Blog

desenhos

Vendo Artigos etiquetados em: desenhos

O Jogo da Capoeira – Coleção Recôncavo n.3

Mais uma vez o Portal Capoeira trás mais uma obra de enorme valor histórico,  em colaboração com o camarada Bruno Souza e Cris Young, conhecidos na capoeiragem como: Teimosia e Cantor. É um enorme prazer poder compartilhar com todos os amigos e leitores do nosso site uma obra rara como esta, sempre lembrando que boa informação é aquela que é compartilhada…
 
O Documento em questão foi editado pela Tipografia Beneditina em 1951, e distribuido pela Livraria Turista, Salvador – BR.
Deste caderno de nº 3, da Coleção Recôncavo, organizada por K. Paulo Hebeisen, foram tiradas apenas 1500 cópias sendo que a cada uma delas foi atribuido um numero de 1 a 1500, rúbricados pelo artista. ( este que está sendo partilhado é o de número 146 )
 
O JOGO DA CAPOEIRA – 24 DESENHOS DE CARYBÉ é sem dúvida nenhuma uma obra de arte e uma preciosidade!!!
 
Uma leitura leve e agradavel, recheada com as fantásticas ilustrações de Hector Julio Páride Bernabó – Carybé.
 

Hector Julio Páride Bernabó – Carybé (Lanús, Argentina, 7 de fevereiro de 1911 – Salvador, BA, Brasil, 2 de outubro de 1997).
 
Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, ceramista, escultor, muralista, pesquisador, historiador, jornalista
 
Fez 5 mil trabalhos, entre pinturas, desenhos, esculturas e esboços. Desenhou para livros de Jorge Amado. Era obá de Xangô, posto honorífico do candomblé. Morreu do coração durante uma sessão num terreiro de candomblé.
 
Uma parte da obra de Carybé se encontra no Museu Afro-Brasileiro de Salvador, são 27 painéis representando os orixás do candomblé da Bahia. Cada prancha apresenta um orixá com suas armas e animal litúrgico. Foram confeccionadas em madeira de cedro, com trabalhos de entalhe e incrustações de materiais diversos, para atender a uma encomenda do antigo Banco da Bahia S.A., atual Banco BBM S.A., que os instalou em sua agência da Avenida Sete de Setembro, no ano de 1968.

CAPA DO “CADERNO-ALBO” DE MESTRE PASTINHA

Mestre Pastinha escrevia aos seus pensamentos num caderno de capa dura, que apelidava carinhosamento de "caderno-albo", em alusão ao fato de que nele eram lançados seus manuscritos ("caderno"), e seus desenhos (album de desenhos ou simplesmente "albo" no dialeto capoeirano afro-brasileiro em que se expressavam os antigos capoeiristas baianos).

Como será verificado pelo exame dos textos do Mestre da Capoeira Ângola a grafia usada pelo mesmo é a transcrição fonética do linguajar popular do baiano, que tomo a liberdade de apelidar de "dialeto capoeirano afro-brasileiro", que Valdeloir Rego analisa com perfeição na sua "Capoeira Angola".

MANUSCRITOS E DESENHOS DE MESTRE PASTINHA

Publicação seriada dos manuscritos e desenhos do Mestre conforme editados por A. A. Decânio Filho

O Mestre Pastinha costumava filosofar, seja em conversas, seja em reflexões que registrava em anotações avulsas ou cadernos, que orgulhosamente exibia aos amigos e visitantes, pintar ou desenhar movimentos da sua grande paixão, a capoeira.

Uma coletânea de manuscritos avulso de sua autoria, em folhas soltas, oferecidas ao grande Carybé juntamente com o quadro a óleo "Roda de Capoeira", me foram doados por este último. Conduzido pelo mesmo Carybé recebi das mãos de Wilson Lins, um caderno com anotações e desenhos, que lhe fora entregue pelo Mestre para publicação, o que venho divulgar pela "Internet" na sua forma original, respeitando grafia e redação originais, página a página, para conhecimento e reprodução pelos interessados.

