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Quitutes e capoeira revelam faceta nordestina de bairro italiano, em SP

{sidebar id=1} Pequenas fitas verdes e vermelhas advertem os passantes da rua 13 de Maio, na Bela Vista: é chegada a época da tradicional festa da Nossa Senhora de Achiropita. Outros indícios, como o grande número de cantinas e empórios tradicionais, confirmam que se trata de território italiano. Mas nem só de espaguete à bolonhesa se vive no Bexiga.

Ao lado de nhoques, lasanhas e assados, também reinam jabá, baião-de-dois, rapadura, cajuína e outros tantos quitutes oriundos do Nordeste, que se espalham discretamente pelas casas do norte e restaurantes típicos daquelas bandas. São locais modestos (por vezes, descuidados), mas que guardam parte importante da tradição culinária do país.

Foi pensando em conhecer um pouco mais da gastronomia (e cultura) do lado "arretado" do Bexiga, que a Revista foi ao bairro e traçou um roteiro para mostrar que o molho da baiana -e tantos outros- também está por ali.

Casa do norte
Não passe desapercebido pelos doces de compota, entre eles o de caju (R$ 6,50) e o de jaca (R$ 6,50). Outra sugestão é o biscoito Sete Capas (R$ 3), um pacote de bolachas quadradas, feitas em várias camadas, que desmancham na boca. Penduradas no teto, estão as pipocas Gravatá (R$ 0,25), que, nos moldes do Biscoito Globo no Rio de Janeiro, fazem sucesso no Nordeste. O gosto é salgado e bem amanteigado.

R. Conselheiro Carrão, 71, tel.:0/xx/11/3105-5973. Seg. a sex.: 8h às 20h. Sáb.: 9h às 20h30. Dom.: 9h às 14h. Cartões de crédito: nenhum.

Casa do norte Coração do Agreste
Em suas prateleiras estão mais de cem diferentes itens, repostos semanalmente. É possível comprar produtos mais tradicionais como jabá, feijão-de-corda, diversos tipos de farinha, rapaduras, cachaças e temperos. Com mais calma, identificam-se produtos menos óbvios, como o doce de buriti (espécie de palmeira de fruto carnoso, que lembra um pouco o sabor do cupuaçu) e o requeijão (nome que se dá a um queijo amarelo e denso).

R. Santo Antônio, 452, Bela Vista, tel.:0/xx/11/3495-1382. Seg. a sex.: 8h às 20h. Sáb.: 8h às 19h. Cartões de crédito: nenhum.

Casa do norte Fé para Vencer
Este organizado empório oferece uma boa variedade de farinhas como a d’água, a goma, a mista e a de mandioca, em diferentes moagens. Mas a atração do local é a cajuína, refrigerante de caju, bem adocicado, com um leve sabor da fruta, em garrafas de 350 ml (R$ 2) e 2 litros (R$ 4). Outra curiosidade é o pacote de espaguete da marca Richester, produzido na Bahia, que a vendedora jura ser uma massa sem igual em São Paulo.

R. Santo Antônio, 1.058, tel.:0/xx/11/3258-6108. Seg. a sex.: 10h às 21h. Sáb. e dom.: 10h às 14h. Cartões de crédito: nenhum.

Rancho nordestino
Oferece uma cozinha típica, com porções fartas e uma carta de cachaças com 51 rótulos de locais como Bahia, Paraíba, Piauí e Ceará. Uma das boas opções é a paçoca (R$ 19,50 para duas pessoas), que fica melhor com a cremosa manteiga de garrafa ou com um pedaço de queijo de coalho (R$ 3,50) ou caldinho de fava com jabá (R$ 3,20). Também estão no menu outros clássicos como o baião-de-dois (R$ 18 para duas pessoas) e o sarapatel (R$ 9).

R. Manoel Dutra, 498, Bela Vista, tel. 3106-7257. Seg. a qui.: 11h às 14h. Sex. e sáb.: 11h30 às 5h. Dom.: 11h30 às 14h. Cartões de crédito: Master e Visa.

Restaurante e Casa do norte Alvorada
Quase em frente à Casa do Norte Fé para Vencer, existe há 17 anos como um restaurante simples, que serve diariamente pratos como buchada, carne-de-sol e sarapatel. Nos últimos seis meses, os três sócios decidiram investir em uma pequena mercearia com produtos típicos, no fundo da casa. Uma dica é o sequi de goma (R$ 2,50), um híbrido de suspiro e sequilho, feito com goma e araruta (planta cujo tubérculo produz uma farinha branca comestível).

R. Santo Antônio, 1.049, tel.:0/xx/11/3237-1767. Dom. a sáb.: 8h às 1h. Cartões de crédito: nenhum.

Quituteira bá
Depois de trabalhar 12 anos no bairro vendendo acarajé, hoje a baiana Hélia Januária Pisto, 53, faz sucesso com quitutes como vatapá e moqueca de camarão preparados em sua casa. Serve por encomenda em festas e em recepções.

