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Intercâmbio Intercultural Educacional e Esportivo Iê!

Intercâmbio Intercultural Educacional e Esportivo Iê!

O camarada e compoterraneo Gugu Quilombola, discipulo de Mestre Paulão – Quilombolas de Luz Capoeira, cria da capoeiragem paulistana,  está completendo 25 anos de caminhada na capoeiragem e para comemorar este ano tem feito diversas atividades…

As festividades começaram em janeiro, em São Paulo, mais precisamente no bairro da Bela Vista onde o Grupo mantém um Projeto Social e continuam em Setembro e Outubro na Alemanha, além do trabalho social Gugu também pretende ajudar a “causa” da Casa Mestre Ananias.

 

Intercâmbio Intercultural Educacional e Esportivo Iê!

Interkultureller Sport- und Bildungsaustausch Iê!

Intercultural Exchange in Sports and Education Iê!

A capoeira, é uma das mais importantes e genuínas expressões afro-brasileira  manifestando-se ade forma multifacetada através de expressões como a dança, jogo, luta, etc, nos dias atuais, vem derrubando as barreiras culturais, já é praticada nos cinco continentes e, é reconhecida como patrimonio imaterial da humanidade e está em todos os níveis de nossa sociedade (clubes, creches, escolas, universidades, praças, empresas, etc) atendendo a todas as faixas etárias.

Buscando a integração dos capoeiristas e amantes desta arte-luta a proposta de Gugu Quilombola, Quilombolas de Luz Capoeira é tornar esta evento uma verdadeira manifestação da capoeiragem na europa.

 

Com a palavra Gugu Quilombola:

Intercâmbio Intercultural Educacional e Esportivo Iê! Capoeira Portal Capoeira 1

Neste Ano vai esquentar!

Já iniciamos em Janeiro a nossa grande festa na Bela Vista, São Paulo e está energia continuará em Nürtingen, Alemanha!

Estamos comemorando meus 25 anos de aprendizado na Arte da Capoeira e 15 anos transmitindo e partilhando com meus alunos e discípulos!

Ainda estamos ajustando alguns detalhes, mas já temos agendado o nosso ginásio para o evento, o salão de festas e os treinos já estão no gás total!

Hoje abrimos o convite e chamada a todos! Venha e traga seu axé! Receba o nosso axé e traga os amigos e familiares!

O que vai acontecer? Um rico evento com percussão, samba, puxada de rede, dança afro, musicalidade, espetáculos e naturalmente muita capoeira com grandes representantes da Capoeiragem do Brasil e do mundo!

O que esperamos? Aprendizado conjunto, vivências inesquecíveis na mais alta alegria!

 

IEEEI – Intercâmbio Intercultural Educacional e Esportivo Iê – QLC/2017

Video chamada dos Mestres Amigos do nosso primeiro evento na Europa !
crédito de imagens e edição – Marcel e Ale QLC, música do cdo pedir o Axé do Mestre Acordeon na voz de Mestre Joel !!

Capoeira , Maculêle, Samba de roda, Dança Afro Brasileira, Jongo, Afoxé, Frevo, Forró e muito mais !!

 

Mestres e contramestres confirmados !!

 

Convidados :

Mestre Paulão
Mestre Cacá
Mestre Macaco
Mestre Nelsinho
Mestre Saguin
Mestre Chicote
Mestre Tico
Mestre Gaiola
Mestre Primo
Mestre Cabeça
Mestre Pelezinho
Mestre Tourinho
Mestre Marcha Lenta
Mestre Jorjão
Mestre Juninho ( á confirmar)
Mestre Pim-Pim
Mestre Joel Dias
Mestre Pinha
Mestre Cueca
Mestre Cigano
Mestre Marco

Contramestre Cabeça
Contramestra Mel
Contramestre Máscara
Contramestre Eletrodo
Contramestre Desenhado
Contramestre Tamarindo
Contramestre Pirulito
Contramestre Calanguinho
Contramestre Marcelo
Contramestre Cebolinha
Contramestre Pepeu
Sabiá Senzaleiro
Contramestre Ceguinho
Contramestre Bobby
Contramestre Jari
Contramestre Avião
Contramestre Baiano
Contramestre Macumba
Contramestre Som
Contramestre Izol
Contramestre Milani

Em breve mais informações!

https://www.ieeei.org/unterst%C3%BCtzung/

Um grande abraço!
Gugu Quilombola!

Intercâmbio Intercultural Educacional e Esportivo Iê! Capoeira Portal Capoeira

 

 

Niterói vai ser palco do primeiro Intercâmbio Cultural Terranossa

De 26 a 31 de Agosto Niterói recebe mais um evento da Associação Terranossa de Capoeira. O Intercâmbio Cultural, que comemora os sete anos de existência do grupo, tem em sua programação palestras, cursos e troca de cordas.

“O evento irá possibilitar a integração entre os membros dos seis estados brasileiros e dos sete países do mundo. A ideia é garantir que o grupo todo fale a mesma língua, mesmo em continentes diferentes.”, explicou Mestre Cid, presidente do grupo e organizador do evento.

A programação terá início com aulas nos principais centros de treinamento do Rio de Janeiro. No dia 26 o Professor Naja recebe os integrantes do grupo para uma aula em sua academia, em Campo Grande. No dia 27 é a vez do Mestre Cid comandar o treino em Niterói. Para fechar o ciclo de aulas, Professor Minhoca ministra aula em Vicente de Carvalho no dia 28.

Na sexta-feira, dia 29, as atividades ficam concentradas em Niterói. Pela manhã Eco Terranossa, em Itacoatiara e a noite tem roda na Praia de Icaraí.

No sábado as atividades começam mais cedo para os integrantes do grupo, com a capacitação e os exames para as trocas de corda. Após o almoço haverá Seminário com Mestres convidados. Entre os já confirmados, Mestre Polaco, Mestre Genaro e Mestre Gegê. No fim da tarde é hora de receber os amigos para a formatura e troca de cordas.

