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Obra-prima de Jacob Gorender ganha 5ª edição após 26 anos e tem lançamento em dezembro na USP

Obra-prima de Jacob Gorender ganha 5ª edição após 26 anos e tem lançamento no dia 01 de dezembro na USP

Relançada pela Editora Fundação Perseu Abramo, a polêmica tese “Escravismo colonial” reinterpreta o legado de Gilberto Freyre, renova o marxismo brasileiro e consolida-se como a mais notável contribuição contemporânea acerca deste período histórico.

Reconhecido como um dos registros mais notáveis da historiografia recente do Brasil, O escravismo colonial, de Jacob Gorender, ganha 5ª edição pela Editora Fundação Perseu Abramo (EFPA). Publicado anteriormente entre o final da década de 1970 e a primeira metade dos anos 1980, o livro – na época, considerado polêmico por contestar as teses defendidas por pensadores devotos de Gilberto Freyre – debate a concepção histórica sobre o modelo de escravismo implantado no país e propõe a inserção do fenômeno entre as possíveis considerações sobre a formação do modelo de socioeconomia brasileira. O lançamento ocorre no mês de novembro.

 

Passados 26 anos desde a sua última edição, “O escravismo colonial” afirma-se como a mais sólida análise contemporânea acerca da argumentação gilbertiana sobre o sistema escravocrata implantado no Brasil colonial e suas consequências que perpassam a ascensão do capitalismo, em meados do século XIX, até os dias de hoje.

 

Gorender reinterpreta os clássicos modelos derivados de Freyre e desconsidera a suposta existência de um regime feudal brasileiro, subsistente ou paralelo ao sistema escravista. Sua tese de escravismo colonial suscita outra via para o entendimento da formação econômica do país, ao admitir o fenômeno como o grande responsável pelo fortalecimento da unidade lusitana na América Latina, em contraponto à fragmentação observada no território hispânico.

 

O autor convida o leitor a refletir sobre a estrutura e o sistema de produção escravista vigente no Brasil e afirma que este foi um método novo, temporal e específico deste espaço geográfico, objetivado pela produção mercantil para atender principalmente a demanda europeia. Portanto, esta forma peculiar de regime é diferente dos moldes do escravismo clássico, feudalismo e, ainda, do capitalismo, colocando o país numa situação de exceção em relação às culturas ocidentais durante todo este período histórico.

 

Sendo Gorender marxista desde a adolescência, “O escravismo colonial” dá novo fôlego para o marxismo brasileiro, ao acrescentar novas categorias de análise nos mesmos modos de produção. A obra reforça o conceito de materialismo histórico, pois, incrementa variações à fórmula de Karl Marx e o torna mais aplicável como ferramenta de estudo de sistemas econômicos que destoem dos europeus.

 

O lançamento ocorre no dia 01 de dezembro, às 19h00,  na Escola de Comunicações e Artes da USP com a realização de um debate onde estarão presentes:

Alípio Freire – jornalista e escritor, integra o Conselho Editorial do Brasil de Fato e da Editora Expressão Popular.

Dennis de Oliveira – Professor da ECA/USP e do Programa de Pós Graduação em Direitos Humanos da USP, coordenador do Celacc (Centro de Estudos Latino Americanos sobre Cultura e Comunicação)

Eunice Prudente – Professora da Faculdade de Direito e do Programa de Pós Graduação em Direitos Humanos da USP e  coordenadora do Neinb (Núcleo de Apoio à Pesquisa e Estudos Interdisciplinares sobre o Negro Brasileiro)

Flávio Jorge – diretor da Fundação Perseu Abramo e dirigente da Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN)

Mario Maestri – professor titular do Programa de Pós- Graduação em História da Universidade de Passo Fundo (UPF), dirige a coleção Malungo da UPF Editora, especializada em trabalhos sobre escravidão colonial.

 

 

Jacob Gorender: intelectualidade excepcional

 

Nascido em Salvador, em 1923, Jacob Gorender é considerado hoje um dos mais importantes historiadores brasileiros. Filho de um judeu ucraniano socialista, frequentou a Faculdade de Direito de Salvador, onde militou na União de Estudantes da Bahia, durante o início de 1940.

 

Muito jovem, lutou na 2ª Guerra Mundial pela Força Expedicionária Brasileira. Foi membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB) – ao lado de personagens importantes, como Carlos Marighella – e trabalhou como jornalista nos principais veículos de esquerda daquele período. Em 1968, com o início dos anos de chumbo da ditadura militar, Gorender aproxima-se da militância armada e participa da fundação do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR).

 

Em janeiro de 1970, foi preso em São Paulo. Seguiram-se dois longos e traumatizantes anos de constantes torturas, mas também foi nesse período de Gorender teve forças para iniciar esta que atualmente é considerada a tese mais revolucionária sobre a formação socioeconômica brasileira, desde “Casa Grande & Senzala”. “O escravismo colonial” era publicado em 1978 pela editora Ática, com inesperado sucesso.

