Blog

discussão

Vendo Artigos etiquetados em: discussão

Lançamento do Livro: CAPOEIRAGENS – PROVOCANDO A DISCUSSÃO

 

LANÇAMENTO DO LIVRO: CAPOEIRAGENS – PROVOCANDO A DISCUSSÃO.
AUTOR: UMOI MELO DE SOUZA
PREVISÃO DE ENTREGA DO LIVRO: MAIO 2014

 

Meus queridos, enfim, terminei um projeto ao qual foi dedicada muita atenção, muitas horas e muita observação da nossa capoeiragem.

O livro “CAPOEIRAGENS – PROVOCANDO A DISCUSSÃO” é uma compilação de ideias, vivências e uma, não disfarçada, provocação ao pensamento crítico face ao panorama de expansão da arte Capoeira e suas diferentes formas de se manifestar.

O livro é dividido em duas partes:

A primeira parte é uma homenagem ao nosso Grupo União na Capoeira, em comemoração do 30º aniversário, com depoimentos de alunos da primeira geração que já não treinam e dos que estão na ativa.
O livro relembra fatos marcantes da nossa trajetória e trás à memória, de quem treinou no Telheiro e no Bumba, acontecimentos e episódios que fomentariam a formação da nossa filosofia e caminhos que percorremos e os que, ainda hoje, trilhamos com dedicação e segurança.

A segunda parte é um ajuntamento de ideias e partilha de opiniões que vão de encontro à necessidade existente na capoeira da criação de uma filosofia e visão autocrítica. É onde o livro assume, através da picardia do autor, provocações ao pensamento crítico, sem medo de expor ideias e sem problemas em declarar sua visão particular sobre assuntos como Tradicionalidade, Cultura da Capoeira ou Espiritualidades.

O livro CAPOEIRAGENS – PROVOCANDO A DISCUSSÃO ainda trás, no seu conteúdo, um breve romance. Uma pequena obra onde realidade e ficção se misturam em forma de conto, tendo como pano de fundo a arte da capoeira e sua rica mescla cultural, onde o exotérico, o religioso e a espiritualidade assumem papéis protagonistas, de acordo com cada personagem.

 

PROMOÇÃO DE PRÉ VENDA

O livro CAPOEIRAGENS – PROVOCANDO A DISCUSSÃO terá um valor inicial em promoção de compra antecipada de 25 Reais (no Brasil) e 12 Euros (na Europa).

Os pedidos de compra antecipada, no valor de promoção, deverão ser encaminhados para: umoisouza@hotmail.com. Será também disponibilizada uma ferramenta de compra online através do Portal Capoeira.

No pedido, deverão constar as seguintes informações:

• Nome completo do comprador
• Endereço completo para envio das obras
• Telefone de contato

No email de resposta, serão dadas as instruções de pagamento e tão logo seja confirmado o recebimento do valor, será marcado o envio das unidades, na primeira semana de Maio para o endereço fornecido no ato da compra.

Essa promoção de pré venda se prende ao fato da necessidade de se gerar recursos para pagamentos de serviços gráficos e de profissionais de edição, revisão gramatical e acabamento visual.
A cada instrutor, professor, contramestre e mestre do Grupo União que adquirir até 50 unidades, serão enviados 5 exemplares extras a custo zero.

 

Valores

Brasil: Unidade 25 reais.

55 Unidades: 1.250 Reais. (50 x 25,00 + 5 exemplares gratuitos)

Europa: Unidade 12 Euros

55 Unidades: 600 Euros (50 x 12,00 + 5 exemplares gratuitos)

Cada instrutor, professor, contramestre e mestre, poderá receber de cada aluno o valor unitário ou pagar na totalidade e repassar para os interessados por um valor superior e obter algum valor compensatório com essa promoção.

