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Um novo patrimônio cultural

IPHAN mostra desejo de tombar tradicional festa, que encerrase hoje, na Granja

“Existe o desejo de se criar o grupo de trabalho para reivindicar o PATRIMÔNIO IMATERIAL cultural da Folia de Reis.” Esta foi a conclusão a qual chegou o coordenador-geral da Secretaria de Identidade e Diversidade do MINISTÉRIO DA CULTURA (MinC), Marcelo Manzatti, ao prestigiar o décimo Encontro de Folia de Reis do DF.

Segundo ele, a iniciativa precisará ser difundida entre os participantes do evento. “A maioria dos foliões desconhecem essa política do Instituto do PATRIMÔNIO HISTÓRICO e Artístico Nacional (IPHAN)”, pondera o antropólogo.

É com esse clima de debates calorosos que a 10ª edição do encontro de Folia de Reis do Distrito Federal encerra suas atividades, hoje, na Granja do Torto. Com uma PROGRAMAção que inclui desde oficinas de construção de rabeca – instrumento precursor do violino – até apresentações de duplas caipiras, o encontro incluiu uma roda de prosa onde temas como as políticas públicas para as folias e manifestações agregadas (tradicionais) foram discutidos entre mestres de folia, representantes do MinC, Secretaria de Turismo do DF e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

Sobre a proposta de transformar a manifestação em PATRIMÔNIO IMATERIAL, Fred Maia, assessor do MINISTRO da CULTURA, JUCA FERREIRA, acrescenta ainda que um registro como esse custa em média R$ 200 mil. “Esse tipo de afirmação é muito importante para a CULTURA popular e merece uma atenção especial”, reconhece.

Em comparação com a última edição, esse encontro sofreu desfalque considerável pois não pôde contar com o patrocínio esperado para custear o evento e, portanto, contou com recursos reduzidos. “Passamos 20 dias pedindo para os grupos de outros estados para não vir, porque não temos mais estrutura para receber ninguém e faz parte da tradição, como anfitriões, oferecer alimentação e pousada. Escolhemos então só as 20 folias mais expressivas dos dez anos de evento para receber a ajuda de custo de R$ 2 mil”, detalha Volmi Batista, idealizador do encontro.

Com grupos de Minas Gerais, Tocantins, Santa Catarina, Bahia, Goiás e Distrito Federal, o evento reuniu cerca de mil pessoas, entre catireiros, violeiros, religiosos e fãs da CULTURA popular. Do DF e Entorno, estiveram presentes as folias de reis de Brazlândia, Estrela Guia, Minas Brasília, João Timóteo, Saudade do Interior, Reis Pedregal, Unidos na Fé e Reis Cristalina.

Tradição à moda da viola

As melodias arrastadas tiradas das violas capiras se espalham por todos os lados no Encontro Nacional de Folias de Reis do DF. Ora puxadas para o xote nordestino, ora rememorando as toadas gaúchas, o som se mistura às apresentações de catira e aos batuques baixinhos e ritmados típicos do interior.

Grandes nomes como Almir Sater, Pena Branca e Inezita Barroso estiveram presentes em edições anteriores do evento. Este ano, algumas das atrações ficaram por conta de Renato Teixeira e a dupla Zé Mulato e Cassiano, que embalam uma congregação de tradição religiosa. “Existe uma grande confusão no DF sobre o que significa a folia, não se trata só das apresentações no palco e sim da importância das trocas de devoção e tradição”, acredita o organizador, Volmi Batista.

O violeiro e organizador da folia Saudade do Interior de São Sebastião, Sebastião José Borges prestigiou o encontro em todos os seus dez anos. “Eventos como esse são importantes para mostrar aos foliões as diversas origens do credo deles, além de aprender com as folias dos outros estados”, acredita.

Uma das atrações mais importantes da festa são os Três Reis Magos, interpretados há dez anos pelos atores Valterismar Maciel, Junior Lima e Márcio Braga. “Somos devotos e abrimos todas as folias. Buscamos sempre fazer as apresentações com muita fé, buscando seguir as tradições que mesmo não estando presente oficialmente na Bíblia, fazem parte dessa festa”, conta.

Famílias completas, companheiros de fé com terços enrolados nos punhos dançam, cantam e se emocionam com cânticos que relatam a Anunciação, o Nascimento de Jesus e claro, o trajeto dos Reis Magos. Em meio a toda essa cena, muita comida típica é servida. Galinhada, pamonha, acarajé e carne de porco com mandioca são algumas das delícias que os violeiros comem no restaurante rústico instalado no espaço.

Natural de Patos de Minas (MG) o mestre de folia Baltazar José de Souza se emociona ao falar com a reportagem do Jornal de Brasília sobre sua história com a folia. “A gente canta o que vem na mente, o que sente ao ver o presépio. Me arrepio com isso desde os 8 anos”, relata.

Saiba +

Cada folia tem sua “divisa”. É uma espécie de marca registrada que serve para identificar os grupos. A divisa pode ser um lenço colorido, uma toalha e até um broche.

