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Olá, eu sou Luciano Milani, professor, pesquisador da Capoeira, também sou  e editor do Portal Capoeira ( www.portalcapoeira.com ). Em parceria com diversos nomes de relevância dentro do universo da capoeiragem e todas as suas manifestações correlatas, estamos trabalhando para manter o nosso sonho, o nosso trabalho “vivo e dinâmico”  e desta forma poder continuar prestando um serviço de qualidade no nosso Portal Capoeira.



Criação do Portal Capoeira: Agosto de 2005


O Portal Capoeira foi criado com o objetivo de divulgar a capoeira e todas as suas manifestações de forma democrática, coerente e imparcial.


Depois de vários anos a divulgar, difundir e partilhar informações relevantes e coerentes o Portal Capoeira se tornou um ícone e uma referência mundial de mídia online especializada. Nosso site é hoje uma das maiores base de dados de informação direcionada a todo o universo da Arte Capoeira e suas manifestações corelatas.
Temos mais de 5.000 visitas diárias e mais de 18.000 utilizadores registados.

Para todos nós é uma grande alegria e grande privilégio fazer parte desta equipe que trabalha de forma árdua e incansável para levar até voces informação de qualidade, além de proporcionar uma enorme oferta de serviços, livros, músicas, diretórios e divertimento a custo ZERO (gratuitamente) a todos os visitantes do nosso Portal.

Precisamos angariar fundos para manter o Portal Capoeira pois os custos fixos de manutenção e hospedagem continuam a crescer e a verba gerada pela publicidade não chega para suprir os custos fixos.

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Isto irá permitir compartilhar com vocês toda uma vasta rede de informações sobre a nossa arte luta e continuar a prestar um trabalho de responsabilidade, coerência e acima de tudo de manter o compromisso com a democracia e ética da informação.

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Luciano Milani – www.portalcapoeira.com


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ENCERRAMENTO DAS OLIMPÍADAS: QUE CAPOEIRA É ESSA?

Assisti ao final das Olimpíadas em Londres. O Brasil, como sempre, apesar de não ter conquistado grandes medalhas, fez bonito. O encerramento em Londres, como de costume, foi cheio de pompas e fogos de artifício. O Brasil, país que vai sediar as próximas Olimpíadas em 2016, fez sua apresentação cultural. O samba foi destaque, com o gari Sorriso apresentando o Brasil de uma forma simples e bonita. Mas fiquei chocado quando, logo no início, depois da batucada, vi uma apresentação das mulatas brasileiras, com perucas e máscaras negras. Uma caricatura grotesca dos anos anos 50 em que era comum brancos com o rosto pintado de negro (os black faces) e até mesmo negros representarem um papel estereotipado, em que pulavam e imitavam macacos e animais para uma plateia branca, que esperava deles exatamente esse tipo de comportamento e estereótipo. Naquela época, em que o negro precisava de um espaço na TV e no teatro, era comum esse tipo de comportamento e até compreensível. Agora que estamos em 2012, depois de tantas lutas do movimento negro no Brasil e no mundo em prol de uma melhor imagem de nós negros, fiquei pasmado em ter que assistir tudo isso de novo!

Apesar do desconforto, continuei assistindo o encerramento quando tive uma decepção ainda maior: a apresentação da capoeira para o mundo! Começou com um grupo de acrobatas mal treinados, com o corpo todo cheio de óleo e um abadá branco, fazendo piruetas. Sem berimbau, sem canto, sem ginga, sem nada! Fiquei refletindo: que capoeira é essa que estamos apresentando para o mundo?! Aquilo mais parecia um circo com acrobacia para envergonhar qualquer atleta de ginástica olímpica. Acredito que os mesmos deveriam estar rindo ou chorando de vergonha. O que vimos foi um grupo de acrobatas mal treinados. Senti falta do nosso berimbau, o grande símbolo da capoeira. Na verdade, senti falta da capoeira! Não tiveram jogos de capoeira, somente acrobacias individuais. Será que a capoeira se tornou isso, uma apresentação acrobática sem ginga e sem berimbau? Foi triste, diante do preço tão alto que pagamos para conseguir chegar até lá. Valeu a pena ou aquilo foi só uma coisa “para inglês ver”? Acredito que para algumas pessoas talvez tenha sido a realização de um sonho se apresentar em uma final de Olimpíadas. Mas aonde está a nossa capoeira, essência, existência e alma? Como seria a capoeira nas Olimpíadas no Brasil? Estamos perdendo a nossa identidade, nossas raízes, tratando a capoeira como um produto rotulado, embalado e coreografado, “para inglês ver”. Nesse caminho, não importa mais sua historia ou trajetória, a capoeira está perdendo a sua alma dentro da trajetória esportiva. Fico apreensivo pelo futuro da capoeira nas Olimpíadas de 2016!

 

Mestre Cobra Mansa – cobramansa@hotmail.com

Orgulho e preconceito em um mesmo esporte

Capoeirista de Bauru quer aproveitar os Jogos Abertos para mostrar seu valor e acabar com discriminação

A capoeira é um esporte que sofre preconceito de tudo quanto é lado. Do campo religioso, por parte de alas mais radicais que a associam ao candomblé e umbanda. De etnia, por ser de origem negra. 