 

O preconceito contra seu autodidatismo intelectual o reservou à margem do campo acadêmico durante muitas décadas. Apenas em 1994, aos 71 anos, seu mérito foi reconhecido com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e passou a atuar como professor visitante no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP).

 

Atualmente, com 88 anos, vive entre livros e publicações, numa simpática casa de vila do bairro da Pompeia, na zona oeste da cidade de São Paulo.

 

A Editora Fundação Perseu Abramo registra sua homenagem a Jacob Gorender e reconhece a importância deste grande pensador brasileiro, com o lançamento da 5ª edição revisada de “O escravismo colonial”, marcada para novembro de 2011.

 

Sobre a EFPA

Fundada em 1997, a Editora Fundação Perseu Abramo é um espaço para o desenvolvimento de atividades de reflexão político-ideológica, estudos e pesquisas, destacando a pluralidade de opiniões, sem dogmatismos e com autonomia. Com mais de 180 livros em catálogo, a editora conta com autores importantes como Antonio Candido, Celso Furtado, Aloysio Biondi, Michael Löwy, Marilena Chaui, Lélia Abramo, Milton Santos, Maria da Conceição Tavares, Francisco de Oliveira, Maria Rita Kehl e Leandro Konder, entre outros. Para mais informações, acesse www.efpa.com.br e siga a EFPA no twitter (@editora_perseu).

 

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

 

O escravismo colonial, Jacob Gorender

Editora Fundação Perseu Abramo

ISBN 978-85-7643-082-7

650 p. – 5ª edição revisada – ano 2011

R$ 65,00

 

LOCAL: Auditório Paulo Emílio às 19h00

Escola de Comunicações e Artes –

Sala da Congregação, 1o. andar 

Avenida Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443 – Cidade Universitária

São Paulo (SP)

 

 

Erika Alexandra Balbino

Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo

Rua Porangaba, nº 149, Bosque da Saúde

04136-020 – São Paulo – SP

+55 11 3482-2510+55 11 3482-6908

 

Foto Gorender: Alexandre Machado


Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras será lançada no Rio de Janeiro

2ª Edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras será lançada no Rio de Janeiro

Criado para estimular e incentivar as expressões artísticas de estética negra, será lançada no próximo dia 28, no Rio de Janeiro, a 2ª Edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras. A Fundação Cultural Palmares (FCP) e o Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves (CADON), são responsáveis pela realização do Prêmio, apoiados pelo patrocínio da Petrobras.

A cerimônia de lançamento, promovida pela FCP, acontecerá no Auditório Gilberto Freyre, no Palácio da Cultura Gustavo Capanema, a partir das 18h. O evento reunirá 300 convidados e contará com uma apresentação cênico-musical da atriz Iléa Ferraz, com uma adaptação especial para ocasião de A Botija de Ouro, de Joel Rufino. A cerimônia contará com as presenças de Eloi Ferreira de Araujo, Presidente da Palmares; Ruth Pinheiro, Presidente do CADON, além de representantes da Petrobras.

Prêmio – Este ano, o Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras dedica sua edição às comemorações do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, como forma de reconhecimento às expressões artísticas e culturais, contribuindo para a continuidade de suas atividades. O prêmio é coordenado pelo Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-brasileira (DEP) da Fundação Cultural Palmares.

A primeira edição do Prêmio, realizada em 2010, foi elaborada a partir do contato próximo aos grupos, artistas e companhias, que trabalham com a produção artística de matriz africana, e em atendimento à demanda do Fórum de Performance Negra. Foram contemplados vinte projetos das cinco regiões brasileiras, totalizando mais de um milhão de reais em prêmios.

Como na última edição, a premiação será dividida em três categorias: artes visuais, dança e teatro. Poderão se inscrever pessoas jurídicas de natureza cultural, com ou sem fins lucrativos, que trabalhem com a temática cultural negra. Serão contemplados quatro projetos por região do País, inéditos ou não, a serem concretizados em 2012, totalizando um milhões e cem mil reais em prêmios.

Inscrições – As inscrições estarão abertas no período de 10 de outubro a 24 de novembro de 2011, serão gratuitas e poderão ser preenchidas diretamente na página do Prêmio: www.premioafro.org. Os projetos inscritos serão avaliados por uma comissão de membros indicados, e serão considerados os critérios de excelência artística, histórica e efetiva contribuição artística para a cultura afro-brasileira, pertinência do conteúdo à questão afro-brasileira, qualificação dos profissionais e viabilidade técnica de execução. Após a divulgação dos resultados, será realizada uma cerimônia de premiação para os vinte projetos vencedores.