São esperados cerca de 200 capoeiristas para o sábado 30/08, quando acontece a troca de cordas e a formatura, a partir das 17h. Mestre Cid pretende entregar cerca de 40 cordas, entre elas, cordas de Contramestre, Professor, instrutor e Monitor.

 

 

Programação:

 

26/08

19h – Treino em Campo Grande – Professor Naja

Academia Terranossa

Rua Seabra Filho, 377. Inhoaíba. Campo Grande. Rio de Janeiro/RJ

 

27/08

20h – Treino em Icaraí – Mestre Cid

Complexo Esportivo Caio Martins

Av. Roberto Silveira esquina com Rua Presidente Backer. Icaraí. Niterói/RJ.

 

28/08

19h – Treino em Vicente de Carvalho – Professor Minhoca

Colégio Isa

Rua Iere, 23. Vicente de Carvalho. Rio de Janeiro/RJ

 

29/08

Eco Terranossa

Praia de Itacoatiara

20h – Roda

Praia de Icaraí

 

30/08

8h – Cursos, Palestras e Exames

Complexo Esportivo Caio Martins

14h – Seminário com mestres convidados

Complexo Esportivo Caio Martins

17h – Formatura, Batizado e Troca de cordas

Complexo Esportivo Caio Martins

31/08

10h – Confraternização

Complexo Esportivo Caio Martins

CECA Florianópolis – Ancestralidade na Roda

Convidamos todos vocês para o evento que estamos realizando em Florianópolis, com o tema Ancestralidade na Roda, sejam bem vindos.

Academia João Pequeno de Pastinha – Centro Esportivo de Capoeira Angola – Florianópolis na direção do Mestre Faísca promoverá Oficina de Capoeira Angola, com a temática “Ancestralidade na Roda”. A Oficina faz parte de uma série de vivências proporcionada pela passagem do Mestre Faísca na ilha de Florianópolis.  Nos dias 13 e 14 estará ocorrendo atividades abertas a comunidade, na qual no dia 13 haverá exibição de um Vídeo Documentário sobre a vida do Mestre Pastinha e sua importância para História da Capoeira; e no dia 14 a Oficina de Capoeira Angola. Após as atividades teremos oportunidade de dialogar e refletir junto às orientações do Mestre.

Diante de nossa cultura Ocidental em que se estimula exageradamente o imediatismo, e muitas vezes desprezam importantes referenciais históricos, que o contato com os mestres desta arte se faz indispensável e fundamental para a construção do conhecimento que tem como base de transferência a Oralidade. É no empenho de possibilitar essas vivências que focamos a questão histórica e Ancestral da Capoeira angola, e mais especificamente do Centro Esportivo de Capoeira Angola, no sentido da construção e fortalecimento dos valores e princípios preservados pelo mestre Pastinha, e mantidos vivos pelo Mestre João Pequeno

Os valores e princípios da capoeira angola fazem dela um instrumento poderoso de desenvolvimento pessoal e social. Sua prática ajuda a estimular a concentração, equilíbrio físico e mental, além de promover integração social. Neste universo cultural todos devem ser incluídos, pois sua ritualística acontece a partir da integração de um coletivo, e deve prevalecer uma dinâmica que possibilite uma interação comunitária para além das relações individualistas tão presentes na nossa sociedade moderna.

A Academia João Pequeno de Pastinha – Centro Esportivo de Capoeira Angola – Florianópolis existe desde meados de 2004, e tem o desafio de dar continuidade a semente do Mestre Pastinha e contribuir para mantê-lo vivo na roda da Capoeira Angola, dado a sua importância e riqueza para a história e cultura de nosso país. Vicente Ferreira Pastinha morreu no ano de 1981, e durante décadas dedicou-se ao ensino da Capoeira. Mesmo completamente cego, não deixava seus discípulos. Ele continua vivo nos capoeiras, nas rodas, nas cantigas, no jogo. Ele morre em corpo, mas vive em espírito, e deixa um legado que é referência para nós deste Centro. E como nesta cultura devemos respeitar e valorizar os mais experientes, celebramos o Dr. Mestre João Pequeno como referência maior da ancestralidade desta arte, já que há 28 anos ele vem tomando conta e supervisionando os fundamentos da Capoeira Angola, que foi confiado pelo Mestre Pastinha.

Mestre Faísca - Ancestralidade na Roda - Florianópolis“João, você toma conta disto, porque eu vou morrer mas morro somente o corpo, e em espírito eu vivo, enquanto houver Capoeira o meu nome não desaparecerá”. Mestre Pastinha

Vibrações Positivas,

Mestre Faísca

A.J.P.P. – C.E.C.A. – Rio Vermelho

www.ceca-riovermelho.org.br

tel: (71) 8813-9060

CECA – Feira Cultural Arte de Aprender

“Noventa e dois anos de arte e vida”

Objetivando propiciar um terreno fértil para a troca de informações sobre arte e cultura, o Centro Esportivo de Capoeira Angola – CECA, Academia do Mestre João Pequeno de Pastinha (Forte do Santo Antonio) está organizando uma Feira Cultural com atividades que permeiam diferentes linguagens artísticas, como oficinas de capoeira, dança, percussão corporal, confecção de instrumentos, e ainda oficinas ministradas por artesãos focados no trabalho de reciclagem,  na confecção de bonecos e esculturas. Além das oficinas oferecidas, ocorrerá à feira de artesanato, roda de capoeira angola sobre o comando do Mestre João Pequeno de Pastinha, mostra de vídeos que revelam aspectos da cultura regional, e o lançamento do DVD do evento Tributo ao Mestre Ferreirinha.