Um clique sobre os links no índice abaixo conduzirá às páginas como foram por mim organizadas, reproduzidas em fotocópias e publicadas na "Coleção São Salomão", volume 2, "Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha", cuja localização será registrada, entre parênteses em sistema alfanumérico, após cada título incluído no índice.

Caso você deseje uma cópia dos manuscritos, digitalizada em alta resolução, favor contactar o Teimosia. O CD será enviados mediante pagamento do preço da mídia (CD virgem) e das despesas de gravação e postais.

FUNDAÇÃO DO CENTRO ESPORTIVO DE CAPOEIRA ANGOLA

A. A. Decanio Filho (Organizador) – Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha, Edição CEPAC, Salvador/BA (pg 3b)

Seus fundadores foram:


A. A. Decanio Filho (Organizador) – Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha, Edição CEPAC, Salvador/BA (pg 4a)


A. A. Decanio Filho (Organizador) – Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha, Edição CEPAC, Salvador/BA (pg 4b)

Transliteração datilográfica respeitando a grafia original e comentários por A. A. Decanio Filho:

"Historico da Fundação do Centro Esportivo de Capoeira Angola"
1.3.1 – "Em principio do ano de 1941"

…"em 23 de fevereiro de 1941. Fui a esse locar como prometera a Aberrêr", e com suspresa o Snr. Armósinho dono da quela capoeira, apertando-me a mão disse-me: Há muito que o esperava para lhe entregar esta capoeira para o senhor : mestrar. Eu ainda tentei me esquivar disculpando, porem, toumando a palavra o Snr. Antonio Maré: Disse-me; não há jeito, não Pastinha, é você mesmo quem vai mestrar isto a qui. Como os camaradas dero-me o seu apoio, aceito."
(3b,12-23;4a.1)

1.3.2 – …"Em 23 de fevereiro de 1941"…

"Em 23 de fevereiro de 1941. No Jingibirra fim da Liberdade, la que naceu este Centro; porque? foi Vicente Ferreira Pastinha quem deu o nome de "Centro Esportivo de Capoeira Angola".

Fundadores

Amosinho, este era o dono do grupo, os que lhe acompanhavam, Aberrêr, Antonio Maré, Daniel Noronha, Onça Preta, Livino Diogo, Olampio, Zeir, Vitor H.D., Alemão filho de Maré, Domingo de Mlhães, Beraldo Izaque dos Santos; Pinião, José Chibata, Ricardo B. dos Santos."
(4a,7-18)

1.3.3 – …"o falicimento do Snr. Amôsinho"…

"Depois, quando ò correu o falicimento do Snr. Amôsinho: Dai em diante ficou o centro sem finalidade, porque foi abandonado por todos os mestres, hoje são disertores."
(4b,1-4)

 No longo trajeto do C. E. de Capoeira Angola encontramos vários períodos de inatividade pelo abandono dos seus participantes, suplantados sucessivamente pelo esforço e persistência do Mestre Pastinha, sempre recomeçando e prosseguindo. Exemplo de perseverança, coragem e firmeza de vontade como ele sempre recomendava aos seus discípulos.

