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A Capoeira em Debate?

“O Capoeira, sempre de bom coração
Louva em oração, aquilo que tem amor.
Sempre louva a liberdade, a luta contra a escravidão
Mas o que é não ter correntes numa vida sem paixão”

Desde que aqui chegou o primeiro navio negreiro, houve resistências por parte dos negros trazidos da África. Desde o primeiro o dia, o primeiro momento o negro africano lutou pra se libertar. Luta cruenta e cruel, sem armas na sua defesa, perseguido como animal, só lhes restava a reação fisica, corporal. Usar suas mãos e pernas, cabeças, troncos e membros como arma na sua luta diária pela sobrevivência e na busca pela liberdade.

Assim surgiu a Capoeira. Os negros foram levados para quase todas as partes do mundo e em nenhum lugar surgiu tal arte marcial. Foi aqui onde ela nasceu e só aqui que ela adquiriu este conteúdo libertário e progressista. A história da luta pela liberdade do negro. Pelo fim da escravidão e pelo fim da opressão em todo o periodo colonial e depois até o surgimento da República, sua consolidação, passando pelo Estado Novo, é a história da Capoeira. Sua participação em vários episódios das lutas que ocorreram em nosso país tiveram destaques. Claro que na sua grande maioria foram tratadas pelos historiadores oficiais ou não, sempre de forma marginal e subliminar.

Mas estava lá ela, na guerra do Paraguai, na revolta da vacina, no surgimento da Guarda Negra. Nas revoltas do Maranhão, Pará, Pernambuco e Bahia. Nas maltas e nas resistências nas ruas do Rio de Janeiro, seja como capital federal ou seja como grande centro cultural e histórico do nosso país.

Foi criminalizada com o nascimento da República, incompreendida foi marginalizada. Entendida foi tratada com preconceito. Foi chamada de ginástica brasileira e cantada em versos e prosas. 

Presença marcante na literatura progressista checou a ser tratada como mero foclore por alguns “iluminados”. Mas a Capoeira permanece sendo um instrumento de luta que transformada em esporte tem um imenso potencial incluidor. Como cultura é parte indissoluvel do estudo e da busca do conhecimento da nossa identidade. Como elemento de composição da nação brasileira reclama seu lugar por merecimento.

Hoje busca, através de seus lideres hoje, bem mais maduros e consciente, ter o respaldo de uma lei, cujo projeto trâmita no Congresso Nacional em sua fase final.

E o que trata este PL que é motivo de polêmica e resistência de alguns? O Projeto de Lei 33/09 trata justamente de garantir em lei o direito, já apontado, corretamente no Estatuto da Igualdade Racial, sancionado pelo então Presidente Luis Inacio Lula da Silva.

O direito a que me refiro é de qualquer brasileiro poder praticar com plena liberdade a Capoeira seja ela como esporte, cultura, apresentação artistica ou uma mera vadiação. O Estado deve garantir o direito a quem quiser se profissionalizar com sua prática. Aquele que assim o quiser deverá ter este direito garantido por lei. Ainda o PL em trâmitação busca garantir o financiamento de forma democrática e regular das atividades sociais que a Capoeira e só ela, se permite fazer.

A Capoeira é um poderoso instrumento de inclusão social. Seu carater multifacetário permite que ela estimule, oriente e eduque a formação de cidadãos e cidadãs.

Incluir a Capoeira nas escolas como parte do curriculo escolar só será possível em sua plenitude quando tivermos profissionais preparados e capacitados em condições de dar aulas. É isso que prega o PL, é isso que permite o projeto.

Assim sendo cabe a Comunidade se organizar e lutar para que tal objetivo seja alcançado. Cabe a Comunidade dos Capoeiras assumir seu papel de protagonista do processo e depurar-se dos que infelizmente não acreditam no futuro.

A coexistência pacifica e harmoniosa que hoje impera entre as varias correntes que atuam na Capoeira no Brasil é a base que nos permite sonhar e ter convicção num futuro em que a exemplo do que ocorre em vários outros países do mundo, possamos ver em cada escola do nosso país, nossos filhos e netos descobrindo e aprendendo a nossa história. Entendendo e sabendo que vivemos momentos terrivéis e que a nossa luta é contra a opressão sobre nossa história, nosso passado e para que no nosso futuro, nunca mais, ninguém seja cativo de ninguém. Que ninguém seja prejudicado ou descriminado por ser diferente. Que a cor da pele não seja referência de carater e nem de indole!