Serviço:

O que: Lançamento da 2ª Edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras.
Onde: Auditório Gilberto Freyre no Palácio da Cultura Gustavo Capanema (Rua da Imprensa, 16 – Centro Rio de Janeiro)
Horário:
18h

Mais informações: www.premioafro.org e  www.palmares.gov.br
Organização: Fundação Cultural Palmares

Realização: Fundação Cultural Palmares e Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves
Apoio: Petrobras


Lançamento da 2ª edição do livro A Capoeira da Indústria do Entretenimento – Corpo Acrobacia e Espetáculo para Turista Ver

Na Bahia, a ginga é item de série das pessoas. Ritmado de nascença e calejado pela vida, o baiano carrega em si os atributos para jogar capoeira. Os que se dedicam a esta arte, jogam em todo canto. Joga-se capoeira na praia, em ponto de ônibus, becos escuros, lajes ao sol, praças famosas e, não duvidem, joga-se capoeira em ladeira.

Mas, como tudo que nos cerca, a capoeira não está imune aos processos de transformação da sociedade. Assim, a arte criada pelos escravos, cultivada e difundida na Bahia por mestres como Pastinha, Bimba e seu Valdemar agora se apresenta, muitas vezes, como mero souvenir turístico.

É disso que trata o livro A “Capoeira” da Indústria do Entretenimento – Corpo, acrobacia e espetáculo para turista ver, do educador e pesquisador Acúrsio Esteves, patrocinado na sua 2ª edição pela FAPESB – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia, que terá sua noite de lançamento no dia 15 de setembro no auditório da Faculdade UNIME – Paralela.

Além de contar com o relançamento da obra, o evento será um espaço de discussão sobre alguns aspectos da capoeira e suas possíveis formas de inserção na sociedade, principalmente na aproximação da arte afro-brasileira com a educação.

Confira a programação:

Lançamento da 2ª edição do livro A “Capoeira” da Indústria do Entretenimento – Corpo Acrobacia e Espetáculo para Turista Ver.

  • Autor – Prof. MsC Acúrsio Esteves
  • Data – 15/09/2011
  • Local – Auditório UNIME Paralela (atrás da antiga sede do Correio da Bahia)
  • Horário – 19h

Mesa Redonda

Mediador: Prof. Esp. Dayton Starley Moita de Carvalho (Mestre Piauí) UNIME

Palestrantes:

  • Profª. Esp. Ivone Maria Portela: A Implantação da Capoeira nas Escolas da Rede Municipal de Ensino de Salvador – SECULT
  • Prof. MsC Jean Adriano Barros da Silva (Mestre Jean Pangolin): A Capoeira nos Cursos de Educação Física: Avanços e Necessidades – UFRB
  • Profª. Drª. Patrícia Campos Luce: A Aprendizagem na/da Capoeira Angola – UFBA

Encerramento do evento com roda de capoeira dos alunos do curso de Licenciatura em Educação Física da UNIME Paralela com o Prof. Esp. Jefferson Matos.

 

Com a Palavra o Autor:

 

Amigos(as) e colegas

No ano de 2010 tivemos a satisfação de ver o nosso livro escolhido, para ser patrocinado pelo Governo do Estado da Bahia por seleção pública realizada pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado da Bahia – FAPESB através do edital número APR0161/2010. Participaram desta seleção mais de uma centena de trabalhos relevantes de colegas de diversas instituições de ensino superior baianas.

No dia 15/09 realizaremos o lançamento da obra em evento que terá uma mesa redonda e roda aberta aos presentes e esperamos contar com a presença de todos vocês que fizeram o sucesso desse nosso trabalho nos seis anos que nos separa do lançamento da sua 1ª edição.

Por força contratual devemos disponibilizar uma oferta de 20% da obra editada para bibliotecas de instituições que tenham interesse no tema, limitada às primeiras solicitações recebidas que satisfaçam as condições abaixo citadas. Neste sentido, avaliaremos os pedidos para o recebimento de doação encaminhados por vocês, impreterivelmente até o dia 06/09/2011.

As instituições contempladas serão avisadas até o dia 12/09 por email ou telefone, devendo estar presentes para receber a obra no dia, horário e local do lançamento em anexo, através de representante abaixo qualificado e devidamente identificado. Caso a solicitante não compareça ao evento, os livros a ela destinados serão encaminhados para outra que tenha efetuado a solicitação dentro do prazo supra estabelecido e satisfeito os critérios de escolha.

 

Para efeito de seleção, as instituições solicitantes deverão fornecer os seguintes dados:

  • Nome –
  • Endereço completo –
  • Pessoa para contato –
  • Representante(s) para recebimento da obra, caso contemplada –
  • Email –
  • Telefone do setor responsável –
  • Público alvo –
  • Número aproximado de atendimentos mensais da biblioteca –
  • Natureza – (se pública, fundação ou privada)

 

Caso seja selecionada, a instituição receberá por email um modelo de recibo que deverá ser levado pelo seu representante ao lançamento, em duas vias originais sem rasuras, papel timbrado, carimbadas e assinadas pelo responsável em envelope e papel A4. Estas são condições indispensáveis para o recebimento dos livros. A quantidade de volumes a ser doada será discriminada no modelo de recibo enviado e a escolha das contempladas, bem como a quantidade de volumes a receber, ficará exclusivamente ao nosso critério.