A ÉTICA NOS MANUSCRITOS DE PASTINHA

Mestre Pastinha deixou traçado nos seus manuscritos  o roteiro do código de conduta (ética) dos capoeiristas de todas as  categoria (mestres, alunos e graduados).
As grandes preocupações do Venerando Mestre sempre foram o futuro da capoeira e os capoeiristas do futuro.
Talvez antevendo a transformação da capoeira-jogo num desporto pugilístico, em detrimento dos seus aspectos educacionais e lúdicos.
O  abandono do ritmo ijexá, majestoso, solene, gerador de movimentos elegantes e pacíficos, pelos toques rápidos e de caráter belicoso, é a base sobre a qual vem se desenvolvendo uma capoeira, mais preocupada em “soltar os golpes” que em se esquivar do movimentos de potencial agressivo, característica predominante entre os capoeiristas do passado aparentemente invisíveis e intangíveis como o vento (daí a lenda do desaparecimento sob forma de besouro, bananeira ou de simplesmente deixarem de ser vistos nos momentos de perigo) .
A influência da violência cada vez maior da sociedade moderna vem desviando a atenção dos verdadeiros fundamentos da capoeira, tornando-a em mais um fator de violência, sob o falso manto de defesa pessoal e de arte marcial, mero pugilato executado sob um fundo musica de caráter belicoso.
Mister se faz o retorno às origens, diria Frede Abreu, lembrando as  palavras singelas do nosso Mestre, no seu dialeto afro-baiano, um verdadeiro código de ética.
Seus conselho, guardados e obedecidos,  certamente tornariam desnecessária uma regulamentação ou codificação extensa e prolixa.


“Os mestre não pode ensinar com discortez nem de modo àgressivo, não . devemos procurar ficar isolados por que nada podemos fazer sem amôr ao esporte.”
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7a, linhas 15-19)

O egoismo, a agressividade, a deslealdade, o orgulho, a vaidade, os interesses mercenários, levam ao isolamente – reverso da esportividade.


“O bom capoeirista nunca se exalta procura sempre estar calmo para poder reflitir com percisão e acerto; não discute com seus camaradas ou alunos, não touma o jogo sem ser sua vez; para não aborrecer os companheiros e dai surgir uma rixa; ensinar aos seus alunos -sem procurar fazer exibição de modo agresivo nem apresentar-se de modo discortez…”
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7a, linhas 19-23)

A calma é indispensável à reflexão, à correção dos movimentos, à adaptação do jogo entre os pares,  tornando o espetáculo mais belo e seguro. Todo capoeirista deve ser cortês, evitando aborrecer ou irritar seus companheiros, enquanto mantém sua própria tranqüilidade!
Decanio Filho – A herança de Pastinha, (pág. 24)


“…sem amôr a nossa causa que é a causa da moralisação e aperfeicoamento desta luta tão bela quanto util: à nossa educação fisica; …”
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7b, linhas 4-8)

A prática da capoeira deve ser regida pelo amor a esta arte,  instrumento de educação e não de discórdia!


“… não devemos procurar ficar isolado, porque nada podemos fazer; é muito certo o trocado popular que diz: a união faz a força:…”
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7b, linhas 8-11)

Só o respeito mútuo, a observação dos princípios básicos esportivos (lealdade, humildade e obediência as regras) e a conservação da camaradagem permitem a união indispenável ao progresso da capoeira!


“…o nosso ideal de uma capoeira perfeita escoimada de erros, duma raça forte e sadia que num futuro proximo daremos ao nosso amado Brasil.”
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7b, linhas 14-17)

A prevenção dos erros por uma conduta educada, respeitosa, gentil, levará ao aprimoramento do nosso povo.

A ÉTICA NOS MANUSCRITOS DE PASTINHA

Mestre Pastinha deixou traçado nos seus manuscritos  o roteiro do código de conduta (ética) dos capoeiristas de todas as  categoria (mestres, alunos e graduados).
As grandes preocupações do Venerando Mestre sempre foram o futuro da capoeira e os capoeiristas do futuro.
Talvez antevendo a transformação da capoeira-jogo num desporto pugilístico, em detrimento dos seus aspectos educacionais e lúdicos.
O  abandono do ritmo ijexá, majestoso, solene, gerador de movimentos elegantes e pacíficos, pelos toques rápidos e de caráter belicoso, é a base sobre a qual vem se desenvolvendo uma capoeira, mais preocupada em "soltar os golpes" que em se esquivar do movimentos de potencial agressivo, característica predominante entre os capoeiristas do passado aparentemente invisíveis e intangíveis como o vento (daí a lenda do desaparecimento sob forma de besouro, bananeira ou de simplesmente deixarem de ser vistos nos momentos de perigo) .
A influência da violência cada vez maior da sociedade moderna vem desviando a atenção dos verdadeiros fundamentos da capoeira, tornando-a em mais um fator de violência, sob o falso manto de defesa pessoal e de arte marcial, mero pugilato executado sob um fundo musica de caráter belicoso.
Mister se faz o retorno às origens, diria Frede Abreu, lembrando as  palavras singelas do nosso Mestre, no seu dialeto afro-baiano, um verdadeiro código de ética.
Seus conselho, guardados e obedecidos,  certamente tornariam desnecessária uma regulamentação ou codificação extensa e prolixa.