Isso é o que prega e o que pensa os organizadores do 3° Congresso Nacional Unitário de Capoeira!

Axé!!

* Presidente Associação Brasil Angola (AABA); Diretor do Centro Cultural Africano (CCA); Coordenador do Congresso Nacional de Capoeira (CNC)

 

Fonte: http://www.vermelho.org.br/

Tucumã Brasil: “Capoeira pede ajuda!!”

A capoeira pede ajuda!!

Talvez seja um fenômeno atual…Talvez venha de bastante tempo atrás…O fato é que cada vez mais pessoas e mestres preocupam-se mais com os seus “bolsos” do que com o desenvolvimento geral da capoeira.

Claro que é preciso viver de capoeira ao invés de “sobreviver”, mas devemos pensar: em que colaboramos com o desenvolvimento da capoeira em modo geral?
Vejo brigas por poder, escudos de grupos, federações, mestres e afins…

Já esta na hora de tudo isso mudar.

Esta na hora de lutarmos por melhorias dentro de nossa arte.

Esta na hora de fazermos mais pela capoeira…Esta na hora de deixar que camisas e bandeiras de grupos falem mais alto do que os interesses da capoeira em geral.

Esta na hora de gritarmos com todas as forças e sermos ouvidos!!!

Esta na hora de reivindicar o que é nosso por direito.

É a hora de mostrarmos do que somos capazes, se não morreremos na praia….

Nossos mestres precisam de nós, Nossos alunos precisam de nós, A sociedade precisa de educação, cultura, saúde e musicalidade, a capoeira tem tudo isso e muito mais…

Comece a fazer um pouco, para que o pouco se torne muito!!!

Muito axé!!!

Fonte:

TUCUMÃ BRASILhttp://www.tucumabrasil.com.br/

 

  • Veja também: www.coletivocapoeira.com


Boa Nova – Bahia: Prefeitura proíbe rodas de capoeira em espaços públicos

A Prefeitura da cidade de Boa Nova-BA voltou ao tempo, mais precisamente na década de 20 quando os capoeiristas eram proibidos de praticarem sua arte por que a capoeira era considerada crime, quem a praticava era só os negros. Um ofício da Prefeitura de Boa Nova, datado de 6 de maio de 2013, “está proibindo o uso de espaços públicos (praça, ruas, avenidas, clubes, quadra poliesportiva e ECT), só será permitido mediante a autorização do Poder Executivo.” Esse ofício foi assinado pelo Secretário de Administração, Rubens Souza Andrade, encaminhado para o Mestre de Capoeira Amado de França.

A Associação de Capoeira Netos do Mestre Canjiquinha, sob a coordenação do Mestre Amado, atualmente no município de Boa Nova, há 16 anos vem desenvolvendo um trabalho social sério que através do esporte tem mudado para melhor a vida de crianças, adolescentes e jovens. A Constituição Federal diz que todos temos “o direito a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”. A Prefeitura não informou os motivos da proibição. Esse crme já foi denunciado no Conselheiro Nacional de Cultura, Ministério da Cultura e ao CNPC (Conselho Nacional de Política Cultural) e IPHAN (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural).

 

Fonte: http://giroemipiau.com.br

De São Gonçalo – Rio de Janeiro (Brasil) a Espanha: a volta do mundo de Cinzento

Quer ser universal, fale de sua aldeia – dizia o poeta russo León Tolstoi. Cinzento segue essa sugestão. Ao escrever “Interpretando a capoeira”, verdadeiro e inédito estudo semiótico da capoeira, ele foi buscar no seu torrão natal, a cidade de São Gonçalo (Rio de Janeiro), as lições para entender e explicar os signos, ícones e símbolos da capoeira. Assim, o autor fez das lições dos velhos mestres do subúrbio fluminense a sua água de beber.

