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Rio Claro: Aula de capoeira integra e diverte na escola Celeste Calil

Aula de capoeira integra e diverte na escola Celeste Calil em RC

A escola municipal Celeste Calil, do bairro Novo Wenzel, em Rio Claro, vem utilizando com sucesso a capoeira como elemento de integração entre os alunos da unidade de ensino.

As atividades com o esporte acontecem às terças e quintas-feiras das 18 às 19 horas e se estendem a outras pessoas do bairro, tornado-se, assim, mais um elemento de ligação entre a escola e a comunidade.

Segundo a direção da unidade de ensino, a capoeira também ajuda no dia-a-dia escolar dos alunos na medida em que o bom aproveitamento e a disciplina são condições básicas para se freqüentar as aulas.

Além disso, o esporte vem servindo como elemento de confraternização na escola Celeste Calil. Na última terça-feira (2), o professor Aguinaldo da Capoeira preparou comemoração aos alunos aniversariantes em evento que deve ser repetido mensalmente na escola.

Fonte: Canal Rio Claro http://www.canalrioclaro.com.br

Capoeira e Identidade Cultural

O assunto é: Capoeira e Cultura:
 
Roda de Capoeira em comemoração ao Dia da Cultura e da Ciência. Roda Realizada no Distrito Federal no Ministério da Culutra. O Ministro Gilberto Gil, toca berimbau, canta na roda e fala da Importância da capoeira como elemento de divulção da nossa cultura pelo mundo e também como elemento formador de nossa identidade cultural.
 
Nosso ativo parceiro Fábio Moreira de Araújo (Mestre Onça) nos envia uma matéria sobre o tema com uma abordagem bastante atual, dentro deste contexto remomendamos que assistam ao video e saboreiem o texto.
 
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Capoeira e Identidade Cultural

Para compreendermos um pouco mais a importância da capoeira como elemento formador das nossas raízes culturais, é necessário fazermos um retrospecto histórico para entendermos o contexto do seu surgimento e de outros elemento culturais como o carnaval e a música.  Em análise ao contexto histórico,  da situação do indígena brasileiro, observamos a sua importante contribuição na formação étnica do nosso povo. Notamos que no caso particular  dos indígenas, houve uma destruição dos seus valores  culturais que os identificavam como seres humanos.  Os europeus (portugueses), ao chegarem à América, encontraram esta terra habitada por seres humanos: milhões de índios. Por pensar que  estavam chegando as Índias, deram  a esses habitantes o nome de índios. Essa denominação permanece até hoje, mesmo depois de ter percebido o engano. Perguntas que muita gente faz até hoje é: Qual a sua origem? Como foi o seu contato com os brancos? “ A verdade consiste no seguinte: quando os portugueses chegaram já havia toda uma organização social dos indígenas, mesmo não sendo  grupos totalmente homogêneos. Os indígenas já dominavam conhecimentos nas áreas  de astronômia, ecologia, veneno de caça e pesca, tapiragem, borracha. Nas artes tinham conhecimento sobre a pintura corporal, plumagem, arte em pedra, madeira, cerâmica, desenho, música e dança”. (1)

“… Existiu todo um processo colonizador do qual os índios brasileiros foram vítimas. Primeiro foram cativados para o trabalho de exploração do Pau Brasil, em seguida a sua troca por objeto que exerciam fascínios e por último, veio a escravização e a tentativa de fazê-lo trabalhar na lavoura da cana-de-açucar…” ( Galleano apud, Piletti 1991. P. 20 ).  Dentro desse processo de aculturação, muitos índios que conseguiam sobreviver eram submetidos  a um processo de descaracterização  cultural  através da catequese e da própria convivência com o branco. Dessa forma, muitos foram perdendo a sua identidade cultural, substituindo seus valores, crenças e costumes pelos valores, crenças  e costumes do colonizador europeu.  Transformaram-se em seres marginalizados e explorados dentro da sociedade dos brancos.

(01)PILETTI, Nelson. História do Brasil. Ed. ÁTICA, 1991. Pp. 18/19.