Onde: FORTE DO SANTO ANTONIO – Bairro: Santo Antonio Alem do Carmo. Rua. Barão do Triunfo S/N

Quando: De 06/11 a 08/11/2009

O evento acontecerá das 14h do dia 06/11 dando prosseguimento pelo dia 07/11 a partir das 10h ate 21h30min e no dia 08/11 das 10h as 19h:30min

 

Inscrições:

A partir de 26-10 no CECA – Centro Esportivo de Capoeira Angola – Academia do Mestre João Pequeno de Pastinha (Forte do Santo Antonio Além do Carmo) segundas, quartas e sextas das 19h30min às 21h30min.

Quanto: Entrada Gratuita

Realização: Centro Esportivo de Capoeira Angola- Academia do Mestre João Pequeno de Pastinha- Forte Santo Antonio
Contato: Tel.: (71) 33230708 – 87466141 – 81159235

e-mail: feirartedeaprenderajpp@gmail.com

Capoeira na Escola, uma luta com fundamento…

Meus amigos, boa tarde.

Em atenção a nossa ultima conversa, acertei com o Deputado Estadual Vicente Candido(SP), para realizarmos uma audiência pública em São Paulo, sobre a lei sancionada pelo Governador que leva a Capoeira para a Escola, em todo o estado Paulista. Na ocasião também vamos debater o projeto de Lei do Deputado Federal: Arnaldo Farias de Sá que institui e legaliza a profissão de Capoeirista. Essas propostas foram fruto da luta reforçada pelos congressos Nacional de Capoeira realizados em 2003 em São Paulo e 2004 no Rio de Janeiro.

A data sugerida é dia 3 de agosto, dia em que comemoramos no estado o dia da Capoeira, nesta audiência convidaremos os Secretarios de Estados de Educação,Esporte, Cultura e de Trabalho, além de personalidades do mundo Politico, Esportivo e cultural.

NA ocasião vamos também apresentar o projeto do Congresso Estadual de Capoeira que será realizado no mês de outubro em São Paulo.

Também apresentaremos a data de reunião com os Ministros de Educação e de Trabalho em Brasília logo após o recesso.

Divulguem pois a nossa luta esta já sendo vitoriosa e o resultado benificia a todos e não poderia ser diferente.

Forte abraço
Saudações Capoeiristicas

Jairo Junior 
J.Junior
MESTRE ROSA

Centro Esportivo de Capoeira Angola: 120 ANOS DE MESTRE PASTINHA

120 ANOS DE MESTRE PASTINHA

Evento comemorativo realizado em 05/04/2009

CECA / AJPP (Centro Esportivo de Capoeira Angola / academia de João Pequeno de Pastinha)

Forte da Capoeira / Forte de Santo Antônio Além do Carmo

Largo de Santo Antônio Além do Carmo / Salvador, Bahia. 

Mestre Pastinha (Vicente Ferreira Pastinha) nasceu em 05/04/1889. Era filho de José Señor Pastinha (descendência espanhola) e de Raimunda dos Santos (negra de Santo Amaro da Purificação). Aos dez anos de idade (há quem diga oito anos), começa a aprender capoeira com o velho Benedito. Aos 12 anos entra para a Escola de Aprendizes da Marinha e lá já ensina capoeira aos colegas. Desde 1941, assumiu – e levou adiante, até quase a sua morte em 13 de novembro de 1981, com 92 anos – o CECA (Centro Esportivo de Capoeira Angola), hoje comandado por seu ex-discípulo Mestre João Pequeno de Pastinha – que está situado no Forte da Capoeira (Forte de Santo Antônio Além do Carmo), em Salvador, Bahia.

Mestre Pastinha, tanto quanto Mestre Bimba (criador da capoeira Regional Baiana), foram e ainda são os maiores expoentes da capoeira, hoje praticada em mais de 130 países do mundo. 

Programação realizada:  

• 13:30h às 15:00h – Oficina de confecção de caxixí 

• 15:00h às 17:30h – Bate Papo:

• Mestre Pastinha e sua árvore genealógica e Viagem à África em 1966 – p/ Mestre Gildo Alfinete

• Dia a dia do Ceca, na década de 60 e M. Pastinha e o “balão” – p/ Mestre Vermelho de Pastinha

• Os ensinamentos de Mestre Pastinha – p/ Mestre Boca Rica

• Mestre Pastinha e o amarelo e preto – p/ Mestre Moraes

• Porque os João (J. Grande e J. Pequeno) não usam o amarelo e preto –  CECA (Forte Santo Antonio)

• Para quem Mestre Pastinha deu o “pulo do gato”? – p/ Mestre Bola Sete

• Outros temas – por Mestres: Ciro, Fernando, Faísca, Brandão, Felipe, Lampião, Joel, Adol 

• 17:30h às 19:30h – Roda de Capoeira dos sucessores de Mestre Pastinha e convidados, sob o comando de Mestre João Pequeno de Pastinha (91 anos), que inclusive entrou na roda e “vadiou”, para deleite dos presentes. 

• Presenças:

Além do grande número de convidados e do “público em geral”, participaram do evento Mestres e alunos de várias academias de capoeira de Salvador e outras cidades baianas, como também de outros estados, dentre os quais:

João Pequeno de Pastinha, Gildo Alfinete, Vermelho de Pastinha, Bola Sete, Fernando, Boca Rica e Moraes (estes, ex-discípulos de Mestre Pastinha).

E mais: Mestres Pelé da Bomba, Zoinho, Faísca, Bigodinho, Ciro, Serginho do Pero Vaz, Zé Pretinho e ainda, vindos de outras cidades e estados: Mestres Felipe, Lampião e Adol (Santo Amaro da Purificação), Fernando (Saubara), Joel (São Paulo), entre outros. 

Ficou reforçada a intenção de todos os mestres e alunos presentes, de com “União, Paz, Fraternidade, Fé e Trabalho”, não medirem esforços na luta pela valorização do legado de Vicente Ferreira Pastinha, Mestre Pastinha, como da consolidação da própria arte da Capoeira.   