Numa análise apurada, Cinzento, pisa firme na literatura de capoeira, recorrendo aos referenciais teóricos da Semiologia para interpretar a liturgia, o ritual e os fundamentos da capoeira. Ao analisar o “jogo da capoeira dentro do sistema nervoso”, o autor mergulha com coragem no terreno da neurolinguística e nos lega uma verdadeira pérola teórico- metodológica, que ajuda capoeiristas e pesquisadores a compreender significados, ícones e símbolos da capoeira:

“O lado esquerdo do cérebro sabe situar-se dentro do tempo do jogo e procura situações seguras. Já o lado direito abstrai-se do tempo e gosta de se arriscar. Para o hemisfério direito não existe a expressão “perder tempo”. O esquerdo costuma imitar, representar, fingir; o direito é criativo e autêntico. É o que é. Por ser racional e crítico, o lado esquerdo do cérebro não se aventura a criar, inventar, sonhar. Prefere a segurança do conhecido, do lógico, do aceito pela sociedade capoeiristica em que vive. Já o lado direito solta a imaginação, viaja pelas asas do sonho, cria, inventa, recria e assume ser livre”.

Na análise de Cinzento, mitos vão se desmanchando no ar, como tudo que é sólido, pois como ele próprio diz, significante e significado não tem relação estática. Ao contrário, quando interpreta a realidade, um estudioso acaba por modificá-la, pois a própria interpretação é um processo dinâmico que distorce e/ou modifica a realidade, podendo aumentar, diminuir ou acrescentar alguma coisa ao significado anterior:

“A capoeira é momento e lugar, método e estilo, estratégia e destreza, história e hipótese, perceptível sobre distintos planos de análise interpretativa”.

Então, partidário de uma capoeira laica, Cinzento ajuda-nos, com sua lucidez, a dar rasteira em paradigmas já superados na capoeira, onde para ele, não há verdade única. E, com coragem, dá rasteira em mitos:

“Afora o aspecto místico, fazer o sinal da cruz não é certo nem errado e pode ser positivo em determinados momentos, basta que uma pessoa tenha crença nele. Mesmo assim, interpretamos que o sinal da cruz está claramente conectado com a religião e não com capoeira”.

Muitos aspectos descritos neste livro são fruto das inquietudes do estreante autor, que aqui organizou suas idéias com o intuito de responder as dúvidas frequentes expressadas por seus alunos brasileiros e europeus.

Para o autor, nem todo discurso é falso, assim como nem tudo é verdadeiro e válido para a capoeira, porque cada geração exige um comportamento único do capoeirista. Por isso, a única forma possível de verificar a verdade da capoeira é interpretando cada geração capoeirista dentro de seu tempo correspondente. E é justamente isso, aponta, que faz a capoeira seguir viva e sui generis, em plena época de massificação cultural provocada pela globalização e pelo processo da revolução científico-tecnológica que está em curso.

Para Cinzento, a internacionalização da capoeira é prova de que ela se alastra em processo de simbiose e multiculturalidade:

“O jogo pode sofrer mudanças em seu ritmo por meio dos estímulos externos da roda (toques ou a canções). E ele é vivido por muitas culturas dentro de uma mesma localidade ou país, cada um com seus valores, costumes e estilo”.

A obra, ao esclarecer dúvidas, tem caráter para-didático, pois, longe de estabelecer novas controvérsias na seara já complexa e multifacetada da capoeira, busca, ao contrário, diminuir a confusão teórica em torno dos mitos, rituais e símbolos da capoeira. “Interpretando” tem valor histórico e talvez não seja, ainda, um clássico na interpretação semiótica da velha e boa “arte da malandragem”. Mas é, com certeza, um manifesto em defesa da capoeira e dos capoeiristas:

“Neste jogo que imita a vida, além de termos um coração que pode sentir a música, é primordial uma mente e um olho que saibam evoluir de oitiva para absorver as informações de um círculo mágico chamado roda. Uma alma que saiba cultivar as emoções e mãos que possam tocar um instrumento com discernimento e sabedoria para impulsionar o jogo dos camaradas com motivação”.

Diagnosticar e valorizar a trajetória da capoeira, principalmente o seu nascimento é, de alguma maneira, dar continuidade à interpretação reflexiva daqueles que foram, em sua geração, imprescindíveis para a mesma. É entender que os problemas que encontramos hoje em dia dentro dela não surgem do nada, mas sim da atitude do próprio capoeirista. Portanto, este trabalho tem como ponto de partida o entendimento capoeirístico que o escritor construiu durante sua trajetória e com uma enorme preocupação com futuro das próximas gerações.