E até mesmo esportiva, pois muitos nem consideram a modalidade como prática esportiva. Não bastasse isso, a modalidade teve pouco apoio até mesmo da cidade para acabar com as discriminações sofridas pelos praticantes da modalidade.

“O preconceito está presente, mas seria facilmente suplantado se tivesse mais apoio. Temos um espaço fantástico, estamos numa região boa. Tudo isso contribui para uma divulgação positiva”, comentou Alberto Pereira, professor da Casa da Capoeira e do time bauruense. A modalidade é a quinta da série do BOM DIA sobre os Jogos Abertos. A competição, aliás, é a grande vitrine esperada pelos praticantes. Mais do que medalhas, a capoeira de Bauru quer atenção e respeito no evento que acontecerá em novembro na cidade.

“A gente precisa muito dessa atenção. Tudo o que a gente faz aqui é no peito. Tanto que estamos tentando realizar desde o início do ano um treinamento com a equipe completa, mas não conseguimos. Falta estrutura para trazer todo o pessoal que treina no Fortunato Rocha Lima”, comentou o atleta André Luiz Bastasini, o Parada. Ele ganhou uma medalha de bronze nos Jogos Regionais ao lado de duas atletas que treinam no Fortunato: as irmãs Leda Maria Pereira e Lidiane Maria Pereira. Elas começaram praticamente juntas na capoeira e preferem deixar os problemas de lado para praticarem o esporte que gostam.

“Foi amor à primeira vista. Eu tinha 14 anos e nunca mais parei de ir. Nem mesmo quando eu me machucava eu deixava de ir nas rodas de capoeira”, garantiu Lidiane, que depois completou. “Estou muito ansiosa para que chegue logo os Jogos Abertos”. As duas são as únicas representantes femininas da equipe bauruense. Na capoeira são quatro categorias masculinas e quatro femininas. Mas o time está desfalcado e jogará com apenas cinco representantes. Além dos três já citados, completam o grupo André José e Jorge Oliveira.

CAPOEIRA Bauruense
Objetivos
Equipe está incompleta e sabe das dificuldades que terá na primeira divisão ao lado de Guarulhos, Piracicaba e Ribeirão Preto. Uma medalha, de qualquer cor, já seria um prêmio.

Avaliação BOM DIA
Sem apoio adequado e ainda sofrendo com preconceito, até mesmo uma medalha parece improvável. As maiores chances são no peso médio masculino, mas mesmo assim seria zebra.

Em 2011
A capoeira bauruense não esteve presente nos Jogos Abertos do ano passado, em Mogi Guaçu. Muitos atletas competiram por outras cidades no ano passado pela falta de apoio daqui.

Em família
A equipe feminina de Bauru é uma verdadeira família. E isso não é figura de linguagem. As duas atletas são irmãs e competem juntas. Leda, no meio pesado, e Lidiane, no pesado, estarão presentes.

 

Fonte: GUSTAVO LONGO
gustavo.longo@bomdiabauru.com.br

Mestre Boneco quer retomar espaço perdido para o MMA

Mestre Boneco, que deu aulas para Halle Berry e vive em Los Angeles, busca a unificação de critérios para ‘vender’ a modalidade.

A capoeira já viveu seus tempos de moda no Brasil, mas com o crescimento de outras modalidades mais eficientes em um ringue de luta, como o jiu-jitsu e o boxe tailandês, a luta que se mistura com dança no ritmo marcado pelo berimbau ficou fora do “mainstream” da pancadaria. O surgimento do MMA (Mixed Martial Arts ou Artes Marciais Misturadas), esporte onde dificilmente a ginga e a plasticidade da capoeira têm vez, também vem de encontro à falta de um formato claro de competição, que fez com que a capoeira viesse a perder espaço na mídia e no mundo da luta em geral.

Um dos maiores expoentes da modalidade, Beto Simas, ou Mestre Boneco, afirmou, em entrevista ao iG, que a capoeira ainda está em estágio amador e que, para se desenvolver, precisa unificar suas regras e torneios. De Los Angeles, na Califórnia, onde vive desde 1999 e dirige o grupo Capoeira Brasil, ele, aos 49 anos, ainda vê a capoeira com força e grande quantidade de adeptos. Porém, não sabe precisar o número nem mesmo dos alunos do seu grupo, o Capoeira Brasil. A falta de um censo preciso é um dos problemas que Mestre Boneco tenta resolver. Segundo ele, não há dados ou estudos que possibilitem a “venda” de eventos da capoeira. Nos Estados Unidos, já trabalhou com artistas renomados como Hale Berry, que treinou para o filme “Mulher-gato”, e Brooke Shields. Entre os artistas brasileiros, rasga elogios à “casca-grossa” Elba Ramalho e lembra que o mais difícil de trabalhar foi o “frágil” Milton Nascimento.

