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Pernambuco: 1ª tese de doutorado sobre capoeira

Aconteceu, no dia 19/12/2012, na Sala 12 do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco, a defesa da 1ª tese de doutorado sobre capoeira defendida em território pernambucano. Tese intitulada “Educação e capoeira: figurações emocionais na cidade do Recife-PE-Brasil”, de autoria do Prof. Henrique Gerson Kohl “Tchê”-UFPE e orientada pelo Prof. Dr. José Luis Simões-UFPE. A tese foi avaliada por uma banca examinadora composta pelos seguintes nomes: Dr. José Luis Simões (Presidindo os trabalhos), Dr. Edilson Fernandes de Souza (Avaliador Interno), Drª Maria Eliete Santiago (Avaliadora Interna), Dr. Vilde Gomes de Menezes (Avaliador Externo) e Drª Auxiliadora Maria Martins da Silva (Avaliadora Externa). Tese aprovada e recomendada para sua publicação. Na ocasição, referências da comunidade da capoeira e do âmbito acadêmico estiveram presentes celebrando parcerias após o rito de defesa. iador Externo) e Drª Maria Auxiliadora (Avaliadora Externa).

Sobre a banca, só posso agradecer pelas considerações e desejar tudo de bom para vocês.

Sobreleva dizer que tive muita ajuda ao longo dos anos (Exs.: familiares, amigos/as da capoeira, amigos/as da UFPE, amigos/as doutras IES, amigos/as do cotidiano e amigos/as de outras figurações não menos importantes). Destarte, agradeço de coração e desejo a mesma felicidade que tenho para todos/as.

Cultura e Acessibilidade

Cultura e Acessibilidade – 1º Encontro Baiano sobre acessibilidade – Dias 24 e 25 de outubro – Entrada Franca | Palestra – Dia 22/10

1º Encontro Baiano para espaços museais e instituições socioculturais na perspectiva da acessibilidade.
Dias 24 e 25 de outubro de 2012 no Museu Carlos Costa Pinto – Entrada FrancaInscrição através do e-mail: cultural@museucostapinto.com.br – Vagas Limitadas | Será fornecido certificado
Realização – Museu Carlos Costa Pinto | Apoio Financeiro – Fundo de Cultura, Secretaria da Cultura e Fazenda, Governo do Estado da Bahia.Apoio Institucional – Arcca e Prefeitura Municipal de Salvador, Dimus, Ipac.

PROGRAMAÇÃO

Dia 24/10

8 às 9h00 – Credenciamento9 às 10h00 – Mesa de abertura – 1 representante da Secretaria de Justiça, Bárbara Carvalho dos Santos (MCCP), Profa. Maria Célia T. Moura Santos (DIMUS), 1 representante SETAD, Ednilson Sacramento (Conselho Municipal da pessoa com deficiência) e Dra. Nidalva Brito (Ministério Público)10 às 10h30 – Intervalo10h30 às 12h30 – Mesa Acessibilidade em ambientes culturais: experiências locais, com instituições culturais do Corredor da Vitória. Mediador: Moari Castro12h30 às 14h00 – Intervalo para almoço14h às 15h00 – Mesa sobre Legislação e cidadania – Dra. Nidalva Brito (Ministério Público), Dr. Manoel Jorge Silva Neto (Ministério Público do Trabalho) e mediador: Lívia (Ednilson)15h00 às 15h30 – Intervalo15h30 às 17h00 – Mesa sobre Recursos de Acessibilidade – Humberto Pires, Eliana Franco,  mediador: Ednilson

Dia 25/10

8h30 às 10h00 – Mesa sobre barreiras físicas – Islândia (VIDA BRASIL), Raimundo Nonato (Fundação Mário Leal Ferreira), mediação: Ninfa Cunha10 às 10h30 – Intervalo10h30 às 12h00 – Mesa sobre barreiras atitudinais – Mariene Maciel; Silvia Regina Costa Martins (COMPED), Diego Almeida (Revista EXISTO), mediação: Antonio Carlos Barbosa12h00 às 14h00 – Intervalo almoço14h00 – 16h00 – Grupos de trabalho setoriais para formulação de ações16h00 às 18h00 – Apresentação das propostas e ações

LOCAL: MUSEU CARLOS COSTA PINTO – AUDITÓRIO

Av. Sete de Setembro, 2490 – Corredor da Vitória – Salvador – Ba

 