“Interpretando a Capoeira” é uma ferramenta que ajudará o capoeirista, o orientador e o educador desta crescente arte e, principalmente, aos jovens, a entender as interpretações, o marco e as micro e macro-estruturas organizativas e ideológicas da capoeira. Cinzento ainda não recebeu a corda preta de Mestre Guigui, seu mano de sangue e pai na capoeira. Mas ao nos brindar com essa obra de valor inestimável já é mestre que dá lição.


O Livro será lançado no “Pernada Carioca”, encontro internacional de capoeira realizado na cidade de Valência-Espanha pela Aluá capoeira.

 

Pernada Carioca 2013

O encontro além de ser uma forma encontrada para homenagear a capoeira praticada antigamente pelos mestres do Rio de Janeiro, é também uma forma de despertar a curiosidade de todos em relação a capoeira carioca e a sua mutação até os nossos dias contemporâneos.

Completamente diferente dos anos anteriores, este ano, o encontro terá a abertura feita no dia 26 de abril com vários representantes da capoeira que darão workshops e a finalização no dia 28 do mesmo mês com a celebração do batizado e troca de cordas, e um espetáculo dirigido a todos os públicos da capoeira e simpatizantes de nossa arte.

O encontro conta também com a apresentação e lançamento oficial do primeiro livro de uma trilogia “Interpretando a Capoeira” do mestrando Cinzento (presidente fundador da Aluá). Por uma parte o livro é fruto de uma investigação transcultural, e por outra, nele, o jogo da capoeira é explicado mediante processos psicofisiológicos.

Aluá capoeira acredita que com um evento dessa magnitude, a capoeira na cidade de Valência sempre será bem vista e digna de receber seu valor como arte marcial brasileira.

Portugal. Gravação Ao Vivo do Novo CD de Mestre Alexandre Batata

Um dos grandes cantadores da capoeira, mestre Alexandre Batata, está com tudo preparado para a gravação de seu novo CD. A novidade neste projeto é forma inteligente e interativa que o capoeirista concebeu para viabilizar a produção e a gravação ao vivo de seu CD que será realizado em Matosinhos, Portugal, com participação efetiva da plateia. Cada espectador irá pagar 10,00€ para assistir e participar da gravação e terá direito a uma cópia do CD que será enviada diretamente para a sua residência ou retirada em pontos a serem definidos pela organização. Vale a pena conferir e até investir nesta ótima idéia!!!

Luciano Milani

Gravação Ao Vivo do Novo CD de Mestre Alexandre Batata

Caro Luciano Milani

Depois de muito adiar chegou a hora de botar de novo a boca no mundo.

“A saudades no coração do capoeira é igual a uma rasteira, ou não.” (Mestre Tony Vargas e Caetano Veloso)

Pode não ser uma rasteira e sim fonte de inspiração, nestes nove anos longe do Brasil só me restou cantar para não morrer de banzo, e nestas cantorias nasceram algumas cantigas para roda de capoeira que muitos já conhecem e que agora vou editar.

É muito difícil, quando se tem auto-crítica, lançar um produto no mercado. Acho que todo mundo tem direito a lançar um cd, mas como  sou super crítico o medo me impediu até agora. Com a cara e a coragem vou fazer um trabalho de improviso  cantando músicas inéditas  e outras que plagiaram, assim como temas tradicionais e perpétuos no universo musical capoeirístico e fazer com que, quem esteja na gravação, no mínimo, saia de lá feliz.

Não vou tocar na Bateria, vai ser composta por amigos meus.

Escolhi fazer no Porto na academia de Mestre Chapão, o qual eu considero um grande cantador. E que, para meu orgulho, aprendeu a cantar ouvindo o Raízes D`ÁFRICA.

A ideia deste trabalho é sentir o coração bater a mil com a presença da galera num coro espontâneo e cheio de axé.

Serão três horas de gravação que depois serão mixadas em estúdio.

As pessoas que forem à gravação pagarão 10€. Preencherão uma ficha de cadastro e quando tiver o produto final, receberão o cd via seus Mestre, em casa ou nas festas de lançamento.

Espero que os capoeiras dividam comigo este momento.

