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Vem jogar mais eu, Camará: uma história da capoeira baiana 1940-1980

A Caixa Cultural abriga a mostra Vem jogar mais eu, Camará: uma história da capoeira baiana 1940-1980 – um mergulho no período de afirmação, construção e difusão da capoeiragem no Brasil e no exterior.

A exposição é uma realização da Mandinga, Organização Não-Governamental que há 15 anos vem desenvolvendo projetos sócio-educativos com crianças e jovens de Salvador, tendo como eixo central a prática da capoeira enquanto instrumento de educação e cidadania.

A mostra aborda a capoeira sem recorrer à simbologia mais comum – berimbaus, pandeiros e seus belos movimentos – incorporando as próprias leis internas do jogo como linhas-mestras do projeto.

O visitante é convidado a perceber a lógica ritualística da capoeira, descobrir seus pequenos segredos, suas malandragens e a ter acesso ao processo que se esconde por trás da imagética final do espetáculo da roda.

Constituída predominantemente por recortes de jornais, revistas, manuscritos e fotografias de época, além de filmes, vinis, livros, objetos místico-religiosos, instrumentos musicais e depoimentos de velhos mestres, a mostra inclui filmes e documentários, que serão exibidos numa sala de projeção.

Fonte: Guia da Semana
Foto: divulgação

IMPROVISO, INTELIGÊNCIA E CAPOEIRA

A capoeira, pela sua própria natureza, é um jogo de inteligência…
Um esconde-esconde, um faz de conta, um eterno improviso…
Uma contínua gozação!
Ganha quem engana mais e melhor…
.. para enganar é preciso ter malícia…
É preciso ter inteligência!
Capoeirista burro é um erro de lógica…
Não pode ser burro, por que…
A capoeira é o inverso de burrice!
Começamos pela existência da chula, curto improviso que inicia a vadiação…
Para cantar improviso é preciso ser poeta…
Para ser poeta é preciso ser inteligente!
Burro não faz versos, apenas zurra!
Para cantar o improviso introdutório…
O cantador deve conhecer todo o repositório litero-filosófico da roda…
Manifestá-lo de modo ritmado conforme a tradição musical da capoeira…
Respeitando a herança dos africanos…
Cantando num estilo tonal …
Ajustando nosso falar ao tom dos iorubás…
Logo não pode ser burro…
Nem teimoso como o jegue!