Após o evento, houve uma confraternização, quando foram servidos pratos típicos, sucos e refrigerantes.

Fonte: ajppastinha@hotmail.com

A Esportivização da Cultura Capoeirana: Dilemas e Desafios das Políticas Públicas para o Setor

Introdução

Atualmente, há um debate polêmico com contornos indefinidos no meio capoeirano que se remete ao campo em que essa manifestação deve se situar: no campo do esporte ou no da cultura? O fato é que, paulatinamente, vem acontecendo um processo de esportivização da capoeira no Brasil e sua intensificação deu-se a partir da década de 1970, por ocasião da vinculação dessa manifestação da cultura afro-brasileira à Confederação Brasileira de Pugilismo (CBP). Esse tratamento esportivo a ela dispensado foi, ao longo dos tempos, incrementado por competições, festivais, torneios etc, fomentados por algumas ações institucionais, como, por exemplo, os campeonatos organizados pela CBP, pela Confederação Brasileira de Capoeira (CBC)[1] e pelos Jogos Escolares Brasileiros (JEB’s)[2].

Entre os que debatem o fenômeno da esportivização no interior das práticas corporais em geral podemos encontrar vários autores que fundamentam suas críticas sob o argumento de que as manifestações da “cultura corporal de movimento” , ao serem esportivizadas, passam a ser tratadas de forma unidimensional e fragmentada, à medida que aspectos constitutivos relevantes inerentes às mesmas, como historicidade, determinantes sócio-políticos, subjetividade, exercício do lúdico, são subestimados em detrimentos de outros que caracterizam a lógica esportiva, como competição, racionalização, regramento, rendimento etc. No Brasil, podemos citar, entre outros autores: Bracht (1987, 1992 e 1997), Bruhns (1993), Castellani Filho (1988), Kunz (1991, 1994 e 1996) e Oliveira (1994).

A inclusão da capoeira no rol das práticas esportivas representa uma situação inusitada. Trata-se de uma manifestação oriunda das camadas subalternas, dos negros-escravos, que durante muitos anos foi condenada e proibida pelo poder constituído. Segundo Rego (1968), "o capoeira desde o seu aparecimento foi considerado um marginal, um delinqüente, em que a sociedade deveria vigiá-lo e as leis penais enquadrá-lo e puni-lo" (p. 291).

Ao adentrar o mundo esportivo, a capoeira passa a incorporar códigos e valores diferentes daqueles que a moldavam por ocasião de seu surgimento. Ela pode estar sendo recodificada, regrada e normatizada, negando, possivelmente, alguns dos seus elementos essenciais, como a o exercício do lúdico e espontaneidade.

Este artigo tem por objetivo analisar criticamente o processo histórico[3] de esportivização da capoeira a partir de suas relações com as instituições, os códigos e as legislações que regem o esporte nacional.

As considerações aqui apontadas podem servir como subsídios para a adoção de políticas públicas para o setor. A preocupação aqui não é identificar os indícios embrionários ou explícitos de conservação ou contestação dos valores impregnados no contexto da capoeira, sejam eles advindos da lógica esportiva ou cultural, nem tampouco defender o que é certo ou errado, mas tentar evidenciar a trama que se processa no interior dessa manifestação, a partir de arranjos e rearranjos traçados pelos sujeitos e instituições que com ela se envolvem.

 
Crítica Social ao Fenômeno da Esportivização

Cumpre aqui explicitar que o esporte é um dos mais expressivos fenômenos do mundo contemporâneo. Na esteira do capitalismo, expandiu-se a partir da Europa para todo o mundo e se transformou em expressão hegemônica no campo da cultura corporal de movimento.

Numa visão menos elaborada, esporte significa qualquer forma de exercitação física (jogos, lutas, danças e ginástica) cujo objetivo, para muitos, está associado a uma compensação do desgaste sofrido em decorrência do trabalho; ou então, a uma forma de canalizar o comportamento agressivo, ou ainda, a uma forma de satisfazer a necessidade de pertencimento a um coletivo. No sentido de entender melhor esse fenômeno, convém destacar que o esporte, tal como conhecemos nos dias de hoje, é resultado de um complexo processo de modificação de elementos da cultura corporal de movimento, que teve origem na Inglaterra, no século XVIII, a partir das transformações dos jogos populares pela nobreza inglesa, em decorrência da industrialização e da urbanização, que levaram a novos padrões de vida, com os quais aqueles jogos eram incompatíveis (DUNNING, citado por BRACHT, 1997, p. 10).

As características básicas que caracterizam o que poderíamos chamar de planeta esporte podem ser resumidas em: competição, rendimento físico-técnico, recorde, racionalização e cientifização do treinamento. É importante observar que tais características estão intimamente sintonizadas com os princípios que regem a sociedade capitalista.

Valter Bracht (1997) reconhece que o fenômeno esportivo é multifacetado, no entanto, identifica a supremacia de duas vertentes no seu interior: a) esporte de alto rendimento ou espetáculo e b) esporte como atividade de lazer. O esporte como atividade de lazer deriva do esporte de alto rendimento ou de espetáculo, mas também se apresenta de forma diferenciada em relação ao sentido interno de suas ações.

No bojo desse hegemônico fenômeno da cultura corporal de movimento, algumas críticas são levantadas, principalmente no contexto acadêmico, no que diz respeito aos seus valores humanos e sociais. Os fundamentos dessas críticas foram sistematizados por Bracht (1997) e estão consubstanciados, principalmente, nos pressupostos da teoria marxista ortodoxa, que analisa o esporte como elemento de reprodução da força de trabalho, nos da teoria crítica da Escola de Frankfurt, nos da teoria do “corpo disciplinado” de Michel Foucault e nos da teoria sociológica de Pierre Bourdieu.