Saudações,
Mestre Umoi

PALMARES 25 ANOS: FCP lança programação de aniversário

Programadas entre 14 de agosto e 23 de outubro, as atividades vão acontecer em quatro regiões para aproximar a FCP dos cidadãos brasileiros

A Fundação Cultural Palmares preparou uma programação especial para celebrar os 25 anos dedicados à arte e a cultura negra. Este ano, os eventos em comemoração ao jubileu de prata da Fundação acontecerão em 10 estados brasileiros: Brasília/DF, Salvador/BA, São Paulo/SP, Rio de Janeiro/RJ, São Luis/MA, Recife/PE, Porto Alegre/RS, Vitória/ES, Cuiabá/MT, Maceió/AL. As ações têm início no próximo dia 14 de agosto e seguem até 23 de outubro. É o Palmares 25 Anos levando a FCP para ainda mais perto dos brasileiros e brasileiras.

Com um viés político, o calendário com 25 atividades está recheado de debates e seminários sobre arte e cultura afro-brasileira, além disso, também estão programadas mostra de cinema negro, plantio de árvores sagradas e apresentações artístico-culturais diversas. Confira a programação completa.

Palmares para mais 25 – Entre os principais temas em discussão estão cultura negra e políticas públicas; memória e identidade da cultura afro-brasileira; o corpo negro no audiovisual; artes cênicas e artes plásticas; o universo literário negro; a questão quilombola na perspectiva do Direito; mídia e relações raciais; religiosidade e cultura afro-brasileira, entre outros assuntos.

De acordo com Hilton Cobra, presidente da Fundação Palmares, o intuito do Palmares 25 Anos é reunir reflexões, já em discussão por agentes culturais e a sociedade civil negra, que dêem base para a criação do projeto para uma Palmares pós 25 anos.  “Queremos contribuir para criar uma FCP do futuro, que dialogue com todos os setores da sociedade brasileira que pense cultura e, principalmente, cultura negra”, disse.

O presidente Cobra espera que a partir dessa programação seja possível pensar como a Fundação pode chegar nos demais territórios brasileiros. Para isso, ele destaca o fortalecimento das Representações Regionais já estabelecidas. “Existem povos e comunidades tradicionais de matrizes africanas em todo o país. Arte e cultura negra é o Brasil (sic.).”

25 anos de história com a cultura negra – Em resposta às demandas do Movimento Negro, no dia 22 de agosto de 1988, o então presidente da república José Sarney fundou a primeira instituição pública  federal voltada para promoção e preservação da arte e da cultura afro-brasileira: a Fundação Cultural Palmares. Neste ano de 2013, a FCP comemora 25 anos de trabalho por uma política cultural igualitária e inclusiva, que busca contribuir para a valorização das manifestações culturais e artísticas negras brasileiras como patrimônios nacionais.

Para mais informações sobre os eventos, entre em contato com a FCP pelo e-mail: 25anospalmares@palmares.gov.br.

PALMARES 25 ANOS: FCP lança programação de aniversário

Programadas entre 14 de agosto e 23 de outubro, as atividades vão acontecer em quatro regiões para aproximar a FCP dos cidadãos brasileiros

A Fundação Cultural Palmares preparou uma programação especial para celebrar os 25 anos dedicados à arte e a cultura negra. Este ano, os eventos em comemoração ao jubileu de prata da Fundação acontecerão em 10 estados brasileiros: Brasília/DF, Salvador/BA, São Paulo/SP, Rio de Janeiro/RJ, São Luis/MA, Recife/PE, Porto Alegre/RS, Vitória/ES, Cuiabá/MT, Maceió/AL. As ações têm início no próximo dia 14 de agosto e seguem até 23 de outubro. É o Palmares 25 Anos levando a FCP para ainda mais perto dos brasileiros e brasileiras.

Com um viés político, o calendário com 25 atividades está recheado de debates e seminários sobre arte e cultura afro-brasileira, além disso, também estão programadas mostra de cinema negro, plantio de árvores sagradas e apresentações artístico-culturais diversas. Confira a programação completa.

