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A capoeira dá rasteira no craque

Professor de História do Distrito Federal lança livro inspirado na capoeira que mostra como um esporte pode ser uma importante arma na luta contra o crack.

No livro “Seja um craque sem pedra”, que será lançado hoje as 19 horas, no colégio rogacionista do Guará II, o autor, que também é Mestre em Educação e jornalista, conta a comovente história de um adolescente que, mergulhado no submundo das drogas, evade da escola, é expulso de casa e encontra na capoeira a possibilidade de reinclusão social.

Autor de diversas obras de capoeira inspiradas na lei 10.639/2003, dentre elas “Dicionário de Capoeira”, “Eu, você e a capoeira” e “A ginga dos mais vividos”, o escritor tem livros editados em inglês, francês e espanhol.

“Seja um craque sem pedra” é recomendado, especialmente, pra professores, orientadores educacionais, psicólogos e profissionais que atuam com capoeira. E é, claro, é um livro que não pode faltar nas bibliotecas escolares e nas mãos das nossas crianças e adolescentes, que hoje são, criminosamente, assediados para a dependência química do crack e de outros entorpecentes.

O escritor está a disposição para palestras e lançamento do livros. 
Contato: (61) 9190 4256 (oi) e 8101 0915 (tim), 
mano.lima@yahoo.com.br

Superando as dificuldades

Quando se começa a treinar capoeira, é comum sentir dificuldades para executar alguns movimentos. Algumas dificuldades são superadas em pouco tempo, outras demoram mais e exigem mais esforço e paciência, e há ainda as que vão sendo conhecidas com o tempo, conforme o aprendizado avança.

Esses desafios, tão comuns a qualquer pessoa, podem gerar muita frustração, especialmente quando uma mulher, que treinando entre homens, exige de si mesma um desempenho igual ao deles.

Não há como negar que homens e mulheres são diferentes fisicamente e, portanto, usam seu corpo de forma diferente, o que não significa de modo algum que o homem seja superior à mulher na capoeira ou vice e versa. São apenas diferentes, cada um com suas vantagens e desvantagens.

Um exemplo é a força. Em geral, os homens são até 30 por cento mais fortes e, por isso, nos movimentos que exigem força, especialmente os que exigem força nos braços, as mulheres precisam se esforçar muito mais para conseguir o mesmo desempenho.

Não é motivo para desistir, mas insistir no que parece mais difícil pode se tornar desanimador se, em paralelo, a mulher não conhecer suas vantagens como, por exemplo, a flexibilidade, e tirar proveito delas.

Trabalhar suas facilidades favorece a autoestima e dá muito mais ânimo para enfrentar os desafios e, quando as mulheres se ajudam, trocam dicas e observam umas às outras na roda, essa tarefa fica ainda mais fácil.

E isso não vale apenas para as diferenças de gêneros, mas também para as diferenças e limitações de cada indivíduo. A capoeira tem lugar para todos, basta cada um se conhecer e desenvolver seu próprio jogo.

Neila Vasconcelos – Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com

Fotos e Vídeos

Uma grandiosa seleção de vídeos, especialmente preparada para os amigos e visitantes do Portal Capoeira. Coberturas fotograficas de Eventos, Encontros e Workshops de capoeira

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Inauguração ACCAAP – Mestre Jaime De Mar Grande – SP

Depois da inauguração em Itaparica, Bahia, o grande Amigo e Mestre de Capoeira Angola, Jaime de Mar Grande, está iniciando uma nova etapa do Centro Cultural Comunitário de Capuêra Angola Paraguaçú.
 

