempo tem o patrocínio da Fundação  Palmares e apoio da Fundação Gregório de Matos, Semur ( Secretaria Municipal da Reparação) , Comissão de Defesa  dos Direitos  da Mulher da Câmara de Vereadores e Superintendência Especial de Políticas para as Mulheres – SPM . É composto de 206 páginas contendo fotografias, resumo biográfico e entrevistas sobre fatos marcantes na vida das entrevistadas, que servem como estímulo na luta contra os preconceitos racial e de gênero e outras adversidades na construção de suas dignidades e da história em diferentes dimensões. É a realidade de vida de cada uma contada por elas mesmas, enquanto agente e paciente dos fatos.

Salvador, 18 de julho de 2006.

Contatos: Mônica Kalile: 3326-7166/ 9925-9529         E-mail:mokalile@terra.com.br

Apresentação

Mulheres do Vento Mulheres do Tempo, identificando 100 Mulheres Negras da Bahia, é como um espelho d´água de um imenso oceano de verdades que se mostram na superfície, impulsionadas pelo profundo.
Foi a trajetória na busca desse profundo que levou A Mulherada, através de Mônica Kalile, produtora cultural e fundadora da entidade, a trazer à tona essas Mulheres-Modelos cujas histórias de vida estão fundadas nos mesmos valores de A Mulherada: solidariedade; pioneirismo; transparência; vontade; responsabilidade; inovação.

Ao ressaltar os nomes dessas 100 Mulheres, A Mulherada reconhece todas as Mulheres Afrodescendentes que jamais foram anônimas em seu dia-a-dia, em sua luta, em sua escolha, com vidas e valores tão iguais, porque fundados na mesma verdade das ancestrais que chegaram ao Brasil, pelo maior porto de chegada dos povos do continente africano: Salvador.

A sabedoria e a perseverança das ancestrais apontam para tempos de bonança, para milhões de Mulheres afro-brasileiras que não vão esperar pela felicidade nem pela liberdade, mas que vão continuar buscando essas grandezas na luta plantada pelas ancestrais.
As Mulheres Negras descendentes estão valorizando a trajetória de seu povo, conscientes do sofrimento lhe foi impingido, sem precedentes na história da humanidade.  Essas Mulheres descendem de verdadeiras santas, por nós canonizadas, que ofereceram o amor à verdade e a luta pela dignidade como alicerces cravados nessa terra, raízes profundas que formam a alma do povo negro.
O Vento tem se encarregado de provocar e expandir o movimento das Mulheres, como as identificadas nesse belo livro.  O Tempo tem atualizado a luta contra toda a forma de discriminação, para a dignidade plena.  O Vento e o Tempo, juntos, vêm bradando aos quatro cantos do mundo a situação das Mulheres Negras na Bahia e no Brasil.  O Vento chegou!  O Tempo é agora!
Ana Maria Felippe
Coordenadora de Memória Lélia Gonzalez



PROGRAMAÇÃO:

18h00min: abertura da sessão
Composição da Mesa – Eron Vasconcelos, Valdenor Cardoso, Jaime Sodré, Ana Maria Felippe, Deise Benedito, Mônica Kalile
Apresentação de A Mulherada ( banda)
Fala: Mônica Kalile – Fundadora A Mulherada
Fala: Ana Maria Felippe ( Coordenadora Memorial Lélia Gonzáles) exibição de filme sobre a Lélia Gonzáles) – RJ
Recital poesia – Jocélia
Fala: profº Jaime Sodré
Fala: Deise Benedito – Presidente Fala Preta – SP
Apresentação musical – Rita Brás – Cantora Lirica
Encerramento
Coquetel
Autógrafos com distribuição gratuita do livro Mulheres do Vento Mulheres do Tempo
21h30min: show da Banda A Mulherada

Local: Praça do Terreiro de Jesus – Pelourinho – Palco do Projeto Pelourinho Dia e Noite

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