É interessante destacar que tais críticas, mesmo que esporádicas e assistemáticas, remontam o início do século XX. Algumas delas estiveram associadas a movimentos sociais bem definidos, como, por exemplo, o movimento ginástico e esportivo organizado a partir de 1913 pelos trabalhadores da Bélgica, da Tchecoeslováquia, da França, da Inglaterra e da Alemanha, a partir de uma “Internacional Esportiva”. Os eventos esportivos e as olimpíadas dos trabalhadores aconteciam sem o uso do cronômetro, de fitas métricas e tabelas de resultados, exploravam exercícios lúdicos, as atividades coletivas e cultuavam gestos simbólicos de solidariedade. Este movimento realizou três grandes olimpíadas de trabalhadores e produziu grande quantidade de documentos que expressavam várias críticas ao chamada esporte “burguês”.

As críticas elaboradas a partir dos pressupostos de orientação frankfurteana (Teoria Crítica) tinham como referência básica o neo-marxismo expresso nas obras de Hebert Marcuse, Theodor Adorno, Max Horkheimer e Jürgen Habermas. Bracht (1997, p. 26 e 27), apoiado em Salamun, sumariza duas teses da Escola de Frankfurt que transpareceram na crítica ao esporte de forma mais pronunciada: a) a tese da coisificação ou alienação, segundo a qual nas sociedades industrializadas e no mundo do trabalho, a sociedade e os homens não são aquilo, que em função de suas possibilidades e sua natureza, poderiam ser. Neste caso, as relações se efetivam a partir de uma razão instrumental ou racionalizada, coisificando-as; b) a tese da repressão e manipulação, na qual a sociedade moderna altamente tecnologizada, industrializada e desenvolvida, representa um sistema de repressão, dominação e manipulação.

A partir dessa leitura, é possível afirmar que o esporte assume a função de estabilizador do sistema social como um todo, e pelo fascínio que exerce, muito bem monitorado pela mídia eletrônica, atua como um desvio da atenção das coisas que realmente garantem uma vida digna e como um atenuador das tensões sociais. Enfim, um elixir compensatório para amenizar as insuportáveis condições materiais em que vive a maior parte da população. “Assim, diluem-se as energias necessárias para uma transformação das condições societárias, que são assim inibidas e não acontecem. Todo gol comemorado no esporte é, na verdade, um gol contra a classe trabalhadora” (BRACHT, 1997, p.28).

Um outro aspecto destacado por Bracht (1997), refere-se à função ideológica do postulado da igualdade de chances no esporte. “A igualdade formal de chances no esporte pressupõe uma correspondente forma de sociedade. Tal idéia nega a fundamental desigualdade de chances inerente à sociedade capitalista e eleva o princípio esportivo da igualdade de chances a um princípio geral da sociedade” (p. 29).

As críticas ao esporte com base nos pressupostos do pensamento de Michel Foucault apontam que o mesmo promove disciplinação e controle do corpo através do treinamento e da manipulação, tornando-o uma peça da sociedade. Enquanto Adorno percebia o controle dos corpos através da manipulação psíquica, via meios de comunicação de massa, Foucault percebia tal integração sendo concretizada através de procedimentos disciplinares de corpos, levados a efeito por instituições como a escola, a fábrica, a prisão etc. Nesse raciocínio, o esporte moderno pode ser interpretado como disciplinador do corpo. Por intermédio do poder que circula e atua em cadeia em todas as instâncias sociais, o corpo é disciplinado não só no sentido “negativo” da repressão, mas também, no sentido “positivo” da manipulação/estimulação. A partir dessa ótica, o corpo já não tem linguagem própria, ele não se exercita, é exercitado, não é senhor de si, mas escravo de várias agências, como os clubes, os esportes, as torcidas, os quartéis etc., que os transforma em algo regulado, condicionado, fechado às experiências sensíveis.

As críticas ao esporte com base nos pressupostos da teoria da educação (socialização) de Bourdieu partem do princípio de que o consumo e prática do esporte contribuem para a reprodução das diferenças de classe. Segundo ele, o esporte traz consigo a marca de suas origens: além da ideologia aristocrática que aparentemente o propaga como atividade desinteressada e gratuita, perpetuada pelos rituais de celebração, “contribui para mascarar a verdade que realmente interessa, tanto nos dias de hoje quanto em sua origem (…)” (BOURDIEU, 1983, p.143).

Essas críticas endereçadas ao esporte em geral e ao de rendimento, de forma mais contundente, parecem não abalar a trajetória desse fenômeno. O esporte tornou-se unanimidade mundial, conquistou poder e é capaz de criar eventos que seduzem a maior parte da população do planeta, como a Copa do Mundo as Olimpíadas, por exemplo. Juntamente com a mídia, divulga padrões de comportamento de alto poder de contágio. Provoca histerias coletivas e, no caso do futebol, no Brasil, é capaz de desencadear comoção nacional e fazer com que todos (ou quase todos) seus habitantes se orgulhem de serem brasileiros, apesar das gritantes diferenças de classes sociais. Mas, por mais contundentes que sejam as críticas, por mais que tantos já tenham desaconselhado a sua prática, Kunz (1994, p. 44) destaca que “ninguém conseguiu abalar ou ameaçar, este tipo de esporte, mais do que ele próprio, nos últimos tempos” . E apresenta dois problemas muito sérios no mundo inteiro que podem levar à sua autodestruição: “o treinamento especializado precoce e o uso do doping” (p. 45).

As Propostas de Esportivização da Capoeira

O autor pioneiro a defender a capoeira como esporte foi Mello Morais (1893/1979) que na década de 1890 já sinalizava com a possibilidade da capoeira se transformar em “esporte nacional”. Como integrante das elites brancas da virada do século XIX, Mello Morais se utiliza de alguns argumentos realçados de positividade: a capoeira era esporte, era mestiça e era nacional. Para justificar seus postulados inverte praticamente todos os elementos dessa manifestação, construindo um “passado glorioso” para a mesma e destituindo o que ela tinha de “mal e bárbaro”. Com isso dá os primeiros passos no lento processo de transformação desse símbolo étnico em esporte.