O centro que anteriormente era chamado de Escrava Anastácia, foi remodelado e apartir de agora passa a ser conhecido pelo none da Princesa Índia que viveu naquela região nos tempos remotos…  Paraguaçu foi o nome escolhido pelo grupo para esta nova etapa de sua existencia… este novo ciclo… ligado a nova era…

Nós do Portal Capoeira e do Luciano Milani – Capoeira (www.lmilani.com), desejamos ao grupo e especialmente ao Mestre Jaime de Mar Grande muito sucesso e prosperiade na terra da garoa e que o nome Escrava Anástacia que esteve presente e se solidificou por mais de 20 anos acompanhe com muito axé o novo nome escolhido: "Paraguaçu" que curiosamente significa "MAR GRANDE OU GRANDE MAR"

Angoleiras & Negritude

Jornal do Capoeira – Edição 43: 15 a 21 de Agosto de 2005
EDIÇÃO ESPECIAL- CAPOEIRA & NEGRITUDE
 
O Jornal do Capoeira sob a batuta do camarada Miltinho Astronauta, preparou esta semana uma edição especial! Protagonizando a Capoeira e a Negritude.
Confiram está matéria, dedicada especialmente as mulheres…
Luciano Milani 

Os princípios femininos, a resistência negra e a mulher angoleira
 
"O bom capoeirista nunca se exalta procura sempre estar calmo para poder refletir"
Mestre Pastinha
 
Vamos partir dessa grande colocação de Mestre Pastinha para abordar o tema a que nos colocamos dispostas a refletir aqui.
 
É sabido que dentro da História da humanidade já passamos por diversas revoluções (Agrícola, Industrial, do Conhecimento e da Informação) e que a maioria delas ficaram registradas como resultado de ações de homens, no sentido patriarcal do termo.
 
Desde a II Grande Guerra, entretanto, a mulher ocidental começou a retomar em muitos lugares o papel de gestão da vida social, papel esse próximo ao que a mulher representava no princípio do agrupamento humano, onde, para a preservação do grupo, a união em torno da matriarca era o ponto central na preservação da espécie.
 
 Passados 60 anos do final do Conflito Mundial o retrato que temos hoje em dia da mulher, numa realidade como a do Brasil, é muito diverso. Primeiro porque somos uma sociedade estratificada em camadas de acesso ao consumo, marcada essencialmente por um fator que condiciona a situação social atual: os mais de 300 anos de escravidão negra que contam boa parte de nossa História.
 
Dentro dessa diversidade de condições (sociais, econômicas, psicológicas) o que nos interessa nesse espaço é pensar sobre a contribuição da mulher, especialmente a mulher negra, nas formas de resistência à imposição do patriarcalismo, do preconceito e discriminação e das lutas a que estivemos dispostas a travar em prol de uma educação mais digna e zelosa dos princípios que conduzem a natureza feminina: subjetividade, ternura, cuidado, acolhida, nutrição, conservação, cooperação, sensibilidade, intuição, experiência do caráter sagrado e mistérios da vida e do mundo.
 

Jornal do Capoeira – Nova Seção: O Canto do Capoeira-Poeta

Estamos inaugurando no Jornal do Capoeira mais uma seção, carinhosamente batizada por "O Canto do Capoeira-Poeta". É um espaço para que os Capoeiras-Leitores apresentem suas produções independentes, que podem ser tanto em termos de músicas (ladainhas, corridos, quadras etc), com também poemas e versos sobre as Culturas Afro-brasileiras, especialmente, é claro, a Capoeira.
O Canto do Capoeira-Poeta: Contribuições são benvindas.

COMPORTAMENTO HUMANO, VIBRAÇÃO SONORA E RITMO IJEXÁ

Em Ioga percebemos a importância dos mantras.. .
os gregos antigos atribuíram ao Logos o poder de organizar o Caos…
no Gênesis aprendemos a força do Verbo capaz de criar o Universo e a Vida..
… na África Antiga não foi diferente!

O candomblé ao divinizar os ancestrais e cultua-los com ritmos e toques diferentes vinculados ou representativos de seus comportamentos descobriu categorias fundamentais subjacentes ao nível de consciência, independentes de culturas e religiões, os arquétipos humanos, que denominaram de orixás.