Todos os estabelecimentos, independente de serem ou não contemplados, receberão a informação da sua condição relativa ao pedido de doação. Caso desejem adquirir a obra, gozarão de um preço diferenciado em relação ao comercializado nas livrarias em quantidades a partir de 05 ou 10 exemplares. Quantidades inferiores a 05 exemplares serão vendidas a preço de lançamento. Também serão contemplados com preço especial estudantes devidamente identificados.

 

Cordialmente,

Acúrsio Esteves


GTPC divulga resultado provisório do Prêmio Viva Meu Mestre Edição 2010

A Comissão de Seleção, nomeada pela Portaria nº.231 do dia 5 de julho de 2011 torna público o resultado preliminar do Edital Nº 1/2010, Prêmio Viva Meu Mestre – Edição 2010. Seguindo o disposto no item 10.6 do edital, a Comissão decidiu pela não habilitação das candidaturas relacionadas à punga maranhense, pela não habilitação de três inscrições que não anexaram cartas de apoio, pela habilitação de duas candidaturas antes não consideradas por terem sido extraviadas internamente e pela habilitação de duas candidaturas que haviam sido desabilitadas pela falta de assinatura em suas respectivas fichas de inscrição. Em conseqüência, a Comissão homologou uma nova listagem de inscrições não habilitadas que segue abaixo.

O prazo para recurso deste resultado preliminar é de três dias úteis a partir da data da publicação. Conforme item 7.7 do edital, os recursos deverão ser enviados em formulário próprio (Anexo 3) para o seguinte endereço:

Prêmio Viva Meu Mestre – Edição 2010
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan
Departamento de Patrimônio Imaterial – DPI
SEPS 713/913 Edifício Lucio Costa,  4º andar
70.390.135 – Brasília – DF

ou a por cópia digital do formulário de recurso do resultado preliminar (Anexo 3) devidamente preenchido e assinado para o e-mail dpi@iphan.gov.br. Devido a problemas técnicos no e-mail institucional do Iphan, os recursos também deverão ser enviados ao e-mail: dpi.iphan@gmail.com

Após análise e julgamento dos recursos, a comissão de seleção publicará a homologação do resultado final do concurso no Diário Oficial da União.

As listas anexas contêm o resultado preliminar da seleção do Edital 001/2010 – Prêmio Viva Meu Mestre, a saber: candidatos classificados até a 100º posição (em ordem alfabética), candidatos classificados entre a 101º e a 112º posição (em ordem decrescente de classificação) e listagem dos candidatos não classificados. Serão premiados os mestres classificados até o 100° lugar e que atenderem à convocação que será publicada após a homologação do resultado final do concurso no Diário Oficial da União. Conforme os termos do edital, caso alguma convocação não seja atendida, o Iphan convocará, sucessivamente, os candidatos melhor classificados até completar-se o número total de prêmios disponíveis.

Anexos

Lista preliminar de candidatos classificados entre a 1ª e a 100ª posição ( ordem alfabética)

– Lista preliminar de candidatos classificados entre a 101ª e a 111ª posição (ordem alfabética)

Lista preliminar de candidatos habilitados e nao classificados (ordem alfabética)

Lista definitiva de candidatos não hatilitados

DOU – Resultado provisório 1

DOU – Resultado provisório 2


Ceará: 3ª edição do Tribos, Berimbaus e Tambores

Este ano, a novidade do Festival é a capoeira inclusiva e a da melhor idade, além de palestras, espetáculos e oficinas

A tradicional roda de capoeira cedeu espaço para palestras, espetáculos e oficinas, na 3ª edição do Tribos, Berimbaus e Tambores, que acontece de 12 à 18 de julho, no Centro Cultural Água de Beber (Cecab). Numa mistura de culturas e ritmos, o evento está promovendo um verdadeiro intercâmbio cultural em Fortaleza. São mais de 300 participantes de países como Venezuela, Holanda, Hungria, Espanha, Irlanda, Itália e Alemanha, além da presença de alguns estados brasileiros.

Sexta-feira, na oficina de danças populares, a presença de pessoas da melhor idade, da Capoeira Mundi, de Sobral, chamou atenção. Alegremente eles dançavam e cantavam, abrilhantando a roda e dando uma verdadeira lição de vida aos mais novos. “Eu vim para brincar, para me divertir. Antes eu era uma mulher muito doente, vivia internada, depois que entrei na capoeira nunca mais senti nada. Me sinto feliz, com saúde”, contou Lucimar Sousa, 54 anos, que veio à Fortaleza para o evento acompanhada da mãe, de 74 anos, também capoeirista.

Esse ano, a novidade do Festival é a capoeira inclusiva e a da melhor idade. Mestre Ratto, organizador do evento, conta que depois de alguns estudos os capoeiristas perceberam que a capoeira é uma atividade verdadeiramente de inclusão. “O próprio círculo, a roda, já é um momento de inclusão”, disse.