Em 1928, o escritor Coelho Neto publicou o artigo “Nosso Jogo”, no qual apresenta uma proposta pedagógica de inclusão da capoeira nas escolas civis e militares, chamando a atenção para a excelência da capoeira como ginástica e estratégia de defesa individual. No mesmo ano, Aníbal Burlamaqui publica o livro: Ginástica Nacional (Capoeiragem) Metodizada e Regrada, onde apresenta regras para o jogo esportivo da capoeira (REIS, 1997).

Em 23 de julho de 1953, em Salvador, Mestre Bimba, o criador da Capoeira Regional[4], fez uma exibição com os seus alunos para Getúlio Vargas, no Palácio da Aclamação, ocasião em que ouviu do então Presidente da República: “a capoeira é o único esporte verdadeiramente nacional” (ALMEIDA, 1994, p. 44).

Outros autores apresentaram estudos sugerindo a transformação da capoeira em esporte institucionalizado. Entre eles, destaca-se o professor Inezil Penna Marinho[5]. Atualmente percebe-se que o movimento rumo ao processo de esportivização da capoeira tem adquirido mais vigor. Sob o discurso da necessidade de se organizar melhor para produzir mais, boa parte dos capoeiristas está adotando a lógica do sistema esportivo. Atualmente já são mais de vinte federações estaduais vinculadas a CBC.

Essa forma de organização da capoeira pelo víeis esportivo tem encontrado muitas resistências, tem sido alvo de ácidas críticas e tem servido mais para atender interesses pessoais e/ou corporativos do que para organizá-la efetivamente.

É importante reafirmar que a ação institucional que fomentou a vinculação da capoeira ao contexto esportivo foi o seu reconhecimento como modalidade esportiva pela Confederação Brasileira de Pugilismo (CBP), em 1º de Janeiro de 1973. Tal reconhecimento, e conseqüente regulamentação, não encontrou ressonância por parte de expressivo número de líderes da capoeira nacional. O que pode ser observado é que o vínculo com a CBP pouco contribuiu para o crescimento e organização da capoeira em geral. Com a criação da CBC, em 1992, fica explícita a adoção de uma política esportiva para esta manifestação. A clara intenção de padronização, normatização e unificação de procedimentos dão a tônica do discurso para evitar, segundo seu primeiro presidente, “que curiosos e aventureiros a tornem uma grande confusão internacional e venha a desaparecer por completo” (CONFEDERAÇÃO RESPONDE, 1997, p. 4).

O fato é que isso não ocorreu e a capoeira ganhou o mundo nos últimos anos e esse fenômeno não ocorreu sob a égide do esporte, mas fundamentalmente, como símbolo da cultura brasileira.

A inclusão da capoeira nos Jogos Escolares Brasileiros (JEB’s) a partir de 1985 foi também um dos grandes motivos que contribuiu para o fomento da esportivização da capoeira. A capoeira então se projeta ao fazer parte da mais representativa festa dos esportes estudantis no Brasil.

As tentativas de se organizar e normatizar a capoeira vêm contribuindo para a sua evidência no cenário esportivo brasileiro. Entretanto, muitas dessas tentativas esbarram, na maioria das vezes, em diversos impasses e conflitos de lideranças ávidas em verem seus projetos pessoais serem contemplados pelas políticas públicas de fomento ao esporte.

O que se questiona em relação a essas tentativas de padronização da capoeira dentro dos contornos do esporte de rendimento, é se elas não estariam negando a pluraridade dessa manifestação cultural, bem como os seus valores sócio-históricos e culturais arquivados em seus rituais cantos e gestos. Com uma boa dose de irreverência e fértil imaginação, os capoeiristas que discordam dessas estratégias vem chamando essa capoeira padronizada de “capoeira shopping center”.

Considerações Finais

Á luz do que foi apresentado, procuraremos apontar alguns dilemas que permeiam as políticas públicas para o setor.

O fato é que a capoeira ainda carece de uma consistente política pública que dinamize o seu potencial formador tanto no campo esportivo como no campo cultural. As iniciativas levadas a cabo pelo poder público ainda são rarefeitas e pontuais como, por exemplo, o programa “Ponto de Cultura” , encampado pela Secretaria de Programas e Projetos Culturais do Ministério da Cultura (SPPC/MinC), lançado em março de 2005, com aporte de R$ 1 milhão e 850 mil, para a implementação de dez “pontos de cultura” para a capoeira na cidade de Salvador.

No discurso proferido para representantes das Nações Unidas, em Genebra, no dia 19 de Agosto de 2004, o Ministro da Cultura do Brasil proclamou que “não foi fácil para a capoeira colocar o pé no mundo” e transformar-se numa arte planetária. “Muitas foram as adversidades enfrentadas ao longo da história: preconceitos sociais e raciais, perseguições policiais e rejeição das elites”. Na ocasião, anunciou que o governo brasileiro estava disposto a fazer uma reparação histórica em relação a esta manifestação dos africanos escravizados no Brasil e, naquela tribuna européia, diante de diplomatas do mundo inteiro, promoveu o lançamento das bases de um futuro Programa Brasileiro para a Capoeira.

Torna-se necessário, nesse momento, retomar o sentido político original da capoeira, ou seja, os motivos subjacentes e as circunstâncias em que ela foi criada. Produção cultural dos negros à época da escravidão, serviu como estratégia corporal de libertação e pautou-se pela contestação às regras de dominação social.

Assim, ao contrário do esporte, cuja mensagem principal está centrada nos princípios básicos da sobrepujança e das comparações objetivas, que têm como conseqüência imediata o selecionamento, a especialização e a instrumentalização (KUNZ, 1991), a mensagem da capoeira embutida em seus gestos, rituais e cânticos sugere indeterminação, ruptura e ambigüidade, onde a arte e a mandinga, ao refletirem uma interioridade, uma visão própria de mundo, incompatibilizam a padronização e o regramento.