O "SER" exposto às vibrações sonoras ritmada oriundas dos atabaques entra em harmonia com as mesmas e passa a manifestar em movimentos rituais a sua consonância.
Tudo se passa como se o conteúdo musical dos toques de candomblé fosse aprofundando o nível vibracional do sistema nervoso central, especialmente do cérebro (tido como sede da consciência) e alcançando os níveis correspondentes ao arquétipo individual. Chegando a toldar a consciência e levando a um estado transicional em que o "SER" passa a manifestar, em movimentos rituais involuntários, atributos do arquétipo, através circuitos de reverberação meduloespinhais como que gravados geneticamente na estrutura do seu sistema nervoso central.

Não é indispensável o conhecimento da doutrina e ritual do candomblé, bem como de componente genético africano para a sintonia com o ritmo do orixá correspondente, vez que já assistimos à chamada "incorporação" de entidades africanas em europeus em primeiro contato com "exibição" de música de candomblé, ou com ritual religioso, portanto, fora do contexto religioso.

Durante o tempo em que funcionei como "apresentador" do "show folclórico" de Mestre Bimba observei que alguns assistentes entravam em consonância ou harmonia com um determinado toque, não se deixando influenciar por outros, o que atribuÍ à correspondência orgânica ao arquétipo daquela pessoa, ao modo de categoria de comportamento em nível subconsciente.

Na capoeira, o ritmo ijexá, especialmente tocado pelo berimbau, conduz o ser humano a um nível vibratório, dos sistemas neuroendócrino e motor, capaz de manifestar, de modo espontâneo e natural, padrões de comportamento representativos da personalidade de cada Ser em toda sua plenitude neuropsicocultural, integrando componentes genéticos, anatômicos, fisiológicos, culturais e experiências vivenciadas anteriormente, quiçá inclusive no momento.

Todos os capoeiristas conhecem o transe capoeirano, embora nem todos disto se apercebam. Um estado de extrema euforia, e de integração ou acoplamento a outra ou outras personalidades participantes do mesmo evento, conduzindo a execução de atos acima de capacidade considerada como "normal".

Trata-se dum estado transitório, em que não perda total de consciência, porém existe uma liberação de movimentos reflexos, exaltação do potencial e ampliação do campo de influência vital de cada "SER".

É interessante registrar que em outro membros da "família cultural da capoeira" (samba de roda, maculelê, afoxé, frevo, entre outros) encontramos estados transicionais assemelhados, em que os personagens ultrapassam suas limitações "normais". De outro jeito não assistiríamos a idosos desfilando em "escola de samba" ou saracoteando em frevo…

Assim cada capoeirista desenvolve um estilo pessoal, representativo do seu "EU’ de maneira imprevisível a cada jogo e a cada instante de cada jogo.
Consoante o arquétipo de cada praticante ou mestre, o momento histórico vivenciado, o contexto em que está se desenvolvendo, a capoeira pode assumir aspectos multifários, lúdicos, coreográficos, esportivos, competitivos, belicosos, educativos, corretivos, terapêuticos, etc.

Do mesmo modo e pelos mesmos motivos, cada tocador de berimbau manifesta a sua personalidade na afinação do instrumento, ritmo, andamento musical, impostação vocal e conteúdo do cântico.
Razões semelhantes criam a identidade de cada roda, a multiplicidade de estilos e impõe a alegria e a liberdade de criação como fundamentos da capoeira.

Por ser a própria Liberdade e a Felicidade de cada "SER" a capoeira não cabe, não pode ser enclausurada, em regulamentos e conceitos estanques, nem prisioneira de interesses mesquinhos, comerciais ou de outra natureza.

A capoeira oferece um gama infinito de representações motoras , comportamentais e musicais; de aplicações terapêuticas, pedagógicas, marciais e esportivas; além do aperfeiçoamento físico, mental e comportamental de cada praticante.
Cada um de nós cria uma capoeira pessoal, transitória e mutável, evolutiva, processual, como todos os valores humanos e poderá ser imitada, jamais reproduzida em clones, como produto industrial de fôrma, idêntico em todos detalhes.