"Os mestre não pode ensinar com discortez nem de modo àgressivo, não . devemos procurar ficar isolados por que nada podemos fazer sem amôr ao esporte."
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7a, linhas 15-19)

O egoismo, a agressividade, a deslealdade, o orgulho, a vaidade, os interesses mercenários, levam ao isolamente – reverso da esportividade.


"O bom capoeirista nunca se exalta procura sempre estar calmo para poder reflitir com percisão e acerto; não discute com seus camaradas ou alunos, não touma o jogo sem ser sua vez; para não aborrecer os companheiros e dai surgir uma rixa; ensinar aos seus alunos -sem procurar fazer exibição de modo agresivo nem apresentar-se de modo discortez…"
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7a, linhas 19-23)

A calma é indispensável à reflexão, à correção dos movimentos, à adaptação do jogo entre os pares,  tornando o espetáculo mais belo e seguro. Todo capoeirista deve ser cortês, evitando aborrecer ou irritar seus companheiros, enquanto mantém sua própria tranqüilidade!
Decanio Filho – A herança de Pastinha, (pág. 24)


"…sem amôr a nossa causa que é a causa da moralisação e aperfeicoamento desta luta tão bela quanto util: à nossa educação fisica; …"
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7b, linhas 4-8)

A prática da capoeira deve ser regida pelo amor a esta arte,  instrumento de educação e não de discórdia!


"… não devemos procurar ficar isolado, porque nada podemos fazer; é muito certo o trocado popular que diz: a união faz a força:…"
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7b, linhas 8-11)

Só o respeito mútuo, a observação dos princípios básicos esportivos (lealdade, humildade e obediência as regras) e a conservação da camaradagem permitem a união indispenável ao progresso da capoeira!


"…o nosso ideal de uma capoeira perfeita escoimada de erros, duma raça forte e sadia que num futuro proximo daremos ao nosso amado Brasil."
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7b, linhas 14-17)

A prevenção dos erros por uma conduta educada, respeitosa, gentil, levará ao aprimoramento do nosso povo.

Manuscritos e desenhos de M.Pastinha

Manuscritos e desenhos de Mestre Pastinha
 
Mestre Pastinha escrevia aos seus pensamentos num caderno de capa dura, que apelidava carinhosamento de "caderno-albo", em alusão ao fato de que nele eram lançados seus manuscritos ("caderno"), e seus desenhos (album de desenhos ou simplesmente "albo" no dialeto capoeirano afro-brasileiro em que se expressavam os antigos capoeiristas baianos).
Como será verificado pelo exame dos textos do Mestre da Capoeira Ângola a grafia usada pelo mesmo é a transcrição fonética do linguajar popular do baiano, que tomo a liberdade de apelidar de "dialeto capoeirano afro-brasileiro", que Valdeloir Rego analisa com perfeição na sua "Capoeira Angola".
 
 
O Mestre Pastinha costumava filosofar, seja em conversas, seja em reflexões que registrava em anotações avulsas ou cadernos, que orgulhosamente exibia aos amigos e visitantes, pintar ou desenhar movimentos da sua grande paixão, a capoeira.

Publicação seriada dos manuscritos e desenhos do Mestre conforme editados por A. A. Decânio Filho, no site:
{mos_sb_discuss:8}