 

Confira a entrevista de Mestre Boneco ao iG:

iG: No Brasil, a capoeira chegou a virar moda, mas parece ter perdido espaço para outro tipos de luta. Você acha que o crescimento do MMA brecou a evolução da capoeira?
Mestre Boneco: A capoeira teve uma época que estava muito na mídia, até porque eu consegui entrar na mídia trazendo a capoeira. Mas aí veio o MMA e o povo gosta de ver sangue. Começa a gerar dinheiro e vira um grande atrativo. Para mim a capoeira é uma arte ímpar, uma das que tem mais adeptos no país, apesar dos modismos, e não tem apoio ou uma promessa de você ficar milionário, como o futebol, o MMA. Então acho que é uma arte muito forte.

iG: É difícil ver um lutador de capoeira, por exemplo, disputando competições como os torneios de MMA. Isso interessa a vocês?
Mestre Boneco: Na verdade, a proposta nunca foi entrar nesse tipo de torneio, porque é mais do que uma luta. Mas pode muito bem um capoeirista estar voltado só para a luta. O Anderson Silva fez capoeira, acho que prepara muito bem. O MMA não é uma luta só, o cara é um lutador profissional, tem de saber várias lutas. Existe competição de capoeira, mas ainda é muito amador. Há competição de dupla, de contato, mas temos de bolar algo melhor. Tem de bolar um formato de competição de forma que não percamos a característica da capoeira. Senão vira caratê ou briga, e não é isso, o contato tem de ser voltado para a capoeira, é complicado. Quando o jogo fica duro na capoeira, o bicho pega. Existem campeonatos, mas temos muito a aperfeiçoar ainda. Só no Rio existem várias Federações, e por isso estamos criando uma comissão de mestres para que possamos dar validade a um Programa Estadual de Capoeira no Rio, estamos tentando fazer com que o nosso governador aprove.

iG: Você já tem algo pronto em relação a essa proposta de regras?

Mestre Boneco: Em relação a regras, tenho até muita coisa escrita, inclusive já realizei alguns campeonatos internos no Brasil e em Los Angeles. Mas, para fazer campeonatos abertos a outros grupos, acho que seria interessante que fizéssemos regras com a presença dos grupos com efetiva representatividade no mundo da capoeira.

iG: Como você ingressou na capoeira?
Mestre Boneco: Acho que foi destino. Estava na praia do Leblon num fim de semana, e vi um pessoal gesticulando, falando alto. Aí eu conhecia dois deles e algo me levou a ir falar. E me disseram que era capoeira, que haveria um evento e, se eu quisesse ir, era só pedir autorização aos meus pais que eles me levariam. Eram mais velhos do que eu, conhecia dois da rua. Aí fui e me apaixonei, nunca mais parei. Foi em 1974, 75, estou com 49 anos hoje. Eu queria viver disso, não sabia como faria, mas queria viver disso.

iG: Quantos alunos tem o grupo?
Mestre Boneco: São 70 instrutores espalhados pelo mundo, mas não sei dizer exatamente quantos alunos. Estamos fazendo esse censo agora, trabalhando em um recadastramento. Sei que é muita gente. São três fundadores do meu grupo, o Capoeira Brasil, o Mestre Paulão, Mestre Sabiá e eu. Cada um tem um núcleo muito grande, aqui nos Estados Unidos, na Austrália, na China, na Europa, estamos espalhados no mundo todo. Se eu disser um número, estou chutando.

iG: Quando você foi para Los Angeles?
Mestre Boneco: Mudei em 1999, foi uma loucura, queria colocar a capoeira no cinema, fiquei empolgado e vim. Já trabalhava com capoeira há muitos anos, estava um pouco cansado de dar aulas. Já fiz televisão na década de 90, aí fiquei animado. Queria estudar aqui, não era nem para dar aula, mas acabei abrindo uma academia, não teve jeito.

iG: Você criou um grupo de dublês para cinema, correto?
Mestre Boneco: Tenho uma rapaziada aqui que faz muito videoclipe, faz filme, preparei a Halle Berry para fazer a mulher-gato, o Robert Rey (Dr. Hollywood) também foi meu aluno… Teve a Alanis Morissette que me procurou. Dei aulas, mas não foi na academia, foi na casa dela. Mas esse pessoal é muito ocupado, viaja muito, acaba que o treino não tem aquela consistência.

iG: E desses artistas, quem foi o mais chato e o mais dedicado?
Mestre Boneco: O mais difícil de trabalhar acho que foi o Milton Nascimento. Ele é muito frágil e a aula tinha de ser com muito cuidado, o trabalho foi muito delicado. A Halle Berry foi bem dedicada, mas quem é casca-grossa mesmo é a Elba Ramalho. Ela é boa, tinhosa, não é mole não. Trabalhei também com a Brooke Shields quando fiz uma participação em um filme na década de 80.

iG: Falando como empresário, como você enxerga o mercado para a capoeira?
Mestre Boneco: Na verdade, o mercado é muito grande e muito próspero, estamos trabalhando justamente para melhorar esse campo. Uma coisa que já complica é que cada grupo tem uma graduação independente. E isso dificulta na hora de buscar patrocínio. Estou buscando uma unificação. Tenho um projeto de reestruturação do meu grupo que estou abrindo para todos os outros. Quando você busca um patrocínio, o cara quer dados e não há. O cara quer um censo, quer saber como são as graduações, ainda soa como algo meio amador. Há grupos profissionais, eu sempre vivi da capoeira e não vivo mal.