Palmares para mais 25 – Entre os principais temas em discussão estão cultura negra e políticas públicas; memória e identidade da cultura afro-brasileira; o corpo negro no audiovisual; artes cênicas e artes plásticas; o universo literário negro; a questão quilombola na perspectiva do Direito; mídia e relações raciais; religiosidade e cultura afro-brasileira, entre outros assuntos.

De acordo com Hilton Cobra, presidente da Fundação Palmares, o intuito do Palmares 25 Anos é reunir reflexões, já em discussão por agentes culturais e a sociedade civil negra, que dêem base para a criação do projeto para uma Palmares pós 25 anos.  “Queremos contribuir para criar uma FCP do futuro, que dialogue com todos os setores da sociedade brasileira que pense cultura e, principalmente, cultura negra”, disse.

O presidente Cobra espera que a partir dessa programação seja possível pensar como a Fundação pode chegar nos demais territórios brasileiros. Para isso, ele destaca o fortalecimento das Representações Regionais já estabelecidas. “Existem povos e comunidades tradicionais de matrizes africanas em todo o país. Arte e cultura negra é o Brasil (sic.).”

25 anos de história com a cultura negra – Em resposta às demandas do Movimento Negro, no dia 22 de agosto de 1988, o então presidente da república José Sarney fundou a primeira instituição pública  federal voltada para promoção e preservação da arte e da cultura afro-brasileira: a Fundação Cultural Palmares. Neste ano de 2013, a FCP comemora 25 anos de trabalho por uma política cultural igualitária e inclusiva, que busca contribuir para a valorização das manifestações culturais e artísticas negras brasileiras como patrimônios nacionais.

Para mais informações sobre os eventos, entre em contato com a FCP pelo e-mail: 25anospalmares@palmares.gov.br.

Capoeira Baiana divulga Manifesto

A capoeira foi elevada à condição de Patrimônio da Cultura Brasileira pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Um dos desdobramentos desse processo, é a discussão chamada por esse órgão a nível nacional, para discutir as POLÍTCAS DE SALVAGUARDA da Capoeira, ou seja, as ações a nível governamental que deverão garantir a preservação da capoeira enquanto patrimônio nacional, denominadas PRÒ-CAPOEIRA

 

Foram convocados três encontros regionais, Recife (região nordeste), Brasília (regiões centro-oeste e norte) e Rio de Janeiro (regiões sul e sudeste) além do encontro final a ser realizado em Salvador no ano que vem. Porém, alguns fatos aconteceram no primeiro encontro regional em Recife, que fez com que houvesse uma insatisfação por parte da delegação que representou a Bahia, que na sua volta à “boa terra” convocou os capoeiristas baianos para uma assembléia geral, que resultou no seguinte manifesto:

 

MANIFESTO DA BAHIA

 

Nós, mestres, contra-mestres, professores, alunos e pesquisadores da Capoeira da Bahia, reunidos no último dia 22 de setembro de 2010, no Forte da Capoeira na cidade de Salvador, em assembléia amplamente convocada para avaliar questões referentes ao PRÓ-CAPOEIRA, decidimos manifestar publicamente nossa posição, nesse momento que julgamos fundamental para o destino das políticas públicas sobre capoeira no Brasil, a partir dos seguintes pontos:

 

  1. Não temos acordo com a FORMA DE DEFINIÇÃO DOS PARTICIPANTES do Encontro Regional Nordeste, realizado em Recife nos dias 8, 9 e 10 de setembro, pois em NENHUM MOMENTO foram explicitados claramente os critérios de seleção dos consultores responsáveis pela articulação em cada região, nem muito menos os critérios de seleção adotados para a definição dos representantes de cada estado para participarem dos Grupos de Trabalho do referido encontro

 

  1. Não temos acordo com a FORMA DE DISCUSSÃO estabelecida no encontro de Recife, onde as propostas discutidas em cada GT NÃO PASSARAM PELA APROVAÇÃO DA PLENÁRIA FINAL, causando muito desconforto entre os participantes, que não se sentiram contemplados com muitas das propostas apresentadas pelos GTs

 