Os índios dos Brasil perderam  a sua identidade, mas sempre-se rebelaram contra os colonos que tentavam escarvizá-los e muito desses grupos foram quase que totalmente exterminados. Em várias regiões mais rica do país, os senhores de engenho resolveram trazer escravos africanos para suas plantações.  Por volta de 1.550 teve início a presença negra no Brasil (chegaram da África os primeiros navios negreiros com escravos, aportando-se  em várias regiões do país). O tráfico tornou-se  uma atividade bastante lucrativa e milhares de negros foram trazidos para o  novo continente. Iniciou-se  um longo processo de formação da população étnica brasileira. “… A formação  da população brasileira originou-se  de três grupos  o indígena, o branco e o negro.  Do cruzamento entre esses diferentes grupos resultou o elemento étnico que genericamente chamamos de mestiço ( caboclo, mulato e cafuzo). O mestiço constitui-se  a origem do povo brasileiro. O caboclo é o resultado do cruzamento  do branco com o índio, o mulato é o cruzamento do branco com o negro e o cafuzo e o cruzamento do negro com o índio…”(2)

Dessa forma, o Brasil vai se  transformando num verdadeiro mosaico étnico cultural. Começam  a surgir as tradições  e lendas do nosso folclore.  A palavra folclore vem do inglês FOLK-LORE   “Pensamento popular”, criada pelo estudioso William Thomas. Folclore é a maneira de sentir, agir e pensar de um determinado povo. Entre  as principais brincadeiras e lendas ligadas ao nosso folclore temos: A brincadeira de vaqueiros, a vaquejada, o bumba meu boi, o carimbó, a caatira, caipora, curupira, mula sem cabeça, saci-pererê, lobisomem. “ Temos as festas populares na Bahia como o afoxé, que é o sagrado participando do profano. Essa é a única festa religiosa que os membros do candomblé (de origem jeje-nagô) terão que cumprir.


(02) COELHO, Marcos Amorim. Geografia do  Brasil. ED. Moderna, 1992. P. 101.

“ O afoxé é  um candomblé adequado ao carnaval. Temos também o candomblé que é um ritual ou culto africano, trazido pelos escravos negro durante o período colonial. Temos também na Bahia a festa de Iansã ou  Santa Bárbara, a festa da Conceição da praia no dia 08 de dezembro, a procissão de nosso Senhor Bom Jesus dos Navegantes, a festa da Ribeira, festa de Iemanjá, Pesca do  xaréu ( nas praias de amaralina e itapuã), lavagem do Bonfim, que é a Segunda maior festa popular da Bahia depois do carnaval e acontece na manhã  da terceira Quinta feira do mês de janeiro”. (3)

Roberto Mamata (1993), na sua obra intitulada “ Carnavais, Malandros e Heróis”,  faz uma análise sucinta e detalhada dos valores e atitude  das pessoas. Segundo o autor da obra existem dois tipos de pessoas que identificam a nossa brasilidade. O primeiro é a figura de  do malandro (estudada sobre a figura de pedro malassartes). Aqui o malandro é um ser deslocado de regras formais da estrutura social, fatalmente excluído do mercado de trabalho, aliás definido como totalmente individualizado e avesso ao trabalho. E o segundo é o renunsciador (Augusto Matraga, personagem de Guimarães Rosa). Este se fecha num mundo totalmente seu, deixando de lado prazeres e valores sociais.

Roberto Damata (1993) apud Reis (1996), A música popular é cheia de representações, são manifestações concretas, elabora, reflete, representa e dramatiza certos valores da sociedade brasileira, tornando-os importantes, e cheios de sentido e intencionalidade. A capoeira, o carnaval e a música são elementos importantes na formação  da nossa cultura. Nesse pequeno ensaio, não vamos fazer um estudo minuncioso e detalhado de todos os seus aspectos, buscaremos as relações e contribuições desses elementos na formação da nossa identidade cultural. A música popular brasileira tem participação importante enquanto elemento de expressão popular. Em análise ao dálogo existente nas cantigas dos negro Ortiz (1951) apud, Rego (1968), examinou seus vários aspectos mostrando sua importante contribuição como elemento formador das  nossas raízes culturais.