A 3ª edição do Festival conta com um convidado especial, o mestre Itapuã, de Salvador.

Hoje, todo os participantes vão se reunir para fazer uma grande confraternização na barraca Marulho, na Praia do Futuro, para festejar e encerrar o evento com um grande aulão de capoeira.

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com


22ª edição do Mirante Culltural em Maceió

“Um Quilombo Chamado Jacintinho”

 

O CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISAS AFRO ALAGOANO QUILOMBO realizará nesta sexta-feira (28), às 19h30, no Mirante Kátia Assunção localizado no Jacintinho (por trás da rádio 96 FM), a 22ª edição do Mirante Cultural – “Um Quilombo Chamado Jacintinho ”

O evento vem acontecendo desde fevereiro de 2008, reunindo grupos culturais dos bairros de Maceió e algumas cidades do Estado de Alagoas. Atualmente tem com parceiros o SINDICATO DOS URBANITÁRIOS e alguns comerciantes do bairro do Jacintinho.

 

O Mirante Cultural em comemoração ao 25 de maio, Dia da África, traz em sua programação a apresentação da cantora de Cabo Verde Sônia André. Teremos também em nossa programação a participação pela primeira  dos grupos: Talismã e Rock Ingstyle. O retorno dos grupos: Xameguinho e Àguia Negra. . Apresentação do documentário sobre o filme da linha 174 para uma reflexão sobre a problemática da periferia. O ressurgimento da banda Afro Força do Ilê com a participação especial do dançarino e coreógrafo Jailton Oliveira.

O Mirante Cultural continuará defendendo a integração entre educação e arte, buscando sempre impulsionar os  artistas locais, trabalhando a geração de renda e valorizando a cultura popular e afro-alagoana. Agradecendo sempre os apoios da comunidade, dos artistas, dos parceiros e da imprensa.


PROGRAMAÇÃO:

Grupo de Hip Hop Talismã

Grupo de Break Rock Ingstyle

Coco de Roda Xameguinho

Sônia André – Cantora de Cabo Verde

Documentário sobre o filme da linha 174

Grupo de Capoeira Águia Negra e convidados

Banda Afro Força do Ilê com a participação especial do dançarino Jailton Oliveira

 

GRUPOS PARCEIROS DO C.E.P.A.A. QUILOMBO:

Escola de Samba Arco-Íris

Núcleo de Capoeira

Grupo Lésbico Dandara

Bumba-meu-boi Excalibur

Grupo Teatral S.O.S Sorriso

União das Mulheres do Bairro do Jacintinho – U.M.B.J.

Associação Puma de Ferkundô

Associação de Moradores da Grota do Moreira

Banda Afro Estrela Negra

Companhia Princípios Básico

 

 

 

Viviane Rodrigues

Relações Públicas do C.E.P.A. Quilombo

E-mail: vi_magnifica@hotmail.com

Telefones: (82) 8843-9311



SIDMinC divulga lista de selecionados no Prêmio Culturas Populares 2009

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural (SID/MinC), publicou nesta quarta-feira, 3 de fevereiro, no Diário Oficial da União (Seção 3 págs. 10 a 13), o Edital de Resultados nº 2, de 02 de fevereiro de 2010, com a lista dos selecionados no Concurso Público Prêmio Culturas Populares 2009 – Edição Mestra Dona Isabel. O Prêmio, que tem investimentos de cerca de R$ 2 milhões do MinC, contemplará, nesta edição, 195 representantes das culturas populares brasileiras, entres mestres e representantes de grupos/comunidades informais e formais.

O Prêmio Culturas Populares 2009 homenageia a artesã ceramista do Vale do Jequitinhonha Dona Isabel Mendes da Cunha, e teve 2.833 iniciativas inscritas, 2.308 das quais foram habilitadas. As iniciativas vieram de todo o país, sendo assim distribuídas: 51% da região Nordeste, 30% do Sudeste, 8% do Sul, 7% do Norte e 4% do Centro-Oeste. Em relação à categoria, 1.159 projetos foram de mestres; 872 de integrantes de grupos/comunidades informais e 277 de integrantes de grupos/comunidades formais.

Os premiados foram escolhidos por uma Comissão de Seleção, composta por 32 membros e formada por artistas, pesquisadores, técnicos e/ou dirigentes do Sistema MinC, que esteve reunida  entre os dias 1º e 5 de dezembro, em Brasília. A Comissão avaliou, individualmente, todas as propostas apresentadas pelos candidatos habilitados no concurso, utilizando critérios de pontuação e avaliação de quesitos de acordo com cada categoria. Cada proposta foi avaliada por, no mínimo, dois membros da Comissão.