De todas as folias presentes no encontro duas chamaram atenção por serem exclusivamente femininas, a de Goiás e a Coromandel, de Minas Gerais.

Uma segunda edição comemorativa dos dez anos do encontro será realizada no mês de julho. Na mesma época Brasília será sede de um grande Fórum de Cultural Popular, que compreenderá a Folia de Reis.

Comunicação SID/MinC

Telefone: (61) 2024-2379
E-mail: identidadecultural@cultura.gov.br
Acesse: www.cultura.gov.br/sid

FICA: Primeiro Campeonato Mundial Aberto de Capoeira

A todos os capoeiristas e demais interessados
 
Vimos pelo presente confirmar a realização do PRIMEIRO CAMPEONATO MUNDIAL ABERTO DE CAPOEIRA,  a ocorrer nos dias 09 e 10 de dezembro de 2006, Ginásio de Esportes Rebouças, sito à Ponta da Praia, Santos, SP, Brasil. Trata-se do primeiro evento desportivo oficial mundial de Capoeira. Neste evento participarão atletas masculinos e femininos nas categorias adulto, sênior e master, definidos conforme o Código Desportivo Internacional de Capoeira www.capoeira-fica.org . Para o próximo ano serão inseridas as categorias juvenil e infanto-juvenil.
 
Poderão participar deste evento, capoeiristas que se enquadrarem nas seguintes situações:
 
1- Até 03 capoeiristas de cada categoria de peso, sexo e idade, das entidades de prática desportiva filiadas nas Federações Nacionais filiadas à FICA;
 
2- Até 03 capoeiristas de cada categoria de peso, sexo e idade, das entidades filiadas diretamente na FICA, caso não existir Federação Nacional filiada;
 
3- Capoeristas classificados de 1º a 3º lugares nos campeonatos estaduais das Federações Estaduais que estejam filiadas diretamente na FICA;
 
4- Até 03 capoeiristas de cada categoria de peso, sexo e idade das entidades de prática desportiva filiadas diretamente na FICA, caso não existir Federações Estaduais filiadas diretamente na FICA em suas respectivas jurisdições.
 
Todos os atletas e técnicos das delegações deverão possuir registros individuais na FICA. A taxa de competição está estabelecida em US$ 10,00 (dez dólares) equivalentes a R$ 25,00 (vinte e cinco reais).
 
As inscrições ocorrerão entre os dias 01 e 30 de outubro de 2006 e deverão ser requeridas através de e-mail para capoeira.fica@gmail.com , assim como quaisquer outras informações adicionais.
 
A data de chegada está prevista para o dia 08/dez. O Congresso Técnico e a pesagem ocorrerão a partir das 15:00 h. do dia 09/dez. As competições, somente indivivuais, ocorrerão a partir das 08:00 h do dia 10/dez.
 
Serão disponibilizados alojamentos gratuítos para as 80 primeiras inscrições de atletas.
 
Colocando-nos à inteira disposição,
Atenciosamente
 
Presidente da Federação Internacional de Capoeira
http://www.capoeira-fica.org

Capoeiras Italianos: Un “Giro” al Brasile

Grupo de Capoeiras Italianos visitam o Brasil, passando por São Paulo, Rio e Bahia.
Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
Edição 53 – de 11/dez a 17/dez de 2005
São José dos Campos – SP
Dezembro de 2005


Quando regressei de uma turnê pela Europa (Out/05), onde tive o prazer de visitar Portugal, Espanha, Itália e Alemanha, programei-me para rever os amigos de São Paulo, sendo alguns deles mestres de capoeira. Um dos primeiros locais que visitei foi o Terreiro de Mestre Pinatti, Rua do Vergueiro, 2684, próximo ao Metro Ana Rosa.
Ao chegar ao espaço, local onde Pinatti mantém sua academia, tive a grata surpresa de encontrar um grupo de Capoeiras italianos, recém chegado de Roma, cidade que tive o prazer de conhecer semanas antes, bem acompanhado por minha italianíssima esposa Keila Cornetta.
É sobre este grupo de ítalo-capoeiras nossa crônica de hoje.
 
1. Capoeiras Italianos no Brasil
 
            O grupo de Capoeiras chegou ao Brasil no dia 29 de Outubro, desembarcando no Aeroporto Internacional Franco Montoro, em Guarulhos, São Paulo. Do aeroporto seguiram de Van para o litoral sul, mais precisamente para a cidade praiana de Guarujá.
            O alegre e festivo grupo (Ah, Itália!) estava assim composto: Grupo Lembrança Negra de Mestre Canhão, representado pela Instrutora Daniele, Piãozinho, Azulão, Espoleta (foi também aluna do Mestre Samuca) e Nicole (filha de Mestre Canhão). Também participava do grupo um representante do grupo Topázio (de M.Valmir & M.Dinho), sendo este representante aluno do professor Tássio (Roma).
            No quando de minha visita, mestre Pinatti não hesitou em colocar uma roda de improviso para os capoeiras italianos "brindarem o encontro", jogando com os alunos da casa. Berimbau afinado e o jogo comendo solto. Em dado momento mestre Pinatti fez a senha e pediu para que eu também aderisse à Roda. Foi como jogar o sapo n´água.
            Aliás, sempre que visito o campo de mandinga do Pinatti, trato de dar algumas voltas do mundo com seus alunos, ao que ele, mandingueiramente, complementa:
 
            – O lobo perde o pêlo, mas não perde o vício.
 