iG: Você considera a capoeira uma luta de fato ou uma dança? O que é a capoeira, na sua visão?
Mestre Boneco: Essa é a grande dificuldade para a capoeira crescer, porque ela é tudo isso junto. É dança, é luta, é brincadeira, é arte, é cultura, é acrobacia, é música, ritmo, tudo isso. Então temos de definir, estava debatendo isso no Rio. Temos de apresentar um projeto ao governador. A gente quer que ele homologue uma comissão que estamos formando para poder decidir quem pode dar aula ou não e outras coisas, como essa definição do que é a capoeira, porque isso interfere em todo o resto. Uma luta é só luta, cultura é só cultura, aí vão por esse viés, mas a capoeira é tudo isso.

iG: Dá para perceber maior dificuldade dos americanos para aprender a ginga ou é a mesma coisa?
Mestre Boneco: Essa história é papo. Tenho uma aluna aqui em Los Angeles que passa fácil por brasileira. E o mais legal aqui é que Los Angeles é uma cidade muito segregada. Tem área do negro, do latino, do asiático, mas a capoeira é uma mistura. A gente até saiu em uma matéria no L.A. Times por causa disso. Fizemos um documentário, que consegui vender para a televisão no ano passado, mostrando a capoeira no mundo tudo. Então fomos em várias cidades. Em Israel, foi muito legal, colocamos judeus e palestinos, que se matam, jogando capoeira, batendo palmas, se abraçando na maior harmonia. A capoeira é um instrumento de transformação.

iG: Como funciona essa questão dos apelidos? Qual é o critério para a escolha e porque resolveram chamar você de Mestre Boneco?
Mestre Boneco: O meu foi porque eu era da zona sul, no meio daquela negrada toda, a capoeira ainda era discriminada e tinha poucas pessoas claras, de cabelo escorrido… Aí quando cheguei, falaram logo: “Ah isso aí é boneco! O que está fazendo aqui?”. Mas a dificuldade faz a gente crescer. Os apelidos são da época que a capoeira era proibida, então os capoeiristas tinham apelidos para manter o anonimato. Por mais que a capoeira evolua, queremos manter a tradição.

 

http://esporte.ig.com.br

Reflexão: Capoeira Angola: Uma idéia, não um estilo!

Entendo que a capoeira angola, finalmente, seja uma idéia, não um estillo!

Agrega valores que a define como um caminho, um ideal, uma causa, uma ação ligada diretamente para causas sociais, o sindicato dos excluidos, o grito dos humildes, a voz da plebe e de todos que necessitam de discernimento, independente de estilos, que já é próprio, inerente, sendo que expressamos em movimentos o que somos.

Precisamos mudar o conceito atual, que a capoeira angola é o estilo dos velhos, dos lentos, da capoeira sem combatividade, do jogo embaixo, somente, é tudo isso e muito mais.

É a idéia dos velhos sim, não o estilo.

Estamos herdando toda essa idéia dos velhos, e estamos deixando essa idéia se perder por falta de discernimento, responsabilidade, compromisso, atitude.

Temos que treinar, estudar, treinar, ler, treinar, vivenciar, treinar e treinar, para mudar esse conceito ridículo que está levando todos para outras vertentes.

Temos que fazer da capoeira angola realmente uma filosofia, compromisso para que possamos moralizá-la. Chega a ser desleal, sendo a capoeira angola a que embate ao sistema, somos naturalmente excluídos das mídias, tornando nossas idéias ainda mais ocultas.

Penso que seje essa a identidade da capoeira da Ilha, capoeira angola, agregada a todos esses valores, onde jogamos em baixo, em cima, no meio, voando, onde os berimbaus arrepiam os pêlos, onde a ladainha cala fundo em que ouve, onde o Mestre ainda tem autoridade sem ser autoritário, sem excluir as pessoas por não estarem de cintos ou sapatos, com malandragem, revide, educação, combatividade, resistência discernimento cultural, compromisso e muito treino para que possamos estar nas ruas com a nossa idéia moralizada, para que possamos dar visibiliade e atrair pessoas para compartilharem dessa idéia chamada angola.

Sinto que alunos e até alguns mais velhos não sentem orgulho da vertente, acabam por desistirem e desistimulam futuros angoleiros. Rodas ecléticas, cada qual com seu estilo dentro de uma idéia chamada angola, onde cada qual leva o que tem e trás o que precisa para sua vida.

Sem esteriotipar os sentimentos, os movimentos,os pensamentos.

Essa idéia que chamo de angola é a força é o meio, e não devemos distorcer nem permitir que deturpem, criando outro conceito que nada irá contribuir para o esclarecimento de toda essa estrutura escravista que está aí nos oprimindo.

Temos que ter orgulho do que somos, sou angoleiro, sim sinhô!!!