Para Bracht (1997, p. 70) o esporte é:

uma atividade com um conjunto de regras de fácil compreensão, ao contrário por exemplo, das regras do jogo político que são complexas e muitas vezes não transparentes. O resultado de uma competição é anunciado imediatamente após o seu encerramento e não deixa dúvidas (…). A simplicidade de sua linguagem, faz possível que um jogo de futebol seja entendido e apreciado tanto aqui no Brasil, quanto na China, por exemplo.

A visão de que para termos bons capoeiristas teríamos que ter campeões soa como uma hipocrisia. Obviamente, não estamos aqui defendendo a total ausência de rendimento. Isso é impossível, mas sugerindo, como propõe Kunz (1996), um “rendimento como algo necessário mas não obrigatório” (p. 101). Nesse sentido, estamos de acordo com Valter Bracht quando destaca:

A idéia defendida e disseminada (e falsa) é a de que para motivar e termos uma população ativa esportiva e fisicamente precisamos de heróis esportivos que atuariam como exemplos, análoga à idéia de que para construirmos bons carros de passeio precisamos desenvolver carros de formula l.(BRACHT, 1997, p. 83)

A ambigüidade parece ser um componente intrínseco da capoeira, quando vista sob a lógica da cultura popular. Numa análise aligeirada ela pode denotar indeterminação, incerteza, dúvida, mas isso não é uma falha, defeito ou carência de um sentido, como destaca Chaui (1989). Trata-se de uma propriedade que contém ao mesmo tempo várias dimensões simultâneas.

É dentro dessa concepção multifacetada que as políticas públicas para a capoeira devem ser geridas. Ou seja, através de programas interministeriais e intersetoriais que envolvam as diversas interfaces da capoeira. As políticas públicas poderiam contribuir enormemente para o fomento desta que é um dos principais veículos de divulgação da cultura brasileira.

 

Referências

ALMEIDA, Raimundo C. A. de. A saga de Mestre Bimba. Salvador: Ginga Associação de Capoeira, 1994.

BOURDIEU, Pierre. Questões de sociologia. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1983.

BRACHT, Valter. A criança que pratica esporte respeita as regras do jogo …capitalista. In: Vitor Marinho de Oliveira (org.). Fundamentos pedagógicos: Educação Física. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1987.

Educação Física e aprendizagem social. Porto Alegre: Magister, 1992.

Sociologia crítica do esporte: uma introdução. Vitória: UFES/CEFD, 1997.

BRASIL. Câmara dos Deputados. Projeto de Lei n. 85/95 do Sr. José Coimbra. Reconhece a capoeira como um desporto genuinamente brasileiro e dá outras providências, 1995.

BRUHNS, Heloísa Turini. O corpo parceiro e o corpo adversário. Campinas-SP: Papirus, 1993.

CASTELLANI FILHO, Lino. Educação Física no Brasil: a história que não se conta. Campinas: Papirus, 1988.

CHAUI, Marilena. Conformismo e resistência: aspectos da cultura popular no Brasil. 3ª Edição. São Paulo: Brasiliense, 1989.

CONFEDERAÇÃO RESPONDE. Jornal Muzenza: o informativo da capoeira., Ano 3, n. 28, p. 4, 1997.

COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do Ensino da Educação Física, São Paulo: Cortez, 1992.

KUNZ, Elenor. Educação Física: ensino e mudanças. Ijuí: UNIJUÍ Editora, 1991.

Transformação didático-pedagógica do esporte. Ijuí: UNIJUÍ Editora, 1994.

O esporte na perspectiva do rendimento. Diretrizes curriculares para a educação física no ensino fundamental e na educação infantil da rede municipal de Florianópolis-SC. NEPEF/UFSC-SME, 1996.

MARINHO, Inezil Penna. A ginástica brasileira: resumo do projeto geral. 2ª Edição. Brasília: Autor, 1982.

MORAIS FILHO, Melo. Capoeiragem e capoeiras célebres. In: Festas e tradições populares. São Paulo: EUSP/Itatiaia, 1979.

OLIVEIRA, Vitor Marinho de. Consenso e conflito na educação física brasileira. Campinas: Papirus, 1994.

PIRES, Antônio Liberac Cardoso Simões. A capoeira no jogo das cores: criminalidade, cultura e racismo na cidade do Rio de Janeiro (1890-1937). (Dissertação de Mestrado), História, Campinas-SP, Unicamp, 1996.

REGO, Waldeloir. Capoeira Angola: um ensaio sócio-etnográfico. Salvador: Itapuã, 1968.

REIS, Letícia Vidor de Souza. O mundo de pernas para o ar: a capoeira no Brasil. São Paulo: Publisher Brasil, 1977.

SALVADORI, M. A. B. Pedaços de uma sonora tradição popular (1890 –1950) (Dissertação de Mestrado) Campinas: Unicamp, Departamento de História. 1990.

SOARES, Carlos Eugênio Líbano. A negregada instituição: os capoeiras no Rio de Janeiro, 1850-1890. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Cultura, 1994.

VIEIRA, Luiz Renato. O jogo de capoeira: cultura popular no Brasil. Rio de Janeiro: Sprint, 1995.

FALCÃO, José Luiz Cirqueira

Dr., Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Mestre de Capoeira

Palavras-chaves: capoeira, esportivização, poder.

Luta pela Paz premiada

Luke Dowdney, coordenador do Luta Pela Paz, recebeu nesta segunda, 2, o prêmio Laureus na categoria "Esporte do Bem" em noite de gala para o esporte mundial, em Barcelona, Espanha.

Conhecido como o Oscar do esporte, o prêmio Laureus, é distribuído desde 2000 aos melhores do ano e reúne atletas e celebridades, incluindo o Rei da Espanha, Juan Carlos, que abriu a cerimônia deste ano.
 