Os 195 prêmios, de R$ 10 mil cada, foram distribuídos entre 60 mestres e 135 integrantes de grupos/comunidades formais e informais. A Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural concederá ainda um prêmio especial à Mestra Dona Isabel, homenageada nesta Edição do Prêmio Culturas Populares.  A lista dos premiados foi elaborada seguindo-se a ordem decrescente da nota final obtida pelo candidato em cada categoria. A nota final é resultante da soma da pontuação atribuída de acordo com o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) do município no qual a atividade foi desenvolvida, e das notas obtidas na avaliação dos quesitos.

Entre os 1.113 mestres inscritos no Prêmio Culturas Populares 2009 – Edição Mestra Dona Isabel, Antônio Luiz de Matos, o Mestre Antônio, foi um dos premiados. Artesão da cidade mineira de Minas Novas, Mestre Antônio trabalha com a confecção artesanal de instrumentos musicais utilizados nas cerimônias de Congada e de Folia da região. Além de fabricar tambores, caixas, pandeiros, tamborins, reco-recos e xique-xiques, Mestre Antônio também realiza oficinas de artes e ofícios.

A Irmandade de Carimbó de São Benedito, do município de Santarém Novo, no Pará, foi um dos grupos premiados no concurso pelo trabalho cultural desenvolvido junto à comunidade local. O grupo participa todos os anos das Festividades de Carimbó de São Benedito, realizadas de 21 a 31 de dezembro, em Santarém Novo, e no mês de dezembro, do Fest Rimbó, do Encontro de Mestres de Carimbó e da Oficina de Saberes e Fazeres Carimbó.

Para conferir o edital com o resultado final, a lista dos habilitados e selecionados e o formulário de recursos clique aqui.

 

Comunicação SID/MinC

Telefone: (61) 2024-2379

E-mail: identidadecultural@cultura.gov.br

Acesse: www.cultura.gov.br/sid

Nosso Blog: blogs.cultura.gov.br/diversidade_cultural

Nosso Twitter: twitter.com/diversidademinc


Um novo patrimônio cultural

IPHAN mostra desejo de tombar tradicional festa, que encerrase hoje, na Granja

“Existe o desejo de se criar o grupo de trabalho para reivindicar o PATRIMÔNIO IMATERIAL cultural da Folia de Reis.” Esta foi a conclusão a qual chegou o coordenador-geral da Secretaria de Identidade e Diversidade do MINISTÉRIO DA CULTURA (MinC), Marcelo Manzatti, ao prestigiar o décimo Encontro de Folia de Reis do DF.

Segundo ele, a iniciativa precisará ser difundida entre os participantes do evento. “A maioria dos foliões desconhecem essa política do Instituto do PATRIMÔNIO HISTÓRICO e Artístico Nacional (IPHAN)”, pondera o antropólogo.

É com esse clima de debates calorosos que a 10ª edição do encontro de Folia de Reis do Distrito Federal encerra suas atividades, hoje, na Granja do Torto. Com uma PROGRAMAção que inclui desde oficinas de construção de rabeca – instrumento precursor do violino – até apresentações de duplas caipiras, o encontro incluiu uma roda de prosa onde temas como as políticas públicas para as folias e manifestações agregadas (tradicionais) foram discutidos entre mestres de folia, representantes do MinC, Secretaria de Turismo do DF e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

Sobre a proposta de transformar a manifestação em PATRIMÔNIO IMATERIAL, Fred Maia, assessor do MINISTRO da CULTURA, JUCA FERREIRA, acrescenta ainda que um registro como esse custa em média R$ 200 mil. “Esse tipo de afirmação é muito importante para a CULTURA popular e merece uma atenção especial”, reconhece.

Em comparação com a última edição, esse encontro sofreu desfalque considerável pois não pôde contar com o patrocínio esperado para custear o evento e, portanto, contou com recursos reduzidos. “Passamos 20 dias pedindo para os grupos de outros estados para não vir, porque não temos mais estrutura para receber ninguém e faz parte da tradição, como anfitriões, oferecer alimentação e pousada. Escolhemos então só as 20 folias mais expressivas dos dez anos de evento para receber a ajuda de custo de R$ 2 mil”, detalha Volmi Batista, idealizador do encontro.

Com grupos de Minas Gerais, Tocantins, Santa Catarina, Bahia, Goiás e Distrito Federal, o evento reuniu cerca de mil pessoas, entre catireiros, violeiros, religiosos e fãs da CULTURA popular. Do DF e Entorno, estiveram presentes as folias de reis de Brazlândia, Estrela Guia, Minas Brasília, João Timóteo, Saudade do Interior, Reis Pedregal, Unidos na Fé e Reis Cristalina.

Tradição à moda da viola

As melodias arrastadas tiradas das violas capiras se espalham por todos os lados no Encontro Nacional de Folias de Reis do DF. Ora puxadas para o xote nordestino, ora rememorando as toadas gaúchas, o som se mistura às apresentações de catira e aos batuques baixinhos e ritmados típicos do interior.