 

QUILOMBOLA CAPOEIRA ANGOLA

Mestre Pinoquio – mpinoqcap@hotmail.com

Haiti: Cenário é de guerra após terremoto

Haiti: Capoeira e Solidariedade

Segue narrativa do amigo e parceiro Flávio Saudade que desenvolve no Haiti um fantástico projeto social e cultural denominado GINGANDO PELA PAZ:

O GINGANDO PELA PAZ nasceu de atividades realizadas ao longo de quatro anos em diversas comunidades do Rio de Janeiro que tinham como foco a mobilização popular para temas de interesse público. A inspiração surgiu com a participação do Contramestre Saudade, à época com 21 anos de idade e professor em capoeira, no Serviço Civil Voluntário, projeto oferecido pelo Viva Rio que objetivava ser uma alternativa ao Serviço Militar obrigatório, e estava direcionado para jovens em situação de risco social que ainda não tinham concluído o ensino fundamental. O contato com disciplinas como Direitos Humanos e Cidadania, a participação em ações voluntárias em comunidades como as Campanhas contra a Dengue e de Paz no Trânsito, somada a experiências internacionais em países como Zimbabwe, África do Sul, Alemanha e Espanha, levou-o a idealizar um projeto que objetivasse fortalecer a atuação da capoeira para o desenvolvimento social.

 

Prezados,

Continuamos aqui na expectativa. Penso que eu, assim como milhares de pessoas daqui, estão com medo de entrar em suas casas; mesmo de ir ao banheiro. O corpo parece que ainda treme, aumentando ainda mais a preocupação. Dormimos fora da casa, no quintal. As pessoas com quem trabalho e um grupo de pesquisadores da Unicamp. Eles estavam no centro da cidade no momento do tremor e viram o Palácio do Governo destruído. É realmente inacreditável a situação aqui, inúmeras casas, prédios desabaram. igrejas, hospitais, supermercados, hoteis, lojas…

É impressionante que um povo que já sofre por tantas coisas, ainda tenha de sofrer mais este desastre. O número de vítimas deve ser grande, mortos, feridos; pessoas de todas as esferas sociais e diversas nacionalidades. Até agora ouvimos pessoas desesperadas, chorando pela rua…

Permaneço ansioso, pois a maior parte de nossos alunos e amigos são moradores de Bel Air, um dos bairros mais afetados. A grande maioria moram em pequenos barracos; em alguns deles famílias inteiras dividem um pequeno espaço… Em Porto Príncipe temos favelas nos morros. A maior parte das construções é feita com material de baixa qualidade, o que aumenta as chances de desabamentos.

Agora o momento é de trabalho. Da melhor maneira tentar minimizar o sofrimento dessas pessoas. O Haiti não tem estrutura para uma catástrofe dessas, e necessita de toda ajuda possível, com urgência. E mais ainda, precisa de coragem para reconstruir as suas vidas e renovar as suas esperanças, ainda que esta seja uma tarefa difícil.

Fraternal Abraço a todos.

Flávio Saudade

Brasileiro diz que cenário no Haiti é de guerra após terremoto

Ele e mais 15 pessoas estão abrigados em uma casa da ONG Viva Rio sem poder sair

O cenário na capital do Haiti, Porto Príncipe, é de guerra, de acordo com o ativista da organização não governamental (ONG) Viva Rio, Flávio Soares. Em entrevista à agência portuguesa Lusa, Soares disse que a cidade “está devastada, um caos”.

>>Detalhes da tragédia no Especial Haiti – http://www.abril.com.br/noticias/haiti-terremoto-desastre-tragedia/haiti-terremoto-desastre-tragedia.shtml

Ele e mais 15 pessoas, entre integrantes da ONG e pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), estão abrigados em uma casa do Viva Rio sem poder sair.

“Está um caos. Muitos prédios desmoronaram, tem muita gente disputando comida, os mercados fecharam, muitas pessoas estão nas ruas, feridas, pessoas mortas sendo carregadas. A população precisa de ajuda urgente, há pessoas ainda vivas sob escombros, uma tristeza só”, descreveu.

O brasileiro relatou ainda que o risco de saques é iminente. “O clima é de insegurança. Temos luz e conseguimos comprar água, mas estamos sem telefone e tentando comprar comida. Não temos uma grande quantidade de mantimentos”, afirmou.

Soares disse que ainda não conseguiu contato com a embaixada brasileira que também foi atingida no terremoto. “Estamos tentando entrar em contato com alguém da embaixada para avisar que estamos aqui e para ter alguma orientação. Pelo que parece, as tropas ainda não estão nas ruas”, relatou.

O brasileiro coordena um projeto de capoeira com jovens haitianos e disse não ter tido notícias de nenhum de seus alunos. Mesmo com a tragédia, Flávio Soares disse que vai ficar no Haiti e não pretende voltar ao Brasil.

“Não podemos abandonar as pessoas no momento em que elas mais precisam. Mais que comida e água, elas necessitam de solidariedade, que olhemos nos olhos delas e demonstremos que estamos juntos, que lutamos juntos”, declarou.