(3) AMADO, Jorge. Bahia de Todos os Santos – Guias de ruas e Mistérios,  Ed. Record, 1986. Pp. 128-143.

“ O conceito de “cultura popular” se confunde, pois, com a idéia de conscientização.  Subverte-se dessa forma o antigo significado que assimilava a tradição à categoria de cultura popular.  “ Cultura Popular”, não é, pois, uma concepção de mundo das  classes subalternas, como e para Gramsci e para certos folcloristas que se interessam pela mentalidade do povo” (4)

Hermano Vianna (1995) apud Reis (1996), faz uma análise da história do samba como expressão  cultural e  identidade nacional brasileira.  A partir da década de 30, começa  um processo de reconhecimento de identidade  de povo “sambista”. Existia ainda uma tendência de transformar o samba em rítimo nacional do brasileiro. O samba passaria então de rítimo subversivo da ordem à música nacional e oficialmente aceita. As músicas cantadas nas rodas de capoeira tem valor historicamente consagrados para a vida social do brasileiro, seja do ponto de vista etnográfico, histórico e cultural. Essas cantigas falam da vida do negro (as senzalas,  a escravidão, os quilombos etc…). A capoeira surge dentro desse contexto como uma manifestação cultural brasileira. Essa  era a única arma que o negro  dispunha para livrar-se do sistema opressor, que lhe retirava toda essência como ser humano.

Segundo Ortiz (1995), existe na história da intelectualidade brasileira uma tradição em que diferentes momentos histórico procurou definir-se a identidade em termos de caráter  brasileiro. Sérgio B. Holanda buscou as raízes do brasileiro na “cordialidade”, Cassiano Ricardo na  “bondade” e Paulo Prado na “tristeza”, outros estudiosos procuram encontrar a brasilidade em eventos sociais ou ainda na índole malandra do ser nacional com fez Damatta.

(04) ORTIZ, Renato. Cultura Brasileira & Identidade Cultural. Ed. Brasiliense, 1995. P. 72

“… Se por um lado a identidade cultural preservada se apresenta como uma questão de sobrevivência em oposicão a uma estrutura excludente, por outro lado surge o problema da possibilidade da preservação dessa identidade no contexto da modernização…” (5). Sabemos que a cultura é um processo dinâmico, influencia e sofre influências constantemente. A capoeira como parte importante de nossas manifestações culturais não pode ficar imune a essas transformações. Hoje a capoeira está sofrendo um processo de massificação aceleradíssimo , que pode estar levando-a a descaracterização enquanto arte-luta. Seria  possível, hoje, praticar aquela capoeira do passado com todos os seus rituais? Achamos que é importante analisarmos, entendermos e conhecermos a sua tradição cultural, ligada as suas raízes  para que possamos criar e recriar, inventar e reinventar, não deixando acontecer o mesmo que aconteceu com as sociedades indígenas. Preservando assim, as suas essências, sem descaracterizá-la como manifestação  autêntica da cultura do nosso povo.

(05) VIEIRA, Luiz Renato, Cultura Popular e Marginalidade, in  Revista de Educação e Filosofia –  Vol. 04 nº 08 jan/jun 90.

 
Um abração,
Mestre Onça
Beribazu-DF

Capoterapia, a capeira da 3ª idade

Jornal Laboratório do Curso de Comunicação Social- Universidade Católica de Brasília


É muito importante a prática esportiva para quem está na terceira idade. A capoterapia, uma atividade desenvolvida especialmente para idosos, vem ganhando cada vez mais adeptos.
O Brasil será um país de idosos. Conforme projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até o ano de 2020, o Brasil terá uma população de 32 milhões de idosos. A cada ano que passa a expectativa de vida do brasileiro aumenta. Diante disso é preciso valorizar essa fase tão especial da vida. Idosos necessitam de carinho, atenção e atividades físicas para manter o corpo e a mente sã.
 