Dowdney recebeu o prêmio das mãos do campeão mundial de boxe, Marvin Hagler
 
A premiação é o reconhecimento do sucesso de sete anos de trabalho no Complexo da Maré para a integração social dos jovens através do boxe, capoeira e luta livre. Mais uma importante vitória para o projeto.

O Luta Pela Paz

Luta pela Paz é um projeto esportivo e educacional, onde são treinados crianças e jovens entre sete e 25 anos em boxe, luta livre e capoeira. Além do treinamento esportivo, as crianças e jovens têm aulas semanais sobre cidadania e resolução pacífica de conflitos.
 
Com o foco na prevenção do envolvimento dos jovens na violência urbana, a academia segue dois objetivos principais: criar campeões na vida pelo investimento nos jovens fora do ringue e criar campeões de boxe pelo treinamento com a melhor estrutura esportiva. O projeto canaliza a agressividade positivamente através do esporte e cria oportunidades para jovens de comunidades de baixa renda para um futuro melhor.

Jornal do Capoeira: I Intercâmbio Sócio-Cultural-Esportivo de Capoeiragem ITÁLIA & BRASIL

Nosso grande parceiro e camarada Miltinho Astronauta, publicou no Jornal do Capoeira uma vasta cobertura do evento que aconteceu no Rio de Janeiro, no qual esteve presente.

O Portal Capoeira convida a todos os leitores para conhecer e saber uma pouco mais sobre este importante acontecimento.
Segue parte de uma das várias matérias sobre o tema! No final do artigo voce irá encontrar os links para as demais matérias da série.

Luciano Milani


CAPOEIRAGEM ITÁLIA & BRASIL # 1
 

I Intercâmbio Sócio-Cultural-Esportivo de Capoeiragem ITÁLIA & BRASIL : Visita ao Mestre André Lacé, Leblon, RJ

Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br 
Edição 69 – de 16 a 22 de Abril de 2006
São José dos Campos, São Paulo
Jornal do Capoeira – 16/04/06

 

O economista Edgardo Santaniello, Mestre Coruja, presidente da Federação Italiana de Capoeira, acaba de promover o I Intercâmbio Sócio-Cultural-Esportivo de Capoeira Itália & Brasil. Com pequeno grupo de capoeiras, Mestre Coruja está de 9 a 17 de abril, na Cidade do Rio de Janeiro.

Fomos convidados para a Mesa Redonda, prevista na programação do Intercâmbio e que foi realizada no dia 12 de abril.  Aceitamos e, para tanto, tivemos que enfrentar verdadeira maratona, viajando num dia e voltando no outro. A "delegação" de São Paulo inicialmente contaria com a presença dos Mestres Pinatti e Valdenor, presidente da Federação Paulista de Capoeira, entretanto, na tradicional  e mandingueira "volta que o mundo dá e volta que o mundo deu", presos a compromissos inadiáveis, os dois mestres tiveram que declinar do convite.  Alberto de Carvalho Pereira Sobrinho, ou simplesmente Alberto de Bauru, gerenciador do grupo de discussão virtual Capoeira-CBC, em boa hora, resolveu nos acompanhar no "safári".

O esforço, adianto logo, valeu a pena. Claro que houve, como sempre tem havido (parece ser a sina das reuniões capoeirísticas) algum improvisos gerenciais, mas houve, também, excelentes surpresas e avanços substanciais.

Sobre essa Mesa Redonda escreveremos em outro artigo ainda nesta edição. Mas, de saída, contrariando a natural lógica cronológica, começaremos pelo final. Ou seja, a visita de algumas boas horas ao "quilombo" residencial do jornalista, escritor, mestre em administração e de capoeira André Luiz Lacé Lopes.

Sabíamos que grande parte do evento tinha contado, embora informalmente, com a sua experiência, sabíamos também que André Lacé não estaria presente em nenhum momento, por isso mesmo, ainda em São Paulo tratamos de agendar com ele um almoço no dia 13, o "day after" da Mesa Redonda.

Na Rio-São Paulo telefonamos para confirmar e combinar detalhes e Mestre André Lacé, lamentando a ausência dos Mestres Pinatti e Valdenor, confirmou o combinado e estendeu o convite para almoço em sua casa ao Alberto de Bauru.   E assim aconteceu, no dia seguinte, por volta das 11 horas estávamos adentrando o seu confortável e marcante apartamento no novelesco bairro do Leblon.  Passamos, "de passagem", pelo salão principal, com piano, violão, mesas de bar e muitos quadros em uma das paredes (inclusive, é claro, um sobre Capoeira, assinado pelo genial e saudoso Redi),  e nos instalamos na sala ao lado, ainda mais especial, com complexo aparato de som, tv, projetos de slides, dvd e, no canto, uma senhora adega comandada e trancada a sete chaves pela simpática Dra. Arly, sua esposa.

O casal Arly & Lacé, ladeados por dois turistas paulistas

Daí para frente, Alberto de Bauru, é testemunha, participamos de uma apresentação indescritível, com o foco maior, obviamente, na Capoeiragem.  A rigor, entretanto, falou-se sobre tudo, da cultura popular brasileira à cultura popular do mundo, passando pelo Candombe no Uruguai, pelas culturas afro-brasileiras (Kitábu, de Nei Lopes!), pela cultura afro-americana  (jazz, blue note, uncle tom …) e muito mais. Tudo entremeado com pequenas preleções sobre vinhos (Dona Arly), charutos, ópera e, evidentemente, reflexões sobre o custo de vida, os governos e a Ética no Mundo em Geral e dentro da Capoeira.


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CAPOEIRAGEM ITÁLIA & BRASIL # 1
CAPOEIRAGEM ITÁLIA & BRASIL # 2
CAPOEIRAGEM ITÁLIA & BRASIL # 3
CAPOEIRAGEM ITÁLIA & BRASIL # 4

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