Desde 2007, o Viva Rio atua no Haiti em projetos integrados de segurança e desenvolvimento para a redução da violência e de desmobilização de grupos armados na capital, Porto Príncipe.

 

Flávio Saudade
Contramestre em Capoeira
Coordonnateur Sport et Projet Gingando pela Paz
www.vivario.org.br
Mobile: (509) 38540202
http://flaviosaudade.wordpress.com

Consciência Negra e Capoeira uma prática constante

Nesta crônica estão apresentadas algumas considerações sobre o “Dia da Consciência Negra”, chamando-se a atenção para a presença da Mulher – negra ou não – na luta pelas igualdades. Mestra Dandara (Por que não?) recebe justa homenagem!

O dia da Consciência Negra passou. Mais uma data no calendário oficial, que nos sugere um dia especial no meio de semanas e dias de puro trabalho e pouca reflexão. Apesar de cada vez mais termos meios de acessar as informações, o que se pode fazer com elas é ainda muito pouco, uma vez que os esforços e espaços para debates e trocas são limitados.

Eleito o dia 20 de novembro para representar toda nossa História Negra, por ser o dia da morte do líder Zumbi da república quilombola dos Palmares, fundada em 1597 onde hoje é o Estado de Alagoas e Pernambuco, no período auge de nossa vida colonial, essa data tem muito a representar. Gostaríamos de falar brevemente sobre o que essa representação pode oferecer ao debate da Capoeira como uma manifestação dessa parte da nossa História e que só agora, passados séculos de debates não-oficiais, está entrando nos mecanismos de divulgação da História Oficial.

Se uma data como essa permite pensarmos a vida de uma grande liderança como foi Zumbi, gerando a idealização de sua figura como a de um herói que deve ser colocado entre os heróis de nossa pátria-mãe tão pouco gentil com seu povo oprimido, também deveria permitir a conscientização do papel dos que estiveram atuando ao lado dessa figura, especialmente as mulheres, às quais fazemos questão de destacar aqui nesse texto e em outros que temos assinado sobre a presença feminina nos contextos de que participamos.

Lembremos um pouco de Dandara, a qual se sabe tão pouco sobre sua vida, mas que consta como grande guerreira e estrategista dentro de Palmares. Tida como esposa de Zumbi, decide pela própria morte ao invés de entregar-se novamente ao sistema escravista quando da tomada da Serra da Barriga pelo governo monarquista no ano de 1694.

Não vamos aludir aos diversos eventos que correm ao longo da história dessa emblemática figura porque os elementos que levantamos aqui nos fazem pensar bastante sobre pontos importantes dentro da temática aqui proposta: praticar o exercício da conscientização de nosso passado escravista com tanta disciplina quanto a prática da Capoeira.

E nesse sentido estamos cada vez mais dispostas a exigir o espaço necessário para a conscientização do papel da mulher no curso de nossa História. Porque é fundamental reconhecer que tanto nos momentos das eclosões dos acontecimentos como nos do cotidiano diário o nosso papel foi e é o de garantir que o esperado se realize e se concretize de modo que a seqüência da vida e da melhoria daqueles que são parte do nosso círculo social aconteça.

Nós acreditamos que estar ao lado não é um papel medíocre, nem simples, nem subalterno, como querem as correntes feministas dispostas a continuar na segregação proposta pelos mesmos modelos a que se contrapõem. Estar ao lado é suportar (portar junto), é fazer crescer, é procriar. Aqui vale lembrar que tanto a linha reta como a roda são formas de organização que exigem o “lado a lado” pra se concretizarem, e ainda assim expressam maneiras diferentes e opostas de existir no mundo.

Um dia como esse 20 de novembro deve servir para que as mulheres se coloquem diante da condição Matriarcal e Feminina que faz da sensibilidade nossa maior herança. E com isso podemos construir certamente um mundo de homens e mulheres capazes de se voltarem conscientemente e com compaixão para os que sofrem, para os que não são reconhecidos pelo fato de estarem simplesmente vivos ou para aqueles que conhecem apenas a autoridade como forma de agir e de ser no mundo, enfim para todas as formas de vida que hoje em dia estão abaladas com a falta de direcionamento e distanciamento com o sagrado a que estamos submetidos.

Para que a Capoeira também entre nesse processo de valorização e reconhecimento da cultura negra é necessária a presença e atuação feminina e que essa faça seu papel de reconhecer dentro da História dessa luta os elementos que foram destacados, mas também os que foram omitidos nesse processo e contribuir, com força e união, para que as partes diferentes se associem, sem compromisso com mecanismos discriminatórios, especialmente os que nos conduzem a caminhos já sabidos de ruptura.

Não precisamos mais de uma consciência humana que rompa com o humano. Estamos carentes de mecanismos de construção integrativa, esse é o mecanismo da Natureza, deveria ser nosso referencial para tentarmos ter de volta nossa casa-comum, o Planeta Terra, e salvar nossa espécie Sapiens da nossa própria eliminação.

Precisamos sim é exercitar as capacidades físicas e emocionais que a Capoeira permite desenvolver a ponto de treiná-las para as transformações que o mundo está nos permitindo e nos obrigando a realizar. De outra maneira não estaremos fazendo jus aos ensinamentos deixados pelos Mestres que tiveram em suas companheiras a força para o trabalho que desenvolveram.