Museu Carlos Costa Pinto museuccp@gmail.com

Capoeira & Controle de Qualidade

 Reflexão preliminar sobre o trabalho da Dra. Simone Ponde Vassalo e o momento atual da Capoeiragem no Brasil e no Mundo
 
 
Está circulando, pela Internet, um interessante trabalho da Dra. Simone Ponde Vassalo " doutora em Antropologia Social e Etnologia pela EHESS, Paris – residente no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. O estudo, intitulado "Anarquismo, igualitarismo e libertação: A apropriação do jogo da capoeira por praticantes parisienses", versa sobre um Grupo de Capoeira Parisiense – MAÍRA – que está tentando desenvolver trabalho próprio, sem contar mais com a "sabedoria arrogante" dos mestres brasileiros.
Trabalho que merece leitura atenta e muita reflexão. Daí a presente divulgação neste nosso modesto jornal. E, desde já, garantimos espaço para estudiosos que queiram discutir a posição e os argumentos utilizados pelo grupo francês.
            Para apimentar ligeiramente a discussão que certamente virá, tomamos a liberdade de fazer algumas reflexões e um autocrítica:
O fato é que a Capoeira anda pelo mundo há muito tempo. Com um crescente número de mestres, com formação e personalidades bem diferenciadas, e com um padrão sócio-econômico, acadêmico e cultural mais diferenciado ainda. Não existe, até mesmo pela própria riqueza da Capoeiragem, uma Verdade Única, um padrão estabelecido e mundialmente respeitado. Uma espécie de Normas Técnicas definidas por uma imaginária ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) especializada na Arte do Pontapé.
Vai daí que os estudantes de capoeira "lá de fora" , especialmente os mais antigos, mais graduados, alguns até já ensinando capoeiragem (parte desses, ensina com real maestria), permitem-se, também, desenvolver métodos próprios de ensino, interpretar o "jogo de mandinga" a seu modo, e optar por uma das muitas versões existentes sobre a "verdadeira" Origem e Evolução da Capoeira na África e, sobretudo, no Brasil.
O que, convenhamos, não chega ser um absurdo, nem mesmo uma ofensa a Capoeira Brasileira (que continua sendo debatida internamente, sem muito êxito, em dezenas de seminários, congressos, reuniões, workshops, convenções etc).
A Inglaterra é reconhecida como criadora do Futebol Moderno. Pois muito bem, há quanto tempo a Inglaterra não consegue chegar nem às oitavas de final de um Campeonato do Mundo?
A mesma Inglaterra também já teve a hegemonia no Boxe, hoje em dia, nem tanto.
Já que o exemplo é futebol, onde estão, agora, os melhores jogadores do Brasil?
E quanto ao Jiu-Jitsu?
Durante muito tempo era sinônimo de Japão, depois passou para o famoso Jiu-Jitsu dos Gracie, e agora, tudo se fundiu no Mix Martial Art.
 
            Em suma, neste espaço inicial, visando estimular discussão saudável, ousamos afirmar que, se de um lado o grupo dissidente francês, de maneira um tanto pretensiosa, e contraditória, procura seguir seu próprio caminho, por outro lado, esta dissidência pode ser vista como um alerta aos mestres de capoeira brasileiros. A fase de lua de mel, onde o aluno "de fora" , encantado, aceitava tudo " métodos de ensino questionáveis, "fundamentos com pouco fundamento ou com falso fundamento", versões fantasiosas sobre a História da Capoeira, excessivo culto à personalidade, contradições ideológicas e filosóficas, marketing exagerado etc. " esta fase, repito, está se exaurindo. Os alunos "lá de fora" agora, estão mais exigentes, até porque tem mais acesso às escolas, às bibliotecas e a cultura de modo geral, além do que, vários grupos estão visitando o Brasil e percorrendo várias rodas, fazendo comparações sobre elas.
 
            Ficamos por aqui, voltando a sugerir a leitura atenta do estudo da Dra. Simone. Feito o "dever de casa", vamos ao debate, o espaço está aberto neste Jornal do CAPOEIRA…

Tambem abro e democratizo o espaço para esta discussão.
Fica aqui o compromisso deste espaço em viabilizar as ferramentas para quem quiser se manifestar…
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