Milani você é o reporter – acho que com isto você ponha uma azeitona na minha empada

Local: Disco e Restaurante Mantra

Av. Vila Garcia de Arosa,nº: 970 – Fonte Luminada, Matosinhos, Porto, Portugal.

Sábado, 24 de Abril de 2010

Começo da gravação: 20h

Chegar pelo menos 30 minutos antes

 

Parte de Uma das novas composições do Artista:

Eu e as lendas – Alexandre Batata

Na companhia, na beira do cais,
Eu ainda era rapaz, tremenda vadiação,
Berimbau dobrava
E eu me arrastava no chão,

Das pernadas de Ciriaco, – coro
Eu me arrastava no chão –  coro

E de tardinha, na praia avermelhada,
Pelo sol que ia embora
Atrás da lua amada,
Eu e Manduca, na areia era jogada

A mais linda capoeira,          – coro
E eu não pensava em nada   – coro

Aconteceu: 1º Seminário Alagoano de Capoeira

Nadec realiza 1º Seminário Alagoano de Capoeira

Durante todo o sábado (7), será promovido na Escola Jaime de Altavila localizada no bairro de Santa Lúcia, o 1º Seminário Alagoano de Capoeira. A atividade é promovida pelo Núcleo de Apoio e Desenvolvimento de Capoeira de Alagoas (Nadec-AL) tem como objetivo preparar os professores e mestres de capoeira para o desenvolvimento de atividades nas escolas, bem como, incentivar a formação continuada para o desempenho profissional.

A capoeira, uma das mais importantes heranças afroculturais, foi intitulada no ano passado como patrimônio nacional, porém, mesmo com a obrigatoriedade da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nas escolas (Lei 10.639/03), a capoeira ainda não encontra-se incorporada nas atividades pedagógicas. Segundo Carlos Pereira, Coordenador do Nadec, “esse evento marca o início de nossa luta para entrarmos na escola pela porta da frente, fazendo uso dos instrumentos legais, e podendo fazer parte da escola de fato e de direito, pois até agora temos participado da escola como coadjuvantes em pequenos projetos, na sua maioria como voluntários, onde o profissional da capoeira não recebe nenhuma remuneração pelo trabalho realizado”, afirmou.

Dentre os temas centrais de discussão estão “A importância do planejamento para uma aula com bons resultados”, “O planejamento e a prática nas aulas de capoeira”, “Jogos recreativos como instrumento de alongamento e aquecimento para aula de capoeira”, respectivamente ministrados por: Maria Betânia de Oliveira (Pedagoga), Claudio Severo – Claudio dos Palmares (Mestre de capoeira e professor de Educação Física) e Kátia Maria do Nascimento Barros (professor de Educação Física).

O encontro será encerrado amanhã, no Dia Internacional da Mulher, a partir das 10h nos Sete Coqueiros, onde acontecerá uma roda especial e homenagens a mulheres que contribuíram para o desenvolvimento da capoeira.

As inscrições custam R$15, com direito a almoço e certificado. Contatos: 8844-4838 / 8824-6859 / 9381-7765.

A capoeira é patrimônio cultural da União, mas não se encontra em todas as escolas 

por Helciane Angélica – http://www.alemtemporeal.com.br

Mundial dá a Pipoquinha direito de disputar o Campeonato Europeu

Garoto de 11 anos coloca Rio Claro no mapa da capoeira mundial. Marcos Matheus, o Pipoquinha, conquistou no último fim de semana, no Rio de Janeiro, o 5º Campeonato Mundial Aberto de Capoeira Muzenza na categoria infantil – até 12 anos.

O jovem atleta rio-clarense foi eliminando um a um, em jogos mata-mata, os 63 concorrentes vindos de 15 países do mundo todo e de oito estados da federação. A disputa aconteceu em dois ritmos: Bengala e São Bento Grande.

Tal façanha lhe deu o direito de jogar o 3º Campeonato Europeu de Capoeira, que acontece na Espanha de 24 a 26 de abril. Pipoquinha vai à terra das touradas acompanhado do mestre Luís Roberto “Guerreiro”, seu professor no grupo Muzenza de Rio Claro, localizado no Arco-Íris.