Casal de Edan .século XIX. Sudoeste da Nigéria. Coleção particular, Bruxelas: A superposição de homens e mulheres simboliza a união dos ancestrais, fundadores da linhagem. Esta associação é necessária para a manutenção do bem-estar de uma sociedade-civilizada, por quem os membros da sociedade secreta Ogboni são responsáveisO intelecto e o sensível estão sendo clamados para uma nova visão da vida, pois a luta a que a humanidade está sendo levada a travar exigirá muito de todos nós. E se nos habituarmos a rever os padrões morais e institucionais a que fomos expostos em toda História, teremos muito a nos beneficiar com o exemplo de mulheres que estiverem em constante combate em busca do respeito e da integração social.

Um dia para refletir a consciência negra no Brasil é um dia para refletir toda a nossa consciência histórica: a consciência que presenciou tantas mortes injustas, que guardou em suas raízes a eliminação do povo original da terra, que se ressente de uma classe dominadora que rejeita a fonte de sua própria riqueza; uma consciência que não acode aos que necessitam e defende os que se aproveitam indevidamente do que é de todos. Enfim, refletir sobre nossa consciência comum que tem muito a rever, rejeitar, redimir e refazer nos sentidos mais profundos de respeito que o ato de retorno pode ter em todos nós.

Stella Mendes (Manchinha), São Paulo, Novembro de 2005

Colaboração : Moleza

Grupo de Capoeira Angola Irmãos Guerreiros (Mestres Marrom & Baixinho)

* Imagens retiradas in: Mostra do redescobrimento: arte afro-brasileira. São Paulo: Associação Brasil 500 Anos Artes Visuais, 2000.

(1) Portadora de cálice. República Democrática do Congo (Musée Royal de l”Afrique Centrale, Tervuren, Bélgica): Guardiã da autoridade sagrada, a mulher que segura a cabaça de adivinhação entre suas mãoes, é o receptáculo dos espíritos e gênios vidye.

(2) Casal de Edan .século XIX. Sudoeste da Nigéria. (Coleção particular, Bruxelas): A superposição de homens e mulheres simboliza a união dos ancestrais, fundadores da linhagem. Esta associação é necessária para a manutenção do bem-estar de uma sociedade-civilizada, por quem os membros da sociedade secreta Ogboni são responsáveis

 

Fonte: Jornal do Capoeira –  www.capoeira.jex.com.br

MinC quer TVs como forma de distribuir produção regional

O Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC), Américo Córdula, manifesta desconforto com a concentração de controle midiático por poucos grupos. Segundo ele, a mídia no País está na mão de “cinco famílias” que não colaboram na divulgação da cultura local.

No 1° Encontro Internacional da Diversidade Cultural em Salvador, ele manifestou preocupação com a política de concessões das TVs, dizendo que é um “problema para o qual o governo ainda não encontrou caminhos”. Apesar de ser a favor das cotas de exibição de filmes nacionais, afirma que o Ministério da Cultura, quando tentou adotar políticas semelhantes, encontrou pelo caminho a força dos lobbys dos grupos midiáticos.

Confira a entrevista de Córdula ao Terra:

“A principal reivindicação dos movimentos pela diversidade cultural é uma ruptura com a ideia de mercantilização da cultura, inclusive com a defesa da exibição de produções nacionais com cotas de telas. Como o senhor vê isso?
A questão das cotas de tela é importante para regulação. Se deixamos em aberto, ninguém se preocupa em mostrar a nossa produção. A cota é uma forma de regulação, de mostrar nossa produção. Quando a França começou esta discussão nos anos 1970 era justamente para evitar o que existe hoje, 95% das salas de cinema exibem a indústria norte-americana.

Isso não segue a lógica de mercado, a procura do público não seria esta?
Se você não tiver espaço para exibir a cultura nacional você vai consumir o que as “majors” (grandes corporações) querem para o mundo. O desastre é que esta produção não traz apenas entretenimento, mas também a cultura, a roupa, o relógio, os bens de consumo, e você acaba perdendo a identidade local. O que nós temos que fazer é equilibrar isso, por isso as cotas. Elas passam a ser importantes porque o mercado não tem o menor interesse ou preocupação em veicular o conteúdo nacional. A grande discussão é esta, quando vamos regular o conteúdo, a regionalização da produção, a questão das rádios e TVs comunitárias, as concessões do uso da TV, que é outro problema que o governo federal ainda não conseguiu apontar caminhos.

Qual seriam estes caminhos, na sua opinião?
Não adianta fazer um esforço na produção da cultura se o principal meio de divulgação da cultura são os meios de comunicação. Temos que trabalhar junto, estamos trabalhando na proteção das diversidades culturais mas a gente não tem o canal de divulgação da cultura. Não se trata de reserva, mas de abrir espaços para poder distribuir nossos conteúdos.