  1. Manifestamo-nos firmemente CONTRA algumas propostas apresentadas pelos Grupos de Trabalho, que não refletem o pensamento da comunidade da capoeira como um todo, mas APENAS UMA PARCELA dessa comunidade, no que diz respeito a:

 

  • Formalização de um modelo oficial da capoeira como ESPORTE DE ALTO RENDIMENTO, visando a sua inclusão nas Olimpíadas. Vale observar que não nos opomos a quem queira conduzir a capoeira como esporte. Nosso posicionamento é contrário a FORMALIZAÇÃO LEGAL E OFICIAL da capoeira como esporte olímpico, o que naturalmente negaria a diversidade de suas práticas.
  • Regulamentação da profissão a partir da LÓGICA DO MERCADO, engessando a capoeira num modelo pré-estabelecido e submetendo toda a comunidade de mestres e professores a um Conselho Federal que será o responsável por determinar quem pode e quem não pode exercer essas funções
  • Submeter a formação do capoeirista ao ensino universitário como obrigatoriedade, QUEBRANDO ASSIM AS FORMAS TRADICIONAIS de transmissão desses saberes, onde o mestre tem papel central.

 

Diante do exposto, EXIGIMOS que o processo de discussão encaminhado pelo PRÓ-CAPOEIRA, seja mais DEMOCRÁTICO, possibilitando que a DIVERSIDADE de opiniões e visões sobre capoeira possam se fazer representar.

 

Exigimos também que os CRITÉRIOS DE DEFINIÇÃO DOS REPRESENTANTES dos estados possam ser explícitos, e que possam garantir que as discussões nos GTs e plenárias sejam qualificadas com a presença de mestres, professores e pesquisadores que possam contribuir de forma efetiva na elaboração das propostas, tanto nos ENCONTROS REGIONAIS, como na PLENÁRIA FINAL, marcada para a Bahia no próximo ano.

 

Salvador, 22 de setembro de 2010.

CAPOEIRA ANGOLA: Uma discussão sobre turismo e preservação de recursos naturais

CAPOEIRA ANGOLA: UMA DISCUSSÃO SOBRE TURISMO E PRESERVAÇÃO DE RECURSOS NATURAIS A PARTIR DE TRADIÇÕES CULTURAIS


Rosa Maria Araújo Simões
Professora do Departamento de Artes e Representação Gráfica – FAAC – Unesp/Bauru
Doutoranda em Ciências Sociais – UFSCar
Membro do LEL-UNESP/Rio Claro
Orientadora: Profa. PhD. Marina Denise Cardoso
Av. Eng. Luís Edmundo Carrijo Coub, s/n – Bauru/SP – CEP 17033-360
(DARG/FAAC/UNESP)
rosinha@faac.unesp.br

Introdução

A roda de capoeira angola é um processo ritual 1 do qual se apreende um sistema de valores que aponta para uma cosmovisão sobre a relação homem-ambiente (capoeirista-roda).
A partir dos objetos utilizados (instrumentos musicais), da música produzida, dos movimentos corporais e do próprio significado da roda (que representa ‘O mundo velho de Deus’), o presente trabalho objetiva ilustrar, por um lado, a lógica subjacente a tal manifestação a partir de discursos de seus guardiães (mestres de capoeira angola da cidade de Salvador – BA) e apontar diferentes significações e/ ou re-significações ao considerar, por outro lado, os discursos de turistas em Salvador que, quando questionados sobre o que é a capoeira afirmam: ‘capoeira é um folclore da Bahia’, ‘é uma luta baiana’, ‘uma dança africana’, ou ainda, quando abordados no Mercado Modelo e questionados sobre o porque de seu interesse pelo berimbau, respondem que é para dar de presente como lembrança da Bahia, ou, para enfeitar a parede de sua sala etc. Assim, no que diz respeito à produção de instrumentos musicais, por exemplo, podemos citar a técnica de extração da biriba, madeira utilizada para a confecção de um ‘bom berimbau’. A percepção estética de grandes mestres de capoeira, não só relacionada a uma audição aguçada para a afinação do instrumento, mas também para a plasticidade do mesmo, os permitem salientar a diferença existente entre o berimbau para turista, vendido, sobretudo, no Mercado Modelo e utilizado como objeto de decoração e/ou lembrança da Bahia e o berimbau utilizado na roda (objeto ritual).