A capoeira é considerada patrimônio da Cultura Brasileira, com isso, todos os brasileiros deveriam ter acesso a ela. Foi com este pensamento que Mestre Gilvan, da Associação de Capoeira Ladainha, sediada em Taguatinga, criou em 1998, o projeto “Capoeira para todos”. O objetivo era levar a capoeira, por meio de apresentações, para o maior número de pessoas e lugares. O projeto levou a arte para restaurantes, quadras residenciais, congressos, praças, escolas, entre outros, atingindo um público de 44 mil pessoas em um ano.
 
Grupos de idosos que assistiram e participaram das apresentações, sugeriram ao Mestre que continuasse ensinando-lhes a arte. Depois de se especializar nas práticas físicas para a 3ª idade, surgiu em 1999, a terapia por meio da capoeira, mais conhecida como Capoterapia. Ginástica feita com movimentos e jogos lúdicos da capoeira, respeitando os limites e as potencialidades dos idosos. A musicalidade da capoeira funciona como elemento de descontração e interatividade dos movimentos psicomotores. A atividade também abrange a ressocialização do idoso, muitas vezes, ocioso, e também abandonado por suas famílias e pela sociedade. O ócio é um dos grandes motivadores de doenças na velhice.
 
A grande maioria dos idosos que faz a capoterapia nota melhora na saúde, na coordenação motora, na disposição e na vontade de viver. É o caso da aluna Irani Maria Barbosa, 60 anos, dona de casa, “antes não comia e nem dormia direito, só sentia dor de cabeça, asia e mal-estar. Agora não sinto mais nada, ganhei um monte de amigos e voltei a ser ativa, não consigo ficar parada. A capoterapia é o meu remédio, é o meu doutor”. Outro elemento bastante ressaltado é a conquista de amizades, o aposentado Olvídeo Alves, 74 anos, ressalta: “venho de uma cidade do interior onde todos se conheciam, moro há 43 anos na mesma rua  e tem vizinhos que não conheço, sentia muito falta desse convívio, a capoterapia me ajudou a fazer novas amizades”. Nas aulas também os idosos recebem noções de cidadania e aprendem a reconhecer seus direitos e deveres.
 

Curso de Capoterapia 27-28 e 29 de junho 2006
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
 
Unidade didática
· Histórico da capoterapia
· Terapia do Abraço através da Capoterapia;
· Princípios básicos do condicionamento físico;
· Metodologia, prescrição, controle e avaliação física;
· Laboratório prático com a terceira idade;
· Depoimentos dos praticantes da capoterapia;
· Cantigas de roda e corridos da capoterapia;
· Dinâmicas interativas;
·DVD em documentário;
· Mercado de trabalho;
· Dentre outros.
 
TEL. (0XX61) 475-2511/2160 ou 9962-2511 Mestre Gilvan
E-MAIL: ladainha.capoeira@globo.com

Cronica: E AINDA ME CHAMAM DE RADICAL…

O pesquisador , escritor, professor e camarada Acúrsio Esteves, nos envia uma cronica onde faz uma critica e nos faz refletir sobre a importância e a responsabilidade do ensino… por que não dizer "PROPAGAÇÃO DA CULTURA BRASILEIRA" através da CAPOEIRA ou qualquer outro saber popular… com bases, origens e raízes sabidamente brasileiras, dentro de regimentos e fundamentos guiados por nós  "BRASILEIROS"… como principal exemplo, irei citar a capoeira, uma "Luta, Arte, Dança e tantos outros nomes…" que teve como fundamental meio de divulgação… a oralidade… dentro da cultura popular… Temos o dever (será???) de mantermos as raízes, nunca nos afastando das mudanças e processos dinâmicos inerentes da capoeiragem… "um elemento vivo…" mais não esquecendo que todo este processo precisa ser baseado em nosso elemento principal de identidade patriótica, de "brasilidade": A nossa língua… a nossa forma de expressão… nosso jogo de cintura… Mais sempre abertos a adaptações… traduções… e qualquer outro elemento que venha somar de forma relevante e que colabore no crescimento sustentável da nossa capoeira.
Luciano Milani