As pessoas querem consumir mais cultura brasileira, querem ver filmes nacionais, por exemplo?
Querem consumir, claro. Se você der espaço e mostrar e formar, as pessoas vão. Mas se não tem possibilidade de acesso. Por exemplo, temos dentro do Minc uma política para games brasileiros, porque você vê hoje todo jovem com seu joguinho, mas não tem jogos nacionais, então estamos fomentando. Não tem a escala que deveria ter, mas a partir do momento em que trouxermos os temas da cultura brasileira para os games, como a capoeira, que são tão excitantes quanto os blockbusters dos jogos…

E agora uma grande produção nacional sobre capoeira.
Exato, estamos lançando o Besouro, com a mesma tecnologia de Matrix e quetais. Quer dizer, temos condição de fazer, não precisamos consumir só de fora. Estamos de igual para igual. Com a democratização dos recursos podemos produzir em qualquer lugar do mundo. A Índia está aí de prova. Por que eles podem ter uma Bollywood e nós não?

Não é uma contradição o Brasil estabelecer cotas para games e produções enquanto luta por abertura para vender os seus produtos em outros mercados?
Não propomos ainda cotas, não há nenhuma ação. Estamos discutindo a democratização de conteúdos. Tentamos fazer isso no começo da gestão do Gilberto Gil, mas as cinco famílias que controlam a mídia conseguiram derrubar isso com seus lobbys. Não existe nada relacionado a cotas ainda. Eu acho importante para regulação, mas não há ainda nenhuma política de cotas em relação ao audiovisual.

O senhor falou que as concessões precisam ser revistas, mas como?
Precisamos dos meios de comunicação para chegar ao público e chegar ao público. Seria importante ter uma política de estímulo à produção local. Se você mora no Rio ou em São Paulo não vê uma produção do Amapá, do Pará. A gente precisa, de fato, saber em que medida podemos explorar isso. A discussão é esta, de que TV queremos ver. Dar a oportunidade de ver que estamos fazendo bons produtos que podem ser assimilados. Precisamos criar repertório, acabamos vendo mais do mesmo. Temos que ter esta preocupação. Ter uma indústria de animação. Temos muito filmes sem salas para que eles passem. Temos que criar uma forma de nos livrar de uns poucos grupos que controlam a produção e distribuição de cultura.

Se for o governo controlando, tudo bem?
Não, acho que se você colocar a mídia na mão de cinco, tá errado também. Você deixa de fora uma produção enorme. Mas também não podemos ficar à mercê dos grupos porque isso não funciona. Você está colocando produtos que trazem sempre um retorno financeiro para estes grupos e deixa de fora conteúdos.

Como fica a lógica de mercado?
A diversidade hoje é a palavra de ordem do momento. O refrigerante mais vendido do mundo ganha milhões se vendendo como a bebida da diversidade cultural. Ele se apropria de um conceito. Não é isso, diversidade cultural é consumir suas bebidas locais.

(O repórter viajou a convite da produção do 1° Encontro Internacional da Diversidade Cultural).

 

Fonte: http://diversao.terra.com.br/

ECAMAR: 10 anos de Capoeira Angola

Escola de Capoeira Angola Mato Rasteiro – ECAMAR completa 10 anos de fundada dia 21 de Abril de 2009

Ola meus Alunos, Amigos e Camaradas.

Venho através deste dividir com vocês este  momento especial, que estamos vivendo aos 10 anos da ECAMAR, que foi fundada através do Contramestre Roxinho, hoje Mestre Roxinho com o objectivo de resgatar e preservar e promover a Cultura Afro-brasileira através da pratica da Capoeira Angola.   Nesta caminhada nos encontramos vários obstáculos e vários incentivos para continuar mantendo nosso  propósito com esta pratica de Tradição e Resistência. Hoje a ECAMAR tem sua sede principal em Sidney Austrália, onde estou vivendo e núcleos em Santo André-SP, Lins-SP, Alice Springs-AU, Melbourne-AU e Cork-IR.

Para alcançar esses dez anos, nos tivemos um grande parceiro na pessoa de Mestre Virgílio, meu Mestre, e alguns alunos como Catita, André, Fabricio, Ricardo (Salvador-BA), Pascoal (Brasília-DF), Buiu, Daniela, Fabinho , Topo Gigio, Ricardinho, Luizinho, Daiane (Lins-SP) que iniciaram sua vida na Capoeira Angola dentro da ECAMAR e Herman (Lins-SP), Da Lua (Santo André-SP) que são pessoas que acreditaram no nosso trabalho e que vieron de outras escolas de Capoeira mais que se familiarizaram de uma forma natural dentro da ECAMAR e contribuiram para o nosso crescimento e desenvolvimento através desta pratica.

Estamos aqui em Sidney realizando um evento de três dias com oficinas de Capoeira Angola nos dias 1, 2 e 3 de Maio em nossa sede. Todos quem estiverem na região estão convidado em participar da nossa celebração.

Um grande abraço a todos
Mestre Roxinho

Escola de Capoeira Angola Mato Rasteiro – www.capoeira-angola.com.au
 

41 BELMORE STREET SURRY HILLS NSW 2010
SYDNEY AUSTRALIA
www.capoeira-angola.com.au