Para ler este artigo em sua íntegra clique aqui: 

CAPOEIRA ANGOLA: Uma discussão sobre turismo e preservação de recursos naturais

CAPOEIRA ANGOLA: UMA DISCUSSÃO SOBRE TURISMO E PRESERVAÇÃO  DE RECURSOS NATURAIS A PARTIR DE TRADIÇÕES CULTURAIS


Rosa Maria Araújo Simões
Professora do Departamento de Artes e Representação Gráfica – FAAC – Unesp/Bauru
Doutoranda em Ciências Sociais – UFSCar
Membro do LEL-UNESP/Rio Claro
Orientadora: Profa. PhD. Marina Denise Cardoso
Av. Eng. Luís Edmundo Carrijo Coub, s/n – Bauru/SP – CEP 17033-360
(DARG/FAAC/UNESP)
rosinha@faac.unesp.br

 

Introdução 

A roda de capoeira angola é um processo ritual1 do qual se apreende um sistema de valores que aponta para uma cosmovisão sobre a relação homem-ambiente (capoeirista-roda).
A partir dos objetos utilizados (instrumentos musicais), da música produzida, dos movimentos corporais e do próprio significado da roda (que representa ‘O mundo velho de Deus’), o presente trabalho objetiva ilustrar, por um lado, a lógica subjacente a tal manifestação a partir de discursos de seus guardiães (mestres de capoeira angola da cidade de Salvador – BA) e apontar diferentes significações e/ ou re-significações ao considerar, por outro lado, os discursos de turistas em Salvador que, quando questionados sobre o que é a capoeira afirmam: ‘capoeira é um folclore da Bahia’, ‘é uma luta baiana’, ‘uma dança africana’, ou ainda, quando abordados no Mercado Modelo e questionados sobre o porque de seu interesse pelo berimbau, respondem que é para dar de presente como lembrança da Bahia, ou, para enfeitar a parede de sua sala etc. Assim, no que diz respeito à produção de instrumentos musicais, por exemplo, podemos citar a técnica de extração da biriba, madeira utilizada para a confecção de um ‘bom berimbau’. A percepção estética de grandes mestres de capoeira, não só relacionada a uma audição aguçada para a afinação do instrumento, mas também para a plasticidade do mesmo, os permitem salientar a diferença existente entre o berimbau para turista, vendido, sobretudo, no Mercado Modelo e utilizado como objeto de decoração e/ou lembrança da Bahia e o berimbau utilizado na roda (objeto ritual).
 

Read More

Discussão Temática: Os Mitos da Capoeira

O GPEC & NGOLO, de São José dos Campos, São Paulo, realizará apresentação e discussão do assunto "Os Mitos da Capoeira", neste sábado, 16 de Julho de 2005.
Todos estão convidados.
 


CONVITE
 
O Grupo de Pesquisas e Estudos Culturais (GPEC) do Centro Cultural de Capoeira Angola N"Golo, convida você (s) a participar de mais um encontro, para um momento de discussão, na qual a temática abordada será "Os Mitos da Capoeira".
 
Na ocasião, estarão presentes mestres e capoeiras interessados no assunto. Participação espacial de Mestre Damião – Tenente Esdras Magalhães dos Santos-, discípulo de Mestre Bimba (turma de 1946) e do historiador Carlos Carvalho Cavalheiro, estudioso da cultura e do folclore popular de Sorocaba-SP.
 