Apesar dos 11 anos de idade, Pipoquinha já é veterano na capoeira. Começou a praticar a modalidade aos três anos, incentivado pelos pais. E hoje, oito anos depois, leva o nome da Cidade Azul mundo afora. Ele tem apoio da Café com Leite Moda Jovem, Mateco Materiais para Construção, Drogaria São Miguel e Academia Visual.

ENCONTRO CAPOEIRA BERIM BRASIL 2007

Um grande evento com participações especiais
de dois dos maiores ícones da capoeiragem da Bahia:

Mestre Boca Rica e Bigodinho

Não Perca!!!

Clique para ampliar o cartaz…

 

Dia 22/11/2007
À partir das 19:00 Vivência com:
Mestres Boca – Rica e Bigodinho da Bahia
Aula com Mestre Plínio Angoleiro Sim Sinhô.

Dia 23/11/2007
20h00 – Roda de Amigos jogando com… não contra

Dia 24/11/2007
09h00 às 12h00 – Aulas com:
Mestre Adelmo Origens do Brasil
C. Mestre Monise Berim Brasil – destaque feminino revista Praticando
Capoeira N° 39
C. Mestre Wandola Berim Brasil

13h30 às 16h45 – Aulas com:
Mestre 1° Wellington Berim Brasil
C. Mestre Paulo Renato N´Golo
Professor Busca Longe Muzenza

À partir das 18h00 – Batizado e Troca de Cordas Berim Brasil.

INVESTIMENTO:

Aulas do dia 22 à 24/11: R$30,00 (Até o dia 19/11)
No dia: R$35,00.
Com direito à camiseta.

Somente as vivencias com Mestres Boca-Rica e Bigodinho e Aula com Mestre Plinio:
R$ 15,00 (Até o dia 19/11)
No dia: R$20,00

Mais informações:


www.berimbrasil.com.br/evento2007

Contas para depósito entrar em contato nos telefones: (11) 6607.0050/6601.3123

Mestre Itapoan ministra oficina de capoeira em Aracaju

Professores e acadêmicos de educação física, mestres de capoeira, além de pesquisadores e demais interessados terão a oportunidade de participar da Oficina Pedagógica de Capoeira, que será ministrada em Aracaju no próximo dia 14 pelo Mestre Itapoan.

Professor da Universidade Federal da Bahia e presidente do Grupo Ginga-BA, Itapoan já ministrou cursos pelo Brasil e exterior. Em Aracaju, ele pretende abordar o histórico da capoeira, a relação dos toques de berimbau com o jogo, a seqüência de ensino, golpes de capoeira regional, dentre outros temas.
 
Na oportunidade será exibido o filme ‘Mestre Bimba – A Capoeira Iluminada’. Além disso, haverá o lançamento do livro ‘O Corpo que Ginga, Joga e Luta – A Corporeidade da Capoeira’, de autoria do Mestre Lucas.
 
A carga horária da oficina é de oito horas e a inscrição custa R$ 30. O curso dá direito a certificado, livro do Mestre Lucas e revista e CD com o tema ‘Praticando Capoeira’. O evento será realizado no Colégio Módulo, que fica na Rua dos Cravos, 247. Loteamento Parque dos Coqueiros. Mais informações pelo telefone (0xx79) 9971-8226.
 

Inscrição dá direito a livro escrito pelo Mestre Lucas
 

Mestre ItapoanLuiz Carlos Vieira Tavares é licenciado em Educação Física pela Universidade Católica de Salvador (Ucsal), pós-graduado em Didática do Ensino Superior e em Capoeira na Escola pela Universidade de Brasília. Seu mestrado é na linha de pesquisa Corporeidade e Pedagogia do Movimento e Lazer, pela Universidade Metodista de Piracicaba (SP).
 
Ele é autor do ensaio ‘Nomenclatura na Capoeira’ e co-autor do livro ‘A capoeira no contexto histórico nacional’. Tem também dois CDs de capoeira gravados. Atualmente é professor de universidades sergipanas e do Centro Federal de Educação Tecnológica, unidade de Lagarto.

Ministro da Cultura quer inclusão de “mestres sem diploma” em ensino formal

Rio, 25 (AE) – O Ministério da Cultura está atuando junto ao Ministério da Educação para que "mestres sem diploma", de "saberes informais", como por exemplo a capoeira , sejam reconhecidos e tenham a possibilidade de trabalhar no sistema formal de ensino.
 