Grandes nomes como Almir Sater, Pena Branca e Inezita Barroso estiveram presentes em edições anteriores do evento. Este ano, algumas das atrações ficaram por conta de Renato Teixeira e a dupla Zé Mulato e Cassiano, que embalam uma congregação de tradição religiosa. “Existe uma grande confusão no DF sobre o que significa a folia, não se trata só das apresentações no palco e sim da importância das trocas de devoção e tradição”, acredita o organizador, Volmi Batista.

O violeiro e organizador da folia Saudade do Interior de São Sebastião, Sebastião José Borges prestigiou o encontro em todos os seus dez anos. “Eventos como esse são importantes para mostrar aos foliões as diversas origens do credo deles, além de aprender com as folias dos outros estados”, acredita.

Uma das atrações mais importantes da festa são os Três Reis Magos, interpretados há dez anos pelos atores Valterismar Maciel, Junior Lima e Márcio Braga. “Somos devotos e abrimos todas as folias. Buscamos sempre fazer as apresentações com muita fé, buscando seguir as tradições que mesmo não estando presente oficialmente na Bíblia, fazem parte dessa festa”, conta.

Famílias completas, companheiros de fé com terços enrolados nos punhos dançam, cantam e se emocionam com cânticos que relatam a Anunciação, o Nascimento de Jesus e claro, o trajeto dos Reis Magos. Em meio a toda essa cena, muita comida típica é servida. Galinhada, pamonha, acarajé e carne de porco com mandioca são algumas das delícias que os violeiros comem no restaurante rústico instalado no espaço.

Natural de Patos de Minas (MG) o mestre de folia Baltazar José de Souza se emociona ao falar com a reportagem do Jornal de Brasília sobre sua história com a folia. “A gente canta o que vem na mente, o que sente ao ver o presépio. Me arrepio com isso desde os 8 anos”, relata.

Saiba +

Cada folia tem sua “divisa”. É uma espécie de marca registrada que serve para identificar os grupos. A divisa pode ser um lenço colorido, uma toalha e até um broche.

De todas as folias presentes no encontro duas chamaram atenção por serem exclusivamente femininas, a de Goiás e a Coromandel, de Minas Gerais.

Uma segunda edição comemorativa dos dez anos do encontro será realizada no mês de julho. Na mesma época Brasília será sede de um grande Fórum de Cultural Popular, que compreenderá a Folia de Reis.

Comunicação SID/MinC

Telefone: (61) 2024-2379
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Portugal: 4º Campeonato Europeu de Capoeira

O Algarve irá receber de 4 a 7 de Março, a Capoeira ao mais alto nível Europeu, com a realização, em Albufeira do 4º Campeonato Europeu de Capoeira, prova que irá receber as melhores equipas do grupo Muzenza de Capoeira, oriundas de toda a Europa.

O Grupo Muzenza tem tradição na organização de campeonatos. No ano 2000 surge a ideia de organizar campeonatos Mundiais, que estão na 5ª edição e no ano de 2007, motivado pelo acelerado desenvolvimento da Capoeira na Europa, decide-se realizar o Campeonato Europeu de Capoeira, em Lisboa – Portugal. O 2º Campeonato Europeu realizou-se em Maio de 2008 em Paris – França, o 3ª Campeonato em Valladolid – Espanha e para a 4ª edição deste evento foi eleita a cidade de Albufeira – Portugal, onde esperamos ter muitos participantes não só pela grande quantidade de professores e praticantes que existem em Portugal, como também por oferecer um fácil acesso aos outros países participantes. Podendo também os atletas, professores e Mestres, desfrutar das belas paisagens de Albufeira, apreciar o mar envolvendo-se com a areia, numa fusão que privilegia a natureza e o bem-estar.

Com este Campeonato pretendemos mostrar a Capoeira como modalidade desportiva, divulgar, preservar e potencializar essa arte que faz parte da história do Brasil e que tem um grande poder como instrumento para a promoção da saúde, do ócio, da cultura e da educação; promover o intercâmbio entre os vários segmentos da comunidade capoeirística e aperfeiçoamento técnico-táctico e estético-ritual da prática da Capoeira e dos interessados nesta modalidade.

 

 

A Direção

Associação Capoeiragem Malta do Sul / Grupo Muzenza Capoeira (Algarve-Portugal)


Aconteceu: 8º Encontro de Cultura de Raiz de Teresópolis

De violão ao berimbau, da poesia à música, de contos folclóricos à roda de capoeira… Platéia lotada do início ao fim, animação total, muitos aplausos, pedidos de bis e um encerramento que deixou gostinho de quero mais. Este foi o resumo do 8º Encontro de Cultura de Raiz de Teresópolis, realizado na manhã do último domingo, 1º de novembro, na Casa de Cultura Adolpho Bloch. O evento teve edição especial, em homenagem às tradições afro-brasileiras, lembrando o Dia da Consciência Negra, a ser comemorado em 20 de novembro.