 
Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br

Capoeira & Controle de Qualidade

 Reflexão preliminar sobre o trabalho da Dra. Simone Ponde Vassalo e o momento atual da Capoeiragem no Brasil e no Mundo
 
 
Está circulando, pela Internet, um interessante trabalho da Dra. Simone Ponde Vassalo " doutora em Antropologia Social e Etnologia pela EHESS, Paris – residente no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. O estudo, intitulado "Anarquismo, igualitarismo e libertação: A apropriação do jogo da capoeira por praticantes parisienses", versa sobre um Grupo de Capoeira Parisiense – MAÍRA – que está tentando desenvolver trabalho próprio, sem contar mais com a "sabedoria arrogante" dos mestres brasileiros.
Trabalho que merece leitura atenta e muita reflexão. Daí a presente divulgação neste nosso modesto jornal. E, desde já, garantimos espaço para estudiosos que queiram discutir a posição e os argumentos utilizados pelo grupo francês.
            Para apimentar ligeiramente a discussão que certamente virá, tomamos a liberdade de fazer algumas reflexões e um autocrítica:
O fato é que a Capoeira anda pelo mundo há muito tempo. Com um crescente número de mestres, com formação e personalidades bem diferenciadas, e com um padrão sócio-econômico, acadêmico e cultural mais diferenciado ainda. Não existe, até mesmo pela própria riqueza da Capoeiragem, uma Verdade Única, um padrão estabelecido e mundialmente respeitado. Uma espécie de Normas Técnicas definidas por uma imaginária ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) especializada na Arte do Pontapé.
Vai daí que os estudantes de capoeira "lá de fora" , especialmente os mais antigos, mais graduados, alguns até já ensinando capoeiragem (parte desses, ensina com real maestria), permitem-se, também, desenvolver métodos próprios de ensino, interpretar o "jogo de mandinga" a seu modo, e optar por uma das muitas versões existentes sobre a "verdadeira" Origem e Evolução da Capoeira na África e, sobretudo, no Brasil.
O que, convenhamos, não chega ser um absurdo, nem mesmo uma ofensa a Capoeira Brasileira (que continua sendo debatida internamente, sem muito êxito, em dezenas de seminários, congressos, reuniões, workshops, convenções etc).
A Inglaterra é reconhecida como criadora do Futebol Moderno. Pois muito bem, há quanto tempo a Inglaterra não consegue chegar nem às oitavas de final de um Campeonato do Mundo?
A mesma Inglaterra também já teve a hegemonia no Boxe, hoje em dia, nem tanto.
Já que o exemplo é futebol, onde estão, agora, os melhores jogadores do Brasil?
E quanto ao Jiu-Jitsu?
Durante muito tempo era sinônimo de Japão, depois passou para o famoso Jiu-Jitsu dos Gracie, e agora, tudo se fundiu no Mix Martial Art.
 
            Em suma, neste espaço inicial, visando estimular discussão saudável, ousamos afirmar que, se de um lado o grupo dissidente francês, de maneira um tanto pretensiosa, e contraditória, procura seguir seu próprio caminho, por outro lado, esta dissidência pode ser vista como um alerta aos mestres de capoeira brasileiros. A fase de lua de mel, onde o aluno "de fora" , encantado, aceitava tudo " métodos de ensino questionáveis, "fundamentos com pouco fundamento ou com falso fundamento", versões fantasiosas sobre a História da Capoeira, excessivo culto à personalidade, contradições ideológicas e filosóficas, marketing exagerado etc. " esta fase, repito, está se exaurindo. Os alunos "lá de fora" agora, estão mais exigentes, até porque tem mais acesso às escolas, às bibliotecas e a cultura de modo geral, além do que, vários grupos estão visitando o Brasil e percorrendo várias rodas, fazendo comparações sobre elas.
 
            Ficamos por aqui, voltando a sugerir a leitura atenta do estudo da Dra. Simone. Feito o "dever de casa", vamos ao debate, o espaço está aberto neste Jornal do CAPOEIRA…

Tambem abro e democratizo o espaço para esta discussão.
Fica aqui o compromisso deste espaço em viabilizar as ferramentas para quem quiser se manifestar…
{mos_sb_discuss:11}