O próprio ministro Gilberto Gil transmitiu a informação hoje durante a conferência de abertura do Fórum Cultural Mundial no Rio, com o tema "Arte e Cidadania".
 
Gil lembrou que a capoeira brasileira tem praticantes em diversos países e é "uma das razões por que (nós, brasileiros )somos amados" . O não reconhecimento dos capoeiristas "e mestres de tantas outras áreas da cultura brasileira" pelo sistema formal de educação "é uma limitação de cidadania, direitos e práticas reais", considera. Com o reconhecimento, essas pessoas poderiam "envelhecer transmitindo seus conhecimentos aos mais jovens".
Gil quer maior aproximação entre os dois Ministérios. "Penso que há coisas agora cujo avanço dependem de podermos reatar velhos laços com o Ministério da Educação e o sistema educacional do País, de construir pontes e corrigir os danos conseqüentes e inconseqüentes, ao mesmo tempo, de um divórcio que deixou muitos órfãos", disse. "O direito à cultura deve ser pensado como acesso à formação e à articulação como tal", afirmou também.
 
Depois, ao falar da cultura indígena, do convívio dos índios com a natureza, o ministro colocou como um desafio fazer com que "a produção de riqueza advinda dos conhecimentos ligados à biodiversidade ajudem a criar emprego e renda entre as populações que lhe deram origem". Argumentou: "onde está o valor senão na alta tecnologia imaterial desses conhecimentos (indígenas)?"
O ministro informou que o Ministério da Cultura está criando "formas de registrar os saberes e os sabores brasileiros e todo esse mundo criativo fora das escolas". Também está "flexibilizando as formas de registro autoral" que, de acordo com ele, por serem rígidas demais, acabam limitando o direito dos artistas.
 
"Hoje o reconhecimento dos saberes informais como tecnologia avançada começa a impulsionar um redesenho do próprio Estado brasileiro", disse. "Esses saberes desafiam uma redefinição da economia, da própria cultura, dos conceitos da propriedade intelectual e de valor", disse. 
 
Adriana Chiarini
Jornal do Estado – Curitiba, PR – Brasil
http://www.jornaldoestado.com.br 
 
 
Gil ressalta a Arte como “assimilação da cultura como cidadania”
Fonte: FCM
 
Neste sábado (25/11), na conferência de abertura da edição 2006 do Fórum Cultural Mundial, no Centro Cultural Ação da Cidadania, o ministro da Cultura do Brasil, Gilberto Gil Moreira, presidente de honra do FCM 2006, afirmou que “Arte e Cidadania têm uma relação muito mais ampla do que se pode imaginar”. Gil conceituou Arte como uma das vertentes da Cultura, representando a assimilação da Cultura como Cidadania.
 
Falando a uma platéia integrada por pessoas de mais de 40 países, Gil registrou ainda que o crescimento da ação dos meios de comunicação eletrônicos, com ênfase para aqueles baseados na informática, como a internet, tem contribuído de forma significativa para a aceleração do processo de globalização, fato que interfere fortemente nos diversos ambientes culturais.
 
O ministro brasileiro assinalou que cada pessoa é um criador de arte em potencial. E chamou a atenção para a necessidade de os governos se transformarem em motores da cultura, apoiando e estimulando a criação artística, em todas as áreas, a fim de evitar que essa globalização provoque o fim de tradições culturais importantes para cada sociedade específica.
 
Além de Gilberto Gil, participaram da Conferência de Abertura "Arte e Cidadania" a professora Heloísa Buarque de Hollanda, como moderadora; o escritor indiano Vikram Seth; o chairman do BASA (Business and Arts South África, órgão de fomento à cultura da África do Sul), Ivan May; o secretário executivo do Convênio Andrés Bello, na Colômbia, Francisco Huerta Montalvo; e o criador do Teatro do Oprimido, Augusto Boal.
 
Foi de Boal, aliás, uma das melhores definições do encontro, merecedora de longos aplausos, ao abrir seu discurso dizendo que “palavras são meios de transporte, como o trem, a bicicleta e o avião; a palavra Cultura é um enorme caminhão que suporta qualquer carga”.