Algumas pessoas lendo meu livro A Capoeira da Indústria do Entretenimento, acham que a minha crítica às modificações impostas pela “sociedade do espetáculo” à capoeira é por demais contundente e até mesmo descabida. Elas acham que as “novidades” colocadas no jogo com o intuito de atrair espectadores são válidas. Continuo entrincheirado nas minhas convicções e com razões de sobra para tal atitude. Senão vejamos:
 
No mês de abril tive o prazer de receber como hóspede o administrador do site Portal Capoeira, Luciano Milani, que em merecidas férias aproveitava o tempo livre para pesquisar capoeira “na fonte” aqui em Salvador, mantendo uma extensa agenda na qual constavam encontros com mestres como o Mestre Decânio, Mestre Pelé da Bomba, Mestre Gagé, Mestre Bola Sete dentre outras personalidades da capoeira. Agendadas também estavam visitas à instituições como a Associação Baiana de Capoeira Angola e academias como a Fundação Mestre Bimba do Mestre Nenel.
 
Eu, cumprindo o papel de cicerone sempre que minhas atividades acadêmicas permitiam, estava no Pelourinho com Luciano e resolvemos fazer uma visita a uma academia para conversar um pouco com o mestre da casa. Ao chegarmos ele não estava, porém, tinha um monitor ou professor dando aula para uns três estrangeiros. Paramos para olhar quando, estarrecido, verifiquei que o referido professor estava dando a aula em (péssimo) inglês, talvez na tentativa de “agradar os clientes” ou talvez até de “se mostrar diferenciado” em relação aos demais profissionais da área que dão aula em português.
 
Ora, um dos orgulhos culturais que a capoeira carrega é de propagar aos quatro cantos do mundo o nosso idioma… Aí meu camarada, é complicado aceitar este argumento. Minha mãe tinha usava muito um ditado popular que diz: “Quem muito se abaixa o rabo aparece…”.
 
Esta subserviência, baseada na idéia que temos sempre que agradar os de fora ainda que para isso sacrifiquemos nossos bens culturais, não pode continuar. Temos que dar um basta.
 
No dia 31/5 ao assistir um noticiário local, me chamou a atenção a notícia de que um grupo de mulheres capoeiristas iria fazer uma turnê na Europa e salvo engano, iria à Alemanha durante a Copa do Mundo apresentar a arte brasileira da capoeira aos gringos. Tudo estaria nos conformes se eu não tivesse notado (maldito olho crítico) alguns detalhes na apresentação que elas fizeram para uma rede de TV local.
 
O que primeiro me chamou a atenção foi que na bateria estava constando como instrumento o nosso velho e querido violão. VIOLÃO… é mole ou quer mais? Relutei a acreditar no primeiro instante, porém, as imagens seguintes confirmavam que não precisaria ir com urgência no dia seguinte ao oftalmologista; era mesmo um sonoro violão, ali, bem ao pé do berimbau.
 
Pergunto: Onde nós vamos parar? Ou “O que estará por vir”? Daí para a guitarra elétrica ou instrumentos de sopro é um pulo. Eu já tinha visto o Balé Folclórico da Bahia colocar um “surdão”, mas violão é a primeira vez. Talvez até seja ignorância da minha parte porque se a gente reparar bem tanto violão quanto berimbau tem corda né? Afinidades…
Se vocês pensam que a “performance” das meninas pára por aí está se equivocando. Elas usavam um modelito azul, com a camisa em pontas amarrada no meio do tórax e calças com vários babados em cascata, fartos e coloridos abaixo do joelho. Algo mesmo espetacular!
 

Acho bem apropriado para a ocasião tomarmos a fala de um retórico dos mais importantes da história, Marco Túlio Cícero, 106 aC a 46 aC. São famosas suas catilinárias, discursos contra um político da época, um certo Catilina, senador, como ele próprio. Na sua mais famosa fala sempre citada em todo o mundo ele dispara:

Quousque tandem, Catilina, abutere patientia nostra? Que em bom português significa: Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência? Fazendo uma adaptação ao nosso caso questiono: Até quando, oportunistas, abusarão de nossa paciência? É simplesmente lamentável constatar estes abusos… E ainda me chamam de radical!