Casa da Bá. Tel.:0/xx/11/3115-0513.

Capoeira em festa

Se a comunidade ítalo-brasileira tem membros memoráveis, caso de Armando Puglisi, o Armandinho do Bixiga, o baiano Ananias Ferreira, 83, também representa muito bem suas origens no bairro.

Ele, que veio para cidade em 1953, é um dos precursores da capoeira em São Paulo e fundou, há um ano, o Centro Paulistano de Capoeira e Tradições Baianas, espaço que tem apoio da Secretaria do Estado da Cultura, onde funcionam oficinas de capoeira, samba de umbigada, do Recôncavo Baiano, e cursos que ensinam a fazer berimbau.

Destaques da programação são a roda de capoeira, que acontece toda terça-feira, e as apresentações, que reúnem capoeiristas de vários lugares de São Paulo, às sextas.

A casa também recebe esporadicamente outros grupos, como os de samba de Maragogó e os de samba de chula de são Brás, reconhecidos como Patrimônio Oral pela Unesco.

Casa Mestre Ananias Centro Paulistano de Capoeira e Tradições Bahianas. R. Conselheiro Ramalho, 945, tel.:0/xx/11/5072-6579. Seg. a sex.: 19h às 22h.

 

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/comida/ult10005u434455.shtml

Aconteceu: 14 anos de Associação Brasileira de Capoeira Nação Dom Bosco

Dia 26 de abril de 2008, ocorreu o aniversário de 14 anos de Associação Brasileira de Capoeira Nação, no Colégio Dom Bosco em Porto Alegre.

O evento foi organizado pelo Mestrando Paulo Grande, e estiveram presentes seus alunos do colégio Dom Bosco, Maria Auxiliadora, Migrantes, dos projetos sociais Escola Aberta, na Vila Dique e o pessoal do Educandário São Luís, Além de pais e outros convidados. Como Padre Lino da Congregação Salesiana, que prestigiou o evento e ressaltou a importância do trabalho da capoeira na formação e trajetória no desenvolvimento dos alunos no colégio.

Também comemorando 14 anos de capoeira, estiveram presentes os Graduados Cabeleira e Coelho, que começaram com Mestrando Paulo Grande no mês de Abril de 1994 no próprio Dom Bosco.

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A festa foi muito bonita e a empolgante os recém chegados trouxeram alegria e grandes promessas a Capoeira Nação.

Depois de uma roda muito descontraída, a comemoração foi na sala onde são feitos os treinos de capoeira com direito a bolo de aniversário, refrigerantes e muitos sorrisos!

Parabéns ao mestrando Paulo Grande pelo bonito trabalho no colégio Dom Bosco, aos Graduados Cabeleira e Coelho e as crianças que se divertiram e vivenciaram a capoeira!

Axé Nação…

Aconteceu: I Festival Pedagógico de Capoeira

Capoeira Especial
Grupo Candeias encerra projeto financiado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura e ao Desporto
 
Na última quarta-feira, o Centro de Ensino Especial Dom Bosco e o Grupo de Capoeira Candeias realizaram o I Festival Pedagógico de Capoeira, encerrando as atividades do Projeto Capoeira Especial, financiado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura e ao Desporto, da Fundação Garibaldi Brasil. Na ocasião, pais, alunos e equipe gestora estiveram juntos para presenciar o batizado de alguns alunos, além de interagir com os capoeiristas especiais.
 
O projeto foi realizado por Janosson da Silva Carvalho, mais conhecido como Falcão, durante o período de abril a dezembro, no Centro de Ensino Dom Bosco. Aulas de capoeira, palestras, oficinas, contação de história, exibição de vídeos, leitura de textos, oficinas, apresentações, rodas e aulões foram algumas das atividades realizadas, todas elas com o foco a capoeira.
 
“Dim-dim, dom-dom”
 
Durante a realização do projeto, Falcão e a Capoeira ficaram conhecidos como “dim-dim, dom-dom”, forma como os alunos do Dom Bosco se referiam ao professor e à atividade. “Desenvolvemos também um trabalho afetivo, já que carinho nunca é demais”, diz Falcão.
 
Segundo ele, o objetivo do projeto é estimular o desenvolvimento das crianças e adolescentes com deficiência, proporcionando através da capoeira o uso do corpo, espaço e instrumentos, visando a interação diferenciada ao da rotina escolar. “A capoeira é uma atividade que pode contribuir com o processo de crescimento da pessoa com deficiência, servindo de apoio complementar aos atendimentos oferecidos pelo Centro de Ensino Dom Bosco, potencializando a inclusão social, respeitando as diferenças e desigualdade de oportunidades”, explica o proponente.
 
De acordo com a coordenadora pedagógica do Dom Bosco, não há nada mais gratificante do que ver as crianças participando e se divertindo. “A maioria dessas crianças são carentes, e só na escola têm um momento de lazer e contato com outras atividades”, diz.
 
Página 20 – Rio Branco – AC
http://www2.uol.com.br/pagina20