Em sua oitava edição, o Encontro de Cultura de Raiz foi apresentado pelo engenheiro agrônomo Beto Selig, comandando com simplicidade e simpatia o programa de auditório, que tem como cenário uma cozinha de roça. A manhã de festa já começou de forma diferente, com um café da manhã, servido a artistas e convidados e partir das 9h.

A cantora e repentista Wanda Pinheiro abriu o evento agitando o público com a música ‘Fuscão Preto’. Mas este foi só o começo. Dudu Black e Amado Rodrigues também se apresentaram e, em seguida, foi a vez de Moacir Rosa, que contou causos, recitou poesias e ainda fez sucesso com a música ‘Prato do dia’. “É um prazer estar participando mais uma vez do Cultura de Raiz. O evento está cada vez melhor”, salientou Moacir.

Um dos destaques desta edição foi a apresentação do coral da Escola Municipal Governador Portella, cantando ‘Semente do Amanhã’, de Gonzaguinha, e ‘Ciranda do Recife’. Composto por cerca de 30 integrantes, alunos do 2º ao 5º ano, sob a regência da professora Priscila Torres, o coral fez enorme sucesso. “Viemos a convite da Secretaria de Cultura e só temos a agradecer. Foi uma delícia participar. Nunca tinha vindo ao Cultura de Raiz e fiquei encantada. O cenário parece real, é maravilhoso. Sempre que for possível, voltaremos”, comentou .

Dentro da programação alusiva à cultura afro-brasileira, Raquel Botafogo e Wilson Martins fizeram sucesso ao contar uma história africana. Outra atração de destaque foi o coral Brasil Brincante que, sob o comando da regente Célia Seabra, encantou a todos apresentando várias peças do folclore brasileiro, sendo muito aplaudido pelo público.

Cecília Cerqueira da Silva, a Dona Menininha, cantou ao lado da orgulhosa filha Beth, acompanhada por Patrícia Araújo. Maura Ferreira contou histórias, enquanto Antônio Jorge dos Santos recitou poemas.

Os professores Marcus Wolff e Ricardo de Oliveira, este último vestindo um traje típico de Angola e comandando o Coro Municipal, fizeram enorme sucesso ao apresentar duas peças ligadas à cultura afro-brasileira: ‘Xangô’, uma invocação ao orixá Xangô, e Estrela-do-mar, uma aclamação a Iemanjá, sendo aplaudidos de pé, com pedido de bis.

Acompanhando de Gustavo Agostini e PC, Xando Pernambuco fez uma homenagem a Zumbi. Outro momento de êxtase foi a apresentação do grupo formado por Beto Selig, Gustavo Agostini, Xando Pernambuco, Andrea Sant´Anna, Paulinha Fialho, Ivan Pedro Fialho, Alice Botafogo, Raquel Botafogo, Wilson Martins, Maria Eduarda e Débora, com a participação especial do subsecretário de Cultura, Ronaldo Fialho. Juntos, utilizando os mais variados instrumentos, eles apresentaram músicas do ritual ‘Baião de Princesa’, que integra a cultura afro-brasileira. “Tivemos aqui uma festa maravilhosa, uma verdadeira homenagem ao Dia da Consciência Negra. E vamos prosseguir com a idéia de eventos temáticos. Estamos, inclusive, abertos a sugestões”, lembrou Ronaldo Fialho.

E quando todos na platéia já pareciam mais do que satisfeitos, veio a maior surpresa do dia, com a participação do Grupo de Capoeira Regiangola, de Mestre Sorriso, e do Grupo de Capoeira Gangazumbi, de Mestre Batata e contramestre Cidinho. Juntos, os dois grupos fizeram exibições de capoeira, maculelê e samba de roda, ainda no teatro da Casa de Cultura, utilizando instrumentos típicos da dança, como berimbaus, atabaques e facões. E, para fechar o evento em grande estilo, o público foi convidado para uma verdadeira roda de capoeira, realizada na sala de dança da Casa. “O Cultura de Raiz já é, por si só, um grande projeto. Mas, desta vez, a Secretaria de Cultura se superou. Esse encerramento com a capoeira foi maravilhoso”, comentou a dona de casa Mariana Cunha. Estreante no evento, João Pedro Santos concordou. “Foi minha primeira vez. Adorei. Sem dúvida, uma grande homenagem à cultura afro-brasileira, ou melhor, à nossa cultura”, resumiu.

Para o secretário de Cultura, Wanderley Peres, as apresentações temáticas, como a deste domingo, tem sido o grande ganho do projeto. “Quando começamos a pensar o Cultura de Raiz, nossa intenção era promover um evento que resgatasse a nossa mais genuína cultura. A cada edição, esse projeto vitorioso vem ganhando novas roupagens e as apresentações diversificadas estão se tornando um ganho extra, contemplando o público com uma atração a mais. E ver a Casa de Cultura cheia, com um público alegre e feliz, é motivo de grande satisfação para nós”, comemorou o secretário.

 

Fonte: http://odiariodeteresopolis.com.br