Para ler mais; clique aqui

Jornal do CAPOEIRA abre novo espaço editorial

"Roda  de   Mestres   e   Doutores"
No Jornal do Capoeira
 
Apresentação
 
"Tive oportunidade de conversar diversas vezes, com velhos mestres Angoleiros, sendo que duas vezes com Mestre Bimba, uma delas fazendo uma grande e reveladora entrevista.  Com prazer e humildade, repetiria tudo de novo, o mesmo não acontecendo, entretanto, com muito doutor em capoeira que anda por aí". 
 
Pois muito bem, para minha surpresa, foi justamente o autor da frase acima (André Lacé), que sugeriu a abertura de um espaço permanente, no Jornal do CAPOEIRA, para textos atuais ou mesmo debates entre mestres e doutores universitários. 
 
Afinal, completou Lacé (aliás, também mestre em Administração pela Universidade de Syracuse, em Nova Iorque),  "se de um lado, assim como certos livros, existem muitas dissertações e teses doutorais sem grande valor, por outro, estão surgindo excelentes trabalhos que devem ser amplamente divulgados.  Trabalhos escritos de maneira muito clara e com pesquisas realmente sérias e sem a preocupação de agradar a este ou aquele grupo".
 
Concordo com este apanhado e creio, mesmo, que é hora de se abrir, no Jornal do CAPOEIRA, um espaço para esses senhores.  Assim pensando fiz meus primeiros contatos e obtive respostas estimulantes.  A rigor, o pingo d`água, desta resolução editorial foi  o recente texto do Sr.  José Luiz Cirqueira Falcão, doutor em Educação pela Universidade Federal da Bahia (atualmente Professor Adjunto da Universidade Federal de Santa Catarina), que, por  feliz coincidência, é, também, mestre de Capoeira (Mestre Falcão). O mencionado texto está rodando o mundo provocando forte e saudável polêmica.
 
Para reforçar o momento, tomamos conhecimento da tese doutoral do escritor premiado Luiz Sergio Dias (Quem tem medo da Capoeira?), sobre o tema: Da "Turma da Lira" ao cafajeste: a sobrevivência da Capoeira no Rio de Janeiro na Primeira República. 
 
Como tais trabalhos, até por exigência acadêmica, são quilométricos, abrindo espaço para que esses senhores façam pequenos resumos de suas idéias, estaremos criando condições para que todo Mundo da Capoeira tenha acesso às pesquisas e conclusões realizadas por esses mestres e doutores.
 
De recente conversa com mestre-doutor Falcão tiramos mais uma conclusão: como a Capoeira é um poço sem fundo, para não correr o risco de abrir muito o leque de temas &  discussões, será recomendável  estabelecer um pequeno leque inicial de opções.   É o que propomos a seguir:
 
Coluna  Roda de Mestres e Doutores, do Jornal do CAPOEIRA –  Temas Básicos:
 
Tema  I  –     Seleção dos dez principais livros de capoeira resumindo-se o mérito maior de cada um deles;
 
Tema II –      Seleção dos dez principais discos & cds destacando-se o mérito maior de cada um deles;
 
Tema III –     Seleção dos dez principais DVDs destacando-se o mérito maior de cada um deles;
 
Tema IV –    Seleção dos dez melhores mestres de capoeira atuais, destacando-se o mérito maior de cada um deles;
 
Tema V –     Importância das Culturas Negras (ou não) na essencialidade da Capoeira Moderna;
 
Tema VI –    Reflexões sobre a crescente rebeldia, em relação a Capoeira Brasileira, por parte de alguns grupos estrangeiros.
 
Tema VII –    Sugestões para realização de uma Estratégia Nacional e um Plano de Ação para a Capoeira no Brasil e no Exterior
 
Tema VIII –   Avaliação crítica da ação dos governos municipais, estaduais e federal, nos últimos trinta anos, em relação à Capoeira;
 
Tema IX –    Afinal, Capoeira é Luta, também, ou não?
 
Tema X –     A parte Rítmica e Cantada da Capoeira: pontos fortes e fracos
 
Ao final de cada matéria, colocaremos os títulos de pós-graduação do autor, bem como, a seu critério, um endereço para qualquer eventual esclarecimento direto ou mesmo convite para palestras.
 
Em caráter excepcional, havendo forte motivo jornalístico, abriremos exceção para algum tema não listado.
 
Semana que vem, com prazer e muita honra, estaremos inaugurando este novo espaço. Aguardem!
 
 
Muito Cordialmente,
 
Visite: www.capoeira.jex.com.br – Jornal do Capoeira